24 de abr. de 2013

Condor Suites (Mendoza, Argentina)

Quando eu estava procurando hotéis em Mendoza, queria algum que fosse próximo do parque da cidade, que parecia ser a melhor região da cidade. Só que por ser a melhor região da cidade os hotéis eram bastante caros. Até que depois de muita pesquisa encontrei o Condor Suites. O valor da diária era bem pagável (cento e cinquenta doletas) e ainda era um flat. E é hotel de verdade, com café da manhã e tudo mais.

A localização é realmente muito boa. Bem próximo do parque da cidade (que é gigantesco), perto de um supermercado e de muitos restaurantes. Tudo bem que Mendoza não tem muita coisa para ver, mas o hotel é perto de tudo (não precisei de taxi / ônibus em momento algum).


O quarto é espaçoso e tinha duas camas. Lembro que achei a cama grande, mas não lembro se era boa ou não. A TV é meio pequena, mas nada que impedisse ver TV. Tem até uma pseudo-mesa, mas que não cabia quase nada.





A sala / cozinha é grande, mas só porque é um único ambiente. Não lembro se tinha TV (acredito que não), mas lembro que o sofá era horroroso. Você senta nele e vai quase parar no chão.

A cozinha tinha uma chaleira e uma panela, além de 2 conjuntos de prato e talheres. Não tem forno, só aquelas 2 bocas de fogão que dá pra ver na foto, além de um microondas. Quebra um galho, mas não dá para fazer nada muito diferente de um macarrão. Só naõ entendi ainda porque diabos tinha tanto armário se estava tudo vazio.



O banheiro não era muito grande, mas tinha bide que ocupava um espaço considerável. O chuveiro era na verdade uma ducha que ficava presa no alto da parede do box. Não lembro se tinha muita água ou não e nem se era muito quente. Mas lembro que o box era aberto em um dos lados (não tinha porta) e molhava um pouco o chão do banheiro.



O café da manhã era bem completo, dava para fazer um café-almoço tranquilo. O Wifi pegava bem na sala, mas no quarto o sinal já não pegava bem. O valor da diária já era em pesos argentinos, então teve uma conversão a menos (pesos - dolar - real) e tudo já no cartão de crédito.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

23 de abr. de 2013

Passei no Exame de Sangue

Todo ano meu pai coloca um pedido de exame de sangue em cima da minha mesa, para ver como está a minha saúde. Eu sempre levo um ano para fazer o exame (normalmente quando estou de férias), mas eu faço. E semana passada eu tomei vergonha na cara, tirei pó do exame e fui ao laboratório.

A fila estava quilométrica (todo mundo sentado), mas foi mais ou menos rápido: em meia hora eu tinha colhido os 350 potes de sangue (meu pai pede tudo quanto é tipo de exame que vocês imaginarem). E o resultado sairia no final do dia seguinte (com a opção de ver o resultado pela internet).

Como eu só lembrei dos resultados à noite, entrei na internet e chamei o Véio para interpretar os exames (apesar de todos os números terem valores de referência). Começamos a olhar e estavam tão bons, mas tão bons, que o Véio chegou a falar que eu paguei propina para mudarem os números.

Sério, foi o melhor conjunto de resultados da história. Se fosse na faculdade, seria A em quase tudo. Só em 2 itens (colesterol HDL e o LDL) eu tirei B. E mesmo assim foi aquele quase A, pois os números estavam bem próximos do ótimo.

Cheguei até a fazer alguns gráficos dos resultados e fiquei satisfeito em ver os números. Em alguns, são os melhores desde que comecei a guardar os resultados dos exames.

Vamos agora trabalhar para que os dois Bs virem As. E manter os As, lógico.

22 de abr. de 2013

Providencia Suites Apartments (Santiago, Chile)

Quando estava procurando hotéis para a minha viagem para o Chile, estava assustado com os preços dos hotéis. Ou eram caros, ou eram um lixo (alguns, bem famosos entre brasileiros, estavam em videos de emissoras chilenas mostrando como são sujos). Até que eu achei o Providencia Suites Apartments (o site está com algum problema, pelo menos para mim). Não era tão caro (supostamente cento e poucas doletas por noite) e ainda era um flat, com sala e cozinha completa.

O apartamento é ótimo, bem espaçoso, bem localizado (no bairro Providência) e colado numa estação de metro (o metro de santiago cobre boa parte da cidade). Só que NÃO é um hotel. É um prédio de flats, genérico, e alguns dos apartamentos são do tal providencia suites. Ou seja: é um apartamento completo, mas não tem café da manhã, não tem room service, não tem frigobar (tem uma geladeira vazia). A sorte é que tem vários restaurantes e 2 supermercados nos arredores (perto mesmo). Mas eles arrumam o apartamento todo dia.

O quarto é normal, nada muito grande, nem muito pequeno. Tudo bem que ignoraram a minha solicitação por um quarto com 2 camas e eu tive que dormir de conchinha com meu pai, mas a cama era grande o suficiente para não incomodar. Nada que um travesseiro no meio da cama não resolvesse (a cama está desarrumada porque eu tinha verificado se não eram 2 camas unificadas).




A sala é espaçosa. Não era grande como em outros flats que já fiquei, mas era bacana. Tinha até outra TV, o que permitia meu par ver jornal em espanhol (e não entender nada) no quarto e eu assistir qualquer outra coisa na sala.



A cozinha é pequena, mas cabia tranquilamente uma pessoa para cozinhar. E quando eu falo em cozinha completa no início do post, eu não estou brincando: tinha de tudo. Torradeira, batedeira, microondas, forno com fogão, geladeira, freezer, panelas... Não teve nada que precisássemos que não tinha lá (tá certo que não fizemos nenhum coelho à moda do condado).



O banheiro é um pouco apertado e usava o conceito chuveiro/banheira. No primeiro banho que eu tomei não reparei que a cortina estava do lado de fora da banheira e ensopou o chão. Isso porque vinha muita água do chuveiro. Mas como vocês devem ter percebido, o aquecedor do chuveiro fica na cozinha (é a gás) e a água demora um pouco para esquentar. Não lembro dela ser muito quente. E lembro que queria mudar a configuração no aquecedor, mas tinha um aviso do tamanho do mundo para não alterar, então os banhos foram satisfatórios (sem sofrimento de passar frio).



O Wifi era sensacional. O roteador ficava na sala e pegava bem em qualquer lugar do apartamento. Ajudava que era um link por quarto (da telefônica), com uma velocidade boa. Não sofri nem um pouco.

O fato de não ter café da manhã e restaurante foi meio chato. Quando voltamos de Mendoza chegamos tarde e os supermercados estavam fechados. Não tinha onde comprar água (era um domingo). E ter que comprar café da manhã significa comida regrada. Não é aquela maravilha de olhar para a mesa repleta de quitutes e pensar "o que eu vou comer hoje?".

A única pegadinha foi na hora de pagar. Como eu reservei pelo decolar, a diária era em dolar. Aí, na hora de pagar, o hotel converteu para pesos chilenos com uma taxa de conversão horrorosa. Na hora de cobrar, o cartão de crédito converteu de pesos para dolar e de dolar para real. E em cada conversão dessas só piorava a brincadeira. Resultado: uma diária que era para ser 200 reais se convertido direto de dolar para real virou 250 (ok, posso estar exagerando um pouco, mas teve uma perda considerável). Ah, e como não tem recepção, você passa os dados do seu cartão pelo telefone para a "central" do hotel. Com código de segurança e tudo mais.

No geral, é uma boa pedida para quem for ficar em Santiago. Só combine o preço já em pesos, para não levar o ferro que eu levei.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

20 de abr. de 2013

7 anos de reclamações

Sim, sim, queridos leitores e leitoras, hoje é aniversário desse blog horroroso. SEEEEEEEEEEEEETE anos de reclamações. Como o Primo falou no segundo aniversário, quando assustei, o blog já tinha 7 anos. Juro que refiz as contas, para ver se não tinha errado algum ano desses aí pra trás.

É o projeto mais longevo da minha vida. Tá certo que os últimos dois ou três anos quase não teve post, mas assim é a vida. Estou me esforçando e sempre que consigo escrevo um monte de post de uma vez e vou espalhando durante a semana. Chego até a anotar coisas para escrever aqui, mas nem sempre lembro de ANOTAR.... Imagina de lembrar de postar.

E como eu disse um tempo atrás, tem muita coisa que eu queria contar, mas que não posso, por questões éticas ou sigilosas. Tem até coisa boa, vejam vocês.

Para manter a tradição, dei um contadorDeAnos++ no título do blog (momento do "aaaaaaaaaahhhhh! Então é isso!!!! Que tosco..."). Apesar de que acho que todo mundo já sabe o que é aquele número lá, mas vai que tem um leitor novo.

E vamo que vamo, rumo aos 10 anos.

19 de abr. de 2013

O final da saga da volta

Antes de começar a série de 2ª Casa, lembrei de uma treta da volta da colômbia que eu esqueci de contar: a volta para BH.

Relembrando: minha viagem de volta seria Bogotá - Guarulhos, Guarulhos - Confins (isso depois que reclamei que mudaram a minha passagem e eu perderia a conexão, pois o vôo seria 40 minutos ANTES de eu chegar em São Paulo). Aí no dia que eu voltaria da Colômbia cancelaram meu voo e jogaram a viagem para o dia seguinte.

Pois bem. No dia em que cancelaram o vôo, quando a atendente me entregou a passagem do dia seguinte, perguntei sobre as passagens da conexão GRU-CNF. Ela respondeu que no dia seguinte seriam entregues todas as passagens, que aquilo que ela estava entregando era apenas a reserva dos voos. Acreditei e fui para o hotel.

No dia seguinte, chego no aeroporto para fazer o check in com alguma antecedência, para evitar correria (e a fila gigante, já que o voo estaria lotado). As atendentes da LAN são demoradas, mas chega a minha vez. E vejo que está demorando mais que o normal, mesmo para uma atendente lerda.

Comecei a reparar o que a atendente estava fazendo. Ela imprimiu os cartões de embarque umas 3 vezes. Imprimia, olhava para ele e rasgava. E todas as vezes imprimia 2 tickets para o meu pai e 1 para mim. Nesse processo até chamou um atendente do lado, os dois tentaram alguma coisa e o cara falou para ela fazer alguma coisa que eu não entendi. Até que ela pediu um minutinho e saiu. "deu merda", comentei com meu pai.

Passaram uns bons 3 minutos, ela voltou, imprimiu 1 ticket para cada um, meteu a etiqueta nas bagagens (a do meu pai indo até BH, a minha indo até Guarulhos), entregou os tickets e falou "em São Paulo vocês vão ter que fazer o check in para a conexão para Belo Horizonte". Sentindo que ia dar problema, falei "mas eu preciso de alguma confirmação do segundo trecho". E ela "então passa ali na loja da LAN que te entregam".

E assim eu fiz. Fui na loja, expliquei a situação, a mulher olhou no sistema e falou que quem resolvia isso era a mulher da baia ao lado. Fomos para a baia ao lado e a mulher olhou, alterou alguma coisa, imprimiu as duas reservas e entregou. Bati o olho e entendi o problema: mudaram só a conexão do meu pai. A minha ainda estava com a data do dia 12 (e já era dia 13).

Reclamei com a mulher e ela ficou lá tentando alterar o negócio. Uns 5 minutos depois ela pede um minuto e sai da baia, em direção a não sei onde. Ficou uns bons 10 minutos lá e quando voltou falou que a supervisora dela estava resolvendo, que ia levar uns 15 minutos.

15 minutos depois a supervisora chega, fala alguma coisa com a atendente que eu não entendi, e a atendente altera alguma coisa no sistema. Aí imprime alguma coisa e me entrega. Mas me entrega uma folha de papel, diferente do que tinha entregue ao meu pai. Sem nem pensar perguntei porque era diferente. Ela falou que foi porque teve que fazer outra reserva. Acreditei e fui para o voo, mas ressabiado. Entrei no site da LAN pelo celular e meu voo estava lá, marcado, então relaxei.

Peguei o voo e 7 horas depois (sim, atrasou) cheguei em Guarulhos. Peguei a minha mala e fui fazer o novo check in. O atendente pegou os passaportes e começou a alterar no sistema. pouco tempo depois,o cara pergunta se eu tinha alterado a passagem de volta. Senti que não tinham resolvido o problema e expliquei que não, que o voo tinha sido cancelado e entreguei o papel com a minha nova reserva.

O cara olhou o papel, olhou para a tela, olhou de volta para o papel e eu falei: "o eticket está aqui e o número do bilhete aqui", apontando para a folha. Ele olhou novamente para a folha, digitou um monte no sistema e depois de um tempo cuspiu os cartões de embarque. Peguei o cartão, conferi os nomes, datas e voos e estava tudo certo. Ele etiquetou as malas e despachou. Eu relaxei e fui jantar, rezando para estar tudo certo.

No fim das contas, consegui pegar o voo, chegar em BH de madrugada e dormir na minha querida cama depois de muita luta.

18 de abr. de 2013

Pendências

Aproveitando as minhas férias, resolvi baixar as milhares de fotos do meu celular e organizar a bagunça que estava lá. Descobri que, além de bem vindos e 2ª casa de desta última viagem (4 cidades e 2 hotéis), tenho uns 8 2ª casas e uns 8 bem vindos pendentes.

Como os 2ª casas são rápidos, vou começar por eles (o que vai gerar uma série de posts deste assunto nas próximas semanas). Os Bem Vindos, sinceramente, não sei se consigo lembrar o que é o que das viagens de mais de um ano (Chile, Argentina e Roma). Por isso a idéia é começar pela última viagem (que já vai ser difícil lembrar) e, quando der, fazer os outros pendentes.

Vamos ver se isso movimenta um pouco mais o blog...

12 de abr. de 2013

Terminando bem....

Depois do episódio do furto do Post anterior, tudo o que queríamos era ir embora, já que não tinha mais clima para nada. Mas não seria tão simples assim...

O dia começou assim: 5 e pouco da matina sinto uma dor absurda no estômago. Junto com a dor, vieram os problemas intestinais. Queria arrancar o estômago com a mão, para parar de doer. Como não dava, fui tomar banho para ir pro aeroporto.

Estava no banho, abaixei para pegar o shampoo e quando levantei bati a cabeça na torneira, que era pontuda. Imagina se doeu...

Tudo pronto, vamos para o aeroporto. Sem trânsito, chegamos quase 3 horas antes do voo. Vejo duas filas e perguntou para o atendente qual fila era. Ele perguntou o voo, falei, o cara fez cara feia e falou "seu voo foi cancelado. Vai praquela fila ali que vai te dar mais informações".

Fiquei UMA HORA E MEIA em pé, para falarem que o voo foi cancelado e que eu seria colocado no voo do dia seguinte (só tem um voo para o Brasil por dia) e que tudo seria pago pela LAN (hotel, almoço e jantar). Aí perguntei se ia caber todo mundo no voo, já que tinha gente no voo de amanhã também. A mulher falou que sim e eu entendi tudo....

E cá estou no hotel, longe de tudo, sem dinheiro, com um dia de férias perdido. Vou aproveitar para dormir tudo o que não dormi nos últimos dias.

E nunca mais piso na colômbia.

E aí furtaram meu pai...

Último do útil em bogotá, almoçando e o Veio resolve que quer levar café colombiano para o Brasil. Como já havíamos gasto quase todo nosso dinheiro colombiano, precisávamos trocar dólares por pesos.

Saímos do restaurante e começamos a caminhar para a casa de câmbio, que ficava a 2 quarteirões de onde estávamos. Em uma das esquinas que teríamos que atravessar a rua, tinha gente pra cacete e fui na frente do meu pai.

Chego na esquina e começo a procurar o veio. Vejo ele me chamando pedindo para pegar um lenço de papel na mochila dele, porque tinham cuspido nele.

Enquanto eu ajudava a limpar a cusparada, ele me explicou que sentiu alguma coisa e achou que fosse um pombo. Aí uma mulher ajudou a limpar, mostrando que tinha cuspe na mochila também.

Nesse meio tempo, um cara bem vestido nos avisou que isso era tatica de roubo. Comentei com o Veio que devia ser que enquanto o cara se limpa, deveriam roubar as mochilas. E continuamos a caminhar em direção a casa de câmbio.

Chegamos na casa de câmbio e o Veio começa a procurar a carteira. Não estava nos bolsos. Abriu a mochila e não estava na mochila. "Roubaram minha carteira", disse ele já desesperado.

Voltamos no restaurante, para conferir se não estava lá e no caminho comecei a tentar ver o tamanho do estrago. Fui perguntando "tinha documento? carteira de motorista, identidade, crm...". A resposta foi não, para tudo. Só tinha dinheiro (uns 50 a 60 reais em dólares e pesos) e três cartões de crédito.

A carteira não estava no restaurante, então voltamos correndo para o hotel para cancelar os cartões. No caminho, entendemos como era o esquema de roubo:

— Alguém cospe na pessoa
— Alguém encosta na pessoa e chama a atenção para um dos lados. No caso do meu pai, para o lado oposto do bolso onde estava a mão dele com a carteira
— A pessoa olha para o outro lado e tira a mão do bolso para se limpar
— O comparsa aproveita que a pessoa distraiu e rouba a carteira dela

Cancelados os cartões, ficamos puros, óbvio, e o Veio mais calmo. Mas o dia já estava perdido. Sorte que já era quase 3 da tarde e já não tinha muita coisa mais para ver.

A sorte é que ensinei o veio a separar dinheiro, cartões e documentos pelo corpo (parte na carteira, parte na mochila, parte na barrigueira), então a perda foi pequena.

Mas isso tudo me fez perceber que preciso levar uma cópia dos meus cartões para casos desse tipo. Isso salvou meu pai, porque tinha os telefones do banco e os números dos cartões.

E pelo menos foi no último dia.

1 de abr. de 2013

Melhorando...

Pois bem queridos leitores, a situação melhorou consideravelmente. O voo de ida realmente mudou para o horário mais tarde (não mudaram meu voo, o voo é que mudou de horário). Continuo puto que ninguém me avisou, mas não adianta chorar.

Mas aproveitei as horas de conexão para resolver o problema do voo de volta. Fui na loja da TAM, mostrei o bilhete para a mulher e ela fez uma cara de "alguém fez merda".

Ela olhou a reserva no sistema, viu que não tinha outro voo que passasse por santiago e perguntou: "vocês vão passar por santiago por alguma razão?". Respondi que não e que até preferia um voo direto.

Olha daqui, fuça dali e uns 10 minutos depois ela fala: "tem um voo direto, mas é dia 12 pela manhã". "Perfeito!" repondi. Ganho 10,5 horas, consigo dormir a noite, tomo café da manhã e ainda chego no mesmo horário que antes.

A moça fez as alterações necessárias, confirmou os voos comigo umas duas vezes e enrugou o novo eticket.

No fim das contas sai  o lucro.

Começando bem

Pois bem, queridos leitores, já iniciei a minha viagem de férias. Cá estou eu no aeroporto, aguardando o horário do voo. E lógico que tem pegadinhas. Sim, no plural.

Pegadinha 1: meu voo de ida, teoricamente, é internacional. Por conta disso a TAM me mandou chegar no aeroporto duas horas antes do voo. Assim eu fiz. E quando cheguei aqui descobri que esse primeiro trecho é nacional. Ou seja, perdi uma hora de sono.

Pegadinha 2: a Lan, que faz o trecho guarulhos - bogotá, alterou a hora do voo dela e não me avisou. Sim, simples assim. Mudaram e o problema é meu. Resultado: vou esperar quase SEIS HORAS em são paulo. Sem direito a nada, lógico.

Pegadinha 3: mudaram meu voo de volta, como eu falei aqui outro dia. Mas me avisaram da mudança só do primeiro voo, quando na verdade mudaram todos os voos. Mas foi tão bem feito que fico em santiago DOZE HORAS e chego em guarulhos quarenta minutos DEPOIS do meu voo para BH sair. Ainda não descobri como vão resolver isso. Vou aproveitar as milhares de horas em guarulhos hoje para tentar solucionar o problema.

Oremos....

29 de mar. de 2013

Férias!

E chegou o tão esperado dia. Depois de um ano de muito trabalho, muito stress, sofrimento, insônia, noites mal dormidas e viagens, finalmente entrei de férias.

Viajo segunda, mas ainda não tenho NADA planejado. Imagine o tamanho do meu pânico. Já comecei a aproveitar o feriado para fazer meus mapas loucos.

Vou ficar uns 20 dias sem aparecer por aqui, mas não fiquem tristes. Com certeza voltarei com histórias para contar. Não vou prometer bem vindos, porque sei que vão demorar para sair.

Agora deixa eu abrir o google maps aqui.....

24 de mar. de 2013

Pronto, mudei

Pois bem, queridos leitores, eu precisava resolver a minha vida, como comentei aqui outro dia. Faltavam 2 coisas para fazer: despachar as coisas da Veia pro Rio e levar as minhas tralhas para algum lugar.

A primeira das tarefas era simples: bastava ligar para a empresa que a Veia contratou para a mudança e combinar um dia e horário. Só que eu não tinha o telefone da empresa, só o email. Aí mandei um email falando que poderia sexta de manhã ou sábado qualquer horário, mas que confirmassem o dia e horário. Como não confirmaram nada, acabei esquecendo.

Chegou sexta e eu estava em uma das milhares de reuniões que eu ando fazendo. Aí meu telefone toca. Atendi e era um cara da empresa falando: "o pessoal está na porta da sua casa. Você não está lá?". Falei que não, porque não confirmaram nada. E o cara retrucou falando que eu tinha mandado o email combinando. Como essa conversa não ia dar em nada, saí correndo no meio da reunião e fui pra casa da Véia.

Tiraram tudo, me entregaram um recibo e foram embora. E eu voltei pro trabalho. Perdi 3 horas do dia, mas tudo bem. Nada que um almoço de 15 minutos e trabalho até 8 da noite não resolvesse.

Chegou sábado. Eu precisava fazer mágica para colocar um quarto inteiro em um armário da garagem da casa da minha tia. Encaixotei o que faltava, redistribui algumas coisas em caixas menores, levei tudo para a sala e.... era coisa pra caramba. "Não vai caber. Certeza".

Nesse meio tempo, foram buscar a minha cama, que eu doei. Eu falei que o melhor era desmontar a cama, mas o pessoal resolveu levar a cama montada, inteirinha, em cima de um uno. Sim. A cama inteira, com colchão e tudo, no teto de um UNO. Não quis nem ver como fizeram para colocar e amarrar a cama lá, nem saber como fizeram pra levar a cama no transito. Deixei o Véio lá com eles enquanto finalizava a minha mudança.

Coloquei tudo no carro do Véio (quase nao coube tudo no carro) e fui pra casa da minha tia. Olhei para as caixas, olhei para o armário (na verdade, olhei para a prateleira vazia do armário), olhei de volta para as caixas, soltei um "é...." e comecei a jogar tetris. No fim, coube tudo. Quer dizer, quase tudo. Tive que levar algumas coisas para a casa do Veio.

Na casa do Veio, fiz aquela bela limpeza nas gavetas da minha cama e no meu armario, sem dó, com desapego total. Abriu um espaço do tamanho do mundo. Não sabia que tinha tanta tralha lá também.

E aí consegui finalizar a mudança. Mas com a certeza de que chegou a hora de comprar um apartamento.

21 de mar. de 2013

Altos níveis de loucura

Cheguei em casa, abri a mochila e peguei o meu crachá da empresa. Demorou uns 10 segundos até eu perceber que eu não estava no trabalho e que eu precisaria da chave para abrir a porta de casa.

Preciso de férias.

20 de mar. de 2013

Nome Legal 2: o retorno

Quem lê o blog há mais tempo lembra de uma história que eu contei aqui do presidente de uma empresa que eu estava prestando consultoria que queria chamar a filha dele de Maria Ebitda.

Hoje, procurando o telefone de uma pessoa da minha empresa, descobri que existe uma Marina Margem.

Eu juro que dei uma gargalhada. Ninguém entendeu.

11 de mar. de 2013

A saga da mudança

Não sei se já comentei aqui, mas meus pais são separados desde que eu tenho 3 anos de idade. Quando se separam, cada um arrumou um canto para morar até conseguir comprar um apartamento. E os dois se mudaram em definitivo mais ou menos quando eu tinha 6 anos (e as casas deles são relativamente próximas, mas é coincidência).

Desde então, eu sempre tive 2 quartos completos, um em cada casa. E era tudo mais ou menos duplicado: duas camas, duas tvs, duas escrivaninhas, dois armários.... e roupa nas duas casas.

Eu morava na casa da minha mãe, até que ela surtou e expulsou minha irmã e eu de lá (detalhe: ela já morava no Rio há alguns anos quando fez isso). E largou o apartamento vazio, mas COMPLETO.

Na situação em que estávamos, mudamos eu e minha irmã para a casa do meu pai. Sabe como é, aquela coisa temporária até alugar um canto para morar.

Minha irmã mudou rápido, porque não aguentou viver com pais controlando a vida novamente. Eu estava na consultoria, então só ficava em casa nos finais de semana. E aí fui ficando, ficando, ficando.... E fiquei. Mesmo quando parei de viajar.

Uns 2 anos atrás, a veia surtou novamente e resolveu levar as coisas dela para o Rio (ela já morava lá há uns 5 anos, pelo menos). Foi na casa dela, botou quase tudo em um caminhão, e levou para o Rio.

E quando eu falo quase tudo, é porque ela deixou um monte de coisas aqui em BH: cama, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, freezer, entre outras coisas. E levou coisas que nunca iria usar, tipo a cortina da porta da sala, que era gigante.

E assim ficou o apartamento: semi vazio, fechado e com o meu quarto montado. Eu até fui lá encaixotar as minhas coisas, mas como não tinha pressão para desocupar, foi beeeeeeeeeeem devagar. E não terminei, porque não tinha mais caixa.

Aí a veia teve mais uma crise (dessa vez porque comprou um apartamento no rio e não dava para manter 3 apartamentos) e decidiu que era hora de alugar o de BH. E de uma hora para outra, desocupar o apartamento.

O problema é que ficou coisa pra caralho na primeira mudança. E ela não queria se desapegar de nada. E sobrou pra mim encaixotar, tirar luminárias, torneira da cozinha, chuveiro, desmontar cama, escrivaninha e tudo mais o que vocês imaginarem.

Ontem conseguimos deixar tudo em ponto de mudar. Quer dizer, tudo não: meu quarto ainda está semi-montado. Juro que não sei onde colocar tanta tralha (e nem a minha cama). Mas pelo menos essa semana sai tudo o que é da minha mãe do apartamento (adivinha quem vai acompanhar a mudança) e fica sobrando só as minhas coisas.

Agora, queridos leitores, começa a minha luta. Torçam por mim. E se alguém conhecer algum lugar para colocar tralha, me avise aí nos comentários.

9 de mar. de 2013

Auto-censura

Pois bem, queridos leitores, como vocês perceberam, eu tenho postado bem pouco no blog. Falta de tempo, falta de assunto, assuntos sigilosos... Mas normalmente tem acontecido pouca coisa na minha vida.

Mas essa semana ferveu. Vários assuntos novos. Alguns, sigilosos (tipo o CEO da minha empresa pedir demissão - agora eu já posso comentar, porque é público), outros não sigilosos, mas que eu não posso postar aqui. E não posso comentar porque não sei se as pessoas envolvidas lêem o blog ou não.

E chega a ser curioso, porque quando eu criei este blog, em 2006, a idéia era poder escrever o que eu quisesse, sobre qualquer assunto da minha vida, e ninguém ficaria sabendo. Era ótimo: eu reclamava como se não houvesse amanhã, o que me poupou diversas úlceras.

Aí um dia, já bêbado, comentei com minha amiga Consultora (que me iniciou nesse mundo de blogs, com o do Primo) que eu também estava escrevendo. Aí o Primo descobriu meu blog, sabe-se lá como (nem ele lembra). E aí ele fez um post apontando para o meu blog e MUITA gente veio me visitar. Poucos continuaram (uns 2), mas eram pessoas que ou me conheciam, ou sabiam onde eu trabalhava.

E também teve o boom do blogcamp. Conheci muita gente (inclusive Ex-Xuxu) e algumas leram meu blog. Só Ex-Xuxu deve continuar lendo até hoje. E Ex-Xuxu também trouxe um ou outro leitor, quando ela ainda blogava.

Fato é que eu não conheço todo mundo que lê o blog. E conheço algumas pessoas que lêem. Por conta disso, tem coisas que eu não posso escrever.

Hoje eu entendo que não posso falar muito do trabalho, pois pode ter gente do trabalho que lê. Mesmo não sendo assunto sigiloso, pode ser alguma coisa que pode dar problema. Também não posso falar muito de situações que envolvam outra pessoa (como a tentativa frustrada de namoro que eu tive ano passado). Vai que a pessoa lê aqui coisas que não deve (ou não gosta de eu ter escrito alguma coisa sobre ela).

Resumindo este post mal escrito, que eu não vou revisar por pura preguiça: o blog perdeu o sentido. CLaro que há várias situações que poderiam ter vindo para cá e eu simplesmente esqueci, mas não posso nem mais reclamar de tudo o que eu gostaria.

Mas fiquem tranquilos, eu não vou parar de escrever. Sempre que der, vou dar uma passada por aqui, nem que seja para repostar fotos do instagram, como fiz outras vezes (apesar que nem lá eu tô colocando coisa mais).

Então é isso. Reclamem aí nos comentários.

7 de mar. de 2013

Esparroman RECOMENDA muito: CWMoney

Para quem lê o blog há mas tempo sabe que controlo meus gastos. Comecei em 2006, com um programa genérico. O programa era bom, mas não tinha tudo o que eu precisava e o banco de dados era fechado. Ou seja, não dava para fazer análises mais profundas dos lançamentos.

Aí aproveitei a minha desalocação em 2007 e desenvolvi o Super Controlador de Gastos. Ele era muito bom e tinha tudo o que eu precisava. O problema é que ele ficava só no meu notebook (na época, no notebook da consultoria) e era uma merda, porque tinha que anotar as despesas em um papel e depois colocar lá.

Em algum momento que não lembro quando foi, resolvi transformar a base de dados (um access porco) em planilhas excel e migrá-la para o Google Docs. Era lindo, poderia usar em qualquer computador, mas teria que estar com algum computador perto. Eu continuava anotando em papéis, mas acabava esquecendo uma coisa ou outra, o que tornava o sistema falho.

Quando eu viajei para o Chile, então, foi uma merda. Anotar tudo, mas quando voltei de viagem estava rolando um turbilhão no trabalho e não tive tempo de colocar todas as despesas na planilha. Aí fui deixando pra depois e quando fui ver tinha SEIS MESES que eu não anotava nada. Vi que o GDocs não era a melhor opção.

Como eu sempre ando com o celular, resolvi que era hora de utilizá-lo para realizar o controle das despesas. Pensei em desenvolver um aplicativo, mas a falta de tempo era grande e a preguiça era maior ainda. Resolvi catar algum aplicativo pronto no Google Play. Foi difícil pra caralho encontrar, pois nenhum tinha nem metade das coisas que eu precisava. Mas consegui: encontrei o CWMoney.


O programa é MUITO completo. Pra começar, tem controle de despesas e de receitas. Coisa que eu acho bem importante, já que não tenho só uma fonte de receitas (tem salário, reembolso de viagens, aplicações, etc).


Outra coisa boa é que ele permite colocar muita informação para classificar suas despesas/receitas. Você pode colocar categoria de gastos, com suas respectivas subcategorias, conta e projeto. E o melhor: ele já vem com os itens mais comuns de cada um dessas classificações, mas você pode configurar cada uma delas. Eu, por exemplo, mudei absolutamente todas. A única coisa ruim é que as categorias/subcategorias/contas/projetos não aparecem em ordem alfabética, são listados na ordem que você os cadastra.

Ele também permite que você tire fotos e associe ao gasto (uma nota fiscal, por exemplo), grave algum som (você falando o nome do lugar, ou o que comeu, por exemplo) e/ou associe a algum lugar no GPS. Nunca usei nada disso, mas pode ser útil para alguém.


Outra coisa legal é que ele já tem alguns gráficos para você fazer uma análise rápida dos seus gastos/receitas: por mês, por semana e por categoria. E também permite que você exporte o banco de dados (para backup, por exemplo). Na versão paga você ainda pode exportar para CSV, Excel e mais uma pancada de coisas. Mas o banco de dados exportado é aberto, então um programinha porco de SQL resolve.

Também dá para fazer pesquisas por data em cada conta, para saber quais seus gastos (ou então clicar nas categorias abaixo do gráfco, para ser mais rápido).

Outro ponto muito bom é que você pode definir orçamentos para cada uma das categorias e ir acompanhando os gastos com uma barrinha que vai sendo preenchida à medida que seus gastos são lançados. Não dá pra reclamar de falta de controle.

A segurança é boa: você pode colocar uma senha para entrar no programa. E para evitar que você tenha que colocar a senha toda vez que for lançar alguma coisa, há um widget para lançamentos rápidos.

Eu achei absurdamente completo e não vi nada que faltasse no programa. Também tem muitas opções para personalizar o programa. Claro que faria pequenas mudanças se o código fosse meu (como ordenar as listas de categorias alfabeticamente), mas é perfumaria.

Recomendo MUITO e tem tanto para Android (versão grátis e a paga, com alguns itens a mais) e para iOS (acho que só pago).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

6 de mar. de 2013

Análise de gastos

Dia desses aí pra trás precisei comprar um sapato novo. Fazia MUITO tempo que eu não comprava sapatos, então resolvi olhar a minha planilha de controle de gastos QUANDO foi que eu havia comprado meu último sapato. E o resultado me assustou: 15/08/2009. Também me assustou o valor que paguei na época: R$ 79,90.

Mas o que mais achei legal desta história foi saber que a minha planilha de controle de gastos (que já foi um programa que eu mesmo desenvolvi, depois virou uma planilha no GDocs e hoje é um aplicativo no celular - mais informações em breve) foi útil (por exemplo: descobri que cortei o cabelo 3 vezes desde agosto de 2012).

Aproveitei para ver como estou gastando o meu dinheiro. Usei os dados do aplicativo (comecei a usar em Agosto de 2012), porque é bem mais confiável. Saca só o resultado (não me julguem pelo gráfico, fiz no OpenOffice):


Conclusões rápidas:

- Almoçar na rua todo dia é caro (ainda bem que recebo ticket). E jantar em viagens também (essas são reembolsadas);
- Buteco está no meio de Comida e Bebida. Corresponde a 20% do valor;
- Viajar muito custa caro. Ainda bem que a empresa me reembolsa os hotéis;
- A parte de transportes é basicamente custo com pasagem de avião e taxi. As passagens são minhas e do véio para a Colômbia/Equador. Os taxis são de viagens pela empresa;
- Notem que gasto pouco com carro. A maior parte é IPVA e seguro;
- Em compensação gasto muito com anuidades (CREA e Sindicato, basicamente).

Se algum dia precisar cortar gastos, consigo saber de onde tirar.

E você, faz algum controle dos seus gastos? Sabe para onde está indo seu dinheiro?

4 de mar. de 2013

Meu primeiro special

Eu uso bastante o Foursquare. Tá certo que sou uma criatura de hábitos e vou sempre nos mesmos lugares, mas praticamente todo lugar que vou dou um check in. E nunca tinha ganho um special (acho que não é muito difundido aqui no Brasil - talvez em São Paulo).

Até que, numa ida ao bar oito (depois de ter ido 200 vezes), apareceu que se eu desse mais dois check ins eu liberava o special. Duas semans depois, dei o check in e ganhei um drink. Sex on the beach.

Como eu não tomo essas porcarias, disponibilizei para a mesa, para quem quisesse tomar.

Mas achei bacana o pessoal começar a disponibilizar specials para os clientes que são fieis ao lugar.