15 de dez. de 2010

Encontro das águas

Eu fui a Manaus no dia 16 de Novembro e assustei com a seca. Quando voltei 2 semanas depois, passei pelo mesmo local e fiquei assustado novamente...pela velocidade que o rio encheu. Ainda não está no nível normal, mas encheu muito.

De quebra, ainda consegui fotografar pela primeira vez o encontro das águas e o ponto exato onde os rios se encontram. Uma pena que o dia estava nublado e as fotos ficaram uma porcaria, mas dá pra ter uma idéia de como é legal. Abaixo um dos muitos quilômetros que os rios andam em parelelo:




Aqui o lugar onde os rios de juntam. Do lado direito é o Rio Negro. Do esquerdo o solimões. Depois disso vira Rio Amazonas.



14 de dez. de 2010

Taj Mahal Continental Hotel (Manaus, AM)

Na penúltima vez que vim pra Manaus (e nesta também) os hotéis que costumamos ficar estavam lotados, então tivemos que ficar em um hotel diferente, no centro de Manaus. O Taj Mahal Continental Hotel é um hotel supostamente 5 estrelas, mas é bastante antigo, então não vi tanto luxo assim. Para se ter uma idéia, não tem ninguém na porta para carregar as suas malas quando você chega.

O hall de entrada é imponente. Bem grande, espaçoso, limpo e razoavelmente silencioso. O razoavelvente é porque em um dos dias, no scotch bar, o barman colocou uns clipes de funk do mais baixo nível para tocar com o volume bem alto. Deve ser porque tinha uns japas por lá.


No hall também tem uma loja de pedras preciosas (que eu só vi vazia) e um lugar com computadores para acesso a internet. As pedras e jóias da loja eram bem caros, mas sinceramente não sei se é o valor normal para uma jóia/pedra. Chuto que não.


A loja de pedras e meu chefe brigando com alguém no telefone


Crococoi de pedra (piada interna)


O quarto é MUITO espaçoso. Mas nada de luxo: móveis velhos, aparelhos velhos e o colchão também não parecia ser dos mais novos, além de ser bem escuro. O engraçado é que parece que teve reforma há pouco tempo, porque o chão é relativamente novo e pouco desgastado. A internet é meio ruim, mas nada que se compare às do Soneca. É de graça, mas você tem que pegar o cabo de rede na recepção. A Tv fica numa posição ruim se o quarto for para 2 pessoas, mas pelo menos ela gira, então dá pra tentar melhorar a visão.


O armário também é bem grande e cabe roupa a vontade. Tem cofre daqueles mais velhos, mas não sei como funciona. O frigobar também é bem velhinho e a porta estava meio emperrada.


O banheiro é ótemo. Espaçoso, bem iluminado, mas não tem shampoo. Se eu não levasse sempre o meu, teria que lavar o cabelo com sabonete. Só achei ruim o serviço de toalhas. Além de serem meio velhas, no primeiro dia não tinha toalha de rosto e no segundo colocaram uma que estava suja de algo que acredito ser sangue. Nem usei.




O chuveiro é um espetáculo. O box é gigante e a pressão da água é muito forte e sai água pra caramba, seja quente, seja fria. Está entre os top 5 da minha vida viajante, sem dúvida. Depois de um dia de viagem ou de trabalho, nada melhor que ser ecologicamente incorreto e ficar alguns bons minutos debaixo da ducha.


Para entretenimento, o hotel só possui uma piscina, no último andar. É até grandinha, mas não tive tempo de usar (e nem de tirar uma foto de dia).


O restaurante do hotel é muito brega: ele é giratório. Sério. Você senta, pede sua comida (cara e pouco farta) e enquanto espera fica olhando a cidade. Durante a noite só dá pra ver o teatro amazonas (que, aliás, é bem perto do hotel. Um quarteirão, acho). Mas durante o dia também naõ teria mais muita coisa pra ver...


O café da manhã é bonzão. Tem bastante variedade e fartura. Só esqueci de tirar a foto do lugar, mas é no mezanino (na primeira foto, do Hall de entrada, dá pra ver). É espaçoso e você não tem que ficar disputando as coisas.

No geral, o hotel é bom. Tinha tudo para ser o melhor da cidade, mas tem que investir em uma repaginada nos móveis e equipamentos, além de treinar o pessoal da recepção.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

13 de dez. de 2010

A palestra

Em meados de novembro estava eu trabalhando quando toca o meu telefone. Era o gerente do escritório, que se me ligou mais de 2 vezes foi muito. Atendi, sem saber o que esperar, e ele veio com uma notícia: o pessoal da UFOP tinha procurado a minha empresa para que participássemos da semana de estudos da escola de minas e queriam que alguém fosse dar uma palestra. Ele pensou no meu nome para dar uma palestra sobre gerenciamento de projetos.

O horário era cruel: uma sexta-feira 8 da matina em Ouro Preto, lógico. Para piorar, era no dia seguinte a uma viagem minha E era um dia que eu teria uma festa. Não tinha como ser pior, mas aceitei a parada. Eu já não durmo direito mesmo, não ia fazer diferença se eu chegaria tarde no dia anterior e acordaria cedo no dia seguinte.

Eu teria uma hora e meia para falar e me passaram uma apresentação base. Como não gostei da apresentação base, aproveitei as horas de vôo, aeroporto, translado e noite em hotel para refazer a apresentação. Fiz, ficou uma lindeza, mas estava grande. Aí gastei mais algumas horas fazendo a versão reduzida e, na quinta a noite estava satisfeito com o resultado.

Sexta de manhã, 5:45, o carro para na porta do meu prédio para me levar para Ouro Preto. No caminho, uma chuva cabulosa, naquela estradinha de merda cheia de curvas e caminhões. Eu já tinha ligado o foda-se, então peguei meu celular e comecei a trabalhar.

Cheguei em Ouro Preto MUITO cedo: 7:15. Estava chovendo tanto que nem dava para conhecer a escola de minas, então fui me embrenhando pelos labirintos do lugar até achar a sala onde seria a minha palestra. Dá uma olhada:






O cheiro de mofo era algo insuportável. Se tivesse estudado lá certamente não teria passado do 3º período. E a quantidade de coisas velhas do lugar também me assustou, assim como a quantidade de cadeiras na sala. Me falaram que seriam umas 20 pessoas....

Uma coisa legal da sala é que tinha microfone e 2 caixas de som de dar inveja em muito bar com show aqui de BH (que acabei não usando, porque costumo falar alto nestas situações de treinamento). E quando fui tirar a foto de uma das caixas de som vi que tinha uma PIA no meio da sala. Sério.


E ao lado do quadro, que era daqueles quadro brancos, coisas que eu não via desde meus tempos de colégio: esquadro e régua T. Tudo bem que o quadro é curvo e não deve ser muito fácil de usar, mas achei a idéia legal.


Lá pras 8 horas chegou a primeira das pessoas. Eu já tinha sentido que ia atrasar e que perderia a minha manhã toda nessa brincadeira, mas tudo bem. Curiosamente eu estava bem humorado e receptivo (coisa MUITO rara antes das 10 da manhã) e conversei bastante com o pessoal.

Na hora de fazer a apresentação, que começou com meia hora de atraso. segui meu cronograma direitinho e, mesmo tendo que falar coisas que eu tinha retirado da apresentação, consegui não esquecer de nada que queria falar (outra coisa MUITO rara, principalmente quando estou cansado). O pessoal perguntou bastante e vi uns 2 ou 3 que certamente vão seguir carreira gerencial.

No fim, ainda tinha um café da manhã para os convidados e os participantes da palestra, para ter uma interação maior. Eu vi que na verdade s estudantes queriam era encher o bucho e fiquei lá conversando com os 2 ou 3 interessados de verdade. No fim, voltei pra BH e fui trabalhando no caminho. Quando cheguei no escritório percebi que estava sem luz e que, na verdade, se não tivesse ido para OP não teria feito muita coisa diferente do que fiz. Só que poderia ter dormido algumas horas a mais.

No final das contas, achei legal essa história de ser palestrante. Ainda mais se puder aproveitar a apresentação que já está pronta.

12 de dez. de 2010

Mala pronta

Acabou que não contei aqui como foi o desfecho da reunião do dia do meu aniversário. Não foi nada boa, lógico, até o diretor da minha empresa teve que participar e o cliente bateu forte. O saldo final foi o seguinte: amanhã estou indo para Manaus, para passar 10 dias e voltar quase que no natal. Nestes 10 dias vamos fazer levantamento de campo de 2 projetos e elaborar propostas para outras 3.

Lógico que não tem gente para fazer esses projetos todos e o cliente pediu todos com urgência. Para piorar um monte de gente vai tirar férias e em uma determinada semana de janeiro só vou ter eu do contrato todo trabalhando. Não sei fazendo o que, mas tudo bem...

Já fiz a minha mala, com meus EPIs, para poder ajudar o pessoal no levantamento. Estou torcendo para que não chova muito, para não atrapalhar os trabalhos.

Torçam por mim que esse fim de ano promete ser tão ruim quanto os outros 11 meses de 2010...

8 de dez. de 2010

Hoje Estou...

Completando 29 anos de vida, trabalhando no dia do meu aniversário (pela primeira vez na vida), na cidade que mais odeio do mundo (o Rio de Janeiro), para uma reunião em que sabidamente vai dar merda (o cliente mandou chamar o superior do meu chefe, ou seja, o diretor).

Nada como um dia de merda para comemorar o aniversário de um ano de merda...

6 de dez. de 2010

Festa da Firrrrma

Uma sexta dessas aí pra trás rolou a festa de fim de ano da empresa. A festa foi com um tema árabe, porque a empresa abriu um escritório em Abu Dhabi e o pessoal queria comemorar este fantástico fato. No mesmo dia mais cedo, o gerente do escritório chamou as pessoas chaves para conversar e falar que era pra gente tratar todo mundo bem, passando de mesa em mesa e cumprimentar todo mundo.

Missão dada é missão cumprida e, assim que cheguei ao lugar da festa, saí cumprimentando um por um, mesmo os que eu não sabia o nome E os que eu nunca tinha visto antes. Quando acabei (quase meia hora depois) percebi que tinha só metade da empresa na festa quando eu cheguei e que naquele instante a outra metade do salão estava populada. Aí fui lá cumprimentar o resto da empresa.

Quando acabei, mais uma hora depois, começou o blábláblá do gerente do escritório, com video de fim de ano, obrigado pra cá, obrigado pra lá e aí a surpresa: apareceu o presidente da empresa. Mais blábláblá, mais obrigado e no fim palmas e mais palmas. Eu já estava arquitetando uma forma de limpar meu nome com o cara, dada a comida de rabo gratuita que contei no outro post.

Fiquei tocaiando o sujeito e, num momento em que ele estava "indefeso", esperando o garfo para poder comer, fui atrás dele, coloquei qualquer coisa num prato e falei "pô, não tem garfo nem pro presidente da empresa?". Ele deu aquela risadinha e comecei a puxar assunto com o cara.

[Interlúdio] Aqui vale um comentário: quem me conhece sabe que eu sou um banana na arte da conquista feminina (Xuxu pode confirmar). Sou muito tímido e fico sem saber o que falar e quando falar para uma mulher que estou interessado, mesmo quando já estou mais alegre. Agora bota um copo de cerveja na minha mão e um chefe na minha frente e eu viro o melhor amigo do cara em 10 minutos (que fique claro: não estava cantando ninguém!). Converso sobre qualquer coisa, não falta assunto nem um minuto, reclamo de tudo o que me incomoda, dou dicas de como melhorar a empresa, de quem deve ser promovido... É uma beleza. Se eu soubesse fazer isso pra conquistar mulher seria o maior pegador da história! Vai entender... [/Interlúdio]

Mas estava lá eu conversando com o cara e surgi com o assunto de Manaus, na maior naturalidade (acho que falei que estava viajando muito e sempre que voltava ao escritório via que o clima estava mais tenso). Papo vai, papo vem, consigo falar que cai nesse projeto 2 dias antes da comida de rabo dele (que, por sinal, foi no dia da festa, salvo engano). Meu amigo, minha amiga.... quando falei desse assunto o cara ficou vermelho, esmurrou a mesa e disse "eu fiquei muito puto! A gente nunca tomou aviso de multa, comé que alguém deixa isso acontecer?". Me encolhi e falei que foi porque ficou passando de mão em mão, mas que a gente já conhecia o caminho das pedras e ia corrigir isso. O cara ficou menos vermelho e falou "não interessa. Alguém do SMS vai ser demitido". Aí eu fiquei menos tenso e mudei de assunto, para não sobrar pra mim.

Mais um pouco de conversa e dois dos meus companheiros de reclamação chegam para conversar com o cara. Todo mundo falou que o clima tava ruim, que tinha que mudar algumas coisas, que estava trabalhando demais, que estavam colocando muita responsabilidade em cima da gente e eu, lógico, falei que a responsabilidade não estava compatível com o salário. Que o mercado estava pagando muito mais para cargos deconfiança e liderança. Ele concordou comigo e falou que isso ia mudar em breve. Me animou um pouco, apesar de eu saber que esse "em breve" vai demorar alguns bons semestres...

De repente o cara se anima e, por algum motivo o assunto da diretoria antiga surgiu. O cara contou tanta coisa, mas tanta coisa que eu fiquei até com medo de saber aquilo tudo. Virei um arquivo com informações confidencialíssimas. Ou o cara vai me matar ou gostou mesmo de mim.

No fim das mais de três horas de conversa, era hora de ir embora. Fiquei lá pra ajudar a desmontar as coisas (como sempre fiz em festa de empresa, pra puxar aquele saco) e, no fim, deram uns certificados de bons trabalhos a todos. Coloquei o meu em cima da mesa e ele foi lá, como quem não quer nada, ver o certificado. Eu SABIA que não era aquilo que ele queria ver. Ele queria saber o meu nome (não sei ainda se isso é bom ou ruim).

Fui embora com a sensação de dever cumprido. Limpei meu nome, reclamei com quem manda e ainda obtive acesso a informações privilegiadas. Vamos ver se isso vai render alguma coisa (boa, de preferência).

3 de dez. de 2010

O Contrato de Manaus

Antes de comecar, vamos combinar uma coisa para nao fazer confusao. O primeiro projeto que fiz em Manaus sera chamado neste blog de Projeto de Manaus. Esse agora que caiu no meu colo, sera o Contrato de Manaus. Isso porque e um contrato guarda chuva e dentro dele teremos diversos projetos (e muitas horas extras e viagens). Posto isso, vamos de historinha....

Esse contrato foi vencido pela minha empresa em meados de setembro e desde que foi vencido ele foi prometido para o escritorio de salvador, pela "proximidade". No dia 8 de Outubro foi feita a primeira reuniao e no dia 25 assinado o contrato. Ai o cliente falou qual seriam as primeiras oportunidades para virar projeto e pediu para que a pessoa que fosse morar em manaus para cuidar do contrato fosse mobilizada.

O gerente do escritorio de salvador pegou um engenheiro junior e lancou o menino na cidade. Na PRIMEIRA reuniao do moleque o gerente do cliente botou ele no bolso e fez o que quis. Falou que precisava queimar a verba em 4 meses e que ia encher a gente de projeto, inclusive com aditivos. O moleque ficou felizao e fez um cronograma para a entrega das propostas (tipo 10 em um mes).

Como a primeira era de eletrica, o gerente de salvador jogou o pepino para o Rio, porque ele nao tinha ninguem de eletrica. Ai uma mulher do Rio, "gerente" de projetos, adotou o menino e pediu a mobilizacao dele.

O pessoal de sms cagou para a solicitacao e quando foram ver, ja tinha passado o prazo previsto em contrato para o cara estar mobilizado. Resultado: o cliente ficou puto e mandou um aviso de multa pra minha empresa. E ainda mandou a direta falando que nao sabia porque eu e meu chefe nao estavamos cuidando do contrato.

Quando o presidente da empresa ficou sabendo do aviso de multa, mandou um email comendo o cu de todo mundo do projeto, inclusive eu, que tinha dois dias de projeto e nem sabia o que estava acontecendo.

Em paralelo a isso, o nosso juninho aventureiro estava fabricando propostas num ritmo alucinante, mas a comercial do Rio nao estava dando continuidade. O cliente, puto, mandou um email convocando uma reuniao urgente com a "gerente" do rio para reclamar que os prazos nao estavam sendo cumpridos. Nessa reuniao ele falou pela segunda vez que nao entendia porque esse contrato nao estava comigo e com meu chefe.

Mas o tal projeto ainda nao tinha sido assinado e, contra TODOS os procedimentos da minha empresa, Juninho foi la e entregou a proposta pro cliente, sem passar por revisao. Para piorar, foi la e assinou a porra da ordem de servico! Resultado: no dia 25 de novembro o projeto comecou. Sem ter equipe definida.

Vendo a merda que tinha sido feita, a "gerente" desesperou, viu que nao tinha gente pra fazer e comecou a pedir ajuda. Como semana que vem tem um projeto grande de eletrica de BH que acaba e o cliente estava insistindo pro contrato ficar comigo e com meu chefe, a bomba caiu no meu colo.

Ai, fui ver o que tinha sido vendido e o quanto eu estava fudido. A proposta tecnica tinha 8 paginas, sendo capa, indice, 4 com a lista de documentos, uma com o cronograma e UMA com o resto, tipo objetivos, escopo, fora do escopo, etc. O escopo eram 6 topicos e a frase "e o que mais for necessario para elaborar os documentos previstos". So faltou um etc. Mais aberto e fudetivo impossivel. No fora de escopo, DOIS topicos. Mas nem precisava, dada a frase acima.

Olhei o cronograma estava la: 97 dias. Apertado pela quantidade de documentos. Ainda mais que ja estava rolando o tempo. Fui olhar com mais detalhes e NAO TINHA TEMPO PREVISTO PARA MOBILIZACAO E PLANEJAMENTO. Go horse total.

Ai fui tentar refazer o cronograma com as pessoas disponiveis e no novo prazo. Abro a planilha de alocacao e vejo que TODAS as pessoas que poderiam fazer o projeto vao tirar ferias. TODAS. Quase comecei a chorar.

Resolvi ligar para Juninho e entender o escopo, as estimativas dele e porque diabos ele nao tinha colocado mobilizacao e planejamento. Papo vai, papo vem e ele me manda a OS assinada, para eu ver o escopo (que eram os mesmos topicos da pt). Ai, olhando aquela pagina escaneada na minha tela, desolado, me atentei para o campo prazo. 97 dias CORRIDOS (detalhe: estava escrito assim mesmo, com letras maiusculas).

Meu sangue gelou. A situacao era muito pior do que eu imaginava. Juninho era tao juninho que nao sabia que aqueles numeros da coluna duracao do project sao dias uteis e nao corridos. Desesperado, resolvi fazer uma conta de padeiro com base nas estimativas para ver quantas pessoas eu precisaria dado o novo prazo. Dez. O escritorio inteiro nao tem dez engenheiros eletricistas.

Fui falar com o meu chefe para dar a boa noticia e, ao fazermos outra conta de padeiro vimos que com aquelas estimativas alem de nos fudermos no prazo o prejuizo seria gigante.

Resultado da brincadeira: estou em Manaus para explicar para o cliente que 97 dias do cronograma sao corridos. E como quem manda no contrato esta no Rio, semana que vem, A DO MEU ANIVERSARIO, deixarei de aproveitar o feriado e vou comemorar meus 29 anos na cidade que mais odeio nesse mundo.

So para fechar o post com chave de ouro: Juninho e da comercial. Devia saber que tudo que fez estava errado. Suspeito que tenha sido trafico de drogas...

2 de dez. de 2010

A reuniao com a empresa de civil

Estava eu trabalhando loucamente um dia desses ai pra tras (como sempre) quando pinga um email no canto da minha tela. Fui olhar de quem era e se era urgente. Era de um dos donos da empresa de civil que prestou servico pra gente no projeto de Manaus. Como nao era urgente (o projeto tinha acabado), dexei pra ler depois.

Pouco depois, recebo uma ligacao do meu chefe (eu estava em Vix) e ele fala "viu o email do fulano?". "Nao", respondi. "Le ai e me liga depois". Li e pensei "nao acredito que eles estao pedindo isso". Liguei pro meu chefe e falei "eu entendi direito?". Ele respondeu "sim". "Ele so pode estar de sacanagem.". "Pois e.".

O cara tinha mandado um email pedindo uma reuniao para conversar sobre alguns desenhos que nao estavam previstos, mudancas de escopo, e blablabla. Resumindo: estava pleiteando um aditivo. Mesmo sem entender como o cara teve CORAGEM de pedir aquilo, marcamos a reuniao.

O cara chegou e ja comecou a falar que o projeto tinha sido mal definido, que teve mudanca de escopo, que teve muito retrabalho, que o tempo foi curto, que fizeram muito mais desenhos que o previsto e que o custo dele foi 3 vezes maior que o previsto. Ai, meu amigo, o sangue ferveu.

Eu ja comecei com os dois pes no peito:

- So para eu entender, o que voces estao chamando de retrabalho? Nao e ter que redesenhar as bacias de contencao, ne? Porque aquilo que chegou para mim, com as valvulas enterradas e sem acesso para abri-las, nao pode ser considerado retrabalho. Nem ter que redesenhar as plantas dos abrigos que, num mesmo desenho, mostram a porta do lado direito em um corte e do lado esquerdo do outro.

O cara ficou branco.

- Nao, isso e erro mesmo. Foram outras coisas, mas nao vale a pena ficar falando caso a caso. Mas uma situacao foi quando voces passaram pra gente o padrao de documentacao a ser seguido depois que os desenhos estavam prontos.
- Meu amigo, desde o PRIMEIRO dia eu tinha falado pra mulher me mandar o primeiro desenho assim que ele ficasse pronto. Ela demorou DOIS MESES para me mandar 8 desenhos e eles estavam uma porcaria. Eu que nao entendo nada de civil achei erros. A minha equipe do Rio se recusou a comentar, de tao ruim que estava (verdade!). Logico que tivemos que passar um padrao a ser seguido.
- Mas nosso denhos sempre e aceito e ninguem reclama de qualidade. Pode jogar no mercado, qualquer um vai achar bom.
- Desculpe, mas os nossos clientes estao acostumados com algo melhor. Aquilo que voces entregaram nao e aceitavel. E se voces tivessem feito o qie eu falei, o retrabalho seria em apenas um desenho.
- E, isso foi falha.
- Ta. E o que voce chama de mudanca de escopo?
- Ah, a gente tinha previsto fazer uns tres desenhos tipicos de bacias e fizemos 14.
- Mas estavam previstos 21 na proposta que fizemos para voces. E nos fizemos uma reuniao e deixamos bem claro que eram 21 bacias.
- E, mas a gente achou que podia ser em A3 e tivemos que fazer em A0.
- Olha, isso so me mostra que voce nao sabe fazer orcamento. Isso nao e erro meu. Voce que entende de civil e que falou que cabia em A3. Eu acreditei.
- Mas teve coisa que a gente mandou pra voces e depois que estava pronto que voces avisaram que tinha que ter uma distancia X de interferencias. Ai nao tinhamos visto isso em campo.
- Primeiro: voce leu a norma que eu te passei? La fala isso. Segundo: quando voce vai fazer levantamento de campo em um lugar que sabe que nao vai voltar, voce olha TUDO em volta, num raio de 100 metros, no minimo. Ela me pediu para olhar coisas que estavam a CINQUENTA CENTIMETROS. Que levantamento e esse? Isso mostra muita falta de preparo.
- Mas teve informacao que a gente pediu que voces demoraram uma semana para responder.
- Qual?
- Ah, uma coisa que tinha que pegar no PDMS.
- Cara, o meu responsavel por isso estava em outro projeto, em outra cidade, sem acesso a internet. Nao tinha como eu te passar isso. Mas Olha so: isso foi faltando 3 semanas pra acabar o projeto. Essa pergunta tinha que ter sido feita no inicio dos trabalhos. So mostra que voces deixaram para fazer na ultima hora. E eu tinha deixado bem claro que esse cara ia sair do projeto e nao dava pra contar muito com ele.

A reuniao continuou e o cara foi so esquivando de dar exemplos das coisas que eram culpa nossa. Todas as que eles tentavam, nos rebatiamos. Ai, no fim, mei chefe pediu para eles levantarem todos os pontos que eram culpa nossa.

Os caras demoraram 2 dias para responder. Achei que ia vir uma coisa super completa, do tipo "dia tal pedi informacao tal e demorou tantos dias para responder". Quando abri o arquivo, era basicamente a mesma coisa, com uns 3 topicos a mais.

Nao teve jeito, cai na gargalhada e falei pro meu chefe que com aquilo que eles tinham apresentado nao era para dar um centavo.

1 de dez. de 2010

Rumo a Manaus

a Ca estou eu, de madrugada, dentro de um carro, indo para Confins, o longinquo aeroporto de Belo Horizonte. O meu destino e a maldita cidade de Manaus, lugar que vou passar boa parte do meu tempo ate Outubto do ano que vem.

Dessa vez estou indo apagar um incendio causado por "gerentes" anteriores do projeto. Essa brincadeira vai custar bons dinheiros e boas noites de sono.

Para completar a merda feita por outras pessoas, ainda vou ter que trabalhar no meu aniversario, a primeira vez em 29 anos e na cidade que eu mais odeio no mundo (muito mais que Manaus): o Rio de Janeiro.

Desde qie peguei esse projeto tem sido uma surpresa atras da outra. Mas isso e assunto para outro post...

30 de nov. de 2010

Trabalho em Dobro

Para coroar a minha volta a Manaus e a minha promoção, fui presenteado com um Nokia E71 pela minha empresa. Não, eles não são bonzinhos, o telefone deverá ser devolvido caso eu saia da empresa. A questão é que com essa "viajação" toda minha acabo perdendo muito tempo em aeroporto em em lugares em que não tenho conexão com internet.

Como hoje em dia nos poucos momentos em que consigo SENTAR na minha mesa eu fico é respondendo email, acabo usando meu celular pessoal para isso, já que o meu antigo celular corporativo era um nokia daqueles pequenos, com 3 ou 4 letras por tecla. Se você acha ruim digitar mensagens naquilo, imagna emails consideravelmente longos...

Comentei com meu chefe que essa gracinha de ficar usando o meu celular para isso não estava bom e que se era para eu ficar perdendo tempo em aeroporto que me arrumassem um celular digno para trabalhar. E assim foi.

O telefone é bem completo (3.5G, Wi-Fi, GPS e a porra toda que esses telefones novos tem), mas estou desacostumado com telas "grandes" que não são "tocáveis". Certamente o teclado fisico é melhor, mas perde-se muito espaço de tela por causa do teclado. Alias, o do E71 tem um problema sério: o enter é bem embaixo do backspace, então váááááárias vezes acabo apertando enter quando quero apagar alguma coisa. Em email não não tem problema, mas quando estou usando o skype, fring ou qualquer outro "mensageiro instantâneo" é uma merda.

O problema é que agora, oficialmente, vou trabalhar em dobro. E considerando que eu já trabalhava muito, devo passar a dormir umas 4 horas por noite...

29 de nov. de 2010

Dia de notícias

Hoje o dia começou bem. Cheguei no trabalho e tinha uma reunião com a empresa de civil que fez caquinha no projeto de Manaus. A reunião foi tão surreal que merece um post só para ela. Aí saí da reunião e fui para uma análise de SWOT. No meio dessa reunião descubro que o projeto pegadinha estava voltando pra BH e adivinha no colo de quem ia cair... Pelo menos eu ia só fazer trabalho de secretária uma hora por semana, então estava de boa.

Acabada a reunião, vamos almoçar e na volta já me chamam para outra reunião. Conversa vai, conversa vem e vi que estavam me embromando por alguma razão. Aí depois de dar muita volta me avisaram que a empresa tinha ganho um contrato guarda-chuva em Manaus e que na reunião de kick off o gerente do cliente (que foi o gerente do meu projeto lá) falou: "eu não estou entendendo porque Fulano e Ciclano não estão aqui na reunião. Eles tiraram 100 em todas as avaliações que fizemos deles". Fulano era meu chefe e Ciclano era eu.

Neste exato momento uma voz interior gritou "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!" e tudo o que eu temia aconteceu. O contrato vai cair no meu colo. Um ano de contrato, um valor absurdo de dinheiro, trabalho, cobrança e pessoas sob minha responsabilidade. Minha. Só minha. Como disse o gerente do escritório, meu chefe vai ser só figurante, para aprovar reembolso. Eu não acreditei. Achei que ia ficar livre daquela cidade, das 8 horas de viagem para chegar ou sair daquele inferno, do calor. Era a visão do inferno. Muita notícia ruim para um dia só.

O lado bom é que não terei que mudar pra lá. Só umas 2 visitas por mês, o que significa que vou ganhar milhas a rodo. E, querendo ou não, vou comer costela de tambaqui com bastante frequência. Meus estudos é que vão ficar mais um tempo congelados...

Aí voltei para a minha mesa, meio desolado coma notícia, meio feliz com o desafio, meio preocupado que largaria o projeto de vitória no meio (e ele está um pepino gigante). Fiquei divagando durante uns 20 minutos, aí chegou o material do projeto. Não tinha mais jeito de fugir.

Comecei a ler e uma hora depois o gerente do escritório me chama novamente pra conversar. "Qual a bomba da vez?", pensei eu. Ele fala que sabe que está colocando muita responsabilidade na minha mão, que eu estou insatisfeito com a situação e tudo mais, mas que finalmente tinha conseguido resolver a minha situação e falou que SAIU A MINHA PROMOÇÃO!

Eu não acreditei (e, na verdade, continuo sem acreditar. Só na hora que o cascalho pingar na minha conta) e a PRIMEIRA pergunta que fiz foi "e qual vai ser meu aumento?". A resposta do cara foi "26%". Perguntei quanto era isso, porque sei que meu salário está baixo e apesar do percentual ser grande transformado em dinheiro não seria tanto assim. Ele fez uma continha no celular e me mostrou a tela.

A minha cara deve ter sido o maior balde de água fria da história. Eu juro que fiquei PUTO na hora. Puto MESMO. Pela primeira vez na história desse país uma pessoa ganha aumento e fica puta. Vendo a minha cara, perguntou "e aí?". Respondi na lata "sinceramente esperava mais, pela carga de trabalho e responsabilidade que jogam nas minhas costas". Aí ele começou a falar que a nossa empresa paga melhor para recem formado e que depois o degrau não é tão grande e blábláblá, mas eu nem prestei atenção. A minha raiva era tanta que eu já estava pensando em para onde eu mandava o meu currículo.

Saí da sala, visivelmente puto, sentei na minha mesa e comecei a escrever um email que seria enviado para pessoas da minha "network". Nisso vi o gerente do escritório indo com meu chefe para a sala de reunião e, logo que eles saíram da sala meu chefe me chamou para conversar.

Ele perguntou o que tinha acontecido, que o gerente do escritório ficou preocupado com a minha reação e eu falei que o aumento que me deram estava bem abaixo do que eu esperava ganhar, pelo sangue que dou pela empresa. E eu tinha cansado de trabalhar desmotivado e que se a empresa não ia resolver o meu problema, eu ia resolver. E que eu via 3 possíveis soluções para a situação:

1) A empresa me pagar o que eu realmente mereço;
2) Eu começar a a trabalhar o proporcional ao que a empresa me paga (que seria mais ou menos 2/3 do que eu trabalho hoje);
3) Eu sair da empresa.

Conversa vai, conversa vem, fala uma coisa daqui, fala uma coisa dali e ele fala que vai ver o que pode fazer, mas que acha difícil conseguir alguma coisa. A solução 2 é a mais provável no curto prazo, mas no médio prazo a solução 3 é a que vai acabar acontecendo. O que é uma pena, tanto para mim quanto para a empresa. Mas como diriam os filósofos do futebol, "acabou o meu ciclo no clube". Só não quero tomar nenhuma ação precipitada porque de dezembro a março o mercado é meio parado para contratações...

Pensando positivo, ainda não vou comemorar de verdade porque conheço a minha sorte, mas FUI PROMOVIDO, PORRA!!!

25 de nov. de 2010

Aniversário da Estagiária

Estava eu em Manaus finalizando a montagem das malditas pastas do projeto quando resolvo olhar meu email. Como já era mais de 8 da noite de lá (mais de 10 da noite daqui), foi só para desencargo. Para a minha surpresa, tinha um email da minha estagiária preferida (sem maldade) com o título "Meu Aniversário!".

O aniversário dela era no dia seguinte, então achei que ela estava mandando um email para combinar com o pessoal de almoçar ou tomar uma cerva depois do trabalho. Quando começo a ler o email, vejo que ela mandou só para mim. E era algo mais ou menos assim: "vou fazer uma festinha lá em casa, queria te convidar para ir lá. Começa às 20:00.". Achei legal, mas fiquei sem graça, porque pelo jeito ela não tinha chamado mais ninguém que eu conhecia e eu ia ficar boiando. Fora que ela ia fazer "uma festinha" que começava às 20:00. Fiquei imaginando balões e chapeuzinhos, além de brigadeiro colorido, hehe. Mas como sou um bom chefe, falei que ia sim, mas que ia chegar mais tarde, porque 8 da noite é a hora que eu saio do trabalho (o que não é mentira).

Chegou o dia (uma sexta) e tinha sido um dia de merda, então resolvi sair "mais cedo" e ir beber um chopp antes de ir pra festa, porque, bem, não poderia encher a cara na casa da menina. Não é do meu feitio atrasar, mas como é convenção comum chegar bem depois do horário marcado (o que eu não consigo entender, diga-se de passagem), achei por bem fazer uma hora. Tomei meus três chopps e fui para lá umas 9:30. Para minha supresa, neste horário já estava TODO MUNDO lá. Pior: ela estava na porta, quase que me esperando...

Aí a comprimentei e ela começou a me apresentar as pessoas mais ou menos assim: "Esse aqui é meu chefe". Aí me apresentou para os pais dela, desta mesma forma. Eu já não sabia onde enfiava a cara. E a mãe dela soltou um "mas você é muito novinho!". E eu "é só aparência". E ela "Ela fala muito bem de você, fala que você é um ótimo chefe". Eu devia estar mais vermelho que um pimentão então soltei um "pois é, queria até pedir desculpa por ter feito ela trabalhar até tarde semana passada".

Depois dessa me ofereceram milhares de coisas para comer, beber, estava me sentindo um rei. E para a minha sorte estavam lá 2 outros estagiários meus, então tinha com quem conversar. Mas senti que eles queriam ir conversar com outras pessoas, mas não podiam deixar o chefe lá, sozinho. Mas na primeira oportunidade que tiveram, quando outra pessoa veio puxar papo ("você também é chefe deles dois?"), eles fugiram.

No fim, foi até divertido. Vi gente nova, inflaram meu ego e eu ainda comi e bebi de graça (por sinal, a comida estava fantástica). Triste mesmo foi a hora que colocaram o bolo de mafalda em cima da mesa e a mãe da estagiária colocou a vela onde seria o pinto de um homem. Eu me segurava para rir, mas não podia. E a estagiária ficou muito sem graça.

Só sei que um dos estagiários que estava na festa me convidou para a colação dele e, "mais importante, para a festinha que vai ter depois", como disse ele.

Esse trem de ser chefe é bom mesmo.

24 de nov. de 2010

Bristol La Residence (Vitória, ES)

Numa dessas minhas idas a Vitória eu acabei tendo que dormir por lá. Ao contrário da primeira vez, que eu acabei tendo que pagar hotel, dessa a empresa pagou e fiquei na beira da praia, no Bristol La Residence. O hotel na verdade é um apart e o quarto é grande. Logo que você entra, dá de cara com uma mesa de verdade, com poltronas ao invés de cadeiras. Ó só:


A sala é bem completa e tem pia, fogão, frigobar e armário bem no canto e "longe" do quarto. E a vantagem é que é pia de verdade, então tem espaço para preparar comida.


Uma coisa que eu achei legal foi a separação sala/cozinha do quarto. Tem uma mega porta de três partes que você pode deixar fechado e manter a provacidade ou deixar aberta e vira tudo um cômodo só. Se deixar fechado, ainda tem essa porta separada que serve tanto para separar a cozinha/sala do quarto quanto separar o quarto do banheiro.


O quarto em si não é dos maiores, mas tem um armário fora do comum. Acho que é o maior que eu já vi em hotel. O ar condicionado é meio barulhento, mas dá pra sobreviver. Ruim mesmo é a TV, que é grudada naquela bancada e não tem como virar. Aí ela não fica num ângulo bom para ninguém. Os colchões são relativamente bons, dá pra ter uma noite boa de sono (se você não está com problemas para dormir, como eu).




O banheiro, pra variar, é pequeno. E tem mini banheira, que não serve nem para usar como banheira e nem para usar como box. Fora que não tem lugar para colocar sabonete e shampoo. Pelo menos a privada não estava entupida. O chuveiro, meu amigo, minha amiga.... que espetáculo. Água em abundância, com temperaturas das mais frias às escaldantes (e de fácil regulagem) e uma pressão que putamerda. Gastei toda a minha reserva de água do ano em dois dias....




Apesar de estar na beira da praia, a vista não é das mais legais porque, bem, tem a Vale logo alí e a vista é do porto de tubarão....


O café da manhã é bom. Tem bastante fartura e alguma variedade, mas não tem pão de queijo. Perdeu milhões de pontos por causa disso. Já as outras áreas do hotel estão em obras, então nem consegui tirar fotos. Diz que tem piscina, quadras, sauna, mas estava tudo fechado. Pelas fotos do site parece ser bacana.

Sinceramente não sei como é a internet do hotel. Sei que é de grátis e tem via cabo e Wi-fi, mas não sei se é boa. Cheguei bem tarde e acabei usando o edge do celular mesmo, por não saber que tinha Wi-fi...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

23 de nov. de 2010

Seca no Amazonas

Essa eu esqueci de postar: olha como estava o Rio Negro nessa última vez que fui a Manaus (essa parte Marrom normalmente é toda de água, com mais de um metro de altura):




Isso porque já voltou a chover. Esteve muito pior no fim do mês passado...

É o fim do mundo.

22 de nov. de 2010

O tamanho da responsa

Essa quantidade enorme de "mesas" está sob minha responsabilidade, neste projeto de Vitória.


São nada menos que 23 pessoas, mais eu e meu chefe.

21 de nov. de 2010

O fim do projeto de Manaus

Tô meio sumido, mas é por uma razão boa: estava finalizando o projeto de Manaus. O problema é que antes da minha ida era preciso imprimir todos os documentos do projeto, em duas vias. Mais ou menos 280 documentos, muitos multifolhas. E tinha um feriado no meio. Aí foi mais ou menos assim....

Sexta, dia 12

Chego pra trabalhar as 7:00. Imprimo papel, confiro papel e dobro papel até 23:00, com a ajuda de um monte de gente.

Sábado, dia 13

Chego para trabalhar 08:00, sozinho. Furo papel, para colocar em pastas. 14:30 termino de furar e vou pra um churrasco, porque ninguém é de ferro.

Domingo, dia 14

Chego para trabalhar 08:00. Meu chefe chega às 9:00. Separo as centenas de folhas em montinhos e vou "tagueando" cada montinhos, além de conferir se está tudo impresso. Descubro que não está, aí 20:00 vou COMPRAR PAPEL, porque acabou na empresa. De lá vou pra casa, morto. Resultado do dia:





Segunda, dia 15 (feriado)

Chego para trabalhar 08:00, sozinho. Imprimo o que ficou faltando, dobro e separo nos montinhos. Termino de CORRIGIR os documentos de civil, imprimo, furo e coloco nos montinhos. Faltava preparar para a viagem. ENSACO os montinhos de papel e ordeno, colocando dentro das pastas. Peguei a caixa que deixaram para eu levar os documentos e passei 10 metros de fita adesiva, enrolando em todas as direções. Coloco as pastas com os documentos dentro da pasta e passo mais uns 3 metros de fita na caixa, que fica completamente vedada. Com muita dificuldade saio do trabalho 19:30 carregando a caixa.

Chego em casa e vou fazer mala...

Terça, dia 16

Acordo 5:45, me preparo para a viagem até Manaus. Carrego a caixa maldita que pesava uma tonelada 2 andares e coloco dentro do carro. Chego no aeroporto e pego um carrinho para levar a caixa até o guiche de check in. Chego lá, coloco a caixa na esteira e olho para a balança: 35 quilos. Aí o seguinte diálogo acontece com a atendente:

- O que tem aí dentro?
- Papel. (minha vontade era dizer "corpos")
- Tem que abrir.
- Sério?
- Sério.
- Mas eu gastei tanto tempo lacrando.
- Tô vendo. Mas depois eu fecho novamente.

Não ficou a mesma coisa, mas ela até fechou direitinho. Pedi para ela colocar adesivos de "Este lado para cima" em tudo quanto é lado. Ela coloca e eu vou para o embarque.

8 horas de viagem depois, com direito a 3 de espera em BSB (que incluiu trabalho), chego a Manaus às 15:30 de BH. Pego o carrinho e vou pra esteira. LÓGICO que a caixa estava de cabeça pra baixo. Torço pra que nada tenha acontecido e vou pro Hotel.

Chegando no hotel tido todos os documentos dos sacos e vou colocando nas pastas. Erro umas vezes e tenho que começar de novo. Lá pras 20:30 daqui termino e resolvo ir jantar. Como e apago.

Quarta, dia 17

Acordo 6:00 de Manaus, me preparo e vou para o cliente. Carrego a caixa maldita da entrada até a sala do fiscal do contrato, o que inclui subir escadas. Chego na sala dele suando litros e quase morrendo e pergunto onde ele está. "Ué, tá viajando". Um milhão de palavrões passam pela minha cabeça, mas vou resolver o problema. Converso com o gerente da área e falo que tenho que entregar os documentos. O cara arruma uns 2 caras para conferir a documentação. Eles pedem para levar os documentos para o Arquivo Técnico. Carrego a caixa andar abaixo e, quando eles chegam, assustam. Deviam estar achando que era uma ou duas pastas e não SEIS (na verdade, 12, porque tudo era redundante).

Tudo conferido saio de lá 16:00. Vou para o hotel, trabalho até as 21:00 e vou jantar. Volto 22:00 e fico vendo TV, porque o vôo era TRÊS DA MADRUGADA e, se eu dormisse, certamente perderia o vôo.

Quinta, dia 18

Lá pra 1 da matina pego o taxi e vou para o aeroporto. Chego lá e a mulher fala que teriam que mudar minha conexão, porque o primeiro vôo estava atrasado e a minha conexão original era logo em seguida à chegada em BSB. Detalhe: eu já tinha feito check in. Estava muito cansado para discutir.

Fiquei lá pescando enquanto o avião não chegava. Quando chegou, fui o TERCEIRO a entrar e, 2 minutos depois que tinha sentado na minha poltrona, apaguei. Quando a mulher passou oferecendo bolacha, abri o olho e, por mais vontade que estivesse de comer, não tive forças. Só acordei quando mandaram subir a poltrona, chegando em BSB às 8:10 de lá.

Aí falaram que os passageiros do vôo Blá deveriam ficar no avião. ERA O MEU VÔO ORIGINAL! Pedi pra ficar no vôo, mas falaram que eu tinha que descer, trocar a passagem e voltar. Xinguei, reclamei, mas fui lá. Troquei e voltei PARA A MESMA POLTRONA ONDE EU ESTAVA.

10:15 eu cheguei em BH. Enquanto o motorista foi pegar o carro, vi o Bernardinho. Eu e mais uns 500 melequentos que estavam fazendo sei lá o que no aeroporto... Ele e o pontinho mais alto na foto.



11:20 chego em casa e capoto na cama. Acordo por volta de 14:00, almoço e vou dar uma passada no trabalho, só pra ver se tinha alguma coisa pegando. Saí de lá as 19:00 e fui pro bar, comemorar o fim do projeto. 22:00 eu saio de lá e 22:30 já estava roncando.

O resto da semana já foi no outro projeto. Sei que o projeto de Manaus ainda vai dar alguma dor de cabeça, mas o mais difícil já foi.

12 de nov. de 2010

Minha vida alcoólica

De 1981 até o janeiro de 1999, eu era assim:


Aí, quando começou o meu terceiro ano, no primeiro churrasco da sala foi mais ou menos assim (desculpem, só achei em espanhol):



Como quebrei o pé neste churrasco, fiquei sem beber um mês, mas desde que tirei o gesso até dezembro de 2007 eu fui assim:


Entre Janeiro de 2008 e Outubro de 2010 eu fiquei assim:


E desde meados de Outubro eu estou assim:


E como todos os meus amigos são como na imagem acima, estou fudido...

10 de nov. de 2010

Oportunismo

Não vou falar de política, mas esse cara aí TEVE A MANHA de aparecer. Oportunismo é isso aí. Aprendam.

9 de nov. de 2010

Vida de Viajante

Definitivamente Novembro será o mês das viagens...a trabalho, infelizmente.

Semana passada fui para Vitória.

Essa semana vou novamente (e vou ficar 2 dias).

Semana que vem, Manaus. Pela última vez, se tudo der certo (torçam por mim).

Daqui 2 semanas, provavelmente Vitória novamente.

O melhor de tudo é que estou gostando da idéia (e enchendo o rabo de milhas - já quase dá pra ir e voltar pras oropa). :)

8 de nov. de 2010

O líder sindical está de volta

O clima na minha empresa está um lixo já faz um bom tempo. Tá todo mundo insatisfeito e sempre tem um ou outro saindo. Além disso, tenho visto MUITA coisa errada que se continuar como está, a empresa vai afundar em pouquíssimo tempo. Eu não estava mais aguentando segurar essas coisas comigo e não é do meu feitio ficar vendo o barco afundar. Eu tinha que alertar o gerente do escritório.

O cara voltou de férias semana passada e quando ele estava no escritório eu estava fora e vice-versa. Até que consegui falar com ele no fim do dia de sexta. A conversa COMEÇOU às 18:00 e acabou pra lá de 21:30. E aí, amigão, a merda foi pro ventilador. Eu já estou com fama de reclamão mesmo (novidade), então aproveitei pra falar tudo o que estava me incomodando, pelo bem da empresa.

Falei que a diretoria está despreparada, está cagando pro pessoal, mas se achando os melhores do mundo. Falei que os gerentes não estão tomando conta das pessoas e também estão despreparados. Falei que os líderes de projeto não sabem gestão e também estão despreparados. E que NINGUÉM está fazendo anda para melhorar e aprender o necessário para fazer o trabalho direito.

O despreparo não é culpa deles. É culpa do pessoal de cima. Nós tratamos estagiários como cadistas, mas cobramos como engenheiro Junior. Quando eles formam, não sabem engenharia (por culpa da empresa), mas cobramos deles como Engenheiros Plenos. E quando um deles destaca um pouco com espírito de liderança, já colocamos um projeto na mão deles, para que eles façam TODA a gestão do bagulho. Aí esse povo se mata de trabalhar (e trabalhando errado) e não tem tempo de estudar. Aí, pela inércia, esse povo vira gerente de projeto e não sabe nem montar um cronograma. Go Horse total. E como ninguém cobra estudo e resultado do pessoal, a bola de neve só vai aumentando.

Aí ele pediu exemplos. Fiquei meio sem jeito de falar e ele disse: "porra, já que jogou a merda, agora faz direito!". Resolvi jogar a merda direito. E falei um por um, qual o problema dos nossos gerentes e líderes. E o pior: ele concordou com todos. E perguntou como resolvia isso. Ficou claro que ele sabia que tinha esses problemas e que não sabia como resolver. Falei: dá feedback pro cara e dá ferramentas para ele aprender. Cobra os resultados. Se não adiantar, muda o cara de função. Tá cheio de gente nessas camadas que adora a área técnica. Transforma em especialista, porra.

O próximo assunto foi a equipe desmotivada. Falei que não era só salário que a galera fica reclamando. Coisas bobas, como falta de incentivo, falta de um tapinha nas costas e um "parabéns". Uma festinha no fim de cada projeto. Uma visita do presidente da empresa, da diretoria... O mínimo pra que a equipe se sinta importante e aumente um pouco o ego das pessoas. Além, lógico, de promover quem merece. E falei que algumas pessoas que julgo excepcionais tinham me procurado para reclamar e que tava na hora de promover esse pessoal. Não dá mais para ficar perdendo o povo bom de serviço e deixando os lixos na empresa. Ele concordou comigo e falou que está tomando providências.

Aí aproveitou e falou de diversas coisas que estão acontecendo na empresa para mudar esta situação. Se o que ele falou realmente acontecer, estamos no caminho certo. Se for só blábláblá, estamos fudidos...

6 de nov. de 2010

Buuuummm

Eu sempre soube que, com os estudantes sem noção que passavam pelos laboratórios de química da UFMG (tomando por base os meus colegas de faculdade), uma hora ou outra ia dar merda. Surpreendentemente demorou pra acontecer (o UOL não deixa copiar ou embedar a porra da foto no blog).

Rá! Pegadinha do Mallandro! Não foi culpa dos estudantes (pelo menos é o que fala aqui). Mas se os professores já eram chatos com segurança, agora vai ficar muito pior....

4 de nov. de 2010

Esparroman Foi: Lord Pub

O Lord Pub é um bar aqui de BH que, desde que que foi aberto, em 2005, é um bar roquenrol que sempre tem shows durante a noite. O lugar não é dos maiores e fica SEMPRE cheio. O sistema da entrada é muito lento e você fica em pé esperando um tempo razoável, numa fila que está sempre grande. Mas isso tudo pode ser tática para criar fila, já que "lugar que tem fila normalmente é bom". Se tiver chovendo, boa sorte, porque não tem cobertura. As mulheres de chapinha é que não devem gostar.

Como muitos dos bares de BH era uma casa que colocaram espuma anti-ruido em tudo quanto é lado e virou Pub. O palco é bem pequeno as pilastras atrapalham um pouco. Ó só:


No segundo andar, onde tem um lugar que vende sushi, fica um pouco menos cheio.




E na escada entre os dois andares fica o banheiro, que é um ponto fraco. É meio pequeno (2 mictórios quase grudados e uma privada) e depois de meia noite, quando a cerveja já começou a fazer efeito em todo mundo, a fila fica grande. A tática é ir quando começa a pintar a vontade, porque aí você consegue entrar na hora certa.

Falando em cerveja, o balcão de bebidas é até grande, mas não tem muitos atendentes, então conseguir alguma coisa é meio briga de foice. E eu que sou baixinho sofro, porque não consigo passar o braço por cima de todo mundo... Tem alguns garçons volantes, mas não cheguei a usar o serviço. As bebidas, como não poderiam deixar de ser, são razoavelmente caras. Acho que a skol/brahma long neck é uns 5 conto (já cheguei meio bêbado no dia, não lembrei de anotar isso para o post). Ah! e eles cobram 10%, INCLUSIVE SOBRE A ENTRADA. Se não estiver completamente bêbado, solicite educadamente a retirada dos 10%, principalmente se você pede só no balcão, como eu. Eu esqueci.

O som do lugar é bom e dá para ouvir a música numa boa, sem "repetição". Conversar já é mais difícil, mas isso até ajuda em algumas situações. No dia que eu fui, eram 2 bandas (It´s Only Rolling Stones e um cover de Barão Vermelho, Balão Vermelho, acho) e a entrada era 20 Ronaldos (que varia de acordo com o dia, mas nunca é menos de 18 e pode chegar a 25). Mulher eu sei que paga menos, mas não sei quanto é.

Aliás, a presença feminina foi um ponto positivo. Que eu me lembre, no começo da história do bar, a proporção homem/mulher era baixa, principalmente para BH, mas como fiquei quase 5 anos sem pisar lá dentro, tomei um susto quando entrei dessa vez. Tinha mais homem, é verdade, mas estava bem equilibrado.

Para os que tem twitter, eles distribuem cortesias quartas e quintas É só seguir os caras e ficar de olho no dia que você estiver a fim de ir. Quando pintar a mensagem da promoção você dá o retweet (não se se é no modo old school ou no botão do twitter). Aí se você for sorteado, é só mandar um DM pros caras com o nome completo.

O saldo do lugar é sem dúvida positivo, com música boa e ambiente legal, mas não vá se sua idéia for gastar pouco (a menos que tenha ganho a cortesia, hehe)...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

3 de nov. de 2010

A prova da cultura brasileira

Estava eu procurando alguma coisa do Rio no Google Maps um dia desses ai pra trás (juro que não lembro o que era, mas acho que era a casa da mulher do Elias Maluco, por causa da piscina) quando me deparei com o local da imagem abaixo.


Comecei a ver aqueles nomes que eu tinha visto na faculdade, como Michael Faraday, Pierre Laplace e Henrico Fermi e fiquei, por um minuto, espantado. Porra, quem diabos conhece essas pessoas? O Faraday é até mais "popular", todo mundo que termina o ensino médio DEVERIA ter ouvido falar na Gaiola de Faraday, mas pô, Laplace é coisa de engenheiro e Fermi, caralho, eu nem lembrava o que tinha feito, só o nome. Achei muito doido.

Aí continuei lendo o nome das Ruas e vi Issac Nilton. Fiquei uns 30 segundos tentando entender que porra era aquela e sem acreditar no que eu estava lendo. COMO, meus amigos, COMO alguém conseguiu escrever o nome do cara tão errado????

Neste momento toda a minha alegria foi embora. Ah, e o Henrico na verdade é Enrico. Mas isso eu também não sabia...

1 de nov. de 2010

Coral Inn Apart Hotel (Vitória, ES)

Nesta viagem surpresa para Vitória não tinha hotel disponível na cidade, então acabei ficando em um Apart, o Coral Inn Apart Hotel. A localização do hotel é ótima: fica pertinho da praia (não sei qual) e do triângulo das bermudas. O problema é que fica no pé da ponte Ayrton Senna e é barulho de carro o tempo inteiro...

A recepção do hotel é bem pequena, só com o balcão e um sofá. Nem tirei foto. Mas o apartamento é até grande. Logo que entra, você vê a bancadinha com ponto de internet (conexão até boa, mas usei em horários alternativos), um sofá bicama e aquela bancada com 2 cadeiras para comer. Senti falta de uma mesa grande, tanto para comer quanto para usar o computador com espaço para colocar papéis/cadernos.


Atrás da bancadinha fica o fogão/pia/armário/frigobar. Bomzinho, mas tentei lavar um copo e molhei o fogão inteiro...


O banheiro é pequeno, mas nada que chegue a incomodar. O problema mesmo é que a privada estava entupida e não foi agradável quando apertei a discarga e a água não desceu... Mas reclamei na manhã seguinte e resolveram o problema. O chuveiro é muito bom: água bem quente e com pressão. Pena que é uma ducha com diâmetro pequeno.




O quarto é grande, tem um armário muito bom e TV de 20”. E só. Senti falta de algum lugar para colocar minha mochila, que tive que deixar na sala. Só tinha uma tomada que ou você liga o rádio-relógio ou pluga seus carregadores. A cama, supostamente de casal, era no estilo de Natal: duas camas de solteiro juntas. E ainda tinha aquela porcaria de abajur bem em cima da cama, então tive que dormir longe do criado-mudo. Agora o ar condicionado, meu amigo... que turbina. Mas no fim das contas até achei bom ser barulhento, porque abafou o barulho da rua e, como era uma coisa constante, depois de uma horinha você acaba acostumando com ele e não te atrapalha.


O café da manhã nem fica dentro do hotel (é terceirizado) e sinceramente é BEM fraco. Quase não tem opções. O que é bom, se você está fazendo regime, mas se pretende comer bem, tem que ir a outro lugar. Fora que para de funcionar para jantar 9 da noite...

No geral, o saldo é positivo. Mas sinceramente prefiro o Copacabana Hotel Residência, que além de ser mais completo ainda tinha atendentes gatinhas e muito atenciosas.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de out. de 2010

What a Twist!

Estava eu sexta-feira lendo as 130 páginas de documentação do projeto pegadinha júnior quando meu chefe chega ao lado da minha mesa e fala "pode parar de ler. Você mudou de projeto". Eu fiquei olhando pra ele, sem saber o que falava. Aí só consegui soltar um "fala sério!". E ele me chamou pra conversar.

Sentamos na sala de reunião e ele começou a falar que fizeram uma reunião e que tinha um projeto que estava precisando de um "comedor de cu" e que eu era esse cara. Diz ele que eu aprendi isso no ano passado, no projeto de Betim, e que me especializei nesta arte no projeto de Manaus, tanto com a mulher de civil quanto com o fiscal do contrato.

O tal projeto é hoje o maior do escritório de BH (em dinheiro) e está dando uma margem muito boa (o que me fez entender como a gente está conseguindo carregar os prejuízos dos outros projetos), mas está começando a querer afundar. No total são 3 frentes e uma delas estava sendo gerenciada por uma mulher que não estava dando muita conta do recado. Além disso, o especialista técnico estava atolado e sendo gargalo. Aí a solução foi colocar um dos lideres de uma das frentes para ajudar o especialista e eu pegar tanto a frente dele quanto a frente da mulher.

Além disso, por questões de fim de ano e PLR do cliente, vamos ter que faturar uma quantidade absurda de dinheiro em Novembro e Dezembro e, no ritmo que está, não vai ser possível. E como disse o meu chefe "está faltando um coronel pra botar ordem na casa" (casa = equipe E cliente). E o gerente do contrato, que também estava na reunião, soltou um "é, um coronel Nascimento".

Tá certo que parte disso tudo que falaram é pra dar aquela massageada no ego, já que ando muito insatisfeito com a empresa E porque tem muito trabalho nesses 2 meses, mas achei o desafio legal. Certamente não será fácil quebrar a resistência da equipe (que terá que ser mais produtiva) e do cliente, que sempre reclama quando tem mudança na equipe porque perde-se parte do histórico.

O lado bom é vou ganhar algumas milhas de vôo, coisa que no pegadinha júnior não ia acontecer (quarta, por exemplo, vou pra Vitória novamente). E ainda vou, finalmente, conseguir pegar um projeto que tem chance de dar lucro. O meu desafio será garantir o faturamento recorde e aumentar ainda mais a margem.

Me desejem sorte. Se eu não aparecer por aqui, já sabem a razão. Mas deixei alguns posts agendados. :)

29 de out. de 2010

Presentes das oropa

O período pós retorno do Véio foi tão conturbado que acabei esquecendo de postar a boa e velha foto com os brindes que ganhei das oropa. Esse ano foi bacanão e recebi meio picado, por isso em várias fotos...

Na primeira, o PS3, com controle extra (azul, que é mais barato) e o GTA IV. Além disso, para aumentar a minha coleção, um copo da Efes, a Skol da Turquia, duas canecas de porcelana (uma da turquia e a outra de portugal) e esse copo gigante do tamanho do meu braço.


Na segunda, esse copo-bota de meio litro que minha tia trouxe. Bacanérrimo e certamente um dos mais legais da minha coleção.


Nesta terceira, um chapeu tipicamente turco, que não sei bem o que vou fazer nem onde vou colocar.


E na última papel higiênico fresco, que minha irmã me madou para momentos de caganeira pós-cachaçada (vulgo doce de leite).


Isso fora os chocolates, que estão em algum lugar da geladeira, mas que não consigo achar...

Esse ano foi bom!

28 de out. de 2010

Sai da pegadinha....para outra pegadinha

Estava eu, feliz e contente cocando o saco e escrevendo o post anterior quando meu chefe me chama. Falou que tinham conseguido passado o projeto pegadinha pra SP. Fiquei felizao, mas ai ele ja me avisou que eu ja tinha projeto novo.

O novo projeto, teoricamente, daria lucro e ainda era algo inovador. "Hum, inovador? vai ter muito retrabalho e bate cabeca", pensei. Mas falaram que dava pra ter lucro.

Peguei o material (130 paginas) e um cronograma com um zilhao de linhas. tudo lindo, ate que fui ver a equipe alocada e o custo previsto. Nao batia. Alem disso, o valor do homem-hora de gerente estava errado. resumo: vai dar merda.

Como ja era fim do dia, fiz so uma reuniao e tive certeza que vai ter retrabalho. Mas pelo menos o assunto e realmente legal e o prejuizo deve ser pequeno...

Me desejem sorte.

O projeto pegadinha

Confesso que não lembro muito bem o que já falei por aqui sobre o projeto pegadinha. Só lembro que falei que ia dar um preju fudido, então senta que lá vem a história...

Tudo começou há mais ou menos um mês atrás. Estava eu em semana de emissão, maluco, arrancando os cabelos, xingando a mulher de civil, quando recebo um email. O título era “ENC: OS 09257-10007”. O texto do email era “Para você.”, com 3 arquivos em anexo: um pdf, um xls e um mpp.

Meio sem saber o que fazer naquela correria de semana de emissão, lasquei um “semana que vem” nele e esqueci. Mas foi por pouco tempo: mais tarde naquele dia fui procurado pelo gerente do escritório, para saber em que pé estava o planejamento. Nem ABERTO os arquivos eu tinha, imagina se tinha planejado alguma coisa....

Parei o que eu estava fazendo e fui olhar a porcaria dos documentos. O PDF era um memorial descritivo (MD), escaneado, cheio de comentários feitos a mão, com o suposto escopo do projeto. O Excel era uma lista de documentos e o Project um cronograma feito às pressas para ver o custo do projeto.

Olhei aquilo e, sem fazer muito esforço, vi que o projeto dava uns 100% de prejuízo. Aí comecei a esmiuçar o cronograma e vi que estava faltando um monte de coisa, como custo de gerenciamento, alocação de pessoas no período entre o projeto básico e o projeto detalhado e por aí vai. Para piorar, o cronograma ainda estava com os predecessores todos cagados e a entrega final do book de engenharia estava acontecendo ANTES de todos os documentos estarem prontos. Uma maravilha.

Aí fui lá e arrumei o cronograma, colocando tudo certinho. O prejuízo DOBROU. Mas foda-se, é um “projeto estratégico”. Meu chefe só pediu para eu fazer uma planilha que explicasse a razão do aumento dos custos, o que eu fiz rapidinho. Ele viu, gostou e mandou tocar o barco.

Aí fui lá conversar com o cara responsável pelas alocações para perguntar alguma coisa sobre o projeto de Manaus e fiquei sabendo que um dos caras que trabalharia no projeto tinha sido emprestado para outro projeto por “umas duas semanas”. “Umas duas semanas” na minha empresa significa “para sempre”, mas ignorei esta lição aprendida. De qualquer maneira fiquei muito puto por 2 motivos: tiraram o cara do projeto sem me avisar e teria que refazer o cronograma TODO. Mas era dia de emissão, então não preocupei. E na semana seguinte estaria em Manaus, logo só poderia trabalhar nisso na semana seguinte.

Antes de ir para a selva, deixei toda a documentação que eu tinha com o resto da equipe, para que estudassem, e o cronograma, para já começarem o projeto. A idéia era ir fazendo os documentos com a ajuda do cara que vendeu o projeto, que tinha todas as informações técnicas e de escopo. Eu aproveitaria os dias em Manaus para descobrir o que era o projeto.

Aí fui para Manaus e li tudo o que eu tinha. Cheguei a conclusão que eu não tinha NADA. Não tinha nada definindo escopo. O tal MD falava de 200 mil coisas e, dentro dele, teria que pinçar o que era para eu fazer e o que não era. Maravilha...

Voltei de Manaus depois de muito sacrifício e quando chego ao escritório vejo a equipe perdida. Todo mundo com cara de “sei que tenho que fazer alguma coisa, mas não sei o que”. Vou conversar com o meu gerente e descubro que ele está na mesma situação que eu e que, para piorar, o tal cara que tinha sido emprestado foi realmente retirado do projeto, mas que não tinha ninguém para colocar no lugar.

Depois de uns 3 dias descobriram um consultor sênior para entrar no lugar do cara que saiu. Nessa brincadeira refiz todo o cronograma e o custo duplicou, mas tudo bem. Foi o diretor que mandou usar o cara. Detalhe: o cara é de São Paulo. E aí, quando ele entrou, passei toda a documentação que tinha pra ele. Dois dias depois, ele me liga perguntado a mesma coisa que o resto da equipe: “que que é pra fazer nesse projeto?”.

Resolvi então fazer uma conferência com todos os envolvidos: eu, um cara de tubulação e um de processo em BH, o consultor de SP e o cara que vendeu e o gerente dele em Vitória. Uma beleza. Em meia hora de reunião não conseguimos descobrir qual era a porra do escopo. Tudo o que o pessoal de vitória falava era: “tem que fazer o que está no MD e na LD”. Até que o seguinte diálogo ocorreu:

- Tá, eu tenho que fazer os documentos que estão na LD. Tem um aqui: “Memorial descritivo do projeto básico”. Eu sei que tenho que fazer, mas não tenho a menor idéia DO QUE eu tenho que colocar dentro do documento. – disse o consultor.
- Tem que colocar o que está no MD. – disse o gerente de vitória.
- E o que é que está no MD? Tem 200 coisas escritas lá, é tudo escopo nosso?
- Não.
- Então COMO você quer que eu descubra o que eu tenho que colocar dentro dele?
- É, realmente o escopo não está bem definido, mas está uns 90% fechado.
- Cara, marca uma reunião com o cliente. Vamos fechar este escopo.

E aí surgiu a viagem pegadinha, para o dia seguinte. Eu sabia que tinha que ir para Vitória, mas não tinha passagem nem hospedagem. Cheguei em casa, fiz a mala, coloquei um conjunto de roupas a mais (camisa, cueca e meia) e no dia seguinte fui para o escritório arrastando a mala. A minha sorte é tão grande, mas tão grande que na mesma semana estava tendo um congresso de qualquer coisa na cidade e NENHUM hotel tinha vaga. Acharam um apart e marcaram sem nem saber se era bom. E como não era conveniado, adivinha quem teria que pagar a conta....

Passagens em mãos, hotel marcado, eu quase saindo para o aeroporto quando meu telefone toca. Era o cara de vitória falando que o cliente pediu pra adiar a reunião para o dia seguinte ao que íamos. Maravilha. Já liguei pra meio mundo e pedi pra alterar as passagens da volta. Na ida, não tinha mais jeito. Mas até que seria uma boa passar o dia em Vix e fazer uma reunião interna para entender o escopo.

Catei a mala, fui para o aeroporto (pegando um engarrafamento gigante) e consegui chegar a tempo. Fui para vitória, cheguei no horário e pedi um taxi. Tô lá esperando junto com mais um monte de gente. Aí para um carro preto, placa normal e grita meu nome. Uma das pessoas que estava no mesmo lugar que eu entra no carro e vai embora. Nem preocupei.

Meia hora passada e nada de taxi. Até então estava achando normal, porque já tinham me falado que taxi em Vix é um lixo, mas como só tinha eu e mais um cara esperando, resolvi ligar. Sabe aquele carro preto? Era o meu. O cara tinha o mesmo nome que eu. “Manda outro então, porra!”.

Mais meia hora e chega outro carro. Grita meu nome. E eu o outro cara vamos em direção ao carro. O cara TAMBÉM tinha o meu nome. E TAMBÉM era convênio do Rio. Uns 5 minutos depois o cara me manda entrar. Ele se perdeu para chegar no hotel e nisso já era prá lá de 10 da noite, logo o restaurante do hotel estava fechado. SORTE que eu tinha dinheiro para pedir alguma coisa delivery, senão ia morrer de fome....

No dia seguinte encontrei com o consultor de SP e fomos para o escritório. Chegamos lá, fizemos uma reunião de 7 horas e vimos que o escopo era realmente muito simples. Agora a reunião do dia seguinte, com o cliente, seria só para tirar dúvidas.

No dia seguinte o cara passou no hotel 5:30 da matina e pegamos estrada rumo ao norte capixaba. Três horas e pouco depois chegamos à cidade. Entramos para reunião e 6 horas depois o escopo do projeto aumentou 10 VEZES e CONTINUOU ABERTO. Pra piorar, ainda teremos que fazer levantamento de campo, porque os documentos que nos passaram estão completamente desatualizados.

Pegamos o carro e 4 horas depois estava de volta ao hotel. Dormi e no dia seguinte fui para a rodoviária o aeroporto, para voltar para BH. Nunca fui tão feliz de voltar de TAM, com café da manhã...

Aí essa semana resolvemos jogar o projeto para SP. A situação atual do projeto é essa: enquanto definem se vai pra SP ou não, eu finjo que trabalho (porque não tem o que eu fazer MESMO, dado que está todo mundo em SP e o consultor tá se virando por lá) e a gente vai pedindo informações para o cara de vitória, enquanto não conseguimos fazer o tal levantamento de campo. Vamos ver se sai alguma coisa nos próximos dias...

27 de out. de 2010

Coelhadas

Pois bem... Hora de voltar a vida. E nada melhor que um Fatos Rápidos para colocar tudo em dia. Se bem que tem coisa aqui que é velha e deveria ter entrado no outro post...

- Meu primeiro fio de cabelo branco apareceu. E estava bem na frente da cabeça, no "topete". O pior é que ele teimava em ficar para cima e aparecendo. Me senti um unicórnio;
- Apareceu uma bolinha na minha orelha. Pedi pro véio olhar e ele, como bom médico carniceiro, enfiou uma agulha pra ver o que era. Tudo o que ele conseguiu ver foi sangue (e muito). A bolinha continua e agora tem uma casquinha em cima;
- Minha empresa adotou o SAP. Isso significa que conseguir comprar qualquer coisa depende da aprovação da DIRETORIA, seja um clips de papel ou uma impressora laser. Espertos, não?
- Descobri a razão da diretora de RH ter saído da empresa: a empresa mãe, uma multinacional, resolveu tomar conta do RH. Ainda não decidi se isso é bom ou é ruim, mas acho que é ruim;
- Este mês foi o meu menor faturamento para a empresa desde que entrei nela. Mas a minha insatisfação é tão grande que nem liguei. Nem mesmo estressado eu fiquei! Bom sinal;
- Falar em estressado, quem me tira do sério toda vez que me liga/manda email é a mulher de civil. Parece que ela não é ruim de serviço, ela é BURRA mesmo. E olha que tem mestrado e tudo mais;
- Ah, o projeto pegadinha... me fez ir pra vitória de um dia para o outro e na terça fui para o escritório com a mala, sem saber se ia. Depois de tudo comprado, mudaram a programação e tive que ficar mais um dia em Vix. AINDA BEM que já sou um cara calejado e sempre levo um conjunto de roupas a mais (e estou cogitando começar a levar 2);
- Aliás, acho que vou conseguir me livrar do projeto pegadinha. Mas só por uns 2 ou 3 meses;
- Por sinal, em uma reunião que fizemos com o cliente para definir o escopo este aumentou 10 vezes e permaneceu em aberto. Eu queria brigar, mas o gerente do contrato falou que "tudo o que eles pedirem nós fazemos", então deixei pra lá;
- Isso me lembrou muito uma metodologia de gerenciamento de projetos que conheci por estes dias. Olha o que eles falam sobre escopo:

Não adianta perder tempo com previsões e futurologia… tem que dizer para o cliente que tudo o que ele quer vai ser entregue no prazo que ele deseja – só assim se ganha a conta. Depois, se dá um jeito pra fazer tudo – basta jogar a bomba no colo da equipe do projeto.

- Ir a vitória me fez bem, pois tava com a cabeça cheia de coisa de trabalho, até o momento em que passei em frente à UFES. Muita emoção para uma pessoa só;
- Aliás, conheci mais uma cidadezinha de merda para colocar no mapa, lá no ES. É tão vagabunda que nem "Bem vindo" acho que consigo fazer;
- Falando em Bem Vindo, ainda não esqueci do de Natal. É só que não estou em condições de ficar vendo fotos, se é que vocês me entendem;
- Meu CREA chegou. Finalmente. E olha que só fiquei sabendo porque resolvi passar lá pra ver, porque ninguém me avisou nada (pra variar). Olha que legal, parece carteira de motorista:


- Agora volta na imagem aí de cima e repara desde quando a carteira está pronta...
- Meu diploma do PMP também chegou. E ele é MUITO mais bonito que o meu diploma de engenheiro, que suei 5 anos par conseguir. Olha só:


- Já faz uns 30 dias que não tenho conseguido dormir bem. Cada dia que passa estou mais bagacento e as olheiras cada dia mais pandas. De Domingo para segunda foi meu recorde negativo: acordei umas 45 vezes durante a noite e, na hora de levantar para trabalhar, parecia que tinha sido atropelado;
- Falando em atropelamento, lembrei do esparromóvel. Depois de muito tempo mandei lavar por dentro, por fora, por baixo, engraxar e tudo mais que ele tinha direito. Na PRIMEIRA vez que fui sair com ele caiu o mundo em BH e toda a lama de BH grudou nele;
- Não sei se comentei, mas ganhei uma vaga na garagem do trabalho. Isso pode significar duas coisas: a promoção está próxima (lideres e gerentes tem direito a vaga) OU vão me cozinhar por mais uns 3 meses e quiseram fazer um agrado;
- Por sinal, já mandei a real no meu gerente que o que me segurava na empresa não me segura mais. Já posso voltar a viajar e voltar para a consultoria, ganhando muito mais do que ganho hoje;
- Meu PS3 tem sido meu grande companheiro nos fins de semana. Já fiquei até razoável no PES e no Need For Speed (com direção assistida). Já no God of War cheguei num ponto que não sei o que fazer (e olha que estou beeeeeeeeem no começo). Ainda não joguei GTA;
- Preciso comprar uma TV urgente. Na minha atual (de 14") a imagem fica em tons de azul e na do Véio só dá pra jogar quando ele não está em casa;
- Depois que a Véia mudou me mandou ir na casa dela encaixotar as minhas coisas. E aí eu reparei que tenho coisa pra caralho. Mas o pior foi que ela pediu pra limpar a casa e não deixou uma vassoura.
- Cheguei a cogitar mudar para o Beco por uns tempos, mas mudei de idéia quando vi que nem um copinho pra tomar água tem, mas tem UMA panela (e nenhum talher pra fazer a comida). Isso tudo era "arrumável", mas sem geladeira não dá pra ser feliz;
- Aproveitei a onda de arrumação da minha mãe e, ouvindo o papo dela de "ciclos de vida", resolvi fazer uma geral no meu armário. Percebi 3 coisas: apesar de ter muita roupa uso só uns 10% delas, guardo muita roupa que não gosto, mesmo sabendo que nunca vou usar e acreditei que voltaria a ser magro um dia;
- Adotei uma nova postura: doei todas as roupas que eu não gostava e que definitivamente não caberiam mais em mim nem se eu perdesse metade do meu peso e as que talvez voltem a caber em mim vou guardar por um ano. Se não voltarem a caber, serão doadas;
- Doei 4 sapatos e um tênis, alguns deles novinhos (mas que não cabiam mais no meu pé). Não me pergunte porque diabos eu ainda os guardava;
- Apesar de ter doado muita coisa (MUITA COISA MESMO) meu armário continua lotado. Daqui um tempo vou ter que adotar a tática da Lu Monte (adaptada para o universo masculino, lógico);

Bom, acho que é isso. Deixa eu ver se consigo uma noite de sono que preste (até parece).

20 de out. de 2010

Pela última vez...

- eu fiquei na varanda, esperando ela aparecer na esquina...
- fui correndo atender o interfone e atendi falando "nhó!"...
- abri a porta e me escondi atras dela, para assusta-la quando ela entrasse...
- a abracei e dei um beijo de boas vindas...
- fomos para o meu quarto e ela correu para me assustar...
- eu dancei break quando ela falou "bu!"...
- ela ficou rindo...
- ela estragou o meu joinha...
- eu briguei com ela e refiz o joinha...
- ela tomou aga véia...
- fomos dirigindo de mãos dadas até o computador...
- ela me mostrou as ultimas novidades da internet e do you tube...
- voltamos para o quarto...
- deitamos para ver house...
- ela roubou meu vrum...
- fiz cara feia e peguei meu vrum de volta...
- ficamos abraçadinhos na cama...
- ela dormiu no primeiro pedaço do house...
- eu dormi depois que house acabou, mas continuei fazendo carinho...
- ela reclamou que eu estava roncando...
- eu virei e parei de roncar...
- eu acordei e fiquei fazendo carinho...
- eu a acordei com beijinhos...
- eu mendiguei...
- fiz fon, foinc, from, forom...
- falamos besteiras...
- ficamos rindo...
- brincamos com o globo de plasma...
- fomos para a cozinha...
- preparamos os pães...
- bebemos água suja e comemos os pães enquanto víamos bob esponja...
- conversamos durante muito tempo...
- descemos as escadas de mãos dadas...
- falamos "eu te amo" um para o outro...
- choramos...
- nos abraçamos por um longo tempo...
- nos beijamos...
- abri o portão...
- ela passou pela primeira porta...
- eu fiquei parado apoiado na porta, vendo-a ir...
- ela passou pela segunda porta...
- meu olho encheu d'água...
- ela fechou o portão...
- eu desabei em lágrimas...
- ela olhou para trás...

...e se foi...

Agora, só restam as boas lembranças destes quase três anos juntos, as fotos das viagens, passeios, shows e dias em casa, os brinquedos que eu sempre quis e ela se esforçou tanto para encontrar.

Vá, Xuxu, vá ser feliz na vida. Seu cavalo está pronto e eu não quero te atrasar. Vá encontrar alguém que possa te dar o que eu não fui capaz. Mesmo de longe continuarei torcendo por você, que é essa pessoa tão fantástica, que tanto me ensinou e me fez uma pessoa melhor.

Obrigado por todos estes anos juntos. Foram os melhores da minha vida. Sem dúvida nunca te esquecerei e meu amor e carinho por você sempre existirá. Te amo muito.

19 de out. de 2010

pelo xixi

Um cara falando com seua filhos pequenos:

- E ai a mamae fez xixi e o bebe foi embora, junto com o xixi. Agora tem que fazer outro bebe.

Fico imaginando como ele falou que o bebe ENTROU na barriga da mamae...

18 de out. de 2010

viagem pegadinha

Hoje, 17:30. meu telefone toca. E o meu gerente. pergunta se posso viajar amanha. Falo que por mim tudo bem. ai ele pede para eu solicitar as passagens.

A ideia e ir amanha a tarde para vitoria, rodar 250 km, fazer uma reuniao e rodar mais 250 km na quarta e voltar na quinta de manha.

Isso, se eu conseguir passagem, porque ir pra vitoria anda muito dificil (e caro) e o diretor ainda tem que aprovar...

Ai fiz a mala, amanha levo pro trabalho e fico de dedo cruzado pra conseguir viajar.

Me desejem sorte.

17 de out. de 2010

fatos rapidos

So pra mostrar que ainda to vivo...

- meu ps3 chegou. foi foda ver aquela caixa parada porque eu nao tinha o transformador;
- sabado dui ao centro e comprei o trafo. desde entao tenho jogado freneticamente;
- no sabado BH parou (literalmente) por causa de uma carreata da Dilma. quando ela e o Lula passaram perto de mim a vontade era de jogar uma pedra neles pela zona e sujeira que eles fizeram. putos;
- Need for speed shift e muito foda;
- os graficos de god of war 3 sao cabulosos, mas o jogo e muito dificil de jogar (cheguei num ponto que nao sei o que fazer);
- Pes 2010 e muito mais rapido que o para ps2, logo e muito mais dificil de jogar;
- ainda nao consegui jogar gta 4. o nfs nao deixou;
- no campo do trabalho, a diretora de RH pediu demissao. tenho medo de pararem as promocoes, apesar dela garantir que nao vai mudar nada;
- alias, nao consegui decidir se nao mudar nada e bom ou ruim;
- lembra do projeto pegadinha que ganhei? ta parado ate hoje, por indefinicao do escopo. mas isso merece um post so pra ele;
- vi tropa de elite 2. como filme e reflexao, e muito foda. como "tropa de elite", deixa um pouco a desejar;
- depois que fechei minha conta no unibanco chegou um papel falando que vai virar itau. sinto cheiro de problemas;
- faz umas 3 semanas que nao consigo uma noite de sono decente. acordo umas 6 vezes por noite e demoro a dormir de volta. e acho que vai piorar nos proximos dias;
- a veia mudou para o rio de vez. catou a casa inteira e levou pra cidade calamitosa. senti um aperto no coracao quando entrei no apartamento sem nada;
- alias, nao sabia que cabia tanta coisa no meu pequeno armario. nao tenho onde colocar tanta coisa, mesmo me desfazendo de boa parte das roupas;

bom, e isso. agora deixa eu tentar dormir. sei que vai demorar, mas...