11 de jan. de 2011

Cuidado com o twitter

Sexta passada, pouco depois do emio dia, estava lá eu conversando com o gerente do escritório sobre recursos quando ele me fala: "você tá pedindo tanta gente que vou te colocar como representante da empresa no processo seletivo amanhã". Papo vai, papo vem e ficou combinado que eu iria no sábado de manhã reprentar a minha empresa no processo seletivo para estagiários e engenheiros juniores.

Esse processo seletivo é uma das coisas mais legais da minha empresa. Durante 2 dias eles colocam 25 a 30 meninos que querem estágio (agora abriu pra junior também) em uma sala de hotel e ensinam aos moleques como se portar em uma entrevista. Nesse meio tempo, tem várias dinâmicas e assim a psicóloga identifica quem é bom. No terceiro dia, a molecada passa pela entrevista com os gerentes do escritório, para ver quem vale a pena e quem não vale. Ou seja: mesmo que o moleque não seja admitido, ele ganha um curso de como se portar em uma entrevista de emprego.

E lá fui eu no sábado de manhã, meio com sono, representar a minha empresa e responder dúvidas da molecada. Cheguei e enquanto um dos caras do curso se apresentava a psicóloga chamou um dos candidatos e saiu com o menino da sala. Achei estranho, mas me apresentei, contei um pouco da minha história na empresa e fiquei ajudando a responder dúvidas. Nesse meio tempo, a psicóloga volta pra sala junto com o moleque. Não entendi e continuei respondendo o pessoal.

Quando acabou meu tempo, despedi da galera, de um dos caras do curso e quando ia despedir da psicóloga ela falou que precisava convesar comigo. Saímos da sala, e ela veio me explicar o que tinha acontecido. O moleque, no dia anterior, colocou a seguinte frase no twitter (que, obviamente, já foi apagado):

Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã para ir para o curso da maldita Blábláblá

Blábláblá é a minha empresa. Só que o cara fez isso tipo 6, 7 da noite e o setor de comunicação da empresa VIU o que o moleque tinha escrito. Aí ligaram pra meio mundo: gerente geral de RH, a psicóloga, o gerente do escritório, a galera toda. E ficou combinado o seguinte: a psicóloga ia conversar com o moleque para ver porque ele tinha feito aquilo e, dependendo do que o moleque falasse, iam mandar o cara embora.

Aí a psicóloga conversou com o cara, viu que foi infantilidade (e que o moleque queria era aparecer no twitter para os amigos) e que ele estava arrependido (diz ela que ele chegou a chorar). E queria saber o que fazer com o moleque. Convesei com o chege do escritório e ele falou pra deixar o menino lá. Se ele fosse bom, ia conversar com ele para explicar porque não ia contratar o menino.

Resumindo: o juninho se deu mal por causa de uma besteira que escreveu no twitter. Se ele tivesse só colocado "Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã", não teria tanto problema, mas o jacu colocou maldita blábláblá. MUITO juninho. Ontem, para se retratar, colocou um pedido de desculpas no twitter, mas a cagada já tinha sido feita.

Então, amiguinhos, aprendam com o Tio Esparroman: não coloquem o nome da empresa de vocês, de colegas de trabalho, de clientes, etc no twitter, blog, facebook, formspring, orkut ou qualquer outra rede social. Tá certo que hoje em dia pouca gente não sabe que eu tenho blog e twitter, o que já seria suficiente para eu ser mais cuidadoso, mas pelo menos eu não faço esse tipo de cagada...

3 Palpites:

alexandre disse...

desde a pré história do orkut já é perigoso colocar dados e comentários online, mas essa do menino foi ridícula e talvez dificulte pra ele conseguir emprego em outras empresas se elas ficarem sabendo disso...

[ ]s

Esparroman disse...

E, esse cara dancou feio...

Raquel disse...

Noooooossa, que burrice! hahaah
Tenho muito medo disso. Estou cada vez mais me esforçando pra não escrever tanta coisa no twitter, porque isso pode afetar não só a vida profissional como a pessoal também.
O tanto de confusão que já aconteceu comigo porque ex namorado, amigas, pais já leram bobeirinhas que eu escrevei no twitter, rs

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