21 de jan. de 2011

A mudança do chorão

Dia desses aí pra tras contei a história de quando fiz um marmanjo chorar. Resumindo a história, o cara queria ser promovido e pediu umas dicas. Aí eu falei e ele deve ter visto que estava fudido porque não fazia nada daquilo e chorou de soluçar.

Essa semana o gerente dele veio falar comigo sobre o cara: "cara, que mudança de postura do Fulano. Nem parece a mesma pessoa.". Segundo o gerente, o cara virou pró-ativo pra caralho, fez uma macro para o projeto que poupou horas e mais horas de trabalho (sem ninguém pedir), tá ensinando os estagiários, buscando soluções para os problemas... Ou seja: tudo o que eu falei para ele fazer.

Eu fiquei felizão. Senti que consegui ajudar alguém e que isso foi bom para o cara e para a empresa. Lógico, ainda falta muito pro cara merecer ser promovido (tem MUITA gente na fila), mas isso já é um indício que ele merece ser observado. Não conversei ainda com ele para ver o que ele está achando dessa nova postura, mas o gerente dele conversou para dar um feedback pro cara e diz que ele saiu sorridente.

É bom ver que as pessoas te escutam e confiam no que você fala. Só espero que ele continue assim e que não seja só fogo de palha.

20 de jan. de 2011

Quando minhas férias reduziram e eu quase xinguei meu chefe

Quando meu chefe voltou de férias, no começo dessa semana, chamei-o para combinar a minha folga do ano passado e as minhas férias deste ano. Como a minha idéia é aproveitar as milhares de milhas que ganhei em viagens de 2010 indo pra Europa, marquei em uma época que não fosse nem quente nem frio e de baixa temporada, dentro dos limites das minhas férias, que vencem em 15 de setembro.

A data escolhida para as primeiras folgas foi logo depois do carnaval, tirando quinta, sexta e a semana seguinte inteira. As férias, foram logo depois de um feriado em BH, dia 16 de agosto, indo até dia14 de setembro. Como isso é uma quarta, pedi a folga desse ano para logo depois, mandando ver na quinta e sexta logo após as férias e a seguinte inteira. Ele falou que pra ele não tinha problema, então montei meu calendário de 2011. Ficou assim:


Acreditem ou não, isso aí é uma planilha excel toda automática, até os feriados, que são os dias isolados em amarelo. E os vááááários dias em amarelo juntos são folgas e férias. Eu assustei quando terminei. Não tinha idéia que passaria tanto tempo sem trabalhar. Mas meu chefe tinha autorizado, então liguei o foda-se e já estava pensando em combinar a minha viagem com a minha irmã.

Aí, no dia SEGUINTE, meu chefe chega perto de mim e pergunta: "já comprou sua passagem de férias?". Respondi que não e ele falou "então não marca! Tenho uma reunião agora e depois a gente conversa". Já imaginei o pior, mas continuei trabalhando. Quando ele voltou, fui lá perguntar que porra era aquela. E fomos para uma sala de reunião.

Ele começou a dizer que tinha conversado com o gerente do escritório e que o cara não gostou da idéia de eu ficar tanto tempo fora, principalmente em Agosto e Setembro, que são os últimos 2 meses do ano fiscal. E que não queria ficar dando uma semana de folga toda hora. Eu expliquei que tirei as férias naquele período porque ia vencer e que eu não tinha como tirar antes disso, porque era período de alta temporada. O que eu poderia fazer era tirar férias de mentira em setembro e continuar trabalhando e em outubro tiraria as férias de verdade. Mas que não estava entendendo porque eu não poderia tirar a folga, dado que trabalho como um jumento.

O cara falou que a empresa era assim e que pessoas com o meu cargo, de confiança, eram as que mais davam sangue pela empresa e que o que eu estava pedindo não condizia com o meu cargo. Rapaz, eu virei o demo. Comecei falando que eles deveriam ter vergonha de falar aquilo pra mim. Eu que me mato de trabalhar pela empresa, não durmo por causa de projeto, viajo qualquer dia e qualquer hora enquanto pessoas do mesmo cargo que eu chegam 9:30 e saem 17:30. Falei que aquilo era um absurdo e que se eu fosse mais corajoso deveria era botar a empresa no ministério do trabalho, pra reaver todas as horas extras que eu deixei pra trás. Porque o que eu estava fazendo era pedir 10% das horas que eu trabalho em um ano.

O cara deve ter assustado e tentou se redimir, falar que o certo seria eu trabalhar 8 horas por dia e que se eu não consigo eu deveria pedir mais recursos para fazer isso. Eu ri. De verdade. Nem equipe eu consigo ter, imagina alguém pra me ajudar, que seria um "overhead". Aí ele começou a falar que tem gente que trabalha tanto quanto eu e que nunca pediu um dia de folga. Perguntei se ele achava aquilo certo e ele disse que sim, porque um dia essas pessoas seriam recompensadas. Eu não aguentei:

- Recompensada como? Ganhando 100% mais trabalho e 10% a mais de salário? Prefiro voltar a ser engenheiro junior, que está com o piso pouco abaixo do meu salário hoje. Eu não importaria de me matar se ganhasse um valor razoável pra isso, como na consultoria. Mas me matar pra ganhar o que eu ganho, sinto muito. Ainda mais sabendo que tem gente ganhando mais que eu e fazendo muito menos. O mínimo que você deveriam fazer é me OFERECER uma folga por ano e não me dar sermão quando eu tento tirar.

O cara viu que eu estava puto. E viu que eu não ia mudar o meu modo de pensar. E eu vi que não ia adiantar, porque ele é um dos que sofreu lavagem cerebral quando entrou na empresa. Então deixei quieto e resolvi fazer greve branca. O que der para fazer no dia, eu faço. O que não der, vai atrasar. E sinto muito. Não vou me matar para não ser recompensado.

E, assim, neste dia, vi a minha chance de virar gerente subir no telhado. Mas que se foda. Eu quero é ter vida.

19 de jan. de 2011

Técnica da muda de roupa extra

Imagine a cena: você chega na cidade onde vai trabalhar ou passar férias por uma semana, desce do avião e vai para a esteira, pegar a sua bagagem. Depois de um tempão esperando as malas começam a aparecer na esteira. As pessoas ao seu redor pegam as suas malas e vão para casa, trabalho, hotel e nada da sua aparecer. Você continua na esperança, até que só tem você na esteira e ela é desligada. "Fudeu", você pensa. E fudeu mesmo.

Isso significa que a sua mala está em algum lugar diferente do lugar que você está. Você pode ir reclamar o quanto quiser, eles tem até 48 horas para te devolver a sua mala antes de te dar qualquer coisa. Se você está chegando no lugar no começo do dia, beleza, dá tempo de sair correndo no fim do dia comprar uma muda de roupas, mas se você está chegando 3 da manhã e precisa ir para uma reunião as 8, dançou. E mesmo no primeiro caso não é legal ter que ficar gastando grana atoa, né?

A solução para estes problemas, que eu aprendi a duras penas, é SEMPRE carregar uma muda de roupa extra junto de você no avião, seja na mochila do notebook ou em uma bolsa qualquer que você consiga embarcar. A calça, não há problemas, você pode usar a que estiver (e aí fica a dica: sempre viaje com uma calça que você poderá ir para o seu compromisso no dia seguinte, assim como calçados apropriados). Basta levar uma camisa (devidamente protegida com a técnica do saco plástico), um par de meias e uma cueca. Lógico: leve também escova e pasta de dentes, para não chegar arrumado, mas com aquele bafo de bode. E se você tem cabelo grande (ou um cabelo que uma mão não resolva pela manhã), leve um pente.

Só. Não vai ocupar quase espaço nenhum e pode te salvar de poucas e boas (como ter que lavar roupa debaixo do chuveiro). Ah! E não ache que só porque você está voltando do lugar a muda extra é necessária. Esse link anterior e mais esse aqui são de viagens DE VOLTA pra casa.


E fique tranquilo: não é SE isso acontecer, é QUANDO isso acontecer, por isso esteja preparado.

18 de jan. de 2011

"Porra, assim não dá"

Dia desses aí pra trás o diretor de projetos da minha empresa veio pra BH para ver como estava o andamento dos projetos. O meu, lógico, é o que está mais fudido e ele queria um relatório completo. E lá fui eu, depois de ter passado graxa azul no toba, para a reunião.

Conversa vai, conversa vem, o cara reclama de um monte de coisas (com razão) eu começo a falar que está foda, que eu estou sobrecarregado, que não tá dando tempo de fazer as coisas e que se continuar assim vai dar mais merda ainda. Como, por exemplo, na auditoria de qualidade que vai ter no mês que vem, porque eu não fiz NADA do que os procedimentos da empresa mandam. Aí ele pergunta:

- Como não? Quem é seu cara da qualidade?
- Eu - respondo
- Porra.

A conversa continua, a começão de rabo continua e eu também continuo reclamando que não tem equipe, que a minha equipe tá cara, que assim vai dar merda e tudo mais. Aí ele me pergunta:

- Quanto tá custando o projeto?
- Não tem o cronograma ainda, por enquanto só tenho a estimativa de duração das atividades. - respondo
- Como não tem cronograma? Quem é o seu cara do planejamento?
- Eu
- Porra, assim não dá.
- Pois é, atualmente eu sou o lider, o cara da qualidade, o cara do planejamento, o gerente e ainda estava com as atividades do meu chefe enquanto ele estava de férias.

Nessa hora, o gerente do escritório viu que eu estava fudido e que ele não tinha feito nada pra me ajudar, aí tentou salvar o dele:

- É, a gente tá tentando contratar alguém pra ajudar nesse projeto. Deve vir alguém desse trilha que fizemos semana passada.

O lado bom é que o diretor viu que não é culpa minha, que eu e meu chefe estamos sobrecarregados e aliviou um pouco. Vamos ver se eu ganho alguém pra me ajudar. O meu medo é que passe mais tempo ensinando o cara do que realmente trabalhando...

17 de jan. de 2011

Esparroman RECOMENDA: Chocotone Alpino

Dia desses aí pra trás estava eu trabalhando quando recebo uma mensagem da Véia: "Passa aqui em casa. Comprei um panetone pra você". Imediatamente respondi: "é assim que você quer que eu emagreça?", mas no fim do dia passei lá para pegar umas contas e acabei pegando o panetone. O não, OS. E não era panetone, eram Chocotones Alpino.

Eu nunca tinha comido e esperava algo comum. Tanto que deixei em cima da minha mesa, esperando um dia que eu "merecesse" comer (um dia de merda, resumindo). Aí esse dia apareceu e lá fui eu afogar as mágoas no chocotone. Quando parti, fiquei assustado. Meus olhos encheram de lágrimas gordas e minha glicose aumentou automaticamente, antes mesmo de eu colocar um pedaço sequer na boca. Olha só o que eu vi:


É MUITO chocolate. Praticamente diabetes instantânea. Não tem como você segurar a fatia sem sujar os dedos de chocolate. Não sei diferenciar chocolate alpino do normal, mas esse era SENSACIONAL. E a massa do chocotone também era algo de babar. Muito bom mesmo!

Achei que era sorte aquela quantidade de chocolate e cortei outro pedaço. Também veio lambuzando de chocolate. Nessa hora eu já queria comer o treco inteiro, mas me contive e resolvi guardar para outros dias que eu merecesse.

Ah, só para vocês terem uma idéia do quanto é bom: eu não sou das pessoas que mais gosta de chocolate neste mundo. Consigo viver sem durante um ano inteiro.

RECOMENDO MUITO.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

14 de jan. de 2011

Reunião de lições aprendidas

Quem me conhece sabe: eu sou paranóico com planejamento. Sou absurdamente pontual (ok, isso tem piorado um pouco) e odeio quem chega atrasado. Em viagens, procuro tudo o que pode ser conhecido em uma cidade, horário e dias de funcionamento das coisas, preços, etc e monto planilhas e mapas com o caminho a ser seguido considerando as melhores "alocações". Ex-Xuxu que o diga na Argentina. No resto das coisas da minha vida não é muito diferente. Ex-Xuxu que o diga também.

Quando comecei a trabalhar com gerenciamento de projetos, encontrei o rumo da minha vida. Eu era PAGO para planejar, fazer cronogramas, encontrar o melhor momento para fazer cada atividade, simplesmente lindo. E como era uma coisa que me interessava muito, acabei estudando o assunto, com uma pós (picareta) e estudos para o PMP.

Um dos itens que eu usava pouco, mas que eu mais gostei foram as tais lições aprendidas e reuniões de acompanhamento (ou análise critica, como preferir). E acabei levando isso para o meu antigo namoro. De tempos em tempo eu e Ex-Xuxu conversávamos sobre o nosso namoro, vendo o que estava indo bem, o que estava indo mal, o que podia melhorar e tudo aquilo que vocês chamam de "discutir a relação".

Eu sinceramente achava aquilo legal (acho que Ex-Xuxu também), porque era a hora de aprender com os erros e colocar as coisas de volta nos trilhos. Tá certo que depois de um tempo não surtia mais o mesmo efeito, mas acho que a gente aproveitou bastante estas "reuniões".

Terminado o namoro, a coisa certa era cada um tocar a sua vida e aprender com outras relações, certo? Não pra mim. Depois de um tempo sem muito contato, mandei um email para ela falando que precisava conversar. Marcamos o dia e nos encontramos. ela devia achar que eu ia falar de trabalho, que precisava desabafar e tudo mais. Tadinha... Coloquei-a em uma fogueira das grandes.

Falei que eu queria tirar lições aprendidas do nosso namoro. Queria saber o que deu certo, o que deu errado, o que a incomodava, o que ela gostava e tudo mais o que pode ser aprendido, para que em futuras relações os erros não fossem repetidos. Não, lição aprendida não é para salvar projeto passado. É pra evitar que você repita os mesmos erros em projetos futuros.

E assim foi. Durante algumas boas horas (3, acho) ficamos conversando. É tanta coisa, que ainda não acabamos. Ainda falta uma outra reunião, para finalizar. Ah, os assuntos? Todos. Mesmo. Não foi lavação de roupa suja porque, sinceramente, não tinha roupa suja para ser lavada. Em quase 3 anos de namoro só tivemos UMA briga mais séria, mas que não durou muito. E o melhor é que pude tirar muitas lições, tanto boas quanto ruins.

Recomendo fortemente que, todos que tenham essa chance, façam reuniões como essas. Fará bem não só para futuros namoros, como para a vida toda.

Parabens, Consultora!

Hoje e aniversario da minha querida amiga Consultora. Parabens, fia! Tudo de bom hoje e sempre.

Aguardo informacoes da comemoracao!

13 de jan. de 2011

Retomando tradições

Quando eu ainda era programador lá pros anos de 2005 a turma do pastel resolveu fazer um almoço de fim de ano, porque cada um ia passar o ano novo em um lugar. O almoço foi na casa de um amigo e umas das meninas foi a mestre cuca. Todo mundo gostou tanto da idéia que acabou virando tradição: nos 2 anos seguintes teve o tal almoço de fim de ano.

Mas vida é uma caixinha de surpresas e foi pregando peças pelo caminho. O dono da casa onde eram feitos os almoços foi morar em Manaus, com isso ele e a mestre cuca que namoravam, terminaram, um outro foi morar em Belém, eu fui para Brasília... E o que era tradição morreu.

Este ano, já na minha fase "retomar as amizades", resolvi retomar esta tradição: mandei um email pra todo mundo oferecendo a minha casa para fazermos o almoço de fim de ano. Como foi meio em cima da hora, acabamos marcando para o começo de 2011. E assim foi no último fim de semana.

Eu já sabia que não ia sair coisa boa. Lembrei de quando doei a minha casa para fazermos o The Super Mothafucking Twix From Hell, que fiquei limpando chocolate e biscoito moído durante uma semana, mas era por uma causa boa.

A idéia valeu a pena. Vi pessoas que não encontrava há 3, 4 anos, colocamos o papo em dia, conversamos bastante e, lógico, comemos e bebemos muito. O resultado? Isso aí embaixo.










Arrumar essa zona tomou meu domingo inteiro. Isso porque depois que o pessoal foi embora eu ainda saí para encontrar uns amigos da época de colégio, que também não encontrava há mais de 2 anos. Milagrosamente não tive ressaca, mas te garanto que limpar o macarrão espalhado e pisoteado pela casa não foi fácil...

12 de jan. de 2011

Técnica do saco plástico

Essa técnica é para você que faz muitas viagens a trabalho e não quer ir trabalhar com uma roupa parecendo que acabou de sair da boca de um boi. A técnica do saco plástico é bem simples e, nestes meus quase 5 anos de viagens a trabalho, quase nunca falhou.

A primeira coisa a fazer é arrumar sacos plásticos para as camisas. Esse aí embaixo (a foto está horrível):


Eu confesso que não sei onde meu pai arrumou esses sacos, mas ACHO que foi em hortifruti (juro!), porque alguns vinham com pedaços de folhas dentro. Lave os sacos, por via das dúvidas e use do lado avesso, pra não manchar sua roupa.

Com os sacos plásticos disponíveis, basta dobrar as camisas, para conseguir que ela caiba nos sacos.

- Abotoe a camisa e a estique de costas em alguma superfície plana (preferência por uma cama):


- Dobre um dos lados, a mais ou menos 1/3 da camisa e dobre a manga pra dentro:


- Dobre o outro lado, também a mais ou menos 1/3, e dobre a manga pra dentro:


- Agora, dobre o que sobrou da camisa, mais uma vez a 1/3 da altura:


- Para finalizar, dobre o pedaço que sobrou para encontrar a gola da camisa:


- Com a camisa dobrada, basta colocar dentro do saco plástico:


Fica um pouco chato de colocar na mala, porque fica aquele monte de plástico sobrando, mas resolve bem o problema. Uma dica boa (que não foi feita nas fotos) é desabotoar a gola, se ela for como essa da foto. Evita maiores problemas.

[Update] Um comentário do Willie me fez lembrar de uma coisa: SEMPRE que chegar a o local onde vai ficar (hotel, casa de amigos, etc) retire as camisas dos sacos plásticos e pendure em um cabide. Com o tempo, as marcas das dobras (que sempre ficam) vão "amolecendo".

Nunca tentei com tecidos mais grossos, mas com camisetas funciona bem. E quanto a malas muito cheias, bem, as minhas pra BSB eu consideravam que iam cheias, mas sempre tem gente que coloca o dobro em metade do espaço. Aí não sei se funciona bem.
[/Update]

11 de jan. de 2011

Cuidado com o twitter

Sexta passada, pouco depois do emio dia, estava lá eu conversando com o gerente do escritório sobre recursos quando ele me fala: "você tá pedindo tanta gente que vou te colocar como representante da empresa no processo seletivo amanhã". Papo vai, papo vem e ficou combinado que eu iria no sábado de manhã reprentar a minha empresa no processo seletivo para estagiários e engenheiros juniores.

Esse processo seletivo é uma das coisas mais legais da minha empresa. Durante 2 dias eles colocam 25 a 30 meninos que querem estágio (agora abriu pra junior também) em uma sala de hotel e ensinam aos moleques como se portar em uma entrevista. Nesse meio tempo, tem várias dinâmicas e assim a psicóloga identifica quem é bom. No terceiro dia, a molecada passa pela entrevista com os gerentes do escritório, para ver quem vale a pena e quem não vale. Ou seja: mesmo que o moleque não seja admitido, ele ganha um curso de como se portar em uma entrevista de emprego.

E lá fui eu no sábado de manhã, meio com sono, representar a minha empresa e responder dúvidas da molecada. Cheguei e enquanto um dos caras do curso se apresentava a psicóloga chamou um dos candidatos e saiu com o menino da sala. Achei estranho, mas me apresentei, contei um pouco da minha história na empresa e fiquei ajudando a responder dúvidas. Nesse meio tempo, a psicóloga volta pra sala junto com o moleque. Não entendi e continuei respondendo o pessoal.

Quando acabou meu tempo, despedi da galera, de um dos caras do curso e quando ia despedir da psicóloga ela falou que precisava convesar comigo. Saímos da sala, e ela veio me explicar o que tinha acontecido. O moleque, no dia anterior, colocou a seguinte frase no twitter (que, obviamente, já foi apagado):

Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã para ir para o curso da maldita Blábláblá

Blábláblá é a minha empresa. Só que o cara fez isso tipo 6, 7 da noite e o setor de comunicação da empresa VIU o que o moleque tinha escrito. Aí ligaram pra meio mundo: gerente geral de RH, a psicóloga, o gerente do escritório, a galera toda. E ficou combinado o seguinte: a psicóloga ia conversar com o moleque para ver porque ele tinha feito aquilo e, dependendo do que o moleque falasse, iam mandar o cara embora.

Aí a psicóloga conversou com o cara, viu que foi infantilidade (e que o moleque queria era aparecer no twitter para os amigos) e que ele estava arrependido (diz ela que ele chegou a chorar). E queria saber o que fazer com o moleque. Convesei com o chege do escritório e ele falou pra deixar o menino lá. Se ele fosse bom, ia conversar com ele para explicar porque não ia contratar o menino.

Resumindo: o juninho se deu mal por causa de uma besteira que escreveu no twitter. Se ele tivesse só colocado "Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã", não teria tanto problema, mas o jacu colocou maldita blábláblá. MUITO juninho. Ontem, para se retratar, colocou um pedido de desculpas no twitter, mas a cagada já tinha sido feita.

Então, amiguinhos, aprendam com o Tio Esparroman: não coloquem o nome da empresa de vocês, de colegas de trabalho, de clientes, etc no twitter, blog, facebook, formspring, orkut ou qualquer outra rede social. Tá certo que hoje em dia pouca gente não sabe que eu tenho blog e twitter, o que já seria suficiente para eu ser mais cuidadoso, mas pelo menos eu não faço esse tipo de cagada...

10 de jan. de 2011

A semana do overclocking

Lembra de tudo o que eu tinha falado de trabalhar menos? Pois é, ainda não consegui colocar em prática. Semana passada, que meu chefe estava de férias, eu estava tomando conta dos meus 2 projetos, do contrato e de 2 propostas. Lógico que não consegui fazer nada disso direito, mas estava tomando conta.

Num belo dia (terça-feira), eu estava conversando com o gerente do escritório (chefe do meu chefe) para ver como poderíamos avisar para o cliente que não estávamos fazendo propostas porque um dos serviços que ele comprou no contrato já acabou e que para fazer mais disse serviço custaria mais caro. A solução foi: enviar um email pro cara mandando a real e que meu chefe trataria o assunto com ele na semana seguinte.

Decidido isso eu fui até a minha mesa escrever o email. Olho para o outlook e tem um email do cliente, com o seguinte assunto "Aviso de Multa". Olhei aquilo e já comecei a tremer. Li o email e o cara estava mandando um aviso de multa, porque não estávamos emitindo as propostas que começamos 3 semana antes (por contrato são 10 dias).

Nesse exato momento, eu senti que minha semana tinha ido pro espaço. Até dei dica disso no twitter. E para conseguir resolver o problema e gerenciar a crise, tive que trabalhar em overclocking (que é diferente de fazer hora extra, o que também fiz, mas não tanto assim). E foi assim a semana inteira. Eu não fiz nada do que deveria, só fiquei resolvendo este problema. E o cerébro trabalhando o tempo todo, sem nem um momentinho de descanço. Inclusive enquanto eu estava "dormindo". Só parou em alguns momentos que eu estava fazendo alguma coisa depois do trabalho.

Vi que, assim como no overclocking de processador, o tempo de resposta diminui e você consegue fazer muito mais coisa em menos tempo, mas também vi que a vida útil do processador diminui. Resolvemos o problema na quinta e na sexta eu dei uma relaxada no trabalho. Mas não porque eu não tinha coisa para fazer, e sim porque eu não aguentava fazer mais nada. Simplesmente morri depois do almoço. E, assim como no overclocking, em que você deve resfriar o processador para ele aguentar trabalhar sobrecarregado, fui resfriar a cabeça com uma cerva gelada.

Mas não quero ter que trabalhar assim nunca mais (apesar de que já fiz isso muitas vezes na vida...).

6 de jan. de 2011

Renata Junior In Memorian

Dia desses aí pra trás descobri que uma colega dos tempos de programador morreu. Morreu há uns 5 meses, de acidente de carro. E o pior: eu nem fiquei sabendo. Não que ela fosse uma grande amiga, ou que me senti ofendido por não ter sido comunicado do ocorrido, mas foi triste saber que uma pessoa tão jovem e que já tive bastante contato morreu.

Fica aqui a minha lembrança e singela homenagem, mesmo que atrasado. E serve para lembrar que a vida é curta.

Em tempo: não me julguem pelo post linkado. Eu estava começando a blogar.

5 de jan. de 2011

Técnica dos rolinhos

Há algum tempo atrás, quando Priom ainda postava no blog dele, ele fez um post muito legal dando dicas para quem não costuma viajar de avião. Desde então eu tenho vontade de fazer uns posts com dicas de coisas que aprendi nestes meus anos viajando a trabalho, mas a preguiça, a falta de tempo e a falta de memória não me deixavam escrever.

Num dessas minhas viagens para Manaus, com pessoas que não estavam muito acostumadas a viajar (principalmente a trabalho), uma das pessoas da minha equipe disse que eu deveria escrever um livro, porque toda hora dava uma ou outra dica de "sobrevivência". Até Xuxu, na nossa viagem para Buenos Aires, aprendeu algumas coisas.

Resolvi, então, criar esta seção de dicas de um viajante, em que vou colocando algumas dicas com coisas que eu aprendi vivendo em avião e aeroporto. A primeira delas, e a mais útil, é a técnica dos rolinhos.

Ninguém gosta de viajar com mala grande e, na maioria das vezes, leva uma mala com o tamanho certo com as roupas e tranqueiras que vai carregar na viagem. O problema é que SEMPRE você compra alguma coisa no lugar onde foi: 10 kg de castanhas de caju, 20 sabonetes de tartaruga, metade das roupas da Argentina ou uma simples caixa de chocolate para a namorada.

Colocar essa tralha toda na mala pode ser um problema sério e se você simplesmente colocar tudo e depois sentar em cima para fechar a mala quando a abrir vai ter uma surpresa desagradável. A solução para estes problemas é a técnica dos rolinhos.

Na volta da viagem, você não está mais preocupado se sua roupa vai chegar amassada, então a melhor forma de fazer tudo caber na mala é fazer rolinhos com as suas roupas. Mais ou menos assim:

- Estique a camisa (serve para bermudas, camisetas, meias, etc) em uma superfície plana (preferência pela cama):


- Dobre na metade:


- Comece a enrolar a roupa da parte menos larga para a mais larga. Enrole bem apertado, para comprimir a roupa e ocupar menos espaço:


- Se for camiseta, depois de enrolar dobre a manga pra dentro:


Depois de fazer rolinhos com todas as suas roupas, é só brincar de tetris na mala. Sempre intercale os rolinhos com as coisas que você comprou, para que as coisas fiquem mais protegidas dos cuidadosos agentes de aeroporto. Estudos comprovam que o espaço aumenta mais de 50% comparado ao método comum de arrumar malas. Um exemplo foi a nossa volta da argentina: quando Xuxu arrumou a sua mala de volta não coube nem metade das coisas que ela tinha comprado (e olha que a mala tinha ido beeem vazia). Com o método dos rolinhos, além de caber toda a tralha roupa dela ainda coube um tênis meu.

4 de jan. de 2011

Esparroman RECOMENDA: GTA IV

Eu demorei para começar a jogar GTA IV. Quando o meu PS3 chegou, eu joguei muito Need For Speed e God of War. Aí, no dia que eu coloquei o blueray do GTA no videogame, minha vida acabou. O jogo é MUITO bom. A qualidade dos gráficos, a história do jogo, as músicas nos carros roubados, tudo é muito legal. Fora que você pode fazer o que quiser no jogo - o que quiser mesmo, até ir a um clube de strip.

O jogo é bem sangrento, tanto que é para maiores de 18 anos, e rola muito sangue na história. Tem tiroteio, perseguição policial, assalto, drogas e o meu preferido: atropelamento.

A história é simples: você é Nico e vive no mundo do crime. Tem sempre alguma missão para fazer e, em muitas delas tem que sentar a bala ou a porrada em alguém. No tempo livre, pode ficar vagando pela cidade em bares, boliches, sinucas ou dardos. Sim você pode JOGAR estas coisas dentro do jogo. E também pode sair com uma gatinha, Michelle. Se você fizer tudo direitinho no encontro, pode ser recompensado depois, se é que vocês me entendem.

O jogo é muito legal. Demorei um pouco para pegar o jeito (dirigir em alta velocidade, por exemplo, só estou pegando a manha agora) e você acaba viciando. Outro dia joguei por QUATRO HORAS E MEIA, sem parar. E só parei porque meu pai queria ver TV, senão teria continuado. Neste dia eu vi que aquela história de que video game faz mal e verdade. Depois que desliguei o jogo fui até a padaria e, no caminho, queria empurrar os carros que pararam na minha frente no sinal. Na fila para pagar, queria socar a mulher que estava na minha frente, que estava batendo papo com a caixa. Mas depois de um tempo isso passou.

Outra coisa boa do jogo é que nestes dias que tenho trabalhado muito (e aproveitando a TV do Véio disponível), tenho chegado em casa, ligado o PS3 e começo a matar pessoas, só para relaxar. Tem dias que eu não faço nenhuma missão, só roubo um carro e fico andando pela cidade, atropelando pessoas, socando uns e outros e de vez em quando dando uns tiros em pessoas engravatadas. Depois desta sessão de descarrego, durmo que é uma beleza.

Se você quer um jogo bom, com gráficos bacanas e com muito sangue e coisas ilícitas, recomendo fortemente o GTA IV. Eu não consigo parar de jogar.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

3 de jan. de 2011

Como acabar com sua vida

Neste últimos dias do ano eu tenho pensado muito na vida para tirar as lições aprendidas de 2010. E num desses momentos, com a TV ligada ao fundo, começou a passar "O Diabo Veste Prada". Eu já tinha visto o filme, mas não com a cabeça que eu estava no dia. E em um determinado momento do filme, a protagonista (que esqueci o nome), comenta com o estilista da revista que está com problemas na vida pessoal. E o cara responde, com a maior calma do mundo:

- Isso significa que você está crescendo profissionalmente. Quando ela não existir mais, é sinal que você foi promovida.

Na hora, eu entendi meu ano de 2010. Foi EXATAMENTE isso. Em 2010, assim como a protagonista do filme, eu comecei saindo com meus amigos, com Xuxu, consegui viajar de férias, estava bem no campo pessoal. Aí, em algum momento do ano (provavelmente quando eu ganhei o projeto de Manaus), tudo isso mudou.

Assim como a nossa querida protagonista, eu achava que aquela era a minha chance de aparecer na empresa e comecei a trabalhar como um louco. Acordava pensando em trabalho, trabalhava até tarde todo dia, chegava em casa morto, mas ainda pensava em trabalho, "dormia" e sonhava com trabalho... Várias vezes deixei de fazer coisas por causa de trabalho. Deixei de sair com meus amigos, deixei de encontrar com Xuxu, deixei de ir ver minha mãe, deixei de tirar férias, deixei de ir ao médico, deixei de cuidar de mim. E, quando eu conseguia fazer alguma destas coisas, eu ia pensando no trabalho.

Nesse meio tempo, eu via que estava desapontando as pessoas, mas pô, era só só mais um mês. E esse mês virava outro mês. E esse outro mês virava outro... e assim foi, por SEIS meses, até que o projeto acabou.

E junto com o projeto, acabou o meu namoro, as minhas amizades, os meus laços de família e a minha saúde (física e mental). E como o estilista do filme falou, foi exatamente neste mês que eu fui promovido. Eu queria comemorar a minha promoção, mas não tinha com quem comemorar. Eu queria ligar para as pessoas para contar, mas eu não tinha mais intimidade com ninguém para contar. Eu queria abraçar pessoas para comemorar, mas não tinha ninguém para abraçar. Resultado: comemorei em casa, sozinho e contei no twitter que tinha sido promovido, mas porque eu PRECISAVA contar para alguém, para dividir a alegria.

Valeu a pena? Não, não valeu. Assim como a protagonista, eu percebi isso tarde demais. E assim como ela, resolvi tomar uma atitude. Não vou sair do emprego como ela fez, vou simplesmente ligar menos para as coisas. Não quero mais perder noites de sono. Não quero me distanciar dos meus amigos e família. Não quero correr o risco de perder pessoas que gosto tanto. Não quero ter um infarto aos 35 anos. Não quero que as minhas melhores horas de sono sejam no avião, quando o celular não pode ficar ligado e o notebook não funciona por falta de tomada.

2010 foi o ano que eu trabalhei. 2011 será o ano que eu viverei. Nem que isso custe meu emprego. O meu único empecilho é a porcaria do projeto de Manaus, que me fará viajar muito e me fará ficar longe de quem eu gosto. Mas disso eu não tenho como fugir, então o jeito é me planejar para não furar com ninguém e conseguir retomar um antigo projeto de amigos.

E tenho dito. Torçam por mim.

2 de jan. de 2011

Por uma vida mais simples

Estava eu com uns amigos de velha data no Stadt Jever no dia 30 para uma cerveja de fim de ano quando começaram a falar da época em que todos trabalhávamos juntos, quando eu ainda era programador. E conversando sobre aquilo eu vi o quanto a minha vida era mais simples e mais legal do que hoje. A minha maior preocupação era terminar uma tela (ou funcionalidade) no prazo. Só. Não tinha chateação do cliente (aliás, quase não encontrava com o cliente!), não tinha preocupação com faturamento, não tinha departamento de qualidade enchendo o saco com burocracia, não tinha problema com o SAP... E ainda ganhava o piso de engenheiro, que hoje não é tão a mais do que o que eu ganho (mesmo com a promoção).

Naquela época eu conseguia trabalhar, fazer alemão e espanhol e ainda corria todo dia (além de conseguir blogar umas 3 vezes por dia!). O fim de semana começava na sexta, no pastel, eu encontrava com outros amigos no sábado e em alguns domingos rolava até cinema ou teatro, normalmente com a minha querida amiga Consultora. Eu era feliz e não sabia.

Hoje, lendo os comentários antigos do blog, eu vi como eu tinha uma vida social. As épocas de blog camp e drunk twitts, as saídas com pessoas que eu tinha acabado de conhecer (e que depois sumiram tão rápido quanto apareceram), os churrascos da Auto-6 (que me fizeram atropelar uma árvore), as aventuras em contagem...

Tudo isso acabou, sem que eu percebesse. Bateu uma saudade de 2005 a 2007... E o pior é saber que conseguir ter aquela vida simples de volta não será uma coisa fácil (pra não dizer impossível)....

1 de jan. de 2011

E para 2011 eu prometo...

Ano passado, assim como em 2009, não prometi porra nenhuma, pois estava cansado de prometer e não cumprir. Coloquei metas. A meta financeira foi batida com folga (graças às horas extras que me pagaram quando trabalhei no Rio, além de um adicional de periculosidade de Manaus). A meta banhística, pra variar, não cheguei nem perto de bater. Mas a meta do PMP eu consegui bater (foi na beirinha do prazo, mas consegui).

Para este ano, a meta financeira foi traçada. Tá apertado, mas se eu conseguir vou me sentir rico no fim do ano. A banhística, é a mesma do ano passado, já que não perdi um mísero quilo neste ano (quer dizer, perdi, mas os encontrei de volta, principalmente em dezembro). Se eu chegar lá, acho que vou ter que comprar roupas novas. A propósito: se me encontrarem na rua, me chamem de gordo. É um incentivo a mais.

A visão é a mesma dos anos passados: passar a morar na minha casa própria. Mas isso depende da Dilma e sua equipe econômica.

Algumas coisas que eu gostaria de fazer esse ano, mas não vou prometer: voltar a estudar (pensei até em virar Scrum Master), ir mais ao cinema e teatro e, principalmente, trabalhar menos e passar mais tempo com a familia e amigos. Eu queria viajar menos, mas isso eu sei que não vou conseguir.

E vocês? Já definiram as metas e resoluções de 2011?

31 de dez. de 2010

Ano Novo - Livro Novo

Recebi isso por email, de uma pessoa do trabalho. Eu ia ignorar, como sempre faço quando recebo esse tipo de coisa por email, mas por algum motivo desconhecido acabei lendo. E, por uma coincidência absurda, encaixou-se direitinho com o meu pensamento neste fim de ano, aí resolvi colocar aqui.



Encerra-se mais um ano em sua vida...
Quando este ano começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos...
Podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco,
E nele você podia ter um poema,
Um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
Podia...
Hoje não pode mais, já não é seu.
É um livro já escrito...
Concluído...

Como um livro que tivesse sido escrito por você,
Ele um dia lhe será lido,
Com todos os detalhes, e não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto...
Antes que termine este ano,
Reflita, tome seu velho livro e folheie com cuidado...
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência;
Faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...

Aprecie aquelas páginas de sua vida em que usou seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não...
Não tentes arrancá-las.
Seria inútil...
Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que será entregue.

Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu,
E evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro,
Você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio,
E terá, para preencher, toda a imensa superfície do seu mundo.

Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras:
OBRIGADO E PERDÃO!

E, quando o novo ano chegar, lhe será entregue outro livro, novo,
limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever o que desejar...




Pessoal: um ótimo 2011 para todos. Espero que todos vocês tenham um ano excelente. Porque eu SEI que eu vou ter. E para não deixar de fazer aquela piadinha, até ano que vem!

Retrospectiva 2010

Fim de ano não é fim de ano sem uma retrospectiva. E como já tradição aqui no blog, não podia deixar de fazer o post de retrospectiva, até para lembrar o quanto o ano foi uma merda. Afinal, recordar é viver, então vamos aos momentos marcantes deste ano que, finalmente, termina...

Janeiro

Janeiro foi um mês que me fez ter esperanças que 2010 seria bom. Afinal, consegui tirar férias decentes depois de 10 anos (com direito a viagem planejada) e fiz 2 anos de namoro. Mas foi só. Pouco depois vi que seria um ano de merda. Quase fui "obrigado" a morar no Rio (mal sabia eu...), deu merda no meu CREA, começaram as injustiças no trabalho e a minha putidão com a empresa e tive que pagar CREA e SENGE, jogando meu dinheiro no lixo.

Pelo menos a minha coleção de copos aumentou e ainda ganhei um copo de pitágoras fodástico.

Fevereiro

Fevereiro foi quando consegui aproveitar as minhas tão sonhadas férias com uma viagem à Argentina. Foram dias de muita andança e toneladas de fotos, que viraram muitos posts (lincarei só o post resumo). Lá eu conheci duas das melhores comidas do mundo: o sorvete de doce de leite com doce de leite do Freddo e os alfajores Havanna.

Ainda aproveitei o resto de férias para fazer uma viagem a várias cidades de Minas em um dia, que foi MUITO legal.

Virei membro do PMI e meu ano mudou, quando eu ganhei uma passagem para o Rio.

Março

março foi um mês de muito trabalho, muito estudo (marquei minha prova para PMP) e muito sofrimento. Tanto que quase não teve post novo, só os das férias.

Abril

Abril foi um mês de merda. A direção inteira da empresa saiu, me mantiveram mais um mês no Rio sem me consultar, trabalhei pra caralho, estudei pra caralho e postei quase nada por conta disso.

Na área das bizarrices, um prédio da minha rua despencou e um japonês fiadaputa peidou na academia do hotel.

Tije um dia de marajá e o blog fez 4 (QUATRO!) anos.

Maio

Maio foi um mês que ralei. Mas ralei MUITO. desde o PRIMEIRO dia do mês, que é feriado do dia do trabalho e ainda caiu num sábado. Tive diversos atritos com o meu chefe e com a minha equipe do Rio (e com o Administrativo) e quase me matei por causa de pessoas que "trabalhavam" ao meu redor.

Mas foi um mês de conquistas. Fiquei livre da TIM (mas não sem sofrer uma última vez) e, o grande feito do ano (porque dependia só de mim), virei um PMP.

Junho

Junho foi o mês que fiquei livre do Rio. Até saí com o pessoal pra comemorar. O que não quer dizer que eu não tenha passado muita raiva.

Para compensar, ganhei um projeto em Manaus, o que me deu chance de comer coisas exóticas, conhecer uma cidade que não iria por conta própria e ver coisas diferentes, bem ali na minha frente. Além de passar muito calor, lógico.

Ah, é, e deu merda na minha conta da TIM, mesmo depois que eu tinha migrado pra Claro. Pra fechar com chave de ouro, né?

Pelo menos eu consegui rir um pouco da vida.

Julho

Julho foi um mês que eu trabalhei como um cão e postei SEIS vezes. Duas ela com posts de 2 parágrafos. Sentiu o drama, né? Mas valeu a pena.

Deu merda na migração para a Claro e descobri que mesmo com 2 telefones e um modem 3G você pode ficar incomunicável. Ah, e foi nessa época que comprei meu PS3, que demorou 3 meses pra chegar.

E foi nesse mês que minha luta pela promoção subiu de nível (mas que não adiantou nada).

Agosto

Em Agosto eu fui para Manaus duas vezes (a primeira delas me deu dor de cabeça com o aluguel do carro). Marquei minhas férias e fiz um treinamento em que dei uma lenhada no gerente do escritório (acho que foi aí que ganhei o respeito dele). E neste mês que meus problemas com a mulher de civil começaram...

Ah, é, e foi nesse mês que fiquei livre do Unibanco e passei a receber pelo citibank e que comprei meus jogos de PS3.

Setembro

Em setembro eu tirei férias e fui para Natal graças a milhas do Véio e da Véia (cujos posts de Bem vindo sairam 4 meses depois). Passei muita raiva no hotel, mas aproveitei o passeio de buggy.

Falando em passar raiva, quase matei a mulher de civil...

Outubro

Outubro foi um mês muito triste para mim. Escrevi o post mais difícil nestes mais de 4 anos de blog, com as últimas horas de um namoro de 1016 dias.

No trabalho, troquei de projeto TRÊS vezes, com direito a pegadinha na volta de Manaus.

Compensei a perda de Xuxu me matando de viajar a trabalho e jogar, já que meu PS3 chegou. Ah, é, e em Outubro chegou o meu CREA e meu diploma do PMP.

Novembro

Novembro foi um mês que viajei pra caralho. E reclamei pra caralho da minha empresa (só que com o chefe). Trabalhei como um cão e matei o projeto de Manaus. De presente ganhei um pepino maior ainda. Mal sabia eu que tinha algo pior me esperando (o que me rendeu um "presente").... Mas o lado bom é que FINALMENTE fui promovido (Líder de Projetos, baby, yeah!).

Voltei a ter a minha vida alcoólica ativa, fui convidado para 2 festinhas de estagiários. O lado divertido do mês foi quando pude dar uma comida na empresa de civil.

Dezembro

Dezembro pode ser definido como o mês que fiquei longe de casa. Fui pra Manaus (duas vezes), pro Rio (no meu aniversário e para tomar comida de rabo por conta de outros) e pra Ouro Preto (para dar um palestra - a primeira importante da minha vida). Só consegui ficar em BH na semana entre Natal e ano novo.

Voltei a ser o Esparroman, reclamando com o PRESIDENTE da empresa e vi que realmente sou um zero a esquerda na arte da conquista. Das coisas sem link, fiz um engenheiro junior chorar (de verdade), passei o natal morrendo de gripe e com diarréia e aumentei a minha coleção de copos e canecas.


Aí o aluno pergunta: "ué, porque seu ano foi ruim? Você virou PMP, foi promovido, encheu o rabo de milhas, ganhou experiência...". Resumindo: porque eu só trabalhei (e muito). Não dei atenção e carinho à minha família, namorada e amigos. Não cuidei de mim. Não fiz os exames que deveria. Não fui aos médicos que precisava. Não fiz exercícios físicos. Não comi menos. Não emagreci. Pior: não me esforcei para mudar nada dessas coisas, o que me custou caríssimo. E só consegui ver o estrago que causei com estas atitudes quando era tarde demais. Como diria o Godsmack, "If I only knew what I know", meu ano seria completamente diferente do que foi.

Lições Aprendidas... Algo que todo projeto deveria ter, mas que só fazemos quando ele dá merda (como o meu 2010). Mas como diria O Primo, melhoria contínua, para que 2011 seja muito, mas MUITO melhor que 2010. Para mim e para vocês.

29 de dez. de 2010

Sendo um chefe melhor

Eu trabalho com projetos desde 2003, quando ainda era um mero estagiário, começando a minha vida profissional. Desde lá, já tive muito chefe e cada um de um tipo. Uns fizeram coisas boas, outros fizeram coisas ruins, mas se teve uma coisa que TODOS tiveram em comum: formar o meu caráter. Seja porque fizeram alguma coisa que eu achei do caralho e que eu pensei "quando eu tiver a minha equipe vou fazer isso" ou porque fizeram uma coisa são filadaputa que eu pensei "NUNCA farei isso quando tiver a minha equipe".

A primeira das coisas que eu aprendi é que não adianta ser filho da puta. Nunca. é melhor falar com a pessoa o que você pensa em uma sala de reunião, numa conversa particular, do que só reclamar do cara com seus chefes (você sempre terá chefes, não importa seu cargo) ou dar aquele esporro na frente de todo mundo só pra mostrar quem manda nessa porra.

Outra coisa que aprendi é que você SEMPRE tem que tratar bem a sua equipe e SEMPRE tem que prestar atenção na cara das pessoas. Vai por mim: você, sozinho, não faz porra nenhuma e se sua equipe não estiver tranquila, motivada e satisfeita, seu projeto vai pro saco. Gente insatisfeita não rende. E trate as pessoas do modo adequado para aquela pessoa. Cada um é de um jeito. Não dá, por exemplo, pra ficar fazendo piadinhas em voz alta com uma pessoa tímida. Ela vai ficar roxa de vergonha e vai te odiar. Para isso, você tem que conhecer a sua equipe bem.

O projeto foi mal vendido e está dando aquele prejuizo, mas a equipe está se matando e conseguiu entregar tudo no prazo? Comemore com o pessoal. Faça uma reunião regada a salgadinhos, pão de queijo, refrigerante e docinhos onde você mostra o resultado, que foi tudo graças a eles, ao empenho deles. Esqueça a palavra eu. Você não fez nada, só estava lá pra apagar o incêndio. Foda-se o resultado. 100 conto a mais no prejuizo do projeto não vai matar ninguém e vai massagear o ego da equipe impressionantemente. Sua empresa não quer pagar? Compre menos coisa, do seu bolso mesmo, mas mostre pra equipe que eles mandaram bem. E de vez em quando convide a galera para um happy hour e PARTICIPE dos eventos para os quais foi convidado. O pessoal se sente importante.

O terceiro item é dar feedback com frequência e ser verdadeiro nestas situações. Mais: esteja sempre preparado para o dia em que alguém, em alguma reunião, resolver te pedir feedback. E dê o feedback de verdade. Não dê aquele tapinha nas costas e fala que "tá tudo beleza". TODO MUNDO pode melhorar. Ninguém é perfeito. E se você não falar algum ponto de melhoria, o cara vai achar que você fala aquilo pra todo mundo. Mas não adianta só dar o feedback, tem que mostrar o caminho das pedras pro cara conseguir melhorar e fazer acompanhamento de perto.

Aliás, na parte do feedback tem uma coisa que eu aprendi a duas penas: cuidado. Tem que saber como falar. Ainda mais quando alguém fez merda. Não adianta nada chegar esculachando o sujeito. Tem que ir com calma e mostrar pra pessoa que ela fez coisa errada, que aquilo NÃO é o fim do mundo, mas que aquilo não pode repetir. E se o cara fez coisa certa, dê os parabéns, fale que o cara mandou bem, mas cuidado pra não inflar o ego do cara demais, senão você cria um monstro.

Um último ponto (que, por sinal está tomando a maior parte do meu tempo) é estar sempre disponível. Se alguém te procurou, atenda-o. Se não puder ser na hora, marque um horário com a pessoa. Mostre que você está disposto a ouvi-la e, principalmente, ajudá-la. Se você não tem tempo para sua equipe, não tem tempo para nada. E, durante o dia, converse com o pessoal. Veja o que está pegando, quais os problemas estão tendo, os risco que eles estão prevendo, o que pode atrapalhar o trabalho deles. Tente fazer o máximo para que eles trabalhem tranquilos.

Nos últimos tempos a coisa que eu mais tenho aprimorado é a forma como eu trato a minha equipe. Demorou, mas eu percebi que eu tinha virado um chefe e que o responsável pelo bom desempenho e felicidade daquelas pessoas era eu. Desde então, tenho pensado em tudo o que fizeram comigo e que eu achei legal ou que achei páia. ÓBVIO que eu ainda tenho muito capim pra comer, mas tenho me sentido um bom exemplo. E pela quantidade de gente que tem vindo conversar comigo, é sinal que ganhei a confiança deles, o que é muito bom.

E descobri que esse negócio de gerenciar projeto é legal, mas gerenciar gente é muito melhor. Vou até começar a estudar um pouco sobre o assunto ano que vem.