23 de out. de 2014

Coração partido, oficina do diabo

Tem coisas que acontecem na sua vida que te fazem pensar. E no meu caso, com as linhas loucuras, pensar significa fazer uma análise de causas. E recentemente passei por uma situação que me fez parar para analisar os últimos meses.

Eu voltei para BH no começo de abril e herdei o projeto mais pro final do mês. Era uma segunda-feira, isso eu lembro bem, pois o antigo gerente estava voltando de férias e fez o handover comigo e eu fiquei a semana inteira estudando o contrato, a documentação do cliente, o escopo, o cronograma, os marcos... E depois de uma semana cheguei à conclusão que o projeto era inexequível no prazo do contrato. E que eu teria que entrar no modo psicopata.

Assim eu fiz: passei o sábado fazendo contas, montando planilhas de controle, disparando metas e pensando em um plano de ação. No sábado mesmo, abri uma cerveja em casa, e a cada gole eu pensava: "vão ser 3 meses de merda. 3 meses sem vida. Mas são só 3 meses.".

E foram realmente 3 meses de merda. 3 meses sem vida nenhuma. Nem na copa eu consegui parar de trabalhar. Eu assistia os jogos em frente ao notebook, de costas para a TV. As cervejas das sextas-feiras, foram praticamente abolidas. E a cada semana eu pensava "faltam só mais X semanas. depois eu volto a ter vida".

Só que depois desses 3 meses eu vi que não seriam só 3 meses. No 4 mês a líder do projeto saiu de férias e eu usei 2 bonés: gerente e líder técnico. Nesse mês eu me fudi muito. Muito MESMO, porque foi quando tudo começou a dar errado. Mas todo dia eu pensava "dia 1 ela volta. Tá chegando".

Ela voltou e...nada mudou. Continuou dando merda e eu trabalhando muito. Mas sabe a história do bode? Pois é, tiraram o bode da sala e eu vi que tinha espaço livre na minha vida. E comecei a sair com uma menina. Saímos uma, duas, três vezes. E tava indo bem, apesar de toda a loucura que estava a minha vida. Eu ainda conseguia me preocupar com ela e me esforçar muito para manter o contato.

Só que comecei a perceber que só eu estava me esforçando na relação. Qualquer coisa diferente da rotina dela era motivo de "tô apertada, tô cansada, tô estressada, tô sem tempo". Eu já estava envolvido emocionalmente (é, eu me envolvo rápido), e continuava me esforçando em manter o contato. Depois de um tempo, finalmente caiu a ficha que, na verdade, ela não queria mais nada.

E aí foi um pequeno baque. Minha concentração no trabalho acabou, eu comecei a entrar numa pilha errada, comecei a chamar uma outra mulher para sair (que também não deu certo). E isso me deixou levemente deprimido.

E aí que comecei a refletir: nos 4 meses anteriores à primeira vez que saí com a menina, eu não tinha tempo nem para pensar em ter vida social, então estava tudo tranquilo. Minha cabeça estava 100% no trabalho, não pensava em mais nada. E mesmo nos momentos em que não estava trabalhando, estava tão cansado que a única coisa que eu queria era descansar.

Aí eu saí com ela e tudo desandou. Não sei explicar, só sei que a minha vida ficou uma merda. Além de trabalhar tudo o que eu estava trabalhando, com todas as preocupações do projeto, eu ainda estava triste e chateado.

E parando para pensar mais ainda, percebi que quando eu estou solteiro, eu raramente sinto falta de uma companheira. É só eu sair umas 2 ou 3 vezes com a mesma mulher que fode tudo: eu lembro o quanto é bom ter alguém para conversar, distrair, divertir, dividir os problemas (não só os meus, os dela também)... Querendo ou não, ela te força fazer coisas que a preguiça impedia (tipo ir ao cinema, que sozinho é bem mais difícil).

E quando termina, fica aquela sensação vazia. Estranha. É a história do bode, só que para o mal.

Vamos ver quanto tempo leva pra eu acostumar com a vida de solteiro novamente...

(sim, eu sei que o post ficou meio sem nexo. fui escrevendo sem pensar muito. Mas estou com preguiça de reler e corrigir).

21 de out. de 2014

Reintegração à sociedade

Dia desses aí pra trás contei para o meu chefe a história que postei ontem e ele comentou o seguinte comigo:

- No ITA, quando você chega no último ano, você faz uma matéria chamada "reintegração à sociedade". Tô achando que você vai ter que fazer algo parecido.

Neste momento eu tive certeza que estou alienado.

20 de out. de 2014

Rotina preocupante

Dia desses aí pra trás eu precisei ir até um fornecedor fazer um pagamento (é, isso também acontece). Como o fornecedor só fica aberto até as 18:00, saí do escritório às 17:30, paguei o bagulho e, como estava um trânsito cabuloso, resolvi ir pra casa. Cheguei em casa umas 18:30, sem notebook. Tomei um banho, comi alguma coisa e aí era umas 19:00. Aí entrei no meu quarto, sentei na cama e.......não sabia o que fazer. E fiquei preocupadíssimo.

Explico: nos últimos tempos, eu tenho chegado em casa umas 22 e quando acabo de tomar banho e comer, eu só tenho forças para deitar, ver um pouco de TV (e alguns videos) e dormir. Não tenho feito muito mais coisas do que isso. E isso acabou virando a minha rotina.

O fato de eu chegar em casa cedo e não saber o que fazer significa que eu não tenho mais vida pessoal. Minha vida virou trabalhar, comer e dormir (esse último ainda de forma intermitente). Espero, de verdade, que eu consiga retomar a minha vida e volte a saber o que fazer quando chegar em casa cedo (nem que seja fazer esportes).

Em tempo: resolvi ver um filme que tinha no meu notebook. Foi o que consegui pensar. Aceito dicas aí nos comentários de coisas para fazer a noite, depois o trabalho.

16 de out. de 2014

Notebook novo

Acho que eu comentei aqui, mas aproveitei que a Véia estava nas oropa visitando a minha irmã e comprei um notebook lá. O meu notebook antigo era um Frankenstein: não tinha mais HD e funcionava através de um pen-drive de 32 Gb que rodava Lubuntu, dando umas travadas (o hardware era tão antigo que não rodava o Ubuntu direito). O cooler parecia uma turbina e só funcionava depois de umas pancadas (sério). A placa de video travava quando eu ligava na minha TV.

Mas ele tinha o tamanho ideal: 12". E ainda era relativamente leve, quando estava sem a bateria (que, curiosamente, ainda durava mais de uma hora). Mas para o que eu usava, estava mais que bom. Se eu precisasse de potência, tinha o notebook do trabalho e, mais do que isso, meu desktop (que era um mini-servidor quando eu comprei).

O problema é que o bicho começou a travar muito. Nem ver videos eu conseguia mais, imagina filmes. Navegar na internet era um sofrimento. Aí achei uma superpromoção num site suíço de um notebook pequeno e leve (com hardware fraco, é verdade) e resolvi comprar. Tava realmente muito barato, mesmo pagando 6% de IOF e mais 3% para pagar usando o cartão de crédito. Ele é bem pequeno e tem aguentado bem as minhas demandas. Saca só o pequeno notável (comparado com o meu dell do trabalho, de 14"):




Ele não é perfeito, lógico. As minhas reclamações até o momento:

- Teclado com teclas muito pequenas, daquelas com espaço entre as letras. O computador já é pequeno, se você coloca espaço entre as teclas elas ficam ridículas;
- Teclado alemão suíço. É um saco ficar catando as teclas;
- Windows 8.1. Não curti, principalmente porque eu não consigo instalar o lubuntu junto com o Windows (e eu tentei muito). Um tal de UEFI aí que tá cagando a história (e desisti de instalar);
- O Hardware é realmente fraco. Para o que eu uso, não é problema, mas ele não aceita nem aumentar a quantidade de RAM.

O que eu estou curtindo (muito): saída HDMI. Antes eu tinha que ligar na TV com cabo VGA e ligar caixas de som para conseguir escutar. Agora, liga um cabo HDMI, qualidade full HD e som de primeira. Nem preciso ficar levantando toda hora para ajustar o volume, faço pela TV.

O tamanho também é ideal: ele é do mesmo tamanho do meu antigo (quando este estava sem bateria), mas tem METADE da altura. E pesa menos (mesmo sem a bateria no velho). É justamente o que eu queria: se quero uma tela grande, minha TV taí pra isso (são 47").

Se ele durar tanto tempo quanto o antigo, ficarei muito feliz.

14 de out. de 2014

Crianças

As vezes eu fico impressionado com o quanto o Véio gosta de criança. E mais do que isso: do quanto as crianças gostam do Véio. Um exemplo disso ocorreu um dia desses aí pra trás. Eu estava saindo para o trabalho e encontrei na escada com uma moradora do prédio e a sua melequenta, que deve ter o máximo 2 anos.

Com toda a minha antissocialidade, disse "bom dia" e segui o meu caminho para o meu carro. Eis que escuto a menininha perguntando para a mãe "cadê o Zé?". E a mãe falou alguma coisa que eu não lembro o que foi.

Tá certo que eu não sou sociável, ainda mais com crianças, então a menina não gostar de mim não me espanta. O que me espantou foi a menina me ver e lembrar do meu pai.

Também entendo a menina gostar do Véio, uma vez que ele brinca com ela toda vez que a vê (já falei que ele gosta muito de criança?). O mais bizarro é que QUALQUER criança que vê meu pai na rua sorri pra ele e vai brincar com ele (quando os pais deixam, lógico). Acho que ele atrai os melequentos, deve ter algum brilho mágico no sorriso dele.

Já eu, bem, quando vejo uma criança faço cara feia, para que elas não tenham a ideia errada de vir brincar comigo. O problema é que eu devo ter o mesmo gene do brilho mágico do Véio e TODAS as crianças sorriem pra mim quando me vêem. Mesmo eu fazendo cara feia. A vantagem é que com a cara de mau ninguém chega perto.

Essa vontade de interagir das crianças é normal e eu não sei? Ou realmente minha aura atrai os melequentos?

12 de out. de 2014

Alta resistência

Nos últimos 5 ou 6 meses eu tenho trabalhado feito um cão (por isso esse blog anda tão parado). O meu projeto atual é a visão do inferno: prazos inexequíveis e multas agressivas. Isso fez com que a equipe tenha trabalhado em um ritmo cabuloso. Eu, que durante o "dia" fico resolvendo os problemas para eles trabalharem, a noite tenho que fazer reportes, planejamento, apresentações, qualidade do projeto e por ai vai. O meu ritmo está desumano.

Eu estou morto, lógico. Dias que trabalho 12 horas são dias bons. Em dois meses (Julho e Agosto) a minha média foi 16 horas de trabalho por dia (inclusive nos finais de semana). E isso tudo numa pressão absurda. Tive princípio de gastrite, mas passou. Fiquei gripado 2 vezes, mas aguentei. Tive dores de cabeça e enxaqueca incontáveis vezes. Insônia já faz parte da minha vida. Mas estou vivo.

E, mesmo com isso tudo, ainda consegui sair para tomar cerveja, encontrar alguns amigos, ir ao cinema (vi uns 3 ou 4 filmes)... Tá certo que abandonei algumas coisas, tipo os exercícios físicos e os médicos, o que me fez engordar um bocado e conviver com uma dor no calcanhar que não melhora. Mas sobrevivi. E com uma saúde até razoável.

Nesse meio tempo, andei conversando com algumas pessoas e a maioria delas falou que se ficasse no ritmo que eu estou por uma semana teria pirado, passado mal, etc. E acho que é verdade mesmo, porque umas 2 delas desmarcaram compromisso depois de trabalhar de 9 as 21.

Sei que tem muita gente que trabalha até mais do que eu. Eu mesmo já trabalhei mais do que atualmente, mas era um trabalho mais "mecânico" e não foi durante tanto tempo. Mas comecei a achar que não sou muito normal. Minha resistência está alta e acima da média. Tomara que eu consiga mantê-la assim por bastante tempo.

Quer dizer, tomara que eu consiga diminuir a quantidade de trabalho.

8 de out. de 2014

Antissocial

Eu sempre soube que era antissocial e nunca escondi isso de ninguém. E quem me conhece também sabe disso, mesmo sem eu ter comentado. Está no meu ser. Aí, um tempo atrás, recebi um email da Raquel com o seguinte título: "Antissocial" e no corpo do email, apenas um link.

Abri e fui lendo. Era mais ou menos assim: "verdade", "verdade", "verdade", "nem tanto", "isso não", "isso é a minha vida", "verdade", "certeza", "verdade"...

Chegou a impressionar a quantidade de coisas que eu faço que estava descrito naqueles 30 itens (contei 21). Eu colocaria mais umas 3 ou 4 coisas na lista, mas a lista é bem completa.

Qual foi o seu placar?

Em tempo: para quem ficou curioso, a 6 foi a que eu falei "essa é a minha vida".

6 de out. de 2014

Comentário desnecessário

Chegamos naquela fase do projeto que, depois de tantas reuniões com o cliente, ele virou amigão. Pelo menos é o que ele acha. Eu continuo tratando como cliente.§Mas eis que durante uma reunião o cliente comenta:

- Essa empresa é demais
- Hein?
(ele aponta para uma mulher da empresa)
- Ah, tá. - respondo
- Mas você não pode olhar. Você é casado. (detalhe: ELE é casado. Eu não)
- Eu não sou casado.
- Ó, achei que fosse. Já tá na hora, hein?
- É.
- Mas eu te entendo. Quando eu era solteiro e mais novo, eu era tão galinha que meu pinto até afinou.

Aí eu mudei de assunto. Informação demais. Sorte que n§ao tinha nenhuma mulher na sala na hora.

2 de out. de 2014

Vida de Gerente

O projeto está chegando na reta final. Como não poderia deixar de ser, a quantidade de trabalho está alta. E chega um momento no dia em que eu não posso fazer mais nada para ajudar o pessoal: agora é com a equipe. O que eu posso fazer é deixar o pessoal produzir. E, muitas vezes, tarde da noite, isso significa imprimir documentos, dobrar as plantas (já sou profissional), consertar impressora, trocar o rolo de papel da plotter, pedir pizza (é sério)...

"Nossa, gerente imprimindo documento e dobrando papel? Que absurdo!", você pode estar pensando (tenho certeza que alguns dos meus pares na empresa pensam assim). Eu não vejo problema nenhum. E digo mais: a equipe está se matando, não consigo entender como tem gente que vê isso e simplesmente vai embora, porque não é papel dele.

Amigo, VOCÊ é o responsável pelo resultado. Se as pessoas não entregarem, você que vai se ferrar. Mais: você acha que a equipe vai ficar feliz te vendo ir embora enquanto eles se matam? Acha, realmente, que eles vão continuar se matando? Posso estar errado, mas eu penso assim. Se eu posso ajudar, mesmo que seja com tarefas simples, por que não fazer? E, na minha cabeça, isso ainda mantém a equipe unida e focada na entrega.

E isso tem funcionado. Pelo menos até agora conseguimos cumprir todos os marcos e temos sido elogiados pelo cliente pelo cumprimento dos prazos (e olha que ninguém acreditava que conseguiríamos. Principalmente o cliente). Pode ser que as entregas teriam sido feitas de qualquer maneira, mas eu prefiro pensar que tem dedo meu nessa conquista.

E vamo que vamo, que agora falta pouco pra eu voltar a ter vida.

29 de set. de 2014

Trabalhando muito III

Chego em casa por volta das 20:00 e o Veio fala:

- Chegou cedo hoje
- Pois é. Tô com dor de cabeça.

Só assim mesmo...

29 de ago. de 2014

Trabalhando muito II

Chego em casa depois de 1 da manhã e o seguinte diálogo acontece:

- Foi beber?
- Não. Trabalho.
- Você está trabalhando muito. Precisa disso tudo?

Foi a PRIMEIRA vez que meu pai falou sobre excesso de trabalho comigo. Confesso que fiquei preocupado. Preciso repensar minha vida.

27 de ago. de 2014

Trabalhando muito

Chego em casa, lá pras 10:30 (horário normal nos últimos tempos) e o Véio fala:

- Tá trabalhando 12 horas agora?

Sem nem pensar muito, respondo:

- Quem dera. Quando trabalho 12 horas é um dia tranquilo.

A fase tá foda...

24 de ago. de 2014

E aí eu fui pro Paraguai

Não, não é um bem vindo. Não estou com tempo pra isso. Mas esse blog anda muito empoeirado então resolvi postar alguma coisa.

Se não me engano, postei aqui que consegui uma super promoção de milhas da Gol para o Paraguai e aproveitei um feriado de BH para colocar mais uma bandeira em um país da América do Sul (agora falta Bolívia e, se voltar a ser um país normal, Venezuela).

E assim foi. Na ida, tinha uma espera considerável em Guarulhos e finalmente pude aproveitar tudo o que o smiles pode oferecer: usei a sala VIP da Gol. E que sala, meus amigos. Ela é gigante e tem comida e bebida pra caralho. Não me perguntem a razão, mas não tirei nenhuma foto... Mas acreditem, foi realmente tratamento VIP.
Só que o vôo atrasou e eu acebi ficando umas 2 horas em frente o portão de embarque (ainda era embarque remoto).

Cheguei em Assunção já meio tarde e só deu para dar um pulo no centro, trocar dinheiro e descobrir, no centro de apoio ao turista, que TAMBÉM era feriado em Assunção e que nada abria no feriado. E nem no sábado. E nem no domingo. Fiquei felizão.

Puto da vida, pelo menos consegui tirar fotos de alguns prédios históricos da cidade, que a noite tem uma iluminação foda (a maioria deles, pelo menos). Saca só:


Cheguei no hotel e replanejei toda a viagem considerando a informação que era feriado. Realmente teve muita coisa que ficou fechado, mas uns 2 lugares lugares abriam no feriado e alguns no sábado. Não deu pra ver tudo, mas é a vida...

No sábado, andei pra caralho. Acho que rodei a cidade inteira a pé. O lado bom é que vivi a full paraguay experience. Começou assim: perto do hotel tinha alguma coisa da polícia e vi a tropa de choque preparada para a guerra. Virei a esquina e dei de cara com isso:


Sim, manifestação. Já é o terceiro ou quarto país da américa do sul que eu pego manifestação. E essa ainda foi com direito a pessoas carregando porretes e pedaços de madeira para ir para a briga com a polícia. Entrei num parque qualquer fechado e esperei a manifestação passar.

Além disso, consegui entrar no Defensores del Chaco, que nunca fica aberto, mas estava rolando uma obra e tinha um portão dando sopa. Ninguém me impediu, fui entrando, entrando, entrando e aí dei de cara com isso:


Continuando a andança, cheguei na catedral da cidade, onde estava rolando uma missa gigante. Tinha gente pra caralho. E aí, no meio de muita gente, rolou a coisa mais inesperada da viagem: fui abordado por um policial. O cara chegou todo gente boa, cumprimentando e tal. Aí pediu o passaporte, começou a fazer um monte de perguntas estranhas, tipo que dia chegamos, por onde chegamos, quanto temos iríamos ficar, o hotel... Estava achando estranho, aí lembrei que uma colega de trabalho tinha falado que a polícia era corrupta e que tentava cobrar propina. Nessa hora catei meu passaporte da mão do guarda.

Nessa hora chegou um outro policial, de graduação maior, e o primeiro falou "são brasileiros". O da patente mais alta falou "ok. prossiga". E o cara começou: "e dinheiro? Onde vocês trocaram?". Na verdade, ele teve que repetir 3 vezes, porque eu realmente não estava entendendo o que ele estava falando, porque ele abaixou o tom de voz e começou a falar rápido. Falei que tinha sido em casa de câmbio e ele insistindo no assunto. Aí soltei um "realmente não estou endentendo o que você está falando". Ele viu que não ia dar em nada e me liberou falando para eu tomar cuidado que ali era perigoso. Fiquei puto, mas segui em frente. E desde esse momento passei a evitar a polícia. Triste, mas é verdade.

Continuei a peregrinação pela cidade e ainda vi uma "carreata" (não sei como chama, de verdade) das pessoas carregando a santa oficial da cidade até a catedral. Tirei fotos, mas essa ainda está na máquina. Andando mais cheguei no palácio do governo. E dei sorte, porque pouco depois começou a cerimônia de recolhimento da bandeira. Muito bacana, não sei se tem todo dia, mas percebi que alguns paraguaios foram para lá acompanhar, porque cantavam o hino junto com os militares.


A noite, depois dessa andança toda, ainda vi uma coisa que nunca ia imaginar: um cara, no meio da rua, pendurou uma TV de 32" em um muro, ligou um aplificador de guitarra na TV e estava vendendo DVD pirata. Sim, é isso mesmo. A foto está ruim, mas olha só:


No dia seguinte ainda fui em uns museus e o mais legal deles é o Museu do Barro. Fica longe pra caralho, então fui de busão. E os ônibus são muito, mas MUITO velhos. Muito velhos mesmo. Esqueci de tirar fotos, mas acredite, são MUITO velhos. A ponto do Véio falar que "usei desses quando era criança". Voltando ao museu, uma escultura chamou a minha atenção. Certeza que a Disney a viu antes de fazer o Rei Leão:


De lá, resolvi procurar muamba. Sério andei muito. Num sol e calor cabulosos. Fui em 3 shoppings, andei muito pelas ruas e só vi DUAS lojas com eletrônico. Uma delas lembrava a Ricardo Eletro. E os preços eram do Brasil. Voltei do paraguai sem NENHUMA muamba. Pelo menos comprei um copo, do bicentenário paraguaio (que foi em 2011, por sinal).

No domingo, não tinha muita coisa pra fazer, já que nesse dia nada fica aberto. Nem mesmo as igrejas (por sinal, não vi NENHUMA aberta). Quer dizer, tinha o zoológico / jardim botânico. E para lá eu fui. Mas a minha sorte é tão grande, mas tão grande, que tinha um evento para crianças no dia. E o lugar estava lotado. Para terem uma idéia, o museu de história natural (patético) tinha fila para entrar. Daquelas que só entra gente quando sai alguém.

O zoológico não fica muito atrás. É pequeno e não tem muitos bichos. Tem tigre pro resto da vida (são uns 10, pelo menos), mas de diferente, não tem muita coisa não. Até o de BH é melhor (MUITO melhor). Mas lá eu vi, pela primeira vez na vida, um tatu vivo. E não é que é até legal?


Instantaneamente tocou na minha cabeça OOOEEEAAAAAA.

De resto, não teve muita coisa pra fazer. Passamos em mais algumas igrejas (fechadas, como eu disse), em alguns prédios do governo (fechados) e em mais um shopping (esse aberto). Ainda aproveitamos para provar mais algumas iguarias paraguaias (a comida é boa) e voltamos para o hotel para fazer as malas.

Na segunda cedo eu fui comprar o tal copo do bicentenário (a porra da loja estava fechada nos demais dias), o Véio foi comprar uns artesanatos e quando vimos já estava na hora de voltar pro hotel pegar as malas e voltar pro Brasil. Não fiquei muito triste, porque se estava sol e calor no sábado, na segunda estava nível Rio: sol ardendo e calor abafado de uns bons 32°C. Isso 9 da manhã.

Óbvio que o vôo atrasou (tinha outra mega conexão em guarulhos, mas na volta não pude usar a sala VIP) e cheguei em casa quase de madrugada. Estava morto (fisicamente), mas com a cabeça tranquila. Algo que não conseguia desde Abril.

6 de jul. de 2014

Vivo

É, eu ando sumido. Não está dando tempo nem de deixar um ou outro post agendado por aqui, estou trabalhando até no final de semana. Tudo por causa de um projeto. Mas vamos de fatos rápidos

- Esta semana, em 4 dias (de segunda a quinta), eu trabalhei 60 horas. Foi o meu recorde nesta empresa (na época de consultoria eu acho que fiz mais que isso);

- Eu trabalhei em todos os jogos do Brasil. O escritório fechava, mas eu vinha pra casa e trabalhava, até mesmo durante o jogo. Só nessa sexta que eu não fiz isso e consegui ver o jogo com uns amigos;

- No domingo passado eu trabalhei de manhã e a tarde fui pra um churrasco. E os copos eram todos de cerveja do jogo do dia anterior (o do Brasil). Lembraram que eu fazia coleção e me deram um;

- Aliás, foi o segundo que eu ganhei. Teve uma amiga que foi num jogo da primeira fase e guardou um pra mim também (mas essa guardou só pra mim);

- Aproveitei uma promoção da Gol e um feriado em BH e resgatei uma passagem para Assunção, no Paraguai. Eu sei, lá não tem porra nenhuma, mas é uma dos 2 países da América do Sul que falta conhecer (Venezuela, Suriname e Guianas não contam) e estava MUITO barato (11 mil milhas). Aceito dicas do que fazer por lá (não da tempo de ir em nenhuma outra cidade longe, tipo as ruinas jesuitas ou as cataratas);

- Aproveitei uma outra promoção, dessa vez em um site de uma loja de eletrônicos de Zurique, e comprei um notebook novo. Custou 300 francos suíços (algo em torno de 800 reais com todas as taxas de cartão, entrega na casa da minha irmã e demais impostos suíços). Como agora eu não preciso de nada muito potente e dou mais importância para tamanho e peso (prefiro notebooks pequenos e leves - esse tem 11,6" e 1,3 kg com bateria), esse está ótemo. O probema é que a Véia que vai trazer e vai chegar no Rio, então vai demorar para eu conseguir pegar;

- Dia desses aí pra trás acordei com o pescoço travado e com as costas doendo. Tava sinistro, nã sentia tanta dor desde... bem, que eu me lembre desde quando tive úlceras em BSB (tentei achar o post, mas não achei). Mas minha meória já não é mais grandes coisas;

- O Veio ficou com inveja que eu troquei de carro e resolveu trocar o dele também. O começo da placa dele é muito legal: PUF. Enquanto isso a minha é maldita (que, por sinal, eu tinha decorado, mas já esqueci os números);

Bom, acho que é isso. Pouca coisa, eu sei, mas com a quantidade de tempo que estou passando no trabalho, não tem acontecido muita coisa na minha vida...

18 de jun. de 2014

Som no carro

Não sei se comentei aqui alguma vez, mas nunca tive som no carro. No primeiro eu não coloquei porque ele ficava na rua de dia e de noite. Era pedir para perder um vidro a cada semana. No segundo, bem, não coloquei porque acabei acostumando a não ter som no carro e achava que era jogar dinheiro fora. Além de diminuir a chance do vidro ser quebrado.

Não lembro se foi no primeiro ou no segundo, mas eu cheguei a ganhar um som, depois de uma viagem que fiz com Ex-Xuxu em que tivemos que usar o celular dela para ouvir música (e também depois de eu reclamar de perder os jogos do cruzeiro quando ia deixar ela em casa). Foi esse aqui:


Sim, era um radinho de pilha. Mas que me serviu muito bem por mais de 5 anos. E ainda dava sorte: ouvir jogo nele era sempre vitória do cruzeiro. O problema é que a qualidade do som não era muito boa e sintonizar qualquer rádio era difícil demais.

De qualquer maneira, no ter um som no carro nunca me fez falta. Mas me encheiam tanto o saco que no Esparromóvel III eu acabei colocando (e ainda foi o original da Toyota). E passei a usar todo dia, mesmo quando o trajeto era de 5 minutos. E percebi o quanto é diferente dirigir com música. Por um motivo simples: eu dirigia pelo barulho do motor.

Tá certo que depois de 10 anos com o mesmo modelo de carro, isso é fácil. Vocẽ não precisa olhar para o velocímetro, nem para o conta-giros. Sabe quando mudar a marcha e qual a sua a velocidade só pelo barulho do motor. Só que com o som ligado (e olha que eu coloco a música baixa) isso acaba atrapalhando. Quando vejo, já estou em velocidades que me daria multa. E aí estou tendo que mudar a minha forma de dirigir, olhando para o velocímetro toda hora.

Mas acredito que seja questão de tempo, até acostumar com o carro novo e os barulhos que ele faz (que são bem baixos, por sinal. Ô carro silencioso!).

14 de jun. de 2014

Os males do Gerenciamento de Projetos

Eu sempre soube que levava a minha profisão para a vida pessoal. Tudo na minha vida é planejado, faço cronogramas até para viagens (quer dizer, agora nem tanto, mas já fiz). Identifico riscos a todos os momentos, faço análises de trade-off... É um inferno, mas faço sem nem pensar.

Na saga da retirada do Esparromóvel III, como eu falei no post anterior, fiquei uns 40 minutos esperando. Nesse meio tempo eu fiz algumas atividades burocráticas. A primeira, foi entregar o carro antigo. E quando você entrega, precisa assinar uma pancada de coisas. O véio precisava assinar também, porque o carro estava em nome dele. Ele pegou a papelada, assinou e me entregou. Eu peguei, li todas as cláusulas, questionei algumas, me deram respostas que eu não gostei muito, mas assinei.

O segundo passo era a assinatura de recebimento do carro novo. Me deram um monte de coisas para assinar. Eu li tudo, e um dos papeis era o de recebimento do carro e outro do checklist de recebimento. Esses eu assinei a contra-gosto. Afinal, eu não tinha recebido o carro e nem feito o check list. Mas assinei.

Entre eu assinar os papeis e efetivamente receber o carro, fiquei pensando em tudo o que poderia fazerem. Como estava demorando, só pensei o pior: poderiam falar que já me entregaram, que estava tudo ok no cheklist (e se não estivesse eu teria me fodido), que entregaram com todos os acessórios que eu comprei (e se faltasse algum eu também me fodia).

Aí que eu me toquei o tanto que meu nível de paranóia com assinaturas está alto. Hoje, eu assino muita coisa no trabalho. E em alguns casos, uma assinatura que eu der sem ler o que estou assinando pode custar um bocado de dinheiro para o meu projeto (um retrabalho, uma multa, um aceite de algo que não foi entregue). E eu acabei levando isso para a minha vida pessoal.

Eu sei que essas assinaturas sem ler são muito comuns nesse tipo de evento (compra e venda de carros). Eu mesmo recebi a nota fiscal do meu carro ANTES de ter feito o pagamento. Ou seja: eu PODERIA não ter pago o carro (lógico que ia dar merda, ia pra justiça e blábláblá, mas eu poderia). É muita confiança. Coisa que, infelizmente, eu não posso ter no meu trabalho.

O que me fez questionar: teria eu me tornado um filadaputa? Ou eu continuo fazendo as coisas certas (o que acho que é o mais provável), só passei a não confiar em ninguém? Espero que seja a segunda opção, mas espero mais ainda que isso tenha solução...

Oremos.

11 de jun. de 2014

Esparromóvel III

Em meados de 2009, troquei de carro. O Esparromóvel deu lugar ao Esparromóvel Jr. Esse aqui:


Quando fui trocar de celta para celta, não tive dúvidas: o carro era muito bom e não deu trabalho quase nenhum. Mas o segundo celta, rapaz, esse me fez passar raiva. Com UM ANO de carro começaram os barulhos estranhos. Pode ser porque eu meti ele no mato, mas depois que passou pela revisão, era para ter resolvido. Mas não resolveu.

Com o passar do tempo, o barulhos só pioraram e estavam incomodando MUITO. Muito MESMO. E isso foi no começo do ano passado. Eu já estava pensando em trocar quando me mandaram para o Rio. Estando lá, não fazia sentido trocar de carro.

Voltei para BH e a primeira coisa que eu fiz foi começar a procurar um carro novo. E não seria um Celta: apesar de ser um carro muito bom, eu queria mudar. E também queria um motor maior que 1.0. Mais uma vez: não que eu precisasse, mas na época que namorei a Ex-Srta Esparroman dirigi o Fox 1.0 dela e vi que não dava. O carro não rendia.

E mês passado comecei a olhar: primeiro fiz uma pesquisa na internet para dar uma filtrada. Também conversei com alguns amigos e ficaram 4 opções: Onix, HB20, Etios e New Fiesta.

Aí fui para o trabalho de campo. E lembrei o quanto é chato escolher carro. Fiz test drive em todos. O único que não gostei foi o Onix. Achei o carro muito pesado para o motor 1.4, não andava.

O Etios me conquintou na hora: embreagem curta, marchas curtas, carro muito esperto, mesmo com o ar condicionado ligado (e olha que era o 1.3). O HB20 também era muito bom, mas era um motor 1.6 (ou seja: consome mais). Mas depois pequisando vi que ele tem um problema na suspensão traseira. O New Fiesta também gostei muito (além de ser bonito pra caralho), mas o custo de manutenção é cabuloso: a cada 6 meses tem que ir pro mecânico.

A escolha lógica era o Etios: além de ser mecânica Toyota, o custo de manutenção era baixo e ele era o mais barato deles todos. Com uma diferença absurda de preço, pois a Toyota estava dando um desconto de 2 conto em qualquer carro fabricado em Maio.

A próxima fase seria pesquisar em lojas Toyota. Em BH é fácil: são 4. O problema é que fica uma em cada canto de BH (sério). Eu já tinha ido em 3 lojas e tinha uma noção boa de quanto teria que pagar e de quanto pagariam pelo meu carro antigo. Aí num sábado cedo fui na 4 loja logo que ela abriu. Foi no final do mês, lógico, porque os vendedores ficam desesperados para bater a meta.

Deram o preço pelo carro novo, pelo carro antigo, pelos acessórios... Estava tudo bem parecido com os demais lugares. Aí comecei a usar todas as minhas técnicas de negociação. Aperta daqui, aperta dali, faz cara de quem não gostou... Chama a Gerente.

E ela veio falando que precisava vender 10 Etios só naquele dia. Meu olho brilhou: ia conseguir sangrar a mulher. E assim eu fiz: falei que tinha outras propostas melhores e que foi sem nem chamar a gerente. Ou seja: conseguiria algo bem melhor quando voltasse na loja. Aí aconteceu o seguinte diálogo:

- Quanto ofereceram?
- XXX com todos esses acessórios, emplacamento e IPVA.
- Sério? Jura que fizeram isso?
- Juro. Tá lá no meu carro (falei 500 conto a menos não tinha o IPVA incluso, mas ela não precisava ficar sabendo).
- Noooosssaaa. Tá, deixa eu ver o que eu consigo fazer.

Foi em algum lugar e conversou com alguém. Voltou e falou que dava pra cobrir e dar mais 500 reais de desconto. Aí falei que ia voltar na outra loja, porque lá ainda conseguiria algo melhor. Saí da loja e, 5 minutos depois, a vendedora me ligou pedindo pra ela ter o last call.

Fui numa outra loja que com a certeza que conseguiria coisa melhor. Tinha sido a primeira loja que eu tinha ido e o vendedor era muito bom, além de o preço do carro estar bem mais baixo. Os acessórios nem tanto, mas era onde eu ia negociar. E realmente consegui, mas não tinha na cor que eu queria. Lembra da história da fabricação em Maio? Pois é, fiquei com o toba na mão.

Com medo de ficar sem carro, pois nas outras lojas só tinha 1 da cor que eu queria, liguei para vendedora que tinha dado a menor oferta na semana anterior e falei: "consegui por tanto, com os acessórios, emplacamento e IPVA. Vê aí o que você consegue fazer.". E tentei ligar para a que eu tinha ido mais cedo, mas ela estava em atendimento.

Passou meia hora e nenhuma das duas me ligou. Fiquei preocupadíssimo e comecei a dirigir para a loja que eu já tinha uma proposta firme. No meio do caminho, a outra vendedora me ligou e falou "olha, você deve ser bom negociador mesmo. Foi difícil mas eu consegui cobrir aquela oferta. Vem pra cá pra gente fechar o negócio".

Aí eu relaxei. E fui até a loja. Chegando lá ela falou "tô achando que você não é engenheiro. Deve ser do mercado de vendas". Sorri e falei "engenheiro também precisa negociar". Ela riu e fomos assinar a papelada. O carro ainda estava em trênsito e só ficaria pronto na semana seguinte.

E durante 7 dias eu fiquei andando igual idoso, para não ter nada no Esparromóvel Jr. E no começo desse mês peguei o Esparromóvel III. Olha ele aí:

Percebe-se que gosto de carro prata.

A entrega do carro supostamente leva 40 minutos. 40 minutos eu fiquei ESPERANDO para o carro chegar. A entrega mesmo levou uns 10 a 15. O cara é bastante atencioso, mas deu uma corrida para tirar o atraso. E eu ainda fiz uma vistoria no carro que pouca gente faz. Achei uns pontos sujos, que o cara limpou na hora.

Na última olhada para o Esparromóvel Jr lembrei de todas as aventuras, as viagens com a Ex-Xuxu e todos os momentos juntos, a conquista da Ex-Srta Esparroman, o término com a Ex-Srta Esparroman (não tivemos muitos momentos nele) e, por úĺtimo, que eu fiquei livre de todos os barulhos que ele estava fazendo.

E a primeira coisa que eu fiz quando peguei o Esparromóvel III foi liguar o rádio e o ar condicionado (o Jr não tinha nenhum dos 2). Saí da loja e desliguei o ar, porque gasta muito combustível.

7 de jun. de 2014

Monitor novo

Dia desses aí pra trás o monitor do meu desktop morreu. E dessa vez morreu de verdade, estava fazendo barulhos muito estranhos (uns estalos). Eu já estava pra trocar há algum tempo, mas como ele estava funcionando, esperei ele queimar de vez.

No trabalho eu uso um 22" que eu acho gigante e estava certo que precisava de um desses em casa. Saí para comprar no mesmo dia (já era umas 9 e pouco da noite). No caminho para o Shopping aproveitei para fazer uma pesquisa rápida na internet e ver a faixa de preços de um monitor novo. Tomei um susto, mas fazer o que, precisava de um monitor novo.

Nunca andei tão rápido no shopping. Eu vou lá uma vez por ano e não sei mais onde ficam as lojas de informática. Mas achei um por um preço bom. E comprei.

Voltei para casa e montei. Antes de ligar no computador, coloquei em frente à minha TV para comparar. E achei ele ridiculamente pequeno. Saca só:


Mas depois que montei no computador já não achei tão pequeno assim. Tirando que ele é meio vermelho, achei muito bom.

Veremos quanto tempo dura (o meu antigo, de CRT, durou bem mais de 10 anos).

4 de jun. de 2014

Melequento endiabrado

Eu ando anotando as coisas que pretendo escrever aqui no blog. Algumas eu anoto e enrolo tanto tempo que quando resolvo escrever acaba "caducando". Por exemplo a história do meu voo de São Paulo para Montevideu.

Enquanto eu esperava no em Guarulhos, puto porque meu voo estava atrasado, vi um melequento com seus 4 ou 5 anos correndo de um lado para o outro, pulando, gritando, falando alto... E a mãe lá, só falando "não faz isso", "não pode" e "volta aqui". E o melequento ignorando completamente a mãe e fazendo bagunça.

Eu já estava puto, não aguentava mais aquele ser correndo e comentei com meu pai "se ele passar aqui perto novamente vou dar uma bica nele". Para a sorte dele, chamaram o embarque antes dele passar perto de mim.

Aí a mãe cata o moleque e eles entram no avião (afinal, criança tem prioridade). O Veio, que também tem prioridade, entra junto com eles. E eu, sem pressa, entro mais para o final. Bastou eu entrar no avião para ter uma visão do inferno: atrás da minha poltrona está o endiabrado. E meu pai rindo da minha cara.

Logo que eu sentei na minha poltrona o melequento começa a chutar a minha cadeira. Olho para trás, a mãe percebe e manda ele ficar quieto. Durou uns 10 minutos e ele voltou a chutar. E eu olhei de novo para trás. E esse ciclo durou a primeira hora INTEIRA de voo. Até que eu levantei, olhei para o moleque com a minha cara de psicopata e ele entendeu. A mãe também entendeu: prendeu o moleque na cadeira de forma que a perna dele não chegasse na minha poltrona. Ou isso ou eu dormi tão pesado que não senti o moleque chutar novamente.

Só no final do voo, naquele período em que o avião pousou e as pessoas começam a sair que o moleque voltou a chutar. Mas eu estava anestesiado de sono e nem fiquei muito puto.

Só tive certeza que eu não posso ter filhos.

1 de jun. de 2014

Conhecimento master

Quando eu era moleque, passava parte das minhas férias em Santos (pode rir, mas a família do meu pai é paulista e tem apartamento lá). Na parte da manhã, eu ficava na praia, fazendo castelos com aquela areia / concreto. Na parte da tarde (ou quando chovia), eu, minha irmã e meus primos jogávamos algum jogo de tabuleiro. Eram os tradicionais: War, jogo da vida, imagem e ação, detetive e master.

Eu, como era o mais novo de todos, odiava quando o jogo escolhido era Master. Arazão era simples: era muito novo (a última vez que fui lá tinha meus 13 ou 13 anos) e não tinha conhecimento geral nenhum (tirando esportes, mas ainda assim era difícil acertar). Mas de tanto passar tardes jogando, acabei decorando boa parte das respostas. Mas não era só eu: todo mundo acabou decorando as respostas.

O tempo passou e um tempo atrás joguei master na casa de alguns amigos. O jogo foi revitalizado e as perguntas são mais atuais (não são maus sobre as olimpíadas de 84). Eu achei que ia levar um banho, já que meus conhecimentos gerais não são os melhores.

Bem, isso era o que eu achava. Ou eu dei sorte e as perguntas são sobre as poucas coisas que eu aprendi nos meus 32 anos de vida ou eu sei coisa pra caralho e não tinha me tocado disso.

Óbvio, eu não sabia a resposta de tudo, mas eu sabia a resposta para muitas das perguntas. Muitas mesmo. Cheguei a ficar assustado (e as pessoas que estavam jogando comigo ficaram meio putas). Mesmo quando a pergunta não era para mim (aliás, PRINCIPALMENTE quando a pergunta não era para mim) eu dava meus pitacos certeiros.

E aí eu fiquei me perguntando: onde será que eu aprendi tanta coisa? Não sou dos que devora livros, não sou dos que lê jornal todo dia. Também não fui dos estudantes mais brilhantes em história e geografia.

O meu chute é que meus amigos sabem coisa pra caralho e nos butecos de sexta-feira eu acabei absorvendo parte do conheciento deles. É o mais provável.