22 de fev. de 2012

Bem Vindo a KZ Gedenkstaette Dachau

Dachau é uma cidadezinha que faz parte da grande Munique e é conhecida por ter "sediado" o primeiro campo de concentração da Alemanha e o único que durou desde o início do nazismo (em 1933) até os últimos dias da guerra (em 1945). Ele serviu de modelo para todos os outros campos de concentração construídos depois. O KZ Gedenkstaette Dachau (o campo de concentração) virou um memorial que é aberto ao público, com entrada gratuita e é bem legal (esquecendo que morreu muita gente lá).

Para chegar lá, pegue o trem S2 na direção de Petershausen e desça na estação Dachau. Na estação tem um monte de placas que te levam até o ponto de ônibus que te leva até a entrada do campo. Não lembro o número do busão.






A chegada dos judeus ao campo era por trem e, recentemente, acharam resquícios da linha do trem. Saca só:


Assim que os prisioneiros chegavam, eram registrados nesse prédio que é a entrada do campo:




E a porta tinha a famosa frase "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta).


Logo que você entra já tem noção do tamanho do lugar:


Do lado direito da entrada ficam 2 prédios grandes: o bunker (do lado direito na foto) e o prédio da manutenção (no lado esquerdo da foto).


O bunker era usado para interrogação e "trato" dos prisioneiros, além de algumas celas para presos, alguns deles especiais.






















O prédio da manutenção hoje é um memorial que conta toda a história do campo e do nazismo, além de ainda ter alguns itens que era usados no campo ou de pessoas que passaram pelo lugar.
































Aqui ficava o lugar para banho e para chibatadas.






Do lado de fora tem um memorial com uma caixa com a cinza de todos os desconhecidos que estavam mortos quando os americanos libertaram o lugar. E no memorial tem a frase "Nunca mais" (ou algo parecido).








Do lado esquerdo do campo ficavam as barracas onde os prisioneiros dormiam. Todas as barracas foram destruídas e aí reconstruíram 2, mostrando as várias fases do campo, cada vez com menos espaço para os presos dormirem.
















Aí é o caminho entre as barracas. Não dá pra ver na primeira foto, mas na segunda dá: no chão ainda tem a fundação de cada uma das barracas (que eram de madeira).





Uma das torres de observação, que foi reconstruída tempos depois e a grade que circundava o lugar. São TRÊS camadas de arame farpado, além de cerca elétrica. Não dá pra ver direito na foto....




A igreja católica




A igreja judaica






A igreja protestante


A igreja Russa


E por último o crematório. Existem 2 crematórios: o novo e o velho. Eu só descobri que existia o velho HOJE, quando estava fazendo pesquisas para escrever o post. Vocês não tem idéia do quão puto eu fiquei... O crematório tem algumas salas: as salas de espera 1 e 2, o forno, a sala de gás e a sala de desinfectação.






















Eu achei muito legal o lugar. Dá pra sentir a história e, se você é como eu e tem imaginação fértil, consegue ver tudo funcionando lá dentro, com o povo morto de fome e ainda assim trabalhando, empoleirados nas camas, sendo chicoteados...

Recomendo a todos, para ter noção do que uma pessoa é capaz de fazer com outros seres humanos.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

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