10 de abr. de 2012

Bem Vindo a Florença

Florença é uma cidade pequena, mas tem coisa pra caramba pra ver. É MUITO museu, o que implica em muita fila e muito dinheiro gasto em entradas, então escolha suas batalhas. Existe um cartão, o Firenze Card, que te permite andar de ônibus a vontade e entrar em tudo quanto é museu. O problema é que quase não se usa ônibus na cidade e não dá tempo de ir a todos os museus (considerando que você não vá ficar uma semana lá) e o cartão custa 50 euros. Ah! Não sei se você fura filas com este cartão, então se for comprar procure isso antes.

Voltando ao post. O lado chato de Florença é que não pode tirar foto de porra nenhuma dos museus. Então não tem foto do Davi (e nem do lugar onde ele fica, a Galeria della Academia), não tem foto da capela dos Médice, de porra nenhuma. Até estranhei, porque foi a cidade que tirei menos foto, mas é a que seria a que mais teria para tirar fotos. Vou colocar as fotos na ordem em que foram tiradas, não em ordem de importância.

Praças

Essa é a praça Donatello, que fica pertinho do hotel que fiquei. O legal é que faz parte do hotel o cemitério dos ingleses.





Essa aí é a praça da Annunziata. Em volta dela fica uma igreja e prédios genéricos que devem ser museus.






A Praça da República eu no lembro o que tinha, mas tirei fotos...




Já a praça da Signoria tem muita coisa bacana. Basicamente está lá o Palácio Vecchio e a Galeria dos Uffizi, além de várias estátuas, entre elas a cópia do Davi.
















Uma das praças mais legais é a Michelangelo. Tem uma cópia do Davi em bronze e uma vista FODA da cidade.














E finalmente a praça da independência



Igrejas

Não é bem uma igreja, mas é religioso: a sinagoga de florença é bem bacana por fora (estava fechada, não cheguei a entrar)


A igreja da annunciata por fora é feia pra caramba. Quando você entra na igreja, tudo mudo.












A catedral Santa Maria de Fiori é a grande igreja da cidade e é bonitona (mas não é a mais bonita). Tem uma mega torre (que se deixa um rim para subir) e o batistério (que também é pago pra entrar). A entrada na igreja é grátis. Gastou-se uma quantidade absurda de mármore/granito na construção.














A basílica de San Lorenzo é colada na capela dos médici. Não entrei na basílica, mas a capela dos médici, meus amigos... A basílica é essa aí da frente e a capela é na parte de trás. Atenção nessa hora, porque são entradas diferentes! Uma pena que não pode tirar foto de dentro da capela, mas VÁ! Não deixe de ir! Sério! É MUITO foda (e ainda tem obras do Michelangelo). Depois dê uma procurada na internet aí por fotos.


A Basílica Santa Maria Novella fica bem em frente à estação central de Florença. A igreja não é bonita, paga-se para entrar e não pode tirar foto. Resumo: não vá.




Igreja "esqueci o nome"










A Basílica de Santa Croce é legal, mas o ponto alto são as tumbas das pessoas famosas. Tem algumas que são só homenagens.






































Igreja "esqueci o nome 2", mas que é bacana por fora.



Prédios Genéricos

O Palazzo Medici Riccardi virou um museu, com entrada paga. Obviamente não entrei e, agora escrevendo o post e procurando coisas na internet, fiquei puto por não ter entrado. O legal do prédio é que ainda tem as argolas para amarrar os cavalos do lado de fora.




O Palacio Vecchio tem 2 partes: uma que é grátis e outra que é paga. Só fui na grátis. O legal é que na parede, em um tijolinho específico, tem uma cara que, supostamente, é do Michelangelo. Saca só na última foto.














Aqui é o prédio da Galeria dos Uffizi. Eu não entrei porque o Véio falou que a fila era tranquila e dava para comprar o ingresso na hora (ao contrário do que TODAS as outras pessoas falam). Aí quando chegamos lá ele falou "ah, é aqui? É, aqui eu nunca consegui entrar por causa da fila". A fila é quilométrica! COMPRE o ingresso antes. COMPRE. são 4 euros a mais, mas você não perde tempo na fila.




A ponte Veccio tem toda uma história por trás que não lembro direito. Lembro que tinha alguma coisa a ver com os médici e adultério. Hoje é um monte de loja de ourives.






O Palacio Pitti é mais um museu que não entrei. Já estava no fim do fia e próximo do horário de fechar. Era muito grande para pouco tempo. Acabei desistindo de entrar.


Prédio "não lembro o nome nem o que era".


Biblioteca central


Torre "esqueci o nome também"




A Fortalezza da Basso parece ser algo legal, mas não pode entrar.... É propriedade privada (ou militar, não lembro).



Dicas gerais:

- Não comprei, mas existe o Firenze Card que custa 50 Euros e te permite andar de busão a vontade e entrar em todos os museus. Não sei se com ele você fura filas;

- COMPRE a entrada da Galeria delle Uffizi pela internet. E compre com antecedência: escrevendo agora lembrei que tentei comprar quase um mês antes e não consegui (por isso acabei tentando comprar na hora);

- O Davi é MUITO foda. MUITO. Pena que não pode tirar fotos;

- A fila da galeria delle academia (onde fica o Davi original) é grande, mas é suportável. No máximo meia hora esperando (fui cedo). Mas se você não quiser pegar fila nenhuma, pode comprar com antecedência;

- A capela dos Médici é ida obrigatória. E não tem fila nenhuma. O lugar é pequeno, mas é bonito pra caralho (além de ter várias esculturas do Michelangelo);

- Para ir a praça Michelangelo, recomendo ir de busão. o treco é longe e é uma pirambeira para chegar lá. Mas vale a pena ir;

- Em geral, não é preciso usar ônibus na cidade. Aliás, nem sei se passa busão no centro da cidade. A cidade é plana e não é muito grande. Mas o busão é barato (pouco mia s de um euro a viagem);

- Em compensação o taxi é caro pra caralho. Peguei para ir do hotel para a estação central (a mala estava pesada pra ficar arrastando pela cidade) e morri nuns 14 euros. E olha que não é tão longe!

- Essa dica vale ouro: Vá jantar na taverna degli artisti (aqui) e coma o spaguetti al mare (ou coisa parecida). É BOM PRA CARALHO e não é muito caro. Pena que só descobri no último dia;

- Se quiser comer pizza, uma das poucas boas que comi na itália foi na pizzaria do Pepe (aqui);

- NÃO tome cerveja na itália. É uma bosta. Todas. Ainda mais se você passou antes pela Alemanha, como eu;

- Quando for para Florença, cuidado com que estação de trem vai escolher. São duas, uma de cada lado da cidade.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

9 de abr. de 2012

Hotel Il Granduca (Florença, Itália)

O Hotel Il Granduca foi o piorzinho de toda a viagem. É um hotel bem velho, com mobília muito velha e equipamentos muito velhos. O atendimento, com um velhinho MUITO simpático e absurdamente atencioso, acaba compensando.

O quarto tem um tamanho normal de hotel (pequeno), e a cama não era das melhores. O colchão, como todo o resto das coisas, era velho. O chão é de "pedra" (não lembro bem o que era, mas lembro que pareciam tijolos) e é bem frio. Quando você acorda de manhã, até achar o chinelo, é dureza. Eu lembro vagamente do armário ter um cheiro meio ruim, mas não vou afirmar.





O banheiro é super limpo, mas é bem pequeno (especialmente o box, que deve ter uns 70x70cm). O problema é tomar banho: o "chuveiro" (não dá pra chamar de chuveiro, veja a segunda imagem abaixo) quase não sai água e, a pouca água que sai é gélida. Sério, foi O PIOR chuveiro de hotel DA HISTÓRIA. Aí você sai do banho e na hora de se enxugar pega uma "toalha" que não enxuga porra nenhuma. Parecia toalha de mesa (dá pra ver na primeira imagem).




O mais bizarro foi, no chuveiro, ter um interruptor e tomadas com proteção IP55. Isso porque para usar a tomada, você tem que ABRIR a capa plástica e a proteção perde totalmente o sentido. Saca só:


O café da manhã é bonzinho. Não tem muita variedade, mas pode-se comer a vontade. A única coisa paga é o café expresso (sei lá porque), mas o café normal é grátis. O elevador é de 1930, chega a dar um pouco de medo. Só usei quando estava com a mala. Falando em mala, após fazer o checkout você pode deixar a mala no hotel, mas não é um quarto fechado: você larga em uma sala que ninguém usa. Não é das coisas mais seguras do mundo, mas não aconteceu nada com a minha mala.

A localização do hotel também não é das melhores: ele fica meio longe do centrão, onde ficam as coisas legais de florença. Mas considerando que a cidade é pequena, não chega a ser um problema sério.

O Véio, que já ficou 3 vezes na cidade, falou que a média dos hotéis de florença é essa mesma: todos são ruins (ou deixa-se um rim para ficar bem hospedado). Já fiquei em hotel muito pior, sem dúvida, mas uma cidade turística como Florença deveria ter coisa melhor.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

8 de abr. de 2012

Hoje Estou...

Finalizando meu imposto de renda e vendo quanto dinheiro eu dou diretamente para o governo.

O mais triste é pensar que menos de 10% dessa grana é realmente bem investida e dá retorno para o povo (e menos de 1% dá retorno para mim).

7 de abr. de 2012

Quando eu gastei toda a minha sorte

Todo mundo sabe que eu não sou uma pessoa com muita sorte. Diria, aliás, que sou bastante azarado. Por conta disso, não costumo participar de jogos em que dinheiro está envolvido. Mas decidi ser um chefe mais próximo da minha equipe e fui em uma noite de poker que rola semanalmente na casa de um cara do trabalho.

Eu não jogo poker há MUITO tempo. No máximo uma ou outra jogadinha no Red Dead Redemtion e olhe lá. Mas como o cacife era 10 ronaldos, resolvi participar do evento esta semana. Vai que dava alguma coisa errada e eu ganhava dinheiro? Mas tinha que dar muito errado, já que o povo joga toda semana há mais de um ano.

Cheguei lá, fui relembrado das regras do Texas Hold'em e começamos a jogar. Curiosamente, as pessoas foram saindo e eu continuei na mesa (talvez porque não apostava quase nunca, só quando eu era o small ou big blind). Eis que eu já estava entre os 4 finalistas (o prêmio é até o 3º colocado). Estava até acreditando que poderia ganhar alguma coisa! Continuei segurando as minhas fichas como se segura a carteira no centro de qualquer cidade, mas os blinds já estavam bem altos, então tinha pouca ficha.

Até que numa das mãos, saí com um 10 e um rei de espadas. Resolvi pagar o blind e participar da rodada. No flop (quando são viradas 3 cartas) sairam um 8 e um valete de espadas. Aumentei a aposta, torcendo para sair mais uma carta de espadas nas duas próximas viradas. Abriram o turn e saiu uma dama de espadas. Porra, eu tinha um flush alto. Apostei tudo. All in. Era tudo ou nada. O cara que ainda estava na mesa, aceitou e abriu as cartas dele. Tinha dois 8, completando uma trinca. Saí comemorando, mas ele falou: "opa, calma lá que falta uma carta ainda. Posso fazer um four". Nessa hora, gelei. Tive certeza que iria perder.

Abriram a última carta e era mais uma carta de espadas. Nem olhei mais pra mesa, já saí comemorando. Até que alguém olhou pra mesa e falou: "opa, é um Ás". Saca só:


Se você não conhece poker, eu explico. Aquele Ás transformou o meu jogo em um Royal Straight Flush. simplesmente o jogo mais difícil de se fazer no poker. É uma sequencia de cartas do mesmo naipe, partindo do 10 e chegando no Ás. Ainda não está convencido? As chances de isso ocorrer são de 1 para 30.939. É quase tão difícil quanto ganhar a quina na mega-sena jogando 7 números.

Nesse momento, tive certeza que toda a minha sorte, a pouca que me restava, foi embora. E que nunca ficarei rico se depender da minha sorte. E como trabalho não deixa ninguém rico, definitivamente nunca serei rico.

Ah, para os que estão se perguntando, fiquei em 4º mesmo. O jogo estava durando horrores e eu acabei desistindo, porque já era 1:30 da madrugada. Mas se fosse num fim de semana, teria ficado até o fim e até teria chance de ganhar uns 10 ronaldos além dos meus 10.

E antes que falem que estou fazendo coisa errada, poker não é considerado jogo de azar no Brasil, porque a pessoa pode blefar. Tanto que tem até campeonato aqui no país.

29 de mar. de 2012

O problema da meta mal definida

Desde que virei o “Garoto Manaus” tenho sido envolvido em processos comerciais que a empresa participa. É bem verdade que na maioria das vezes, me envolvem tardiamente: ou depois que já ganhamos (e a merda já foi feita) ou um dia antes da entrega da proposta, quando não há mais tempo de fazer nada a respeito.

Na primeira das vezes que deu merda (no contrato dos meus queridos funcionários Manauaras sem noção), foram estipuladas coisas muito absurdas, tipo não ter gerente, ou colocarem 300 ronaldos por passagem de avião (faça uma pesquisa rápida para descobrir que são mais ou menos 600 ronaldos, comprando-se com um mês de antecedência). Para evitar que esse tipo de coisa voltasse a acontecer, pedi para que me envolvessem nas orçamentações.

Passados poucos meses desde o primeiro ocorrido, fomos orçar um novo contrato guarda-chuva, bem parecido com o que tenho lá. Peguei dados históricos, fiz uma análise crítica dos resultados, mostrei onde tinha gordura e tal. Levei uns 3 dias, só trabalhando nisso. A comercial pegou meu valor e falou “tá caro”. Cortaram um monte de coisa (tipo equipe de gerenciamento) e mandaram ver. Acabamos não levando o contrato (alguém colocou um preço mais baixo).

Numa outra vez (essa mais recente), pediram novamente para eu fazer as estimativas. Fiz bonitinho: coloquei estimativas enxutas, equipe bem adequada para o tipo de trabalho, o mínimo sensato de gerenciamento e levantei os riscos do projeto. Foi a proposta mais bem feita que eu já fiz. Mandei para a comercial e aí... “tá caro”. E não só “tá caro”, ainda falaram que os riscos que eu levantei eram absurdos! Foram lá e assumiram que os riscos não iriam ocorrer. Um exemplo: há o risco de não conseguir contratar a equipe ideal. Mitigação do risco: contratar a equipe ideal (sério!). Porra, se eu tivesse certeza que ia conseguir contratar a equipe ideal não colocaria esse risco! Aí tiraram todos os riscos, ceifaram um monte de coisas (tipo... gerenciamento) e mandaram a proposta.

Meus amigos, isso é um exemplo muito claro de meta mal definida e dos problemas que ela trás. A meta do cara é volume de venda (e só). O cara está pouco se fudendo se vai dar lucro ou prejuízo, isso é problema da operação, não do comercial. O cara não entende que não adianta nada ele bater a meta dele se vendeu merda. Se o projeto dá prejuízo e a empresa fechar, ele também vai pra rua! Batendo metas ou não. O cara não pensa no global, pensa só nele. Mas a culpa não é só dele. A culpa também é da empresa, que não soube distribuir as metas.

Meta tem que ser global e alinhada entre os departamentos. Poderiam colocar uma meta do tipo “vendas com margem de 20%”, mas também não adiantaria nada. A comercial faria a mesma coisa: cortaria coisas falando que são gordura até chegar nos 20% de margem. Que tal colocar uma meta de “desvio entre o orçamento de vendas e o orçamento de operações”? Se os dois departamentos trabalharem juntos, a chance de conseguir um valor mais próximo do real é muito maior. E aí, para complementar as metas dos dois departamentos, o comercial tem fica com uma meta de volume de vendas e operações ganha uma meta de margem.

Essa é a situação ideal? Provavelmente não. A comercial vai sempre falar que tem que ser mais barato (para ficar mais fácil dela vender) e operações vai falar que está impossível de executar (para ficar mais fácil manter a margem). Mas a chance de um dos lados fazer loucura é bem menor. Sem esquecer, claro, que o problema pode ser outro: o valor de HH utilizado na orçamentação pode estar bem acima do real, por um fator de cagaço colocado pelo financeiro que não tem dinheiro suficiente para pagar as contas. Mas e se isso acontece porque ninguém está cobrando o pagamento das notas emitidas para o cliente, ou a empresa está sendo bitributada e ninguém está vendo?

A definição de metas não é simples. São muitos fatores envolvidos e, naturalmente, cada um vai puxar a brasa para a sua sardinha. Mas uma coisa é fato: meta mal definida afunda qualquer empresa.

Em tempo: o terceiro projeto que eu citei aí em cima nós ganhamos e agora está TODO MUNDO com medo do resultado. Até o pessoal do comercial, que está felizão por ter vendido, mas que sabe que fez merda.

28 de mar. de 2012

Esparroman RECOMENDA: Offerhouse

Algum tempo atrás o Filipe me indicou dois sites para compra de jogos na gringa, pagando mais ou menos o valor dos EUA, o Offerhouse. Como eu estava com muito jogo na fila, acabei anotando o endereço, mas não comprei nada. Em meados de janeiro, quando acabei o God of War 1, resolvi renovar o estoque e comprar um jogo que já fazia tempo que estava na minha lista: Assassin`s Creed II.

Entrei no site, vi o jogo por 20 e poucas doletas e comprei. Com mais 4 doletas de entrega, o jogo ficou perto de 50 reais, menos da metade aqui no Brasil. Acho que até cheguei a comentar aqui que eles mandaram um email falando que iam mandar como se fosse um amigo mandando jogo para outro, como presente.

O problema é que o site é de Hong Kong, então o jogo demora muito para ser entregue (por causa do correio brasileiro. Entre a compra e a chegada ao Brasil foram 3 ou 4 dias). O legal é que eles te dão o número de rastreamento do correio, então dá pra acompanhar o status da entrega. Milagrosamente, o jogo chegou com umas 4 semanas (vale lembrar que os jogos que o amigo da Raquel me mandou da gringolândia demoraram mais de TRÊS MESES).

Pra você que tem medo de dar seu cartão de crédito para um site chinês (tipo eu), fique tranqüilo: a forma de pagamento é paypal, o que ainda garante que você pague em Reais e não fique na mão da variação cambial. Mas não se iluda: você PAGA o IOF de compras no exterior (eu, pelo menos, paguei).

Aproveitei que terminei o Red Dead Redemption e resolvi comprar mais jogos para a fila. Comprei Batman: Arkham Asylum e Metal Gear Solid 4, ambos muito bem recomendados por amigos. Repararam que só compro jogo velho, né? É que é mais barato que lançamento e, se eu comprasse lançamento, quando eu conseguisse jogar eles já estariam igualmente velhos aos que eu compro (tipo Call of Duty Black Ops, que ainda está lacrado).

Vamos ver quanto tempo vai demorar para chegar (e se eu não vou cair na receita). Torçam por mim.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

27 de mar. de 2012

Esparroman RECOMENDA (mas achou o fim uma bosta): Red Dead Redemption

Lá em meados do ano passado, depois de uma longa espera, chegaram os jogos de PS3 que a Raquel ia trazer para mim da gringolândia. O amigo dela que ia colocar os jogos no correio demorou tanto, mas tanto, que ficou sem graça e acabou colocando um jogo de brinde: o Red Dead Redemption. Era usado, mas quem se importa?

Comecei a jogar o jogo no início desse ano, logo que terminei o God of War 1 (falei dele por aqui? Se não falei, é muito bom também. O 3 é MUITO melhor, mas isso não faz com que o 1 seja ruim). Voltando ao RDR, logo que comecei a jogar percebi que era da mesma empresa que fez o GTA, a Rockstar. E, talvez por isso, os jogos sejam tão parecidos. A diferença é que o RDR é ambientado no velho oeste e o GTA numa Nova Yorque atual.

A história é a seguinte: você é John Marston e o governo sequestrou a sua família para te forçar a ajudá-los a pegar alguns velhos conhecidos seus fora-da-lei. Esses caboclos eram da gangue que você participava e te deixaram pra trás em um tiroteio em que você foi baleado. Ou seja: além de você querer resgatar a sua família anda quer pegar os filhos da puta que te deixaram morrer.

Assim como no GTA, os gráficos são foda. Bem mais detalhistas que o GTA (que, vale lembrar, representa NY perfeitamente). E o jogo também, é de mundo aberto, com várias missões para serem realizadas na hora que você quiser. Se, entre uma missão e outra, você quiser sair pelo deserto matando bichos e tirando a pele deles, você pode. Assim como também pode participar de jogos de poker, blackjack, liers dice (tipo uma purrinha, só que com dados) e outros jogos típicos do velho oeste, como lançamento de ferradura e queda de braço.

O começo do jogo é meio devagar: você está aprendendo a ser um fazendeiro e as missões são tocar a boiada, domar cavalos, matar coelhos que estão comendo a plantação de cenouras... Mas pouco depois disso você foca no seu objetivo de matar seus desafetos e o esquema fica mais animado. Aí, meus amigos, começa o tiroteio e o sangue jorrando.

Ao contrário do GTA, que se passa em apenas uma cidade, no RDR são várias pequenas cidades e ranchos do oeste estadunidense e do norte do México. Isso causa uma perda de deslocamento entre cidades muito grande, o que me incomodou um pouco. Mas depois que você compra um cavalo mais possante isso acaba não sendo muito problema. E o lado legal é que enquanto você viaja entre as cidades consegue impedir assaltos, mortes e pequenas missões com desconhecidos.

O ponto fraco do jogo é o final (atenção! Spoiler!) Depois de matar todo mundo, você reencontra sua família e vai morar no seu rancho. Eu achei que o jogo terminava por aí (o que seria o ideal para o jogo), mas aí você volta a ter missões de fazendeiro e o jogo volta a ficar chato.

No fim (fim mesmo) o John morre, sua esposa morre, o tio morre e você passa a jogar com o filho do John. Até procurei na internet pra descobrir se tinha um final alternativo, uma forma de não morrer ou alguma coisa parecida, mas é isso mesmo. Mor-reu. O que me causa muita estranheza, porque no RDR Undead Nightmare (que eu comprei baratinho na Alemanha) tá todo mundo vivão (quer dizer, mais ou menos, já que eles viram zumbis).

No geral, o jogo é legal e acho que vale a pena. Mas se você gosta mesmo desse tipo de jogo, já de GTA.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

26 de mar. de 2012

Coelhadas

Assuntos que não são grandes o suficiente para um post, mas que aconteceram nos últimos tempos:

- Depois que voltei a viajar para Manaus está igual à minha época de morada no Rio: já encontro várias pessoas “repetidas” no avião;

- Aliás, pegar vôo segunda cedo e voltar para BH sexta a tarde é encontrar velhos conhecidos da época da consultoria. Bem menos que na época do Rio, porque o vôo direto da Trip é 9:30 na segunda;

- Semana passada teve um encontro de gerentes no Rio e meu antigo gerente falou que 3 de nossos projetos apareceram no slide de “Top Profits”. Fiquei felizão;

- Para comemorar, montei uma apresentação com os resultados dos projetos e mostrei pra equipe. Todo mundo ficou satisfeito. Aproveitei para puxar a orelha em alguns pontos que estamos pecando (técnica do sanduiche) e no final parabenizei a todos, falando que mesmo com esses problemas ainda estamos indo muito bem;

- Em compensação estou sentindo que estão enrolando para me promoverem. Ando cobrando com freqüência o meu novo gerente, mas essa promoção depende do presidente da empresa liberar;

- Ser chefe é ver que a sua funcionária está de mal com a vida e comprar um chocolate para animá-la (era TPM mesmo, já que ela também tinha comprado um chocolate);

- Ser chefe é ir para Manaus e voltar com uma caixa de bombons de cupuaçu, bacuri, e todas aquelas frutas estranhas da Amazônia para distribuir para a equipe;

- Ser chefe é brigar por recursos, já que tem alguns gerentes duas caras na minha empresa;

- Ser chefe é fazer a avaliação de desempenho da equipe e ficar feliz que quase todo mundo da sua equipe é foda;

- Ser chefe é fazer a avaliação de desempenho da sua equipe e ficar chateado que uma pessoa que você botava fé não está correspondendo;

- Ser chefe é dar apoio e segurar a barra de um cara da equipe que está com a mãe com câncer;

- Ser chefe é ir à comemoração de formatura dos seus estagiários e ser tratado de forma diferenciada (o que eu não gosto);

- Mudando de assunto: uns dias pra trás atualizei o meu telefone com o Android mais novo (Ice Cream Sandwich). Vou ser sincero: esperei ansiosamente para esta atualização e fiquei MUITO decepcionado. A Samsung colocou a porcaria do Touchwiz por cima e não teve quase nenhuma diferença;

- Apesar da decepção, continuo muito feliz com o Galaxy SII. O telefone é MUITO foda e o sistema operacional é muito bom. Mas as vezes tenho saudade do bom e velho Windows Mobile, que fazia algumas coisas melhor que o Android;

- Desconfio que perto da minha casa tem algum bloqueador de sinal de celular. O 3G praticamente não existe e o edge não pega bem nem fudendo. O celular corporativo (um Nokia E71) simplesmente não conecta na rede;

- Os preparativos da minha viagem para o Chile estão parados. Viajo em menos de um mês e ainda não reservei hotel (nem decidi para onde mais vou além de Santiago). Cogitei a ilha de páscoa, o deserto de atacama e a patagônia, mas tem que vender um rim pra ir a qualquer destes lugares. Vou acabar indo pra Mendonça, na Argentina;

- Aliás, eu vou viajar de férias novamente e não vou ter acabado os bem vindos das oropa. To até com vergonha;

- Acho que é a primeira vez que vou para Manaus e não estou trabalhando no avião. Aproveitei para escrever todos os posts dessa semana (que estão muito mal escritos);

- Esse negócio da TRIP ter 3 lanchinhos até Manaus é ótimo. Como não dá tempo de almoçar, eu consigo agüentar até as 6 da tarde numa boa;

- Outro dia minha tia viu um cara morrer enquanto fazia caminhada na praça JK (o cara teve um infarto na frente dela). Decidi que não faço mais esportes, pois é muito perigoso;

- Durante o ano passado a minha empresa resolveu mudar a data do pagamento. Por conta disso, recebemos um salário a mais no ano e consequentemente eu me fudi no imposto de renda (pagarei mais de 500 ronaldos, segundo o rascunho que fiz outro dia);

- Depois de um pequeno período em que estava conseguindo dormir bem voltei a ter insônia. Agora, todo dia de 3:30 às 4:30 eu estou acordado. Uma merda;

- Atrás de mim tem 3 pessoas que trabalham na antiga empresa de consultoria. Sem fazer esforço sei que vão colocar um especialista de 6-sigma no cliente e que o projeto será de aproximadamente 50 milhões. Aí vão tentar pegar um cara local, para reduzir 800 mil de logística;

- Isso me lembra que tenho que tomar MUITO cuidado com o que eu falo em ambientes públicos. Imagina quanta informação confidencial eu já soltei;

- TENHO que escrever isso, que pintou na minha cabeça e está repetindo em loop infinito: minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá: seno A cosseno B, seno B cosseno A;

- A cada dia que passa tenho mais certeza que estou ficando louco;

- O Chico Anysio morreu, todo mundo fez um monte de homenagens, falaram dos seus personagens favoritos e bordões inesquecíveis. NINGUÉM falou do Bento Carneiro, o vampiro brasileiro (o meu favorito);

- Aliás, lembro que quando era moleque ficava acordado até altas horas só pra ver o Beto Carneiro. Estranho, né?

- E depois que coloquei o NINGUÉM ali de cima, saiu o seno A cosseno B e entrou uma outra música em loop infinito: ninguém... ninguém segura a América... Nobody fucks with america;

- Caralho, ainda falta quase uma hora de vôo. Não agüento mais;

- Minha família apareceu nos jornais e revistas: o advogado do Thor Batista é primo do meu pai. Pelo menos alguém na família ficou rico;

- Eu fiquei me perguntando quantos zeros vai ter o cheque que esse cara vai receber do Eike. Será que chega no milhão?

- A propósito, o tal primo torto foi advogado de várias estrelas: Pitta, Delúbio, Lalau... Só gente boa. Mas é por isso que ele está rico e eu não;

- A bateria do meu notebook é highlander. Toda vez que vou para Manaus fico impressionado;

- Essa vez estou servindo de burro de carga: estou levando uns 30 kg de coisas para Manaus. Desses 30 uns 10 devem ser meus (incluindo notebook), o resto é para a galera que está lá;

- Aliás, falei que vamos dobrar a equipe de Manaus? Imagina quantas histórias legais vocês vão ler por aqui;

- O que me fez lembrar de uma pérola: o cara sem noção do carro me mandou um email essa semana perguntando quando chegava o molder. Demorei CINCO MINUTOS para entender do que ele estava falando (se você não entendeu, avise nos comentários);

Esse post tá bem aleatório, né? Fui escrevendo as coisas que vieram à cabeça e na ordem em que fui lembrando. Agora chega.