16 de set. de 2013

Habemus Casaum

Desde que fui para o Rio a minha empresa está tentando alugar um apartamento para que eu possa morar. Afinal, eu poderia dividir com mais uma pessoa e seria mais barato que hotel para 2 pessoas. Mas como os processos são complexos e apartamento no Rio de Janeiro não fica vago mais de 2 semanas, a situação não parecia que seria resolvida tão cedo.

Eu já tinha desistido do apartamento e estava gostando da idéia de ficar no hotel até o final do ano. Eu reacostumei a morar em um quarto e além disso tinha internet boa, academia e café da manhã. Além, lógico, da mágica do quarto auto-arrumável e auto-limpável.

Até que numa quinta-feira aí pra trás (deve ter umas 2 semanas) meu telefone tocou. Era a mulher do RH. Estava me ligando para avisar que finalmente o apartamento tinha sido alugado e que eu poderia pegar a chave no DP. E que no dia seguinte um cara iria ocupar o outro quarto e perguntou se eu queria passar lá antes para escolher o meu quarto. E assim eu fiz: catei a chave e saí correndo para o apartamento.

O lugar é bom, no Flamengo, pertinho do metro, para ir para o trabalho, e aterro, para fazer exercícios físicos. O prédio é velho, como tudo na zona sul do Rio, mas são só 2 apartamentos por andar, então parece ser tranquilo.

A mulher do RH falou que eram 3 quartos, então imaginei que teria uma suite. Entrei no apartamento e vi uma mesa gigante. Essa aí de baixo:


Entrei na sala e vi que tinha um sofá bacana, uma TV grande com "home theater" e....um piano. Sim, um piano. Saca só:


O próximo cômodo que entrei foi a cozinha. Tamanho razoável e bem equipada, com fogão, geladeira, mini-microondas e tudo mais que tem em uma casa comum.


Virando ali no final à esquerda, vi a área de serviço:


Ainda na área, um quarto de empregada com uma cama que bloqueava o armário. Parece ser novinha. Mas o quarto é MUITO pequeno, acho bem difícil alguém conseguir dormir ali.




Abri o banheiro de empregada e tive uma surpresa. MUITO bacana, recém reformado. Pequeno, é verdade, mas com acabamento muito bom.


Voltei para a sala e fui andando em direção dos quartos. O primeiro que eu encontrei foi esse aí embaixo. Gigante, mas sem nada. Só a cama, láááááá no canto, colado no ar condicionado. E milhares de armários nas paredes.




"OK. Vamos ver o próximo", pensei. E aí entrei num quarto que me levou de volta a 1930. Sério, tenho certeza que a velhinha que dormia lá morreu na cama e que o quarto é mal assombrado. Saca só:




Apesar de ser mais habitável, com mais coisas e até uma "mesa", não dava para dormir ali. Não só porque não tem ar condicionado, mas também porque era tudo muito velho e fedia a coisa velha. Eu não conseguiria dormir vendo aquele armário com cortininha e não imaginar filmes de terror.

Saí do quarto e vi um banheiro. Bem grande.




Aí comecei a procurar o terceiro quarto. Só faltava uma porta no corredor dos quartos, mas que parecia um armário. E eu abri e....era uma armário. "Peraí, aquele micro-quarto de empregada É um quarto? Caralho, quem vai dormir ali?", pensei.

Eu tinha então duas opções: dormir no quarto com cama de viúva, "mesa" e criados mudos, mas sem ar condicionado e mal assombrado (além de um cheiro ruim) ou dormir no quarto com cama de solteiro, com ar condicionado, mas sem porra nenhuma e 450 armários inúteis.

Deitei nas duas camas, eram iguais. Quer dizer, os colchões era iguais. A cama do quarto mal assombrado fazia muito barulho (afinal, o estrado tinha uns 60 anos). Ponto para o quarto vazio.

Andei de um lado para o outro, pensando em o que fazer. Eu SABIA que não poderia ficar no quarto mal assombrado. Verão no Rio sem ar condicionado não dá. Mas o outro quarto tinha ma cama de solteiro e só.

Cogitei levar a cama de viúva para o outro quarto. Ia dar muito trabalho e a cama era muito barulhenta ANTES de ser movida. Imagina depois....

Não tinha jeito, teria que ser o quarto vazio, com cama de solteiro. O que não é muito problema, já que estou solteiro. Mas eu precisava de mais alguma coisa no quarto, principalmente para usar o computador.

A primeira coisa que fiz foi jogar a cama no meio do quarto e roubar um criado mudo do quarto mal assombrado. Já melhorou, mas ainda faltava um lugar para usar o computador.

Cogitei arrancar as gavetas embaixo da parte aberta do armário e meter uma cadeira da sala ali, para usar de mesa. Ia ser desconfortável, mas poderia resolver o problema.

Indo para a sala passei pela cozinha e vi uma cadeira. Não precisava roubar da sala. E vi um baqueto também. Roubei os dois na alta para o quarto. E devolvi o criado mudo para o quarto mal assombrado.

Aí fiquei olhando para a mesa da cozinha, olhando, olhando.... Ia ser estranho ter 4 cadeiras sobrando na cozinha, mas poxa, ela ia ficar tão bacana no quarto..... Ia encaixar como uma luva. Foda-se, eu cheguei primeiro, eu vou morar 6 meses naquele apartamento e o outro cara só um mês. Catei a mesa e coloquei no meu quarto.

Aí ele passou disso:


Para isso:


Agora quase posso chamar de quarto. Falta só arrumar uma TV para colocar no buraco do armário (que com certeza foi feito para colocar uma TV).

Vamos ver se alguém vai morar no micro-quarto de empregada.


Ps. 1: O correto não é casaum, é domi. Favor não me xingar.
Ps. 2: as fotos estão ruins porque estava escuro e a bateria do meu celular estava acabando, então não podia usar o flash. Favor não me xingar.

14 de set. de 2013

Sindrome de Asperger

Ontem eu escrevi sobre o paradoxo do silêncio. Aí, em um cometário, o PG falou que a minha loucura tem nome: Síndrome de Asperger. Na hora fui para o google.

Nem perdi muito tempo não, já fui direto para os testes. O primeiro foi esse aqui. Resultado: 33. Que, consultando a tabela de gabarito, mostra que eu sou provavelmente altista. Saca só:

34 & up Autism likely
30 - 33 Possible autism
0 - 29 No autism

Ou seja: eu sou quase um autista.

Não satisfeito, fui fazer outro teste, mais completo.

O resultado não foi muito diferente não...

Seu índice Aspie: 108 de 200
Seu índice neurotípico (não autista): 109 de 200
Você aparenta ter traços tanto Aspie quanto neurotípicos (não-autista)

Mas pelo menos fala que eu não sou autista, só um pouco desregulado. E o mais legal desse teste é que dá um super gráfico com o resultado e um resultado completo, de milhares de páginas (ok, umas 6). Saca só o gráfico:


Ainda não consegui descobrir o que esse gráfico quer dizer, mas notem que "mania" é um dos maiores (e também um dos menores).

O mais legal é que, mesmo sem teste, eu vi que era meio autista há mais de um ano....

13 de set. de 2013

Paradoxo do silêncio

Durante 23 ou 24 anos da minha vida eu morei no beco, popularmente conhecido como apartamento da minha mãe em BH. E o Beco é um dos lugares mais silenciosos do mundo. O prédio é o último de rua sem saída e o apartamento ainda é de fundos.

Além deste isolamento, minha família nunca foi de interagir muito, além de ter horários incompatíveis: consigo pensar em uns 2 ou 3 ano em que eu e a minha irmã estudamos no mesmo período. Teve épocas, inclusive, que eu só a via nos finais de semana, porque ela fazia faculdade a noite e eu passava o dia no colégio e/ou faculdade.

Isso me fez se muito acostumado com o silêncio. E me fez passar a ter pânico de barulho. Não é aquele pânico que o pessoal tem de altura, aranha, cobra, etc. Eu simplesmente fico desnorteado quando estou em um ambiente muito barulhento. Desnorteado MESMO. A menos que seja um show, um bar ou algum outro lugar em que eu sei que vai ter barulho e eu QUERO que tenha barulho, eu fico desnorteado.

Festa de aniversário de criança, por exemplo, é para querer me matar. Aliás, não precisa muito. Se tiver mais de 2 pessoas falando ao mesmo tempo eu já começo a bater pino.

A principal razão é porque eu sempre quero prestar atenção em tudo em que está acontecendo à minha volta, e é impossível com muita gente falando ou muitas fontes de barulho. É muita informação para o meu cérebro processar.

Como eu não sou dos mais sociáveis, não sou muito de conversar com outras pessoas, especialmente as que eu não conheço. Juntou 20 pessoas falando ao meu redor, eu simplesmente "desligo". E em dias com eventos barulhentos, eu fico contando os minutos para que tudo acabe e o barulho acabe.

Um exemplo: um tempo atrás uma "prima" minha esteve em BH e ficou na casa da minha Tia. Ela veio com 3 crianças: 1, 4 e 7 anos (ou algo do tipo). Além das 3, ainda tinha o marido da minha "prima", a mãe da minha "prima" (não, não é a minha tia. Por isso as aspas) e o namorado dela. Como era almoço especial, ainda tinha meu pai, minha avó e minha tia, lógico. Ou seja: eram 10 pessoas.

Quando eu cheguei todos já estavam lá. Ao abrir a porta, foi uma visão do inferno: as crianças correndo, gritando, pulando e tentando interagir com todos. O neném, chorando. Os adultos, conversando paralelamente, sempre cruzando conversas na mesa. E eu lá, sem nenhum assunto, completamente louco com 10 fontes de barulho à minha volta.

Sem brincadeira, eu estava ficando maluco e pensando seriamente em dar uma volta na rua. Mas como seria muita falta de educação, aguentei firme e forte. E pensando quando aquele povaréu todo ia embora para pegar o avião.

Até que a hora chegou e eles foram embora. Meu amigos, foi um momento mágico. Eu ouvia as vozes se afastando, afastando, afastando... até sumirem completamente. E veio aquele silêncio sepulcral. Foram uns 2 minutos de paz. Parece que o meu cérebro ordenou que inundassem meu corpo com endorfina (ou qualquer outro hormônio de bem estar).

Mas apesar de gostar de silêncio e PRECISAR de silêncio, eu sempre preciso de algum barulho para fazer qualquer coisa. Sim, é um paradoxo. Mas não consigo fazer uma atividade em completo silêncio.

No trabalho, estou sempre com fone de ouvido (na maioria das vezes, é como EPI, por causa dos outros barulhos à minha volta). A música está lá, baixinha, quase inaudível, mas está lá.

Em casa, normalmente a TV está ligada. E algumas vezes ela está naquele canal inicial da TV a cabo, o de propagandas do pay-per-view e outros programas. E eu só vejo isso quando realmente paro para assistir a TV. Se eu estou no computador, a música está ligada. E às vezes a música E a TV.

Se eu estou no aeroporto, avião ou busão , o fone está nos ouvidos, normalmente com algum podcast.

E se eu estou sem nenhuma forte de barulho, coloco alguma música para "tocar" na minha cabeça. Sério, quando estou correndo, no metro ou dirigindo, por exemplo, sempre está lá uma música "tocando" na minha cabeça.

Mas vez ou outra eu entro no quarto, desligo todas as luzes, fecho a cortina, fecho a porta, deito, e fico lá, no escuro, só curtindo o silêncio total. E acho ótimo.

Não, eu não sou normal. Mas pelo menos eu admito isso.

11 de set. de 2013

Balde de água fria

Pela perdiascontenésima vez, resolvi voltar a me exercitar. Eu estava dormindo muito mal, engordando, estressado e sempre cansado, então precisava dar um jeito de deixar a energia extra em algum lugar que não fosse dentro do meu corpo. Como não gosto de academia, resolvi voltar a correr. E aproveitando que eu estava a 3 quarteirões da praia, nada melhor que a academia do hotel.

E assim eu fiz: coloquei uma bermuda, uma camisa surrada, meu tênis e subi um andar. Sim, eu estava um andar abaixo da academia. E eu não poderia ficar mais feliz: não tinha NINGUÉM. Subi na esteira e comecei caminhando, para aquecer os músculos e desenferrujar as articulações. E a cada passo que dava, olhava para o odômetro e o contador de calorias.

Fui aumentando a velocidade, até chegar ao ponto em que andar não era mais possível, eu tinha que trotar (não, não vou falar a velocidade, porque vocês vão rir). Eu estava lá, suando, bufando e sentindo cada músculo do meu corpo doer (em especial meu tornozelo esquerdo, aquele que ficou assim há uns 6 meses).

Já tinha corrido uns bons 30 minutos e pingava de suor. Olhei para o odometro, tinha "corrido" uns bons 3,5 km. Olhei para o "calorímetro" e o número que aparecia me deixou triste: 125 cal. Sério? Meia hora de sofrimento para CENTO E VINTE E CINCO CALORIAS??? Aquilo TINHA que estar errado. Completei uma hora de exercícios e tava lá, marcando 264 cal.

Parecia que eu tinha saído do banho de tanto suor, tudo doía (em especial o tornozelo) e eu tinha queimado DUZENTAS E SESSENTA E QUATRO CALORIAS? Eu fiquei puto. E enquanto ia para o quarto fui pensando: "só pode estar errado. Vou conferir na internet". Óbvio que no longo caminho de um andar de escada eu ESQUECI e só lembrei no dia seguinte, no metro.

No dia seguinte, fui repetir a dose. Fui na mesma esteira, coloquei a mesma velocidade e desta vez o calorímetro estava andando em um ritmo alucinante. No final da mesma hora, 800 calorias. Aí eu fiquei felizão. Aquele esforço todo tinha valido a pena. Mas eu sabia que 800 calorias era demais. Então resolvi procurar na internet quantas calorias uma hora de camincorrida gastava.

Sério, olhei em uns 5 ou 6 sites. TODOS falaram que o certo era o do dia anterior. Uma hora camincorrendo a 7 km/hora gasta umas 300 calorias. Isso considerando que quem é mais pesado (eu) acaba gastando mais. Foi um balde de água fria. Não iria perder a banha nunca nesse ritmo. Mas decidi que ia continuar com os exercícios pelo simples fato de que, bem, estava dormindo ligeiramente melhor. E de quebra cuidando um pouco da minha saúde.

Quem sabe, um dia, eu consiga aumentar a velocidade da camincorrida e queimar a banha de verdade. Só preciso conseguir manter os exercícios regulares, o que não está fácil....


Ps. Eu sei que acabei falando a velocidade que eu estava me arrastando. Foi só charme. Mas para quem não fazia exercícios há algum tempo, eu acho que está mais que bom.

9 de set. de 2013

Espaguete ao molho gorgonzola

Essa receita eu "inventei" já faz algum tempo, em alguma das vezes que o véio foi pras oropa e eu tive que me virar com o que tinha em casa. Eu estava numa vontade gigante de comer espaguete a carbonara, mas não tinha bacon em casa. Ao mesmo tempo, também estava com vontade de comer um risoto de gorgonzola e champignon, mas não tinha arroz. Solução: fazer um dois em um. Eis os ingredientes:


Começa ralando o gorgonzola. Usei maromeno uns 250g e talvez valha a pena usar um pouco mais, para dar mais gosto do queijo.


Depois, no mesmo recipiente, rala a mussarela. Mas não rala muito não, senão tira o gosto do queijo. É só pra dar liga.


Aí joga o creme de leite. Coloquei duas caixinhas de 200 ml. E mistura como se não houvesse amanhã.


E pra dar um gosto especial, joga 4 ovos. E também mistura como se não houvesse amanhã. Uma dica: quebre os ovos separadamente antes de colocar no recipiente com o resto dos ingredientes. Vai que o último dos ovos está podre, você perde o molho inteiro.


Dessa vez não tinha champignon pra colocar no molho, mas se você tiver, coloque que fica sensacional. E mexa mais uma vez. Dessa vez não precisa ser como se não houvesse amanhã, para não destroçar os cogumelos.

Molho pronto, hora de colocar a água pra ferver. A dica é colocar 1 litro pra cada 100g de macarrão e NÃO COLOCAR ÓLEO / AZEITE. Esses trecos no deixam que o molho grude direito no macarrão (palavra da minha avó e ela é italiana). Se botar muita água o macarrão não gruda. Não esqueça do sal.


A água ferveu, coloca o macarrão para cozinhar. Se você quebra o macarrão, um urso panda morre. Deixa ele do lado de fora, que ele vai amolecendo e você chucha a parte que ficou para fora dentro da panela. Eu tava com preguiça de cozinhar por umas 6 refeições, então fiz o pacote inteiro.


Quando o macarrão cozinhar, escorre a água, volta com o macarrão para a panela e joga o molho por cima. Vai colocando aos poucos e mexendo, para o molho pegar no macarrão inteiro. Deve ter mais molho que macarrão, o que é bom. Se vocẽ achar que ficou muito grosso, vai colocando leite aos poucos. Eu não precisei.

Deixa o macarrão com o molho um tempo no fogo baixíssimo, para o ovo cozinhar. E aí ele fica assim:


Não fica muito bonito, mas fica MUITO bom. E rende pra cacete, porque ele fica pesadão e ninguém consegue comer muito.

E logo depois de comer, vá para a esteira, porque essa porcaria é absurdamente calórica.

Tempo de preparo: até o meio de Virus of Life do Subliminal Verses do Slipknot.

6 de set. de 2013

Ateu, graças a Deus

Antes de começar: espero não ofender ninguém com esse post. E vou tomar o máximo de cuidado para não ofender. Mas por via das dúvidas, se você é muito religioso, acho que é melhor não ler este post.

Todo mundo aqui deve saber que eu sou ateu. Mesmo com a família do meu pai sendo muito religiosa (até pouco tempo atrás minha avó ia à missa toda semana. Agora ela não aguenta mais). A família da minha mãe é meio dividida: meu avô é espírita, minha tia virou depois de velha. Minha avó virou católica depois que teve câncer. Mas meus pais são católicos beeeeeeeem de leve. Além disso eu sempre estudei em colégios católicos (Marista e Santo Antônio). Mas nunca fui religioso.

Durante certo tempo da minha infância, eu até rezava, meio na onda da minha avó paterna, mas acho que nunca acreditei de verdade que havia alguém ouvindo. E era muito simples a razão: se existisse um deus, não teria tanta gente inocente passando fome e muito filhadaputa pecador rico e vivendo com tudo do bom e do melhor. Essa é a versão compacta, daria pra escrever uma tese sobre isso e porque eu não acredito.

Quando comecei a namorar Ex-Xuxu, ela era "ateu fêmea". Em algum momento da vida dela, ela encontrou um ser superior (sinceramente não sei dizer qual - e nem se é um só). E isso a fez sentir melhor. A Ex-Srta. Esparroman é muito religiosa e disse que conseguia sentir Deus próximo dela. E conversar com Ele a fazia bem.

Eu nunca senti isso. Sou um cara muito lógico e racional. Se eu não sinto, não existe. Simples assim. Mas isso é a MINHA opinião. Se você acredita e isso te faz bem, ótimo. Eu não tento te convencer que deus não existe. Não. Não é problema meu. E eu consigo conviver com você tranquilamente.

Mas tem gente que não consegue entender (ou aceitar) que alguém não acredite em deus. Ele TEM que te convencer que é um absurdo você ser ateu. E fica falando que você deveria conversar com ele, mesmo não acreditando. Que isso vai te fazer melhor. Caralho, seu eu não acredito, vou falar com QUEM? Se é para conversar, desabafar ou qualquer coisa do tipo, prefiro falar com alguém de carne e osso.

Eu não sofro preconceito por ser ateu. Nunca sofri (pelo menos não na minha cara, como sofrem os gays e negros). Mas um tempo atrás, fui em uma peça de stand up do Leandro Hassum (o gordinho do "caras de pau") e em um determinado momento ele começa a perguntar a religião de cada um da primeira fila. E eu estava na primeira fila. E quando falei que era ateu, o sujeito fez uma cara de "sério?".

Enquanto ele buscava alguma piada para fazer (acho que fui o primeiro ateu do show dele), alguém da platéia gritou "Aê! Ateu, porra!" (ou algo do tipo). E aí o ator começou a fazer piadas do cara que gritou. E no meio das piadas ele meteu até o demônio no meio. O que não faz sentido, porque se eu não acredito em deus, também não acredito no demônio. Mas beleza. Fato é que a cara dele de quando falei minha ateísse, senti que ele ficou incomodado. Não fiquei chateado, nem puto, só vi que tem muita gente que não aceita que você não acredite em deus.

Em resumo: sou ateu e não tento te convencer que deus não existe, então não tente me convencer que ele existe. E mais do que isso: aceite que existem pessoas que não acreditam em deus.


Ps. Texto mal escrito e sem conexão nenhuma entre parágrafos. É, eu já fui melhor nisso.

4 de set. de 2013

Getting Things Done

Eu sempre fui de fazer muitas coisa ao mesmo tempo. E eu sempre conseguia fazer tudo no prazo estimado. Mas de uns tempos pra cá, tem tido tanta coisa para eu fazer que eu começo 200 coisas e.....não termino nenhuma. Ou termino, mas bem depois do que eu deveria. Projetos pessoais então, ficaram totalmente de lado.

Aí a minha empresa resolveu dar um curso da metodologia Getting Things Done (GTD) e eu fui um dos escolhidos (ou seja: PERCEBERAM que eu não estou mais entregando no prazo). O treinamento é de um dia e eu vi que, se essa é a metodologia mais adequada, eu faço tudo errado.

O pior é que eu achava que eu fazia tudo da melhor forma possível. Tanto que tudo que o cara perguntava, eu fazia. Só que era para NÃO fazer. Exemplos?

Uso do calendário

- Quem aqui deixa no calendário só reuniões?
- Eu! Reunião no calendário, tarefas nas tarefas.
- Pois é, TUDO tem que estar no calendário. Você precisa reservar o tempo para fazer as coisas.


Cores no calendário

- Quem aqui usa cores para identificar coisas no calendário?
- Eu!
- Pois é, eu recomendo ter uma só, vermelho, para o que for parte do seu Big Rock.

Cores no inbox

- Quem aqui usa cores no inbox, para identificar emails?
- Eu! Uso pra quando estou sozinho no "Para" e outra para quando tem mais gente no "Para"
- Pois é, eu recomendo só para quando você está sozinho no "Para"

E assim foi o dia inteiro.....

Confesso que não está sendo fácil adequar meu modo de trabalhar ao modo que o cara indicou. Ver a minha agenda lotada me dá um certo pânico, mas estou seguindo o método. Quer dizer, estou seguindo mais ou menos.... Dei umas adaptadas, porque tinha coisa que eu não ia conseguir fazer nunca.

Mas uma coisa que eu fiz que está rendendo MUITO o meu dia foi tirar as notificações do outlook para todas as mensagens. Agora, só pisca se é email dos meus chefes (são 3...) ou do meu cliente direto (hoje é um só). Os demais, ficam lá para um dos 3 períodos que eu tenho para olhar email.

Meu dia tem rendido mais, é verdade, mas eu sou meio viciado em email e em qualquer oportunidade que eu tenho (entre tarefas) eu acabo dando uma olhadinha. Esse eu acho que vai ser o mais difícil de me desapegar....

Vamos ver se eu consigo entregar mais coisas em menos tempo.

2 de set. de 2013

Sentindo o próprio veneno

Durante a maior parte do tempo que trabalhei com consultoria, num passado meio distante (é tô véio), eu trabalhei com redução de despesas. E desde que eu entrei na minha empresa atual eu via a gordura escorrendo, mas não conseguia fazer nada, porque aquilo era normal para a diretoria.

Aí, depois de mais de 4 anos, meu chefe virou pica e me chamou para, finalmente, fazer um trabalho de redução de custos na empresa. E eu fui. E, cara, não é fácil....

Quando você é consultor, a diretoria tem a força para dizer que pagou caro por aquilo e que todo mundo precisa cooperar. Mas seundo eu, já conhecido de quase todo mundo, é MUITO mais difícil.

Mas isso não é o pior. Quando você é consultor, medidas impopulares não te afetam. Você dá a idéia, mas um outro cara vai lá dar a notícia triste para a empresa. E todo mundo fica puto, todo mundo reclama, mas não é com você, é com o cara que deu a notícia triste. Você não sofre nada, acabou o trabalho você vai embora.

No meu caso, não. Eu que sou o cara que vai dar a notícia triste para todo mundo. Eu que sou o cara que fica ouvindo todo mundo reclamar. E eu TAMBÉM sofro com as medidas impopulares que são tomadas. Pode ser coisa boba, mas que custa uma fortuna para a empresa (tipo aquela história da empresa de aviação que cortou a azeitona e economizou milhões - mentira, foi 40 mil).

Duvida? Quanto você acha que uma empresa gasta por ano com copos pláticos? E com café? Eu sei, isso não é nada comparado ao insumo principal da empresa (seja minério, petróleo, metal ou pessoas). Mas é melhor cortar essas coisas boas do que cortar pessoas, não acha? E 40 mil em um ano (a tal azeitona) significa o emprego de uma pessoa que ganha 1800 ronaldos por mês.

Só que as vezes o problema é muito maior que uma pessoa de 1800. E aí, amigos, é a parte difícil da história. Principalmente quando a economia está uma merda.

Tomara que as coisas melhorem...

19 de ago. de 2013

Prioridade, cadê?

Eu sempre viajei a trabalho e sempre foi por companhias diferentes, o que me fazia ter milhas espalhadas por diversos fidelidades aéreos e nunca ter me tornado um pica do pica a ponto de ter prioridades e mordomias. Só que nos últimos 12 meses eu viajei tanto que virei Safira na Azul, Ouro na Gol (quase diamante, já) e Azul na Tam. E passei a ter prioridades.

O problema é que ser prioridade no brasil não adianta de nada. Tirando o check in, que normalmente tem um "caixa" para os prioridades. Aliás, de vez em quando até colocam uma etiqueta dessa aqui na bagagem:


O grande problema é que as pessoas são muito mal educadas e não respeitam nada. É uma vontade tão grande de ser o primeiro a entrar no avião que até mesmo os idosos, incapacitados e grávidas se ferram. E isso é muito pior em Confins (em especial com a Gol), em que não fica ninguém controlando o portão de embarque, só a porta da ponte.

Hoje, por exemplo, antes de chamarem para embarque já tinha uma fila de umas 50 pessoas no portão. Quando chamaram as prioridades, a fila virou um bolo de gente (fila pra que, né?), que se espremeu pelo portão e fez uma fila gigante no corredor. Eu era o 100º, mais ou menos. E na minha frente tinha uma senhora de uns 70 anos...

Ah, e lembra daquela etiqueta bacana que colocaram na minha mala? Pois é, ela serviria para que a minha mala fosse uma das primeiras a sair, mas hoje ela foi a ÚLTIMA. Sim, de todas as malas existentes no porão do avião a minha foi a última a ser colocada na esteira (provavelmente a primeira a ser retirada do avião, mas isso não vale de nada).

Tantos anos de espera para conseguir ter prioridade e não conseguir usar. Fico com pena de quem precisa de verdade, não só nos aviões, mas em outros lugares como supermercados e transporte público. No meu caso com aviões, eu só quero sentar logo e começar a dormir, então não faz tanta falta.

17 de ago. de 2013

Ironia

Acabei de lembrar uma coisa interessante: entrei de férias compulsórias ontem (só no papel, pra variar). 30 dias. E hoje, um sábado, eu estou trabalhando. Amanhã, domingo, também vou trabalhar.

Irônico, não?

Hoje Estou...

... trabalhando... Desde 8 da manhã...

Não tá fácil, amigos.....

16 de ago. de 2013

Esparroman RECOMENDA: SwiftKey

Um bom tempo atrás, o Primo deu uma dica de um teclado que era sensacional, o SwiftKey. O teclado é fantástico: responde bem aos dedos rápidos e tem uma capacidade de correção de digitações erradas que parece mágica. Além disso, tem uma capacidade de aprendizado absurda, sugerindo, muitas vezes, a palavra que você quer digitar antes mesmo de você escrever qualquer coisa. Divida? Saca só o video deles:


Além de toda essa maravilha, ele tem o flow, que é parecido com o Swype, mas com toda a mágica de aprendizado, correção e "adivinhação" de palavras. Confesso que no flow não é tão mágico assim, mas pode ser porque eu havia colocado o inglês e o alemão como outras opções de língua. Ah, é, você não precisa chavear as línguas, ele identifica a língua que você está escrevendo....

O teclado é tão bom, mas tão bom, que eu COMPREI o aplicativo. São 4 ronaldos e eu estou me perguntando até agora por que eu não havia comprado antes. Eu tinha usado o trial uns 2 anos atrás, que não tinha o flow, e deve ter sido por isso. Mas agora, não tem mais desculpas!

Uma parte que eu gosto muito é a de estatísticas (nerd, sabe como é): mostra quantas palavras você digitou errado e ele corrigiu, quantas palavras ele previu, quantas letras você não teve que digitar, quantos metros você "flowou", além de um heatmap com a sua digitação (mostra onde você costuma digitar nas teclas). Queria mostrar aqui, mas como eu comprei o aplicativo hoje, as estatísticas estão todas em zero. A solução foi pesquisar no google:




Importante: não tem para iOS ("The SwiftKey app isn’t currently available for iOS devices, because Apple do not allow apps to change the on-screen keyboard.") e nem para Windows Phone (porque ninguém usa, hehe). Mas para quem usa android, recomendo muito, nem que seja a versão trial de 30 dias. E se você gostar, COMPRE. Vale cada centavo.

O problema é que você vai ficar mal acostumado e quando for digitar no computador vai ficar puto que o excel (ou qualquer outro programa) não está corrigindo o que você digitou errado....

14 de ago. de 2013

Bug da Xerox

Esse post é rapidinho, porque o gerente da TI comentou comigo e eu não acreditei: algumas máquinas da xerox alteram números quando você digitaliza documentos.

Sério, saca só o original e o digitalizado (foto diretamente do post que linkei aí em cima):


Resumindo, é o seguinte: alguns números parecidos são alterados pelo software da Xerox. Tipo um 6 e um 8. Segundo o pessoal da Xerox, o problema é no algoritmo de compressão utilizado. Eu chutaria que ele deve tentar fazer reconhecimento OCR e deve fazer alguma caquinha.

Detalhe: na minha empresa usamos máquinas da xerox....

12 de ago. de 2013

Fantástica cozinha experimental: Imperial Dog

Um bom tempo atrás eu vi esse video aqui no jovem nerd e, na hora, decidi: um dia eu ia fazer aquilo. Não sei a razão, mas acabei esquecendo dessa fabulosa receita.

Tempos depois (tipo duas semanas atrás), alguém comentou de algo parecido e a receita voltou para a minha cabeça. Como estava em um momento de tristeza, resolvi que era a hora de fazer este "prato" e infartar a minha tristeza. Mas como eu queria matar só a tristeza e gosto muito das minhas artérias e veias, não daria para fazer com bacon.

Fui no supermercado aqui perto de casa e comprei os ingredientes (ficou uns 22 reais, salvo engano):


Eu não lembrei de anotar os queijos, então comprei o que tinha disponível (e que achei que ficaria bom): provolone e cheddar. E mãos a obra. Antes que me xinguem: eram 4 pessoas para comer.

Passo 1) Abrir a salsicha no meio. Cuidado ao cortar, não pode separar as duas partes (depois explico a razão). E deixe um pedaço considerável colado, senão "rasga" quando você fechar com o recheio


Passo 2) Coloque o queijo de recheio da salsicha (como o provolone já estava fatiado, não cortei em pedaços maiores)


Passo 3) Feche a salsicha e prenda com palitos. Aqui vale um reforço: cuidado para não "rasgar" a parte de baixo da salsicha, senão o queijo vaza todo. Se acontecer isso, recomendo fazer um colchão de papel aluminio para segurar o queijo (tive que fazer isso.


Passo 4) Coloque no forno. deixei em fogo baixo, para derreter bem o queijo. Vai ficar assim depois:


Passo 5) Retire do forno e rapidamente coloque a segunda camada de queijo, cobrindo as salsichas


Passo 6) Volte com a assadeira para o forno, por uns 2 ou 3 minutos, só para derreter o queijo, até ficar maromeno assim:


Passo 7) Monte seu imperial dog. Não esqueça de tirar os palitos!! (esqueci de tirar fotos)

Algumas lições aprendidas:

- Colocar alguma coisa forrando a assadeira (papel manteiga ou até mesmo aluminio. Sem o bacon não tem gordura e as salsichas grudaram na assadeira. Foi difícil pra caralho desgrudar sem estragar;
- Cheddar não fica legal na receita. Tira todo o gosto e fica meio enjoativo. Sem contar que não derrete direito. Da próxima vez vou usar algum outro queijo que derreta bem (tipo queijo prato, o original da receita);
- Como tinha 5 salsichas e 4 pessoas, teve gente que repetiu (cof, cof, eu, cof, cof). E depois que esfria fica meio ruim. Recomendo fazer o número exato de salsichas e se alguém quiser mais, fazer depois;
- Se for usar provolone recomendo tirar aquela casquinha. Ela não fica boa quando o queijo derrete;
- É comida pra caramba e difícil de comer. Se não for ogro como eu, recomendo garfo e faca;
- Vou tentar fazer com outros tipos de salsichas (comprei salsichão normal mesmo). Sem fazer propaganda, mas a Eder tem umas boas (já comprei uma branca muito bacana). Só não achei mais para comprar.

É isso. No próximo mês o Véio vai viajar e vou me esbaltar na fantástica cozinha experimental. Se eu lembrar, faço posts aqui.

10 de ago. de 2013

Como sobreviver em um hotel

Viver em hotel significa aprender lições para toda a vida. E eu não lembro se já coloquei elas aqui antes (e estou com preguiça de olhar no blog). Então vamos repetir, se foi o caso:

- SEMPRE tranque a porta do quarto, especialmente se você estiver dentro dele. Os hotéis vivem fazendo merda e você pode estar tranquilo no seu quarto quando alguém meter a chave na porta e entrar, sem querer. Aconteceu comigo essa semana, me deram a chave de um quarto que já estava ocupado.

- SEMPRE deixe a cortina fechada, especialmente se e uma região de hotéis colados, um ao lado do outro. Isso evitaria você veja viajante pelados e cenas desagradáveis (porque sempre e um gordo pelado, nunca uma modelo).

- Essa eu lembro que já falei, mas deixe o seu quarto arrumado. Evita maiores problemas (tipo roubo ou jogarem alguma coisa sua fora sem querer, ou até mesmo você largar alguma coisa pra trás).

- Lave os copos antes de usa-los. Parece besteira, mas já peguei muitos copos com marca de boca, poeira e resto de bebida.

- Essa eu não tinha pensado até pouco tempo atrás, mas de uma limpada no controle remoto com papel higiénico. Você não sabe onde a pessoa anterior estava quando usou o controle.....

- Se for passar muito tempo no mesmo hotel, trate muito bem porteiros e a galera da recepção. Eles sempre podem te ajudar.

Certamente tem mais coisa, mas como essa semana deu mesa da chave comigo, resolvi reforçar essas dicas.

7 de ago. de 2013

Caderno de trabalho

Quando comecei a trabalhar (na verdade, quando comecei a fazer estágio) me falaram que seria importante eu ter um caderno para anotar as tarefas que teria que fazer nos próximos dias. No começo, achei bobagem , já que tinha uma memória de elefante (bons tempos...), mas com o tempo vi que seria útil. E aí peguei um caderno que eu tinha usado em um laboratório em alguma matéria da faculdade (tinha usado 2 páginas). Esse aqui:


E comecei a anotar todas as tarefas que eu deveria fazer. Foi muito bom, porque a minha memória já não era tão boa quanto eu imaginava. Aí eu fui trabalhar com consultoria e abandonei o caderno. Basicamente porque eu não tinha mesa e mal tinha espaço para colocar meu notebook. E ele ficou la, abandonado, triste e sozinho.

Anos depois, quando vim pra minha empresa atual resgatei o caderno e voltei a usa-lo. Mas eu já tinha perdido o hábito de anotar todas as tarefas e muitas vezes anotava numa folha de rascunho, ou no outlook, ou na mesa. E com isso o caderno dura até hoje.

E um dia desses aí pra trás eu percebi toda esse história e vi que conseguia mapear quase todos os projetos que eu já tinha passado e, mais legal ainda, o quanto a minha letra mudou (pra pior, lógico). No início, letra cursiva. Aí, em 2006 eu resolvi que passaria a escrever com letra de forma. Mas durante um tempo eu demorava muito tempo para usar a letra de forma e cada dia escrevia de um jeito. Dúvida? Saca só:


Eu sei, parece letra de menino de primeira série... Faltei as aulas de caligrafia. Nem eu estou entendendo o que eu escrevi..... E, por incrível que pareça, a letra conseguiu ficar pior ainda. Hoje, tem vez eu eu acabou de escrever e não seu mais o que eu anotei.

E eu tambem percebi que a metodologia para acompanhamento das tarefas mudou. Já foi um ii no final da tarefa, risca-la de lápis, um ii com caneta de outra cor.... Hoje e um "check" antes da tarefa.

Ta, para vocês esse posto não tem pé nem cabeça e graça nenhuma, mas eu achei legal notar que munha vida profissional estava escrita naquele caderno. Bem porcamente escrita, mas estava la.

30 de jul. de 2013

Obrigado

Obrigado por esses três meses juntos
Obrigado por esses quatro meses de convivência diária, mesmo em outros países
Obrigado por me fazer sorrir
Obrigado por me fazer feliz
Obrigado por me ajudar a dormir melhor
Obrigado por me incentivar a cuidar da saúde
Obrigado por me incentivar a modernizar
Obrigado por me incentivar a desapegar
Obrigado por me dar carinho
Obrigado por me ouvir
Obrigado por tentar abrir a minha mente
Obrigado pelas conversas
Obrigado pelas dicas
Obrigado pelos presentes
Obrigado pelos beijos
Obrigado pelos abraços
Obrigado pelo respeito
Obrigado pela paciência
Obrigado pelo companheirismo
Obrigado pelo apoio
Obrigado pela força
Obrigado por tudo.

Desculpe se eu te fiz sofrer
Desculpe se eu te fiz chorar
Desculpe se eu te fiz ficar triste
Desculpe se eu te magoei
Desculpe por ter falhado em te fazer feliz.

27 de jul. de 2013

Dados x Informação

Dia desses aí pra trás estava conversando com uma amiga da época da faculdade e descobri que a irmã dela resolveu tirar 3 anos de licença sem vencimentos para conhecer o mundo (sim, também tive inveja). E lendo o blog em que eles estão postando a viagem, cheguei em um post que eles falam o quanto já gastaram em 6 meses de viagem (cof, cof, 20 mil euros, cof cof).

O que mais me impressionou foi a capacidade de estratificar os gastos que a mulher teve. Sério, se ela não fosse casada ia propor casamento na hora que li o post. Alguém que leva finanças tão a sério merece meu respeito. Afinal, eu também controlo muito bem os meus gastos.

E aí parei para pensar: controlo mesmo?

Eu ANOTO todos os meus gastos, mas isso não significa que eu os controle. Eu sei que gasto menos do que eu ganho, mas hoje, se me perguntarem, eu não sei dizer O QUANTO eu gasto menos do que eu ganho. E nem mesmo dizer em que estou gastando o meu dinheiro.

Um bom exemplo disso é que quase tive um treco quando chegou a fatura do meu cartão de crédito no mês passado: deliciosos 9 mil reais. Uns 60% disso foi hotel, que é reembolsado pela empresa (hotel no Rio não está de picolé). Mas.... e o resto?

Sei que boa parte foi passagem de avião, mas não sei dizer exatamente quanto. Sei que teve bastante restaurante, algumas roupas, alguns presentes... Mas nada muito exato.

E o que me causou mais tristeza é que EU TENHO dados suficientes para descobrir isso. Afinal, como eu disse, eu anoto todos os meus gastos. Só que eu não estou transformando os dados em informação. E isso é o MÍNIMO que eu deveria fazer. Senão, pra que anotar todos os gastos?

O programa que eu uso é fantástico, já tem alguns gráficos que me ajudariam a saber onde está o ralo, mas eu simplesmente não olho pra ele.

Vou passar a fazer esse acompanhamento mensal, ainda mais que durante o post resolvi atualizar meu gráfico de meta financeira e vi que estou bem longe da meta deste ano.... Hora de fazer análises e gerar planos de ação.

PDCA neles!

26 de jul. de 2013

Futebol

Quando eu era moleque, eu era fanático por futebol. Na verdade, eu era fanático pelo Cruzeiro. Eu escutava todos os jogos, acompanhava todos os resultados, fazia contas e mais contas, acompanhava tudo (na época não tinha internet. Eu lia jornal e via uns 3 programas esportivos por dia).

Com uns 12 anos eu já era membro da máfia azul (tenho a carteirinha até hoje, se alguém duvidar).

Com menos de 15 anos eu já ia ao independência sozinho, de ônibus. Sozinho não, eu ia com meu grande amigo Meleca. E não perdia quase jogo nenhum.

Com uns 16 eu queria tatuar o símbolo do cruzeiro no peito. Ainda bem que meu pai tem juízo e não deixou.

Durante muito tempo, nos finais de semana, durante os jogos que eu não ia para o campo, eu montava o meu estrelão (também conhecido como mesa de futebol de botão) na sala, fechava a porta e ficava "repetindo" o que o narrador falava no campo. Sozinho. Sim, esse era meu nível de fanatismo (e loucura).

Eu decorava placares e público pagante dos jogos que eu ia.

Eu comprava camisa todo ano (quando não comprava também o short e o meião e a camisa da máfia azul).

Aí o tempo passou.

Começaram as brigas e mortes no estádio e eu passei a não ir ao campo mais.

Começou o ano do vestibular

Começou a faculdade

Começou o estágio

Começou o trabalho

Começaram as viagens

Começaram os namoros

E o time foi ocupando cada vez menos espaço no meu coração.

Já tem uns bons 2 anos que eu raramente escuto os jogos do time. Quando eu lembro que tem jogo e estou em casa, eu até escuto. Se estou fora de casa, dou uma acompanhada pelo celular. Mas não sofro mais.

Jogo na TV eu não vejo desde que terminei com Ex-Xuxu (como ela era atleticana, víamos os clássicos juntos). Já se fazem alguns bons anos isso.

Recentemente doei o meu estrelão e os muitos times de futebol de botão que eu tinha para a faxineira lá de casa. Apesar de eu não jogar há pelo menos uns 12 anos, fiquei triste. Aquilo representava boa parte da minha infância. Mas eu estava precisando de espaço e, bem, aquilo não passava de lembrança. Grande e que ocupava muito espaço. Além disso, foi um pedido de desapego.

Toda esse processo de desfanatização me ajudou muito a não ligar mais para os resultados do meu time e nem para os resultados dos outros times. E ninguém mais enche meu saco, porque sabem que eu não vou ficar puto e nem discutir.

O que me deixa muito tranquilo desde quarta-feira a noite...

25 de jul. de 2013

Água Quente!!!

Sim, queridos leitores, eu tenho água quente em casa. Esqueci de comentar aqui antes, mas deu tudo certo.

O problema eram 2 (sim, DOIS) fusíveis queimados. Segundo a minha avó (eu não estava em casa quando o cara veio arrumar a bagaça) o cara abriu, olhou, trocou os 2 fusíveis e foi embora. Como estava na garantia, não cobrou nada (apesar de que na minha humilde opinião fusível queimado não é item de garantia).

Fato é que trocou, não cobrou nada e eu posso tomar banho quente novamente.

24 de jul. de 2013

Ascensoristas Cariocas

Uma coisa que sempre me causou estranheza aqui no Rio (lembrem-se que a minha família é carioca, então passei boa parte das minhas férias aqui) é a quantidade de ascensoristas que tem nesta cidade. O sindicato deles deve ser muito forte, porque quase todo prédio comercial tem. E como não poderia deixar de ser, no prédio da firrrrrrma tem um monte. E eles são, digamos, peculiares.

O mais peculiar é que, segundo meu chefe, a maioria deles está lá há pelo menos 12 anos, tempo que ele tem de empresa.

Mengão

Mengão é o meu preferido. Confesso que a primeira vez que peguei o elevador com ele achei que ele tivesse algum problema mental, mas depois vi que ele é capaz de ter conversas normais. Mengão tem este apelido porque 1 em cada 3 palavras que ele fala é Mengão (ou a sua variante feminina, Mengona). Não, eu não estou brincando.

Primeiro que ele chama todo mundo de mengão, até o presidente da empresa. E as mulheres, de mengona, lógico. Entre duas frases desconexas, ele mete um "mengão" para dar continuidade no assunto. Bem parecido com o "tipo" dos mineiros, "então" dos paulistas e "caraca" dos cariocas.

Mas o que eu acho legal é que o cara é bem divertido, bem alto astral. E depois que você percebe que ele consegue ter conversas complexas (sobre futebol, claro), dá até pra trocar uma idéia legal.

Piadista

Esse nome aí eu que inventei. E é porque o cara gosta de fazer piadinhas do tipo "pavê ou pá comê". A mais clássica é chegar no último andar e falar "sobe". Ou então falar "23" (o último andar é o 22). E o pior é que eu SEMPRE caio, porque ando muito pela empresa e as vezes esqueço que andar estou.

Apesar disso, o cara é gente boa. E como ele é um dos últimos a ir embora, várias vezes eu desço sozinho no elevador e troco idéia com ele (quem me conhece sabe que isso é um fato raro).

Ranziza

O ranzinza é um baixinho, meio careca e de bacelo branco. Parece, realmente um anão de filme da bela adormecida. E o cara está sempre sério. O mais bizarro desse cara e que ele sabe o andar DE TODO MUNDO. Tinha uma semana que eu estava no Rio e o cara já sabia o meu andar. Comecei a reparar, ele dificilmente pergunta o andar para as pessoas, já vai apertando. Uma vez, inclusive, eu ia para um andar diferente do meu e ele já tinha apertado o botão do meu andar.

Em uma das poucas vezes que ele conversou comigo, falou que o filho dele também trabalha viajando (ok, eu estava de mala no dia). Não sei se era alegria de ver o filho naquele dia ou se ele tinha tirado as teias, mas foi uma das raras vezes que vi ranzinza conversar.

Tem mais uns outros, cada um com a sua mania e loucura, mas esses três são os que mais se destacam. Quem sabe com o tempo algum dos outros ganha um post.

23 de jul. de 2013

Sem rede

Como eu comentei por aqui (comentei?), a Véia foi passar uma temporada nas oropa. E como o apartamento que ela mora no Rio ficou vazio, ela pediu para que eu ocupasse e tomasse conta. Pensei durante poucos minutos: hotel minúsculo ou apartamento grande e espaçoso?

Não tive dúvidas: fui direto para o apartamento dela. Só que eu esqueci de alguns detalhes:

1) Não tem café da manhã
2) Não tem camareira
3) A roupa de cama e banho não é auto-limpante
4) Os copos, pratos e talheres não são auto-limpantes
5) Não tem TV a cabo
6) Não tem wifi
7) Se alguma coisa quebra, EU preciso consertar (ok, esse eu descobri duas semanas atrás)

Os itens 1 a 4 e o 7 também não tem em BH e eu consigo sobreviver. O 5, cara, foi complicado de adaptar, porque eu PRECISO de TV para dormir. Tem que ter alguma coisa fazendo barulho ao longe, senão eu não durmo. E aqui só pega (e mal!) a globo. Aí não dá pra sobreviver.

Mas esse eu resolvi de duas formas (nessa ordem):

1) Uso o computador até tarde
2) Trouxe livros para ler

Mas não ter Wifi está foda. O meu notebook não funfa com modem 3G (é o que tem aqui). O computador da véia fica em um lugar horroroso, sem ergonomia nenhuma. Meu plano de dados não aguenta navegar muito. E o tablet da Veia, que podia quebrar um galho gigante com jogos (cof, cof, angry birds, cof cof), leituras, sites, etc não tem entrada para chip 3g.

Sério, é uma merda. Eu tentei de tudo pra resolver: parear o tablet com o notebook por bluetooth, por wifi, pela usb, NADA FUNCIONA (ou, pode ser por ignorância minha - já não sou mais o mesmo nerd). E aí eu fico com treco parado, sem poder usar pra nada. E eu nunca lembro de levar pra BH para instalar um monte de jogos e pelo menos ter isso para fazer.

A dependência está dureza.....

22 de jul. de 2013

Hotel Intercity (Jundiaí, SP)

Nas duas vezes que eu fui para Jundiaí eu fiquei hospedado no Intercity. O hotel fica meio longe do mundo, em um bairro bem rsidencial, sem nada comercial em volta (a não ser um supermercado). Mas para quem vai no esquema que eu estava (curso durante o dia e trabalho a noite, no quarto), o hotel é ótimo.

O quarto é bastante espaçoso e parece ser novo. A cama é bem boa e gigantesca. O ar condicionado funciona bem (é split). O armário é grande, mas não tem portas. Armários sem portas me incomodam muito.




O banheiro é grande, mas tem problemas de rejunte. Nos dois quartos que eu fiquei vazava água e molhava o chão do lado de fora. O chuveiro é muito bom, com bastante água e temperatura boa. O que eu não gostei é que a porta abre para o lado do box, então sempre fazia alguma confusão.




O Wifi é muito bom. Tem replicadores de sinal a cada 10 metros e a velocidade é muito boa. Tanto que consegui atualizar a versão do meu Android rapidinho (500 Mb em menos de uma hora, se não me falha a memória).

O café da manhã é muito bom. Bastante variedade e pode-se comer o quanto quiser. O serviço de quarto também é bom, apesar de ser mais ou menos caro (como todo hotel), vem bastante comida.

A piscina eu não cheguei a usar, mas é bem grande. A academia tem 3 esteiras, uma bicicleta e um daqueles aparelhos multifuncionais de musculação. Todos bem novos e conservados.

O preço (pelo menos para a minha empresa) é razoável: 180 reais a diária. Mas meu preçômetro de hotéis anda estragado por causa do Rio de Janeiro. Mas pelo que oferece, achei um preço justo.

No geral, é uma boa pedida para ficar em Jundiaí, ainda mais se você vai para o distrito industrial. É mais ou menso perto.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

20 de jul. de 2013

Hotel Andino (Quito, Equador)

Quito, por incrível que pareça, é uma cidade com muito gringo. Deve ser por causa de galápagos. E por conta disso, achar hotel barato não foi uma coisa muito fácil (ainda mais que dolar é a moeda oficial do equador). Quando encontrei o hotel Andino, não tive dúvidas: reservei na hora. Barato, com recomendações MUITO boas no tripadivisor e a princípio perto de tudo.

Mas confesso que fiquei muito assustado quando cheguei no hotel. A entrada não está tão bonita como no site: estava bastante mal cuidada. Passou uma péssima impressão. Tanto pra mim quanto para o Véio. mas entrando no hotel melhorou um pouco.

O lugar é bastante simples. Bastante mesmo. Eu até chamaria de hostel, ao invés de hotel. Mas o atendimento é sensacional: todo mundo é MUITO atencioso, educado e disposto a te ajudar. O quarto é bem pequeno, tem um cheiro meio ruim, de tinta vagabunda, e o chão range a cada passo que você dá. As camas são ruins (elas não tinham estrado, e sim umas ripas para segurar o colchão), mas o colchão era razoável. Mas, bem, foi 30 dólares a diária.




O banheiro é pequeno e é onde o cheiro de tinta é mais forte. A água do chuveiro é bem quente, mas não lembro se saía com pressão. O box é de cortinha, mas pelo menos é de lado e molha pouco o banheiro.


O wifi era bom, aguentou voz e video e skypeouts. O sinal no quarto era bom, mas eu vinha pra essa salinha aí embaixo para conversar com a Srta Esparroman.


Aliás, me senti na vila do chaves: o hotel eram vários quartos espalhados em espaços comuns como essa sala. Saca só outros lugares comuns:




O café da manhã era no esquema de Bogotá: suco, café / leite achocolatado, ovo, pão, manteiga. Mas se você pedia mais pão, eles davam sem fazer cara feia e sem miséria (eram croissants). O problema é que no primeiro dia tinha um bando de adolescentes que estavam falando alto e ao mesmo tempo, mas não é culpa do hotel.

No geral, o hotel é mediano. Dá para ficar hospedado numa boa, desde que você saiba o que te espera. Só precisa ficar esperto para sair a noite. Lembrei aqui que o dono avisou que tem uma região perto do hotel que é meio punk, mas não tive problema nenhum.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

19 de jul. de 2013

Em busca da nota perdida

Como eu contei aqui, na sexta passada deu algum problema no aquecedor da casa da véia (ah, é. Esqueci de comentar. Estou na casa dela enquanto ela está nas oropa, visitando a minha irmã). E como eu não curto tomar banho frio, precisava resolver o problema.

O aquecedor é novíssimo: tem menos de 2 meses de uso (a Véia mudou tem 2 meses), logo está na garantia. E, supostamente, foi algum defeito de fábrica, porque não é provável que em 2 meses esta merda estragasse (se for problema de instalação também está na garantia).

Só que eu precisava achar a nota fiscal E a garantia para pedir o reparo ou troca. E a Véia é conhecida por ser completamente desorganizada e NUNCA saber onde estão as coisas. Mas eu pedi ajuda dela de qualquer maneira. A resposta:

"Está na minha mesa de cabeceira das fotos, dentro de um saco plástico transparente que tem um saco amarelo dentro". Tanta precisão assim, era improvável que estivesse certo. Mas eu fui lá assim mesmo. E me surpreendi: tinha um monte de notas fiscais de compras das obras. Até uma nota fiscal de um serviço no tal aquecedor. Mas a nato da compra, não tinha.

Como já era de madrugada na suiça, eu não ia ligar para ela, então comecei a fuçar tudo. Tudo MESMO. Abri cada sacola com papel e olhei um por um. Foram umas 3 a 4 horas fazendo isso (tudo para não tomar banho frio). Tentei também a outra mesa de cabeceira, mas não adiantou.

Mandei um email para ela pedindo mais ajuda. E ela deu outras duas opções, igualmente precisas como a primeira. Em um dos lugares, achei um livreto com o papel da garantia (não preenchido, óbvio). No outro, um folheto com a nota fiscal de instalação do equipamento. Estava perto, mas não era ainda do que eu precisava.

Pedi ajuda mais uma vez. E aí a Véia mostrou que estava perdida: falou uns 3 ou 4 lugares, todos genéricos. E eu gastei mais algumas bosa horas fuçando papéis. Óbvio que não estava lá. Eu já estava quase desistindo e chamando o cara na boa vontade dele, mas a minha avó lembrou que foi trocar alguma coisa nesta loja e que a nota poderia estar lá, junto com os itens trocados.

Mais uma vez perguntei para a véia onde estava essa tal sacola. "Não sei", disse ela. E lá fui eu caçar a sacola. Revirei a casa inteira, até que desisti e pedi ajuda para a minha avó. Ela falou, certeira: "está no quarto de empregada". Fui lá e...ACHEI.

Agora é só esperar o cara aparecer para ver o que aconteceu (com a sorte que eu estou, vai ter queimado alguma coisa que vai levar 3 semanas para trocar...).

Mantenho vocês informados.

Ps. Nessa busca desesperada pela nota fiscal descobri que a minha mãe tem papéis de DOIS MIL E TRÊS guardados. Isso porque eu parei de procurar quando vi isso. Se continuasse, certamente acharia algo de noventa e poucos...

18 de jul. de 2013

Hotel Egina (Medellin, Colômbia)

Assim como em Bogotá, a escolha do hotel em Medellin foi por preço e quantidade de joinhas no tripadivisor. E o hotel escolhido foi o Egina, com diárias de 95 reais. Mas ao contrário de bogotá, esse foi uma excelente escolha.

O hotel é muito bom, a localização é excelente (lugar calmo, ao lado de uma estação de metro, perto do complexo esportivo de Medellin, vários restaurantes ao redor) e sinceramente barato pelo que oferece.

O quarto é grande, mas como podem ver, tive que dormir de conchinha com meu pai. Não tinha quarto com camas separadas (meu espanhol não bom o bastante para explicar que queria duas camas no quarto quando fi a reserva e quando cheguei lá não tinha como mudar).

Mas apesar disso a cama era boa, apesar de não estar centralizada com a TV (que na foto abaixo está na esquerda, pendurada na parede - dá pra ver a pontinha dela). O ar condicionado é central, mas tem controle de temperatura. Fez calor alguns dias, lembro que usei o bichão. E os armários são grandes, com direito a frigobar (desta vez lembrei de tirar foto).






O banheiro é bonzinho, mas é de cortina. Isso é uma bosta, mas fazer o que. O chuveiro era bom e se não fechasse direito a cortina molhava tudo (o que aconteceu comigo, óbvio).


O wifi não pegava no quarto. Simples assim. Todo dia eu tinha que ir para o hall do andar (onde sempre tinha um companheiro, que também precisava do wifi para trabalhar) ou então para o hall do hotel. Ou então ficava na escada, que acreditem ou não, era o lugar onde o sinal pegava melhor. Chegava a ser engraçado, porque no meio das conversas com a Srta Esparroman começava a tocar músicas no alto falante ao lado da escada. Mas com o sinal bom, aguentava bem voz e video. Se bem que alguns dos dias eu estava usando o skypeout, então não tinha video.

O café da manhã do primeiro dia foi tipo o de Bogotá, bem fraquinho, mas nos outros dois dias foi no esquema coma o que quiser, quanto quiser. Mas não tinha muita opção...

Não sei se tinha piscina, sala de ginástica e blábláblá. Não lembro de ter visto, mas no site eu vi que tem algumas coisas dessas. deve ser na cobertura.

Esse hotel eu acho que vale muito a pena, pelo que oferece, pelo custo e pela localização. Só tem que aprender a pedir camas separadas em espanhol, hehe.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

17 de jul. de 2013

Sexta maldita

Era sexta-feira. Dia de voltar para casa. Estava cansado, lógico, mas era dia de voltar para casa. O despertador toca. Levanto, cambaleante, e desligo-o. Vou para o banheiro, ligo o chuveiro. Enquanto a água esquenta (o chuveiro é a gás) dobro meu pijama e coloco na mala. Volto para o banheiro, entro no box e PUTAQUEPARIU ÁGUA FRIA DO CARALHO, LIGUEI A TORNEIRA ERRADA.

Tento desligar a torneira fria. Ela já estava fechada. Tento ligar a torneira quente e ela já está no máximo. "Merda", pensei. Desligo tudo e tento novamente. Ainda está frio. Tento a torneira da pia. Fria. Tento o outro banheiro. Frio. Tento a cozinha. Frio. "Fudeu", pensei.

Vou até o aquecedor. O painel está apagado. Aperto o botão para ligar. Nada acontece. Tiro da tomada e tento a outra mais próxima. nada. Pego meu celular e espeto na tomada. Funciona. "Merda, fudeu. Queimou essa porra.", pensei (sim, com todos esses palavrões). Penso mais um pouco, testo mais alguma coisas. Não adianta, não vai funcionar.

Tomo banho gelado, entendendo a razão dos europeus não tomarem banho todo dia. Nunca tomei um banho tão rápido na vida. Me aqueço com a toalha, esfregando no corpo e quase arrancando a minha pele. Funciona mais ou menos, mas pelo menos não congelo.

Termino de me arrumar e saio para o trabalho. Aperto o botão do elevador e...nada. Tento novamente. Nada. Puto, interfono para o porteiro e ele avisa que estragou. Desço deliciosos 9 andares de escada (com a minha mala na mão e meu notebook nas costas - era dia de voltar pra casa, lembra?).

Arrasto a minha mala até o metro e, na hora que estou chegando na porta do trem ele fecha a porta e arranca.

Chego no trabalho, trabalho pra cacete, vejo que está na hora de ir embora. MEIA HORA para conseguir pegar um taxi. E mais MEIA HORA para andar DOIS QUILÔMETROS (talvez até um pouco menos).

Faço meu check in, entro na sala de embarque e....visão do paraíso. Nunca vi o santos dumont tão vazio (de verdade!). O Võo sai na hora, mas demora um bocado taxiando em BH. Pego a minha mala, caminho até o busão e ele sai NA HORA que chegou a minha vez no caixa.

Espero meia hora, entro no busão e meia hora depois, tudo parado na Cristiano Machado. Sério, UMA HORA parado. Obras.

Chego em casa, subo todas as escada, abro a porta e entro na cozinha para tomar água. Ligo a luz e "puf", a lâmpada queima. Resolvo que é hora de deixar tudo como está e ir dormir.

Diazinho de merda.... E eu não imaginava o que me esperava para o sábado.... Mas isso é assunto para outro post.