Outro dia eu comentei aqui que a minha empresa “ganhou” dois contratos novos. Esses contratos são de longa duração, mas vão envolver um batalhão de pessoas (umas 70 pessoas no pico). Isso mostra que o prazo, apesar de longo, é apertado. E além de prazo apertado, é com um cliente que não sabe o que é escopo. Literalmente.
Não, eu não estou exagerando. Pelo que me contaram, em uma das reuniões de definição ES escopo antes da assinatura o cara pediu para colocarmos umas atividades que não tinham nada com o projeto. Aí o cara da minha empresa falou “mas isso não é escopo do projeto”. E o cara respondeu: “escopo? O que é isso?”.
Percebe-se que vai ser um projeto complicado. Prazo apertado, muita gente trabalhando em paralelo e cliente tentando colocar coisa nova toda hora. Por conta disso, meu chefe pediu para que eu adiasse as minhas férias pelo menos até o projeto engrenar (ainda tinha 20 dias para tirar do ano passado e estava planejando tirar em outubro, quando acaba um dos contratos de Manaus).
O problema é que são férias compulsórias – vão completar 2 anos que eu deveria ter tirá-las – então teria que tirá-las de qualquer maneira. A solução foi simples: para o DP eu estou de férias, mas continuo trabalhando. Aliás, estou até viajando nas férias, só que a trabalho. E isso tem um potencial de dar merda gigante.
O problema é que ando tão cansado (afinal, nas minhas férias de abril eu não consegui descansar nada) que não sei se vou agüentar até março – quando acho que vou conseguir tirar os meus 20 dias restantes.
Torçam por mim.
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