4 de jun. de 2014

Melequento endiabrado

Eu ando anotando as coisas que pretendo escrever aqui no blog. Algumas eu anoto e enrolo tanto tempo que quando resolvo escrever acaba "caducando". Por exemplo a história do meu voo de São Paulo para Montevideu.

Enquanto eu esperava no em Guarulhos, puto porque meu voo estava atrasado, vi um melequento com seus 4 ou 5 anos correndo de um lado para o outro, pulando, gritando, falando alto... E a mãe lá, só falando "não faz isso", "não pode" e "volta aqui". E o melequento ignorando completamente a mãe e fazendo bagunça.

Eu já estava puto, não aguentava mais aquele ser correndo e comentei com meu pai "se ele passar aqui perto novamente vou dar uma bica nele". Para a sorte dele, chamaram o embarque antes dele passar perto de mim.

Aí a mãe cata o moleque e eles entram no avião (afinal, criança tem prioridade). O Veio, que também tem prioridade, entra junto com eles. E eu, sem pressa, entro mais para o final. Bastou eu entrar no avião para ter uma visão do inferno: atrás da minha poltrona está o endiabrado. E meu pai rindo da minha cara.

Logo que eu sentei na minha poltrona o melequento começa a chutar a minha cadeira. Olho para trás, a mãe percebe e manda ele ficar quieto. Durou uns 10 minutos e ele voltou a chutar. E eu olhei de novo para trás. E esse ciclo durou a primeira hora INTEIRA de voo. Até que eu levantei, olhei para o moleque com a minha cara de psicopata e ele entendeu. A mãe também entendeu: prendeu o moleque na cadeira de forma que a perna dele não chegasse na minha poltrona. Ou isso ou eu dormi tão pesado que não senti o moleque chutar novamente.

Só no final do voo, naquele período em que o avião pousou e as pessoas começam a sair que o moleque voltou a chutar. Mas eu estava anestesiado de sono e nem fiquei muito puto.

Só tive certeza que eu não posso ter filhos.

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