Quem me conhece sabe que eu sou um cara racional e prático. Por conta disso, tem duas coisas que eu não suporto:
1) pessoas que não são objetivas e diretas;
2) pessoas que inventam desculpas e não falam a verdade.
O primeiro tipo é aquele que dá uma volta ao mundo para falar uma coisa simples. Talvez nem seja simples, mas que não precisa de uma introdução gigantesca. Tipo a piada do "gato subiu no telhado". Se você tem alguma coisa para falar, boa ou ruim, fale de uma vez. Não fique floreado o pavão.
Sei que tem gente que prefere que a notícia seja contada aos poucos, para ir acostumando com a idéia, mas eu não sou assim. Prefiro que cheguem, falem o que tiver que falar e pronto. Evita a angústia e eu, com a minha imaginação fértil, vou pensar em 500 milhões de coisas enquanto você estiver enrolando, o que pode ser pior.
Esse meu pensamento já me fez quebrar a cara algumas vezes. Várias pessoas já reclamaram que eu sou muito direto, mas de que adianta ficar enrolando? No final das contas, o que tiver que ser dito será dito. Mas respeito quem não pensa assim.
Agora uma coisa que eu não respeito é quem inventa desculpas e não fala a verdade. A frase que é o título deste post, por exemplo. Quem nunca ouviu essa frase na vida nunca namorou (ou casou com a primeira namorada). Se vocês estão terminando, é óbvio que é culpa do outro. Mas antes de pularem direto para os comentários para me xingar, deixa eu explicar melhor....
Quando o namoro está bem, não tem razão para terminar. Você fica com a pessoa. Perdeu o emprego, morreu um parente, está terminando o doutorado, está sendo transferido de cidade, pouco importa. Você vai querer continuar com aquela pessoa que você ama (até porque ela vai te ajudar a superar essa fase).
"Ah, mas eu não quero mais namorar, quero ficar na putaria muito louca (ou então quero ficar sozinha/o, então sou eu.", você diz. Não. Se algo está te fazendo pensar nisso, é porque seu namoro não está mais da não certo. Você pode ter cansado da outra pessoa, pode ter passado a gostar de outra, você pode ter conhecido ela/e melhor e visto que não é bem o que você esperava, vocês podem ter descoberto um Pinto de divergência grande (filhos, por exemplo), o sexo não é bom... Não interessa: a culpa é da outra pessoa. E TUDO BEM!
Ninguém é obrigado a agradar todo mundo. E tem coisa que cansa mesmo (ou desgasta com o tempo). E tem coisa que só se descobre com o passar do tempo (ou muda com o passar do tempo, como filhos). Me falar que "sou eu, não é você" é querer me enganar.
Eu prefiro que fazem a verdade. Ora bolas, é uma chance de aprender. Vejam o caso de Ex-Xuxu: apesar de um gostar muito do outro, não estava mais dando certo, então terminamos. Depois que a poeira abaixou, fizemos uma reunião de lições aprendidas. Várias das coisas que conversamos na reunião viraram ensinamentos que eu levei para a vida e para outro namoro. E hoje nos damos super bem. Tudo isso porque fomos honestos. Se tivesse rolado alguma desculpa esfarrapada, certamente não teria mais conversado com ela.
Mais uma vez: essa é a minha opinião. EU prefiro que seja assim. Agrega muito mais valor uma conversa em que as verdades são ditas (e lições são aprendidas) do que um simples "não é você". Sei que as pessoas fazem isso para poupar os outros, mas já dizia a Rita: a melhor forma de solucionar um problema é confrontá-lo.
E no meu caso, se você vier com desculpas e depois eu descobrir que eram desculpas, vai ser pior. Eu nunca mais vou confiar em você.
Resumindo, meus queridos leitores, sejam diretos, falem a verdade e sejam honestos. Todo mundo sai ganhando.
16 de dez. de 2013
13 de dez. de 2013
Desisto (ou quase)
Como bom brasileiro, eu não desisto nunca. Por pior que esteja a situação, eu vou até o fim. Mas confesso que as últimas semanas tem me deixado puto o suficiente para pensar em jogar o meu crachá na mesa do presidente, mandar todo mundo tomar no cu, ir para o interior e abrir uma pousada hippie.
Não é que eu não goste do meu trabalho, o problema é que eu tenho feito tudo, MENOS o meu trabalho. E ainda tenho que ficar aguentando reclamação de que eu estou AJUDANDO. O cara não faz o que deveria, mas como precisa ser feito, o presidente joga no meu peito, porque sabe que eu vou fazer. Eu vou, começo a fazer a porra do treco e o sujeito reclama que não está como ele queria! Vai se fuder.
Outra coisa comum é eu começar a fazer uma coisa é o cara aproveita e vai jogando outras, "já que você tá fazendo isso ai...". Dia desses aí pra trás eu mandei pastar, de forma educada, mas aí o cara não fez o que deveria e...caiu no meu colo.
Sério, eu já estou perdendo totalmente a paciência. Não aguento. Ainda mais esses cariocas folgados que não trabalham. E aí tenho que ficar ouvindo reclamação de seres superiores que o trabalho não está sendo feito. É lógico! Eu estou fazendo o trabalho dos outros, não consigo fazer o meu!
O pior é que eu fico com a fama de resolvedor de problemas e aí não me deixam voltar para BH. O que é bom por um lado, sinal que quem importa está gostando do meu trabalho. Mas é uma merda porque eu estou me matando de trabalhar e não estou fazendo o que fui "contratado" para fazer aqui no Rio. E pior ainda: não consigo voltar para casa....
Qualquer dia desses vou simplesmente pegar um vôo pra BH na sexta e não voltar na segunda seguinte.
Não é que eu não goste do meu trabalho, o problema é que eu tenho feito tudo, MENOS o meu trabalho. E ainda tenho que ficar aguentando reclamação de que eu estou AJUDANDO. O cara não faz o que deveria, mas como precisa ser feito, o presidente joga no meu peito, porque sabe que eu vou fazer. Eu vou, começo a fazer a porra do treco e o sujeito reclama que não está como ele queria! Vai se fuder.
Outra coisa comum é eu começar a fazer uma coisa é o cara aproveita e vai jogando outras, "já que você tá fazendo isso ai...". Dia desses aí pra trás eu mandei pastar, de forma educada, mas aí o cara não fez o que deveria e...caiu no meu colo.
Sério, eu já estou perdendo totalmente a paciência. Não aguento. Ainda mais esses cariocas folgados que não trabalham. E aí tenho que ficar ouvindo reclamação de seres superiores que o trabalho não está sendo feito. É lógico! Eu estou fazendo o trabalho dos outros, não consigo fazer o meu!
O pior é que eu fico com a fama de resolvedor de problemas e aí não me deixam voltar para BH. O que é bom por um lado, sinal que quem importa está gostando do meu trabalho. Mas é uma merda porque eu estou me matando de trabalhar e não estou fazendo o que fui "contratado" para fazer aqui no Rio. E pior ainda: não consigo voltar para casa....
Qualquer dia desses vou simplesmente pegar um vôo pra BH na sexta e não voltar na segunda seguinte.
11 de dez. de 2013
Coelhadas
Já que estou indo para Manaus* e o sistema de entretenimento da TAM não funciona, vamos de fatos rápidos.
- um fim de semana desses aí pra trás eu fiquei no Rio. Aproveitei para fazer passeios turísticos;
- um lugar que eu sempre quis ir e nunca consegui foi a ilha fiscal. Dessa vez eu consegui. E óbvio que Murphy estava comigo: o barco que leva até a ilha tava em manutenção, então perdemos uma das partes legais do passeio;
- o submarino que fica aberto para visitação também estava em manutenção, logo não consegui visitar;
- o passeio na ilha custa vinte ronaldos. Caro, pelo que ele oferece (ainda mais quando você vai de microonibus). São 2 ambientes com uma guia que fala 10 minutos;
- apesar de curto, o passeio é bacana: o prédio é muito bonito e a vista também é bem legal (estou pensando aqui: acho que vale um bem vindo, mesmo que curtinho);
- fui também no paço imperial. Lá eu já tinha ido, mas estava tendo umas exposições novas. Uma delas, muito bacana, de uma tal de Wilma Martins. Fiz questão de anotar o nome, para mandar umas fotos dos quadros para uma amiga, mas parece que teve uma Wilma Martins que fez merda recentemente e o Google só joga ela nas primeiras posições.
- (o cara do meu lado deve pesar uns 120 kg, tá com bafo, tá roncando, tá caindo pro meu lado e ainda trouxe uns 5 jornais pra ler);
- também no final de semana no rio uma amiga de BH veio para a cidade e convidou pra sair com umas amigas dela. Fomos numa imitação do outback que conseguiu não ter chopp, não ter chá gelado e não ter suco. Num sábado à noite;
- vi um presépio quase em tamanho real que custava a bagatela de 10 mil reais. E olha que estava na promoção, o preço normal era 12 mil. Sim, você leu certo todos esses números;
- na volta do tal lugar, que é em um shops na Barra, nos perdemos e quase entramos numa favela. Ah, era sábado à noite....
- no dia seguinte a veia e minha avó foram almoçar na minha casa. Eu que cozinhei. Até que ficou bom, mas sobrou comida pra cacete. E a veia queria mudar tudo na minha casa (que nem é minha, na verdade. É alugada pela empresa);
- impressionante como duas pessoas conseguem sujar louça. Aliás, nesse final de semana aí eu comi umas 20 mil calorias. Assim fica impossível perder peso;
- um cara do trabalho tá casando e criou um perfil no Facebook "casamento de fulano e ciclana". Não sei se me sinto velho por achar estranho ou se é normal achar estranho e eles que são anormais;
- falei que é a penúltima vez que vou para Manaus? Tudo bem que a última vez que falei isso aqui ganhei dois contratos que deram quase 3 anos de Amazonas (semana que vem, aliás, completam os 3 anos que ganhei esses contratos);
- pensando aqui, três anos e meio de Amazonas já. Relacionamento mais longo que meu namoro mais longo;
- (tô precisando mijar e os dois caras do meu lado tão dormindo. Vou ter que acordar);
- minha garganta tá inflamada tem mais de uma semana (acho que já comentei isso aqui). Tá bonitão quando eu tusso;
- faltam poucos dias para as férias coletivas. Eu não aguento mais esperar;
- ah, é, esqueci de comentar. O Flamengo foi campeão e eu estava no rio. Achei que ia ficar sem dormir a noite. Engano meu: uma da manhã não tinha mais nada na rua. Esperava que ia ser bem pior.
Bom, é isso. Ainda falta metade da viagem (2 horas, mais ou menos), mas os assuntos acabaram.
*escrevi esse post na segunda da semana passada, mas só lembrei postar hoje.
- um fim de semana desses aí pra trás eu fiquei no Rio. Aproveitei para fazer passeios turísticos;
- um lugar que eu sempre quis ir e nunca consegui foi a ilha fiscal. Dessa vez eu consegui. E óbvio que Murphy estava comigo: o barco que leva até a ilha tava em manutenção, então perdemos uma das partes legais do passeio;
- o submarino que fica aberto para visitação também estava em manutenção, logo não consegui visitar;
- o passeio na ilha custa vinte ronaldos. Caro, pelo que ele oferece (ainda mais quando você vai de microonibus). São 2 ambientes com uma guia que fala 10 minutos;
- apesar de curto, o passeio é bacana: o prédio é muito bonito e a vista também é bem legal (estou pensando aqui: acho que vale um bem vindo, mesmo que curtinho);
- fui também no paço imperial. Lá eu já tinha ido, mas estava tendo umas exposições novas. Uma delas, muito bacana, de uma tal de Wilma Martins. Fiz questão de anotar o nome, para mandar umas fotos dos quadros para uma amiga, mas parece que teve uma Wilma Martins que fez merda recentemente e o Google só joga ela nas primeiras posições.
- (o cara do meu lado deve pesar uns 120 kg, tá com bafo, tá roncando, tá caindo pro meu lado e ainda trouxe uns 5 jornais pra ler);
- também no final de semana no rio uma amiga de BH veio para a cidade e convidou pra sair com umas amigas dela. Fomos numa imitação do outback que conseguiu não ter chopp, não ter chá gelado e não ter suco. Num sábado à noite;
- vi um presépio quase em tamanho real que custava a bagatela de 10 mil reais. E olha que estava na promoção, o preço normal era 12 mil. Sim, você leu certo todos esses números;
- na volta do tal lugar, que é em um shops na Barra, nos perdemos e quase entramos numa favela. Ah, era sábado à noite....
- no dia seguinte a veia e minha avó foram almoçar na minha casa. Eu que cozinhei. Até que ficou bom, mas sobrou comida pra cacete. E a veia queria mudar tudo na minha casa (que nem é minha, na verdade. É alugada pela empresa);
- impressionante como duas pessoas conseguem sujar louça. Aliás, nesse final de semana aí eu comi umas 20 mil calorias. Assim fica impossível perder peso;
- um cara do trabalho tá casando e criou um perfil no Facebook "casamento de fulano e ciclana". Não sei se me sinto velho por achar estranho ou se é normal achar estranho e eles que são anormais;
- falei que é a penúltima vez que vou para Manaus? Tudo bem que a última vez que falei isso aqui ganhei dois contratos que deram quase 3 anos de Amazonas (semana que vem, aliás, completam os 3 anos que ganhei esses contratos);
- pensando aqui, três anos e meio de Amazonas já. Relacionamento mais longo que meu namoro mais longo;
- (tô precisando mijar e os dois caras do meu lado tão dormindo. Vou ter que acordar);
- minha garganta tá inflamada tem mais de uma semana (acho que já comentei isso aqui). Tá bonitão quando eu tusso;
- faltam poucos dias para as férias coletivas. Eu não aguento mais esperar;
- ah, é, esqueci de comentar. O Flamengo foi campeão e eu estava no rio. Achei que ia ficar sem dormir a noite. Engano meu: uma da manhã não tinha mais nada na rua. Esperava que ia ser bem pior.
Bom, é isso. Ainda falta metade da viagem (2 horas, mais ou menos), mas os assuntos acabaram.
*escrevi esse post na segunda da semana passada, mas só lembrei postar hoje.
9 de dez. de 2013
Inferno Astral
Uma vez Ex-Xuxu me falou que uma (talvez duas) semanas antes do seu aniversário é o seu inferno astral. E olha, as duas últimas semanas foram realmente um inferno. Sem contar muitos detalhes, saca só o que aconteceu:
- Pra começar, tem 2 semanas que eu estou com a garganta inflamada e cospindo verde (além de tossir a cada 5 minutos e, com isso, não dormir direito);
- Descobri que a Ex. Srta Esparroman está namorando. Mesmo sabendo que não íamos voltar, dá aquela tristeza e aquela sensação de que você nunca mais vai arrumar alguém;
- Me deram um trabalho de merda para fazer (que me fez trabalhar pra caralho), e, depois que eu terminei, mudaram um monte de coisas e tive que refazer boa parte;
- Minha mala quebrou a rodinha no caminho para o trabalho e tive que carrega-la na munheca o resto do caminho. E tinha roupa para 2 semanas;
- Fui fazer um passeio na ilha fiscal e tava cheio de coisa cagada;
- Fui desligar um cara em Manaus e tomei esporro dele, por não ter avisado antes que ia desligá-lo, sabendo que ele sabia que ia ser desligado (história complexa);
- O cara cismou que não quer dar uma procuração para fazer a homologação dele no Rio. E a empresa cismou que não quer fazer a homologação dele em Manaus. Não sei como resolver, mas sei que vai sobrar pra mim;
- Voltei para o Rio e meu voo de volta foi ao lado de um cara que estava com um bafo sinistro. E ele dormiu com a cara virada para o meu lado (na ida foi quase a mesma coisa);
- Cheguei no galeão e a fila para táxi era interminável. E já era tarde pra caralho, e eu cansado pra bosta;
- Passei gripe pra veia e, além de trabalhar pra caralho, ainda tive que bancar o babá;
- O cara que eu estava preparando para ser meu substituto para eu voltar pra BH pediu demissão (na sexta feira!). Isso significa que eu não consigo voltar para BH tão cedo;
- Meu vôo, na sexta, quando eu costumo comemorar meu aniversário, atrasou pra caralho e só cheguei em casa 10:30 da noite, morto;
- Tomei esporro do CEO, porque não consegui fazer um plano no prazo. Só que não diz porque ele mesmo me envolveu na mudança de prédios;
Teve mais coisa,mas eu não posso comentar aqui....
- Pra começar, tem 2 semanas que eu estou com a garganta inflamada e cospindo verde (além de tossir a cada 5 minutos e, com isso, não dormir direito);
- Descobri que a Ex. Srta Esparroman está namorando. Mesmo sabendo que não íamos voltar, dá aquela tristeza e aquela sensação de que você nunca mais vai arrumar alguém;
- Me deram um trabalho de merda para fazer (que me fez trabalhar pra caralho), e, depois que eu terminei, mudaram um monte de coisas e tive que refazer boa parte;
- Minha mala quebrou a rodinha no caminho para o trabalho e tive que carrega-la na munheca o resto do caminho. E tinha roupa para 2 semanas;
- Fui fazer um passeio na ilha fiscal e tava cheio de coisa cagada;
- Fui desligar um cara em Manaus e tomei esporro dele, por não ter avisado antes que ia desligá-lo, sabendo que ele sabia que ia ser desligado (história complexa);
- O cara cismou que não quer dar uma procuração para fazer a homologação dele no Rio. E a empresa cismou que não quer fazer a homologação dele em Manaus. Não sei como resolver, mas sei que vai sobrar pra mim;
- Voltei para o Rio e meu voo de volta foi ao lado de um cara que estava com um bafo sinistro. E ele dormiu com a cara virada para o meu lado (na ida foi quase a mesma coisa);
- Cheguei no galeão e a fila para táxi era interminável. E já era tarde pra caralho, e eu cansado pra bosta;
- Passei gripe pra veia e, além de trabalhar pra caralho, ainda tive que bancar o babá;
- O cara que eu estava preparando para ser meu substituto para eu voltar pra BH pediu demissão (na sexta feira!). Isso significa que eu não consigo voltar para BH tão cedo;
- Meu vôo, na sexta, quando eu costumo comemorar meu aniversário, atrasou pra caralho e só cheguei em casa 10:30 da noite, morto;
- Tomei esporro do CEO, porque não consegui fazer um plano no prazo. Só que não diz porque ele mesmo me envolveu na mudança de prédios;
Teve mais coisa,mas eu não posso comentar aqui....
8 de dez. de 2013
Hoje Estou....
Completando mais um ano de vida. Já são 32 anos enchendo o saco dos outros. Estou velho....
5 de dez. de 2013
Repassando ensinamentos
Desde que minha equipe mudou, tenho sido um chefe mais presente. Talvez porque o meu novo pupilo me procure mais e goste de trocar mais idéias, mas acho que é mais porque eu olho para ele e me vejo uns 8 anos atrás. Recém formado, querendo mudar o mundo e incorformado que ninguém quer mudar o que está errado. E pior: reclamando para quem quisesse ouvir que estava tudo errado e que ninguém fazia nada.
E considerando o que eu aprendi nesses 8 anos, pensei que poderia facilitar a vida do sujeito. E estou dando dicas em doses homeopáticas, porque ficar dando sermões longos não funcionam. Um dia um conselho, no outro uma história (para que ele pegue a lição), num outro um puxão de orelha de leve e de vez em quando o bom e velho método engole o choro. Afinal, ele tem que aprender que no mundo corporativo manda quem pode e obedece quem tem juízo.
E tem dado resultado. Ele está acalmando, escutando mais e até repassando parte dos ensinamentos para as estagiárias. Eu já tinha feito coaching / mentoring (nomes da moda) e deu resultado bom, mas desta vez eu estou realmente orgulhoso. Vejo que todas as conversas com o cara dão resultado e que ele está gostando destas pílulas de conhecimento.
Vamos ver se até fevereiro, quando eu espero voltar para BH, eu consiga formar o meu sucessor. Assim que deixo a minha área em boas mãos.
E considerando o que eu aprendi nesses 8 anos, pensei que poderia facilitar a vida do sujeito. E estou dando dicas em doses homeopáticas, porque ficar dando sermões longos não funcionam. Um dia um conselho, no outro uma história (para que ele pegue a lição), num outro um puxão de orelha de leve e de vez em quando o bom e velho método engole o choro. Afinal, ele tem que aprender que no mundo corporativo manda quem pode e obedece quem tem juízo.
E tem dado resultado. Ele está acalmando, escutando mais e até repassando parte dos ensinamentos para as estagiárias. Eu já tinha feito coaching / mentoring (nomes da moda) e deu resultado bom, mas desta vez eu estou realmente orgulhoso. Vejo que todas as conversas com o cara dão resultado e que ele está gostando destas pílulas de conhecimento.
Vamos ver se até fevereiro, quando eu espero voltar para BH, eu consiga formar o meu sucessor. Assim que deixo a minha área em boas mãos.
3 de dez. de 2013
Futebolando
Dia desses aí pra trás aconteceu o campeonato de futebol da minha empresa. Apesar de eu estar correndo, estava longe de estar em forma. E mais do que isso, nas duas ou três semanas anteriores eu não consegui correr. E pra piorar, meu time não tinha reserva. Quer dizer, até tinha, mas não podia jogar. No dia do campeonato, ainda estava chovendo. Conseguiu entender a situação toda?
Pois bem. Sabendo disso tudo, eu estava jogando me poupando. E com isso fiz caquinhas, lógico. Mas o resto do meu time era muito bom e conseguiu suprir a minha falta. Até ajudei, mas no tanto quanto eu poderia. Tanto que no final da final eu ainda tinha gás para mais um jogo.
Como eu disse, o meu time era muito bom e acabamos ganhando o campeonato. Não teve medalha, mas ganhamos um troféu, que o pessoal levou pro escritório.
Mas o fato é que mesmo tendo sobrado gás no final do último jogo, no dia seguinte tudo doía. Tudo MESMO. E isso considerando que eu tinha tomado antiinflamatório para o meu tornozelo e meu joelho. Só voltou a ficar tudo 100% uns 4 dias depois.
O que mostra que estou realmente totalmente completamente absurdamente fora de forma. E que essas corridinhas marotas não fazem diferença nenhuma..... O que me deixou menos triste é que todo mundo reclamou de dores na segunda, mesmo os que jogam bola com frequência.
Pois bem. Sabendo disso tudo, eu estava jogando me poupando. E com isso fiz caquinhas, lógico. Mas o resto do meu time era muito bom e conseguiu suprir a minha falta. Até ajudei, mas no tanto quanto eu poderia. Tanto que no final da final eu ainda tinha gás para mais um jogo.
Como eu disse, o meu time era muito bom e acabamos ganhando o campeonato. Não teve medalha, mas ganhamos um troféu, que o pessoal levou pro escritório.
Mas o fato é que mesmo tendo sobrado gás no final do último jogo, no dia seguinte tudo doía. Tudo MESMO. E isso considerando que eu tinha tomado antiinflamatório para o meu tornozelo e meu joelho. Só voltou a ficar tudo 100% uns 4 dias depois.
O que mostra que estou realmente totalmente completamente absurdamente fora de forma. E que essas corridinhas marotas não fazem diferença nenhuma..... O que me deixou menos triste é que todo mundo reclamou de dores na segunda, mesmo os que jogam bola com frequência.
1 de dez. de 2013
Dias de Cão
Pois bem, amiguinhos, eu ando sumido. E tem uma razão simples: estou trabalhando pra caralho. Além de trabalhar muitas horas, todo dia tem um pepino novo para ser resolvido (e é urgente, lógico). E com a mudança da empresa para um prédio novo (comentei aqui? Acho que não), além de tudo o que eu tinha pra fazer me deram uma penca de coisas para resolver até meados de dezembro.
Nesse meio tempo ainda teve ferido aqui no Rio (que eu trabalhei), tive dois dias de treinamento em SP (que eu fiz jornada dupla) e ainda vou ter que ir para Manaus amanhã, para uma reunião de 10 minutos. Sim, vou pegar um avião, voar 4,5 horas (perdendo o dia inteiro de trabalho, porque o voo é meio do dia no galeão), dormir, ir para o cliente, ter a tal reunião de dez minutos, ficar o resto do dia fazendo "nada" e pegar um avião de volta (mais 4,5 horas).
E nisso, a minha lista de tarefas só aumentando. E cada dia mais pressão, para entregar tudo pra ontem. Eu não importo de trabalhar, mas o problema é que eu estou assim porque as pessoas que deveriam estar resolvendo os problemas não estão e o chefe do meu chefe (também conhecido como CEO) manda no meu peito, para que eu resolva. É aquela história do Mr. Wolf.
Para piorar, minha equipe foi toda trocada e um cara que sabe o que fazer está ensinando as que não sabem (ou seja, ninguém trabalha direito). E esse cara também esteve em São Paulo para o tal treinamento comigo e perdeu mais dois dias indo pra POA.
Somado a isso tudo, ainda estou dormindo mal (esperado), minha garganta está inflamada e eu fico tossindo o dia inteiro, não consigo fazer esportes (logo estou engordando mais) e nas voltas para BH não tenho forças pra fazer porra nenhuma (mas também não consigo descansar).
Fato é que preciso de férias. Vou conseguir tirar 2 semanas entre Natal e Ano Novo, mas a primeira das semanas fico no Rio, então não conta muito. A vantagem é que aqui no Rio eu consigo ficar deitado o dia inteiro sem fazer porra nenhuma. Ou então sair para fazer passeios culturais e ocupar a mente com outras coisas.
Vamos ver se Dezembro acalma um pouco e eu consigo colocar ordem na casa e parar de me matar. Mas acho que até a mudança da empresa a tendência é piorar....
Nesse meio tempo ainda teve ferido aqui no Rio (que eu trabalhei), tive dois dias de treinamento em SP (que eu fiz jornada dupla) e ainda vou ter que ir para Manaus amanhã, para uma reunião de 10 minutos. Sim, vou pegar um avião, voar 4,5 horas (perdendo o dia inteiro de trabalho, porque o voo é meio do dia no galeão), dormir, ir para o cliente, ter a tal reunião de dez minutos, ficar o resto do dia fazendo "nada" e pegar um avião de volta (mais 4,5 horas).
E nisso, a minha lista de tarefas só aumentando. E cada dia mais pressão, para entregar tudo pra ontem. Eu não importo de trabalhar, mas o problema é que eu estou assim porque as pessoas que deveriam estar resolvendo os problemas não estão e o chefe do meu chefe (também conhecido como CEO) manda no meu peito, para que eu resolva. É aquela história do Mr. Wolf.
Para piorar, minha equipe foi toda trocada e um cara que sabe o que fazer está ensinando as que não sabem (ou seja, ninguém trabalha direito). E esse cara também esteve em São Paulo para o tal treinamento comigo e perdeu mais dois dias indo pra POA.
Somado a isso tudo, ainda estou dormindo mal (esperado), minha garganta está inflamada e eu fico tossindo o dia inteiro, não consigo fazer esportes (logo estou engordando mais) e nas voltas para BH não tenho forças pra fazer porra nenhuma (mas também não consigo descansar).
Fato é que preciso de férias. Vou conseguir tirar 2 semanas entre Natal e Ano Novo, mas a primeira das semanas fico no Rio, então não conta muito. A vantagem é que aqui no Rio eu consigo ficar deitado o dia inteiro sem fazer porra nenhuma. Ou então sair para fazer passeios culturais e ocupar a mente com outras coisas.
Vamos ver se Dezembro acalma um pouco e eu consigo colocar ordem na casa e parar de me matar. Mas acho que até a mudança da empresa a tendência é piorar....
12 de nov. de 2013
Ainda existo
Pois é, eu não morri. Abandonei o blog, é verdade, mas estou vivo.
E a verdade verdadeira desse mundo é que parei de blogar por preguiça. Preguiça e por falta de assunto. Vez ou outra eu até penso em alguma coisa que na hora parece legar de escrever, mas aí olho para esta tela branca do blogger, escrevo uma ou duas linhas e cancelo o post, porque vejo que ia ficar uma merda o post.
Mas como é sempre bom manter este blog vivo, vamos de fatos rapidos:
- Pra começar bem: minha empresa está trocando a operadora de telefonia. Como o cara da TI não resolvia, fui "promovido" a gerente de comunicação e minha missão era fazer a porra da migração. Demorou pra cacete (parece que a Vivo não precisa de mais clientes), mas marcaram a portabilidade para ontem. Funcionou de quase todo mundo, menos dos gerentes, lógico. E para piorar, dois deles estão viajando, olha que beleza;
- A minha linha também deu problema. Resumidamente, as linhas saíram da claro e não foram para a Vivo. Estão no limbo. E o legal é que se você liga para o número, fala que NÃO EXISTE. Muito medo de os números terem sumido;
- Menos de 6 meses no Rio e a minha equipe mudou toda. 100% dela (ok, são 3 pessoas). Tudo o que eu levei treinando o pessoal foi para o saco. Pelo menos quem veio é bom;
- Aliás, para repor uma das vagas tive que entrevistar pessoas. E era vaga de estagiário. Recebi 6 currículos. Um deles, não tinha nem meia página (curiosamente foi quem eu contratei). Já um outro, era MUITO melhor que o meu. O que me fez ver a importância de um currículo bem feito;*
- Entrevistar estagiário é uma coisa muito divertida. Uns falam como se fossem deuses e os melhores do mundo. Outros, falam que não tem experiência e que querem uma chance de aprender. Eu contratei a que falou que queria aprender;*
- Aliás, nessas entrevistas eu consegui ver que é possível ver quando a pessoa está mentindo. E fiquei tentando adivinhar qual o tique de cada um mentindo. Um empolou todo. Uma mexia no cabelo. Outra, ficava com a voz trêmula. E um eu não consegui descobrir, porque era UM ROBÔ;*
- Por sinal esse robô era filho de jogador de futebol e largou a faculdade de computação em Portugal no 5o. período (o pai dele voltou para o Brasil). Uma outra era FORMADA em biomedicina;*
- Dia desses aí pra trás quebrei a minha regra de não beber durante a semana. E lógico que deu merda: desliguei o despertador sem perceber e do nada acordei 9:45 da manhã. Fiquei repetindo mentalmente até 10:25 (sim, eu tomei banho antes de sair de casa), quando cheguei na empresa, as frases: "Merda, merda, merda, merda" e "é por isso que você tem uma regra de não beber durante a semana". E aí tive que trabalhar no final de semana para recuperar o dia perdido;*
- Nesse dia, aliás, foi uma coisa meio bizarra: eu acordei de manhã e a minha mala estava feita. E eu não lembro de ter feito a mala;
- Descobri que existem pessoas que nadam na praia do Flamengo. Depois não sabem de onde surgem as mutações humanas;
- Aliás, pior ainda: descobri que tem gente que PESCA na praia do Flamengo;
- Dia desses aí pra trás estava chovendo e eu saí para "correr". Fiquei me perguntando se estava tudo certo comigo. A resposta veio na noite seguinte, quando eu comi umas 3.000 calorias em uma hora;*
- Comecei a assistir Breaking Bad. Recomendo a todos;
- A vida sem TV, mas com a locadora Torrent não é tão sofrida quanto eu imaginava. Estou sobrevivendo bem (mas só nos dias em que vou correr, porque chego mais ou menos tarde em casa e depois de um episódio de BB eu já estou quase dormindo);
- Marcaram o campeonato de futebol da minha empresa. Vamos ver se eu vou aguentar jogar todos os jogos;
- Descobriram recentemente um ligamento novo no joelho. Se é o mesmo que anda doendo do meu, eu tô fudido;
- Minha empresa vai mudar para um lugar longe pra caralho aqui no Rio e estão colocando linhas de ônibus para pegar e levar a galera em casa. Adivinha se tem espaço no busão que passa perto da minha casa;
- Já falei que rolou um aditivo no meu contrato de alocação aqui no Rio e que fico até o carnaval, né? Pois bem, em dias de calor como o de hoje (sensação térmica de 50 graus), eu me arrependo de ter vindo pra cá;*
- Quando eu falo que carioca é vagabundo ninguém acredita: semana passada, uma quinta depois do flamengo classificar para a final da copa do brasil, a PRIMEIRA pessoa DO MEU ANDAR a chegar (depois de mim, claro), chegou 9:15. A PRIMEIRA.
- Falando em futebol, tô até achando que esse ano o Cruzeiro ganha o brasileirão. Mas vamos aguardar a probabilidade aumentar antes de comemorar. Tem pouco nove depois da vírgula;
- Uns dois finais de semana pra trás, quase 5 da tarde, um amigo meu me liga e fala: "ou, churrasco aqui no sitio. Vem agora". O sitio fica a quase 100 km da minha casa. Eu fui. Ainda estou tentando entender o que deu em mim para ir;
- Cada dia que passa me dá mais tristeza ver a quantidade de dinheiro que a minha empresa joga no lixo por má gestão;
- Essa é boa: um cara da minha equipe pediu para instalar o Chrome na máquina dele. E aí o gerente de TI (vou repetir: o GERENTE DE TI) falou que não podia, porque ia inserir muitas brechas de segurança. Falou que era para usar o Internet Explorer. Eu fiquei uns 20 minutos rindo quando li o email;
Bom, é isso. O temo dos estagiário rendia um post bacana só pra ele, mas agora já foi.
* Assuntos de post que morreram antes de serem publicados
E a verdade verdadeira desse mundo é que parei de blogar por preguiça. Preguiça e por falta de assunto. Vez ou outra eu até penso em alguma coisa que na hora parece legar de escrever, mas aí olho para esta tela branca do blogger, escrevo uma ou duas linhas e cancelo o post, porque vejo que ia ficar uma merda o post.
Mas como é sempre bom manter este blog vivo, vamos de fatos rapidos:
- Pra começar bem: minha empresa está trocando a operadora de telefonia. Como o cara da TI não resolvia, fui "promovido" a gerente de comunicação e minha missão era fazer a porra da migração. Demorou pra cacete (parece que a Vivo não precisa de mais clientes), mas marcaram a portabilidade para ontem. Funcionou de quase todo mundo, menos dos gerentes, lógico. E para piorar, dois deles estão viajando, olha que beleza;
- A minha linha também deu problema. Resumidamente, as linhas saíram da claro e não foram para a Vivo. Estão no limbo. E o legal é que se você liga para o número, fala que NÃO EXISTE. Muito medo de os números terem sumido;
- Menos de 6 meses no Rio e a minha equipe mudou toda. 100% dela (ok, são 3 pessoas). Tudo o que eu levei treinando o pessoal foi para o saco. Pelo menos quem veio é bom;
- Aliás, para repor uma das vagas tive que entrevistar pessoas. E era vaga de estagiário. Recebi 6 currículos. Um deles, não tinha nem meia página (curiosamente foi quem eu contratei). Já um outro, era MUITO melhor que o meu. O que me fez ver a importância de um currículo bem feito;*
- Entrevistar estagiário é uma coisa muito divertida. Uns falam como se fossem deuses e os melhores do mundo. Outros, falam que não tem experiência e que querem uma chance de aprender. Eu contratei a que falou que queria aprender;*
- Aliás, nessas entrevistas eu consegui ver que é possível ver quando a pessoa está mentindo. E fiquei tentando adivinhar qual o tique de cada um mentindo. Um empolou todo. Uma mexia no cabelo. Outra, ficava com a voz trêmula. E um eu não consegui descobrir, porque era UM ROBÔ;*
- Por sinal esse robô era filho de jogador de futebol e largou a faculdade de computação em Portugal no 5o. período (o pai dele voltou para o Brasil). Uma outra era FORMADA em biomedicina;*
- Dia desses aí pra trás quebrei a minha regra de não beber durante a semana. E lógico que deu merda: desliguei o despertador sem perceber e do nada acordei 9:45 da manhã. Fiquei repetindo mentalmente até 10:25 (sim, eu tomei banho antes de sair de casa), quando cheguei na empresa, as frases: "Merda, merda, merda, merda" e "é por isso que você tem uma regra de não beber durante a semana". E aí tive que trabalhar no final de semana para recuperar o dia perdido;*
- Nesse dia, aliás, foi uma coisa meio bizarra: eu acordei de manhã e a minha mala estava feita. E eu não lembro de ter feito a mala;
- Descobri que existem pessoas que nadam na praia do Flamengo. Depois não sabem de onde surgem as mutações humanas;
- Aliás, pior ainda: descobri que tem gente que PESCA na praia do Flamengo;
- Dia desses aí pra trás estava chovendo e eu saí para "correr". Fiquei me perguntando se estava tudo certo comigo. A resposta veio na noite seguinte, quando eu comi umas 3.000 calorias em uma hora;*
- Comecei a assistir Breaking Bad. Recomendo a todos;
- A vida sem TV, mas com a locadora Torrent não é tão sofrida quanto eu imaginava. Estou sobrevivendo bem (mas só nos dias em que vou correr, porque chego mais ou menos tarde em casa e depois de um episódio de BB eu já estou quase dormindo);
- Marcaram o campeonato de futebol da minha empresa. Vamos ver se eu vou aguentar jogar todos os jogos;
- Descobriram recentemente um ligamento novo no joelho. Se é o mesmo que anda doendo do meu, eu tô fudido;
- Minha empresa vai mudar para um lugar longe pra caralho aqui no Rio e estão colocando linhas de ônibus para pegar e levar a galera em casa. Adivinha se tem espaço no busão que passa perto da minha casa;
- Já falei que rolou um aditivo no meu contrato de alocação aqui no Rio e que fico até o carnaval, né? Pois bem, em dias de calor como o de hoje (sensação térmica de 50 graus), eu me arrependo de ter vindo pra cá;*
- Quando eu falo que carioca é vagabundo ninguém acredita: semana passada, uma quinta depois do flamengo classificar para a final da copa do brasil, a PRIMEIRA pessoa DO MEU ANDAR a chegar (depois de mim, claro), chegou 9:15. A PRIMEIRA.
- Falando em futebol, tô até achando que esse ano o Cruzeiro ganha o brasileirão. Mas vamos aguardar a probabilidade aumentar antes de comemorar. Tem pouco nove depois da vírgula;
- Uns dois finais de semana pra trás, quase 5 da tarde, um amigo meu me liga e fala: "ou, churrasco aqui no sitio. Vem agora". O sitio fica a quase 100 km da minha casa. Eu fui. Ainda estou tentando entender o que deu em mim para ir;
- Cada dia que passa me dá mais tristeza ver a quantidade de dinheiro que a minha empresa joga no lixo por má gestão;
- Essa é boa: um cara da minha equipe pediu para instalar o Chrome na máquina dele. E aí o gerente de TI (vou repetir: o GERENTE DE TI) falou que não podia, porque ia inserir muitas brechas de segurança. Falou que era para usar o Internet Explorer. Eu fiquei uns 20 minutos rindo quando li o email;
Bom, é isso. O temo dos estagiário rendia um post bacana só pra ele, mas agora já foi.
* Assuntos de post que morreram antes de serem publicados
6 de out. de 2013
Checklist da casa
Como usuário do apartamento que a empresa aluga eu preciso assinar um termo de compromisso. E o termo de compromisso inclui uma lista de itens presentes na casa (que foi passado pela dona do apartamento quando ele foi alugado). E como eu não assino nada sem ler e ter certeza que está tudo certo, fui fazer uma conferência nos itens.
Tinha coisa pra caralho para conferir. Alguns lugares não tinha muita coisa para conferir, mas o meu quarto e a cozinha tinha muita tralha para conferir. Levei mais de uma hora para conferir tudo - e olha que o roomi me ajudou a conferir, senão era o dobro do tempo.
E enquanto eu fazia a conferência vi várias coisas bizarras, por exemplo:
- a mulher lista, com uma riqueza de detalhes incrível, um item de propaganda (2 pratos de porcelana pequenos escritos ouro verdes armazéns) e não coloca a coisa mais cara da casa, o piano. Ou seja: eu posso levar o piano embora;
- Aliás, o nível de detalhes chega a ser incrível. Olha o que a dona listou: em cima do filtro 03 caixinhas de fósforos com enfeites bordados;
- Teve outra que também me chamou a atenção 2 potes de sopa branco c/ floral azul na borda;
- Umas coisas meio absurdas, que ainda não entendi porque a mulher listou (Armário embutido, 1 pia de granito bege c/ torneira e cuba de inox);
- Esse eu achei sensacional: 01 enfeite de louça de cachorro;
- Ainda descobri que existe um tecido chamado Chenilli. E descobri que tem 2 colchas disso no meu quarto.
O pior de tudo é que mesmo com todo esse detalhe eu consegui descobrir coisas sobrando que não estão listadas (tipo o piano) e algumas outras coisas que nestão contadas 2 vezes (tipo o aspitador de pó e um armário na cozinha).
E descobri também que o meu quarto tinha 2 camas (uma delas foi parar no quarto de empregada), o que faz mais sentido agora para aquele quarto daquele tamanho e tão vazio.
Mandei as divergências para o pessoal do RH antes de assinar qualquer coisa, para não inventarem moda quando eu sair do apartamento.
Tinha coisa pra caralho para conferir. Alguns lugares não tinha muita coisa para conferir, mas o meu quarto e a cozinha tinha muita tralha para conferir. Levei mais de uma hora para conferir tudo - e olha que o roomi me ajudou a conferir, senão era o dobro do tempo.
E enquanto eu fazia a conferência vi várias coisas bizarras, por exemplo:
- a mulher lista, com uma riqueza de detalhes incrível, um item de propaganda (2 pratos de porcelana pequenos escritos ouro verdes armazéns) e não coloca a coisa mais cara da casa, o piano. Ou seja: eu posso levar o piano embora;
- Aliás, o nível de detalhes chega a ser incrível. Olha o que a dona listou: em cima do filtro 03 caixinhas de fósforos com enfeites bordados;
- Teve outra que também me chamou a atenção 2 potes de sopa branco c/ floral azul na borda;
- Umas coisas meio absurdas, que ainda não entendi porque a mulher listou (Armário embutido, 1 pia de granito bege c/ torneira e cuba de inox);
- Esse eu achei sensacional: 01 enfeite de louça de cachorro;
- Ainda descobri que existe um tecido chamado Chenilli. E descobri que tem 2 colchas disso no meu quarto.
O pior de tudo é que mesmo com todo esse detalhe eu consegui descobrir coisas sobrando que não estão listadas (tipo o piano) e algumas outras coisas que nestão contadas 2 vezes (tipo o aspitador de pó e um armário na cozinha).
E descobri também que o meu quarto tinha 2 camas (uma delas foi parar no quarto de empregada), o que faz mais sentido agora para aquele quarto daquele tamanho e tão vazio.
Mandei as divergências para o pessoal do RH antes de assinar qualquer coisa, para não inventarem moda quando eu sair do apartamento.
3 de out. de 2013
Roomie Novo
Pois bem. Acabou o mês e o Roomie fois-se embora para BH. E no dia seguinte chegou o roomie novo. O Roomie novo também é de BH e sempre que eu olho pra ele eu lembro do Bressane (logo eu lembro de mim). Eu acho o cara muito parecido comigo fisicamente.
Nos primeiros dias, foi ótimo: eu saía e ele estava dormindo. Eu voltava e ele já tinha saído para o treino de krav magá. E quando ele chegava, ou eu já estava trancado no quarto ou ele se trancava no quarto para falar com a esposa.
Mas hoje ele não foi treinar, e quando eu cheguei ele já estava conversando com a patroa dele. Aí comecei a fazer a conferência dos itens presentes no apartamento (história para outro post) e no meio ele veio ver o que eu estava fazendo (e provavelmente puxar papo). Aí começou a me ajudar.
Terminamos a conferência (tem coisa pra caralho nesse apartamento) e eu vim para o mei quarto. E ele veio atrás, conversando. E eu descobri que ele é daquelas pessoas que gosta de ficar batendo papo. E que não tem desconfiômetro (ou então estava carente).
Eu dava indiretas, do tipo "preciso fazer a minha mala" e nada. Eu COMECEI a fazer a minha mala e nada. Eu ACABEI de fazer a minha mala e o cara na porta, conversando. A única forma do cara desconfiar foi quando eu falei "bom, voltar a trabalhar, né..." e liguei o computador.
O pior é que ele ainda ficou parado na porta, para ver se eu ia falar mais alguma coisa. Mas quando eu sentei e comecei a digitar ele entendeu e falou "beleza. Qualquer coisa eu tô aí".
Espero que seja só hoje. Eu não vou aguentar um cara que gosta de bater papo todo dia. Principalmente porque não tem muito mais o que conversar, já gastei tudo hoje....
Nos primeiros dias, foi ótimo: eu saía e ele estava dormindo. Eu voltava e ele já tinha saído para o treino de krav magá. E quando ele chegava, ou eu já estava trancado no quarto ou ele se trancava no quarto para falar com a esposa.
Mas hoje ele não foi treinar, e quando eu cheguei ele já estava conversando com a patroa dele. Aí comecei a fazer a conferência dos itens presentes no apartamento (história para outro post) e no meio ele veio ver o que eu estava fazendo (e provavelmente puxar papo). Aí começou a me ajudar.
Terminamos a conferência (tem coisa pra caralho nesse apartamento) e eu vim para o mei quarto. E ele veio atrás, conversando. E eu descobri que ele é daquelas pessoas que gosta de ficar batendo papo. E que não tem desconfiômetro (ou então estava carente).
Eu dava indiretas, do tipo "preciso fazer a minha mala" e nada. Eu COMECEI a fazer a minha mala e nada. Eu ACABEI de fazer a minha mala e o cara na porta, conversando. A única forma do cara desconfiar foi quando eu falei "bom, voltar a trabalhar, né..." e liguei o computador.
O pior é que ele ainda ficou parado na porta, para ver se eu ia falar mais alguma coisa. Mas quando eu sentei e comecei a digitar ele entendeu e falou "beleza. Qualquer coisa eu tô aí".
Espero que seja só hoje. Eu não vou aguentar um cara que gosta de bater papo todo dia. Principalmente porque não tem muito mais o que conversar, já gastei tudo hoje....
30 de set. de 2013
I'm Mr. Wolf
Quem já viu Pulp Fiction certamente lembra do Mr. Wolf. Quem não viu (ou viu a tanto tempo que não lembra), vale a pena ver a cena abaixo (a qualidade do video está uma bosta).
Mr. Wolf, como ele diz quando se apresenta, resolve problemas. E atualmente é isso o que eu tenho feito.
A empresa tem um tamanho razoável. E como toda empresa maromeno grande, tudo demora para acontecer. Para piorar, 70% da empresa é formada por cariocas e, desculpem a siceridade, cariocas não gostam de trabalhar. O resultado disso tudo é uma empresa cheia de problemas que não são resolvidos.
O mais comum (comum MESMO) é um problema aparecer, quem descobriu o problema pede ajuda pra quem pode resolver o problema, e o assunto é esquecido. Quem descobriu o problema, passou a batata pra frente. Quem pode resolver o problema, deixa lá na caixa de coisas que "se alguém me cobrar muito eu resolvo". E aí os problemas ficam lá, mofando.
Só que eu não consigo ver um problema e não resolver. E desde que cheguei no Rio comecei a tentar resolver tudo o que aparece. E as pessoas, vendo que tem alguém que resolve os problemas, começaram a desenterrar tudo o que estava mofando nas gavetas. Com o final do ano fiscal (o ano fiscal da minha empresa encerra em setembro) a situação só piorou, porque é tudo para "hoje" (e no caso de hoje, era hoje MESMO).
E é problema de tudo quanto é tipo: devolução de apartamento funcional, leilão de mesas e cadeiras, doação de computadores, lançamentos errados no sistema corporativo... Qualquer coisa que tenha alguma ligação com custos, cai no meu colo. Às vezes, nem tem muita ligação não, mas cai no meu colo do mesmo jeito.
Isso, óbvio, está me fazendo trabalhar como um cão. Mas no final do dia, morto, a sensação de ter ajudado a empresa compensa.
Só preciso agora mudar o meu cartão de visitas e minha assinatura de email. No lugar do cargo, vou colocar "Problem Solver".
Mr. Wolf, como ele diz quando se apresenta, resolve problemas. E atualmente é isso o que eu tenho feito.
A empresa tem um tamanho razoável. E como toda empresa maromeno grande, tudo demora para acontecer. Para piorar, 70% da empresa é formada por cariocas e, desculpem a siceridade, cariocas não gostam de trabalhar. O resultado disso tudo é uma empresa cheia de problemas que não são resolvidos.
O mais comum (comum MESMO) é um problema aparecer, quem descobriu o problema pede ajuda pra quem pode resolver o problema, e o assunto é esquecido. Quem descobriu o problema, passou a batata pra frente. Quem pode resolver o problema, deixa lá na caixa de coisas que "se alguém me cobrar muito eu resolvo". E aí os problemas ficam lá, mofando.
Só que eu não consigo ver um problema e não resolver. E desde que cheguei no Rio comecei a tentar resolver tudo o que aparece. E as pessoas, vendo que tem alguém que resolve os problemas, começaram a desenterrar tudo o que estava mofando nas gavetas. Com o final do ano fiscal (o ano fiscal da minha empresa encerra em setembro) a situação só piorou, porque é tudo para "hoje" (e no caso de hoje, era hoje MESMO).
E é problema de tudo quanto é tipo: devolução de apartamento funcional, leilão de mesas e cadeiras, doação de computadores, lançamentos errados no sistema corporativo... Qualquer coisa que tenha alguma ligação com custos, cai no meu colo. Às vezes, nem tem muita ligação não, mas cai no meu colo do mesmo jeito.
Isso, óbvio, está me fazendo trabalhar como um cão. Mas no final do dia, morto, a sensação de ter ajudado a empresa compensa.
Só preciso agora mudar o meu cartão de visitas e minha assinatura de email. No lugar do cargo, vou colocar "Problem Solver".
27 de set. de 2013
Colchão de primeira
Apesar de a casa nova existir há pouco mais de duas semanas, eu só dormi lá 4 noites (tirando esta semana). Afinal, na primeira semana eu ainda estava em hotel e só faltava uma noite ara eu voltar pra casa. A segunda semana eu fiquei lá de segunda a sexta (que são essas 4 noites). A terceira semana (a passada) eu estava em Jundiaí.
O colchão, teoricamente, é novinho. Mas é um dos mais baratos (e vagabundos) possível. De espuma, densidade 33. É tão vagabundo, mas tão vagabundo, que na PRIMEIRA semana, depois de ter sido usado 5 vezes (lembrem que o roomie dormiu nele uma noite, antes de eu chegar), ele já estava com "marcas" de corpo (tipo colchão MUITO usado de hotel).
Agora eu deito e o corpo já encaixa no colchão. E tento me mexer e fica desconfortável, porque ficam altos e baixos onde não deveriam (tipo um montinho no meio da coluna). O travesseiro não é muito diferente. Já está todo cagado, e parece que a espuma se defez.
E eu, que já não durmo muito bem normalmente, acabo dormindo muito pior e já acordo cansado.
Tô vendo que vou ter que comprar um colchão e um travesseiro novos.... Alguém tem idéia de quanto custa esse conjunto?
O colchão, teoricamente, é novinho. Mas é um dos mais baratos (e vagabundos) possível. De espuma, densidade 33. É tão vagabundo, mas tão vagabundo, que na PRIMEIRA semana, depois de ter sido usado 5 vezes (lembrem que o roomie dormiu nele uma noite, antes de eu chegar), ele já estava com "marcas" de corpo (tipo colchão MUITO usado de hotel).
Agora eu deito e o corpo já encaixa no colchão. E tento me mexer e fica desconfortável, porque ficam altos e baixos onde não deveriam (tipo um montinho no meio da coluna). O travesseiro não é muito diferente. Já está todo cagado, e parece que a espuma se defez.
E eu, que já não durmo muito bem normalmente, acabo dormindo muito pior e já acordo cansado.
Tô vendo que vou ter que comprar um colchão e um travesseiro novos.... Alguém tem idéia de quanto custa esse conjunto?
25 de set. de 2013
Vida sem TV e sem internet
Lembram que o quarto mal assombrado não tem mesa? Isso significa que o roomie usa o computador na sala, conversando com a esposa dele via skype. E lembram que só tem TV na sala? Pois é, isso significa que não dá pra ficar vendo TV agradavelmente (até porque o sofá não é dos mais confortáveis).
Para piorar, a TV a cabo é com canais muito básicos e NÃO tem ponto nos quartos. Eu juro que cogitei comprar uma TV pequena para por no quarto (ou até mesmo pegar uma da minha mãe que está parada), mas sem ponto de antena (nem mesmo a coletiva), não dá.
E para piorar de verdade, não tem internet. O máximo que dá pra fazer é usar o modem 3G da empresa, mas isso significa ficar carregando meu notebook todo dia pra casa, o que eu não curto muito porque acabo trabalhando.
Eu gosto de ver TV a noite, especialmente para dormir. Mas muitas das vezes é só para fazer barulho mesmo, eu nem presto muita atenção, mas acaba fazendo falta. Sem contar que me ajuda a pegar no sono. E quando não tem TV e no tem internet, sobram 3 opções:
1) Usar o tablet da Véia para jogar alguma coisa (entupi de jogos);
2) Ver um filme no tablet;
3) Ler um livro.
A opção 1 enjoa rápido. A opção 2 não tá muito fácil, porque estou chegando em casa tarde do trabalho, logo não dá pra ver um filme inteiro. A opção 3, bem, é um ótimo sonífero e eu consigo ler fantásticas 3 páginas, quando muito. O problema é que eu tenho levado tanta tralha de BH para o apartamento novo que não cabe um livro na mala ou na mochila (sério).
O que me resta é deitar e ficar rolando na cama no escuro dormir, pelo menos até eu conseguir estabilizar a vida na casa nova, o que deve levar pelo menos mais umas 2 semanas. O que tem sido muito difícil, dado que tem um bar bem em frente a minha janela.....
Alguém tem alguma dica aí para voltar à viver na idade da pedra?
Para piorar, a TV a cabo é com canais muito básicos e NÃO tem ponto nos quartos. Eu juro que cogitei comprar uma TV pequena para por no quarto (ou até mesmo pegar uma da minha mãe que está parada), mas sem ponto de antena (nem mesmo a coletiva), não dá.
E para piorar de verdade, não tem internet. O máximo que dá pra fazer é usar o modem 3G da empresa, mas isso significa ficar carregando meu notebook todo dia pra casa, o que eu não curto muito porque acabo trabalhando.
Eu gosto de ver TV a noite, especialmente para dormir. Mas muitas das vezes é só para fazer barulho mesmo, eu nem presto muita atenção, mas acaba fazendo falta. Sem contar que me ajuda a pegar no sono. E quando não tem TV e no tem internet, sobram 3 opções:
1) Usar o tablet da Véia para jogar alguma coisa (entupi de jogos);
2) Ver um filme no tablet;
3) Ler um livro.
A opção 1 enjoa rápido. A opção 2 não tá muito fácil, porque estou chegando em casa tarde do trabalho, logo não dá pra ver um filme inteiro. A opção 3, bem, é um ótimo sonífero e eu consigo ler fantásticas 3 páginas, quando muito. O problema é que eu tenho levado tanta tralha de BH para o apartamento novo que não cabe um livro na mala ou na mochila (sério).
O que me resta é deitar e ficar rolando na cama no escuro dormir, pelo menos até eu conseguir estabilizar a vida na casa nova, o que deve levar pelo menos mais umas 2 semanas. O que tem sido muito difícil, dado que tem um bar bem em frente a minha janela.....
Alguém tem alguma dica aí para voltar à viver na idade da pedra?
23 de set. de 2013
Chiclete de Arroz
Essa receita eu inventei no final de semana passado. Abri a geladeira e os armários daqui de casa, vi o que tinha e resolvi colocar tudo junto na panela. No final vocês vão entender o nome da receita. Vamos aos ingredientes:

Primeiro escoe a água do atum em uma leiteira. Guarde a água, ela será útil.

Depois escoe a água das ervilhas. Pode deixar junto com a água do atum:

Lava o arroz e frita faria normalmente para preparar arroz. Eu uso azeite, mas funciona também com óleo de soja. Em paralelo, complete a quantidade de água na leiteira com a água de atum e ervilhas. Complete = tem que ter no total 2 unidades de água (copo, xicara, etc) para 1 unidade de arroz (tem que ser a mesma unidade, lógico). E mete a água no fogo.

E joga o atum e as ervilhas na panela junto com o arroz.

E mistura como se não houvesse amanhã.

E joga a água fervendo, como se fosse fazer um arroz normal, abaixando o fogo e semitapando a panela.
Nesse meio tempo, rala a mussarela. No meio do cozimento, joga um pouco de mussarela e batata palha por cima de tudo. Vai ficar assim:

Depois de tudo quase cozido, vai jogando o queijo e a batata palha e mistura. Quando acabar, vai ficar mais ou menos assim:

Como sempre, fica feio, mas fica muito gostoso. E como eu coloquei queijo pra cacete, ficou parecendo um chiclete, tudo grudado.
Ah, é, tem que colocar sal na água antes de ferver. Cuidado que o queijo, o atum e a batata palha já tem sal, então não pode exageirar.
Tempo de preparo: até o comecinho de Nameless do Subliminal Verses do Slipknot.

Primeiro escoe a água do atum em uma leiteira. Guarde a água, ela será útil.

Depois escoe a água das ervilhas. Pode deixar junto com a água do atum:

Lava o arroz e frita faria normalmente para preparar arroz. Eu uso azeite, mas funciona também com óleo de soja. Em paralelo, complete a quantidade de água na leiteira com a água de atum e ervilhas. Complete = tem que ter no total 2 unidades de água (copo, xicara, etc) para 1 unidade de arroz (tem que ser a mesma unidade, lógico). E mete a água no fogo.

E joga o atum e as ervilhas na panela junto com o arroz.

E mistura como se não houvesse amanhã.

E joga a água fervendo, como se fosse fazer um arroz normal, abaixando o fogo e semitapando a panela.
Nesse meio tempo, rala a mussarela. No meio do cozimento, joga um pouco de mussarela e batata palha por cima de tudo. Vai ficar assim:

Depois de tudo quase cozido, vai jogando o queijo e a batata palha e mistura. Quando acabar, vai ficar mais ou menos assim:

Como sempre, fica feio, mas fica muito gostoso. E como eu coloquei queijo pra cacete, ficou parecendo um chiclete, tudo grudado.
Ah, é, tem que colocar sal na água antes de ferver. Cuidado que o queijo, o atum e a batata palha já tem sal, então não pode exageirar.
Tempo de preparo: até o comecinho de Nameless do Subliminal Verses do Slipknot.
20 de set. de 2013
Para fechar a semana bem
Toda semana eu pego o mesmo vôo para voltar pra casa. Então já sei o processo para ir para o aeroporto: sai do escritório as 17:00. Fica mendigando um taxi até 17:15. Chega no aeroporto 17:35, por causa do trânsito. Faz o check in e vai para a sala de embarque, esperando uns 5 minutos até embarcar. Embarca como prioridade (smiles ouro), senta e apaga.
Só que a sexta-feira passada (13) foi corrida. Não parei um minuto. Corre pra cá, corre pra lá, reunião daqui, reunião dali. Quando vi, já era 17:15. Fechei o notebook, saí correndo do escritório e fui caçar um taxi. Tentei por 2 minutos, porque todos falaram que, por causa da manifestação, estava tudo parado.
Eu não queria perder o vôo, então tomei uma decisão: teria que ir a pé. Dá mais ou menos uns 2 km, caminhada tranquila. O problema é que eu tinha uns 20 minutos, uma mala pesada para arrastar (e as rodas dela estão agarrando) e um notebook nas costas. Ah, sim, e estava de roupa social.
Liguei o modo psicopata e fui arrastando a minha mala, quase correndo, pelas calçadas esburacadas do centro do Rio de Janeiro. Eu já estava com as costas molhadas de tanto suor (o notebook não ajuda) e sentindo a pança meio molhada. Quase chegando eu vi uns taxis, mas com certeza nenhum deles ia querer andar dois a três quarteirões para me deixar lá, e era a parte que o trânsito agarra.
Apertei mais ainda o passo e consegui chegar a tempo. Entrei no aeroporto pelo desemparque e fui caminhando por dentro. Olhei para o relógio e estava mais ou menos em cima da hora. Mas eu diminuí o passo um pouco e finalmente cheguei na fila de embarque. Quando parei, parece que todos os meus poros abriram e 1/3 da água do meu corpo saiu em forma de suor. Parecia que eu tinha corrido uma maratona de calor. E que tinha acabado de sair do chuveiro após tomar banho de roupa.
Consegui fazer o check in e a mulher falou "embarque imediato". E aí lá fui correndo para o avião.
Consegui pegar o vôo, mas ele ficou bem uns 20 minutos taxiando e esperando para decolar. Mas pelo menos consegui em BH quase no horário previsto. Mas aí o trânsito fez o resto do trabalho e só consegui pisar em casa 21:45. Para aí lavar a roupa, já que a passadeira vinha no dia seguinte.
Só espero que nunca mais tenha que sair correndo para o aeroporto novamente....
Só que a sexta-feira passada (13) foi corrida. Não parei um minuto. Corre pra cá, corre pra lá, reunião daqui, reunião dali. Quando vi, já era 17:15. Fechei o notebook, saí correndo do escritório e fui caçar um taxi. Tentei por 2 minutos, porque todos falaram que, por causa da manifestação, estava tudo parado.
Eu não queria perder o vôo, então tomei uma decisão: teria que ir a pé. Dá mais ou menos uns 2 km, caminhada tranquila. O problema é que eu tinha uns 20 minutos, uma mala pesada para arrastar (e as rodas dela estão agarrando) e um notebook nas costas. Ah, sim, e estava de roupa social.
Liguei o modo psicopata e fui arrastando a minha mala, quase correndo, pelas calçadas esburacadas do centro do Rio de Janeiro. Eu já estava com as costas molhadas de tanto suor (o notebook não ajuda) e sentindo a pança meio molhada. Quase chegando eu vi uns taxis, mas com certeza nenhum deles ia querer andar dois a três quarteirões para me deixar lá, e era a parte que o trânsito agarra.
Apertei mais ainda o passo e consegui chegar a tempo. Entrei no aeroporto pelo desemparque e fui caminhando por dentro. Olhei para o relógio e estava mais ou menos em cima da hora. Mas eu diminuí o passo um pouco e finalmente cheguei na fila de embarque. Quando parei, parece que todos os meus poros abriram e 1/3 da água do meu corpo saiu em forma de suor. Parecia que eu tinha corrido uma maratona de calor. E que tinha acabado de sair do chuveiro após tomar banho de roupa.
Consegui fazer o check in e a mulher falou "embarque imediato". E aí lá fui correndo para o avião.
Consegui pegar o vôo, mas ele ficou bem uns 20 minutos taxiando e esperando para decolar. Mas pelo menos consegui em BH quase no horário previsto. Mas aí o trânsito fez o resto do trabalho e só consegui pisar em casa 21:45. Para aí lavar a roupa, já que a passadeira vinha no dia seguinte.
Só espero que nunca mais tenha que sair correndo para o aeroporto novamente....
18 de set. de 2013
Roomie espertão
Pois bem. No último post contei que fui lá no apartamento e demarquei o território (esqueci de comentar que deixei uma apostila em cima da mesa, mas na foto dá pra ver). Para não correr riscos, no dia seguinte, uma sexta-feira, mandei um email para o cara que ia dividir o apartamento comigo, já que ele ia passar o final de semana no apartamento.
Eu já conhecia o cara, ele foi meu calouro na faculdade. Então fui bem direto e detalhado: "meu quarto é o da cama de solteiro. Já deixei um material que estou estudando lá, em cima da mesa". E relaxei, já que já tinha fincado a bandeirinha e demarcado o território.
Eis que na segunda feira seguinte, chego no apartamento já tarde da noite e encontro o cara saindo do apartamento. E vi que a luz do meu quarto estava acesa. Cheguei na porta e o cara já tinha montado acampamento lá. Eu só falei: "pô, vei, esse é o meu quarto. Até deixei a minha apostila.". E ele "ah, é? Confundi então. Achei que essa apostila fosse de alguém que tivesse esquecido aí. Vou tirar as minhas coisas".
E desfez tudo o que o que tinha arrumado no quarto e foi para o quarto mal assombrado.
Ele devia estar achando que eu ia amarelar quando visse o quarto todo arrumado. Juninho....
Eu já conhecia o cara, ele foi meu calouro na faculdade. Então fui bem direto e detalhado: "meu quarto é o da cama de solteiro. Já deixei um material que estou estudando lá, em cima da mesa". E relaxei, já que já tinha fincado a bandeirinha e demarcado o território.
Eis que na segunda feira seguinte, chego no apartamento já tarde da noite e encontro o cara saindo do apartamento. E vi que a luz do meu quarto estava acesa. Cheguei na porta e o cara já tinha montado acampamento lá. Eu só falei: "pô, vei, esse é o meu quarto. Até deixei a minha apostila.". E ele "ah, é? Confundi então. Achei que essa apostila fosse de alguém que tivesse esquecido aí. Vou tirar as minhas coisas".
E desfez tudo o que o que tinha arrumado no quarto e foi para o quarto mal assombrado.
Ele devia estar achando que eu ia amarelar quando visse o quarto todo arrumado. Juninho....
16 de set. de 2013
Habemus Casaum
Desde que fui para o Rio a minha empresa está tentando alugar um apartamento para que eu possa morar. Afinal, eu poderia dividir com mais uma pessoa e seria mais barato que hotel para 2 pessoas. Mas como os processos são complexos e apartamento no Rio de Janeiro não fica vago mais de 2 semanas, a situação não parecia que seria resolvida tão cedo.
Eu já tinha desistido do apartamento e estava gostando da idéia de ficar no hotel até o final do ano. Eu reacostumei a morar em um quarto e além disso tinha internet boa, academia e café da manhã. Além, lógico, da mágica do quarto auto-arrumável e auto-limpável.
Até que numa quinta-feira aí pra trás (deve ter umas 2 semanas) meu telefone tocou. Era a mulher do RH. Estava me ligando para avisar que finalmente o apartamento tinha sido alugado e que eu poderia pegar a chave no DP. E que no dia seguinte um cara iria ocupar o outro quarto e perguntou se eu queria passar lá antes para escolher o meu quarto. E assim eu fiz: catei a chave e saí correndo para o apartamento.
O lugar é bom, no Flamengo, pertinho do metro, para ir para o trabalho, e aterro, para fazer exercícios físicos. O prédio é velho, como tudo na zona sul do Rio, mas são só 2 apartamentos por andar, então parece ser tranquilo.
A mulher do RH falou que eram 3 quartos, então imaginei que teria uma suite. Entrei no apartamento e vi uma mesa gigante. Essa aí de baixo:

Entrei na sala e vi que tinha um sofá bacana, uma TV grande com "home theater" e....um piano. Sim, um piano. Saca só:

O próximo cômodo que entrei foi a cozinha. Tamanho razoável e bem equipada, com fogão, geladeira, mini-microondas e tudo mais que tem em uma casa comum.

Virando ali no final à esquerda, vi a área de serviço:

Ainda na área, um quarto de empregada com uma cama que bloqueava o armário. Parece ser novinha. Mas o quarto é MUITO pequeno, acho bem difícil alguém conseguir dormir ali.


Abri o banheiro de empregada e tive uma surpresa. MUITO bacana, recém reformado. Pequeno, é verdade, mas com acabamento muito bom.

Voltei para a sala e fui andando em direção dos quartos. O primeiro que eu encontrei foi esse aí embaixo. Gigante, mas sem nada. Só a cama, láááááá no canto, colado no ar condicionado. E milhares de armários nas paredes.


"OK. Vamos ver o próximo", pensei. E aí entrei num quarto que me levou de volta a 1930. Sério, tenho certeza que a velhinha que dormia lá morreu na cama e que o quarto é mal assombrado. Saca só:


Apesar de ser mais habitável, com mais coisas e até uma "mesa", não dava para dormir ali. Não só porque não tem ar condicionado, mas também porque era tudo muito velho e fedia a coisa velha. Eu não conseguiria dormir vendo aquele armário com cortininha e não imaginar filmes de terror.
Saí do quarto e vi um banheiro. Bem grande.


Aí comecei a procurar o terceiro quarto. Só faltava uma porta no corredor dos quartos, mas que parecia um armário. E eu abri e....era uma armário. "Peraí, aquele micro-quarto de empregada É um quarto? Caralho, quem vai dormir ali?", pensei.
Eu tinha então duas opções: dormir no quarto com cama de viúva, "mesa" e criados mudos, mas sem ar condicionado e mal assombrado (além de um cheiro ruim) ou dormir no quarto com cama de solteiro, com ar condicionado, mas sem porra nenhuma e 450 armários inúteis.
Deitei nas duas camas, eram iguais. Quer dizer, os colchões era iguais. A cama do quarto mal assombrado fazia muito barulho (afinal, o estrado tinha uns 60 anos). Ponto para o quarto vazio.
Andei de um lado para o outro, pensando em o que fazer. Eu SABIA que não poderia ficar no quarto mal assombrado. Verão no Rio sem ar condicionado não dá. Mas o outro quarto tinha ma cama de solteiro e só.
Cogitei levar a cama de viúva para o outro quarto. Ia dar muito trabalho e a cama era muito barulhenta ANTES de ser movida. Imagina depois....
Não tinha jeito, teria que ser o quarto vazio, com cama de solteiro. O que não é muito problema, já que estou solteiro. Mas eu precisava de mais alguma coisa no quarto, principalmente para usar o computador.
A primeira coisa que fiz foi jogar a cama no meio do quarto e roubar um criado mudo do quarto mal assombrado. Já melhorou, mas ainda faltava um lugar para usar o computador.
Cogitei arrancar as gavetas embaixo da parte aberta do armário e meter uma cadeira da sala ali, para usar de mesa. Ia ser desconfortável, mas poderia resolver o problema.
Indo para a sala passei pela cozinha e vi uma cadeira. Não precisava roubar da sala. E vi um baqueto também. Roubei os dois na alta para o quarto. E devolvi o criado mudo para o quarto mal assombrado.
Aí fiquei olhando para a mesa da cozinha, olhando, olhando.... Ia ser estranho ter 4 cadeiras sobrando na cozinha, mas poxa, ela ia ficar tão bacana no quarto..... Ia encaixar como uma luva. Foda-se, eu cheguei primeiro, eu vou morar 6 meses naquele apartamento e o outro cara só um mês. Catei a mesa e coloquei no meu quarto.
Aí ele passou disso:

Para isso:

Agora quase posso chamar de quarto. Falta só arrumar uma TV para colocar no buraco do armário (que com certeza foi feito para colocar uma TV).
Vamos ver se alguém vai morar no micro-quarto de empregada.
Ps. 1: O correto não é casaum, é domi. Favor não me xingar.
Ps. 2: as fotos estão ruins porque estava escuro e a bateria do meu celular estava acabando, então não podia usar o flash. Favor não me xingar.
Eu já tinha desistido do apartamento e estava gostando da idéia de ficar no hotel até o final do ano. Eu reacostumei a morar em um quarto e além disso tinha internet boa, academia e café da manhã. Além, lógico, da mágica do quarto auto-arrumável e auto-limpável.
Até que numa quinta-feira aí pra trás (deve ter umas 2 semanas) meu telefone tocou. Era a mulher do RH. Estava me ligando para avisar que finalmente o apartamento tinha sido alugado e que eu poderia pegar a chave no DP. E que no dia seguinte um cara iria ocupar o outro quarto e perguntou se eu queria passar lá antes para escolher o meu quarto. E assim eu fiz: catei a chave e saí correndo para o apartamento.
O lugar é bom, no Flamengo, pertinho do metro, para ir para o trabalho, e aterro, para fazer exercícios físicos. O prédio é velho, como tudo na zona sul do Rio, mas são só 2 apartamentos por andar, então parece ser tranquilo.
A mulher do RH falou que eram 3 quartos, então imaginei que teria uma suite. Entrei no apartamento e vi uma mesa gigante. Essa aí de baixo:

Entrei na sala e vi que tinha um sofá bacana, uma TV grande com "home theater" e....um piano. Sim, um piano. Saca só:

O próximo cômodo que entrei foi a cozinha. Tamanho razoável e bem equipada, com fogão, geladeira, mini-microondas e tudo mais que tem em uma casa comum.

Virando ali no final à esquerda, vi a área de serviço:

Ainda na área, um quarto de empregada com uma cama que bloqueava o armário. Parece ser novinha. Mas o quarto é MUITO pequeno, acho bem difícil alguém conseguir dormir ali.


Abri o banheiro de empregada e tive uma surpresa. MUITO bacana, recém reformado. Pequeno, é verdade, mas com acabamento muito bom.

Voltei para a sala e fui andando em direção dos quartos. O primeiro que eu encontrei foi esse aí embaixo. Gigante, mas sem nada. Só a cama, láááááá no canto, colado no ar condicionado. E milhares de armários nas paredes.


"OK. Vamos ver o próximo", pensei. E aí entrei num quarto que me levou de volta a 1930. Sério, tenho certeza que a velhinha que dormia lá morreu na cama e que o quarto é mal assombrado. Saca só:


Apesar de ser mais habitável, com mais coisas e até uma "mesa", não dava para dormir ali. Não só porque não tem ar condicionado, mas também porque era tudo muito velho e fedia a coisa velha. Eu não conseguiria dormir vendo aquele armário com cortininha e não imaginar filmes de terror.
Saí do quarto e vi um banheiro. Bem grande.


Aí comecei a procurar o terceiro quarto. Só faltava uma porta no corredor dos quartos, mas que parecia um armário. E eu abri e....era uma armário. "Peraí, aquele micro-quarto de empregada É um quarto? Caralho, quem vai dormir ali?", pensei.
Eu tinha então duas opções: dormir no quarto com cama de viúva, "mesa" e criados mudos, mas sem ar condicionado e mal assombrado (além de um cheiro ruim) ou dormir no quarto com cama de solteiro, com ar condicionado, mas sem porra nenhuma e 450 armários inúteis.
Deitei nas duas camas, eram iguais. Quer dizer, os colchões era iguais. A cama do quarto mal assombrado fazia muito barulho (afinal, o estrado tinha uns 60 anos). Ponto para o quarto vazio.
Andei de um lado para o outro, pensando em o que fazer. Eu SABIA que não poderia ficar no quarto mal assombrado. Verão no Rio sem ar condicionado não dá. Mas o outro quarto tinha ma cama de solteiro e só.
Cogitei levar a cama de viúva para o outro quarto. Ia dar muito trabalho e a cama era muito barulhenta ANTES de ser movida. Imagina depois....
Não tinha jeito, teria que ser o quarto vazio, com cama de solteiro. O que não é muito problema, já que estou solteiro. Mas eu precisava de mais alguma coisa no quarto, principalmente para usar o computador.
A primeira coisa que fiz foi jogar a cama no meio do quarto e roubar um criado mudo do quarto mal assombrado. Já melhorou, mas ainda faltava um lugar para usar o computador.
Cogitei arrancar as gavetas embaixo da parte aberta do armário e meter uma cadeira da sala ali, para usar de mesa. Ia ser desconfortável, mas poderia resolver o problema.
Indo para a sala passei pela cozinha e vi uma cadeira. Não precisava roubar da sala. E vi um baqueto também. Roubei os dois na alta para o quarto. E devolvi o criado mudo para o quarto mal assombrado.
Aí fiquei olhando para a mesa da cozinha, olhando, olhando.... Ia ser estranho ter 4 cadeiras sobrando na cozinha, mas poxa, ela ia ficar tão bacana no quarto..... Ia encaixar como uma luva. Foda-se, eu cheguei primeiro, eu vou morar 6 meses naquele apartamento e o outro cara só um mês. Catei a mesa e coloquei no meu quarto.
Aí ele passou disso:

Para isso:

Agora quase posso chamar de quarto. Falta só arrumar uma TV para colocar no buraco do armário (que com certeza foi feito para colocar uma TV).
Vamos ver se alguém vai morar no micro-quarto de empregada.
Ps. 1: O correto não é casaum, é domi. Favor não me xingar.
Ps. 2: as fotos estão ruins porque estava escuro e a bateria do meu celular estava acabando, então não podia usar o flash. Favor não me xingar.
14 de set. de 2013
Sindrome de Asperger
Ontem eu escrevi sobre o paradoxo do silêncio. Aí, em um cometário, o PG falou que a minha loucura tem nome: Síndrome de Asperger. Na hora fui para o google.
Nem perdi muito tempo não, já fui direto para os testes. O primeiro foi esse aqui. Resultado: 33. Que, consultando a tabela de gabarito, mostra que eu sou provavelmente altista. Saca só:
Ou seja: eu sou quase um autista.
Não satisfeito, fui fazer outro teste, mais completo.
O resultado não foi muito diferente não...
Mas pelo menos fala que eu não sou autista, só um pouco desregulado. E o mais legal desse teste é que dá um super gráfico com o resultado e um resultado completo, de milhares de páginas (ok, umas 6). Saca só o gráfico:

Ainda não consegui descobrir o que esse gráfico quer dizer, mas notem que "mania" é um dos maiores (e também um dos menores).
O mais legal é que, mesmo sem teste, eu vi que era meio autista há mais de um ano....
Nem perdi muito tempo não, já fui direto para os testes. O primeiro foi esse aqui. Resultado: 33. Que, consultando a tabela de gabarito, mostra que eu sou provavelmente altista. Saca só:
| 34 & up | Autism likely |
| 30 - 33 | Possible autism |
| 0 - 29 | No autism |
Ou seja: eu sou quase um autista.
Não satisfeito, fui fazer outro teste, mais completo.
O resultado não foi muito diferente não...
Seu índice Aspie: 108 de 200
Seu índice neurotípico (não autista): 109 de 200
Você aparenta ter traços tanto Aspie quanto neurotípicos (não-autista)
Mas pelo menos fala que eu não sou autista, só um pouco desregulado. E o mais legal desse teste é que dá um super gráfico com o resultado e um resultado completo, de milhares de páginas (ok, umas 6). Saca só o gráfico:

Ainda não consegui descobrir o que esse gráfico quer dizer, mas notem que "mania" é um dos maiores (e também um dos menores).
O mais legal é que, mesmo sem teste, eu vi que era meio autista há mais de um ano....
13 de set. de 2013
Paradoxo do silêncio
Durante 23 ou 24 anos da minha vida eu morei no beco, popularmente conhecido como apartamento da minha mãe em BH. E o Beco é um dos lugares mais silenciosos do mundo. O prédio é o último de rua sem saída e o apartamento ainda é de fundos.
Além deste isolamento, minha família nunca foi de interagir muito, além de ter horários incompatíveis: consigo pensar em uns 2 ou 3 ano em que eu e a minha irmã estudamos no mesmo período. Teve épocas, inclusive, que eu só a via nos finais de semana, porque ela fazia faculdade a noite e eu passava o dia no colégio e/ou faculdade.
Isso me fez se muito acostumado com o silêncio. E me fez passar a ter pânico de barulho. Não é aquele pânico que o pessoal tem de altura, aranha, cobra, etc. Eu simplesmente fico desnorteado quando estou em um ambiente muito barulhento. Desnorteado MESMO. A menos que seja um show, um bar ou algum outro lugar em que eu sei que vai ter barulho e eu QUERO que tenha barulho, eu fico desnorteado.
Festa de aniversário de criança, por exemplo, é para querer me matar. Aliás, não precisa muito. Se tiver mais de 2 pessoas falando ao mesmo tempo eu já começo a bater pino.
A principal razão é porque eu sempre quero prestar atenção em tudo em que está acontecendo à minha volta, e é impossível com muita gente falando ou muitas fontes de barulho. É muita informação para o meu cérebro processar.
Como eu não sou dos mais sociáveis, não sou muito de conversar com outras pessoas, especialmente as que eu não conheço. Juntou 20 pessoas falando ao meu redor, eu simplesmente "desligo". E em dias com eventos barulhentos, eu fico contando os minutos para que tudo acabe e o barulho acabe.
Um exemplo: um tempo atrás uma "prima" minha esteve em BH e ficou na casa da minha Tia. Ela veio com 3 crianças: 1, 4 e 7 anos (ou algo do tipo). Além das 3, ainda tinha o marido da minha "prima", a mãe da minha "prima" (não, não é a minha tia. Por isso as aspas) e o namorado dela. Como era almoço especial, ainda tinha meu pai, minha avó e minha tia, lógico. Ou seja: eram 10 pessoas.
Quando eu cheguei todos já estavam lá. Ao abrir a porta, foi uma visão do inferno: as crianças correndo, gritando, pulando e tentando interagir com todos. O neném, chorando. Os adultos, conversando paralelamente, sempre cruzando conversas na mesa. E eu lá, sem nenhum assunto, completamente louco com 10 fontes de barulho à minha volta.
Sem brincadeira, eu estava ficando maluco e pensando seriamente em dar uma volta na rua. Mas como seria muita falta de educação, aguentei firme e forte. E pensando quando aquele povaréu todo ia embora para pegar o avião.
Até que a hora chegou e eles foram embora. Meu amigos, foi um momento mágico. Eu ouvia as vozes se afastando, afastando, afastando... até sumirem completamente. E veio aquele silêncio sepulcral. Foram uns 2 minutos de paz. Parece que o meu cérebro ordenou que inundassem meu corpo com endorfina (ou qualquer outro hormônio de bem estar).
Mas apesar de gostar de silêncio e PRECISAR de silêncio, eu sempre preciso de algum barulho para fazer qualquer coisa. Sim, é um paradoxo. Mas não consigo fazer uma atividade em completo silêncio.
No trabalho, estou sempre com fone de ouvido (na maioria das vezes, é como EPI, por causa dos outros barulhos à minha volta). A música está lá, baixinha, quase inaudível, mas está lá.
Em casa, normalmente a TV está ligada. E algumas vezes ela está naquele canal inicial da TV a cabo, o de propagandas do pay-per-view e outros programas. E eu só vejo isso quando realmente paro para assistir a TV. Se eu estou no computador, a música está ligada. E às vezes a música E a TV.
Se eu estou no aeroporto, avião ou busão , o fone está nos ouvidos, normalmente com algum podcast.
E se eu estou sem nenhuma forte de barulho, coloco alguma música para "tocar" na minha cabeça. Sério, quando estou correndo, no metro ou dirigindo, por exemplo, sempre está lá uma música "tocando" na minha cabeça.
Mas vez ou outra eu entro no quarto, desligo todas as luzes, fecho a cortina, fecho a porta, deito, e fico lá, no escuro, só curtindo o silêncio total. E acho ótimo.
Não, eu não sou normal. Mas pelo menos eu admito isso.
Além deste isolamento, minha família nunca foi de interagir muito, além de ter horários incompatíveis: consigo pensar em uns 2 ou 3 ano em que eu e a minha irmã estudamos no mesmo período. Teve épocas, inclusive, que eu só a via nos finais de semana, porque ela fazia faculdade a noite e eu passava o dia no colégio e/ou faculdade.
Isso me fez se muito acostumado com o silêncio. E me fez passar a ter pânico de barulho. Não é aquele pânico que o pessoal tem de altura, aranha, cobra, etc. Eu simplesmente fico desnorteado quando estou em um ambiente muito barulhento. Desnorteado MESMO. A menos que seja um show, um bar ou algum outro lugar em que eu sei que vai ter barulho e eu QUERO que tenha barulho, eu fico desnorteado.
Festa de aniversário de criança, por exemplo, é para querer me matar. Aliás, não precisa muito. Se tiver mais de 2 pessoas falando ao mesmo tempo eu já começo a bater pino.
A principal razão é porque eu sempre quero prestar atenção em tudo em que está acontecendo à minha volta, e é impossível com muita gente falando ou muitas fontes de barulho. É muita informação para o meu cérebro processar.
Como eu não sou dos mais sociáveis, não sou muito de conversar com outras pessoas, especialmente as que eu não conheço. Juntou 20 pessoas falando ao meu redor, eu simplesmente "desligo". E em dias com eventos barulhentos, eu fico contando os minutos para que tudo acabe e o barulho acabe.
Um exemplo: um tempo atrás uma "prima" minha esteve em BH e ficou na casa da minha Tia. Ela veio com 3 crianças: 1, 4 e 7 anos (ou algo do tipo). Além das 3, ainda tinha o marido da minha "prima", a mãe da minha "prima" (não, não é a minha tia. Por isso as aspas) e o namorado dela. Como era almoço especial, ainda tinha meu pai, minha avó e minha tia, lógico. Ou seja: eram 10 pessoas.
Quando eu cheguei todos já estavam lá. Ao abrir a porta, foi uma visão do inferno: as crianças correndo, gritando, pulando e tentando interagir com todos. O neném, chorando. Os adultos, conversando paralelamente, sempre cruzando conversas na mesa. E eu lá, sem nenhum assunto, completamente louco com 10 fontes de barulho à minha volta.
Sem brincadeira, eu estava ficando maluco e pensando seriamente em dar uma volta na rua. Mas como seria muita falta de educação, aguentei firme e forte. E pensando quando aquele povaréu todo ia embora para pegar o avião.
Até que a hora chegou e eles foram embora. Meu amigos, foi um momento mágico. Eu ouvia as vozes se afastando, afastando, afastando... até sumirem completamente. E veio aquele silêncio sepulcral. Foram uns 2 minutos de paz. Parece que o meu cérebro ordenou que inundassem meu corpo com endorfina (ou qualquer outro hormônio de bem estar).
Mas apesar de gostar de silêncio e PRECISAR de silêncio, eu sempre preciso de algum barulho para fazer qualquer coisa. Sim, é um paradoxo. Mas não consigo fazer uma atividade em completo silêncio.
No trabalho, estou sempre com fone de ouvido (na maioria das vezes, é como EPI, por causa dos outros barulhos à minha volta). A música está lá, baixinha, quase inaudível, mas está lá.
Em casa, normalmente a TV está ligada. E algumas vezes ela está naquele canal inicial da TV a cabo, o de propagandas do pay-per-view e outros programas. E eu só vejo isso quando realmente paro para assistir a TV. Se eu estou no computador, a música está ligada. E às vezes a música E a TV.
Se eu estou no aeroporto, avião ou busão , o fone está nos ouvidos, normalmente com algum podcast.
E se eu estou sem nenhuma forte de barulho, coloco alguma música para "tocar" na minha cabeça. Sério, quando estou correndo, no metro ou dirigindo, por exemplo, sempre está lá uma música "tocando" na minha cabeça.
Mas vez ou outra eu entro no quarto, desligo todas as luzes, fecho a cortina, fecho a porta, deito, e fico lá, no escuro, só curtindo o silêncio total. E acho ótimo.
Não, eu não sou normal. Mas pelo menos eu admito isso.
11 de set. de 2013
Balde de água fria
Pela perdiascontenésima vez, resolvi voltar a me exercitar. Eu estava dormindo muito mal, engordando, estressado e sempre cansado, então precisava dar um jeito de deixar a energia extra em algum lugar que não fosse dentro do meu corpo. Como não gosto de academia, resolvi voltar a correr. E aproveitando que eu estava a 3 quarteirões da praia, nada melhor que a academia do hotel.
E assim eu fiz: coloquei uma bermuda, uma camisa surrada, meu tênis e subi um andar. Sim, eu estava um andar abaixo da academia. E eu não poderia ficar mais feliz: não tinha NINGUÉM. Subi na esteira e comecei caminhando, para aquecer os músculos e desenferrujar as articulações. E a cada passo que dava, olhava para o odômetro e o contador de calorias.
Fui aumentando a velocidade, até chegar ao ponto em que andar não era mais possível, eu tinha que trotar (não, não vou falar a velocidade, porque vocês vão rir). Eu estava lá, suando, bufando e sentindo cada músculo do meu corpo doer (em especial meu tornozelo esquerdo, aquele que ficou assim há uns 6 meses).
Já tinha corrido uns bons 30 minutos e pingava de suor. Olhei para o odometro, tinha "corrido" uns bons 3,5 km. Olhei para o "calorímetro" e o número que aparecia me deixou triste: 125 cal. Sério? Meia hora de sofrimento para CENTO E VINTE E CINCO CALORIAS??? Aquilo TINHA que estar errado. Completei uma hora de exercícios e tava lá, marcando 264 cal.
Parecia que eu tinha saído do banho de tanto suor, tudo doía (em especial o tornozelo) e eu tinha queimado DUZENTAS E SESSENTA E QUATRO CALORIAS? Eu fiquei puto. E enquanto ia para o quarto fui pensando: "só pode estar errado. Vou conferir na internet". Óbvio que no longo caminho de um andar de escada eu ESQUECI e só lembrei no dia seguinte, no metro.
No dia seguinte, fui repetir a dose. Fui na mesma esteira, coloquei a mesma velocidade e desta vez o calorímetro estava andando em um ritmo alucinante. No final da mesma hora, 800 calorias. Aí eu fiquei felizão. Aquele esforço todo tinha valido a pena. Mas eu sabia que 800 calorias era demais. Então resolvi procurar na internet quantas calorias uma hora de camincorrida gastava.
Sério, olhei em uns 5 ou 6 sites. TODOS falaram que o certo era o do dia anterior. Uma hora camincorrendo a 7 km/hora gasta umas 300 calorias. Isso considerando que quem é mais pesado (eu) acaba gastando mais. Foi um balde de água fria. Não iria perder a banha nunca nesse ritmo. Mas decidi que ia continuar com os exercícios pelo simples fato de que, bem, estava dormindo ligeiramente melhor. E de quebra cuidando um pouco da minha saúde.
Quem sabe, um dia, eu consiga aumentar a velocidade da camincorrida e queimar a banha de verdade. Só preciso conseguir manter os exercícios regulares, o que não está fácil....
Ps. Eu sei que acabei falando a velocidade que eu estava me arrastando. Foi só charme. Mas para quem não fazia exercícios há algum tempo, eu acho que está mais que bom.
E assim eu fiz: coloquei uma bermuda, uma camisa surrada, meu tênis e subi um andar. Sim, eu estava um andar abaixo da academia. E eu não poderia ficar mais feliz: não tinha NINGUÉM. Subi na esteira e comecei caminhando, para aquecer os músculos e desenferrujar as articulações. E a cada passo que dava, olhava para o odômetro e o contador de calorias.
Fui aumentando a velocidade, até chegar ao ponto em que andar não era mais possível, eu tinha que trotar (não, não vou falar a velocidade, porque vocês vão rir). Eu estava lá, suando, bufando e sentindo cada músculo do meu corpo doer (em especial meu tornozelo esquerdo, aquele que ficou assim há uns 6 meses).
Já tinha corrido uns bons 30 minutos e pingava de suor. Olhei para o odometro, tinha "corrido" uns bons 3,5 km. Olhei para o "calorímetro" e o número que aparecia me deixou triste: 125 cal. Sério? Meia hora de sofrimento para CENTO E VINTE E CINCO CALORIAS??? Aquilo TINHA que estar errado. Completei uma hora de exercícios e tava lá, marcando 264 cal.
Parecia que eu tinha saído do banho de tanto suor, tudo doía (em especial o tornozelo) e eu tinha queimado DUZENTAS E SESSENTA E QUATRO CALORIAS? Eu fiquei puto. E enquanto ia para o quarto fui pensando: "só pode estar errado. Vou conferir na internet". Óbvio que no longo caminho de um andar de escada eu ESQUECI e só lembrei no dia seguinte, no metro.
No dia seguinte, fui repetir a dose. Fui na mesma esteira, coloquei a mesma velocidade e desta vez o calorímetro estava andando em um ritmo alucinante. No final da mesma hora, 800 calorias. Aí eu fiquei felizão. Aquele esforço todo tinha valido a pena. Mas eu sabia que 800 calorias era demais. Então resolvi procurar na internet quantas calorias uma hora de camincorrida gastava.
Sério, olhei em uns 5 ou 6 sites. TODOS falaram que o certo era o do dia anterior. Uma hora camincorrendo a 7 km/hora gasta umas 300 calorias. Isso considerando que quem é mais pesado (eu) acaba gastando mais. Foi um balde de água fria. Não iria perder a banha nunca nesse ritmo. Mas decidi que ia continuar com os exercícios pelo simples fato de que, bem, estava dormindo ligeiramente melhor. E de quebra cuidando um pouco da minha saúde.
Quem sabe, um dia, eu consiga aumentar a velocidade da camincorrida e queimar a banha de verdade. Só preciso conseguir manter os exercícios regulares, o que não está fácil....
Ps. Eu sei que acabei falando a velocidade que eu estava me arrastando. Foi só charme. Mas para quem não fazia exercícios há algum tempo, eu acho que está mais que bom.
9 de set. de 2013
Espaguete ao molho gorgonzola
Essa receita eu "inventei" já faz algum tempo, em alguma das vezes que o véio foi pras oropa e eu tive que me virar com o que tinha em casa. Eu estava numa vontade gigante de comer espaguete a carbonara, mas não tinha bacon em casa. Ao mesmo tempo, também estava com vontade de comer um risoto de gorgonzola e champignon, mas não tinha arroz. Solução: fazer um dois em um. Eis os ingredientes:

Começa ralando o gorgonzola. Usei maromeno uns 250g e talvez valha a pena usar um pouco mais, para dar mais gosto do queijo.

Depois, no mesmo recipiente, rala a mussarela. Mas não rala muito não, senão tira o gosto do queijo. É só pra dar liga.

Aí joga o creme de leite. Coloquei duas caixinhas de 200 ml. E mistura como se não houvesse amanhã.

E pra dar um gosto especial, joga 4 ovos. E também mistura como se não houvesse amanhã. Uma dica: quebre os ovos separadamente antes de colocar no recipiente com o resto dos ingredientes. Vai que o último dos ovos está podre, você perde o molho inteiro.

Dessa vez não tinha champignon pra colocar no molho, mas se você tiver, coloque que fica sensacional. E mexa mais uma vez. Dessa vez não precisa ser como se não houvesse amanhã, para não destroçar os cogumelos.
Molho pronto, hora de colocar a água pra ferver. A dica é colocar 1 litro pra cada 100g de macarrão e NÃO COLOCAR ÓLEO / AZEITE. Esses trecos no deixam que o molho grude direito no macarrão (palavra da minha avó e ela é italiana). Se botar muita água o macarrão não gruda. Não esqueça do sal.

A água ferveu, coloca o macarrão para cozinhar. Se você quebra o macarrão, um urso panda morre. Deixa ele do lado de fora, que ele vai amolecendo e você chucha a parte que ficou para fora dentro da panela. Eu tava com preguiça de cozinhar por umas 6 refeições, então fiz o pacote inteiro.

Quando o macarrão cozinhar, escorre a água, volta com o macarrão para a panela e joga o molho por cima. Vai colocando aos poucos e mexendo, para o molho pegar no macarrão inteiro. Deve ter mais molho que macarrão, o que é bom. Se vocẽ achar que ficou muito grosso, vai colocando leite aos poucos. Eu não precisei.
Deixa o macarrão com o molho um tempo no fogo baixíssimo, para o ovo cozinhar. E aí ele fica assim:

Não fica muito bonito, mas fica MUITO bom. E rende pra cacete, porque ele fica pesadão e ninguém consegue comer muito.
E logo depois de comer, vá para a esteira, porque essa porcaria é absurdamente calórica.
Tempo de preparo: até o meio de Virus of Life do Subliminal Verses do Slipknot.

Começa ralando o gorgonzola. Usei maromeno uns 250g e talvez valha a pena usar um pouco mais, para dar mais gosto do queijo.

Depois, no mesmo recipiente, rala a mussarela. Mas não rala muito não, senão tira o gosto do queijo. É só pra dar liga.

Aí joga o creme de leite. Coloquei duas caixinhas de 200 ml. E mistura como se não houvesse amanhã.

E pra dar um gosto especial, joga 4 ovos. E também mistura como se não houvesse amanhã. Uma dica: quebre os ovos separadamente antes de colocar no recipiente com o resto dos ingredientes. Vai que o último dos ovos está podre, você perde o molho inteiro.

Dessa vez não tinha champignon pra colocar no molho, mas se você tiver, coloque que fica sensacional. E mexa mais uma vez. Dessa vez não precisa ser como se não houvesse amanhã, para não destroçar os cogumelos.
Molho pronto, hora de colocar a água pra ferver. A dica é colocar 1 litro pra cada 100g de macarrão e NÃO COLOCAR ÓLEO / AZEITE. Esses trecos no deixam que o molho grude direito no macarrão (palavra da minha avó e ela é italiana). Se botar muita água o macarrão não gruda. Não esqueça do sal.

A água ferveu, coloca o macarrão para cozinhar. Se você quebra o macarrão, um urso panda morre. Deixa ele do lado de fora, que ele vai amolecendo e você chucha a parte que ficou para fora dentro da panela. Eu tava com preguiça de cozinhar por umas 6 refeições, então fiz o pacote inteiro.

Quando o macarrão cozinhar, escorre a água, volta com o macarrão para a panela e joga o molho por cima. Vai colocando aos poucos e mexendo, para o molho pegar no macarrão inteiro. Deve ter mais molho que macarrão, o que é bom. Se vocẽ achar que ficou muito grosso, vai colocando leite aos poucos. Eu não precisei.
Deixa o macarrão com o molho um tempo no fogo baixíssimo, para o ovo cozinhar. E aí ele fica assim:

Não fica muito bonito, mas fica MUITO bom. E rende pra cacete, porque ele fica pesadão e ninguém consegue comer muito.
E logo depois de comer, vá para a esteira, porque essa porcaria é absurdamente calórica.
Tempo de preparo: até o meio de Virus of Life do Subliminal Verses do Slipknot.
6 de set. de 2013
Ateu, graças a Deus
Antes de começar: espero não ofender ninguém com esse post. E vou tomar o máximo de cuidado para não ofender. Mas por via das dúvidas, se você é muito religioso, acho que é melhor não ler este post.
Todo mundo aqui deve saber que eu sou ateu. Mesmo com a família do meu pai sendo muito religiosa (até pouco tempo atrás minha avó ia à missa toda semana. Agora ela não aguenta mais). A família da minha mãe é meio dividida: meu avô é espírita, minha tia virou depois de velha. Minha avó virou católica depois que teve câncer. Mas meus pais são católicos beeeeeeeem de leve. Além disso eu sempre estudei em colégios católicos (Marista e Santo Antônio). Mas nunca fui religioso.
Durante certo tempo da minha infância, eu até rezava, meio na onda da minha avó paterna, mas acho que nunca acreditei de verdade que havia alguém ouvindo. E era muito simples a razão: se existisse um deus, não teria tanta gente inocente passando fome e muito filhadaputa pecador rico e vivendo com tudo do bom e do melhor. Essa é a versão compacta, daria pra escrever uma tese sobre isso e porque eu não acredito.
Quando comecei a namorar Ex-Xuxu, ela era "ateu fêmea". Em algum momento da vida dela, ela encontrou um ser superior (sinceramente não sei dizer qual - e nem se é um só). E isso a fez sentir melhor. A Ex-Srta. Esparroman é muito religiosa e disse que conseguia sentir Deus próximo dela. E conversar com Ele a fazia bem.
Eu nunca senti isso. Sou um cara muito lógico e racional. Se eu não sinto, não existe. Simples assim. Mas isso é a MINHA opinião. Se você acredita e isso te faz bem, ótimo. Eu não tento te convencer que deus não existe. Não. Não é problema meu. E eu consigo conviver com você tranquilamente.
Mas tem gente que não consegue entender (ou aceitar) que alguém não acredite em deus. Ele TEM que te convencer que é um absurdo você ser ateu. E fica falando que você deveria conversar com ele, mesmo não acreditando. Que isso vai te fazer melhor. Caralho, seu eu não acredito, vou falar com QUEM? Se é para conversar, desabafar ou qualquer coisa do tipo, prefiro falar com alguém de carne e osso.
Eu não sofro preconceito por ser ateu. Nunca sofri (pelo menos não na minha cara, como sofrem os gays e negros). Mas um tempo atrás, fui em uma peça de stand up do Leandro Hassum (o gordinho do "caras de pau") e em um determinado momento ele começa a perguntar a religião de cada um da primeira fila. E eu estava na primeira fila. E quando falei que era ateu, o sujeito fez uma cara de "sério?".
Enquanto ele buscava alguma piada para fazer (acho que fui o primeiro ateu do show dele), alguém da platéia gritou "Aê! Ateu, porra!" (ou algo do tipo). E aí o ator começou a fazer piadas do cara que gritou. E no meio das piadas ele meteu até o demônio no meio. O que não faz sentido, porque se eu não acredito em deus, também não acredito no demônio. Mas beleza. Fato é que a cara dele de quando falei minha ateísse, senti que ele ficou incomodado. Não fiquei chateado, nem puto, só vi que tem muita gente que não aceita que você não acredite em deus.
Em resumo: sou ateu e não tento te convencer que deus não existe, então não tente me convencer que ele existe. E mais do que isso: aceite que existem pessoas que não acreditam em deus.
Ps. Texto mal escrito e sem conexão nenhuma entre parágrafos. É, eu já fui melhor nisso.
Todo mundo aqui deve saber que eu sou ateu. Mesmo com a família do meu pai sendo muito religiosa (até pouco tempo atrás minha avó ia à missa toda semana. Agora ela não aguenta mais). A família da minha mãe é meio dividida: meu avô é espírita, minha tia virou depois de velha. Minha avó virou católica depois que teve câncer. Mas meus pais são católicos beeeeeeeem de leve. Além disso eu sempre estudei em colégios católicos (Marista e Santo Antônio). Mas nunca fui religioso.
Durante certo tempo da minha infância, eu até rezava, meio na onda da minha avó paterna, mas acho que nunca acreditei de verdade que havia alguém ouvindo. E era muito simples a razão: se existisse um deus, não teria tanta gente inocente passando fome e muito filhadaputa pecador rico e vivendo com tudo do bom e do melhor. Essa é a versão compacta, daria pra escrever uma tese sobre isso e porque eu não acredito.
Quando comecei a namorar Ex-Xuxu, ela era "ateu fêmea". Em algum momento da vida dela, ela encontrou um ser superior (sinceramente não sei dizer qual - e nem se é um só). E isso a fez sentir melhor. A Ex-Srta. Esparroman é muito religiosa e disse que conseguia sentir Deus próximo dela. E conversar com Ele a fazia bem.
Eu nunca senti isso. Sou um cara muito lógico e racional. Se eu não sinto, não existe. Simples assim. Mas isso é a MINHA opinião. Se você acredita e isso te faz bem, ótimo. Eu não tento te convencer que deus não existe. Não. Não é problema meu. E eu consigo conviver com você tranquilamente.
Mas tem gente que não consegue entender (ou aceitar) que alguém não acredite em deus. Ele TEM que te convencer que é um absurdo você ser ateu. E fica falando que você deveria conversar com ele, mesmo não acreditando. Que isso vai te fazer melhor. Caralho, seu eu não acredito, vou falar com QUEM? Se é para conversar, desabafar ou qualquer coisa do tipo, prefiro falar com alguém de carne e osso.
Eu não sofro preconceito por ser ateu. Nunca sofri (pelo menos não na minha cara, como sofrem os gays e negros). Mas um tempo atrás, fui em uma peça de stand up do Leandro Hassum (o gordinho do "caras de pau") e em um determinado momento ele começa a perguntar a religião de cada um da primeira fila. E eu estava na primeira fila. E quando falei que era ateu, o sujeito fez uma cara de "sério?".
Enquanto ele buscava alguma piada para fazer (acho que fui o primeiro ateu do show dele), alguém da platéia gritou "Aê! Ateu, porra!" (ou algo do tipo). E aí o ator começou a fazer piadas do cara que gritou. E no meio das piadas ele meteu até o demônio no meio. O que não faz sentido, porque se eu não acredito em deus, também não acredito no demônio. Mas beleza. Fato é que a cara dele de quando falei minha ateísse, senti que ele ficou incomodado. Não fiquei chateado, nem puto, só vi que tem muita gente que não aceita que você não acredite em deus.
Em resumo: sou ateu e não tento te convencer que deus não existe, então não tente me convencer que ele existe. E mais do que isso: aceite que existem pessoas que não acreditam em deus.
Ps. Texto mal escrito e sem conexão nenhuma entre parágrafos. É, eu já fui melhor nisso.
4 de set. de 2013
Getting Things Done
Eu sempre fui de fazer muitas coisa ao mesmo tempo. E eu sempre conseguia fazer tudo no prazo estimado. Mas de uns tempos pra cá, tem tido tanta coisa para eu fazer que eu começo 200 coisas e.....não termino nenhuma. Ou termino, mas bem depois do que eu deveria. Projetos pessoais então, ficaram totalmente de lado.
Aí a minha empresa resolveu dar um curso da metodologia Getting Things Done (GTD) e eu fui um dos escolhidos (ou seja: PERCEBERAM que eu não estou mais entregando no prazo). O treinamento é de um dia e eu vi que, se essa é a metodologia mais adequada, eu faço tudo errado.
O pior é que eu achava que eu fazia tudo da melhor forma possível. Tanto que tudo que o cara perguntava, eu fazia. Só que era para NÃO fazer. Exemplos?
Uso do calendário
- Quem aqui deixa no calendário só reuniões?
- Eu! Reunião no calendário, tarefas nas tarefas.
- Pois é, TUDO tem que estar no calendário. Você precisa reservar o tempo para fazer as coisas.
Cores no calendário
- Quem aqui usa cores para identificar coisas no calendário?
- Eu!
- Pois é, eu recomendo ter uma só, vermelho, para o que for parte do seu Big Rock.
Cores no inbox
- Quem aqui usa cores no inbox, para identificar emails?
- Eu! Uso pra quando estou sozinho no "Para" e outra para quando tem mais gente no "Para"
- Pois é, eu recomendo só para quando você está sozinho no "Para"
E assim foi o dia inteiro.....
Confesso que não está sendo fácil adequar meu modo de trabalhar ao modo que o cara indicou. Ver a minha agenda lotada me dá um certo pânico, mas estou seguindo o método. Quer dizer, estou seguindo mais ou menos.... Dei umas adaptadas, porque tinha coisa que eu não ia conseguir fazer nunca.
Mas uma coisa que eu fiz que está rendendo MUITO o meu dia foi tirar as notificações do outlook para todas as mensagens. Agora, só pisca se é email dos meus chefes (são 3...) ou do meu cliente direto (hoje é um só). Os demais, ficam lá para um dos 3 períodos que eu tenho para olhar email.
Meu dia tem rendido mais, é verdade, mas eu sou meio viciado em email e em qualquer oportunidade que eu tenho (entre tarefas) eu acabo dando uma olhadinha. Esse eu acho que vai ser o mais difícil de me desapegar....
Vamos ver se eu consigo entregar mais coisas em menos tempo.
Aí a minha empresa resolveu dar um curso da metodologia Getting Things Done (GTD) e eu fui um dos escolhidos (ou seja: PERCEBERAM que eu não estou mais entregando no prazo). O treinamento é de um dia e eu vi que, se essa é a metodologia mais adequada, eu faço tudo errado.
O pior é que eu achava que eu fazia tudo da melhor forma possível. Tanto que tudo que o cara perguntava, eu fazia. Só que era para NÃO fazer. Exemplos?
Uso do calendário
- Quem aqui deixa no calendário só reuniões?
- Eu! Reunião no calendário, tarefas nas tarefas.
- Pois é, TUDO tem que estar no calendário. Você precisa reservar o tempo para fazer as coisas.
Cores no calendário
- Quem aqui usa cores para identificar coisas no calendário?
- Eu!
- Pois é, eu recomendo ter uma só, vermelho, para o que for parte do seu Big Rock.
Cores no inbox
- Quem aqui usa cores no inbox, para identificar emails?
- Eu! Uso pra quando estou sozinho no "Para" e outra para quando tem mais gente no "Para"
- Pois é, eu recomendo só para quando você está sozinho no "Para"
E assim foi o dia inteiro.....
Confesso que não está sendo fácil adequar meu modo de trabalhar ao modo que o cara indicou. Ver a minha agenda lotada me dá um certo pânico, mas estou seguindo o método. Quer dizer, estou seguindo mais ou menos.... Dei umas adaptadas, porque tinha coisa que eu não ia conseguir fazer nunca.
Mas uma coisa que eu fiz que está rendendo MUITO o meu dia foi tirar as notificações do outlook para todas as mensagens. Agora, só pisca se é email dos meus chefes (são 3...) ou do meu cliente direto (hoje é um só). Os demais, ficam lá para um dos 3 períodos que eu tenho para olhar email.
Meu dia tem rendido mais, é verdade, mas eu sou meio viciado em email e em qualquer oportunidade que eu tenho (entre tarefas) eu acabo dando uma olhadinha. Esse eu acho que vai ser o mais difícil de me desapegar....
Vamos ver se eu consigo entregar mais coisas em menos tempo.
2 de set. de 2013
Sentindo o próprio veneno
Durante a maior parte do tempo que trabalhei com consultoria, num passado meio distante (é tô véio), eu trabalhei com redução de despesas. E desde que eu entrei na minha empresa atual eu via a gordura escorrendo, mas não conseguia fazer nada, porque aquilo era normal para a diretoria.
Aí, depois de mais de 4 anos, meu chefe virou pica e me chamou para, finalmente, fazer um trabalho de redução de custos na empresa. E eu fui. E, cara, não é fácil....
Quando você é consultor, a diretoria tem a força para dizer que pagou caro por aquilo e que todo mundo precisa cooperar. Mas seundo eu, já conhecido de quase todo mundo, é MUITO mais difícil.
Mas isso não é o pior. Quando você é consultor, medidas impopulares não te afetam. Você dá a idéia, mas um outro cara vai lá dar a notícia triste para a empresa. E todo mundo fica puto, todo mundo reclama, mas não é com você, é com o cara que deu a notícia triste. Você não sofre nada, acabou o trabalho você vai embora.
No meu caso, não. Eu que sou o cara que vai dar a notícia triste para todo mundo. Eu que sou o cara que fica ouvindo todo mundo reclamar. E eu TAMBÉM sofro com as medidas impopulares que são tomadas. Pode ser coisa boba, mas que custa uma fortuna para a empresa (tipo aquela história da empresa de aviação que cortou a azeitona e economizou milhões - mentira, foi 40 mil).
Duvida? Quanto você acha que uma empresa gasta por ano com copos pláticos? E com café? Eu sei, isso não é nada comparado ao insumo principal da empresa (seja minério, petróleo, metal ou pessoas). Mas é melhor cortar essas coisas boas do que cortar pessoas, não acha? E 40 mil em um ano (a tal azeitona) significa o emprego de uma pessoa que ganha 1800 ronaldos por mês.
Só que as vezes o problema é muito maior que uma pessoa de 1800. E aí, amigos, é a parte difícil da história. Principalmente quando a economia está uma merda.
Tomara que as coisas melhorem...
Aí, depois de mais de 4 anos, meu chefe virou pica e me chamou para, finalmente, fazer um trabalho de redução de custos na empresa. E eu fui. E, cara, não é fácil....
Quando você é consultor, a diretoria tem a força para dizer que pagou caro por aquilo e que todo mundo precisa cooperar. Mas seundo eu, já conhecido de quase todo mundo, é MUITO mais difícil.
Mas isso não é o pior. Quando você é consultor, medidas impopulares não te afetam. Você dá a idéia, mas um outro cara vai lá dar a notícia triste para a empresa. E todo mundo fica puto, todo mundo reclama, mas não é com você, é com o cara que deu a notícia triste. Você não sofre nada, acabou o trabalho você vai embora.
No meu caso, não. Eu que sou o cara que vai dar a notícia triste para todo mundo. Eu que sou o cara que fica ouvindo todo mundo reclamar. E eu TAMBÉM sofro com as medidas impopulares que são tomadas. Pode ser coisa boba, mas que custa uma fortuna para a empresa (tipo aquela história da empresa de aviação que cortou a azeitona e economizou milhões - mentira, foi 40 mil).
Duvida? Quanto você acha que uma empresa gasta por ano com copos pláticos? E com café? Eu sei, isso não é nada comparado ao insumo principal da empresa (seja minério, petróleo, metal ou pessoas). Mas é melhor cortar essas coisas boas do que cortar pessoas, não acha? E 40 mil em um ano (a tal azeitona) significa o emprego de uma pessoa que ganha 1800 ronaldos por mês.
Só que as vezes o problema é muito maior que uma pessoa de 1800. E aí, amigos, é a parte difícil da história. Principalmente quando a economia está uma merda.
Tomara que as coisas melhorem...
19 de ago. de 2013
Prioridade, cadê?
Eu sempre viajei a trabalho e sempre foi por companhias diferentes, o que me fazia ter milhas espalhadas por diversos fidelidades aéreos e nunca ter me tornado um pica do pica a ponto de ter prioridades e mordomias. Só que nos últimos 12 meses eu viajei tanto que virei Safira na Azul, Ouro na Gol (quase diamante, já) e Azul na Tam. E passei a ter prioridades.
O problema é que ser prioridade no brasil não adianta de nada. Tirando o check in, que normalmente tem um "caixa" para os prioridades. Aliás, de vez em quando até colocam uma etiqueta dessa aqui na bagagem:

O grande problema é que as pessoas são muito mal educadas e não respeitam nada. É uma vontade tão grande de ser o primeiro a entrar no avião que até mesmo os idosos, incapacitados e grávidas se ferram. E isso é muito pior em Confins (em especial com a Gol), em que não fica ninguém controlando o portão de embarque, só a porta da ponte.
Hoje, por exemplo, antes de chamarem para embarque já tinha uma fila de umas 50 pessoas no portão. Quando chamaram as prioridades, a fila virou um bolo de gente (fila pra que, né?), que se espremeu pelo portão e fez uma fila gigante no corredor. Eu era o 100º, mais ou menos. E na minha frente tinha uma senhora de uns 70 anos...
Ah, e lembra daquela etiqueta bacana que colocaram na minha mala? Pois é, ela serviria para que a minha mala fosse uma das primeiras a sair, mas hoje ela foi a ÚLTIMA. Sim, de todas as malas existentes no porão do avião a minha foi a última a ser colocada na esteira (provavelmente a primeira a ser retirada do avião, mas isso não vale de nada).
Tantos anos de espera para conseguir ter prioridade e não conseguir usar. Fico com pena de quem precisa de verdade, não só nos aviões, mas em outros lugares como supermercados e transporte público. No meu caso com aviões, eu só quero sentar logo e começar a dormir, então não faz tanta falta.
O problema é que ser prioridade no brasil não adianta de nada. Tirando o check in, que normalmente tem um "caixa" para os prioridades. Aliás, de vez em quando até colocam uma etiqueta dessa aqui na bagagem:

O grande problema é que as pessoas são muito mal educadas e não respeitam nada. É uma vontade tão grande de ser o primeiro a entrar no avião que até mesmo os idosos, incapacitados e grávidas se ferram. E isso é muito pior em Confins (em especial com a Gol), em que não fica ninguém controlando o portão de embarque, só a porta da ponte.
Hoje, por exemplo, antes de chamarem para embarque já tinha uma fila de umas 50 pessoas no portão. Quando chamaram as prioridades, a fila virou um bolo de gente (fila pra que, né?), que se espremeu pelo portão e fez uma fila gigante no corredor. Eu era o 100º, mais ou menos. E na minha frente tinha uma senhora de uns 70 anos...
Ah, e lembra daquela etiqueta bacana que colocaram na minha mala? Pois é, ela serviria para que a minha mala fosse uma das primeiras a sair, mas hoje ela foi a ÚLTIMA. Sim, de todas as malas existentes no porão do avião a minha foi a última a ser colocada na esteira (provavelmente a primeira a ser retirada do avião, mas isso não vale de nada).
Tantos anos de espera para conseguir ter prioridade e não conseguir usar. Fico com pena de quem precisa de verdade, não só nos aviões, mas em outros lugares como supermercados e transporte público. No meu caso com aviões, eu só quero sentar logo e começar a dormir, então não faz tanta falta.
17 de ago. de 2013
Ironia
Acabei de lembrar uma coisa interessante: entrei de férias compulsórias ontem (só no papel, pra variar). 30 dias. E hoje, um sábado, eu estou trabalhando. Amanhã, domingo, também vou trabalhar.
Irônico, não?
Irônico, não?
16 de ago. de 2013
Esparroman RECOMENDA: SwiftKey
Um bom tempo atrás, o Primo deu uma dica de um teclado que era sensacional, o SwiftKey. O teclado é fantástico: responde bem aos dedos rápidos e tem uma capacidade de correção de digitações erradas que parece mágica. Além disso, tem uma capacidade de aprendizado absurda, sugerindo, muitas vezes, a palavra que você quer digitar antes mesmo de você escrever qualquer coisa. Divida? Saca só o video deles:
Além de toda essa maravilha, ele tem o flow, que é parecido com o Swype, mas com toda a mágica de aprendizado, correção e "adivinhação" de palavras. Confesso que no flow não é tão mágico assim, mas pode ser porque eu havia colocado o inglês e o alemão como outras opções de língua. Ah, é, você não precisa chavear as línguas, ele identifica a língua que você está escrevendo....
O teclado é tão bom, mas tão bom, que eu COMPREI o aplicativo. São 4 ronaldos e eu estou me perguntando até agora por que eu não havia comprado antes. Eu tinha usado o trial uns 2 anos atrás, que não tinha o flow, e deve ter sido por isso. Mas agora, não tem mais desculpas!
Uma parte que eu gosto muito é a de estatísticas (nerd, sabe como é): mostra quantas palavras você digitou errado e ele corrigiu, quantas palavras ele previu, quantas letras você não teve que digitar, quantos metros você "flowou", além de um heatmap com a sua digitação (mostra onde você costuma digitar nas teclas). Queria mostrar aqui, mas como eu comprei o aplicativo hoje, as estatísticas estão todas em zero. A solução foi pesquisar no google:


Importante: não tem para iOS ("The SwiftKey app isn’t currently available for iOS devices, because Apple do not allow apps to change the on-screen keyboard.") e nem para Windows Phone (porque ninguém usa, hehe). Mas para quem usa android, recomendo muito, nem que seja a versão trial de 30 dias. E se você gostar, COMPRE. Vale cada centavo.
O problema é que você vai ficar mal acostumado e quando for digitar no computador vai ficar puto que o excel (ou qualquer outro programa) não está corrigindo o que você digitou errado....
Além de toda essa maravilha, ele tem o flow, que é parecido com o Swype, mas com toda a mágica de aprendizado, correção e "adivinhação" de palavras. Confesso que no flow não é tão mágico assim, mas pode ser porque eu havia colocado o inglês e o alemão como outras opções de língua. Ah, é, você não precisa chavear as línguas, ele identifica a língua que você está escrevendo....
O teclado é tão bom, mas tão bom, que eu COMPREI o aplicativo. São 4 ronaldos e eu estou me perguntando até agora por que eu não havia comprado antes. Eu tinha usado o trial uns 2 anos atrás, que não tinha o flow, e deve ter sido por isso. Mas agora, não tem mais desculpas!
Uma parte que eu gosto muito é a de estatísticas (nerd, sabe como é): mostra quantas palavras você digitou errado e ele corrigiu, quantas palavras ele previu, quantas letras você não teve que digitar, quantos metros você "flowou", além de um heatmap com a sua digitação (mostra onde você costuma digitar nas teclas). Queria mostrar aqui, mas como eu comprei o aplicativo hoje, as estatísticas estão todas em zero. A solução foi pesquisar no google:

Importante: não tem para iOS ("The SwiftKey app isn’t currently available for iOS devices, because Apple do not allow apps to change the on-screen keyboard.") e nem para Windows Phone (porque ninguém usa, hehe). Mas para quem usa android, recomendo muito, nem que seja a versão trial de 30 dias. E se você gostar, COMPRE. Vale cada centavo.
O problema é que você vai ficar mal acostumado e quando for digitar no computador vai ficar puto que o excel (ou qualquer outro programa) não está corrigindo o que você digitou errado....
14 de ago. de 2013
Bug da Xerox
Esse post é rapidinho, porque o gerente da TI comentou comigo e eu não acreditei: algumas máquinas da xerox alteram números quando você digitaliza documentos.
Sério, saca só o original e o digitalizado (foto diretamente do post que linkei aí em cima):

Resumindo, é o seguinte: alguns números parecidos são alterados pelo software da Xerox. Tipo um 6 e um 8. Segundo o pessoal da Xerox, o problema é no algoritmo de compressão utilizado. Eu chutaria que ele deve tentar fazer reconhecimento OCR e deve fazer alguma caquinha.
Detalhe: na minha empresa usamos máquinas da xerox....
Sério, saca só o original e o digitalizado (foto diretamente do post que linkei aí em cima):

Resumindo, é o seguinte: alguns números parecidos são alterados pelo software da Xerox. Tipo um 6 e um 8. Segundo o pessoal da Xerox, o problema é no algoritmo de compressão utilizado. Eu chutaria que ele deve tentar fazer reconhecimento OCR e deve fazer alguma caquinha.
Detalhe: na minha empresa usamos máquinas da xerox....
12 de ago. de 2013
Fantástica cozinha experimental: Imperial Dog
Um bom tempo atrás eu vi esse video aqui no jovem nerd e, na hora, decidi: um dia eu ia fazer aquilo. Não sei a razão, mas acabei esquecendo dessa fabulosa receita.
Tempos depois (tipo duas semanas atrás), alguém comentou de algo parecido e a receita voltou para a minha cabeça. Como estava em um momento de tristeza, resolvi que era a hora de fazer este "prato" e infartar a minha tristeza. Mas como eu queria matar só a tristeza e gosto muito das minhas artérias e veias, não daria para fazer com bacon.
Fui no supermercado aqui perto de casa e comprei os ingredientes (ficou uns 22 reais, salvo engano):

Eu não lembrei de anotar os queijos, então comprei o que tinha disponível (e que achei que ficaria bom): provolone e cheddar. E mãos a obra. Antes que me xinguem: eram 4 pessoas para comer.
Passo 1) Abrir a salsicha no meio. Cuidado ao cortar, não pode separar as duas partes (depois explico a razão). E deixe um pedaço considerável colado, senão "rasga" quando você fechar com o recheio

Passo 2) Coloque o queijo de recheio da salsicha (como o provolone já estava fatiado, não cortei em pedaços maiores)

Passo 3) Feche a salsicha e prenda com palitos. Aqui vale um reforço: cuidado para não "rasgar" a parte de baixo da salsicha, senão o queijo vaza todo. Se acontecer isso, recomendo fazer um colchão de papel aluminio para segurar o queijo (tive que fazer isso.

Passo 4) Coloque no forno. deixei em fogo baixo, para derreter bem o queijo. Vai ficar assim depois:

Passo 5) Retire do forno e rapidamente coloque a segunda camada de queijo, cobrindo as salsichas

Passo 6) Volte com a assadeira para o forno, por uns 2 ou 3 minutos, só para derreter o queijo, até ficar maromeno assim:

Passo 7) Monte seu imperial dog. Não esqueça de tirar os palitos!! (esqueci de tirar fotos)
Algumas lições aprendidas:
- Colocar alguma coisa forrando a assadeira (papel manteiga ou até mesmo aluminio. Sem o bacon não tem gordura e as salsichas grudaram na assadeira. Foi difícil pra caralho desgrudar sem estragar;
- Cheddar não fica legal na receita. Tira todo o gosto e fica meio enjoativo. Sem contar que não derrete direito. Da próxima vez vou usar algum outro queijo que derreta bem (tipo queijo prato, o original da receita);
- Como tinha 5 salsichas e 4 pessoas, teve gente que repetiu (cof, cof, eu, cof, cof). E depois que esfria fica meio ruim. Recomendo fazer o número exato de salsichas e se alguém quiser mais, fazer depois;
- Se for usar provolone recomendo tirar aquela casquinha. Ela não fica boa quando o queijo derrete;
- É comida pra caramba e difícil de comer. Se não for ogro como eu, recomendo garfo e faca;
- Vou tentar fazer com outros tipos de salsichas (comprei salsichão normal mesmo). Sem fazer propaganda, mas a Eder tem umas boas (já comprei uma branca muito bacana). Só não achei mais para comprar.
É isso. No próximo mês o Véio vai viajar e vou me esbaltar na fantástica cozinha experimental. Se eu lembrar, faço posts aqui.
Tempos depois (tipo duas semanas atrás), alguém comentou de algo parecido e a receita voltou para a minha cabeça. Como estava em um momento de tristeza, resolvi que era a hora de fazer este "prato" e infartar a minha tristeza. Mas como eu queria matar só a tristeza e gosto muito das minhas artérias e veias, não daria para fazer com bacon.
Fui no supermercado aqui perto de casa e comprei os ingredientes (ficou uns 22 reais, salvo engano):

Eu não lembrei de anotar os queijos, então comprei o que tinha disponível (e que achei que ficaria bom): provolone e cheddar. E mãos a obra. Antes que me xinguem: eram 4 pessoas para comer.
Passo 1) Abrir a salsicha no meio. Cuidado ao cortar, não pode separar as duas partes (depois explico a razão). E deixe um pedaço considerável colado, senão "rasga" quando você fechar com o recheio

Passo 2) Coloque o queijo de recheio da salsicha (como o provolone já estava fatiado, não cortei em pedaços maiores)

Passo 3) Feche a salsicha e prenda com palitos. Aqui vale um reforço: cuidado para não "rasgar" a parte de baixo da salsicha, senão o queijo vaza todo. Se acontecer isso, recomendo fazer um colchão de papel aluminio para segurar o queijo (tive que fazer isso.

Passo 4) Coloque no forno. deixei em fogo baixo, para derreter bem o queijo. Vai ficar assim depois:

Passo 5) Retire do forno e rapidamente coloque a segunda camada de queijo, cobrindo as salsichas

Passo 6) Volte com a assadeira para o forno, por uns 2 ou 3 minutos, só para derreter o queijo, até ficar maromeno assim:

Passo 7) Monte seu imperial dog. Não esqueça de tirar os palitos!! (esqueci de tirar fotos)
Algumas lições aprendidas:
- Colocar alguma coisa forrando a assadeira (papel manteiga ou até mesmo aluminio. Sem o bacon não tem gordura e as salsichas grudaram na assadeira. Foi difícil pra caralho desgrudar sem estragar;
- Cheddar não fica legal na receita. Tira todo o gosto e fica meio enjoativo. Sem contar que não derrete direito. Da próxima vez vou usar algum outro queijo que derreta bem (tipo queijo prato, o original da receita);
- Como tinha 5 salsichas e 4 pessoas, teve gente que repetiu (cof, cof, eu, cof, cof). E depois que esfria fica meio ruim. Recomendo fazer o número exato de salsichas e se alguém quiser mais, fazer depois;
- Se for usar provolone recomendo tirar aquela casquinha. Ela não fica boa quando o queijo derrete;
- É comida pra caramba e difícil de comer. Se não for ogro como eu, recomendo garfo e faca;
- Vou tentar fazer com outros tipos de salsichas (comprei salsichão normal mesmo). Sem fazer propaganda, mas a Eder tem umas boas (já comprei uma branca muito bacana). Só não achei mais para comprar.
É isso. No próximo mês o Véio vai viajar e vou me esbaltar na fantástica cozinha experimental. Se eu lembrar, faço posts aqui.
10 de ago. de 2013
Como sobreviver em um hotel
Viver em hotel significa aprender lições para toda a vida. E eu não lembro se já coloquei elas aqui antes (e estou com preguiça de olhar no blog). Então vamos repetir, se foi o caso:
- SEMPRE tranque a porta do quarto, especialmente se você estiver dentro dele. Os hotéis vivem fazendo merda e você pode estar tranquilo no seu quarto quando alguém meter a chave na porta e entrar, sem querer. Aconteceu comigo essa semana, me deram a chave de um quarto que já estava ocupado.
- SEMPRE deixe a cortina fechada, especialmente se e uma região de hotéis colados, um ao lado do outro. Isso evitaria você veja viajante pelados e cenas desagradáveis (porque sempre e um gordo pelado, nunca uma modelo).
- Essa eu lembro que já falei, mas deixe o seu quarto arrumado. Evita maiores problemas (tipo roubo ou jogarem alguma coisa sua fora sem querer, ou até mesmo você largar alguma coisa pra trás).
- Lave os copos antes de usa-los. Parece besteira, mas já peguei muitos copos com marca de boca, poeira e resto de bebida.
- Essa eu não tinha pensado até pouco tempo atrás, mas de uma limpada no controle remoto com papel higiénico. Você não sabe onde a pessoa anterior estava quando usou o controle.....
- Se for passar muito tempo no mesmo hotel, trate muito bem porteiros e a galera da recepção. Eles sempre podem te ajudar.
Certamente tem mais coisa, mas como essa semana deu mesa da chave comigo, resolvi reforçar essas dicas.
- SEMPRE tranque a porta do quarto, especialmente se você estiver dentro dele. Os hotéis vivem fazendo merda e você pode estar tranquilo no seu quarto quando alguém meter a chave na porta e entrar, sem querer. Aconteceu comigo essa semana, me deram a chave de um quarto que já estava ocupado.
- SEMPRE deixe a cortina fechada, especialmente se e uma região de hotéis colados, um ao lado do outro. Isso evitaria você veja viajante pelados e cenas desagradáveis (porque sempre e um gordo pelado, nunca uma modelo).
- Essa eu lembro que já falei, mas deixe o seu quarto arrumado. Evita maiores problemas (tipo roubo ou jogarem alguma coisa sua fora sem querer, ou até mesmo você largar alguma coisa pra trás).
- Lave os copos antes de usa-los. Parece besteira, mas já peguei muitos copos com marca de boca, poeira e resto de bebida.
- Essa eu não tinha pensado até pouco tempo atrás, mas de uma limpada no controle remoto com papel higiénico. Você não sabe onde a pessoa anterior estava quando usou o controle.....
- Se for passar muito tempo no mesmo hotel, trate muito bem porteiros e a galera da recepção. Eles sempre podem te ajudar.
Certamente tem mais coisa, mas como essa semana deu mesa da chave comigo, resolvi reforçar essas dicas.
7 de ago. de 2013
Caderno de trabalho
Quando comecei a trabalhar (na verdade, quando comecei a fazer estágio) me falaram que seria importante eu ter um caderno para anotar as tarefas que teria que fazer nos próximos dias. No começo, achei bobagem , já que tinha uma memória de elefante (bons tempos...), mas com o tempo vi que seria útil. E aí peguei um caderno que eu tinha usado em um laboratório em alguma matéria da faculdade (tinha usado 2 páginas). Esse aqui:

E comecei a anotar todas as tarefas que eu deveria fazer. Foi muito bom, porque a minha memória já não era tão boa quanto eu imaginava. Aí eu fui trabalhar com consultoria e abandonei o caderno. Basicamente porque eu não tinha mesa e mal tinha espaço para colocar meu notebook. E ele ficou la, abandonado, triste e sozinho.
Anos depois, quando vim pra minha empresa atual resgatei o caderno e voltei a usa-lo. Mas eu já tinha perdido o hábito de anotar todas as tarefas e muitas vezes anotava numa folha de rascunho, ou no outlook, ou na mesa. E com isso o caderno dura até hoje.
E um dia desses aí pra trás eu percebi toda esse história e vi que conseguia mapear quase todos os projetos que eu já tinha passado e, mais legal ainda, o quanto a minha letra mudou (pra pior, lógico). No início, letra cursiva. Aí, em 2006 eu resolvi que passaria a escrever com letra de forma. Mas durante um tempo eu demorava muito tempo para usar a letra de forma e cada dia escrevia de um jeito. Dúvida? Saca só:

Eu sei, parece letra de menino de primeira série... Faltei as aulas de caligrafia. Nem eu estou entendendo o que eu escrevi..... E, por incrível que pareça, a letra conseguiu ficar pior ainda. Hoje, tem vez eu eu acabou de escrever e não seu mais o que eu anotei.
E eu tambem percebi que a metodologia para acompanhamento das tarefas mudou. Já foi um ii no final da tarefa, risca-la de lápis, um ii com caneta de outra cor.... Hoje e um "check" antes da tarefa.
Ta, para vocês esse posto não tem pé nem cabeça e graça nenhuma, mas eu achei legal notar que munha vida profissional estava escrita naquele caderno. Bem porcamente escrita, mas estava la.

E comecei a anotar todas as tarefas que eu deveria fazer. Foi muito bom, porque a minha memória já não era tão boa quanto eu imaginava. Aí eu fui trabalhar com consultoria e abandonei o caderno. Basicamente porque eu não tinha mesa e mal tinha espaço para colocar meu notebook. E ele ficou la, abandonado, triste e sozinho.
Anos depois, quando vim pra minha empresa atual resgatei o caderno e voltei a usa-lo. Mas eu já tinha perdido o hábito de anotar todas as tarefas e muitas vezes anotava numa folha de rascunho, ou no outlook, ou na mesa. E com isso o caderno dura até hoje.
E um dia desses aí pra trás eu percebi toda esse história e vi que conseguia mapear quase todos os projetos que eu já tinha passado e, mais legal ainda, o quanto a minha letra mudou (pra pior, lógico). No início, letra cursiva. Aí, em 2006 eu resolvi que passaria a escrever com letra de forma. Mas durante um tempo eu demorava muito tempo para usar a letra de forma e cada dia escrevia de um jeito. Dúvida? Saca só:

Eu sei, parece letra de menino de primeira série... Faltei as aulas de caligrafia. Nem eu estou entendendo o que eu escrevi..... E, por incrível que pareça, a letra conseguiu ficar pior ainda. Hoje, tem vez eu eu acabou de escrever e não seu mais o que eu anotei.
E eu tambem percebi que a metodologia para acompanhamento das tarefas mudou. Já foi um ii no final da tarefa, risca-la de lápis, um ii com caneta de outra cor.... Hoje e um "check" antes da tarefa.
Ta, para vocês esse posto não tem pé nem cabeça e graça nenhuma, mas eu achei legal notar que munha vida profissional estava escrita naquele caderno. Bem porcamente escrita, mas estava la.
30 de jul. de 2013
Obrigado
Obrigado por esses três meses juntos
Obrigado por esses quatro meses de convivência diária, mesmo em outros países
Obrigado por me fazer sorrir
Obrigado por me fazer feliz
Obrigado por me ajudar a dormir melhor
Obrigado por me incentivar a cuidar da saúde
Obrigado por me incentivar a modernizar
Obrigado por me incentivar a desapegar
Obrigado por me dar carinho
Obrigado por me ouvir
Obrigado por tentar abrir a minha mente
Obrigado pelas conversas
Obrigado pelas dicas
Obrigado pelos presentes
Obrigado pelos beijos
Obrigado pelos abraços
Obrigado pelo respeito
Obrigado pela paciência
Obrigado pelo companheirismo
Obrigado pelo apoio
Obrigado pela força
Obrigado por tudo.
Desculpe se eu te fiz sofrer
Desculpe se eu te fiz chorar
Desculpe se eu te fiz ficar triste
Desculpe se eu te magoei
Desculpe por ter falhado em te fazer feliz.
Obrigado por esses quatro meses de convivência diária, mesmo em outros países
Obrigado por me fazer sorrir
Obrigado por me fazer feliz
Obrigado por me ajudar a dormir melhor
Obrigado por me incentivar a cuidar da saúde
Obrigado por me incentivar a modernizar
Obrigado por me incentivar a desapegar
Obrigado por me dar carinho
Obrigado por me ouvir
Obrigado por tentar abrir a minha mente
Obrigado pelas conversas
Obrigado pelas dicas
Obrigado pelos presentes
Obrigado pelos beijos
Obrigado pelos abraços
Obrigado pelo respeito
Obrigado pela paciência
Obrigado pelo companheirismo
Obrigado pelo apoio
Obrigado pela força
Obrigado por tudo.
Desculpe se eu te fiz sofrer
Desculpe se eu te fiz chorar
Desculpe se eu te fiz ficar triste
Desculpe se eu te magoei
Desculpe por ter falhado em te fazer feliz.
27 de jul. de 2013
Dados x Informação
Dia desses aí pra trás estava conversando com uma amiga da época da faculdade e descobri que a irmã dela resolveu tirar 3 anos de licença sem vencimentos para conhecer o mundo (sim, também tive inveja). E lendo o blog em que eles estão postando a viagem, cheguei em um post que eles falam o quanto já gastaram em 6 meses de viagem (cof, cof, 20 mil euros, cof cof).
O que mais me impressionou foi a capacidade de estratificar os gastos que a mulher teve. Sério, se ela não fosse casada ia propor casamento na hora que li o post. Alguém que leva finanças tão a sério merece meu respeito. Afinal, eu também controlo muito bem os meus gastos.
E aí parei para pensar: controlo mesmo?
Eu ANOTO todos os meus gastos, mas isso não significa que eu os controle. Eu sei que gasto menos do que eu ganho, mas hoje, se me perguntarem, eu não sei dizer O QUANTO eu gasto menos do que eu ganho. E nem mesmo dizer em que estou gastando o meu dinheiro.
Um bom exemplo disso é que quase tive um treco quando chegou a fatura do meu cartão de crédito no mês passado: deliciosos 9 mil reais. Uns 60% disso foi hotel, que é reembolsado pela empresa (hotel no Rio não está de picolé). Mas.... e o resto?
Sei que boa parte foi passagem de avião, mas não sei dizer exatamente quanto. Sei que teve bastante restaurante, algumas roupas, alguns presentes... Mas nada muito exato.
E o que me causou mais tristeza é que EU TENHO dados suficientes para descobrir isso. Afinal, como eu disse, eu anoto todos os meus gastos. Só que eu não estou transformando os dados em informação. E isso é o MÍNIMO que eu deveria fazer. Senão, pra que anotar todos os gastos?
O programa que eu uso é fantástico, já tem alguns gráficos que me ajudariam a saber onde está o ralo, mas eu simplesmente não olho pra ele.
Vou passar a fazer esse acompanhamento mensal, ainda mais que durante o post resolvi atualizar meu gráfico de meta financeira e vi que estou bem longe da meta deste ano.... Hora de fazer análises e gerar planos de ação.
PDCA neles!
O que mais me impressionou foi a capacidade de estratificar os gastos que a mulher teve. Sério, se ela não fosse casada ia propor casamento na hora que li o post. Alguém que leva finanças tão a sério merece meu respeito. Afinal, eu também controlo muito bem os meus gastos.
E aí parei para pensar: controlo mesmo?
Eu ANOTO todos os meus gastos, mas isso não significa que eu os controle. Eu sei que gasto menos do que eu ganho, mas hoje, se me perguntarem, eu não sei dizer O QUANTO eu gasto menos do que eu ganho. E nem mesmo dizer em que estou gastando o meu dinheiro.
Um bom exemplo disso é que quase tive um treco quando chegou a fatura do meu cartão de crédito no mês passado: deliciosos 9 mil reais. Uns 60% disso foi hotel, que é reembolsado pela empresa (hotel no Rio não está de picolé). Mas.... e o resto?
Sei que boa parte foi passagem de avião, mas não sei dizer exatamente quanto. Sei que teve bastante restaurante, algumas roupas, alguns presentes... Mas nada muito exato.
E o que me causou mais tristeza é que EU TENHO dados suficientes para descobrir isso. Afinal, como eu disse, eu anoto todos os meus gastos. Só que eu não estou transformando os dados em informação. E isso é o MÍNIMO que eu deveria fazer. Senão, pra que anotar todos os gastos?
O programa que eu uso é fantástico, já tem alguns gráficos que me ajudariam a saber onde está o ralo, mas eu simplesmente não olho pra ele.
Vou passar a fazer esse acompanhamento mensal, ainda mais que durante o post resolvi atualizar meu gráfico de meta financeira e vi que estou bem longe da meta deste ano.... Hora de fazer análises e gerar planos de ação.
PDCA neles!
26 de jul. de 2013
Futebol
Quando eu era moleque, eu era fanático por futebol. Na verdade, eu era fanático pelo Cruzeiro. Eu escutava todos os jogos, acompanhava todos os resultados, fazia contas e mais contas, acompanhava tudo (na época não tinha internet. Eu lia jornal e via uns 3 programas esportivos por dia).
Com uns 12 anos eu já era membro da máfia azul (tenho a carteirinha até hoje, se alguém duvidar).
Com menos de 15 anos eu já ia ao independência sozinho, de ônibus. Sozinho não, eu ia com meu grande amigo Meleca. E não perdia quase jogo nenhum.
Com uns 16 eu queria tatuar o símbolo do cruzeiro no peito. Ainda bem que meu pai tem juízo e não deixou.
Durante muito tempo, nos finais de semana, durante os jogos que eu não ia para o campo, eu montava o meu estrelão (também conhecido como mesa de futebol de botão) na sala, fechava a porta e ficava "repetindo" o que o narrador falava no campo. Sozinho. Sim, esse era meu nível de fanatismo (e loucura).
Eu decorava placares e público pagante dos jogos que eu ia.
Eu comprava camisa todo ano (quando não comprava também o short e o meião e a camisa da máfia azul).
Aí o tempo passou.
Começaram as brigas e mortes no estádio e eu passei a não ir ao campo mais.
Começou o ano do vestibular
Começou a faculdade
Começou o estágio
Começou o trabalho
Começaram as viagens
Começaram os namoros
E o time foi ocupando cada vez menos espaço no meu coração.
Já tem uns bons 2 anos que eu raramente escuto os jogos do time. Quando eu lembro que tem jogo e estou em casa, eu até escuto. Se estou fora de casa, dou uma acompanhada pelo celular. Mas não sofro mais.
Jogo na TV eu não vejo desde que terminei com Ex-Xuxu (como ela era atleticana, víamos os clássicos juntos). Já se fazem alguns bons anos isso.
Recentemente doei o meu estrelão e os muitos times de futebol de botão que eu tinha para a faxineira lá de casa. Apesar de eu não jogar há pelo menos uns 12 anos, fiquei triste. Aquilo representava boa parte da minha infância. Mas eu estava precisando de espaço e, bem, aquilo não passava de lembrança. Grande e que ocupava muito espaço. Além disso, foi um pedido de desapego.
Toda esse processo de desfanatização me ajudou muito a não ligar mais para os resultados do meu time e nem para os resultados dos outros times. E ninguém mais enche meu saco, porque sabem que eu não vou ficar puto e nem discutir.
O que me deixa muito tranquilo desde quarta-feira a noite...
Com uns 12 anos eu já era membro da máfia azul (tenho a carteirinha até hoje, se alguém duvidar).
Com menos de 15 anos eu já ia ao independência sozinho, de ônibus. Sozinho não, eu ia com meu grande amigo Meleca. E não perdia quase jogo nenhum.
Com uns 16 eu queria tatuar o símbolo do cruzeiro no peito. Ainda bem que meu pai tem juízo e não deixou.
Durante muito tempo, nos finais de semana, durante os jogos que eu não ia para o campo, eu montava o meu estrelão (também conhecido como mesa de futebol de botão) na sala, fechava a porta e ficava "repetindo" o que o narrador falava no campo. Sozinho. Sim, esse era meu nível de fanatismo (e loucura).
Eu decorava placares e público pagante dos jogos que eu ia.
Eu comprava camisa todo ano (quando não comprava também o short e o meião e a camisa da máfia azul).
Aí o tempo passou.
Começaram as brigas e mortes no estádio e eu passei a não ir ao campo mais.
Começou o ano do vestibular
Começou a faculdade
Começou o estágio
Começou o trabalho
Começaram as viagens
Começaram os namoros
E o time foi ocupando cada vez menos espaço no meu coração.
Já tem uns bons 2 anos que eu raramente escuto os jogos do time. Quando eu lembro que tem jogo e estou em casa, eu até escuto. Se estou fora de casa, dou uma acompanhada pelo celular. Mas não sofro mais.
Jogo na TV eu não vejo desde que terminei com Ex-Xuxu (como ela era atleticana, víamos os clássicos juntos). Já se fazem alguns bons anos isso.
Recentemente doei o meu estrelão e os muitos times de futebol de botão que eu tinha para a faxineira lá de casa. Apesar de eu não jogar há pelo menos uns 12 anos, fiquei triste. Aquilo representava boa parte da minha infância. Mas eu estava precisando de espaço e, bem, aquilo não passava de lembrança. Grande e que ocupava muito espaço. Além disso, foi um pedido de desapego.
Toda esse processo de desfanatização me ajudou muito a não ligar mais para os resultados do meu time e nem para os resultados dos outros times. E ninguém mais enche meu saco, porque sabem que eu não vou ficar puto e nem discutir.
O que me deixa muito tranquilo desde quarta-feira a noite...
25 de jul. de 2013
Água Quente!!!
Sim, queridos leitores, eu tenho água quente em casa. Esqueci de comentar aqui antes, mas deu tudo certo.
O problema eram 2 (sim, DOIS) fusíveis queimados. Segundo a minha avó (eu não estava em casa quando o cara veio arrumar a bagaça) o cara abriu, olhou, trocou os 2 fusíveis e foi embora. Como estava na garantia, não cobrou nada (apesar de que na minha humilde opinião fusível queimado não é item de garantia).
Fato é que trocou, não cobrou nada e eu posso tomar banho quente novamente.
O problema eram 2 (sim, DOIS) fusíveis queimados. Segundo a minha avó (eu não estava em casa quando o cara veio arrumar a bagaça) o cara abriu, olhou, trocou os 2 fusíveis e foi embora. Como estava na garantia, não cobrou nada (apesar de que na minha humilde opinião fusível queimado não é item de garantia).
Fato é que trocou, não cobrou nada e eu posso tomar banho quente novamente.
24 de jul. de 2013
Ascensoristas Cariocas
Uma coisa que sempre me causou estranheza aqui no Rio (lembrem-se que a minha família é carioca, então passei boa parte das minhas férias aqui) é a quantidade de ascensoristas que tem nesta cidade. O sindicato deles deve ser muito forte, porque quase todo prédio comercial tem. E como não poderia deixar de ser, no prédio da firrrrrrma tem um monte. E eles são, digamos, peculiares.
O mais peculiar é que, segundo meu chefe, a maioria deles está lá há pelo menos 12 anos, tempo que ele tem de empresa.
Mengão
Mengão é o meu preferido. Confesso que a primeira vez que peguei o elevador com ele achei que ele tivesse algum problema mental, mas depois vi que ele é capaz de ter conversas normais. Mengão tem este apelido porque 1 em cada 3 palavras que ele fala é Mengão (ou a sua variante feminina, Mengona). Não, eu não estou brincando.
Primeiro que ele chama todo mundo de mengão, até o presidente da empresa. E as mulheres, de mengona, lógico. Entre duas frases desconexas, ele mete um "mengão" para dar continuidade no assunto. Bem parecido com o "tipo" dos mineiros, "então" dos paulistas e "caraca" dos cariocas.
Mas o que eu acho legal é que o cara é bem divertido, bem alto astral. E depois que você percebe que ele consegue ter conversas complexas (sobre futebol, claro), dá até pra trocar uma idéia legal.
Piadista
Esse nome aí eu que inventei. E é porque o cara gosta de fazer piadinhas do tipo "pavê ou pá comê". A mais clássica é chegar no último andar e falar "sobe". Ou então falar "23" (o último andar é o 22). E o pior é que eu SEMPRE caio, porque ando muito pela empresa e as vezes esqueço que andar estou.
Apesar disso, o cara é gente boa. E como ele é um dos últimos a ir embora, várias vezes eu desço sozinho no elevador e troco idéia com ele (quem me conhece sabe que isso é um fato raro).
Ranziza
O ranzinza é um baixinho, meio careca e de bacelo branco. Parece, realmente um anão de filme da bela adormecida. E o cara está sempre sério. O mais bizarro desse cara e que ele sabe o andar DE TODO MUNDO. Tinha uma semana que eu estava no Rio e o cara já sabia o meu andar. Comecei a reparar, ele dificilmente pergunta o andar para as pessoas, já vai apertando. Uma vez, inclusive, eu ia para um andar diferente do meu e ele já tinha apertado o botão do meu andar.
Em uma das poucas vezes que ele conversou comigo, falou que o filho dele também trabalha viajando (ok, eu estava de mala no dia). Não sei se era alegria de ver o filho naquele dia ou se ele tinha tirado as teias, mas foi uma das raras vezes que vi ranzinza conversar.
Tem mais uns outros, cada um com a sua mania e loucura, mas esses três são os que mais se destacam. Quem sabe com o tempo algum dos outros ganha um post.
O mais peculiar é que, segundo meu chefe, a maioria deles está lá há pelo menos 12 anos, tempo que ele tem de empresa.
Mengão
Mengão é o meu preferido. Confesso que a primeira vez que peguei o elevador com ele achei que ele tivesse algum problema mental, mas depois vi que ele é capaz de ter conversas normais. Mengão tem este apelido porque 1 em cada 3 palavras que ele fala é Mengão (ou a sua variante feminina, Mengona). Não, eu não estou brincando.
Primeiro que ele chama todo mundo de mengão, até o presidente da empresa. E as mulheres, de mengona, lógico. Entre duas frases desconexas, ele mete um "mengão" para dar continuidade no assunto. Bem parecido com o "tipo" dos mineiros, "então" dos paulistas e "caraca" dos cariocas.
Mas o que eu acho legal é que o cara é bem divertido, bem alto astral. E depois que você percebe que ele consegue ter conversas complexas (sobre futebol, claro), dá até pra trocar uma idéia legal.
Piadista
Esse nome aí eu que inventei. E é porque o cara gosta de fazer piadinhas do tipo "pavê ou pá comê". A mais clássica é chegar no último andar e falar "sobe". Ou então falar "23" (o último andar é o 22). E o pior é que eu SEMPRE caio, porque ando muito pela empresa e as vezes esqueço que andar estou.
Apesar disso, o cara é gente boa. E como ele é um dos últimos a ir embora, várias vezes eu desço sozinho no elevador e troco idéia com ele (quem me conhece sabe que isso é um fato raro).
Ranziza
O ranzinza é um baixinho, meio careca e de bacelo branco. Parece, realmente um anão de filme da bela adormecida. E o cara está sempre sério. O mais bizarro desse cara e que ele sabe o andar DE TODO MUNDO. Tinha uma semana que eu estava no Rio e o cara já sabia o meu andar. Comecei a reparar, ele dificilmente pergunta o andar para as pessoas, já vai apertando. Uma vez, inclusive, eu ia para um andar diferente do meu e ele já tinha apertado o botão do meu andar.
Em uma das poucas vezes que ele conversou comigo, falou que o filho dele também trabalha viajando (ok, eu estava de mala no dia). Não sei se era alegria de ver o filho naquele dia ou se ele tinha tirado as teias, mas foi uma das raras vezes que vi ranzinza conversar.
Tem mais uns outros, cada um com a sua mania e loucura, mas esses três são os que mais se destacam. Quem sabe com o tempo algum dos outros ganha um post.
23 de jul. de 2013
Sem rede
Como eu comentei por aqui (comentei?), a Véia foi passar uma temporada nas oropa. E como o apartamento que ela mora no Rio ficou vazio, ela pediu para que eu ocupasse e tomasse conta. Pensei durante poucos minutos: hotel minúsculo ou apartamento grande e espaçoso?
Não tive dúvidas: fui direto para o apartamento dela. Só que eu esqueci de alguns detalhes:
1) Não tem café da manhã
2) Não tem camareira
3) A roupa de cama e banho não é auto-limpante
4) Os copos, pratos e talheres não são auto-limpantes
5) Não tem TV a cabo
6) Não tem wifi
7) Se alguma coisa quebra, EU preciso consertar (ok, esse eu descobri duas semanas atrás)
Os itens 1 a 4 e o 7 também não tem em BH e eu consigo sobreviver. O 5, cara, foi complicado de adaptar, porque eu PRECISO de TV para dormir. Tem que ter alguma coisa fazendo barulho ao longe, senão eu não durmo. E aqui só pega (e mal!) a globo. Aí não dá pra sobreviver.
Mas esse eu resolvi de duas formas (nessa ordem):
1) Uso o computador até tarde
2) Trouxe livros para ler
Mas não ter Wifi está foda. O meu notebook não funfa com modem 3G (é o que tem aqui). O computador da véia fica em um lugar horroroso, sem ergonomia nenhuma. Meu plano de dados não aguenta navegar muito. E o tablet da Veia, que podia quebrar um galho gigante com jogos (cof, cof, angry birds, cof cof), leituras, sites, etc não tem entrada para chip 3g.
Sério, é uma merda. Eu tentei de tudo pra resolver: parear o tablet com o notebook por bluetooth, por wifi, pela usb, NADA FUNCIONA (ou, pode ser por ignorância minha - já não sou mais o mesmo nerd). E aí eu fico com treco parado, sem poder usar pra nada. E eu nunca lembro de levar pra BH para instalar um monte de jogos e pelo menos ter isso para fazer.
A dependência está dureza.....
Não tive dúvidas: fui direto para o apartamento dela. Só que eu esqueci de alguns detalhes:
1) Não tem café da manhã
2) Não tem camareira
3) A roupa de cama e banho não é auto-limpante
4) Os copos, pratos e talheres não são auto-limpantes
5) Não tem TV a cabo
6) Não tem wifi
7) Se alguma coisa quebra, EU preciso consertar (ok, esse eu descobri duas semanas atrás)
Os itens 1 a 4 e o 7 também não tem em BH e eu consigo sobreviver. O 5, cara, foi complicado de adaptar, porque eu PRECISO de TV para dormir. Tem que ter alguma coisa fazendo barulho ao longe, senão eu não durmo. E aqui só pega (e mal!) a globo. Aí não dá pra sobreviver.
Mas esse eu resolvi de duas formas (nessa ordem):
1) Uso o computador até tarde
2) Trouxe livros para ler
Mas não ter Wifi está foda. O meu notebook não funfa com modem 3G (é o que tem aqui). O computador da véia fica em um lugar horroroso, sem ergonomia nenhuma. Meu plano de dados não aguenta navegar muito. E o tablet da Veia, que podia quebrar um galho gigante com jogos (cof, cof, angry birds, cof cof), leituras, sites, etc não tem entrada para chip 3g.
Sério, é uma merda. Eu tentei de tudo pra resolver: parear o tablet com o notebook por bluetooth, por wifi, pela usb, NADA FUNCIONA (ou, pode ser por ignorância minha - já não sou mais o mesmo nerd). E aí eu fico com treco parado, sem poder usar pra nada. E eu nunca lembro de levar pra BH para instalar um monte de jogos e pelo menos ter isso para fazer.
A dependência está dureza.....
22 de jul. de 2013
Hotel Intercity (Jundiaí, SP)
Nas duas vezes que eu fui para Jundiaí eu fiquei hospedado no Intercity. O hotel fica meio longe do mundo, em um bairro bem rsidencial, sem nada comercial em volta (a não ser um supermercado). Mas para quem vai no esquema que eu estava (curso durante o dia e trabalho a noite, no quarto), o hotel é ótimo.
O quarto é bastante espaçoso e parece ser novo. A cama é bem boa e gigantesca. O ar condicionado funciona bem (é split). O armário é grande, mas não tem portas. Armários sem portas me incomodam muito.


O banheiro é grande, mas tem problemas de rejunte. Nos dois quartos que eu fiquei vazava água e molhava o chão do lado de fora. O chuveiro é muito bom, com bastante água e temperatura boa. O que eu não gostei é que a porta abre para o lado do box, então sempre fazia alguma confusão.


O Wifi é muito bom. Tem replicadores de sinal a cada 10 metros e a velocidade é muito boa. Tanto que consegui atualizar a versão do meu Android rapidinho (500 Mb em menos de uma hora, se não me falha a memória).
O café da manhã é muito bom. Bastante variedade e pode-se comer o quanto quiser. O serviço de quarto também é bom, apesar de ser mais ou menos caro (como todo hotel), vem bastante comida.
A piscina eu não cheguei a usar, mas é bem grande. A academia tem 3 esteiras, uma bicicleta e um daqueles aparelhos multifuncionais de musculação. Todos bem novos e conservados.
O preço (pelo menos para a minha empresa) é razoável: 180 reais a diária. Mas meu preçômetro de hotéis anda estragado por causa do Rio de Janeiro. Mas pelo que oferece, achei um preço justo.
No geral, é uma boa pedida para ficar em Jundiaí, ainda mais se você vai para o distrito industrial. É mais ou menso perto.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O quarto é bastante espaçoso e parece ser novo. A cama é bem boa e gigantesca. O ar condicionado funciona bem (é split). O armário é grande, mas não tem portas. Armários sem portas me incomodam muito.


O banheiro é grande, mas tem problemas de rejunte. Nos dois quartos que eu fiquei vazava água e molhava o chão do lado de fora. O chuveiro é muito bom, com bastante água e temperatura boa. O que eu não gostei é que a porta abre para o lado do box, então sempre fazia alguma confusão.


O Wifi é muito bom. Tem replicadores de sinal a cada 10 metros e a velocidade é muito boa. Tanto que consegui atualizar a versão do meu Android rapidinho (500 Mb em menos de uma hora, se não me falha a memória).
O café da manhã é muito bom. Bastante variedade e pode-se comer o quanto quiser. O serviço de quarto também é bom, apesar de ser mais ou menos caro (como todo hotel), vem bastante comida.
A piscina eu não cheguei a usar, mas é bem grande. A academia tem 3 esteiras, uma bicicleta e um daqueles aparelhos multifuncionais de musculação. Todos bem novos e conservados.
O preço (pelo menos para a minha empresa) é razoável: 180 reais a diária. Mas meu preçômetro de hotéis anda estragado por causa do Rio de Janeiro. Mas pelo que oferece, achei um preço justo.
No geral, é uma boa pedida para ficar em Jundiaí, ainda mais se você vai para o distrito industrial. É mais ou menso perto.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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