22 de out. de 2012

Resumo fotográfico

Como eu ando trabalhando e viajando muito, acaba que eu não tenho passado muito tempo em lugar nenhum da internet: blog, twitter, facebook, etc estão largados no mundo. E mesmo assim quando eu uso é pelo celular. Com isso, duas coisas andam bombando: foursqaure e instagram. Como Foursquare não serviria para nada neste humilde blog (a não ser para mostrar que eu ando viajando pra caralho), resolvi fazer um post com fotos que andei postando.

Numa das minhas viajens, acho que para Vitória, fui contemplado com DOIS vouchers de 50 conto, para ser usado na compra de passagens. Saca só:


Aproveitei os vouchers para ir para São Paulo. Apesar da minha família ser metade paulista, eu NUNCA fiz turismo em Sampa. Aproveitei a hospitalidade da Raquel e fui para lá. Estava precisando tirar uns dias de folga (apesar de que na sexta trabalhei no shopping Bourbon Eldorado e na segunda em Viracopos). No shopping eu reencontrei o freddo. Foi lindo:


No dia seguinte, logo de manhã, fui acordado com metal na veia:


Rodei muito pela cidade (ganhei até o Sampa Badge do Foursquare. Aliás, essa viagem me rendeu um monte de badges). E também experimentei um treco diferente, o tal do churrasco coreano (bem gostoso):


O último lugar que fui foi no maior high five do mundo (também conhecido como memorial da américa latina):


Voltei de São Paulo e no dia seguinte fui para São Luis. As minhas idas para SLZ tem sido descobertas gastronômicas fantásticas. A mais divertida foi o arronha, que não é o que vocês estão pensando. A planta chama Cuxá:


O arronha era acompanhamento da famosa orelha de elefante, que é basicamente um filé de carne de sol gigante. Reparem nos pratos atras, para ter nocão do tamanho do bicho:


Tudo isso regrado ao famoso guaraná Jesus. Esse eu já tinha tomado (aliás, tomei meio copo e foi o suficiente para NUNCA MAIS tomar). Mas como tinha gente que nunca tinha tomado, aproveitei para tirar a foto. Sim, é rosa "marca texto". Sim, é muito doce. Sim, é MUITO ruim (basicamente é um chiclete tuti fruti líquido). Mas vende tanto que a coca comprou, porque ninguém tomava coca em São Luis:


E foi em SLZ que eu comi o pão de queijo mais caro do mundo: QUATRO REAIS E CINQUENTA CENTAVOS. Pelo menos era grande:


Mas o mais triste de tudo é acordar depois de dormir poucas horas, ver a imagem abaixo e ter que ir trabalhar.


Não posso deixar de fora as minhas viagens para o Rio. Outro dia o sistema da Webjet estava fora do ar e tiveram que fazer o check in no modo analógico:


Mas chegando lá no Rio, a vista do escritório é muito foda. Baia de guanabara, ilha fiscal, paço imperial e uma pontinha do santos dumont:


E numa das voltas de lá, o avião não tinha a fileira 16. Adivinha qual era a minha fileira...


Já em BH, casamentos. Muitos. E toda vez que uso gravata lembro de Brasilia...


E num dos casórios, uma das fotos mais legais que eu já tirei (pelo menos eu achei na hora que tirei, bêbado):


Bom, é isso. Resume bem o que tem sido a minha vida nesses últimos três meses. Nada muito emocionante, tirando o trabalho, que está pegando fogo. Mas não posso falar sobre o assunto....

20 de out. de 2012

Ressuscitando o notebook

Pois bem, amiguinhos. Faz muuuuuuito tempo que eu não passo por aqui, mas é que a vida não tá fácil. Tenho trabalhado pra caralho, viajado pra caralho e no fim de semana nem lembro deste humilde blog. Quer dizer, até lembro, mas não tenho tido muita coisa para escrever por aqui, já que minha vida ultimamente é só trabalho e avião.

É tanto tempo sem postar e tão pouco post esse ano que nem sei se já contei por aqui a história do meu notebook. Então como ela chegou a um fim hoje, resolvi contar tudo....

Tudo começou em...2007, acho. Talvez 2008. Pouco importa. Fato é que em 2006 minha irmã resolveu casar com um gringo e desde então todo ano vai alguém da minha família visitá-la na suíça. E em 2007 (ou 2008), a véia foi para lá e trouxe um notebook daqueles supermóveis, precursor do netbook. O bicho tem 12", pesa pouco mais de 1,5 kg (com a bateria de 6 células), mas tem uma configuração animal (tirando o processador). Até hoje é de dar inveja a muito notebook por aí. Para os cusiorsos, é esse aqui. Considerando que ele tem quase 5 anos e que sobreviveu 4 deles com a minha mãe, o bicho é um guerreiro (ao contrário da maioria dos HPs).

Pois bem. Na última visita da véia à minha irmã, em junho, ela comprou um notebook novo e resolveu me dar o pequenino guereiro. "Só tá fazendo um barulho esquisito", disse ela ao me entregar. Fiquei felizão, mesmo apanhando horrores da merda do teclado em alemão.

DOIS MESES depois aconteceu isso aqui:


Morreu. Simples assim. Não ligava mais. Meus conhecimentos de informática me diziam que era o HD que tinha ido pro saco. Mas como o computador é muito bom, considerando tamanho/especificações, achei que valia a pena ver o quanto custaria para salvá-lo.

Dei uma procurada na internet por um HD novo e vi que era maromeno umas 100 doleras na gringa. "Ah, uns 250 conto eu pago feliz", pensei. Levei numa loja perto do trabalho e o cara só falou assim: "putz, é mini-HD. Vai ser umas 650, 700 pratas". Assutei e resolvi pedir uma segunda opinião. Mesma coisa.

Não aceitando a derrota, comecei a caçar o tal mini-HD aqui no Brasil. E ele simplesmente NÃO EXISTE. Basicamente saiu de linha no mundo inteiro. Uma merda. Pensei em comprar um HD externo, mas não serviria de nada ter um notebook pequeno e ter que usar um HD externo.

Aí pensei que poderia comprar um pen drive razoavelmente grande e instalar linux nele. Se precisasse de armazenamento duradouro, só usar o HD exteno de 1 Tb que eu tenho. Mas antes de sair gastando grana, queria fazer um teste para ver a performance. Catei um pendrive de 8gb do Véio e instalei o lubuntu. O resultado? Esse aqui:


Sabendo que funcionaria, resolvi comprar um pendrive pequeno, o menor possível de 64Gb. Seria mais que suficiente para sobreviver. O problema é que a maior capacidade que eu achei no tamanho que eu queria era 32Gb. Fazer o que, era o que tinha disponível. Não foi tão caro (uns 50 ronaldos), só que vinha da china, então demorou uma eternidade para chegar. Mas sexta (popularmente conhecida como ontem) chegou. Saca o tamanho do treco (a moeda de 1 ronaldo é apenas para fins comparativos):


Como eu estava morto e saí muito tarde do trabalho, resolvi que não iria render muito se fosse sair. Comprei umas 2 cervejas e instalei ontem mesmo o Lubuntu 12.10. Funcionou que foi uma beleza. Muito rápido e tem tudo o que eu uso no dia a dia (tive que instalar alguns programas, lógico). E o melhor: ainda diminuiu o peso, já que troquei o HD por essa coisinha aí do lado quase imperceptível (o mais à frente, na altura do TAB. Atrás dele é o conector da fonte).


Fiquei felizão com a volta à vida do pequenino. E só me vinha à cabeça essa cena:

30 de set. de 2012

Mentor++

A minha empresa tem um programa de mentorado que funciona maromeno assim: o funcionário escolhe alguém que ele vê como um modelo e que está numa posição onde o funcionário quer chegar. Aí ele conversa com o futuro mentor e pergunta se ele topa ser o mentor dele. Se o cara topar, ele formaliza com o RH e inicia o processo.

O esquema depois disso é o seguinte: sempre que o mentorado precisa de ajuda com alguma coisa, está com dúvida, precisa de uma dica, etc. ele procura o mentor pra trocar uma ideia.

No ano passado um monte de gente me procurava pra conversar, mesmo sem eu ser o mentor oficial. Além disso era o mentor formal de uma estagiária que saiu da empresa. Por algum motivo desconhecido esse ano eu parei de ser procurado. Talvez por ter subido na hierarquia (primeiro informalmente, depois formalmente) ou talvez por eu estar absurdamente mais estressado e cada vez com a cara mais fechada.

Aí na quarta (ou quinta, não lembro), pra lá das seis da tarde, um dos caras do administrativo foi até a minha mesa e perguntou se podia conversar comigo. Falei que podia, lógico, e fomos para uma sala de reunião.

O menino é bem simples, assistente administrativo, e faz engenharia de produção numa dessas faculdades mais fracas. O sonho do cara é ser engenheiro, mas ainda tem que comer muita grama.

entramos na sala e o cara começou a falar. A voz tremula, as palavras não saiam direito. parecia que ele estava com medo de mim. Depois de dar uma volta gigante, finalmente perguntou se eu poderia ser o mentor dele, porque ele queria chegar onde eu cheguei.

Falei que topava, sem problemas,mas que estava viajando muito e que poderia ser difícil conversar comigo. E como meus dias andavam muito corridos, pedi para ele marcar as conversas no outlook.

O cara ficou felizão e saiu da sala para conversar com o chefe dele. Aí encontro o chefe dele depois disso no café e ele comentou que o sujeito estava super animado. E seguindo a onda de definição de mentor, ele mesmo perguntou se eu poderia ser o mentor dele. Topei.

E de um dia para o outro ganhei dois memorandos novos. Resta saber se vou conseguir ajudar esse pessoal, que não são da minha area.

26 de set. de 2012

Elogie sua equipe

Estou passando por uma fase nos meus projetos que preciso muito dos setores de apoio da empresa: SMS, Compras, Contrato, etc. E toda vez que preciso da ajuda desse pessoal é um martírio. Tem vez que eu preciso FAZER o trabalho deles, porque senão sai tudo errado. E todo mundo da empresa reclama deles.

Hoje, especificamente, fui atendido MUITO rapidamente por dois destes setores. Em um dos casos, só agradeci pela ajuda. No outro, agradeci pela rápida ajuda. No primeiro caso, a resposta foi um simples "disponha". No segundo caso, foi o seguinte:
Valeu pelo e-mail de agradecimento pelo rápido atendimento , sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!
Essa frase, no fim de um expediente (já era mais de 7:30), me fez pensar na vida que esses caras levam. Deve ser todo dia a mesma coisa: um cara deixa para fazer as coisas em cima da hora e pede uma pancada de coisas urgente. Os caras fazem o melhor possível (pelo menos eu espero que eles façam o melhor possível) para atender o prazo e só ficam levando porrada. Até mesmo quando fazem no prazo previsto. Raramente devem escutar um "obrigado".

Deve ser uma merda. Aliás, É uma merda. Eu sei disso porque eu só sou cobrado pelo resultado: margem, margem, margem pela diretoria e prazo, prazo, prazo pelo cliente. Além, óbvio, das milhões de outras apurrinhações do dia-a-dia. E, em um mês inteiro, NENHUM "obrigado", ou "bom trabalho", ou "mandou bem". Mesmo quando você se mata para fazer as coisas. Afinal, aquilo é o seu trabalho.

Aí eu volto para a frase do nosso amigo: "sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!". Pô, a verdade é essa. TODO MUNDO é pago para fazer alguma coisa e, óbvio, deve fazer da melhor forma possível. Mas não custa NADA agradecer o empenho, o rápido trabalho, elogiar a qualidade... Isso aumenta o moral do funcionário absurdamente.

Como disse o Primo um dia desses, amor é o maior soft skill de um gerente de projetos. Você precisa amar a sua equipe. Eles tem que se sentir amados, parte de uma familia, protegidos. Isso vai fazer com que rendam muito mais. Vão ficar motivados para trabalhar.

O problema é que mesmo sabendo isso, eu acabo esquecendo de colocar em prática com todo mundo. Com o pessoal da operação eu até faço isso bastante: vou lá, converso com o cara, dou atenção, pergunto como está andando o trabalho, faço um cafuné (nas mulheres, óbvio). Além deles se sentirem bem eu vejo o que tem de risco novo no projeto (sim, numa conversa aparentemente "boba" de 5 minutos). Mas com os meus coordenadores eu só desço o sarrafo. É basicamente o que eu recebo de cobrança, mas distribuído por 5 pessoas.

Tá errado isso. E eu preciso me policiar para dar mais atenção à essa parte e reconhecer o bom trabalho do pessoal. Com tanta merda acontecendo todo dia nos projetos, um "bom trabalho" vai alegrar a vida do cara.

E você, já elogiou sua equipe hoje?

18 de set. de 2012

E aí eu fui promovido

A minha relaçâo com promoções na minha empresa nunca foi fácil. Sempre que está na hora de eu ser promovido acontece alguma coisa que acaba enrolando. Em 2009/2010 foi a crise. Em 2012 foi um procedimento novo. Desde JANEIRO eu estou no lugar do meu antigo chefe, que foi para outro escritório e estou trabalhando com desvio de função. Não que isso me incomode, mas o problema é que o filtro de acesso nos sistemas da empresa é o cargo, então eu não conseguia fazer nada sozinho. Para muita coisa precisava pedir a ajuda de alguém. Teve sistema que fizeram até maracutaia de me colocar como meu chefe, para eu conseguir fazer algumas coisas.

Mas voltando à vaca fria... em janeiro eu não consegui ser promovido porque inventaram um processo novo: promoçôes na área gerencial precisavam passar por uma banca. E dependendo do nível que vocè pretende ser aprovado vai um pacote de pessoas para a promoção. No meu caso, precisava estar presente o presidente da empresa e pelo menos parte da diretoria. Agora imagina o quanto é fácil juntar essa renca toda numa sala...

Para piorar, lá pra Março o gerente do escritório conseguiu finalmente juntar todos eles em uma CONFERÊNCIA de 15 minutos para PEDIR a minha banca. E aí eles pediram 3 meses para me acompanhar mais de perto. Passaram os 3 meses e só aí resolveram tentar agendar a tal banca.

Chegaram a marcar no mês passado, mas deu uma merda um dia antes na agenda de algum deles e adiaram UM MÊS. Eu até entendo que a agenda desses caras deve ser lotada e conseguir 3 horas seguidas de todos eles deve ser praticamente um milagre, mas fiquei puto.

Fato é que quarta passada chegou o novo dia. Peguei meu avião de madrugada, cheguei no Rio 7 da matina e fiquei trabalhando, esperando chegar 4 da tarde. Lá pras 10 da manhã o pessoal do RH me manda um email falando que a minha apresentação estva grande e que eu precisava reduzir um slide.

Corri na sala da mulher para entender que porra era aquela, já que a apresentação estava com os 3 slides de texto previsto. Ela reclamou que além da capa e a final tinha um slide de SMS. Expliquei que aquilo era o padrão de apresentação e regra da empresa. Ela não quis saber. Apaga esse slide entâo, que vai ser 'no talento'", eu disse.

Voltei para o andar que eu estava e continuei trabalhando. TRÊS E MEIA meu telefone toca. Era a mulher do RH novamente. Aí aconteceu o seguinte diálogo:

- Você volta hoje?
- Sim, respondi já sentindo que ia dar merda.
- Que horas é o seu vôo?
- 11, disse sentindo o frio na espinha.
- Caraca. Vai ser apertado.
- Hein?
- Surgiu uma reunião de última hora para o CEO. Vamos ter que adiar a banca.
"Putaquepariu. Fudeu", pensei eu, já imaginando que levaria mais um mês. Mas perguntei:
- Mas e aí?
- Vou marcar para começar às 18.
- OK.

Eu tinha certeza que ia dar merda. Começar às 18:00 quer dizer na verdade começar às 19, se NADA der errado. E eu tinha que estar no galeão 10:00. Se são 3 horas de banca, estava apertadíssimo. Para ganhar meia hora, fiz o check in e já alertei o resto da galera que ia para a reunião comigo que tinha chance de eu nãochegar em São Luis, para eles se prepararem.

Seis em ponto eu estava na porta da sala do CEO. Eu, pelo menos, tinha que ser pontual. Atrasou, lógico, mas foi só meia hora. Falei meus 15 minutos de direito e aí começou a sabatina. Foram DUAS HORAS E MEIA de perguntas. Eu gostei bastante, porque algumas delas abriram os olhos para alguns pontos que eu nunca tinha pensado, ou que deveria estar fazendo. Aí me mandaram tomar um café.

Foram uns 20 minutos absurdamente longos. Além de estar bem ansioso pela resposta, estava preocupado com o horário do vôo. E não tinha ninguém para conversar na empresa, uma vez que já passava das 9 da noite. Comecei a ler tudo o que tinha pendurado nas paredes, tomei uns 2 copos de "nescau", li um monte de coisa na internet pelo celular, li meus emails.... E aí o CEO apareceu de volta, me chamando para a sala.

De cara me deram um diplominha, de que fui aprovado na banca. E aí começou o feedback. Foi bem bacana, falaram vários pontos positivos e alguns pontos de melhoria, mas no geral gostaram bastante e elogiaram muito o meu trabalho. Eu estava gostando daquele bando de elogios, mas estava com medo de perder o vôo. Quase 9:30 me liberaram e fui correndo para o galeão. Consegui ainda engolir um sanduiche em 15 minutos (contando o tempo de compra e espera).

No dia seguinte o gerente do escritório ligou e me deu o feedback do feedback. Falou que a minha promoção já tinha sido aprovada pelo CEO, mas só começaria a valer no mês que vem (coisas da minha empresa, que fecha a folha de pagamento no dia 12) e que o pessoal ficou impressionado com a minha apresentação e meu desempenho. Disse que eles falaram que foi a melhor banca até hoje. Não sei o quanto disso foi só para eu não ficar puto por ter que esperar mais um mês, mas acredito que alguma coisa seja verdade.

Demorou, mas saiu. Agora é mostrar resultado.

17 de set. de 2012

O importante é a sinceridade

Em um dos vôos que peguei nessa semana sentei na saída de emergência (acho que foi na ida para o Rio). A aeromoça explicando os procedimentos para uma mulher ao meu lado:
Se tivermos um acidente, a primeira coisa é olhar para fora, pela janela. Se tiver fogo, fumaça ou se a asa não estiver no lugar, não pode abrir a saída de emergência.
A coitada da mulher arregalou os olhos e ficou o vôo inteiro assim (em pânico, imagino eu). Me deu até pena.

15 de set. de 2012

A semana das viagens

Faz tempo que eu não apareço por aqui, né? Vou contar como foi essa semana e vocês vão entender porque ando sumido (todas as outras semanas têm sido assim).

Semana boa começa no domingo, mesmo sendo feriadão. Como eu teria 3 reuniões importantes durante esta semana, passei o domingo preparando apresentaçôes. Fui dormir por volta de 11 da noite e lá pras 3 e pouco da matina estava acordado novamente e não conseguia dormir novamente nem fudendo. Umas 6 e pouco consegui dormir novamente, mas às 7 o despertador tocou e fui trabalhar (ou pelo menos tentar).

Fiquei trabalhando até umas 8 da noite e voltei para casa para preparar a mala. Eu s'viajaria na quarta, mas de deixasse para terça a noite daria merda. A mala eu fiy rapidinho, mas mais uma vez fui dormir tarde e acordei de madrugada. Acheo que tenho que aceitar que não consigo mais dormir direito.

Na terça a noite fui dormir pr lá de 11 e UMA E MEIA da manhã eu acordei. Tudo bem que eu teria que pegar o aviâo 6 da matina, lá em confins, mas dava para ter dormido pelo menos até umas 3:30. Fui para o Rio, para a reunião mais importante do ano profissionalmente falando: a minha banca para ser promovido. Depois eu conto essa história melhor.

O negócio demorou e só consegui sair do trabalho 9 e pouco da noite, para pegar um vôo no galeâo ONZE da noite. Sim, ONZE. E meu destino era São Luis. Ou seja: chegaria muito de madrugada. E assim foi: 2 e muito da matina cheguei no aeroporto e 3 e pouco no hotel. Para acordar 6 e pouco e ir para uma reunião no cliente. Tranquilo.

Estava foda ficar em pé e manter os olhos abertos, mas a adrenalina estava fazendo o seu trabalho e me manteve acordado. 5 da tarde voltei para o hotel e fui...trabalhar. Afinal, dali a 2 horas eu iria comer uma orelha de elefante com o pessoal (explico depois). Estava contando que seria rapidinho e que uma 10 estaria de volta no hotel, para dormir até uma e meia da manhã, já que voltaria para BH na madrugada de sexta. Só que foi aniversário de não sei quem, colega de uma dos caras que estava conosco. E quando fui ver já era meia noite.

Voltei para o hotel, tomei um banho, sentei na cama para ver TV enquanto esperava dar o horário e pesquei por 5 segundos. Com medo de perder o avião fiquei meia hora em pé, andando pelo quarto, para não dormir. Uma e meia saí do quarto e fui para o aeroporto.

O vôo era 3 da matina e não foi fácil ficar acordado, mas consegui. Entrei no avião, sentai na minha poltrona e APAGUEI. Apesar de toda a sede que eu estava quando passou o "lanche" eu não tive forças para abrir o olho e pedir para a aeromoça. Seis da matina chegamos em confins, pegamos um transito infernal para chegar em BH e 7 e pouco cheguei finalmente em casa. Tomei banho e...fui trabalhar.

Eu estava destruido. Não conseguia pensar direito. Mas precisava ir para uma reunião com a diretoria. Na verdade, precisava finalizar a apresentação antes de tudo. Foi dureza: o que eu faria normalmente em duas horas levei 6. Aí, na hora da reunião (2 da tarde) avisaram que ia atrasar meia hora. E assim foi nas próximas duas horas. A reunião começou maromeno 4 e meia da tarde. Eu não pensava mais. Mais de duas horas depois ela finalmente acabou e eu consegui voltar para casa.

Cheguei em casa, tomei um banho e...não consegui dormir. Acho que durante a reunião eu acabei acordando (adrenalina, novamente). Só consegui pegar no sono umas 9 da noite, mas aí hibernei até quase meio dia de hoje. Foi lindo.

Tá certo que esse ano tive uma semana parecida com essa em questão de viagens, mas não foi fácil...

23 de ago. de 2012

Living on the edge

Você aí reclamando da sua conexão de 2 Mbps em casa, ou um 3G que às vezes não pega bem e eu lá em Manaus vivendo assim:

Detalhe: a vivo é a que pega MELHOR no cliente. E essa velocidade de 22 kbps foi ponto fora da curva. Olha no gráfico a média de velocidade...

22 de ago. de 2012

Coelhadas

— Voltei de Manaus na semana passada com uma francesa ao meu lado. Por algum motivo que ainda não descobri ela falou comigo (e só comigo) em inglês. Com todo o resto do pessoal ficou fazendo mímica. Devo ter cara de gringo;

— Pela primeira vez voltei de Manaus de TAM. Foram 3 latinhas de cerveja até brasília e mais uma até BH. Fiquei bem alegre;

— Essa greve da polícia federal me fudeu. Foram filas gigantes em Manaus e só não perdi o voo em BSB porque me mantiveram no mesmo avião. Mas atrasou pra cacete;

— Eu estava com uma reunião marcada para essa semana com a diretoria toda da empresa, que poderia me render uma promoção. Adiaram um mês sem dar motivo e jogaram um balde de água friana minha cabeça;

— Aliás, ando desanimado pra caralho no trabalho, mesmo com dois projetos novos bacanas entrando no meu portfólio;

— Se esses projetos entrarem de verdade não vou mais parar em BH. Por um lado é bom (adoro viajar), mas vou ficar morto;

— O que me motivou é que esses dois projetos são os maiores do escritório desse ano. Somados (são complementares) são os maiores da história do escritório. Sentiu o tamanho do problema e da responsa?

— Estou sentindo que vou perder um cara da minha equipe em breve. E vai dar merda;

— Cansei de Manaus. Só que Manaus não cansou de mim;

— Estou pensando em ir para a colômbia e o equador nas minhas férias. Alguém aí já foi ou conhece alguém que já foi para me falar ser vale a pena?

— Preciso de férias. Estou pensando em tirar uns 2 dias de folga esse mês, já que perdi o feriado de BH da semana passada e trabalhei no domingo.

É isso. Foi rapidinho, porque escrevi no avião para o Rio ontem.

21 de ago. de 2012

Vida de fornecedor

Pode não parecer, mas eu gosto do meu trabalho. Estressa, cansa, tira noites de sono e alguns anos da minha vida, mas eu me divirto. Só que essa vida de fornecedor é foda. Você sempre é o lado fraco da corda e nunca tem razão. E nunca eu tinha sofrido tanto isso como agora.

Num dos projetos o cliente levou UM ANO para sanar umas pendências e, quando finalmente resolveu, me mandou um aviso de multa porque eu demorei mais de uma semana para terminar o projeto.

Em um outro, o cara recusou me pagar porque não teve tempo de ler os documentos. Eu fiz meu trabalho, adiantei o projeto DOIS MESES a pedido dele, entreguei tudo e agora ele fica enrolando para pagar.

Mais um exemplo: tem um projeto que virou prioridade do papa e tem que ser montado esse ano. Eu movi um batalhão para conseguir fazer isso, criei confusão com um monte de gente na empresa pra conseguir pessoas, a galera tá se matando, tudo para atender o cara. Inclusive trabalhei descoberto porque o aditivo do contrato não saiu a tempo. Aí o puto vai pra BH quando eu estou em Manaus para ver ser a gente está trabalhando. E quando eu preciso de uma ajuda para adiantar um faturamento ele fala que não, porque "não se sente confortável". Dureza.

Sem contar que agora ele não conversa mais comigo: quando quer alguma coisa ele manda uma carta com aviso de multa. Podia ser um simples email ou ligação, do tipo: "ou, você já forneceu todos os instrumentos?", mas não, ele me manda uma carta e eu tenho que ficar escrevendo carta de resposta, juntando todos os recibos que ELE assinou, passando pelo meu jurírico, para falar que sim, eu já forneci todos.

Nessas horas eu fico pensando que deve ser muito melhor ser cliente. Não para ser babaca, mas para não passar tanta raiva. Tudo bem, o trabalho deve ser mais entediante, mas a vida deve ser muito mais fácil (ou menos sofrida).

Mas como disse um cara da empresa que foi comigo pra Manaus essa semana, vida sem emoção não tem graça.

20 de ago. de 2012

O humor e a forma de andar

Outro dia estava andando pelo escritorio e sabe-se lá porque parei para pensar o quanto a minha forma de andar mostra o meu humor. Aí voltando pra casa mais tarde aquele dia comecei a me mapear. Montei o seguinte modelo:

— andando rápido, olhando pra frente: modo normal de operação. Está tudo ocorrendo como esperado (ou seja, caótico);

— andando rápido, olhando para baixo: estou preocupado. Alguma coisa deu merda ou periga dar merda, mas é contornável;

— andando rápido, olhando pra cima: deu merda e/ou estou puto;

— andando rápido, com olhar psicopata: estou muito puto. Deu uma merda muito grande e/ou me deram uma notícia muito ruim. Se me ver assim, não fale comigo;

— andando devagar, olhando pra frente: estou cansado pra caralho, quase pedindo penico;

— andando devagar, olhando pra baixo: estou desanimado e/ou pensando em desistir;

— andando devagar, olhando pra cima: não estou acreditando em alguma coisa que aconteceu (estou desapontado / sem esperança / sem fé na humanidade);

— andando normal, não importa para onde estiver olhando: é fim de semana ou feriado.

Pronto, agora você consegue saber o que está acontecendo comigo só de olhar pra mim. Alguém aí que me conhece pessoalmente tem algum modo ou comentário para eu acrescentar aqui?

6 de ago. de 2012

Terminando a semana bem

Esse post era pra sair na sexta, mas previ que poderia dar mais alguma merda, então tá saindo hoje, já que a semana passada já acabou. Foi assim...

Sexta, por volta das 16 horas de Manaus (17 no Brasil), entrei no avião. Olho o número da minha poltrona: 14F. Olho para a poltrona. Saída de emergência. Não acredito com o espaço. Saca só

Sim, estiquei as pernas. Tá certo que elas não são grandes, mas era espaço para caralho.

Enquanto eu ficava balançando o pé, não acreditando em todo aquele espaço, o piloto pediu a atenção de todos e falou que ia dar um boot no avião e que por conta disso ficaríamos sem energia por cerca de 3 minutos. Quando ele falou isso, meu sangue gelou: 3 semanas atrás um cara da minha equipe foi para Manaus e aconteceu a mesma coisa. E aí ele teve que dormir em Manaus.

O tempo foi passando e nada do cara dar notícia. Uns 20 a 30 minutos depois e volta a pedir a atenção de todos e fala que deu merda, que não vamos poder prosseguir. Desce todo mundo e aguarda novas informações.

Duas horas depois, avisam que arrumam um hotel e colocam nossas bagagens na esteira. Nessa hora agradeço por já ter passado por muita merda em aeroporto na época da consultoria e estar preparado por quase tudo. Tinha roupas limpas até segunda. Botaram todo mundo em um busão e toca pro hotel. Saca só o naipe do transporte:

Chegamos no hotel (que, ironicamente, fica na Rua Belo Horizonte) e arrumam um quarto. Até bacana, ainda mais para quem vai só passar a noite. Pouco depois avisam que o jantar vai se no restaurante, no estilo "coma até morrer". E assim eu fiz: me empanturrei de peixe.

Como eu tinha tido uma semana de merda, tudo o que eu mais queria era dormir. A assim eu fiz: subi para o quarto e fui jiboiar. O problema é que não conseguia dormir. Não sei se era porque tinha comido muito ou se era de raiva.

Lá pras 11 eu finalmente peguei no sono. Aí uma da matina (pontualmente) o pessoal da trip me ligou e falaram que tinham conseguido um vôo pra mim 3:30 da madrugada passando por guarulhos. Estava com tanto sono que aceitei. Aí levantei, tomei um banho de meia hora (num chuveiro horroroso) e voltei para o aeroporto.

O avião até saiu na hora, mas me colocaram na poltrona 1A. Todo o espaço que eu teria na sexta foi roubado e eu viajei assim:

Mesmo assim apaguei no avião. Devo ter até babado. Só que acordei com os joelhos doendo, dado que estava todo torto.

Cheguei em guarulho e teria que esperar umas 2 horas até o próximo vôo. Eu ainda estava com muito sono, mas não dava para dormir. Minha mochila já pesava uma tonelada e eu estava morrendo de fome. para não ficar sentado fui até o Mc Donalds e comprei um triplo cheeseburger (curiosamente muito bom - ou a fome que era muito grande).

Pouco depois (a fila estava gigante) voltei para a sala de embarque e chamaram meu vôo. E aí eu sentei na Última fileira. Para meu espanto, era um lugar bem confortável: a poltrona reclinava e tinha bastante espaço entre poltronas. Olha que beleza:

Um hora depois eu estava em Confins, só querendo ir para casa. Aí lembrei que não tinha agendado um carro para me buscar E não tinha dinheiro para o taxi. Sorte que tem taxi que aceita cartão. 40 minutos depois eu cheguei em casa, deitei na cama e apaguei.

3 de ago. de 2012

E aí eu saí de férias (de mentira)

Outro dia eu comentei aqui que a minha empresa “ganhou” dois contratos novos. Esses contratos são de longa duração, mas vão envolver um batalhão de pessoas (umas 70 pessoas no pico). Isso mostra que o prazo, apesar de longo, é apertado. E além de prazo apertado, é com um cliente que não sabe o que é escopo. Literalmente.

Não, eu não estou exagerando. Pelo que me contaram, em uma das reuniões de definição ES escopo antes da assinatura o cara pediu para colocarmos umas atividades que não tinham nada com o projeto. Aí o cara da minha empresa falou “mas isso não é escopo do projeto”. E o cara respondeu: “escopo? O que é isso?”.

Percebe-se que vai ser um projeto complicado. Prazo apertado, muita gente trabalhando em paralelo e cliente tentando colocar coisa nova toda hora. Por conta disso, meu chefe pediu para que eu adiasse as minhas férias pelo menos até o projeto engrenar (ainda tinha 20 dias para tirar do ano passado e estava planejando tirar em outubro, quando acaba um dos contratos de Manaus).

O problema é que são férias compulsórias – vão completar 2 anos que eu deveria ter tirá-las – então teria que tirá-las de qualquer maneira. A solução foi simples: para o DP eu estou de férias, mas continuo trabalhando. Aliás, estou até viajando nas férias, só que a trabalho. E isso tem um potencial de dar merda gigante.

O problema é que ando tão cansado (afinal, nas minhas férias de abril eu não consegui descansar nada) que não sei se vou agüentar até março – quando acho que vou conseguir tirar os meus 20 dias restantes.

Torçam por mim.

2 de ago. de 2012

Cuidado com as mentiras que você conta

Dia desses aí pra trás recebi uma ligação de um desses headhunters genéricos que trabalham para grandes empresas. O cara falou da empresa, falou da oportunidade e, como não me interessou (seria voltar 3 anos no tempo), agradeci a oportunidade.

Papo vai, papo vem, o cara começa a dar sinais de desespero, que estava com urgência para preencher a vaga e perguntou se eu tinha alguém para indicar. A situação estava tão feia que a idéia era marcar a entrevista para o dia seguinte. Falei de um cara que trabalhava comigo que era a cara da vaga.

O cara perguntou se podia falar que eu indiquei pedi para não falar nada, afinal, o cara trabalha comigo. Ele pode achar que eu estou querendo que ele saia da empresa (quando na verdade estou é pensando em ajudá-lo a crescer).

Um ou dois dias depois, lá pras 5 da tarde o tal cara que eu indiquei falou que ia ter que sair mais cedo, porque a mulher dele tinha tido um problema e ia buscá-la no médico. Como a mulher dele é zicada, não achei estranho, mas achei uma coincidência muito grande. Estava cheirando a desculpa para fazer a tal entrevista.

Umas 2 horas depois o cara me posta uma foto num bar perto de onde era a tal empresa de recrutamento. Na hora eu saquei que era desculpa para ir fazer a entrevista. Até acho que a mulher dele estava zicada e de cama, mas ninguém pegaria a mulher no hospital e iria para um buteco (pelo menos eu acho que não).

Moral da história: cuidado com o que vocês colocam na internet. Sejam ao menos consistentes com as desculpas que inventam. E lembrem-se que BH é um ovo.

1 de ago. de 2012

Esparroman RECOMENDA: SyncToy

Já contei aqui que sou bem neurótico com backup, né? Tenho uns 15 DVDs com backups que eram feitos a cada 3 meses. Manter esses backups era uma merda: toda vez tinha que queimar um DVD novo colocando tudo o que eu tinha no computador (seja ele desktop, seja notebook). Aí era uma merda: eu nunca lembrava qual o arquivo era o mais novo: o do notebook ou o desktop. Até que eu descobri o SyncToy (em 2006. Não sei porque diabos só estou postando isso hoje).

O SyncToy é um programinha grátis da Microsoft que sincroniza os arquivos de 2 computadores. Ele mesmo olha o que foi alterado e mantém as 2 bases iguais. Na verdade verdadeira, ele tem 3 opções: sincronizar, eco e contribuição. Resumindo: no primeiro ele iguala as bases, no segundo ele faz uma cópia de uma base para a outra e na terceira ele só acrescenta o que foi criado/editado numa base na outra.

E para fazer backup isso é fantástico: você sincroniza o seu computador 1 com o computador 2. Se você é doente, como eu, pode sincronizar o notebook com o HD externo, o desktop com o HD externo e novamente o notebook com o HD externo. Isso significa que tudo o que tem no notebook tem no desktop E no HD externo (ou pen drive gigante). Se seu notebook está em rede com o desktop, pode sincronizá-los direto (não é o meu caso).

O melhor de tudo é que o programa é MUITO simples de usar. Basta você falar o diretório que ele deve sincronizar no computador 1 e o diretório do computador 2. O resto ele faz sozinho. E se você tem alguma pasta dentro desse diretório que não quer sincronizar, tem essa opção. Ou então algum tipo de arquivo que quer manter só de um dos lados. E o legal é que ele funciona com diretórios de rede, então você pode manter o seu notebook do trabalho sincronizado com a rede para quando for viajar.

Não vou colocar prints do programa aqui porque, bem, estou com preguiça (tá cheio de coisa confidencial e teria que ficar editando os prints), mas recomendo MUITO. Só não deixe de sincronizar os arquivos com freqüência, senão não adianta nada.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de jul. de 2012

Rapidinhas

- Coisas que só acontecem na minha empresa: horas administrativas precisam ser aprovadas pelo gerente do funcionário. Por uma questão interna, no sistema eu sou o meu gerente, logo eu aprovo as minhas horas;

- Sabem como eu descobri que eu aprovava as minhas horas? Recebi um email avisando que tinha horas do funcionário “fulano” (eu) para ser aprovadas por mim;

- Outra coisa peculiar que acontece é que quando eu não aponto horas em um dia eu recebo 2 emails: um falando que eu não apontei horas e outro falando que o funcionário “fulano” (eu) não apontou horas e que devo cobrá-lo do lançamento de horas;

- Ainda no campo trabalho: “ganhamos” 2 contratos grandes e meu chefe quer que eu fique com eles. Detalhe: um no nordeste e outro no sudeste (mas não em BH). Além dos meus contratos em Manaus. Acho que não vou mais parar em BH e nem dormir;

- As aspas no ganhamos é porque ainda não foi assinado o contrato. E como eu já vi de tudo nesse mundo corporativo, não custa nada mudarem de idéia;

- Apesar de não termos assinado o contrato o chefe mandou começar a trabalhar no projeto. Como a minha equipe já está no talo, colocaram um cara para trabalhar comigo. Esse cara vai casar em breve. Adivinha se fui convidado de última hora. O problema é que o casamento do cara é no interior. Ainda estou pensando se é muito feio eu não ir (acho que não, afinal o sujeito só me convidou porque virei chefe dele). Não preciso mais ir e nem comprar presente. O cara pediu demissão HOJE (tinha escrito o post no avião e agendado a publicação). Agora eu voltei a ficar fudido;

- Desde que mudou o fiscal dos contratos de Manaus eu tenho tido muito trabalho burocrático. O fiscal anterior era super gente boa e entendia o trabalho como cooperação e parceria. Esse novo é um burocrata que carrega o contrato debaixo do braço. Aí fica pedindo um monte de coisa inútil, que não agrega valor nenhum;

- Falando nele, fiquei absurdamente puto quando o cara não quis medir a aprovação de uns documentos porque “não teve tempo de avaliar”. Mesmo eu falando que quando ele comentasse eu faria a alteração ele não quis pagar. Quase mandei o sujeito tomar no cu, mas tive que me conter;

- O ano fiscal da minha empresa está acabando, Isso significa que vamos ter que se matar em Agosto para entregar o máximo de coisas possíveis. Lembra daqueles 2 projetos que eu falei ali em cima? Aqueles que nem assinaram ainda? Pois é, já tenho metas para eles;

- Outro dia fui verificar o andamento de uns documentos de um cara que está saindo da empresa. O cara falou que iria atrasar. Falei que não podia atrasar, porque o cliente já estava no meu pé. O cara engrossou a voz e falou que era por minha causa que ele estava saindo por minha causa, porque eu sou muito chato. Mantive a calma e falei que estava fazendo o meu trabalho, e que ele deveria fazer o dele. E também descobri que eu jamais mandarei alguém do trabalho tomar no cu;

- Terminei Assassin`s Creed II. O jogo é muito bom. Tão bom que comecei a jogar o Brotherhood novamente, para relembrar como era a história;

- A bola da vez é o God of War 2. Já joguei o 3 e o 1 (nessa ordem). É bem provável que quando eu terminar o 2 volte a jogar o 3, para relembrar a história;

- Esse ano não estou acompanhando quase nada das olimpíadas. E pensar que em 2000 eu troquei a noite pelo dia para poder ver tudo;

- Meu espírito atleta morreu na última semana. A Véia veio pra BH e me passou uma porrada de coisas para resolver, não consegui tempo livre a noite;

- Aliás, no dia que ela chegou estava tendo passeata do orgulho GLBT e o trânsito de BH PAROU. Para fugir da confusão passei ou cima de um canteiro central. Ainda bem que o esparromóvel é alto;

- Dia desses fui num buteco com uns estagiários do trabalho. Descobri que 2 deles não viram o Romário levantar a copa do mundo (não tinham nem nascido!). Me senti muito velho;

- Aliás, tem uma estagiária que está me chamando de velho (indiretamente) toda hora. Tá foda. Qualquer dia desses vou falar que respeito é bom e mantém o emprego;

- Quase esqueço de comentar: vou ser tio! Minha irmã engravidou numa viagem para o Vietnam (do marido dela, ok?) e o moleque nasce em janeiro. Por algum motivo ela escondeu isso uns 3 meses, só contou para o Véio e a Véia. Só que a Véia é fofoqueira e me contou;

- Sabendo que a família ia aumentar, minha irmã resolveu comprar um apartamento em Zurique. Fica pronto DUAS SEMANAS antes do melequento nascer. Adivinha se vai dar merda;

- Para ajudar na mudança e para cuidar do chorão (ou chorona), o Véio vai ficar 2 semanas nas oropa no início do ano que vem. Isso porque ele vai pra lá daqui um mês. E já vai levando meio mundo para o feijão (nome que minha irmã está chamando o filho dela);

- Eu, obviamente, ficarei 2 anos sem visitar minha irmã. Já não sou fã de crianças, com a minha irmã neurótica como mãe, é melhor o bichinho ficar maior antes de ir lá;

- Meu monitor morreu. Liguei um dia e estava funcionando só metade. Já tinha acontecido antes, mas ele tinha voltado a funcionar. Dessa vez morreu de vez. Levei para arrumar e me cobraram 120 ronaldos. Ceretza que i cara só deu uns 2 pontos de solda, mas fazer o que;

- O HD do meu notebook também morreu. E o maldito é um daqueles mini HDs de 1,8”. Essa merda não existe no Brasil e um novo custa 650 ronaldos. Olhei na internet e achei uns na gringolândia mais baratos, estou cogitando importá-los. Mas vou ficar sem notebook em casa um bom tempo.

Bom, acho que é isso. Rendeu bem esse post, hein?

30 de jul. de 2012

Começando bem a semana

Hoje vim para Manaus. Como sou muito prevenido, cheguei ao aeroporto com mais de uma hora de antecedência. A fila para o check in da trip estava assim:

Sério, eu não acreditei no tamanho da fila. Para quem não conhece o aeroporto de BH, o check in da trip é naquela bolinha vermelha láááááááá no fundo (maromeno no meio da foto). A fila devia estar com uns bons 100 metros. Levei 50 (CINQUENTA) minutos para fazer o check in. E ainda me avisaram que seria acento livre. Imagina o quanto eu fiquei feliz.

Fui para a sala de embarque, porque segundo a mulher que me atendeu o embarque era imediato. Na hora que PISEI dentro da sala alguém da Trip falou no alto falante: “prezados passageiros da Trip, informamos que devido a problemas no sistema todos os embarques estão atrasados.”. Lembrei da época que ficava mofando no fantástico aeroporto de Curitiba.

Depois de meia hora de atraso entrei no avião. Já era o segundo busão (foi embarque remoto), então não tinha mais esperança de consegui uma janela. Milagrosamente consegui uma. ÓBVIO que a poltrona não reclinava. Foram 4 horas com a coluna reta e o notebook todo torto. Isso porque eu estava com as costas doendo (dormi todo torto essa noite).

Cheguei à Manaus e fui correndo para o cliente, sem nem almoçar, porque tinha uma reunião. Na portaria descobri que o email que mandei solicitando a liberação para entrada não tinha sido encaminhado para os responsáveis. Isso porque eu mandei o email com UMA SEMANA de antecedência e lembrei o tal fiscal 2 vezes durante a semana para ele fazer a liberação. Fiquei 2 horas na portaria esperando a liberação (sem almoçar). Quando consegui entrar, adivinha se a reunião começou na hora...

Quando a reunião começou me avisaram que o aditivo do contrato vai sair, mas que não vão usar para pagar o que eles no devem e que fizemos na confiança. Querem que façamos mais projetos e que eu sente no quibe com o que fiz sem aprovação formal. Olha o tamanho da merda. Avisei que se não pagarem vou parar o contrato e que se fodam os prazos deles e as urgências com os bombeiros e presidência da empresa. O pau comeu feio.

Lá para as 18:00 de Manaus (19:00 do Brasil) consegui almoçar e voltei para o hotel para trabalhar mais um pouco.

Adoro quando dá tudo certo.

18 de jul. de 2012

Coelhadas

Já que ando sem muito tempo, vamos de fatos rápidos...

- O ano fiscal da minha empresa está acabando. Isso significa me matar de trabalhar para entregar o máximo de coisas possíveis até o final de agosto;

- O primeiro contrato que fechamos em Manaus está acabando. Mas vão aditiva-lo e já pediram mais 4 projetos;

- Já comentei que ganhamos mais um contrato de 2 anos em Manaus? Agora são 3 contratos e inúmeros projetos dentro de cada um;

- Julho é mês de férias escolares e praticamente todos os estagiários tiraram férias. Tá fácil a minha vida;

- Fui num aniversário/festa junina outro dia tão foda que tinha até caneca personalizada com o nome do aniversariante;

- Aliás nessa festa vi que estou ficando velho E encalhado. Tinha umas 50 pessoas, sendo que umas 10 eram filhos dos convidados e eu era o ÚNICO solteiro. Animador;

- Tem nada menos que SEIS MESES que não atualizo o Super Controlador de Gastos. Fui tentar atualizar esse fim de semana e desisti. Criei lançamentos do tipo "atualização dos meses passados" e joguei todos os custos lá. Tudo o que eu odiava na época da consultoria;

- Descobri que a véia tá me devendo mais de 1000 ronaldos. Foi picado nos meses, então não fez diferença suficiente num mês para eu dar falta (até porque eu não estava fazendo a contabilidade mensal);

- Estou jogando Assassins Creed II. É MUITO bom. Mas ainda prefiro o Brotherhood. Em compensação o Call of Duty: Black Ops eu não estou gostando. Definitivamente não nasci pra jogar FPS;

- Fui ver o filme Sombras da Noite no cinema. Tem partes legais, mas no geral não gostei muito;

- Tinha alguns anos que não ia ao cinema (o último foi tropa de elite 2). Tinha esquecido o quanto está caro;

- Pipoca no cinema não é uma boa ideia. Atrapalha;

- Descobri que tem gente na minha empresa que tem medo de mim. Sim, medo. Sabia que me achavam bravo, mas não sabia que era nesse nível;

- Sei que estou devendo uns 5 posts de bem vindo, mas tá foda. Esses posts demandam muito tempo e paciência, coisa que anda escassa. Um dia sai;

- Meu monitor morreu. Ele tinha dado um pau um tempo atrás, mas voltou a funcionar. Aí fui ligá-lo na semana passada e ele só funcionou da metade para baixo. Levei ao médico, vamos ver se tem salvação ou se vai ter que amputar;

- Outro dia encontrei o marido de uma amiga que é piloto da Azul. Quando falei que outro dia fui pra Manaus de Azul ele falou "cara, evita ir de embraer pra lá. O querosene é a conta". Lembrei que vou de trip pra lá semana que vem. Fiquei tão tranquilo...

- A minha empresa resolveu fazer inventário dos computadores e trocaram todas as plaquinhas de identificação. Dessa vez colaram com cola de junta de motor. Já temuns 4 dias que colaram a minha e ela não secou (fora que fez uma meleca);

- A Véia voltou das oropa com telefone novo e um tablet. Ela não consegue usar o telefone e não sabe pra que serve um tablet. Consumismo pouco é bobagem. Mas o pior é que sobra para mim, que tenho que configurar tudo e explicar como usar;

- Necessito de férias, mas já descobri que nunca mais tiro 10 dias. Agora ou são 20 vendendo 10 ou 30;

- Falando em férias, tô vendo que os 20 dias que eu ainda tenho vão ficar para 2014. Depois eu conto melhor essa história.

Bom é isso. Certamente tem mais coisa pra contar, mas não tô lembrando.

17 de jul. de 2012

Masoquismo noturno

Quem me conhece desde a época de colégio (acho que ninguém aqui) sabe que eu já fui atleta. Tinha um preparo físico foda, apesar de nunca ter sido magro. Jogava futebol toda semana, pedalava no mato, pedalava na cidade, fazia tae kwon do e kung fu... Até natação eu fiz. Acreditem ou não, eu competia pelo Minas (equipe B, já que nunca fui bom nas piscinas, mas competia).

Aí veio o vestibular, a faculdade, o estágio, o carro e eu virei um sedentário. Não dava tempo de fazer esportes (nessa época não dava MESMO). Até que eu formei. E quem lê o blog há mais tempo lembra que no longínquo ano de 2006 eu voltei para a vida de esportista depois de um dia estressante.

No começo era foda, sentia dor pra caralho e ficava com a língua lá no chão, limpando a praça JK. Aí comecei a melhorar o condicionamento físico e conseguia correr bem. Eu realmente gostava daquilo e comecei a fazer loucuras.

Mas aí fui para a consultoria e junto com ela vieram as viagens e trabalho até tarde. Até tentei continuar correndo, mas não deu. Cheguei a correr em Divinópolis, depois na Megalópole (que tinha uns lugares muito sinistros), mas acabei diminuindo a frequência até que...parei.

Tentei voltar algumas vezes, em BH, em Ponta Grossa, em Brasília (cheguei até a comprar uma bicicleta lá!), em Manaus, mas sempre acabava ficando atolado de trabalho e desistia.

Aí, semana passada, resolvi voltar a fazer exercícios. Eu andava muito puto, estressado, cansado, dormindo mal e poderia ser uma boa forma de desestressar. Além disso, minhas calças estão encolhendo e precisava tomar uma atitude (ou comprar calças novas). E lá fui eu para a minha antiga companheira de sofrimento.

Só falo uma coisa: eu NUNCA estive tão fora de forma. Tá foda. No primeiro dia eu inventei de correr. Simplesmente doía tudo. TUDO. Meu joelho doeu em lugares que eu nem sabia que existiam. Não conseguia nem andar direito no dia seguinte. Mas eu não desisti: à noite fui lá na praça novamente me matar mais um pouco, mas só caminhando, para não estragar de vez. E no dia seguinte não doía só o joelho: o tornozelo também doía E ganhei uma bolha gigante no pé. Tava fácil a minha vida.

Mas eu estou empolgado. Fazer exercícios no frio é uma das coisas que eu mais gosto, já que sou absurdamente calorento. Não me deixem desistir e toda vez que me encontrarem me chamem de gordo.

E torçam por mim.

16 de jul. de 2012

Casamento mais rock da história

Em janeiro do ano passado, se não me engano, fui no aniversário de uma querida amiga e, quando cheguei lá reparei que ela estava usando uma aliança. Eu sabia que ela namorava há algum tempo, mas não tinha idéia que tinha ficado noiva. E se não me engano naquele dia mesmo ela me falou a data do casório, que fiz questão de anotar na agenda do celular.

Passado um ano e meio, chegou a data. Coloquei meu terno, peguei meu carro e fui para a igreja. Era um daqueles casamentos que eu jurava que iria para a festa para chegar, pegar um copo e ficar bebendo no meu canto, sem interagir muito, já que não conhecia quase ninguém e as pessoas que eu conhecia provavelmente ficariam no grupinho delas.

Cheguei na igreja antes dela encher e peguei um lugar mais no fundo, mas no corredor. Essa é uma coisa que eu NUNCA entendi: por que todo mundo gosta do corredor. Deve ser para ver a galera entrar. Eu realmente não sei porque sento lá. Deve ser para conseguir ver o casório.

Enquanto eu esperava, como não tinha ninguém para conversar, comecei a ler o twitter e acompanhar o jogo do cruzeiro. E enquanto eu estava lá fuçando no telefone a "banda" começou a aquecer. Já no aquecimento eu vi que ia ser coisa boa: a galera estava ensaiando "nothing else matters".

Começou o casório (eu parei de usar o celular, ok?) e TODAS as músicas foram boas. Diferente de tudo o que eu já tinha visto em casamento. Nem mesmo a marcha nupcial tocou. Acho que era Beatles (minha memória é um lixo, vocês sabem disso). Fora que o padre era ótimo: começou fazendo piadinhas, a cerimônia foi bem descontraída, muito bacana.

Mas no meio da cerimônia comecei a ver, lááááááááá longe, uns rostos que pareciam com pessoas conhecidas. Como sou míope, pensei "pô, não faz o menor sentido. Será que é?". Desisti de tentar descobrir e fui para casa deixar o meu carro e ir para a festa.

Cheguei na festa e TODOS os rostos que eu achei que eram pessoas conhecidas realmente eram as pessoas conhecidas. Fora pessoas que eu não tinha visto na festa e que eu conhecia. Resultado: tinha MUITA gente conhecida. O que por um lado foi ótimo, porque tive com quem conversar, mas por outro foi ruim, porque acabei não conseguindo conversar com todo mundo que eu conhecia.

A festa foi muito foda. Fui absurdamente bem servido, depois que fiz amizade com os garçons, e nem precisava mais procurá-los. Meu copo não ficou vazio. Óbvio que fiquei bêbado. Aliás, no dia seguinte eu ainda estava bêbado. Coisa que não acontecia desde o meu aniversário.

Mas o melhor mesmo foi a seleção musical. Não tocou funk, sertanejo, pagode, axé, etc. Só tocou coisa boa. Se não me falha a memória, a coisa mais leve que tocou foi beatles (a noiva gosta muito, como pode-se perceber).

Fazia MUITO tempo que eu não ia a um casamento de uma pessoa tão querida. Fiquei muito feliz pelo casal e torço para que sejam muito felizes. E, como sempre faço, ameacei o noivo, que se não trata-la bem, vai acordar com formiga na boca.

Fato é que se algum dia eu casar vai ser desse jeito, mas que um pouco mais hardcore: vai ter só metal. E os convidados que se virem e fiquem batendo cabeça. \m/

9 de jul. de 2012

Melhor fora da história

“A gente não vai dar certo. Você é muito organizado, muito perfeccionista. Até pra dirigir você é perfeito!”.

Tem coisas que só acontecem comigo.

6 de jul. de 2012

Seria eu autista?

Dia desses aí pra trás eu estava preso no trânsito e para ficar por dentro do que está acontecendo no mundo, aproveitei para ouvir a CBN. Em uma das matérias estavam falando do combate ao autismo (ou alguma coisa parecida com isso). Aí a mulher começou a falar dos sintomas:

- Dificuldade em juntar-se com outras pessoas;
- Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina;
- Risos e sorrisos inapropriados;
- Pouco contato visual;
- Aparente insensibilidade à dor;
- Preferência por estar só; conduta reservada;
- Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente;
- Girar os objetos;
- Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade;
- Aparenta angústia sem razão aparente;
- Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais;
- Dificuldade em expressar suas necessidades.

A cada frase que a mulher falava eu ficava mais preocupado. Eu ia dando "check" em cada uma delas. "Será que eu sou autista e não sei?", pensei. Mas aí lembrei de um cara que é realmente autista, já diagnosticado e tal e vi que não sou como ele (pelo menos acho que não).

Aí relaxei e cheguei à conclusão que eu sou é antisocial e tenho TOC. E talvez seja um pouco bipolar.

5 de jul. de 2012

Técnicas de email

Se teve uma coisa que eu aprendi nos últimos tempos foi a usar o email a meu favor. São pequenas técnicas que vi que funcionam bem para se conseguir o que quer. Como sou um cara gente boa, vou dividir estes segredos com vocês.

Ninguém lê mais que a primeira linha do email

Fato: emails longos são ignorados. Mesmo que o cara leia todo o email, só vai prestar atenção na primeira linha. Você quer passar a mensagem? Coloque na primeira linha o problema, para o cara assustar, e depois coloque os detalhes. Se der pra escrever a frase em menos de 60 palavras, garantia total de leitura. Isso vale pra apresentação também.

O importante é concluir com a solução para o problema (ou pelo menos umas 3 opções para o cara decidir o que fazer).

Ex. O projeto vai atrasar 3 semanas e vamos dar 30 mil de prejuízo. Isso vai acontecer por isso e aquilo e....

Para trazer o projeto para o prazo acordado e recuperar a margem vamos ....


Colocar a data do email no assunto

Essa eu aprendi recentemente, com o cara babaca de um post aí pra trás. A PRIMEIRA coisa que você coloca no campo de assunto é a data. Na teoria, não faz diferença nenhuma, já que todo cliente de email que presta tem lá a indicação da data que recebeu. Mas se você começa o assunto com a data o remetente vai olhar praquela merda toda hora e ver que não resolveu há XX dias. O efeito psicológico é fantástico.

E se o cara te responder e você for fazer uma tréplica, tem que atualiza a data no campo de assunto, senão o cara acha que tá com data antiga porque já tem muito tempo que ele te respondeu.

Ex. 02/07/2012 => Projeto da casa de força


Numerar o que precisa ser feito

Como ninguém lê o email inteiro, se você escrever 4 parágrafos com uma coisa a ser resolvida em cada um, só o primeiro item será resolvido. Então, para garantir que o cara vai resolver tudo, numere o que precisa ser feito, aí ele fica com o número na cabeça “tenho que resolver 5 coisas”.

Ex. Fulano, você está me devendo os seguintes documentos:

1) Planta elétrica
2) Planta de tubulação
3) Lista de materiais
4) Memorial Descritivo
5) Folha de Dados do TI


Use negrito

O negrito vai chamar a atenção da pessoa. Então você tem que saber usar: negritar tudo não adianta porra nenhuma. Negritar algo que não é importante também. O ideal é negritar palavras chave, como “não”, “nunca”, “sempre”, “temos”, “atenção” e, os mais babacas de todos “você”e “seu”.

Negrite também o que o cara fez de errado ou então datas chave: quando você enviou, quando deveria ter ficado pronto, coisas desse tipo.

Ex. Pedi esses equipamentos no dia 26/05/2012 e até hoje não recebi. Repare que já fazem dois meses. Quando teremos uma solução para este problema que está na sua mão?


Anexe emails de prova

A coisa mais comum de acontecer é o cara falar que não sabia, ou não lembra. Solução: anexe o email em que ele falou que ia resolver ou o email em que você fez a solicitação. Para isso, você tem que guardar TODOS os seus emaiil. Qualquer coisa pode ser útil um dia. E aí no corpo do email você coloca “conforme email ‘compra de material’ enviado no dia XX/YY/2012 (em anexo) vemos que...”.


Crie uma tarefa no Outlook

Essa é muito legal: quem usa Outlook pode criar uma tarefa e associar o sujeito na tarefa. Ela vai aparecer na lista de tarefas DELE e vai ficar piscando para ELE quando chegar a data limite para resolução. O mais legal: se ele apagar ou der como concluído você fica sabendo e pode ir cobrar dele.


Copie o chefe

Se nada mais funcionar, dê um reply no seu email perguntando “e aí? Já tem XX dias que eu estou esperando isso” e copie o chefe do sujeito. Se ainda assim não funcionar, dê mais um reply e copie o chefe do chefe (mantendo o chefe, para o primeiro chefe ficar com medo de passar a impressão que ele não fez nada). Pode ir assim até chegar na presidência. Alguma hora alguém vai resolver o problema.

O mais legal é que dá para fazer combinações das técnicas. Os usuários avançados sabem quando usar cada uma delas e as combinações que funcionam com cada pessoa. Por exemplo: um cara que não é proativo não vai ligar para a data no assunto, mas vai ficar apavorado se você copiar o chefe com vários pontos em negrito.

Fala a verdade, eu sou um chefe bacana, não sou?

4 de jul. de 2012

Promovendo a equipe

A minha empresa agora decidiu que para promoções a cargos gerenciais vai ter uma banca (ou assessment, como eles gostam de chamar). Basicamente a pessoa prepara uma apresentação de 3 slides e vai apresentar para a diretoria. Depois da apresentação rola uma sabatina e, se o cara sobreviver, ele é promovido.

Eu ainda não passei por isso, apesar de estar brigando pela minha promoção há algum tempo, mas meu chefe achou que um dos caras da minha equipe já estava pronto para ser promovido e marcou o assessment do sujeito.

Um detalhe importante que esqueci de comentar: se o cara não sobrevive ao assessment, ele fica UM ANO sem poder tentar novamente e, consequentemente, sem ter aumento. Basicamente é uma forma de falar com o cara “véi, pede demissão aí”, porque o cara vai ficar puto e desmotivado (e com o filme queimado). E quem indicar o cara e/ou for o gestor do sujeito também não fica bonito na fita.

Nesse caso, eu era os 2: o cara que indicou E o gestor. Claro que, para a diretoria, quem indicou foi meu chefe, mas o gestor continuo sendo eu (e eu participo da banca). Como o cara não pode fazer feio, tinha que dar uma ajuda pro cara.

A primeira versão da apresentação que ele fez eu dei pau. Falei o que eu achava que ele devia fazer, o que colocar em cada um dos 3 slides. Aí ele fez a segunda versão e eu gostei do texto, mas a apresentação tava problemática. Num slide o cara me usa traço para itemizar, no outro usa bola. Acho que nenhuma pessoa normal repararia isso, mas aos olhos treinados de alguém com TOC, era uma falha grave.

Depois que a apresentação estava fechada, comecei a preparação para a sabatina. Fiz uma lista de perguntas para ele estudar e responder. Eu estava em Manaus e o cara em BH, isso dificultou um bocado. Mas no fim funcionou. E fiquei falando pra ele: “é igual Projeto de Fim de Curso, um minuto que você fale a mais ou a menos vai pesar” e também “pensa numa entrevista de emprego. Você está se candidatando pra uma vaga na empresa”.

Tá certo que para o cargo que ele está se candidatando não é tão sinistro assim, mas era melhor ele ir preparado para a guerra e passar tranqüilo do que ficar tranqüilo e passar perrengue. Dito e feito: o cara foi lá, apresentou a bagaça e mandou bem. Já saiu com a indicação de promoção.

Fiquei felizão pelo cara e com sensação de dever cumprido.

3 de jul. de 2012

Quando eu fiz um espertinho tomar multa

A coisa que eu mais odeio no trânsito são os espertinhos. Espertinho é aquele que vê que tem uma fila gigante e ele corta todo mundo pelo acostamento, pista lateral ou coisa do tipo e se embrenha no meio dos carros lá da frente. BH deve ser o lugar onde isso mais existe (até porque o trânsito aqui é absurdamente mal planejado).

TODO DIA eu passo raiva com isso na Nossa Senhora do Carmo. Pra quem não é de BH ou não sabe do que eu estou falando, vai uma explicação rápida com um desenho em seguida:
- A BH criou uma pista exclusiva para ônibus do lado direto da pista central.
- Os ônibus vêm da esquerda na pista central, entrando da contorno.
- 65% dos carros que vão para a pista central vêm da trincheira da Rio Grande do Norte, que fica à direita.
- Carros só podem trafegar no lado esquerdo da pista central.
Deu pra imaginar, sem ver a foto, o problema? Então agora olha só o esquema com a tecnologia Google Maps + paint brush


LÓGICO que dá merda. É ônibus querendo ir da esquerda pra direita e carro querendo ir da direita para a esquerda. Só que na pista da esquerda tem os 35% restantes de carros que entraram da contorno. E aí rola um mega engarrafamento.

As pessoas educadas e com um pingo de inteligência adotam a tática do zíper: primeiro entra um carro da esquerda, depois um carro da direita e assim sucessivamente. Mas tem os espertalhões que saem cortando todo mundo pela pista dos ônibus e, láááááááá na frente querem entrar. E mesmo assim só porque tem pardal que pega carro na pista errada.

Eu já quase bati várias vezes porque não deixo os espertalhões entrarem. Fico colado no carro da frente e quase invado a pista da direita. Mas o povo é bonzinho e o espertão sempre acaba entrando e escapando da multa. Menos na semana antes de eu ir para Manaus.

Um espertão veio cortando todo mundo, até que tentou entrar na minha frente. Eu acelerei e emparelhei o carro. Ele freiou, para entrar atrás de mim. Eu freiei e e emparelhei o carro novamente. E assim eu fui fazendo, até que piscou o flash e eu tive certeza que ele tinha tomado uma multa. Aí eu reduzi bastante a velocidade e deixei ele entrar.

Eu tenho raros momentos de felicidade no dia, esse certamente foi o melhor da semana. Agora o cara aprende a não cortar mais os outros. Pelo menos eu espero.

2 de jul. de 2012

Doses cavalares de stress

Nos últimos dias a maré anda ruim. Um dos projetos está tendo um monte de problemas na implantação e um outro ganhou uma importância absurda e tem 450 pessoas olhando para ele e dando pitaco. O que é um saco, porque você passa a ter 453 chefes (os 450 do cliente + os 3 da empresa). E lidar com essa galera toda não é fácil. Cada um quer mandar mais que o outro (e eles não se entendem!).

Um cara, em especial, consegue me tirar do sério toda vez que preciso falar com ele. É daqueles arrogantes, que ficam jogando na cara que “tenho 35 anos de experiência em projeto, dou aula desse tema em tal lugar” e coisas do tipo. Fora que entende o que quer do que você fala e fica distorcendo as suas palavras. Fora que só manda email para o meu chefe, MESMO QUANDO SOU EU QUE RESPONDO. É aquele “fica no seu canto aí, moleque”.

E aí o povo tem pedido tudo ao mesmo tempo agora para ontem. Meus amigos, falar isso para a equipe técnica é assinar um atestado de óbito. TODO MUNDO quer te matar. E não adianta explicar que não é culpa sua, que a ordem veio de cima: você é o mensageiro do apocalipse e é você deve morrer.

Quer que piore? Tem jeito: a documentação que recebemos do fornecedor andou mudando e boa parte do projeto teve que ir para o lixo. Mais: parte do que a gente tinha combinado no início do projeto com o cliente foi sumariamente descombinado, depois que estava tudo pronto, e “se fode aí, negão, preciso disso pra amanhã”.

A equipe tem se matado, eu tenho me matado. É email pingando na minha caixa de entrada e telefonemas perguntando “cadê o projeto? Preciso mandar pra compra” a cada duas horas. E a cada email ou ligação eu vou lá na equipe técnica ver em que pé está, se estão tendo algum problema, tudo para garantir que não vai atrasar.

Tá achando que está ruim? Piora! Um dos caras da equipe, o que tinha feito duas das partes principais do projeto e era o único que tinha as informações, torceu as bolas. Sério, ele literalmente teve uma torção no testículo. Pelo que eu li, dói mais que tomar aquela bolada de baixo pra cima. Os homens já devem estar sentindo a dor, como eu senti. E aí o pobre coitado teve que passar por uma cirurgia de emergência, delicada pra caralho e ficar duas semanas de molho. DUAS SEMANAS.

Óbvio que eu não queria que o cara fosse trabalhar e fiquei com pena do cara, mas basicamente eu seria cobrado por um atraso de DUAS SEMANAS sem que pudesse fazer nada. Até cogitei mandar um cara ir até a casa do sujeito pegar o projeto, mas seria sacanagem com o contundido.

Foi uma semana do cão. Principalmente porque quando uma pessoa foi pegar o projeto para continuar e estudar, vimos que ele simplesmente sumiu. Sim, SUMIU. Desapareceu. Uma migração mal feita e pluft. Basicamente refizemos o projeto todo. Imagina o quão feliz o meu chefe ficou quando ficou sabendo que jogamos algumas dezenas de milhares de reais no lixo porque um cara torceu as bolas e porque fizeram cagada numa migração. Imagina o quão feliz ficou o cliente quando eu falei que o projeto ia atrasar duas semanas. Imagina quão feliz ficou a equipe quando falei que todo mundo ia ter que fazer hora extra e trabalhar no fim de semana.

Tá achando que acabou? Nananinanão. As nossas licenças de software são via rede. TODOS os nossos projetos ficam hospedados na nuvem. Por conta disso, nós temos 3 links com o Rio, onde ficam os servidores de licença e de projetos da empresa inteira. É mais ou menos assim: com 3 links é trabalhável. Com 2, dá pra sobreviver, mas com perda de produtividade. Com 1 é o Caos. E aí durante UMA SEMANA INTEIRA caíram os 3. Quer dizer, eles não caíram, estavam fazendo revezamento, cada hora funcionava um. Não preciso dizer que NINGUÉM trabalhou, né? Ou se trabalhou foi a 10% da capacidade.

E adivinha quem estava em Manaus, dentro do cliente, quando isso aconteceu? Conseguem imaginar o quanto eu apanhei? Conseguem perceber o quão estressado eu estava? Teve um dia (acho que foi quarta) que eu estava tão puto, tão estressado e tão cansado que acho que entrei em coma. Eu não respondia mais a estímulos. E estando em Manaus, não tinha o que eu pudesse fazer. Até porque eu TAMBÉM estava incomunicável (sinal de fumaça tem mais cobertura que a claro no amazonas).

Tá certo que eu gosto de trabalhar sob pressão e gosto de desafios, mas assim já é demais. Assim eu não chego aos 31.

12 de jun. de 2012

Recordar é viver

Toda vez que eu escrevo um post com o de ontem, em que coloco referências a posts antigos, perco muito tempo lendo os posts. Tem post que eu já li 200 vezes e cada vez que eu leio novamente eu me divirto como se fosse a primeira vez. E aí vou lembrando das histórias, da minha vida na época, do quanto eu já sofri no trabalho, das cidades que eu conheci a trabalho...

Aí eu paro para pensar o quanto eu aprendi nessa minha curta carreira e do quanto eu cresci. Ganhei mais responsabilidade, subi vários degraus. E das decisões que tomei na vida: saí da empresa de TI porque não queria ficar todo dia na mesma rotina. A consultoria era a visão do paraíso: a cada 6 meses projeto novo, cidade nova, pessoas novas, chances de crescimento na carreira praticamente infinitas. Perfeito! Aí comecei a namorar e vi que isso não era tudo. A vida pessoal pede uma estabilidade. Voltei para BH e foi ótimo. Eu não estava 100% feliz, porque gostava da vida de viajante, de rotina maluca, mas a vida é assim. Ganha-se de um lado, perde-se de outro. Pelo menos não passaria raiva em aeroportos com tanta frequencia e não dividiria mais quarto de hotel.

O namoro terminou, mas eu estava bombando no trabalho. Custou a acontecer, mas eu fui promovido, ganhei vários aumentos em um curto espaço de tempo, ganhei 2 contratos gigantes. Mas não tinha mais nada me segurando em BH. A vontade de ter a cada 6 meses projeto novo, cidade nova, pessoas novas voltou a bater forte. A dúvida era: "jogar fora" tudo o que conquistei a duras penas nos últimos anos? Por mais que eu trabalhe muito, acho que na época da consultoria era muito pior. E lendo os posts antigos eu reforço mais ainda a minha lembrança e a dúvida continua rondando a minha cabeça.

Voltando aos posts, vejo a quantidade de lugar bacana que conheci, os hotéis que eu fiquei, as pessoas com quem trabalhei, as pessoas que conheci. Vou lembrando das coisas que deixei de postar, porque tinha gente que lia o blog que não ia gostar, das coisas que postei e que hoje penso "como que eu postei isso?". E isso é o legal de ter um registro "querido diário". Pena que nos últimos tempos eu não tenho postado tanto. Com certeza vou me arrepender disso no futuro.

Mas o mais impressionante é ver o quanto murphy é meu amigo....

E vocês, também ficam lembrando de coisas que aconteceram com vocês em tempos passados?

11 de jun. de 2012

Prevenido ou louco?

Umas três semanas pra trás fui para Manaus e, depois que cheguei lá, percebi que tinha esquecido de cortar as minhas unhas e elas estavam gigantes. Na hora pensei "caralho, vou ter que comprar um cortador. Onde acho isso aqui?". Aí pensei mais um pouco e lembrei que na minha mala tem um cortador de unha (naquele treco onde se coloca sabonete, xampu, desodorante e pente). Abri lá e vi que não era só cortador de unha... Eu descobri que sempre carrego:

- Cortador de unha
- Agulha e linha de costura
- Protetor solar
- Repelente de mosquito
- Cotonete
- Barbeador reserva
- Escova de dente reserva
- Fio dental

Além, claro, do sabonete, xampu, desodorante e pente. Essas coisas NUNCA saem da mala. Elas ficam lá, prontas pra quando eu tiver que viajar. Isso, sem dúvida, foi coisa que aprendi na época da consultoria, de sempre deixar a mala semi-pronta, pois nunca se sabe quando será necessário viajar no dia seguinte.

Aí outro dia precisei trocar de mochila de notebook e descobri que na mochila do notebook tenho:

- Remédio para dor de cabeça (2 tipos diferentes)
- Remédio para gripe
- Remédio para dor de estomago
- Remédio para azia
- Remédio para caganeira
- Fones de ouvido (2)
- garfo e faca de plástico (2)
- Aqueles assentos de papel para privada
- Guarda-chuva
- Adaptador para tomada nova
- Tomada "T" (esqueci o nome, mas é daquelas que dá pra plugar 3 coisas ao mesmo tempo)

Tudo isso que eu carrego tem uma razão. Em algum momento da minha vida passei por uma situação que falei "putz, eu tinha que ter tal coisa agora". Ou então alguém me contou uma história que, com a minha sorte, certamente aconteceria comigo mais cedo ou mais tarde. Quer um exemplo? Dou dois: esse e esse (os dois do primo, mas que explicam porque eu tenho agulha e linha na mala).

Fora que quando viajo, nem que seja para aqueles bate-e-volta no Rio ou São Paulo (ou Manaus, como eu já fiz) eu SEMPRE levo uma muda de roupas. Quem lê o blog há mais tempo sabe porque eu faço isso...

Apesar de ter uma razão para cada uma dessas coisas, ainda acho que é um pouco de loucura....

8 de jun. de 2012

Verdade na cara

Entro no Gmail e descubro que o Google sabe que estou gordo:


Aí vou no facebook vejo que eles sabem que estou encalhado:


Pô, precisa ficar jogando na cara?

Em tempo: o do facebook eu até entendo, porque meu status lá é solteiro, mas o do google.... Só reforça a minha convicção que google é deus e vê tudo.

6 de jun. de 2012

Secretária de Projetos

Há alguns meses a minha empresa resolveu que teria que migrar da estrutura projetizada, onde ninguém tem "casa", é um bolo de pessoas agrupadas por projetos, para uma estrutura matricial, onde as pessoas seriam agrupadas por disciplinas e emprestadas para os projetos na medida que fosse necessário. Assim, o Gerente de Projetos (GP) teria como "única" missão garantir a entrega dos projetos e o Gerente de Disciplina (GD) seria o responsável por cuidar das pessoas: garantir treinamentos, olhar para a carreira dos funcionários, etc.

Na teoria, isso era sensacional. Afinal, o GP não é um super-homem e podia focar no resultado dos projetos. Essa estrutura durou uns bons meses e, apesar de eu não ser dono do passe das pessoas da minha equipe, poderia tratá-los como tal. Só que nos últimos tempos a estrutura mudou. As disciplinas viraram caixinhas de fabricar documentos e o GP nem sabia mais quem estava trabalhando com ele, mas continuava sendo cobrado pelos resultados.

A diferença? Antes o GP recebia o projeto, alocava as pessoas e distribuia as tarefas para as pessoas que estava alocadas com ele. Ele sabia como estava o andamento do projeto, podia cobrar as pessoas pelo resultado, todos se reportavam para ele. Basicamente ele tinha o projeto na mão. Agora o GP recebe o projeto, fatia em pacotes e distribui os pacotes para as disciplinas com o total que a disciplina tem para fazer o projeto. Aí, meu amigo, fica na mão da disciplina, que usa quem está disponível para fazer o documento.

Parece a mesma coisa, mas não é. O GP não pode mais cobrar as pessoas do projeto pelo resultado. Não consegue mais motivá-las. O que ele consegue é marcar uma reunião com o GD e pegar o status dos documentos. Se estivesse atrasado, o máximo que poderia fazer é reclamar. Mais nada. Pior: não tem, teoricamente, ninguém nas disciplinas que conheça o projeto inteiro, então ver interferências, mudanças de escopo, inconsistências e até viabilidade de uma solução técnica ficou absurdamente mais difícil.

Aí acontecem coisas do tipo a que aconteceu na semana passada: o projeto está 90% pronto. Uma pessoa de uma disciplina entre para fazer os 10% faltantes, não gosta do que viu e vai até uma pessoa de outra disciplina, perguntando se tem problema alterar o projeto todo. A pessoa da outra disciplina fala que realmente vai ficar melhor e eles acertam que vão mudar o projeto todo (note que não quer dizer que estava errado!). Não avisa o GP, não avisa as outras disciplinas e, quando uma terceira disciplina descobre que teve a mudança, depois que está tudo pronto, fala que não podia ter alterado nada, porque iria FERIR NORMAS daquela disciplina. E aí o projeto precisa ser refeito pela terceira vez.

O mais legal: quem continua sendo o responsável pelo resultado é o GP, mesmo sem poder fazer nada se uma disciplina atrasa ou gasta mais que o previsto. Ele que vai mostrar os resultados para a diretoria e toma porrada por queda da margem. É ele também que vai para reunião com o cliente tomar porrada porque o projeto está atrasado ou ouvir que o projeto que ele entregou não monta.

A conclusão que eu cheguei é que o GP virou uma Secretária de Projetos. Recebe a informação do cliente e passa para a disciplina. Pega a informação da disciplina e passa para o cliente. Também fica com a parte burocrática de aprovar reembolso de viagem, fazer e aprovar pedido de compra de material, controlar licença de software, preencher "papelada" burocrática no sistema da empresa. Além, lógico de ficar ouvindo reclamação de cliente e diretoria, porque quando está tudo bem NINGUÉM agradece ou dá os parabéns (deve ser porque quem fez "todo o trabalho" foi a disciplina).

Aí eu te pergunto: será que precisa mesmo de um GP? Não seria mais barato ter um único cara ganhando o dobro do que eu ganho respondendo por todos os projetos do escritório perante a diretoria e os clientes e um monte de gente barata fazendo o papel de secretária? Ou então, olha que ideia absurda, os GDs serem cobrados pelos resultados de suas equipes e não o GP? Algo mais ou menos assim: o GP distribui os pacotinhos com o orçamento para as disciplinas e se elas gastarem mais que o previsto os GDs irem explicar para a diretoria. Mas aí volta a pergunta: para que um GP?

Eu, para não ficar tomando comida de cliente e da diretoria, fico andando como um louco pelo escritório, passando por praticamente todo mundo e vendo o que está fazendo, se não teve mudança, como está andando... Mas só para evitar grandes desvios, porque como é muita gente, não consigo pegar as mudanças antes que elas aconteçam. E isso me toma um tempo absurdo, logo tenho que fazer um bilhão de horas extras para fazer a parte burocrática.

O que me estranha é que eu não vejo os outros GPs fazendo isso. Isso me leva a crer que eu estou trabalhando errado, porque não tem ninguém se matando de trabalhar como eu. Ou então eu sou realmente azarado e só os meus projetos estão dando merda. Uma última opção é que o custo gerencial é o mesmo independente do tamanho do projeto e como eu sou o que tem o cliente com a maior carteira sou o que mais se fode.

Fato é que esse trabalho de secretária não me agrada nem um pouco (por isso eu fico andando pelo escritório) e me preocupa que a empresa esteja indo para este lado...

5 de jun. de 2012

Hotel Delle Provonce (Roma, Itália)

O Hotel Delle Province foi, sem dúvida, o melhor hotel que eu fiquei na europa. Não era nada espetacular e já fiquei em hotel melhor, mas era um hotel muito bom. O pessoal da recepção é bem educado, o povo do café da manhã absurdamente italiano (daqueles gente boa que puxam papo, conversam com você, encostam em você... quase brasileiros) e a localização é boa. Tá certo que foi um dos poucos hotéis que tive que andar mais de um quarteirão até o metro (andei 3 ou 4), mas o lugar não é sujo ou com bêbados e drogados em volta, como em Hamburgo. A única coisa ruim é que se você vai pegar o metro arrastando a sua mala tem que suar um pouco.

O quarto é tamanho padrão, nem muito grande, nem muito pequeno, não lembro de ser barulhento, mas é escuro. As luzes são bem fracas. A TV é maromeno e tem sistema de calefação (não lembro se tinha ar condicionado).


O banheiro é tamanho padrão de hotel: pequeno. O chuveiro é igual a todos da europa: uma ducha. Lembro que a temperatura da água era bem regulável e ia de congelando a queimando. Confesso não lembrar da pressão e quantidade de água, mas deve ser normal, já que não estou reclamando.




O hotel tem wi-fi grátis e é até usável. Consegui conectar fácil e usar tranquilo. O café da manhã é bom, dava pra empanturrar e almoçar só lá pras 3 da tarde. Que eu me lembre o pessoal do hotel falava inglês bem. Como paguei todos os hotéis num pacote, não sei dizer se foi caro ou barato, mas olhei agora no site os preços e achei razoável (104 euros).

Devem existir hotéis com custo benefício melhor e, para quem vai só dormir, não precisa disso tudo que o hotel oferece, mas achei o hotel bom.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

4 de jun. de 2012

Ajudando a estagiária

Um tempo atrás, antes de eu sair de férias, reparei que uma das minhas estagiárias estava ficando na empresa bem mais que as 6 horas permitidas. Achei aquilo estranho e fui conversar com o dono do passe dela (agora o escritório está dividido por disciplina, só pego as pessoas emprestadas. Uma merda, mas é assunto pra outro post). Resumindo a história: ela não estava mais comigo e o projeto que ela estava alocada tinha um prazo suicida. Muito pior do que os meus. E aí tava todo mundo se matando, inclusive os estagiários.

Eu sou da época que estagiário era escraviário, não tinha dessa de limite de horas de trabalho, direito a férias (remuneradas!) e essas coisas que a lei(!) determinou. Não que eu achasse que na minha época estava certo, mas burocratizaram demais o estágio. A minha empresa paga horas extras para os estagiários, então deixa o povo trabalhar a mais, se eles acharem que não está impactando nos estudos. O problema é o povo saber dizer não quando está atolado de coisas na faculdade para fazer e precisando de tempo para estudar. E essa estagiária não soube fazer isso.

A menina já é daquelas guerreiras que trabalha 6 horas durante o dia e faz engenharia a noite. Quem fez engenharia dá valor a essas pessoas, porque a noite era a hora que se tinha para fazer trabalhos e estudar para provas. Não sei como as pessoas conseguem formar. No caso dela, acho que era nas 2 horas entre sair do trabalho e começar a aula. Só que como ela estava trabalhando 8 a 9 horas por dia, não estava conseguindo fazer as coisas da faculdade e estava quase tomando pau em uma matéria. Pior: fiquei sabendo disso só porque a engenheira que trabalha com ela me falou. Ela não abriu a boca para falar nada.

Aí eu volto de férias, com 200 milhões de coisas dando merda e precisando de solução, trabalhando de 8 da manhã até 9 da noite, fim de semana e tudo mais. Na semana seguinte, vou para Manaus. E aí, num determinado dia a noite, quando voltei para o hotel, conectei na rede da empresa e o skype genérico que a gente usa piscou. Era uma mensagem da menina falando "fiquei sabendo que você programa bem. Quer voltar pra faculdade?". Eu estava muito fudido, mas falei para ela me mandar o que precisava ser feito, que como eu tinha 4 horas de vôo desconectado, poderia adiantar alguma coisa.

Ela me mandou o trabalho e tinha coisa pra caralho para fazer (pelo menos parecia). Olhei aquilo e, lendo com calma, vi que era em C. Eu não programo de verdade tem uns bons 6 anos. Só brincava de fazer super blogador, super contador de horas, super controlador de gastos e coisas do tipo. E era em C#. Em C eu não programo desde meu segundo período de faculdade. Aceitei ajudar até pra relaxar um pouco e esquecer o trabalho (acreditem se quiser). Catei umas apostilas em C, baixei as aulas que o professor dela tinha dado, busquei uma ide de gente, já que o turboC não roda mais em computadores atuais e parti pra briga.

Na boa, C deve ser a pior liguagem de programação do mundo (mentira, tem COBOL, FORTRAN, ASSEMBLY, etc). É muito poderosa e você consegue fazer o que quiser, mas é MUITO chata. Ainda mais se você vai trabalhar com ponteiros (que era o caso). Não existe jeito fácil de fazer as coisas. Trabalhar com strings em ponteiros então é de querer se matar. Mas eu me diverti fazendo os trabalhos. A ideia inicial era eu fazer só uma questão, então escolhi a que valia mais pontos. Gastei pouco mais que as 3 horas úteis de voo (foram umas 5 no total, acho). Só que aquilo tinha me feito tão bem, poder relaxar no fim de semana e esquecer que o meu trabalho estava pegando fogo, que resolvi fazer o resto. Agora, não era nem para ajudar a estagiária, era para ME ajudar.

Aí numa sentada só, no fim de semana, fiz mais 3 questões. Coisa rápida, umas 3 horinhas. E no fim de semana seguinte, fiz a questão que faltava em mais uma hora em frente o computador. Eu lembrei o quanto eu me divertia quando era programador, a raiva que passava quando não conseguia resolver os problemas de linguagem já que "a lógica tá certa! Não é possível!". E em essas 9 horas que eu estava quebrando a cabeça e apanhando do C eu não pensei em trabalho. Melhor forma de relaxar impossível!

Resultado da história: ajudei a estagiária, relaxei do trabalho e lembrei do quanto gosto de programar. E decidi que vou voltar a fazer os meus programas de fim de semana. Aqueles programas que eu acho algo parecido no android market, mas que não são do jeito que eu queria. Quem sabe assim eu não morro aos 35 e chego aos 40 anos? Se eu ainda começar a fazer exercícios, chego até os 45!


Ps. Esse post ficou mal escrito pra caralho, né? Tô com preguiça de reescrever/revisar, então vai ficar assim mesmo.

27 de mai. de 2012

SQL na veia

Eis que recebo o convite de casamento de uma queria amiga leitora deste humilde e vagabundo blog. Como ando com a cabeça atolada de coisas do trabalho, resolvi confirmar a presença no evento e comprar o presente de uma vez, já que corre o risco de esquecer.

Entro em um dos sites onde tem a lista de casamento e...


Eu me divirto com bugs em sites. Ainda mais quando mostram o sql envolvido, dá pra ver um pouco da estrutura do banco de dados.

Em tempo: todos os meus amigos estão casando. Tô sentindo que vou ficar pra titio.....

20 de mai. de 2012

Quando eu voltei de férias mais estressado do que quando saí

No post anterior contei como foi a semana antes de eu sair de férias. Deu para captar o quanto eu estava cansado? Pois bem, durante as férias não melhorou muito. Todos os dias eu acordei cedo e andei dezenas de quilômetros, sem contar que em nas viagens Santiago-Mendoza, Mendoza-Santiago e Santiago-Guarulhos eu acordei cedo pra caralho. Todos estes vôos foram muito cedo (entre 7 e 8 da matina) e eram vôos internacionais, então tinha que estar no aeroporto 2 horas antes do vôo. Tudo o que eu queria era minha cama e boas noites de sono nos dias que restavam de férias (voltei para BH no dia 9, teria ainda 5 noites de sono). Mas aí....

Quarta feira, entre o vôo de santiago-guarulhos e o vôo guarulhos-BH, eu teria SEIS horas de conexão. SEIS HORAS sem fazer porra nenhuma, cansado e sem poder dormir. A forma de me manter acordado era, acreditem ou não, trabalhar. O que não seria de todo ruim, porque eu pouparia 6 horas extras durante a semana seguinte. Aí comecei a ler email e a cada um dos 300 emails que lia ficava um pouco mais nervoso e preocupado. Quando acabei todos, o resumo da história era o seguinte:

- Não recebemos a multa no projeto A, mas só porque entregamos tudo. Só que vieram uns 100 comentários da documentação que entregamos. Resultado: o cliente ficou mais puto que antes;

- No projeto B, que estava finalizado, tivemos um mega retrabalho, porque, no último desenho a ser feito, descobriram uma interferência gigantesca. Dessas coisas que não consegui entender como ninguém viu antes, porque era tipo um elefante no meio da rua;

- No projeto C, que estava em andamento, viram que fizeram merda e TAMBÉM teve retrabalho. Não era interferência, era erro de engenharia mesmo;

- O projeto D, que estava parado há UM ANO, ficou urgente, porque ia ter uma fiscalização dos bombeiros no cliente e corria o risco de PARAR A PLANTA enquanto ele não estivesse IMPLANTADO em 30 dias. Isso considerando que a engenharia estava em uns 90%;

- O projeto E, que estava sendo retomado a passos de tartaruga porque o cliente não dava informações, também ficou urgente. Urgente tipo: tem que estar implantado até o fim do ano. Considerando que a ENGENHARIA custou alguns milhões, dá pra ter uma idéia do tamanho do projeto, certo? E se eu falar que a engenharia estava em 30%, você sente o drama da brincadeira? E se eu falar que o diretor do cliente ligou para o meu diretor para pedir prioridade no projeto? E entenda como "diretor do cliente" aqueles caras que devem ganhar na casa de milhão por ano.

- No projeto F a coisa estava simples: nas duas semanas que estava fora precisava contratar um cara e comprar alguns equipamentos. Não fizeram nem um nem outro;

- No projeto G, que estava em implantação, tinha que atender a uns comentários do cliente que eu encaminhei na sexta antes de sair de férias. Não tinham nem olhado para os comentários;

- No projeto H, que também estava em implantação, tinha que resolver inconsistências encontradas em campo e que estavam parando a obra;

- O projeto I, que precisava emitir UM DESENHO que ESTAVA PRONTO quando eu saí de férias, ficou esquecido e não o emitiram;

Isso sem contar os projetos J, K e L que estavam atrasados...

Para piorar, um dos caras da minha equipe iria sair de férias na segunda-feira que eu voltaria do trabalho E eu teria uma reunião com a diretoria para mostrar os resultados dos contratos na terça. Mais: não tinham nem COMEÇADO a fazer as apresentações. Plus: com todos estes problemas as margens dos projetos foram para o saco. Pá de cal:
uma das pessoas que trabalha comigo iria para a comercial e eu ganharia um estagiário novinho, cru, para ensinar tudo o que tinha passado o último ano ensinando para a pessoa que foi para o comercial.

Como pode em DUAS SEMANAS dar absolutamente TUDO ERRADO??? Fiquei me perguntando o quanto disso era culpa minha (ainda não cheguei numa conclusão), mas não era só culpa deles. Só que eu tinha que fazer alguma coisa, mesmo estando de férias. E a única coisa que eu poderia fazer era ligações, já que digitar emails gigantes no celular demoraria muito e não resolveria o problema. Minha conta do celular corporativo vai ser uma graça, porque cada ligação foi de 1 hora e liguei para umas 4 pessoas. Eu estava cansado, estressado, nervoso e puto. Não gritei com ninguém, mas acho que nunca fui tão duro com a minha equipe.

E isso eu não tinha nem voltado de férias.... Não consegui dormir direito nenhum dos dias seguintes. Só pensava em trabalho, mesmo não estando trabalhando. Deveria ter trabalhado, pelo menos teria resolvido algumas coisas.

Na segunda-feira a situação era basicamente o seguinte: tudo o que eu não fiz nas duas semanas que eu estava de férias ficou acumulado para ser feito em uma semana, sendo que eu ainda teria que fazer as coisas que ficaram pendentes antes de eu sair de férias e mais o que já estava planejado para a semana. Ou seja: trabalho de 4 semanas em 1.

A quantidade de trabalho não foi como a do post anterior, porque eu já não aguentava mais, mas o nível de stress chegou no ponto mais alto da história. Se eu fumasse teria fumado uns 100 cigarros por dia. Se eu tomasse café, teria tomado uns 2 litros por dia. Mas como eu não fumo nem bebo, quem sofreu foi meu estômago, atacado pelas gastrites, e minha cabeça, atacada pela enxaqueca.

Não consegui resolver tudo, lógico. Fui atacando os problemas e pendências na ordem de importância. O problema é que me arrumaram uma viagem para Manaus na próxima semana e eu vou acumular o trabalho mais uma vez (ou trabalhar em dobro, já que em Manaus isso é bem normal).

Na sexta a tarde, meu corpo já não respondia mais a estimulos. Eu era um zumbi completo: não sentia fome, sede, frio, calor. Minha cabeça já não funcionava. Meu raciocínio, normalmente muito rápido, estava pior que o de uma criança de 3 anos de idade. Tudo o que eu precisava era ir para casa dormir. Mas fiquei no trabalho até umas 20:30 e de lá fui tomar uma merecida cerveja.

Se eu sobreviver até o fim do mês há grandes chances de eu conseguir passar dos 40 anos....