Se não me engano, postei aqui que consegui uma super promoção de milhas da Gol para o Paraguai e aproveitei um feriado de BH para colocar mais uma bandeira em um país da América do Sul (agora falta Bolívia e, se voltar a ser um país normal, Venezuela).
E assim foi. Na ida, tinha uma espera considerável em Guarulhos e finalmente pude aproveitar tudo o que o smiles pode oferecer: usei a sala VIP da Gol. E que sala, meus amigos. Ela é gigante e tem comida e bebida pra caralho. Não me perguntem a razão, mas não tirei nenhuma foto... Mas acreditem, foi realmente tratamento VIP.
Só que o vôo atrasou e eu acebi ficando umas 2 horas em frente o portão de embarque (ainda era embarque remoto).
Cheguei em Assunção já meio tarde e só deu para dar um pulo no centro, trocar dinheiro e descobrir, no centro de apoio ao turista, que TAMBÉM era feriado em Assunção e que nada abria no feriado. E nem no sábado. E nem no domingo. Fiquei felizão.
Puto da vida, pelo menos consegui tirar fotos de alguns prédios históricos da cidade, que a noite tem uma iluminação foda (a maioria deles, pelo menos). Saca só:
Cheguei no hotel e replanejei toda a viagem considerando a informação que era feriado. Realmente teve muita coisa que ficou fechado, mas uns 2 lugares lugares abriam no feriado e alguns no sábado. Não deu pra ver tudo, mas é a vida...
No sábado, andei pra caralho. Acho que rodei a cidade inteira a pé. O lado bom é que vivi a full paraguay experience. Começou assim: perto do hotel tinha alguma coisa da polícia e vi a tropa de choque preparada para a guerra. Virei a esquina e dei de cara com isso:
Sim, manifestação. Já é o terceiro ou quarto país da américa do sul que eu pego manifestação. E essa ainda foi com direito a pessoas carregando porretes e pedaços de madeira para ir para a briga com a polícia. Entrei num parque qualquer fechado e esperei a manifestação passar.
Além disso, consegui entrar no Defensores del Chaco, que nunca fica aberto, mas estava rolando uma obra e tinha um portão dando sopa. Ninguém me impediu, fui entrando, entrando, entrando e aí dei de cara com isso:

Continuando a andança, cheguei na catedral da cidade, onde estava rolando uma missa gigante. Tinha gente pra caralho. E aí, no meio de muita gente, rolou a coisa mais inesperada da viagem: fui abordado por um policial. O cara chegou todo gente boa, cumprimentando e tal. Aí pediu o passaporte, começou a fazer um monte de perguntas estranhas, tipo que dia chegamos, por onde chegamos, quanto temos iríamos ficar, o hotel... Estava achando estranho, aí lembrei que uma colega de trabalho tinha falado que a polícia era corrupta e que tentava cobrar propina. Nessa hora catei meu passaporte da mão do guarda.
Nessa hora chegou um outro policial, de graduação maior, e o primeiro falou "são brasileiros". O da patente mais alta falou "ok. prossiga". E o cara começou: "e dinheiro? Onde vocês trocaram?". Na verdade, ele teve que repetir 3 vezes, porque eu realmente não estava entendendo o que ele estava falando, porque ele abaixou o tom de voz e começou a falar rápido. Falei que tinha sido em casa de câmbio e ele insistindo no assunto. Aí soltei um "realmente não estou endentendo o que você está falando". Ele viu que não ia dar em nada e me liberou falando para eu tomar cuidado que ali era perigoso. Fiquei puto, mas segui em frente. E desde esse momento passei a evitar a polícia. Triste, mas é verdade.
Continuei a peregrinação pela cidade e ainda vi uma "carreata" (não sei como chama, de verdade) das pessoas carregando a santa oficial da cidade até a catedral. Tirei fotos, mas essa ainda está na máquina. Andando mais cheguei no palácio do governo. E dei sorte, porque pouco depois começou a cerimônia de recolhimento da bandeira. Muito bacana, não sei se tem todo dia, mas percebi que alguns paraguaios foram para lá acompanhar, porque cantavam o hino junto com os militares.
A noite, depois dessa andança toda, ainda vi uma coisa que nunca ia imaginar: um cara, no meio da rua, pendurou uma TV de 32" em um muro, ligou um aplificador de guitarra na TV e estava vendendo DVD pirata. Sim, é isso mesmo. A foto está ruim, mas olha só:
No dia seguinte ainda fui em uns museus e o mais legal deles é o Museu do Barro. Fica longe pra caralho, então fui de busão. E os ônibus são muito, mas MUITO velhos. Muito velhos mesmo. Esqueci de tirar fotos, mas acredite, são MUITO velhos. A ponto do Véio falar que "usei desses quando era criança". Voltando ao museu, uma escultura chamou a minha atenção. Certeza que a Disney a viu antes de fazer o Rei Leão:
De lá, resolvi procurar muamba. Sério andei muito. Num sol e calor cabulosos. Fui em 3 shoppings, andei muito pelas ruas e só vi DUAS lojas com eletrônico. Uma delas lembrava a Ricardo Eletro. E os preços eram do Brasil. Voltei do paraguai sem NENHUMA muamba. Pelo menos comprei um copo, do bicentenário paraguaio (que foi em 2011, por sinal).
No domingo, não tinha muita coisa pra fazer, já que nesse dia nada fica aberto. Nem mesmo as igrejas (por sinal, não vi NENHUMA aberta). Quer dizer, tinha o zoológico / jardim botânico. E para lá eu fui. Mas a minha sorte é tão grande, mas tão grande, que tinha um evento para crianças no dia. E o lugar estava lotado. Para terem uma idéia, o museu de história natural (patético) tinha fila para entrar. Daquelas que só entra gente quando sai alguém.
O zoológico não fica muito atrás. É pequeno e não tem muitos bichos. Tem tigre pro resto da vida (são uns 10, pelo menos), mas de diferente, não tem muita coisa não. Até o de BH é melhor (MUITO melhor). Mas lá eu vi, pela primeira vez na vida, um tatu vivo. E não é que é até legal?
Instantaneamente tocou na minha cabeça OOOEEEAAAAAA.
De resto, não teve muita coisa pra fazer. Passamos em mais algumas igrejas (fechadas, como eu disse), em alguns prédios do governo (fechados) e em mais um shopping (esse aberto). Ainda aproveitamos para provar mais algumas iguarias paraguaias (a comida é boa) e voltamos para o hotel para fazer as malas.
Na segunda cedo eu fui comprar o tal copo do bicentenário (a porra da loja estava fechada nos demais dias), o Véio foi comprar uns artesanatos e quando vimos já estava na hora de voltar pro hotel pegar as malas e voltar pro Brasil. Não fiquei muito triste, porque se estava sol e calor no sábado, na segunda estava nível Rio: sol ardendo e calor abafado de uns bons 32°C. Isso 9 da manhã.
Óbvio que o vôo atrasou (tinha outra mega conexão em guarulhos, mas na volta não pude usar a sala VIP) e cheguei em casa quase de madrugada. Estava morto (fisicamente), mas com a cabeça tranquila. Algo que não conseguia desde Abril.
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