4 de fev. de 2009

Bem vindo a Inhotim

É, eu sei. Tem um mês que fui a Inhotim. Tava devendo as fotos. E o pior é que faz tanto tempo que nem lembro mais o nome das coisas, então nem tem muito o que falar. Mas vamos lá que vou tentar fazer o melhor.

Inhotim é um museu moderno e arrojado que fica na cidade de Brumadinho, há mais ou menos 80 km de Belo Horizonte. O mapa que é oferecido por eles para chegar lá é meio tosco, mas dá pra chegar mais ou menos tranquilo, se perdendo só uma ou duas vezes.

O lugar é gigantesco e absurdamente bem cuidado. Tem projeto paisagístico muito bacana e as edificações já são obras de arte. São 10 pavilhões com exposições (algumas permanentes) e outras obras que ficam ao ar livre.

A entrada é paga (se não me engano 10 ronaldos por pessoa), mas o estacionamento é "de grátis". TUDO lá dentro é MUITO caro, então recomendo levar uns lanches mocados na mochila (mas não fale pra ninguém que tem rango na mochila). Na entrada eles dão uma mapa que costuma ajudar a andar lá dentro (que não é tão difícil assim). Além disso tem umas visitas guiadas, gratuitas, com horários marcados. Não sei se é bom, porque não utilizei esse serviço.

Uma coisa bem legal (a primeira vista) é que se você não tem câmera par tirar fotos eles emprestam uma pra você, mediante um cheque cueca de 500 ronaldos. Só que pra tirar as fotos da câmera você paga 18 ronalds (segundo eles é pelo CD que vai junto. CDzinho caro esse). E por ser aberto, em todos os lugares tem guarda-chuvas para você usar (esse sim é totalmente livre de taxas para uso).

Fui com Xuxu e o resto da família dela inteira. E como Murphy é meu melhor amigo, choveu no dia que fomos, óbvio. Com isso as fotos externas não ficaram grandes coisas. E as fotos internas, bem, não existem, porque não pode fotografar dentro das galerias. Achei meio páia isso, mas tudo bem. Não tem foto de todos os prédios porque meu telefone deu alguma zica no dia e as fotos não estavam sendo salvas. Fora que as exposições mais legais não estão mais lá ou estavam em obra. Mas chega de bláblábla e vamos às fotos.

Esse primeiro lugar que nós fomos tem essas obras gigantes na parede que me lembraram o episódio de Friends que a Phoebe herda os quadros de uns parentes. O treco é em auto relevo e algumas pessoas são absurdamente bem feitas e realistas, como o guarda aí pra baixo (que na foto não ficou tão realista assim).







Esse outro lugar me lembrou Brasólia. Devo ter sido pelo espelho d'água (MUITO bem feito) e por ser quase todo de concreto.







Uma coisa legal é que em vários lugares tem uns bancos gigantes feitos de árvores mortas (espero). E pra não torrar no sol eles colocam guarda-sol muderno.





E junto desses bancos tem barracas de comida, claro. Essa aí embaixo não tava funcionando, mas tem 2 coisas legais: a corrente na porta da geladeira e a pia bonitona em cima de um troco rústico de madeira.



Apesar de ser proibido, em alguns casos a gente consegue tirar fotos de dentro das galerias, em lugares com bastante vidro. Tipo essa que tirei de um carro todo de madeira (não sei se funciona)



Essas caderinhas aí são bem confortáveis e ficam debaixo de umas árvores, o qu deixa o ambiente fresco. Depois de andar muito, não dá vontade de levantar.



Essa bola aí é uma das mais legais de Inhotim. Dentro é um chafariz que fica jogando água pra cima em pulsos, descompassado com uma luz estroboscópica (essa deu pra tirar foto de dentro). Não recomendo para quem tem epilepsia...





Esse outro lugar tem um caleidoscópio gigante, bem atrás do menino aparecido que pulou na foto. É bem bacana. tem também uns videos muito loucos que não tive paciência para ver.



O próximo prédio parece coisa de Niemeyer (como tudo o que tem umas curvas a mais) e na verdade não tem muita graça. Mas o lugar onde ele fica é muito bacana.





Essa é a ÚNICA galeria que lembro o nome. Mas é porque é tão ruim, mas tão ruim, que não tem como esquecer. Essa e uma outra que nem tirei foto. Pra quem quiser não ir, é a Marcenaria (a outra é a Salcedo)




As esculturas ao ar livre são bem...diferentes. Dá pra ver por essas fotos que tirei.









Como eu disse no começo, o lugar é cheio de plantinhas e natureza. As fotos estão toscas, mas ao vivo é bem bacana...








Nessa foto repara no cano tosco que leva a água para o lago






Nessa foto repara no tamanho da fruta que tem do lado esquerdo. Não sei o que era, mas era mais ou menos do tamanho de uma bola de futebol de salão


O que eu não consegui entender foi por que diabos tem uma Igreja lá dentro. É, uma IGREJA. Será que dá pra casar lá?



Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

3 de fev. de 2009

Selvageria

Quando eu era moleque, com meus no máximo 15 anos, fui a uma rodada dupla no mineirão. Os jogos eram Cruzeiro x Democrata e Atrético x América, nesta ordem. Fui com um vizinho, o pai e a irmã dele, sendo que esta última é atreticana. A idéia era assistir os dois jogos, cada um na sua torcida, encontrar no fim dos jogos e ir embora.

Neste dia, o estádio estava dividido mais ou menos assim:


Começamos errado, porque a tal menina deveria entrar na torcida do Galo, uma vez que estava com uma camisa do Patético na bolsa (que obviamente foi revistada). Passamos ilesos dessa etapa e fomos para a arquibancada. A menina resolveu que assistiria o primeiro jogo na torcida do Cruzeiro e que no intervalo entre jogos iria para a torcida do garnizé.

Terminado o primeiro jogo a menina se desloca para a torcida dos penosos e meu amigo tem uma brilhante idéia: "Ou, vamo assistir o jogo na torcida do mequinha? deve ter uns amigos meus lá.". Como estava de carona, não tinha como falar não, então fomos.

Mas repare bem a imagem acima. Veja que para chegar até a torcida do América teríamos que atravessar TODA a torcida do Galo. Tá, passaríamos pelo anel de fora, com menor chance de ter problema (além do mais nenhum dos dois estava com a camisa do Cruzeiro). Mas ainda assim isso foi de uma burrice tremenda.

Conseguimos chegar vivos até o outro lado, assistimos o jogo tranquilos e, quando faltavam uns 5 minutos para acabar o jogo resolvemos voltar para o lado do cruzeiro. Quando estávamos passando exatamente atrás da Galoucura (a maior torcida organizada do Galo), saiu um arrastão de marginais gritando "Vamo pegá os cruzeirenses!", "É pra matar todo mundo!" e coisas do gênero.

As opções que tínhamos era:

1) Ficar parado e ser atropelado;
2) Encostar na parede e rezar para não cismarem com a gente e resolverem nos matar (para isso poderíamos gritar "Galo! Galo!");
3) Correr junto com eles para não sermos atropelados, correndo o risco de apanhar da polícia.

A opção escolhida foi a segunda. Só que eu não poderia gritar galo, porque na época eu usava aparelho fixo e as borrachinhas que prendem o aparelho eram azuis (por escolha minha). Uns 5 minutos depois os malacos voltaram porque a polícia não deixou que eles passassem para a torcida do cruzeiro (meio óbvio, mas tudo bem).

Nesse dia fiquei pensando: por que diabos uma pessoa resolve bater na outra só porque ele torce para outro time? É mais ou menos a mesma coisa dessas guerras religiosas, um muito pior, porque não tem NADA em jogo. Não é uma luta por um lugar sagrado, não é luta por território, NADA! Porra, é gente que está do outro lado. Poderia ser o contrário e seu filho estar apanhando por nada.

Por que eu lembrei disso? Porque domingo a noite, quando fui levar Xuxu em casa, vi um cara sendo espancado por outros só porque estava com a camisa do time rival. E achei aquilo um absurdo. Só não parei o carro pra ajudar o espancado porque sobraria pra mim. Mas fiquei revoltado com aquilo.

Agora algumas perguntas que até hoje não ser responder sobre o caso contado no início do post:

1) Por que diabos não colocaram a torcida do América junto com a do Cruzeiro, ao invés de colocar ao lado do time rival?
2) Como diabos a polícia não colocou um isolamento do lado de fora do anel superior, impedindo que as pessoas transitassem livremente de uma torcida para a outra?
3) Por que diabos eu usava borrachinhas azuis no aparelho??

Vai entender...

31 de jan. de 2009

Mini Moldem

Eu tenho quase certeza que já coloquei isso aqui, mas como não achei, resolvi postar (notaram que hoje revirei as fotos do celular, né?). Estava com Xuxu no shops quando passamos por uma loja da vivo e vimos isso:


Doeu ler isso.

Centrão de BH

Dia desses aí pra trás fui fazer exame pra poder conseguir entrar no cliente novo. O lugar conveniado é uma clínica que fica em um prédio de BH que achei que NUNCA fosse entrar. Um daqueles em forma de pedaço de pizza da Praça 7. Esse aqui:


As salas da clínica ficam no 18º Andar o que proporcionou essa foto:


A vista é mais legal que a foto. E dá pra ver muita coisa de BH. Mas uma coisa eu digo: o ambiente lá não é dos melhores. Ainda mais para uma clínica médica. Confesso que se eu puder não entrar mais lá ficarei feliz.

Novo Local de Trabalho

Com o projeto novo, mudei de lugar. Saí do meio do andar e fui pra uma das pontas, o que diminuiu absurdamente o barulho. Agora, eu sento aqui:


Atrás de mim tem uma sala de reunião (que ocupa quase metade do andar)

Acabou a paciência

O meu problema com a tim já é de longa data (sem link, porque a pesquisa no blog tá bichada). Eu estava levando numa boa porque tudo o que era cobrado errado era corrigido rapidamente e era devolvido em dobro. Tudo o que tinha que fazer era tirar uma hora por mês para ligar para eles (quando a ligação não caia).

Acontece que nos últimos três meses eles não pagaram o valor em dobro e eu fiquei puto com isso. Principalmente porque eu reclamei uma segunda vez pelo não crédito em dobro e nada foi feito.

Aí resolvi que era hora de dar um basta no problema. Comecei a levantar fatos e dados para poder brigar com eles, desta vez realmente envolvendo Anatel e, quem sabe, o Procom ou pequenas causas.

Catei todas as minhas contas desde janeiro e olhei, uma a uma, para fazer um levantamento de valores cobrados errados, o que havia sido devolvido, quanto tempo demorou para ser devolvido, os protocolos de cada uma das reclamações, o tempo que fiquei em ligação com a TIM (afinal, minha hora é cara e queria cobrar isso na justiça).

Além disso, queria levantar quantas vezes eu liguei para lá pedindo para cancelarem a porra do Prediletos, que vem causando todo este problema, e que não foi feito (mesmo os cornos prometendo que "agora eu retirei do sistema. Pode ficar tranquilo").

O trabalho foi duro e descobri que não tenho a informação de duração das chamadas (muitas foram feitas com o telefone que morreu). Também não tenho todos os protocolos de ligação (só anotei as que importavam). Fora que as ligações que caem no meio não tem protocolos (agora até tem, com a nova lei). Mas consegui levantar bastante informação útil. O principal foi a lei que rege a telefonia móvel no brasil.

Como eu não poderia reclamar antes de pagar a conta (senão não recebo em dobro), estava esperando chegar o dia 8 de fevereiro para começar a brigar. No entanto ontem (ou ante-ontem) a TIM me ligou e falou que analisaram uma reclamação que eu havia feito do valor em dobro de novembro e dezembro e que iriam me pagar. Só que a reclamação já tinha quase um mês. Ou seja: vai pra listinha de fatos e dados.

Agora só estou contando os minutos para fazer as reclamações. Vou reclamar na Anatel assim que desligar o telefone da briga com eles, não importa qual seja o resultado do telefonema. E vou ver com algum amigo "adevogado" se posso processá-los e pedir reembolso pelo tempo que perdi ligando para eles (aliás, se alguém souber por favor me avise).

E para garantir que eles gastem bastante dinheiro comigo, desde Outubro (que foi quando descobri), só ligo para o 0800 deles, do meu telefone fixo. Por que assim eles pagam pela ligação que eu faço e pelo tempo que me deixam esperando e enrolando. Aliás, se você é cliente TIM, faça isso também: 0800 741 4141.

Antes que perguntem: eu ainda não troquei de operador porque tenho uma fidelização e não estou afim de pagar multa. Fora que, querendo ou não, a TIM é a que tem os melhores planos para mim...

30 de jan. de 2009

Crise na veia

A minha empresa é coligada a uma outra, bem maior, que já possui um contrato de longa data no cliente atual. Por conta disso, o presidente da minha empresa negociou com a outra empresa um "empréstimo" de pessoal para algumas tarefas mais, hum, chatas. Tarefas essas que precisa de ter contato dentro do cliente para andar rápido.

Hoje, rolou uma reunião em que esse cara que foi emprestado seria apresentado pra gente. Além dele viria um outro cara que era qualquer coisa comercial da empresa coligada para fazer as apresentações.

Quando o cara comercial chegou, só eu estava na sala, logo fui atendê-lo. Ele pediu desculpas e disse que o outro cara ia atrasar um pouco porque estava finalizando um negócio. E começamos a conversar.

Papo vai, papo vem e descubro que a empresa coligada está sendo realmente afetada pela crise. E que estão cortando cabeças geral por lá. Se tá desalocado, é rua. Não interessa tempo de casa, cargo, etc. O que eu acho uma burrice, como disse segunda.

O presidente da minha empresa, que antes de mais nada pensa nos funcionários, está tentando ajudar o pessoal da coligada com esses empréstimos. Mais ou menos assim: o cara vem, trabalha pra gente, mantem o emprego e é pago pela empresa dele. Nós, ganhamos mão de obra grátis para o projeto e ficamos "devendo uma" pra outra empresa (na verdade eles é que estão devendo muitas, por isso estão emprestando pessoas pra gente).

O tal cara comercial, falou uma porção de vezes, para deixar bem claro: se a gente não aproveitar o cara, ele tá na rua. Por algum motivo achei que era um cara novo, mas quando ele chegou, levei um susto. O cara tem mais de 50 anos, fácil. Cabelo branco e tudo mais.

Nessa hora, caiu a ficha. O cara devia estar próximo de aposentar, não tem ensino superior (é só técnico) e, dificilmente, arrumaria um outro emprego. Ainda mais em época de crise. E o cara do comercial tá que fala que se não aproveitar o cara ele tá na rua. Inclusive na cara dele.

Bateu um sentimento meio estranho e deu pra ver que o Chefe vai fazer de tudo para aproveitar o cara. Mesmo ele não sendo muito útil pra gente agora, vai segurar o cara porque mais pra frente ele pode ser útil.

E fiquei pensando o quanto deve ser difícil pro cara saber que se a gente não aproveitar ele tá na merda...

29 de jan. de 2009

3 divórcios = diretor

Hoje, voltando para a empresa com o Chefe:

- Li um estudo que todos os grandes diretores de empresa do Brasil já tiveram no mínimo 3 divórcios.
- Uai, já tá quase, hein, chefe? - Diz um dos caras da equipe.
- Pois é, só falta mais um. Vou aproveitar o carnaval, arrumar uma esposa e daqui 3 meses, quando separar, vou falar com o presidente da empresa: "Ó, já divorciei 3 vezes. Já posso ser diretor".

Isso porque ele não tem nem 35 anos...

Coincidência

Toda vez que eu tenho problemas com transporte para ir para o local de trabalho eu acabo trabalhando igual um corno no dia. SEMPRE aparecem coisas no nada para fazer "para ontem". Hoje não poderia ser diferente.

Voltando para o trabalho no carro alguém liga para o Líder. Falam que estão precisando da minha ajuda para um assunto que eu conheço bem (o que não é mentira). Aí o Líder fala que estou indo pra empresa e que posso ajudar o pessoal (sem me consultar).

Chego no trabalho e jogam a bomba em mim. Falam o que tem que fazer e depois mandam aquele "essa pica é do aspira". E lá vai o aspira aqui resolver o pepino. Se fosse coisa que dependesse só de mim, tava de boa. O problema é que não era. eu dependia do povo do Rio, da empresa concorrente. Pior: era de um cara que é MUITO ruim de serviço.

Pedi as coisas para ele, "peloamordedeus pra hoje, o mais rápido possível senão eu tô fudido". Oque não sensibilizou muito o cara. Liguei mais umas 2 vezes, mandei email, chorei e consegui. Aí faltava fazer a minha parte. E fiquei a tarde inteira com o trabalho de corno de colocar documentos na rede do cliente, usando um sistema tosco em uma rede pior ainda.

Lá pras 5 horas meu "célebro" já não funcionava mais. Minha vista estava embaçada. O sono estava bravo. Mas continuei bravamente. Na hora que acordei, ainda pensei: "putz, ainda tenho que voltar a pé pra casa". Aí abri a mochila pra guardar o celular e vi a chave do carro. "Ué, porque que a chave do carro está aqui?". Como não descobri a resposta, liguei o foda-se e fui até a empresa, para deixar o notebook.

No meio do caminho, quando vi um carro igual o meu, uns 10 minutos DEPOIS de ter visto a chave do carro, lembrei "caralho, eu tô de carro!". Sério, QUASE que eu volto a pé pra casa e largo meu carro na empresa. E o pior: estava em uma aga que não era minha e que seria usada por alguém amanhã.

Mas pelo menos consegui voltar pra casa rápido...

A maldição do transporte

Definitivamente eu não nasci pra usar de transporte dos outros. Principalmente quando não sou eu que marco. Foi assim em Ponta Grossa, indo pra Itabira, indo pra Seven Lakes (não achei o link), voltando de Pirapora, indo pra Brasólia (duas vezes)... E hoje indo para o Cliente.

Aconteceu o seguinte: o cliente é meio longe e a gente estava indo de carro alugado. Como estava ficando meio caro, ontem conversaram com umas pessoas e conseguiram que a gente fosse no balaio deles. Olharam tudo, pegaram as linhas de ônibus e caminhos. Eu, que não estava lá, pedi para alguém olhar para mim. Olharam. Igual a cara deles.

A menina que olhou falou: "ó, desce tal rua inteira é só parar em algum ponto de ônibus e dar sinal. Qualquer coisa tem um cara da empresa que mora no seu prédio". Nunca troquei mais que duas palavras com meu vizinho, então resolvi acordar mais cedo e esperar o balaio.

Hoje, acordo 5:15 da matina e fico pronto muito mas rápido que o esperado (dado o sono). Saio de casa 6 horas e, saindo, o Véio perguntou:

- Você sabe onde é?
- Mais ou menos, mas vou ficar de olho no tal do vizinho. Qualquer coisa sigo ele.
- Mas e se ele estiver de férias?
- Ah, sem chance.

Cheguei no ponto 6:05 e fiquei esperando. 6:30 eu começo a prestar mais atenção, porque estava quase na hora do balaio passar. Fico olhando para o lado esquerdo, dado que o ônibus desceria a minha rua.

6:32 eu vejo o ônibus passando na minha frente, mas do outro lado da Rua. Penso em correr, mas não daria tempo. Além do mais, o busão deveria descer a rua e na verdade estava subindo. "Ah, ele deve dar a volta na praça que tem no fim da rua".

Levanto e fico à vsita do motorista. 1 minuto e nada. 2 minutos e nada. "Ué, será que ele não desce a rua? Ná, deve ter parado pra pegar alguém". 3 minutos e nada. Resolvo ir para o meio da rua para ver a tal praça. Nada de ônibus. "Fudeu", pensei.

Resolvo ir para a Bandeirantes, dado que, pelo o que a menina havia falado, ela seria buscada depois e o único caminho para ir para lá seria passando pela Bandeirantes. Quando estava perto da minha casa ela liga e pergunta "cadê você?". Falei que ela tinha falado que o busão descia a rua e que na verdade ele sobe. E que iria de carro.

Entrei em casa, nem falei nada com o Véio pra não ouvir algo e ficar puto, peguei a chave do carro e fui para o cliente. Chegando lá, ligo para o líder da equipe e escuto "você perdeu o ônibus, né?". O sangue ferveu, mas aguentei. Deu vontade de falar "não, a anta da menina que me passou a informação errada".

Encontrei com eles e todo mundo ficou falando que eu tinha perdido o ônibus. Puto (mas MUITO puto) fui beber água para não falar merda.

Fizemos o que tinha que fazer e ainda era 10:00 da matina. O busão do pessoal só saia no fim da tarde. Solução: voltar para a empresa. Como? Esparromóvel. "É, agora cês num ficam zuando que eu perdi o balaio, né?", eu disse. Com uma vontade imensa de falar "se fuderam, agora vão ficar mofando aí". Mas acabei dando carona pro povo.

Indo pro carro, ainda "brinquei": "ó, minha gasolina tá acabando. Vou para no posto vai rolar vaquinha de 10 reau de cada um.". O Líder viu a merda e me mandou pedir reembolso por km rodado. Aí não ficou tão ruim assim.

Cara

28 de jan. de 2009

Praticamente um mentor

Eu já comentei aqui que ganhei uma estagiária no fim do ano passado. Essa estagiária não era realmente minha subordinada, mas acabei adotando a menina e tratando como se fosse o líder dela.

O tempo foi passando, a menina foi aprendendo, eu dei conselhos que melhoraram absurdamente o código (sem modéstia nenhuma), fizemos mágica para implementar uma funcionalidade que pediram (essa realmente foi suada) e o meu líder vendo que ela estava mandando bem (e que eu tava cuidando bem dela).

Aí veio a reunião de feedback e o meu líder comentou que tinha gostado que eu tinha adotado a menina, que ela tinha aprendido muito rápido e que estava mandando bem e que eu tinha dado uma ajuda fundamental nisso, até pelos meus anos "fazendo programa no alto da afonso pena" (piada só para Belorizontinos). Aí acendeu uma luzinha em cima da cabeça do meu chefe e 3 coisas aconteceram:

1) ele perguntou que história era aquela de 2 anos fazendo programa. Explique que durante muito tempo fui programador e que a empresa ficava no alto da Afonso Pena. Ele perguntou se eu queria voltar a programar (tem um projeto muito grande começando agora). Falei que por enquanto não.

2) Ele teve a idéia de tirar a menina desse projeto que ela estava (que é interno e não dá retorno) e vai colocar a menina no tal projeto. Perguntou o que eu achava e falei que ela dava conta.

3) Ele voltou a perguntar se eu não animava voltar mexer com programação, porque tava precisando de gente com experiência pra fazer especificação de requisitos e que sabendo que eu tinha essa experiência ficaria mais tranquilo e tal. Falei que não era o meu foco agora, que queria consolidar um pouco meus poucos conhecimentos em GP e tal, mas que se precisasse, "estamos aí".

Acabou a reunião, alguns dias se passaram e durante uma folga que resolvi me dar para esfriar a cuca fui na tal menina ver comé que estavam os trabalhos. Ela falou que tinha terminado o treco que estávamos fazendo e contou que estava indo para outro projeto.

Perguntei se ela tinha gostado e ela disse que "ah, é uma experiência nova", meio com medo do que a esperava. Contei a historinha da minha reunião, que tinha falado que ela estava mandando bem e tal e que seria uma experiência muito boa pra ela, porque ela veria o que é programar de verdade. Que aprenderia muita coisa nova, coisas de outras áreas e que era uma chance ótima para mostrar serviço. Ela ficou toda animada e senti que ela gostou das palavras que eu disse (que eram realmente sinceras).

Saí da mesa dela uma pessoa mais feliz, por ter ajudado alguém que é realmente esforçada e que merece ser vista. Durante essa minha curta vida profissional já vi e sofri muita coisa que acho errado e prometi a mim mesmo não cometer os mesmos erros. Por isso sempre que posso converso com ela sobre o desempenho dela (que é realmente bom), coloco meu lado "líder sindical" pra trabalhar e assim vou tentando fazer a vida de todo mundo melhorar (e a minha também, lógico).

No dia seguinte, do nada, ela veio até a minha mesa e contou que teve a primeira reunião do projeto, que o treco era muito louco, que ia fazer interface com um monte de outros sistemas, que ia ser foda, mas que ela estava super animada.

Fiquei mais feliz ainda e sentindo que vou virar mentor dela...

27 de jan. de 2009

Reunião de Feedback

Acabou que esqueci de comentar aqui como foi a reunião de feedback. A reunião foi na segunda da semana passada a tarde e participaram meu líder e meu antigo chefe. A reunião funciona assim: eu, que fiz a minha auto-avaliação no mês passado, comento o que escrevi em um determinado tópico. Meu líder, comenta sobre o que eles escreveu. E o meu chefe dá "parpites" quando acha que vale a pena.

Eram 4 tópicos: "espírito da empresa", Capacidade profissional, "Planejamento e organização" e "Gestão de Negócio". Para cada um você escolhe uma nota (abaixo da média, na média e acima da média) e coloca porque escolheu isso.

Esses níveis são definidos pela empresa segundo muitos critérios. E é FODA escolher, porque a variação entre s níveis ou é muito grande ou é muito pequena. Tipo: o abaixo da média é um lixão. O na média e o acima da média, em alguns casos, muda apenas uma definição em 20 coisas. E como são muitos itens em cada um dos tópicos, as vezes você era uma coisa de um e uma coisa de outro.

Eu coloquei, respectivamente, acima da média, na média, acima da média e na média. Isso depois de MUITA indecisão. Nos dois que eu coloquei acima da média, foi com convicção. Realmente acho que peguei o espírito da empresa e, modéstia a parte, me planejo bem pra caralho e sou organizado como poucos.

No "capacidade profissional" eu fiquei muito em dúvida. Mas pra não pagar de bomzão, coloquei um médio, até porque quando entrei na empresa não tinha conhecimento nenhum em gerenciamento de projeto. No último dos itens, o "Média" só foi porque o "abaixo da média" era muito lixo. Do que estava previsto nesse item, eu me enquadrava em pouca coisa. Até porque era muito questão de venda e tal e eu não tenho muito dom pra isso.

E lá fui eu pra rônião. Como era a minha primeira avaliação de desempenho, o chefe fez uma abertura, explicando como seria e que a nota final não dizia nada, que os resultados das avaliações só são colhidos em abril e blábláblá. E pediu par eu começar a falar.

Antes de começar dei aquela olhadela na avaliação que meu líder tinha feito para ver se tava batendo com a minha e vi as seguintes notas: Acima da Média, Acima da Média, Média, Acima da Média.

Achei bacana ele ter colocado acima da média para mim nos que eu achava que era a média, mas pô, colocar "média" a minha capacidade de organização e planejamento era forçar a barra. E MUITO. Mas como ele ia ter que falar depois de mim, resolvi esperar para ver o que ele ia argumentar...

No primeiro item, que bateu, ele falou super bem. Falou que eu peguei o espírito da empresa mesmo com pouco tempo de casa e que eu ajudava o pessoal e blábláblá. No segundo, falei que tinha colocado médio por não ter muito conhecimento em GP ele falou que era o contrário, que para ele capacidade profissional é capacidade de aprender e sempre buscar conhecimento, por isso me deu um Acima da média. Achei bacana.

No terceiro item, falei, sem nenhuma modéstia, que achava que me planejava muito bem e era organizado, que nunca ficava até mais tarde porque sabia dosar meu tempo e blábláblá. Ele falou que concordava comigo e que só não me deu um acima da média porque eu trabalhava sozinho e assim não tinha como saber como é meu planejamento quando envolve mais de uma pessoa.

Aí meu chefe interveio e falou que achava que eu merecia um Acima da média porque eu não trabalhava sozinho. Que na verdade meu trabalho era mais difícil que trabalhar em equipe, porque eu tomava conta de 15 projetos e que cada um tinha uma pessoa diferente envolvida. Que eu conseguia me virar com os 15, que cada um estava em um lugar e alguns até em cidades diferentes. Aí eu fiquei felizão.

No último, falei que eu nunca tinha brigado com cliente, sempre tratava bem e tudo mais e deixei mais para o meu líder falar onde ele viu que era acima da média. Mas acabou que o chefe não deixou ele falar, porque começou a comentar o que ele esperava de engenheiros plenos (como eu). E acabou que fiquei sem saber o que o cara tinha escrito.

No fim das contas, saí muito satisfeito. Ví que meu trabalho está sendo reconhecido e que o pessoal está botando fé no em mim.

Agora eu quero saber é quando vou ter aumento, hehe...

26 de jan. de 2009

Cabeças rolando

Fiquei sabendo uns dias aí pra trás, no aniversário da Consultora, que a minha antiga empresa de consultoria está cortando cabeças. Uma amiga (ou conhecida, sei lá) dela tinha sido mandada embora mesmo tendo sido sempre promovida nas avaliações que estavam rolando.

Achei aquilo estranho, mas tudo bem. Tem muita gente aproveitando a desculpa da crise para limpar o quadro inchado. A empresa, que vende planejamento mas não planeja nada, também aproveitou, sem pensar no futuro.

Aí fiquei sabendo que um cara que entrou comigo também foi cortado. O cara tinha pedido pra voltar do exterior, estava sem projeto e foi pra rua. Segundo ele, o critério usado pela empresa foi: gente parada em casa e a média das avaliações. Diz ele que a primeira avaliação dele foi ruim, e isso levou a média lá pra baixo.

Aí fiquei pensando na minha história e que provavelmente também seria cortado se o critério fosse a média. Isso porque tenho certeza que a minha primeira avaliação foi ruim. A questão da alocação eu não sei. Talvez ainda estivesse em BSB, mas nunca se sabe.

O fato é que eu não poderia ter mudado de emprego em hora melhor (pelo menos eu acho).

25 de jan. de 2009

Momento "Hã?"

Agora a pouco, minha mãe me liga. Está falando muito rápido e eu não consigo entender muito bem. Depois de 3 "não entendi, repete", consegui decifrar o seguinte:

- Rápido, pra eu copiar alguma coisa é control o que?
- hã? - perguntei sem entender do que ela estava falando.
- É, pra copiar alguma coisa, é control que tecla?
- Control C. E pra colar Control V - disse eu, bom menino que sou (mas ainda sem entender).
- Deixaa eu.. deu, tchau. Tutututu...

Agora deu um "click" e acho que descobri. Devia ser alguma promoção da de companhia aérea que ela estava tentando comprar e tinha que copiar alguma coisa de um lugar para colar em outro. Pelo menos eu acho.

Mas é ridículo ela não conhecer o bom e velho ctrl+c ctrl+v ctrl+b...

24 de jan. de 2009

Conhecimento demais atrapalha

Ontem, voltando pra casa, passei em frente a uma empresa de foto e filmagem de eventos bem popular aqui de BH. Por algum motivo bizarro e desconhecido, lembrei de um amigo meu que era fotógrafo e que comentou que quando foi ver as fotos de formatura dele discutiu com o vendedor falando que as fotos estavam fora de quadro, com luz ruim, etc.

Aí comecei a pensar o quanto deve ser ruim ser muito bom em alguma coisa (ou pelo menos ter bastante conhecimento nisso) e ver as outras pessoas fazendo cagada em momentos especiais da sua vida (tipo casamento, formatura, etc).

Às vezes eu vejo uns códigos de macro, programas de padaria, etc e fico perguntando como alguém conseguiu fazer aquilo. Isso já me incomoda um pouco, mas não fico me matando por isso (afinal, não sou o mestre da programação e aquilo não interfere na minha vida). Se, mesmo não sendo mestre, aquilo me incomoda, imagina o quando deve ser osso para alguém que sabe pra caralho de alguma coisa ver algo sendo feito errado em um momento especial para ela?

Tipo o casamento do meu chefinho querido. O cara é músico (dizem) e só não tocou no próprio casamento para não correr o risco de ficar nervoso e fazer merda. Aí contratou uma banda (ou pegou a banda da igreja, sei lá) e os caras erraram grotescamente. Mas tão grotescamente que até eu, que não entendo porra nenhuma de música, percebi.

No caso de casamentos, dá pra tomar algumas precauções (como coloquei no post), mas tem alguma situações em que não tem como. Por exemplo uma pessoa que fez teatro indo assistir uma peça. A pessoa acaba ficando tão fixada nos detalhes técnicos que acaba não aproveitando a peça.

Por isso que as vezes acho bom não ter muito conhecimento em uma coisa. Assim, pelo menos, consigo aproveitar um pouco mais as coisas. Mas não é tanto assim, porque as vezes também fico caçando defeitos nas coisas....

23 de jan. de 2009

Ouvi por aí...

O meu chefe, diretor do escritório de BH, conversando com a equipe do projeto:

- Fiquei muito animado com o esquema que o pessoal tá arrumando para o carnaval em diamantina, mas acabei desistindo.
- Ué, por que? - pergunta uma das pessoas.
- Pô, foda. O povo me vê bêbado, fazendo merda, perdem o respeito por mim. Aí vou pra salvador que posso fazer merda a vontade.

22 de jan. de 2009

Cagada inicial

E se o outro projeto teve cagada final esse projeto teve cagada inicial. Tudo porque não usava um servidor com controle de revisões há 2,5 anos e acabei fazendo uma confusão na hora de mandar um arquivo. Foi mais ou menos assim...

Ontem fizemos a reunião no cliente. Eu fiquei responsável por fazer a ata. Fiz e mandei por email para 2 pessoas revisarem. Aí lembrei que deveria ter colocado a porra da ata no servidor de arquivos, para que as pessoas revisassem de lá. Fui lá e taquei o arquivo no servidor. E esqueci de avisar o pessoal.

Aí uma das meninas fez a alteração e me mandou o arquivo por email. Salvei no PC e pensei "vou esperar o outro cara mandar que aí subo a versão final de uma vez no servidor.".

Quando o cara mandou, pra lá de 6 da noite, catei a versão do servidor, fiz as alterações e mandei pro cliente. Nem olhei o resto das coisas. Só a versão que e versão do servidor era a antiga...

Voltei pra casa ontem pensando se tinha feito essa cagada ou não, mas aí resolvi para de pensar porque não tinha nada que eu pudesse fazer. A merda já estava feita e não adiantava voltar pro trabalho pra mandar a nova ata. Mandar ontem ou mandar hoje dava no mesmo...

Hoje, fui olhar e realmente estava errado. Alterei o que tinha que alterar, mandei um email pedindo bilhões de desculpas e perdi alguns pontinhos com o chefe...

21 de jan. de 2009

Cornograma

Como comentei por aqui, fiquei responsável por fazer o cronograma do projeto. Passei o fim de semana fazendo e chegou numa hora que desisti de mexer (cronograma é igual bosta, quanto mais mexe, mais fede). Achei que algumas coisas deveriam ser vistas com o coordenador da equipe, que estava de férias.

Comentei com ele o que eu tinha feito e tal e ele ficou de arrumar e finalizar. E mexeu pra cacete no que eu tinha feito. Aí, voltei do treinamento ontem e ele me mostrou. Aí avisei: "isso aqui o chefe pediu pra diminuir o tempo, isso ele falou pra fazer primeiro e isso tem que inverter com aquilo".

Ele falou que preferia do jeito que estava. Falou que do jeito que eu estava falando ia ficar pior e tudo mais. Com mais alguns argumentos resolvi não falar mais. O cara não ia mudar e, bem, já era mais de 8 da noite.

Hoje, na reunião em que mostraríamos o cronograma para o cliente, meu chefe (que não viu a versão final), deu altas sapatadas no cronograma. E eu lá, só pensando "eu avisei isso" e "eu falei aquilo".

Só não sei se o chefe acha que fui eu que fiz o treco errado. Mas eu avisei que tinha que ser diferente...

Atrasou

Ontem foi dia de acordar de madrugada para fazer (mais) um treinamento de segurança. O treinamento estava marcado para as 7 da matina lá em contagem e um carro ia buscar os 4 que fariam o treinamento, começando o cata jeca às 6.

Se eu fosse sozinho, sairia de casa mais ou menos essa hora. Mas éramos 4 e cada um morando num canto de BH. Com a minha experiência no caminho (faço no mínimo 3 vezes por semana), alertei a menina que marcou o carro na hora que vi o email com os horários: "não vai dar tempo".

Ela falou que dava, eu o pessoal da empresa de transporte corre bastante e blábláblá. Liguei o "foda-se" e deixei pra lá. A minha parte eu tinha feito. E fui fazer outras coisas.

No dia seguinte fiquei pronto as 6. Sabia que não seria esse horário que me buscariam, mas preferi ficar pronto. E esperei. Esperei. Esperei. E o carro passou aqui em casa 6:40. Nem no meu melhor tempo de viagem BH-Contagem, voando baixo, sem trânsito e pegando todos os sinais abertos eu consegui chegar em 20 minutos. Mas tudo bem. Isso porque ainda tinha que pegar mais uma pessoa...

Óbvio que a gente atrasou. E atrasou muito: 20 minutos. A sorte (e isso eu lembrei depois que estava no carro) é que o treinamento não começa realmente às 7 e sim às 8. Eles marcam às 7 para que os atrasado consigam chegar a tempo e para que todos preencham a papelada e tomem um desjejum.

Deu muita vontade de falar "eu avisei", mas preferi ficar quieto...

19 de jan. de 2009

Cagada de Despedida

Sexta passada foi o meu último dia de trabalho para a Maluquete. Eu acho que ela nunca gostou muito de mim, porque vivia ligando para o meu Líder para perguntar coisas que ela sabia que eu que responderia. Mas como nunca tinha feito nada de errado e, que eu saiba, nunca teve reclamação de ninguém, ela não podia reclamar de mim. Até semana passada.

Lá pra quarta ou quinta, quando já estava alocado no outro projeto, mas ainda tinha um resto da OS da Maluquete (que, por sinal, eu nem sabia), o telefone do meu líder tocou. Era ela. Falou que estava rolando auditoria nos projetos e que, vendo um dos que eu acompanhava, viu que a data de fim do projeto no sistema deles estava diferente da data que eu havia colocado no meu último relatório de acompanhamento. E era algo absurdo, tipo: um mês de diferença.

Eu, sem entender nada, falei que a mulher estava maluca (o que é verdade), mas resolvi olhar o que tinha acontecido, só para desencargo. Olha daqui, procura dali, ela liga novamente. Dessa vez, eu atendo o telefone. Falo que a data é a que está no sistema deles, que deve ter tido algum problema, que estava procurando.

Ela, falando que não podia ter datas diferentes, que era um absurdo aquilo, que se a auditoria pegasse ela que levava ferro e tal. Eu, ainda sem entender de onde tinha surgido a data errada, continuei fuçando tudo até que achei de onde tinha saído aquela data.

Na correria de fim de ano, acabei reutilizando um arquivo e esqueci de alterar a data no relatório, que era de outro projeto. Só não sei de que projeto que era, porque NENHUM dos projetos que eu acompanhava terminava naquela data. Vai entender.

Quando descobri isso, falei com meu líder, que falou "deixa quieto. Se ela ligar a gente explica". Mas ela não ligou.

Só que isso certamente não foi bom pra mim...

18 de jan. de 2009

Sistema de ranqueamento de pesquisas

Fui fazer uma pausa no trabalho e resolvi jogar um jogo que viciei desde que ganhei meu Touch: Bubble Breaker. O celular estava longe então resolvi buscar uma versão na net. Abri o google, digitei o nome do jogo, apertei "search" e... apareceram uns botões diferentes ao lado dos resultados.

Curioso, resolvi colocar o mouse em cima para ver se dava alguma dica. Era nada mais nada menos que um botão para promover ou excluir o resultado. Cliquei pra ver o que que dava e apareceu isso aí embaixo:


Caralho, isso é simplesmente genial. Se você viu um site que não tinha nada do que você havia prometido, clica no excluir. Ou se achou algo que procurava lá na décima página e quer promover, só clicar no promover.

Pelo que vi, isso ainda é experimental e não está disponível pra todo mundo. Fora que os mecanismos mágicos de ranqueamento do Google ainda devem ter um peso muito maior na hora de jogar as respostas na tela. Mas de qualquer maneira, isso é MUITO do caralho.

Tenho pena de quem faz esses posts/blogs paraquedistas. Se essa ideia [ortografia nova!] realmente pegar e a galera deixar de ser preguiçosa e ranquear os sites teremos uma internet sem esses links que não tem nada a ver.

É deus evoluindo cada vez mais.

Hoje Estou...

Trabalhando novamente...

Presente

Xuxu viu uma camisa outro dia na internet (acho que até postei aqui, mas não achei) e resolveu me dar de presente. Falou que "era a minha cara". Ó só:


O pior: eu gostei. O pior²: É verdade....

17 de jan. de 2009

Fodido

Cá estou eu, a trabalhar, em plena tarde/noite de sábado. É, acontece nas melhores famílias. Já fiz isso várias vezes e, certamente, não será a última. Mas foi tudo porque me jogaram no projeto de uma hora pra outra, sem ninguém pra tirar dúvidas e tendo que me virar em algo que nunca fiz antes. Normal, também já aconteceu várias outras vezes e não será a última.

Explicando um pouco melhor: quando começou o projeto o meu chefe falou que eu deveria fazer 2 coisas até sexta que vem (23). Que para segunda precisava só do cronograma, e me passou 2 cronogramas que deveriam ser unificados. E o pessoal da equipe me deu mais um cronograma para "ajudar".

Cada cronograma estava de um jeito, contando com mais pessoas que a equipe dispunha e tudo de problemático que você pode imaginar. Diliça, né? E eu nem tinha para quem recorrer, porque o chefe foi ora POA e o coordenador do projeto está de férias até segunda. O resto da equipe está em treinamento, em Salvador. Tinha que me virar.

Aí, depois de uma reunião com o cliente, o que eu deveria fazer para o dia 23 passou a ser para o final de terça, dia 20. Para piorar, marcaram um treinamento de segurança para o dia 20 e dura o dia inteiro. Teria que terminar as coisas até segunda. Só que na segunda eu tenho reunião à tarde. Conclusão: O que era para eu fazer em uma semana terei que fazer em, hum... 2 dias e meio. Sendo que esses 2 dias são hoje e amanhã.

Espero que depois de quarta a minha vida volte a existir. Agora deixa eu voltar a trabalhar...

Hoje Estou...

Trabalhando... É, o projeto novo tá dando trabalho...

Palíndromo

Voltando pra casa um dia desses olhei para o relógio do carro (que está uma hora atrasado) e vi o meu marcador de km rodados. Parei e tirei uma foto (com meu celular, por isso tá tosco):


Sim, eu sou doente.

15 de jan. de 2009

A saga do uniforme

Há mais ou menos 3 meses, quando comecei a participar de reuniões no cliente, meu chefe me mandou solicitar uniformes da empresa. Assim o fiz e, quase um mês depois, depois de eu ter cobrado do pessoal responsável por isso, me entregaram 1 camisa.

Normalmente o Kit Uniforme vem com 2 camisas de manga comprida, 2 camisas polo, 2 calças e uma botina. Sabendo disso questionei a mulher e ela falou "só recebi isso". Achei estranho, mas fiquei quieto, porque como não foi retirado do custo do meu projeto não podia reclamar.

Uns 2 dias depois recebi um email do pessoal do Rio perguntando se eu tinha recebido o material (o cara deu um print na tela e me mandou. Nele estava o kit completo). Falei que não, que tinha recebido apenas uma camisa e copiei a mulher que me entregou o material.

O cara do Rio perguntou se estava correto, porque tinha enviado todo o material (e que tinha um comprovante de envio) e a mulher voltou a falar que tinha só recebido aquilo e tal. Aí falaram que poderia ser problema de logística pra verificar com a secretária (que tinha ACABADO de sair de férias). Eu, quieto. Mas achando muito estranho, porque se foi tudo enviado junto, não poderia ter chegado só uma parte.

Umas duas semanas depois, vi a mulher entregarndo uma camisa de uniforme pra um cara que já tem uniforme e mandei outro email pro pessoal, perguntando: "E aí, galera? Cadê a porra do uniforme?". E o cara respondeu: "conforme o email duas conversas abaixo, o material saiu do Rio no dia tal. Deve ser problema de logística.".

"Só se tiver vindo a pé do Rio, né?", pensei. Mas deixei quieto, porque a secretária ainda estava de férias. E não estava fazendo falta, porque não estava mais tendo reuniões com o cliente. Mas agora, que vou passar a ter mais reuniões, resolvi dar outra cobrada (falando isso, inclusive). Ainda não tive resposta.

Se não der certo, vou ter que tomar atitudes mais drásticas e começar a ser mais, digamos, rude...

13 de jan. de 2009

Ano novo, projeto novo

Semana passada comentei que tinha ganho uma tarefa meio chata, mas que duraria o mês inteiro. Só que a equipe foi bastante eficiente e terminamos todo o trabalho hoje. Sabendo que não teríamos mais o que fazer a partir de amanhã, meu chefe havia comentado que iria me alocar em um projeto novo que começa por agora. Basicamente dividiria o trabalho de gerenciar o projeto com ele.

Eis que estou trabalhando, finalizando o último dos documentos que tinha quando o gerente geral do escritório veio conversar com meu Líder. Falou que havia conversado com meu chefe e que estava precisando de alguém para gerenciar um projeto novo junto com ele (diferente do que o meu chefe havia falado, lógico). E que o meu chefe havia me indicado para tal.

O meu líder explicou que eu estava terminando um treco e que já poderia me alocar no projeto amanhã. "Amanhã não adianta. Preciso pra hoje". E me chamou pra reunião. Explicou o projeto e o que eu faria.

E algumas frase chave foram faladas por ele:
O projeto tem que ser modelo de gerenciamento

O cliente e novo e queremos mostrar que somos capazes

Qualquer frescura o cliente reclama

Projeto de XXX milhões (foi mal, não posso falar o valor)

Mas a que mais marcou foi a seguinte:
Se alguma coisa ser merda, porrada no esparroman. É o seu que tá na reta.

Animador, né?

O pior, é que realmente é. Sinal que estão confiando em mim, mesmo com pouco tempo de casa. E mais: quem costuma mostrar serviço pro Gerente Geral costuma subir muito rápido na empresa. E é a chance que vou ter.

Agora o fato curioso: o cliente, que é novo na minha empresa (na verdade, na filial de BH. Na do Rio já é cliente de longa data), é um velho conhecido meu. É o mesmo cliente de um projeto que implementei há...4 anos.

Projeto esse que me deu visibilidade na minha empresa antiga, nos tempos de programador. E projeto esse que tirou muitas das minhas noites de sono.

Como esse promete tirar...

Café dos aniversariantes

Todo mês a minha empresa faz um café para os aniversariantes do mês. Neste café é dada comida e bebida para os aniversariantes encherem a pança e, no fim, uma lembrança (com o logo da empresa, lógico).

No mês do meu aniversário, no entanto, não teve. E só porque eu queria a mochila que eles elegeram o "presente de aniversário do ano". Sim, porque todo ano muda, pra não correr o risco das pessoas de mais tempo de casa terem estoque de mochilas em casa.

Eu já tinha perguntado para a Secretária, para a mulher do RH e ninguém me falava nada. só falavam que "num sei quem estava olhando". E eu chupando dedo, sem mochila. Não que eu vá usar a mochila (ela não aguenta - sem trema - o tranco do notebook), mas pô, eu quero é brinde.

Ontem, no final da tarde, marcaram o café dos aniversariantes para hoje de manhã. E ao contrário do que aconteceu em todos os outros meses, marcaram café da manhã (antes era no fim da tarde) e no Graciliano (antes era na própria empresa).

O café da tarde do Graciliano é algo "foderástico", como pude verificar na comemoração de fim de ano da minha equipe. E o café da manhã não é diferente. Várias opções de pães, sanduíches, doces (!). Só faltou o pão de queijo (uma falha grave, a meu ver).

Logo que cheguei lá, de cara, uma cena desagradável. Sentei na mesa e vi uma barata passeando pela poltrona bem em frente onde estava sentado. Não estava perto da comida, mas se tem uma barata ali, certamente tem em outros lugares do restaurante (como na cozinha, por exemplo).

Mas como não sou fresco (e comi no bandeco da federal mais da metade do meus 5 anos de faculdade), larguei pra lá e enchi o bucho. Comi tanto que não almocei até agora (19:50. O café terminou às 10 da matina).

E no fim, como era de se esperar, ganhei a minha mochila, completando o kit empresa (pasta, mochila, caneta, bloco de anotações, caneca, garrafa d'água, camisa). Falta ainda uma calça e camisa polo, mas essas eu já desisti de receber (um dia eu conto).

A próxima mendicância será mala de viagem. Mas essa não sei quando/onde vou conseguir ganhar...

12 de jan. de 2009

Marcada

Depois de muito tempo e encheção de saco minha finalmente marcaram a minha reunião de feedback. O estagiário do RH não queria marcar, por eu ter menos de 4 meses de empresa, mas falei que mandaram meu chefe fazer e ele me mandou fazer a auto avaliação.

Falei também que tava quase completando os 4 meses e que as avaliações já estavam preenchidas. Ainda assim o cara ligou pro meu chefe para perguntar se era realmente necessário. O chefe falou que sim e ele marcou pra segunda que vem.

Aguardem histórias...

11 de jan. de 2009

Sotaques incompreensíveis

Ontem fui na tal despedida do cara que trabalha comigo que vai pra alagoas. Tinha pouca gente e a maioria era de fora. A minha empresa tem 4 tipos de pessoas: mineiros, cariocas, potiguares e "pessoas que vieram de santa catarina" catarinenses (valeu, Consultora!). Ontem, era basicamente eu de bh, então tava uma festa de sotaques.

O sotaque do pessoal do sul é bem tranquilo de entender (tirando algumas gírias), mas o do pessoal de Natal, meu amigo... eu não entendia porra nenhuma! Eles falam rápido, embolado, com umas palavras muito estranhas (tipo foderástico)... Teve uma hora que sentei com uns 5 e fiquei totalmente perdido.

Isso considerando que já trabalhei no sul, no centro oeste, no norte de minas (que é quase Bahia, hehe), em Braólia (que é uma salada de sotaques) e conheço gente do norte. Nunca tinha tido problemas pra entender alguém (mas agora, escrevendo o post, lembrei que não foi fác acostumar com o "pronto" do povo da filial do nordeste de um projeto).

Fato é que é estranho pensar que pessoas do mesmo país, falando a mesma língua, não se entendam. Fico imaginando como deve ser na África, onde tem países pequenos com5 línguas oficiais, fora os dialetos...

9 de jan. de 2009

Professor Público

Hoje foi o último dia de um cara da minha equipe na empresa. Não, ele naõ foi mandado embora. Passou num concurso e vai pra Alagoas, dar aula no CEFET de lá. Não sei a questão de salário, mas para ele é uma boa, porque ele é de natal e a distância é bem menor.

Eu, certamente não faria a troca (até porque professor ganha MUITO mal aqui no Brasil) e, sinceramente, ser funcionário público não é o meu sonho (ainda mais professor). Mas se o cara gosta, boa sorte pra ele.

E amanhã tem festa de despedida do cara.

Cena Urbana Bizarra

Dia desses aí pra trás, estava com Xuxu no carro quando paramos em frente a uma faixa de pedestre. Um cara atravessa a rua, mas pisando APENAS nas listas brancas da faixa. Os passos, obviamente, era MUITO grandes o que fazia com que a cena fosse ridícula.

Tá certo que algumas pessoas tem TOC, mas fazer uma coisa dessas na rua, com o sinal pra abrir é demais...

8 de jan. de 2009

Com motivo

Essa eu esqueci de contar aqui. Lembra que eu tinha comentado que ia trabalhar entre natal e ano novo? Pois bem, assim aconteceu. Ajudei os caras e todo mundo ficou feliz.

Na segunda, quando fui comentar com meu chefe que tinha acontecido isso e tal, por isso lancei horas num dia que deveria estar de folga, ele comentou: "uai, mas esses projetos são de fulano".

Eu não sabia, mas como Fulano ia viajar, nem liguei, porque estava aqui em casa, de bobeira. Mas falei brincando "Depois eu cobro duas horas de trabalho dele". E ficou por isso mesmo.

Mais tarde, quando fulano chegou, o meu chefe perguntou se ele tinha ficado por aqui e ele respondeu que sim. Ai falei "pô, e ligaram pra mim? Tinham que ter ligado pra ele!". E meu chefe respondeu (na frente do cara) "Mas ele tem motivo. A irmã dele morreu no dia 23".

Eu, óbvio, não sabia onde enfiava a cara e o que falava com ele. Devem ter passado uns 2 minutos até que caiu a ficha e falei um "sério? Meus pêsames, cara". E só. Tudo o que eu queria era sair dali o mais rápido possível (o que não aconteceu). Depois, óbvio, xinguei meu chefe que não me contou e me deixou passar vergonha.

Para os curiosos: basicamente a menina entrou no banho e não saiu mais. Teve um aneurisma e morreu no box. Aos 24 anos de idade...

7 de jan. de 2009

Começa o ano

Janeiro... Começo do ano... Sem OS... Praticamente férias, né? Péééééé. Mesmo sem OS me botaram pra trabalhar. E de "sem porra nenhuma para fazer por 2 meses" passe para "caralho, estou fudido por 1 mês".

Me passaram uma coisa meio chata pra fazer (criar MODELO de documentos), mas pelo menos isso me obriga a ler o PMBoK. E depois de uma manhã refletindo sobre o que e como fazer e totalmente perdido, consegui engrenar.

E talvez o trabalho de 1 mês seja terminado em 2 semanas...

5 de jan. de 2009

1 Ano

É, queridos amigos. Há um ano Xuxu me aguenta. Eu tenho certeza que não foi uma tarefa fácil, mas fico muito feliz por ela ter se esforçado.

Agradeço aos nossos padrinhos Primo e Lori, que nem devem saber que são nossos padrinhos, mas que possibilitaram o início desta relação. E também à minha querida amiga Consultora, que me deu uma força no início.

Xuxu, muito obrigado por estes ótimos 366 dias juntos.

4 de jan. de 2009

Acabou a festa

Natal já foi. Ano novo também. Agora é voltar a trabalhar e começar 2009 de verdade.

Fiz quase tudo o que tinha planejado para esta folga: formatei os 2 computadores, traduzi as receitas da minha tia, cortei o cabelo, ajudei Xuxu com a planilha que precisava.

Ficou faltando ler o PMBok, mas saiu a versão nova, então naõ foi tão ruim assim não ter começado.

Agora deixa eu terminar de fazer as minhas contas aqui...

Ano Novo, vida nova

Notaram que esse ano não fiz resoluções, né? Pois é, desisti de fazer promessas e não cumprir. Por isso, coloquei apenas 2 metas para 2009: financeira e "banhística" (de peso).

E a minha visão, que em 2008 era "desencalhar", em 2009 passou a ser "passar a morar na casa própria". Vamos ver o que eu consigo fazer...

Ah, uma das coisas que havia planejado fazer em 2008 com Xuxu, ir a Inhotim, foi feita ontem (fotos em breve). Então posso riscar da lista.

Bom 2009 para todos!

31 de dez. de 2008

Retrospectiva 2008

Fim de ano não é fim de ano se não tiver uma retrospectiva. Então vamos lá que o post é grande...

Janeiro

Ah, Janeiro... Ótimas lembranças! Acabou meu projeto em BH, começou o projeto de BSB (no dia seguinte) e, três dias depois... me deram férias. Aproveitei as férias para pegar meu diploma (que finalmente ficou pronto) e comprar gravatas, dado que o projeto novo seria em Brasília.

Mas o mais importante do mês é que Xuxu foi apresentada aos meus queridos leitores (uns 15 dias depois que a gente começou a sair).


Fevereiro

Fevereiro foi o mês da indecisão do projeto de BSB. Foram várias tentativas de iniciar o projeto, mas só conseguimos no final do mês. Foi bom que foram mais algusn dias em BH. E com menos de uma semana já encontrei a Lu Monte lá.

No início do mês teve o encontro da minha empresa, devidamente documentado com o meu celular (na época o fantástico SonyEricsson K310i).

Fui promovido e o blog completou 2000 posts.


Março

Em março teve bastante foto aqui no Blog. Isso porque turistei em BSB e fui para Pessego Verde com Xuxu. Isso porque ainda passei uma semana em BH fazendo curso!

Para me locomover em Brasólia (e fazer algum esporte), comprei uma magrela, que só me deu dor de cabeça.

Consegui um super desconto com a TIM e, neste dia, assinei um contrato com o Diabo, que vem me dando dor de cabeça até hoje.

Abril

Abril, definitivamente, foi o mês de Murphy. Avacalharam a minha comemoração de mêsversário com Xuxu, meu telefone foi pra UTI (e não deu o problema com o "médico", que não pôde fazer nada, mas voltou a chiar no momento que saí da loja), minha bicicleta deu outro problema (desta vez no pedal), viajei de ônibus com asa (que, obviamente, atrasou), quase perdi um vôo e começaram meus problemas com a TIM.

Em compensação o blog completou 2 anos.


Maio

Em maio eu conheci o pessoal blogueiro do DF, meu celular teve que ser sacrificado, quase morri fazendo exercícios no ar seco de BSB e vim de BSB pra BH de balaio, (esquecendo a chave de casa no hotel, em BSB).

No trabalho, levamos um puxão de orelha, o Falador saiu da empresa, definiram Cascão como a minha dupla de projeto, comecei a dar cursos de excel e ganhamos uma sala nova.


Junho

Rerclamei de BSB, C1 foi para um projeto em BSB, chegou a substituta do Falador, acabou a água quente do hotel e finalmente fui para uma das filiais da empresa de BSB.

Fui fazer compras com Xuxu, meu contato com milicos fez com que quisesse me alistar, dei mais um curso de excel e vi um dos shows mais toscos da minha vida.

E o mais importante do mês: Xuxu foi até Brasília.


Julho

Em julho eu inventei que perderia peso (o que naõ aconteceu). Mas trabalhei pra caralho no mês, por ter que fazer o trabalho de 6 meses em 1. Meu Touch chegou das oropa e consegui fazer o bicho falar inglês. Minha empresa me passou um susto, assim como meu notebook.

Meu corpo começou a dar sinais de esgotament (culpa do trabalho), que, mal sabia eu, pioraria depois...


Agosto

Agosto foi o mês que meu corpo desandou de vez por causa do stress causado pelo trabalho (que gerou situações de raiva e de esparros), basicamente por ser assim. Dei mais um curso, e, para piorar, o Roomie me pregou uma peça.

Mas também teve coisa boa. Fui promovido na empresa e na TAM, fui ao Porão do Rock, a um jogo da série B e ao porcão (pela primeira vez) pra relaxar.

Mas o fato mais impressionante é que choveu em BSB depois de 4 meses sem nem uma gota de água caindo do céu.


Setembro

Setembro foi o mês que larguei a consultoria. Até o presidente da empresa de consultoria participou da conversa para tentar me manter lá, mas não adiantou. E mesmo com duas semanas de folga não consegui fazer tudo o que queria.

O emprego novo, no primeiro mês, me matou. Trabalhei pra caralho, inclusive em fins de semana. Tava tão feia a coisa que o Véio voltou das oropa e eu não consegui conversar com ele.

Mas também teve coisa boa no mês: bati minha meta financeira para 2008 e consegui uma foto da Mystery Machine de BH.


Outubro

No início de Outubro o bicho ainda tava pegando no emprego novo. Até carta de desculpas eu mandei aos meus (poucos) leitores. Mas depois acabei colocando ordem na casa.

Após 3 semanas de emprego novo ganhei mais um projeto e fiquei sabendo que ia começar a viajar. Claro que deu merda da primeira vez, mas depois consegui ir.

Fui ao Zoológico com Xuxu (que voltou com um chapéu-girafa), quis matar meus vizinhos e fui chamado de preferido pela avó de Xuxu.


Novembro

novembro não teve muita coisa no trabalho para reclamar. Tirando que herdei todos os projetos que a minha companheira de equipe tinha, foi tudo maromeno tranquilo. Menos quando a Maluquete tinha um dos seus ataques de maluquice, claro.

No campo pessoal, no entanto, o treco foi mais agitado. Conheci a Serra do Cipó, A Obra, fiquei livre do Banco Real, e tive suspeita de dengue (que ficou só na suspeita). Xuxu completou mais um ano de vida e ainda estava doente no dia.

Dezembro

Em dezembro teve o meu aniversário (com direito a presente), a festa de fim de ano da minha empresa, da empresa de Xuxu (quando conheci o Hard Rock Cafe de BH), natal (quando ganhei o presente mais útil da história) e ano novo (sem link, porque ainda não sei prever o futuro. Ainda).

Filosofei bastante neste mês, fiquei puto com um filho de vereador, recebi, finalmente, meu cartão da TAM, um flanelinha fidumégua furou meu pneu (e dei o troco depois). Fui no show da banda mais humilde que já vi e ganhei folga no fim de ano (sem contar como férias!).

30 de dez. de 2008

A indústria da moda e seus tamanhos diminutos

Você já reparou que a cada ano que passa as roupas encolhem mais? Não, não são as suas roupas que encolhem e sim as formas das fábricas/lojas de roupa. Tá, eu sei que ganhei uns quilos de uns anos pra cá, e que isso poderia influenciar, mas acompanhem meu raciocínio....

Em 2006, quando entrei para a consultoria, fui em um loja e comprei várias camisas ara trabalhar. Elas eram tamanho 2 (o que quer que isso signifique). Eram confortáveis, o tamanho das mangas e golas era ideal eu reclamava pouco de ter que usá-las.

No início deste ano, 2008, fiz compras de mais camisas, desta vez para poder ir para Brasília. entrei na loja, a MESMA que tinha comprado em 2006, e falei: quero camisas tamanho 2. A pessoa que me atendeu (não lembro se era homem ou mulher) falou: "acho que pra você tem que ser 4". "4? Mas eu tenho camisas 2 que me servem! E foram compradas nesta mesma loja!", retruquei.

A pessoa, então, trouxe camisas 2 e camisas 4. Vesti as 2, crente que iam ficar jóia e... a gola não fechava. Coloquei as 4 e ficou boa. Fiquei revoltadíssimo. Mesmo com os quilos que ganhei, pô, as camisas 2 que comprei ainda cabem em mim!

Aí, no fim do ano, ganhei uma camisa de aniversário de uma amiga. Ela comprou M (que na verdade parecia P). Ficou apertada, lógico. Fui na loja e pedi uma maior. JURO que não fez diferença NENHUMA no tamanho. Aí pedi uma outra e ficou como as minhas camisas M, compradas há algum tempo, ficam. veja bem: uma camisa GG é do mesmo tamanho que uma camisa M.

Aí fiquei pensando em pessoas um pouco mais altas que eu e fofinhas. As camisas daquela loja certamente não servem nela. será que isso é estratégia da loja, para que apenas pessoas magras vistam suas roupas? Seria isso uma forma de dizer "olha só como nossa marca é legal, todo mundo que veste fica magro"? Ou seria uma imposição da sociedade de que só pessoas magras podem vestir uma roupa legal?

O fato é que eu acho um absurdo isso. Isso só piora a situação dos gordenhos. E eu naõ volto mais naquela loja pra comprar nada, mesmo que as roupas fiquem boas em mim.

26 de dez. de 2008

Presentes repassados

Outro dia comentei aqui que briguei com o Véio por causa da mania deles de dar presentes sem me consultar para ver o que eu queria e/ou precisava. Enquanto estava escrevendo o post cheguei a escrever sobre o processo muito utilizado por ele de repassar presentes. Por algum motivo, acabei desistindo (acho que por vergonha de ato tão deplorável).

Eis que no natal Xuxu ganha alguma coisa de beleza da minha avó. Hidratante, sabonete, sei lá. Ela gostou, minha avó gostou que ela gostou e todos ficaram felizes com a situação. Até que Xuxu foi usar o bagulho e a irmã dela viu que o treco venceu em 2003. É, 2003.

Para algo ter vencido em 2003, tem que estar guardado há MUITO tempo. São 5 anos, cacete! Uma loja não venderia algo que venceu há 5 anos. Ou seja, minha avó repassou este presente, que ganhou de outra pessoa e não gostou. Pior: nem olhou a data de validade.

Eu acho o seguinte: se você ganhou um negócio que não gostou e não tem como trocar, tem que carregar aquele fardo ou DOAR o presente para quem precisa. Repassar presente é algo inadimissível. Ainda mais se o treco está vencido. Eu não sou médico, mas vai que esse treco faz mal? Isso é um absurdo!

O pior é que antes de me contar Xuxu me fez prometer que não comentaria nada com eles. Só que eu fiquei morrendo de sem graceza da situação e puto, mas MUITO puto com a minha família por fazer algo desse tipo. Ainda mais com alguém tão próximo.

Por isso, queridos leitores, se vocês tiverem ganho lago que não gostaram nesse natal, DOEM para quem precisa e não repassem para outras pessoas.

25 de dez. de 2008

Ah é...

Feliz natal a vocês, queridos leitores! Todo aquele blábláblá de fim de ano para vocês. Espero que vocês aproveitem esse dia com a família e com os que amam.

Armado e perigoso

Xuxu, vendo o meu sofrimento com pernilongos, pensou no meu bem estar e me deu o seguinte presente de natal:


Para quem naõ conhece, essa é a melhor forma de matar mosquitos. Nada de spray, coisas para colocar no tomada ou outros métodos antiquados. Essa raquetinha mata os bichos como eles devem morrer: sofrendo.

Basicamente são 2 grades, uma com buracos maiores e uma com buracos bem pequenos, ambas eletrizadas. Aí, quando o mosquito maldito fidumégua estiver te importunando e impedindo do dormir você liga a raquete e começa a jogar tênis, utilizando os zumbidores como bola.

Quando você acerta um, faz um "péc" e você tem a certeza de que exterminou mais um mosquito. É simplesmente lindo.

Agora, quero ver esses malditos tentarem me acordar. vou ter prazer em levantar e matar um por um. =D

O melhor: eles tem baterias recarregáveis com até 600 ciclos de recarga.

23 de dez. de 2008

Agora eu formato!

Quando minha irmã mudou pras oropa, largou o dela pc aqui. Desde então ele está encostado tomando poeira. vendo a situação, queria formatar o bicho e usar como servidor. Mas o Véio não deixava "Ah, vai que sua irmã precisa de algum arquivo".

Depois de umas 5 tentativas acabei desistindo e deixando pra lá. Só que tem uns 2 meses que o Véio tá me enchendo o saco pra formatar bicho. E quanfo falei "uai, agora pode?" ele falou que ela tinha deixado.

Só que eu estava sem saco e falei que algum dia até o fim do ano faria o serviço. Aí no domingo, acordei com um animo diferente e falei: "vou formatar essa porcaria". Para não ter erro, liguei pro Véio e falei:

- Posso formatar o PC da cabeçuda sem dó?
- Ah, num sei, vai que ela vai precisar de alguma coisa... melhor não.
- Ah não! Você ficou enchendo o meu saco pra formatar, agora eu vou formatar.
- E se ela...
- Nem vem, Você tinha falado que podia formatar, agora eu vou formatar.

Pô. enche meu saco pra formatar o treco e quando eu resolvo ele desiste? Aí não, né! Formatei e agora ele tá rodando bonitão aqui.

Inadimissível

Outro dia, enquanto esperava Xuxu, comecei a jogar Lemmings no DOSBox. Joguinho que sempre gostei e que era muito bom (modéstia a parte).

Aí, quando ela perguntou o que eu estava fazendo, falei: "jogando Lemmings". E ela soltou uma frase que me deixou perplexo: "jogando o que?".

Sim, é verdade. Xuxu não conhece Lemmings. Fiquei muito triste, mas vou superar. E se alguém mais não conhece, segue uma imagem do jogo:


Agora uma curiosidade e mais uma mostra de que sou doente: sempre que estou jogando eu presto muita atenção na quantidade de lemmings que preciso salvar e, assim que atinjo o objetivo eu aperto o botão de assassinato coletivo, só pra ver os bichinhos explodirem...

22 de dez. de 2008

Momentos de Tensão

Agora a pouco, 7 e qualquercoisa da noite. Já estou em ritmo de férias. Meu telefone toca. É um número que não conheço.

- Alô.
- Alô, [Meu Nome]?
- É.
- Aqui é [Gerente da minha empresa]. Beleza?
- Tranquilo.
- Me conta uma coisa: como está a sua programação de fim de ano?
"Fudeu. Vão me alocar em um projeto nesse fim de ano, perdi minhas férias. E ainda vão me colocar em um projeto de engenharia, tô fudido"
- Bom, o meu gerente deu folga pra equipe inteira.
- Mas você vai estar em BH?
- Vou sim, por que?
- É que a gente vai precisar subir um cronograma na rede do cliente...
"Ufa. Isso é rapidinho."
- Ah, tranquilo. Só me avisar que eu faço.
- Beleza, te ligo quando for pra fazer.

Desligo o telefone e lembro que não posso fazer isso, porque não tenho mais acesso às dependências do cliente, por ter acabado o contrato. "Pô, se eu ligar e falar isso o cara vai achar que estou de má vontade...". Cinco minutos depois toca novamente meu celular:

- Alô.
- Oi, [meu nome] sou eu novamente. Escuta, fiz uma cagada aqui no sistema do cliente, tem como você me dar uma ajuda?
"caralho o cara vai me fazer sair de casa essa hora da noite?"
- Qual que é o problema?
- Fiz tal e tal coisa, agora naõ consigo resolver.
- Cara, isso só o pessoal do Rio que resolve. E eles só voltam em Janeiro.
- Putz... então tá, valeu.

Aí aproveitei e falei que naõ poderia colocar o cronograma na rede.

E deve ter ficado parecendo que estou fugindo do trabalho....

Sinceridade é um problema

Cheguei em casa hoje após o trabalho e o Véio veio falar comigo:

- Escuta, só tá faltando o seu presente de natal. Comprei umas blusas aqui...
- Cês deviam parar com isso.
- Isso o que?
- Isso de comprar presentes pra mim sem me consultar. Cês compram umas coisas que eu não vou usar nunca.
- Tipo o que?
- Tipo a camisa do chaves (uma camisa que ele comprou pra mim em fortaleza que tem um silk do chaves escrito "ninguém tem paciência comigo"). Eu pergunto o que vocês querem ganhar de natal exatamente pra não dar uma coisa que vocês não vão usar.
- Você é muito mal educado.

E foi embora.

Tá, eu sei que fui extremamente mal educado e que meu pai ficou chateado pra caralho com isso, mas é uma verdade que precisa ser dita. Eu tenho MUITA roupa. Muita MESMO. Só que 90% delas eu não uso exatamente porque alguém me deu e eu não gostei. E não adianta: se eu não gosto de uma roupa eu não uso. Nunca. Nem para agradar quem me deu. E se eu não gosto de uma roupa eu também não compro.

O grande problema é que muitas das camisas que eu ganho eu não tenho como trocar, porque foram compradas no Rio (família da minha mãe) ou nas oropa, de lembrança do Véio, da Véia e de quem viaja pra lá nos últimos 3 anos. E mesmo as que eu ganho, como meu aniversário é próximo do natal, acabo não trocando por preguiça de ir no shops e enfrentar a multidão.

Aí fiquei com peso na consciência de ter falado aquilo pro meu pai, que ficou super chateado, mas aí lembrei de uma amiga deles que sempre dá presentes inúteis e/ou que ele não gosta. E lembrei que ele sempre guarda os presentes e que também nunca usa (além de ficar zoando depois que ganha - Xuxu viu no último fim de semana).

Olha só como é uma situação ruim: a mulher gasta dinheiro e tempo comprando o presente. Ele recebe, agradece, fala que adorou, que vai ser súper útil e enfia no armário. O treco fica lá ocupando espaço (que é coisa escassa aqui no habitáculo) e é esquecido. É uma situação perde-perde.

Lógico que ele naõ vai chegar pra mulher e falar que ela só dá peresente ruim e que ele não gostou. É uma coisa mal educada. Mas eu sou família (e cara dura). TODA a minha família me dá roupas, exatamente porque me vêem sempre com as mesmas. Aí o ciclo continua e vira bola de neve.

Tênis, por exemplo, eu tenho tantos que, abrindo o armário para guardar o que ganhei de aniversário, descobri uns que NUNCA usei. E nem são porque naõ gostei, é simplesmente porque coloco lá e nunca lembro de olhar. Sapato então... tem um com etiqueta ainda!

Só que se você fala que não gostou ou que já tem muito daquilo para a pessoa, você é tachado como mal educado, mal agradecido, reclamão, etc. Só que eu aposto que tem um monte de gente que ganha coisas e que fica guardando porque não gostou. Eu pelo menos falo e evito que isso aconteça novamente.

Sim, eu sou mal educado. E sim, eu sou chato pra cacete pra ganhar presente.

Folga!

Hoje foi meu último dia de trabalho do ano. Agora, só em 2009. Isso porque era pra eu ter trabalhado só até sexta passada, mas inventaram uma reunião hoje que durou o dia inteiro.

Como o cliente vai ter férias coletivas até o dia 5, nós, que temos muitas e muitas horas bestas trabalhadas, vamos folgar e queimar um pouco desse banco de horas virtual.

É bom que nesses dias vou:

1) Formatar o computador que era da minha irmã e estava apanhando poeira na casa da minha tia (e que agora não liga mais) Feito!;
2) Formatar o computador do meu pai, que está uma carroça Feito!;
3) Traduzir umas receitas que minha tia achou bonitas de uma revista alemã Feito!;
4) Ajudar Xuxu com uma planilha Feito!;
5) Voltar a ler o PMBok, com meta de terminar a 1ª leitura (bem superficial).

Tudo isso em 2 semanas...

Fio Terra

Conversa na hora do almoço, com uns amigos, comentando do André Matos:

Eu:
- ...e a Penélope falou em rede nacional, ao vivo, que fazia fio terra nele.
Menina:
- Que que é fio terra? Eu num sei o que é isso não...
Namorado da menina:
- Sabe sim!!!

Silêncio na mesa

Dia do banho

Hoje, saí de casa no horário de sempre: 7:55. Andei 50 metros e cheguei a um prédio que tem umas arvorezinhas. Uma mulher conversava com outra, com uma mangueira com esguicho na mão. Meu estinto aranha sentiu que algo de errado ia acontecer.

Para mostrar que eu estava no caminho e que a mulher naõ inventasse de ligar a mangueira, resolvi passar em frente ela, entre a mangueira e a árvore. Sim, porque se eu passasse atrás da árvore a mulher naõ me veria e eu tomaria água nas pernas (no mínimo).

Eis que, no momento em que eu estava quase entre a mulhere e a árvore a mulher, me vendo, resolve ligar o esguicho. Só que o tiro saiu pela culatra, o esguicho arrebentou e a mangueira começou a jogar água pra tudo quanto é lado, inclusive na mulher e em mim, lógico. Mas foram poucos respingos e poucos minutos depois estava seco. A idiota da mulher nem um "desculpa" falou.

Hora do almoço. Olho para fora e tem um solzinho maroto no céu. Nem me preocupo em levar o guarda-chuva. 40 minutos depois, quando estou saindo do restaurante pra voltar para o trabalho está caindo água pra mais de metro. Como eu tinha reunião, tive que enfrentar. Cheguei no trabalho pingando. E só andei 1 quarteirão.

20 minutos depois o sol já estava novamente brilhando no céu...

21 de dez. de 2008

Tomé no franelinha

O Metal Christmas, do post anterior, foi no Freegells. Estacionar por lá é um problema: apesar de ter uma área militar do lado, os flanelinhas fazem a festa. E o pior é que nem tem estacionamento perto para tentar fugir deles.

Sempre que eu vou lá ou chego cedo e eles ainda não chegaram (logo não dou dinheiro porque não pediram para tomar conta) ou paro longe por chegar mais próximo do início do show e não tem mais vaga perto (logo não tem flanelinha para encher o saco).

Ontem, que cheguei no meio termo, achei uma vaga na porta, mas já tinha flanelinha na porta enchendo o saco. E era daqueles flanelinhas com colete da prefeitura. No que eu estacionei o cara perguntou se eu ia pro Freegells e, ao me ouvir falar sim, falou que era 5 conto na volta.

"5 conto o caralho", comentei com Xuxu depois. Separei 2 conto (só porque não tinha menos) e fiquei pensando numa forma de dar o tomé no cara durante o show inteiro.

Na hora de ir embora, vi o esparromóvel com a palheta de limpar o vidro levantada. Calmamente fui até o carro, abaixei a palheta e, bem devagar, comecei a abrir o carro, sentar, tirar a trava do volante...

O flanelinha tava com pressa e começou a pressionar. Aí soltei um "calma, amigão" e continuei na minha rotina devagar. Ele foi em uns dois carros enquanto eu me preparava para sair. Quando coloquei a chave na ignição ele foi cobrar de um outro cara e eu pensei: "é agora".

Girei a chave e saí voando, sem nem colocar o cinto de segurança. Só faltou eu gritar "perdeu, playboy", mas fiquei com medo do cara tacar uma pedra no carro. Só olhei pelo retrovisor e vi o cara puto, vendo que foi enganado.

Pô, 5 conto eu gastei no ESTACIONAMENTO, com segurança e seguro do Altavilla quando fui no Hard Rock Café. Vê se vou dar a mesma quantia (pelo mesmo período de tempo, diga-se de passagem) para um flanelinha que nem olhou pro meu carro. Sendo que o carro estava estacionado na rua!

Só sei que da próxima vez que for ao freegells vou ter que parar longe ou trocar a placa do carro, hehe.

Metal Christmas

Sexta a noite rolou o Metal Christmas aqui em BH. Foi um show em que tocaram 2 bandas de metal razoavelmente conhecidas: Hangar e André Matos. Ambas as bandas são formadas por ex-integrantes do Angra, que "deram um tempo" e começaram "projetos paralelos".

Eu não conhecia o som de nenhuma das duas (o nome das bandas eu até conhecia), mas fui ao show com Xuxu.

Quem abriu a noite foi o Hangar e fiquei surpreso com o som dos caras. Metalzão, em nada lembra o som do Angra. Além do som, gostei também da humildade dos caras. Pra começar, eles entraram pelo mesmo lugar que todo mundo (sem enfrentar filas, acredito) e passaram no meio da galera.

Durante o show, os caras posavam para foto, faziam caras e bocas pra galera tirar fotos e permitiram que o pessoal da imprensa ficasse no fosso durante todo o show, coisa que nunca tinha visto!

Mais no final, quando estavam fazendo um medley das músicas do Iron Maiden (presente de natal, segundo o vocalista), o vocalista pediu pra galera fazer uma cama de gato e pulou no meio da galera. DUAS VEZES!

No fim do show o vocal falou que a banda ia ficar em algum lugar que esqueci conversando, sando autográfos e tirando fotos "até que o último maluco fosse embora". E realmente ficaram lá no fundo, perto da saída!

E passaram pelo povão diversas vezes. O baixista, que foi e voltou um monte de vezes, pediu licença em TODAS as vezes e pediu desculpas por estar atrapalhando o pessoal. Ele mesmo tirava a grade do lugar e colocava de volta após passar. Achei MUITO do caralho. Eu tinha achado os caras do P.O.D. humildes, mas os do Hangar ganharam de longe!

O segundo show foi o do André Matos. A banda é muito boa, mas o André Matos é difícil de aguentar. O cara é todo estrelinha. Ele já entra no palco depois que a música começou e durante TODO o show ele fica com uma cara de "eu sou melhor que vocês".

Com umas atitudes muito idiotas, ele consegue ser absurdamente antipático. Um exemplo foi na hora que foi para o tecladinho dele. Antes de começar a tocar fez uns gestos com os dedos de como se estivesse falando "ai, ai, vou me preparar para dar um show para vocês, mostrar como eu sou bom".

Quando ia começar a música apertou uma tecla e fez sinal pra galera aplaudir/gritar. Aí apertou duas e fez o mesmo gesto. Assim foi até a quinta vez, quando começou realmente a música (que, pelo jeito, era uma das mais famosas, porque todo mundo gritou e uma menina que estava ao meu lado começou a chorar).

A bada saiu e entrou no palco umas 3 vezes, sendo que em uma delas o guitarrista fez uns solos (bonzinho) e numa outra o baterista, um moleque de 17 anos, deu um show. Sério, foram uns 10 minutos de solo de bateria, mas como eu nunca tinha visto. O moleque tem cara de playboy, meio estilo júnior (da Sandy), mas toca pra caráleo.

E no final, como não podia deixar de ser, o André Zé Ruela Matos tocou uma música no seu tecladinho. E TODO MUNDO da banda saiu do palco, só ele que ficou lá, estragando meus ouvidos e me impedindo de ir pra casa dormir.

Isso pra não falar que ele é um biba e que vai para o palco de fraque e uma blusa toda frufruzenta...