19 de ago. de 2013

Prioridade, cadê?

Eu sempre viajei a trabalho e sempre foi por companhias diferentes, o que me fazia ter milhas espalhadas por diversos fidelidades aéreos e nunca ter me tornado um pica do pica a ponto de ter prioridades e mordomias. Só que nos últimos 12 meses eu viajei tanto que virei Safira na Azul, Ouro na Gol (quase diamante, já) e Azul na Tam. E passei a ter prioridades.

O problema é que ser prioridade no brasil não adianta de nada. Tirando o check in, que normalmente tem um "caixa" para os prioridades. Aliás, de vez em quando até colocam uma etiqueta dessa aqui na bagagem:


O grande problema é que as pessoas são muito mal educadas e não respeitam nada. É uma vontade tão grande de ser o primeiro a entrar no avião que até mesmo os idosos, incapacitados e grávidas se ferram. E isso é muito pior em Confins (em especial com a Gol), em que não fica ninguém controlando o portão de embarque, só a porta da ponte.

Hoje, por exemplo, antes de chamarem para embarque já tinha uma fila de umas 50 pessoas no portão. Quando chamaram as prioridades, a fila virou um bolo de gente (fila pra que, né?), que se espremeu pelo portão e fez uma fila gigante no corredor. Eu era o 100º, mais ou menos. E na minha frente tinha uma senhora de uns 70 anos...

Ah, e lembra daquela etiqueta bacana que colocaram na minha mala? Pois é, ela serviria para que a minha mala fosse uma das primeiras a sair, mas hoje ela foi a ÚLTIMA. Sim, de todas as malas existentes no porão do avião a minha foi a última a ser colocada na esteira (provavelmente a primeira a ser retirada do avião, mas isso não vale de nada).

Tantos anos de espera para conseguir ter prioridade e não conseguir usar. Fico com pena de quem precisa de verdade, não só nos aviões, mas em outros lugares como supermercados e transporte público. No meu caso com aviões, eu só quero sentar logo e começar a dormir, então não faz tanta falta.

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