29 de jan. de 2009

A maldição do transporte

Definitivamente eu não nasci pra usar de transporte dos outros. Principalmente quando não sou eu que marco. Foi assim em Ponta Grossa, indo pra Itabira, indo pra Seven Lakes (não achei o link), voltando de Pirapora, indo pra Brasólia (duas vezes)... E hoje indo para o Cliente.

Aconteceu o seguinte: o cliente é meio longe e a gente estava indo de carro alugado. Como estava ficando meio caro, ontem conversaram com umas pessoas e conseguiram que a gente fosse no balaio deles. Olharam tudo, pegaram as linhas de ônibus e caminhos. Eu, que não estava lá, pedi para alguém olhar para mim. Olharam. Igual a cara deles.

A menina que olhou falou: "ó, desce tal rua inteira é só parar em algum ponto de ônibus e dar sinal. Qualquer coisa tem um cara da empresa que mora no seu prédio". Nunca troquei mais que duas palavras com meu vizinho, então resolvi acordar mais cedo e esperar o balaio.

Hoje, acordo 5:15 da matina e fico pronto muito mas rápido que o esperado (dado o sono). Saio de casa 6 horas e, saindo, o Véio perguntou:

- Você sabe onde é?
- Mais ou menos, mas vou ficar de olho no tal do vizinho. Qualquer coisa sigo ele.
- Mas e se ele estiver de férias?
- Ah, sem chance.

Cheguei no ponto 6:05 e fiquei esperando. 6:30 eu começo a prestar mais atenção, porque estava quase na hora do balaio passar. Fico olhando para o lado esquerdo, dado que o ônibus desceria a minha rua.

6:32 eu vejo o ônibus passando na minha frente, mas do outro lado da Rua. Penso em correr, mas não daria tempo. Além do mais, o busão deveria descer a rua e na verdade estava subindo. "Ah, ele deve dar a volta na praça que tem no fim da rua".

Levanto e fico à vsita do motorista. 1 minuto e nada. 2 minutos e nada. "Ué, será que ele não desce a rua? Ná, deve ter parado pra pegar alguém". 3 minutos e nada. Resolvo ir para o meio da rua para ver a tal praça. Nada de ônibus. "Fudeu", pensei.

Resolvo ir para a Bandeirantes, dado que, pelo o que a menina havia falado, ela seria buscada depois e o único caminho para ir para lá seria passando pela Bandeirantes. Quando estava perto da minha casa ela liga e pergunta "cadê você?". Falei que ela tinha falado que o busão descia a rua e que na verdade ele sobe. E que iria de carro.

Entrei em casa, nem falei nada com o Véio pra não ouvir algo e ficar puto, peguei a chave do carro e fui para o cliente. Chegando lá, ligo para o líder da equipe e escuto "você perdeu o ônibus, né?". O sangue ferveu, mas aguentei. Deu vontade de falar "não, a anta da menina que me passou a informação errada".

Encontrei com eles e todo mundo ficou falando que eu tinha perdido o ônibus. Puto (mas MUITO puto) fui beber água para não falar merda.

Fizemos o que tinha que fazer e ainda era 10:00 da matina. O busão do pessoal só saia no fim da tarde. Solução: voltar para a empresa. Como? Esparromóvel. "É, agora cês num ficam zuando que eu perdi o balaio, né?", eu disse. Com uma vontade imensa de falar "se fuderam, agora vão ficar mofando aí". Mas acabei dando carona pro povo.

Indo pro carro, ainda "brinquei": "ó, minha gasolina tá acabando. Vou para no posto vai rolar vaquinha de 10 reau de cada um.". O Líder viu a merda e me mandou pedir reembolso por km rodado. Aí não ficou tão ruim assim.

Cara

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