14 de fev. de 2009

Esparroman x TIM - O fim da saga?

Essa semana foi semana de brigar com a Tim, para não perder o costume. Desta vez, a briga seria feia, porque eles não haviam me pago em dobro os valores cobrados errados em janeiro (de novembro e dezembro eles já haviam me ligado falando que iam pagar) e ainda me cobraram errado neste mês 107 ronaldos. Só que esses 107, ao contrário do que ocorreu em todos os outros meses, não era o valor integral das ligações. Esse mês eu tinha gasto mais que os minutos do meu plano, então teria que fazer uma conta para chegar nos 107.

Cheguei em casa mais ou menos 9 da noite (não lembro o dia) e liguei a primeira vez. Expliquei e na hora de transferir para o setor de contas, caiu. Liguei a segunda e na hora de transferir, caiu. E assim foram mais outras 4 vezes. Na sétima vez que estava ligando consegui falar com o setor de contas.

Expliquei o problema, a mulher entendeu o problema e começou a fazer contas. tava indo direitinho: você tinha tantos minutos para falar, falou tantos, logo gastou tantos a mais. E eu só falando "isso", "exato". Aí fez as contas de quanto esses minutos a mais representavam em ronaldos e chegou em um valor igual ao meu. "caralho, foi muito fácil", pensei. E nesse momento invoquei Morphy.

O que estava indo muito bem virou um problema sério. A mulher achou que teria que me devolver o que eu tinha pago de minutos extrapolados. E não queria entender que estava errada. Depois de umas 3 vezes explicando ela finalmente entendeu. Aí começou a fazer as contas e, nesse momento, pedi a todos os seres supremos do mundo que meu filho não seja atendente da TIM. É, porque eu NUNCA vi alguém inteligente lá. NUNCA.

A mulher estava fazendo a seguinte conta: franquia + valores de minutos a mais = conta total. Até aí, tudo bem, só que eu tinha muitos descontos: ligações cobradas indevidamente em mês anterior e um desconto que A PRÓPRIA TIM me deu na franquia, para me fidelizar mais um ano. E a anta da mulher não queria descontar os valores de desconto. Falou que eu estaria descontando duas vezes. É, também não entendi.

Ela embolou tudo, coitada. E cismou que não poderia tirar o valor, porque este valor era da franquia e que não poderia subtrair, e blábláblá. Foram muitas vezes tentando explicar para ela que ela estava errada até que tive a brilhante ideia de falar o seguinte: "olha só, você tem falado de franquia aí, que é tantos reais, mas esses descontos que você não quer tirar são exatamente descontos na franquia! Olhaí o que está escrito. Se você não retirar este valor, eu não estarei ganhando o desconto que vocês mesmos me deram.".

Nessa hora, acho que ela entendeu a conta (ou desistiu de brigar). Falou simplesmente que ia passar para o setor responsável fazer a análise, porque ela não podia dar um desconto de mais de 100 reais. Criou o pedido e entrariam em contato comigo em até 5 dias úteis.

Aí ela perguntou se tinha mais alguma reclamação. Pela ignorância dela, achei melhor ligar uma outra vez para reclamar da fatura de janeiro. Mas resolvi verificar mais uma coisa que, na minha humilde opinião, era a fonte de todos os problemas: verificar se o número de Xuxu ainda estava cadastrado como prediletos.

Sim, eles já haviam descadastrado o número de Xuxu 2 vezes e não tinha resolvido. Mas eu lembrei que numa das vezes que veio cadastrado para mim, eram 4 cadastros: 3 com o número dela e um com o número errado, que iniciou toda esta confusão. perguntei para a mulher se tinha algum número cadastrado como predileto e ela foi olhar.

Alguns minutos depois falou: "tem o número 9XXX-XXX6 [o número errado] cadastrado. Deixa eu ver se tem mais algum". Mais alguns minutos e ela retorna "tem também o número 9XXX-XXX3 [o número correto]. Deixa eu ver se tem outro.". Minutos depois ela fala "é, são esses". Aí pedi para descadastrar os dois. Foi descadastrado e desliguei.

Liguei novamente e falei das cobranças indevidas de janeiro. A mulher foi rápida e falou que ia encaminhar para o setor responsável e que eles me retornariam com a resposta. Aí aproveitei para perguntar se tinha algum predileto cadastrado. Ea verificou e disse que não, o que é um bom sinal.

Ontem, me ligaram e falaram que vão devolver tudo o que foi cobrado errado (a briga valeu a pena). Vai ser como crédito na fatura do Mês de abril (a de março já estava fechada). E pode ser que a próxima fatura seja a última que eu tenha que ligar reclamando, porque tem todas as ligações feitas em março antes da retirada do prediletos.

Mês que vem eu conto para vocês...

11 de fev. de 2009

Medindo as gordurinhas

A minha empresa tem uma preocupação constante com a saúde dos funcionários. No escritório do Rio até criaram um "Perder para ganhar". Em BH ainda não tem isso, mas estão fazendo uma avaliação física (meia-boca, eu acho) dos funcionários.

Hoje foi a minha vez. Pesaram, mediram a altura, pressão e as gorduras. É, rapá, usaram aquele aparelhinho de medir banha (vulgo espessômetro). Mede o "músculo do tchau", nas costas, o pânceps, a coxa e na dobra do braço, perto do sovaco. Achei estranho medir esse lugar, mas tudo bem.

Os resultados demoram um pouco para sair e a idéia é fazer um acompanhamento trimestral. Vamos ver se agora eu tomo vergonha na cara e levo o gerenciamento de peso mais a sério...

10 de fev. de 2009

Desencontros

Minha família vive reclamando que eu não vou ao Rio. Tenho minhas razões (calor, sol, umidade, cariocas folgados, segurança, entre outros) e realmente vou o mínimo possível pra lá (a cada dois anos, no natal, e olhe lá!).

Só que como a matriz da minha empresa fica na cidade calamitosa, uma hora ou outra eu teria que ir até lá. E esse dia chegou: 16/02. Vou pra lá fazer um curso para esse projeto novo, coisa rápida, um dia (na verdade 3 horas). Só para ganhar milhas (quer dizer, espero que pelo menos ganhe milhas).

Mas veja que Murphy é o cara e me odeia: no ÚNICO dia do ano em que vou para o Rio minha família não estará lá. É que no dia 16 é o aniversário da minha irmã, e todo mundo vem pra BH pra comemorar com ela. Afinal, a chance de ela estar no Brasil em outro aniversário é pequena.

Mas pelo menos vou poder falar para a minha família que já fui ao Rio em 2009 e que agora só em 2011...

9 de fev. de 2009

Brindes

No sábado fui fazer compras de mantimentos e carreguei 2 pacotes de pão de queijo (tava barato), entre outras coisas. Na hora de passar no caixa a mulher parou de passar os produtos e perguntou: "Pra que time você torce?".

Não entendi a razão da pergunta. Meditei durante uns 2 segundos, e pensei "ah, deve ser para dar alguma informação sobre o jogo". Jogo este que estava sendo transmitido no rádio de alguém do lugar. Então respondi: "Cruzeiro".

A mulher abaixou e catou um pote, dizendo: "quem compra 2 pacotes de pão de queijo ganha esse pote.". Não estava esperando aquilo, mas mendigo que sou, não reclamei. O pote não é grande e nem útil, mas serve pra guardar tralha. Olha ele aí embaixo:



Adoro ganhar coisas...

8 de fev. de 2009

Cena Urbana Bizarra

Dia desses ai para trás estava sentado na minha mesa quando um povo saiu de uma reunião da sala que fica atrás de mim. Um dos caras fala "então beleza, deixa eu ir trabalhar".

O cara deu meia volta e começou a cantar "tan tan tan, tatanam, tantaram" (música do Darth Vader).

Esse é o mesmo cara que conseguiu ser atropelado dentro do campus da UFMG e ainda foi fazer prova depois...

5 de fev. de 2009

Maldita TI

Eu não tenho muito o que reclamar da minha empresa, por incrível que pareça. Ela tem os seus problemas e amadorismos como qualquer outra, mas isso não me incomoda (só de vez em quando, quando por conta desses erros eu trabalho igual um corno). O que me incomoda MUITO, mas muito MESMO é a TI.

Pra começar, TODOS os nossos serviços ficam no Rio: servidor de email, servidor de arquivo, servidor de projetos, lançamento de horas, tudo. E o link para o Rio está dimensionado para o tempo que a empresa ocupava um andar. Hoje são 3. Fora que o link cai no mínimo uma vez por semana.

Até umas três semanas atrás isso não me incomodava muito, porque eu não precisava dos servidores para trabalhar. Só que nesse projeto novo a gente está usando TUDO no servidor do Rio. E com isso os problemas apareceram. Usar o servidor de arquivos é praticamente impossível. Para baixar um documento pequeno (2 Mb) demora uns 2 minutos. Sem brincadeira. E como toda hora eu tenho que consultar alguma coisa, fica impraticável.

E quando cai o link? A gente simplesmente não trabalha e fica isolado do mundo. É, porque a gente não pode ter nenhum arquivo no computador. Tem que ser tudo no servidor. Aí cai o link e a gente não consegue pegar os arquivos. Mas isso eu não respeito muito. De tempos em tempos eu copio tudo pra minha máquina, pra não correr esses riscos. Ainda mais que vira e mexe eu tenho que ir pro cliente fazer reunião e posso precisar de um arquivo. E o email? Também ficamos sem, porque o servidor também fica no Rio. De vez em quando dá pra se virar com o Webmail, mas mesmo assim é tenso.

O pior é que eu descobri essa semana que SÓ o nosso escritório que usa esses servidores. Porra, porque não coloca o servidor aqui em BH então? Diz que até o diretor de BH já pediu pro cara instalar o servidor aqui e não adianta. Segundo o diretor de TI, por segurança. Eu nem me dou o trabalho de comentar isso... E agora diz que vão colocar em todos os escritórios. Quero só ver os servidores trabalhando com todo mundo acessando. Num vai durar uma semana esse treco...

Aí hoje estava trabalhando quando recebi um termo de uso do notebook. Eu já uso o notebok há 5 meses e agora que eles resolveram passar esse termo. E foi pra TODO MUNDO. Mas esse não é o problema. O problema é o que está escrito nele.

Sem brincadeira, eu ri quando li. E falei para o cara da TI (que, coitado, não tinha nada com a história): "eu não vou assinar isso". E todo mundo da empresa falou a mesma coisa. E com razão! Entre os absurdos que estão no termos, destaco alguns:
  • Não é permitido andar de ônibus e metro com o computador;
  • Não andar com o computador na rua;
  • Ao levar o computador para casa, pender com a trava que é fornecida (aqueles cabos de aço vagabundos);
  • Não guardar arquivos de projetos (você pode esquecer no cliente e alguém acessar a informação)
  • Não guardar arquivos pessoais no computador;
  • Em caso de problema com o notebook o funcionário é responsável (não importa o motivo do estrago);
  • Em caso de perda, roubo ou furto o funcionário deve ressarcir a empresa.

Aí vieram os questionamentos:
  • A empresa vai pagar o taxi quando eu tiver que trazer o computador pra casa? (até vai, mas sai do custo do projeto, o que aumenta os custos para o cliente ou reduz o lucro da empresa);
  • Tem um cliente nosso que fica há uns 5 quarteirões da empresa. Cliente esse que muitas pessoas vão e voltam 3, 4 vezes ao dia. Tem que ir de taxi?
  • Eles não conhecem criptografia? Se tem medo de roubo da informação, basta criptografá-la;
  • Às vezes tenho que pegar o transporte do cliente e tenho que andar até o ponto. Vou pegar um taxi para andar 2 quarteirões?
  • Se acontecer algum acidente (tipo eu deixar o computador na empresa e alguem derrubá-lo no chão) eu que vou pagar?
  • Se eu for assaltado (mesmo que seja dentro de um taxi, seguindo as regras da empresa) eu vou ter que PAGAR pelo computador?
  • E se o cara for assaltado enquanto estiver indo buscar o carro no estacionamento? É, porque nem todo mundo tem estacionamento no prédio e tem que se virar para parar o carro na rua ou em estacionamentos. Vai pegar um taxi até o carro?;

Ninguém assinou, óbvio. O meu gerente cobrou explicações do diretor da TI, que falou que vai ter que rever e tal. Mas isso, somado ao problema dos servidores, me deixou absurdamente puto e com vontade de mandar o cara vir trabalhar aqui uma semana para ver se tem como trabalhar...

4 de fev. de 2009

Bem vindo a Inhotim

É, eu sei. Tem um mês que fui a Inhotim. Tava devendo as fotos. E o pior é que faz tanto tempo que nem lembro mais o nome das coisas, então nem tem muito o que falar. Mas vamos lá que vou tentar fazer o melhor.

Inhotim é um museu moderno e arrojado que fica na cidade de Brumadinho, há mais ou menos 80 km de Belo Horizonte. O mapa que é oferecido por eles para chegar lá é meio tosco, mas dá pra chegar mais ou menos tranquilo, se perdendo só uma ou duas vezes.

O lugar é gigantesco e absurdamente bem cuidado. Tem projeto paisagístico muito bacana e as edificações já são obras de arte. São 10 pavilhões com exposições (algumas permanentes) e outras obras que ficam ao ar livre.

A entrada é paga (se não me engano 10 ronaldos por pessoa), mas o estacionamento é "de grátis". TUDO lá dentro é MUITO caro, então recomendo levar uns lanches mocados na mochila (mas não fale pra ninguém que tem rango na mochila). Na entrada eles dão uma mapa que costuma ajudar a andar lá dentro (que não é tão difícil assim). Além disso tem umas visitas guiadas, gratuitas, com horários marcados. Não sei se é bom, porque não utilizei esse serviço.

Uma coisa bem legal (a primeira vista) é que se você não tem câmera par tirar fotos eles emprestam uma pra você, mediante um cheque cueca de 500 ronaldos. Só que pra tirar as fotos da câmera você paga 18 ronalds (segundo eles é pelo CD que vai junto. CDzinho caro esse). E por ser aberto, em todos os lugares tem guarda-chuvas para você usar (esse sim é totalmente livre de taxas para uso).

Fui com Xuxu e o resto da família dela inteira. E como Murphy é meu melhor amigo, choveu no dia que fomos, óbvio. Com isso as fotos externas não ficaram grandes coisas. E as fotos internas, bem, não existem, porque não pode fotografar dentro das galerias. Achei meio páia isso, mas tudo bem. Não tem foto de todos os prédios porque meu telefone deu alguma zica no dia e as fotos não estavam sendo salvas. Fora que as exposições mais legais não estão mais lá ou estavam em obra. Mas chega de bláblábla e vamos às fotos.

Esse primeiro lugar que nós fomos tem essas obras gigantes na parede que me lembraram o episódio de Friends que a Phoebe herda os quadros de uns parentes. O treco é em auto relevo e algumas pessoas são absurdamente bem feitas e realistas, como o guarda aí pra baixo (que na foto não ficou tão realista assim).







Esse outro lugar me lembrou Brasólia. Devo ter sido pelo espelho d'água (MUITO bem feito) e por ser quase todo de concreto.







Uma coisa legal é que em vários lugares tem uns bancos gigantes feitos de árvores mortas (espero). E pra não torrar no sol eles colocam guarda-sol muderno.





E junto desses bancos tem barracas de comida, claro. Essa aí embaixo não tava funcionando, mas tem 2 coisas legais: a corrente na porta da geladeira e a pia bonitona em cima de um troco rústico de madeira.



Apesar de ser proibido, em alguns casos a gente consegue tirar fotos de dentro das galerias, em lugares com bastante vidro. Tipo essa que tirei de um carro todo de madeira (não sei se funciona)



Essas caderinhas aí são bem confortáveis e ficam debaixo de umas árvores, o qu deixa o ambiente fresco. Depois de andar muito, não dá vontade de levantar.



Essa bola aí é uma das mais legais de Inhotim. Dentro é um chafariz que fica jogando água pra cima em pulsos, descompassado com uma luz estroboscópica (essa deu pra tirar foto de dentro). Não recomendo para quem tem epilepsia...





Esse outro lugar tem um caleidoscópio gigante, bem atrás do menino aparecido que pulou na foto. É bem bacana. tem também uns videos muito loucos que não tive paciência para ver.



O próximo prédio parece coisa de Niemeyer (como tudo o que tem umas curvas a mais) e na verdade não tem muita graça. Mas o lugar onde ele fica é muito bacana.





Essa é a ÚNICA galeria que lembro o nome. Mas é porque é tão ruim, mas tão ruim, que não tem como esquecer. Essa e uma outra que nem tirei foto. Pra quem quiser não ir, é a Marcenaria (a outra é a Salcedo)




As esculturas ao ar livre são bem...diferentes. Dá pra ver por essas fotos que tirei.









Como eu disse no começo, o lugar é cheio de plantinhas e natureza. As fotos estão toscas, mas ao vivo é bem bacana...








Nessa foto repara no cano tosco que leva a água para o lago






Nessa foto repara no tamanho da fruta que tem do lado esquerdo. Não sei o que era, mas era mais ou menos do tamanho de uma bola de futebol de salão


O que eu não consegui entender foi por que diabos tem uma Igreja lá dentro. É, uma IGREJA. Será que dá pra casar lá?



Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

3 de fev. de 2009

Selvageria

Quando eu era moleque, com meus no máximo 15 anos, fui a uma rodada dupla no mineirão. Os jogos eram Cruzeiro x Democrata e Atrético x América, nesta ordem. Fui com um vizinho, o pai e a irmã dele, sendo que esta última é atreticana. A idéia era assistir os dois jogos, cada um na sua torcida, encontrar no fim dos jogos e ir embora.

Neste dia, o estádio estava dividido mais ou menos assim:


Começamos errado, porque a tal menina deveria entrar na torcida do Galo, uma vez que estava com uma camisa do Patético na bolsa (que obviamente foi revistada). Passamos ilesos dessa etapa e fomos para a arquibancada. A menina resolveu que assistiria o primeiro jogo na torcida do Cruzeiro e que no intervalo entre jogos iria para a torcida do garnizé.

Terminado o primeiro jogo a menina se desloca para a torcida dos penosos e meu amigo tem uma brilhante idéia: "Ou, vamo assistir o jogo na torcida do mequinha? deve ter uns amigos meus lá.". Como estava de carona, não tinha como falar não, então fomos.

Mas repare bem a imagem acima. Veja que para chegar até a torcida do América teríamos que atravessar TODA a torcida do Galo. Tá, passaríamos pelo anel de fora, com menor chance de ter problema (além do mais nenhum dos dois estava com a camisa do Cruzeiro). Mas ainda assim isso foi de uma burrice tremenda.

Conseguimos chegar vivos até o outro lado, assistimos o jogo tranquilos e, quando faltavam uns 5 minutos para acabar o jogo resolvemos voltar para o lado do cruzeiro. Quando estávamos passando exatamente atrás da Galoucura (a maior torcida organizada do Galo), saiu um arrastão de marginais gritando "Vamo pegá os cruzeirenses!", "É pra matar todo mundo!" e coisas do gênero.

As opções que tínhamos era:

1) Ficar parado e ser atropelado;
2) Encostar na parede e rezar para não cismarem com a gente e resolverem nos matar (para isso poderíamos gritar "Galo! Galo!");
3) Correr junto com eles para não sermos atropelados, correndo o risco de apanhar da polícia.

A opção escolhida foi a segunda. Só que eu não poderia gritar galo, porque na época eu usava aparelho fixo e as borrachinhas que prendem o aparelho eram azuis (por escolha minha). Uns 5 minutos depois os malacos voltaram porque a polícia não deixou que eles passassem para a torcida do cruzeiro (meio óbvio, mas tudo bem).

Nesse dia fiquei pensando: por que diabos uma pessoa resolve bater na outra só porque ele torce para outro time? É mais ou menos a mesma coisa dessas guerras religiosas, um muito pior, porque não tem NADA em jogo. Não é uma luta por um lugar sagrado, não é luta por território, NADA! Porra, é gente que está do outro lado. Poderia ser o contrário e seu filho estar apanhando por nada.

Por que eu lembrei disso? Porque domingo a noite, quando fui levar Xuxu em casa, vi um cara sendo espancado por outros só porque estava com a camisa do time rival. E achei aquilo um absurdo. Só não parei o carro pra ajudar o espancado porque sobraria pra mim. Mas fiquei revoltado com aquilo.

Agora algumas perguntas que até hoje não ser responder sobre o caso contado no início do post:

1) Por que diabos não colocaram a torcida do América junto com a do Cruzeiro, ao invés de colocar ao lado do time rival?
2) Como diabos a polícia não colocou um isolamento do lado de fora do anel superior, impedindo que as pessoas transitassem livremente de uma torcida para a outra?
3) Por que diabos eu usava borrachinhas azuis no aparelho??

Vai entender...

31 de jan. de 2009

Mini Moldem

Eu tenho quase certeza que já coloquei isso aqui, mas como não achei, resolvi postar (notaram que hoje revirei as fotos do celular, né?). Estava com Xuxu no shops quando passamos por uma loja da vivo e vimos isso:


Doeu ler isso.

Centrão de BH

Dia desses aí pra trás fui fazer exame pra poder conseguir entrar no cliente novo. O lugar conveniado é uma clínica que fica em um prédio de BH que achei que NUNCA fosse entrar. Um daqueles em forma de pedaço de pizza da Praça 7. Esse aqui:


As salas da clínica ficam no 18º Andar o que proporcionou essa foto:


A vista é mais legal que a foto. E dá pra ver muita coisa de BH. Mas uma coisa eu digo: o ambiente lá não é dos melhores. Ainda mais para uma clínica médica. Confesso que se eu puder não entrar mais lá ficarei feliz.

Novo Local de Trabalho

Com o projeto novo, mudei de lugar. Saí do meio do andar e fui pra uma das pontas, o que diminuiu absurdamente o barulho. Agora, eu sento aqui:


Atrás de mim tem uma sala de reunião (que ocupa quase metade do andar)

Acabou a paciência

O meu problema com a tim já é de longa data (sem link, porque a pesquisa no blog tá bichada). Eu estava levando numa boa porque tudo o que era cobrado errado era corrigido rapidamente e era devolvido em dobro. Tudo o que tinha que fazer era tirar uma hora por mês para ligar para eles (quando a ligação não caia).

Acontece que nos últimos três meses eles não pagaram o valor em dobro e eu fiquei puto com isso. Principalmente porque eu reclamei uma segunda vez pelo não crédito em dobro e nada foi feito.

Aí resolvi que era hora de dar um basta no problema. Comecei a levantar fatos e dados para poder brigar com eles, desta vez realmente envolvendo Anatel e, quem sabe, o Procom ou pequenas causas.

Catei todas as minhas contas desde janeiro e olhei, uma a uma, para fazer um levantamento de valores cobrados errados, o que havia sido devolvido, quanto tempo demorou para ser devolvido, os protocolos de cada uma das reclamações, o tempo que fiquei em ligação com a TIM (afinal, minha hora é cara e queria cobrar isso na justiça).

Além disso, queria levantar quantas vezes eu liguei para lá pedindo para cancelarem a porra do Prediletos, que vem causando todo este problema, e que não foi feito (mesmo os cornos prometendo que "agora eu retirei do sistema. Pode ficar tranquilo").

O trabalho foi duro e descobri que não tenho a informação de duração das chamadas (muitas foram feitas com o telefone que morreu). Também não tenho todos os protocolos de ligação (só anotei as que importavam). Fora que as ligações que caem no meio não tem protocolos (agora até tem, com a nova lei). Mas consegui levantar bastante informação útil. O principal foi a lei que rege a telefonia móvel no brasil.

Como eu não poderia reclamar antes de pagar a conta (senão não recebo em dobro), estava esperando chegar o dia 8 de fevereiro para começar a brigar. No entanto ontem (ou ante-ontem) a TIM me ligou e falou que analisaram uma reclamação que eu havia feito do valor em dobro de novembro e dezembro e que iriam me pagar. Só que a reclamação já tinha quase um mês. Ou seja: vai pra listinha de fatos e dados.

Agora só estou contando os minutos para fazer as reclamações. Vou reclamar na Anatel assim que desligar o telefone da briga com eles, não importa qual seja o resultado do telefonema. E vou ver com algum amigo "adevogado" se posso processá-los e pedir reembolso pelo tempo que perdi ligando para eles (aliás, se alguém souber por favor me avise).

E para garantir que eles gastem bastante dinheiro comigo, desde Outubro (que foi quando descobri), só ligo para o 0800 deles, do meu telefone fixo. Por que assim eles pagam pela ligação que eu faço e pelo tempo que me deixam esperando e enrolando. Aliás, se você é cliente TIM, faça isso também: 0800 741 4141.

Antes que perguntem: eu ainda não troquei de operador porque tenho uma fidelização e não estou afim de pagar multa. Fora que, querendo ou não, a TIM é a que tem os melhores planos para mim...

30 de jan. de 2009

Crise na veia

A minha empresa é coligada a uma outra, bem maior, que já possui um contrato de longa data no cliente atual. Por conta disso, o presidente da minha empresa negociou com a outra empresa um "empréstimo" de pessoal para algumas tarefas mais, hum, chatas. Tarefas essas que precisa de ter contato dentro do cliente para andar rápido.

Hoje, rolou uma reunião em que esse cara que foi emprestado seria apresentado pra gente. Além dele viria um outro cara que era qualquer coisa comercial da empresa coligada para fazer as apresentações.

Quando o cara comercial chegou, só eu estava na sala, logo fui atendê-lo. Ele pediu desculpas e disse que o outro cara ia atrasar um pouco porque estava finalizando um negócio. E começamos a conversar.

Papo vai, papo vem e descubro que a empresa coligada está sendo realmente afetada pela crise. E que estão cortando cabeças geral por lá. Se tá desalocado, é rua. Não interessa tempo de casa, cargo, etc. O que eu acho uma burrice, como disse segunda.

O presidente da minha empresa, que antes de mais nada pensa nos funcionários, está tentando ajudar o pessoal da coligada com esses empréstimos. Mais ou menos assim: o cara vem, trabalha pra gente, mantem o emprego e é pago pela empresa dele. Nós, ganhamos mão de obra grátis para o projeto e ficamos "devendo uma" pra outra empresa (na verdade eles é que estão devendo muitas, por isso estão emprestando pessoas pra gente).

O tal cara comercial, falou uma porção de vezes, para deixar bem claro: se a gente não aproveitar o cara, ele tá na rua. Por algum motivo achei que era um cara novo, mas quando ele chegou, levei um susto. O cara tem mais de 50 anos, fácil. Cabelo branco e tudo mais.

Nessa hora, caiu a ficha. O cara devia estar próximo de aposentar, não tem ensino superior (é só técnico) e, dificilmente, arrumaria um outro emprego. Ainda mais em época de crise. E o cara do comercial tá que fala que se não aproveitar o cara ele tá na rua. Inclusive na cara dele.

Bateu um sentimento meio estranho e deu pra ver que o Chefe vai fazer de tudo para aproveitar o cara. Mesmo ele não sendo muito útil pra gente agora, vai segurar o cara porque mais pra frente ele pode ser útil.

E fiquei pensando o quanto deve ser difícil pro cara saber que se a gente não aproveitar ele tá na merda...

29 de jan. de 2009

3 divórcios = diretor

Hoje, voltando para a empresa com o Chefe:

- Li um estudo que todos os grandes diretores de empresa do Brasil já tiveram no mínimo 3 divórcios.
- Uai, já tá quase, hein, chefe? - Diz um dos caras da equipe.
- Pois é, só falta mais um. Vou aproveitar o carnaval, arrumar uma esposa e daqui 3 meses, quando separar, vou falar com o presidente da empresa: "Ó, já divorciei 3 vezes. Já posso ser diretor".

Isso porque ele não tem nem 35 anos...

Coincidência

Toda vez que eu tenho problemas com transporte para ir para o local de trabalho eu acabo trabalhando igual um corno no dia. SEMPRE aparecem coisas no nada para fazer "para ontem". Hoje não poderia ser diferente.

Voltando para o trabalho no carro alguém liga para o Líder. Falam que estão precisando da minha ajuda para um assunto que eu conheço bem (o que não é mentira). Aí o Líder fala que estou indo pra empresa e que posso ajudar o pessoal (sem me consultar).

Chego no trabalho e jogam a bomba em mim. Falam o que tem que fazer e depois mandam aquele "essa pica é do aspira". E lá vai o aspira aqui resolver o pepino. Se fosse coisa que dependesse só de mim, tava de boa. O problema é que não era. eu dependia do povo do Rio, da empresa concorrente. Pior: era de um cara que é MUITO ruim de serviço.

Pedi as coisas para ele, "peloamordedeus pra hoje, o mais rápido possível senão eu tô fudido". Oque não sensibilizou muito o cara. Liguei mais umas 2 vezes, mandei email, chorei e consegui. Aí faltava fazer a minha parte. E fiquei a tarde inteira com o trabalho de corno de colocar documentos na rede do cliente, usando um sistema tosco em uma rede pior ainda.

Lá pras 5 horas meu "célebro" já não funcionava mais. Minha vista estava embaçada. O sono estava bravo. Mas continuei bravamente. Na hora que acordei, ainda pensei: "putz, ainda tenho que voltar a pé pra casa". Aí abri a mochila pra guardar o celular e vi a chave do carro. "Ué, porque que a chave do carro está aqui?". Como não descobri a resposta, liguei o foda-se e fui até a empresa, para deixar o notebook.

No meio do caminho, quando vi um carro igual o meu, uns 10 minutos DEPOIS de ter visto a chave do carro, lembrei "caralho, eu tô de carro!". Sério, QUASE que eu volto a pé pra casa e largo meu carro na empresa. E o pior: estava em uma aga que não era minha e que seria usada por alguém amanhã.

Mas pelo menos consegui voltar pra casa rápido...

A maldição do transporte

Definitivamente eu não nasci pra usar de transporte dos outros. Principalmente quando não sou eu que marco. Foi assim em Ponta Grossa, indo pra Itabira, indo pra Seven Lakes (não achei o link), voltando de Pirapora, indo pra Brasólia (duas vezes)... E hoje indo para o Cliente.

Aconteceu o seguinte: o cliente é meio longe e a gente estava indo de carro alugado. Como estava ficando meio caro, ontem conversaram com umas pessoas e conseguiram que a gente fosse no balaio deles. Olharam tudo, pegaram as linhas de ônibus e caminhos. Eu, que não estava lá, pedi para alguém olhar para mim. Olharam. Igual a cara deles.

A menina que olhou falou: "ó, desce tal rua inteira é só parar em algum ponto de ônibus e dar sinal. Qualquer coisa tem um cara da empresa que mora no seu prédio". Nunca troquei mais que duas palavras com meu vizinho, então resolvi acordar mais cedo e esperar o balaio.

Hoje, acordo 5:15 da matina e fico pronto muito mas rápido que o esperado (dado o sono). Saio de casa 6 horas e, saindo, o Véio perguntou:

- Você sabe onde é?
- Mais ou menos, mas vou ficar de olho no tal do vizinho. Qualquer coisa sigo ele.
- Mas e se ele estiver de férias?
- Ah, sem chance.

Cheguei no ponto 6:05 e fiquei esperando. 6:30 eu começo a prestar mais atenção, porque estava quase na hora do balaio passar. Fico olhando para o lado esquerdo, dado que o ônibus desceria a minha rua.

6:32 eu vejo o ônibus passando na minha frente, mas do outro lado da Rua. Penso em correr, mas não daria tempo. Além do mais, o busão deveria descer a rua e na verdade estava subindo. "Ah, ele deve dar a volta na praça que tem no fim da rua".

Levanto e fico à vsita do motorista. 1 minuto e nada. 2 minutos e nada. "Ué, será que ele não desce a rua? Ná, deve ter parado pra pegar alguém". 3 minutos e nada. Resolvo ir para o meio da rua para ver a tal praça. Nada de ônibus. "Fudeu", pensei.

Resolvo ir para a Bandeirantes, dado que, pelo o que a menina havia falado, ela seria buscada depois e o único caminho para ir para lá seria passando pela Bandeirantes. Quando estava perto da minha casa ela liga e pergunta "cadê você?". Falei que ela tinha falado que o busão descia a rua e que na verdade ele sobe. E que iria de carro.

Entrei em casa, nem falei nada com o Véio pra não ouvir algo e ficar puto, peguei a chave do carro e fui para o cliente. Chegando lá, ligo para o líder da equipe e escuto "você perdeu o ônibus, né?". O sangue ferveu, mas aguentei. Deu vontade de falar "não, a anta da menina que me passou a informação errada".

Encontrei com eles e todo mundo ficou falando que eu tinha perdido o ônibus. Puto (mas MUITO puto) fui beber água para não falar merda.

Fizemos o que tinha que fazer e ainda era 10:00 da matina. O busão do pessoal só saia no fim da tarde. Solução: voltar para a empresa. Como? Esparromóvel. "É, agora cês num ficam zuando que eu perdi o balaio, né?", eu disse. Com uma vontade imensa de falar "se fuderam, agora vão ficar mofando aí". Mas acabei dando carona pro povo.

Indo pro carro, ainda "brinquei": "ó, minha gasolina tá acabando. Vou para no posto vai rolar vaquinha de 10 reau de cada um.". O Líder viu a merda e me mandou pedir reembolso por km rodado. Aí não ficou tão ruim assim.

Cara

28 de jan. de 2009

Praticamente um mentor

Eu já comentei aqui que ganhei uma estagiária no fim do ano passado. Essa estagiária não era realmente minha subordinada, mas acabei adotando a menina e tratando como se fosse o líder dela.

O tempo foi passando, a menina foi aprendendo, eu dei conselhos que melhoraram absurdamente o código (sem modéstia nenhuma), fizemos mágica para implementar uma funcionalidade que pediram (essa realmente foi suada) e o meu líder vendo que ela estava mandando bem (e que eu tava cuidando bem dela).

Aí veio a reunião de feedback e o meu líder comentou que tinha gostado que eu tinha adotado a menina, que ela tinha aprendido muito rápido e que estava mandando bem e que eu tinha dado uma ajuda fundamental nisso, até pelos meus anos "fazendo programa no alto da afonso pena" (piada só para Belorizontinos). Aí acendeu uma luzinha em cima da cabeça do meu chefe e 3 coisas aconteceram:

1) ele perguntou que história era aquela de 2 anos fazendo programa. Explique que durante muito tempo fui programador e que a empresa ficava no alto da Afonso Pena. Ele perguntou se eu queria voltar a programar (tem um projeto muito grande começando agora). Falei que por enquanto não.

2) Ele teve a idéia de tirar a menina desse projeto que ela estava (que é interno e não dá retorno) e vai colocar a menina no tal projeto. Perguntou o que eu achava e falei que ela dava conta.

3) Ele voltou a perguntar se eu não animava voltar mexer com programação, porque tava precisando de gente com experiência pra fazer especificação de requisitos e que sabendo que eu tinha essa experiência ficaria mais tranquilo e tal. Falei que não era o meu foco agora, que queria consolidar um pouco meus poucos conhecimentos em GP e tal, mas que se precisasse, "estamos aí".

Acabou a reunião, alguns dias se passaram e durante uma folga que resolvi me dar para esfriar a cuca fui na tal menina ver comé que estavam os trabalhos. Ela falou que tinha terminado o treco que estávamos fazendo e contou que estava indo para outro projeto.

Perguntei se ela tinha gostado e ela disse que "ah, é uma experiência nova", meio com medo do que a esperava. Contei a historinha da minha reunião, que tinha falado que ela estava mandando bem e tal e que seria uma experiência muito boa pra ela, porque ela veria o que é programar de verdade. Que aprenderia muita coisa nova, coisas de outras áreas e que era uma chance ótima para mostrar serviço. Ela ficou toda animada e senti que ela gostou das palavras que eu disse (que eram realmente sinceras).

Saí da mesa dela uma pessoa mais feliz, por ter ajudado alguém que é realmente esforçada e que merece ser vista. Durante essa minha curta vida profissional já vi e sofri muita coisa que acho errado e prometi a mim mesmo não cometer os mesmos erros. Por isso sempre que posso converso com ela sobre o desempenho dela (que é realmente bom), coloco meu lado "líder sindical" pra trabalhar e assim vou tentando fazer a vida de todo mundo melhorar (e a minha também, lógico).

No dia seguinte, do nada, ela veio até a minha mesa e contou que teve a primeira reunião do projeto, que o treco era muito louco, que ia fazer interface com um monte de outros sistemas, que ia ser foda, mas que ela estava super animada.

Fiquei mais feliz ainda e sentindo que vou virar mentor dela...

27 de jan. de 2009

Reunião de Feedback

Acabou que esqueci de comentar aqui como foi a reunião de feedback. A reunião foi na segunda da semana passada a tarde e participaram meu líder e meu antigo chefe. A reunião funciona assim: eu, que fiz a minha auto-avaliação no mês passado, comento o que escrevi em um determinado tópico. Meu líder, comenta sobre o que eles escreveu. E o meu chefe dá "parpites" quando acha que vale a pena.

Eram 4 tópicos: "espírito da empresa", Capacidade profissional, "Planejamento e organização" e "Gestão de Negócio". Para cada um você escolhe uma nota (abaixo da média, na média e acima da média) e coloca porque escolheu isso.

Esses níveis são definidos pela empresa segundo muitos critérios. E é FODA escolher, porque a variação entre s níveis ou é muito grande ou é muito pequena. Tipo: o abaixo da média é um lixão. O na média e o acima da média, em alguns casos, muda apenas uma definição em 20 coisas. E como são muitos itens em cada um dos tópicos, as vezes você era uma coisa de um e uma coisa de outro.

Eu coloquei, respectivamente, acima da média, na média, acima da média e na média. Isso depois de MUITA indecisão. Nos dois que eu coloquei acima da média, foi com convicção. Realmente acho que peguei o espírito da empresa e, modéstia a parte, me planejo bem pra caralho e sou organizado como poucos.

No "capacidade profissional" eu fiquei muito em dúvida. Mas pra não pagar de bomzão, coloquei um médio, até porque quando entrei na empresa não tinha conhecimento nenhum em gerenciamento de projeto. No último dos itens, o "Média" só foi porque o "abaixo da média" era muito lixo. Do que estava previsto nesse item, eu me enquadrava em pouca coisa. Até porque era muito questão de venda e tal e eu não tenho muito dom pra isso.

E lá fui eu pra rônião. Como era a minha primeira avaliação de desempenho, o chefe fez uma abertura, explicando como seria e que a nota final não dizia nada, que os resultados das avaliações só são colhidos em abril e blábláblá. E pediu par eu começar a falar.

Antes de começar dei aquela olhadela na avaliação que meu líder tinha feito para ver se tava batendo com a minha e vi as seguintes notas: Acima da Média, Acima da Média, Média, Acima da Média.

Achei bacana ele ter colocado acima da média para mim nos que eu achava que era a média, mas pô, colocar "média" a minha capacidade de organização e planejamento era forçar a barra. E MUITO. Mas como ele ia ter que falar depois de mim, resolvi esperar para ver o que ele ia argumentar...

No primeiro item, que bateu, ele falou super bem. Falou que eu peguei o espírito da empresa mesmo com pouco tempo de casa e que eu ajudava o pessoal e blábláblá. No segundo, falei que tinha colocado médio por não ter muito conhecimento em GP ele falou que era o contrário, que para ele capacidade profissional é capacidade de aprender e sempre buscar conhecimento, por isso me deu um Acima da média. Achei bacana.

No terceiro item, falei, sem nenhuma modéstia, que achava que me planejava muito bem e era organizado, que nunca ficava até mais tarde porque sabia dosar meu tempo e blábláblá. Ele falou que concordava comigo e que só não me deu um acima da média porque eu trabalhava sozinho e assim não tinha como saber como é meu planejamento quando envolve mais de uma pessoa.

Aí meu chefe interveio e falou que achava que eu merecia um Acima da média porque eu não trabalhava sozinho. Que na verdade meu trabalho era mais difícil que trabalhar em equipe, porque eu tomava conta de 15 projetos e que cada um tinha uma pessoa diferente envolvida. Que eu conseguia me virar com os 15, que cada um estava em um lugar e alguns até em cidades diferentes. Aí eu fiquei felizão.

No último, falei que eu nunca tinha brigado com cliente, sempre tratava bem e tudo mais e deixei mais para o meu líder falar onde ele viu que era acima da média. Mas acabou que o chefe não deixou ele falar, porque começou a comentar o que ele esperava de engenheiros plenos (como eu). E acabou que fiquei sem saber o que o cara tinha escrito.

No fim das contas, saí muito satisfeito. Ví que meu trabalho está sendo reconhecido e que o pessoal está botando fé no em mim.

Agora eu quero saber é quando vou ter aumento, hehe...

26 de jan. de 2009

Cabeças rolando

Fiquei sabendo uns dias aí pra trás, no aniversário da Consultora, que a minha antiga empresa de consultoria está cortando cabeças. Uma amiga (ou conhecida, sei lá) dela tinha sido mandada embora mesmo tendo sido sempre promovida nas avaliações que estavam rolando.

Achei aquilo estranho, mas tudo bem. Tem muita gente aproveitando a desculpa da crise para limpar o quadro inchado. A empresa, que vende planejamento mas não planeja nada, também aproveitou, sem pensar no futuro.

Aí fiquei sabendo que um cara que entrou comigo também foi cortado. O cara tinha pedido pra voltar do exterior, estava sem projeto e foi pra rua. Segundo ele, o critério usado pela empresa foi: gente parada em casa e a média das avaliações. Diz ele que a primeira avaliação dele foi ruim, e isso levou a média lá pra baixo.

Aí fiquei pensando na minha história e que provavelmente também seria cortado se o critério fosse a média. Isso porque tenho certeza que a minha primeira avaliação foi ruim. A questão da alocação eu não sei. Talvez ainda estivesse em BSB, mas nunca se sabe.

O fato é que eu não poderia ter mudado de emprego em hora melhor (pelo menos eu acho).

25 de jan. de 2009

Momento "Hã?"

Agora a pouco, minha mãe me liga. Está falando muito rápido e eu não consigo entender muito bem. Depois de 3 "não entendi, repete", consegui decifrar o seguinte:

- Rápido, pra eu copiar alguma coisa é control o que?
- hã? - perguntei sem entender do que ela estava falando.
- É, pra copiar alguma coisa, é control que tecla?
- Control C. E pra colar Control V - disse eu, bom menino que sou (mas ainda sem entender).
- Deixaa eu.. deu, tchau. Tutututu...

Agora deu um "click" e acho que descobri. Devia ser alguma promoção da de companhia aérea que ela estava tentando comprar e tinha que copiar alguma coisa de um lugar para colar em outro. Pelo menos eu acho.

Mas é ridículo ela não conhecer o bom e velho ctrl+c ctrl+v ctrl+b...