Dia desses aí pra trás estava conversando com uma amiga da época da faculdade e descobri que a irmã dela resolveu tirar 3 anos de licença sem vencimentos para conhecer o mundo (sim, também tive inveja). E lendo o blog em que eles estão postando a viagem, cheguei em um post que eles falam o quanto já gastaram em 6 meses de viagem (cof, cof, 20 mil euros, cof cof).
O que mais me impressionou foi a capacidade de estratificar os gastos que a mulher teve. Sério, se ela não fosse casada ia propor casamento na hora que li o post. Alguém que leva finanças tão a sério merece meu respeito. Afinal, eu também controlo muito bem os meus gastos.
E aí parei para pensar: controlo mesmo?
Eu ANOTO todos os meus gastos, mas isso não significa que eu os controle. Eu sei que gasto menos do que eu ganho, mas hoje, se me perguntarem, eu não sei dizer O QUANTO eu gasto menos do que eu ganho. E nem mesmo dizer em que estou gastando o meu dinheiro.
Um bom exemplo disso é que quase tive um treco quando chegou a fatura do meu cartão de crédito no mês passado: deliciosos 9 mil reais. Uns 60% disso foi hotel, que é reembolsado pela empresa (hotel no Rio não está de picolé). Mas.... e o resto?
Sei que boa parte foi passagem de avião, mas não sei dizer exatamente quanto. Sei que teve bastante restaurante, algumas roupas, alguns presentes... Mas nada muito exato.
E o que me causou mais tristeza é que EU TENHO dados suficientes para descobrir isso. Afinal, como eu disse, eu anoto todos os meus gastos. Só que eu não estou transformando os dados em informação. E isso é o MÍNIMO que eu deveria fazer. Senão, pra que anotar todos os gastos?
O programa que eu uso é fantástico, já tem alguns gráficos que me ajudariam a saber onde está o ralo, mas eu simplesmente não olho pra ele.
Vou passar a fazer esse acompanhamento mensal, ainda mais que durante o post resolvi atualizar meu gráfico de meta financeira e vi que estou bem longe da meta deste ano.... Hora de fazer análises e gerar planos de ação.
PDCA neles!
27 de jul. de 2013
26 de jul. de 2013
Futebol
Quando eu era moleque, eu era fanático por futebol. Na verdade, eu era fanático pelo Cruzeiro. Eu escutava todos os jogos, acompanhava todos os resultados, fazia contas e mais contas, acompanhava tudo (na época não tinha internet. Eu lia jornal e via uns 3 programas esportivos por dia).
Com uns 12 anos eu já era membro da máfia azul (tenho a carteirinha até hoje, se alguém duvidar).
Com menos de 15 anos eu já ia ao independência sozinho, de ônibus. Sozinho não, eu ia com meu grande amigo Meleca. E não perdia quase jogo nenhum.
Com uns 16 eu queria tatuar o símbolo do cruzeiro no peito. Ainda bem que meu pai tem juízo e não deixou.
Durante muito tempo, nos finais de semana, durante os jogos que eu não ia para o campo, eu montava o meu estrelão (também conhecido como mesa de futebol de botão) na sala, fechava a porta e ficava "repetindo" o que o narrador falava no campo. Sozinho. Sim, esse era meu nível de fanatismo (e loucura).
Eu decorava placares e público pagante dos jogos que eu ia.
Eu comprava camisa todo ano (quando não comprava também o short e o meião e a camisa da máfia azul).
Aí o tempo passou.
Começaram as brigas e mortes no estádio e eu passei a não ir ao campo mais.
Começou o ano do vestibular
Começou a faculdade
Começou o estágio
Começou o trabalho
Começaram as viagens
Começaram os namoros
E o time foi ocupando cada vez menos espaço no meu coração.
Já tem uns bons 2 anos que eu raramente escuto os jogos do time. Quando eu lembro que tem jogo e estou em casa, eu até escuto. Se estou fora de casa, dou uma acompanhada pelo celular. Mas não sofro mais.
Jogo na TV eu não vejo desde que terminei com Ex-Xuxu (como ela era atleticana, víamos os clássicos juntos). Já se fazem alguns bons anos isso.
Recentemente doei o meu estrelão e os muitos times de futebol de botão que eu tinha para a faxineira lá de casa. Apesar de eu não jogar há pelo menos uns 12 anos, fiquei triste. Aquilo representava boa parte da minha infância. Mas eu estava precisando de espaço e, bem, aquilo não passava de lembrança. Grande e que ocupava muito espaço. Além disso, foi um pedido de desapego.
Toda esse processo de desfanatização me ajudou muito a não ligar mais para os resultados do meu time e nem para os resultados dos outros times. E ninguém mais enche meu saco, porque sabem que eu não vou ficar puto e nem discutir.
O que me deixa muito tranquilo desde quarta-feira a noite...
Com uns 12 anos eu já era membro da máfia azul (tenho a carteirinha até hoje, se alguém duvidar).
Com menos de 15 anos eu já ia ao independência sozinho, de ônibus. Sozinho não, eu ia com meu grande amigo Meleca. E não perdia quase jogo nenhum.
Com uns 16 eu queria tatuar o símbolo do cruzeiro no peito. Ainda bem que meu pai tem juízo e não deixou.
Durante muito tempo, nos finais de semana, durante os jogos que eu não ia para o campo, eu montava o meu estrelão (também conhecido como mesa de futebol de botão) na sala, fechava a porta e ficava "repetindo" o que o narrador falava no campo. Sozinho. Sim, esse era meu nível de fanatismo (e loucura).
Eu decorava placares e público pagante dos jogos que eu ia.
Eu comprava camisa todo ano (quando não comprava também o short e o meião e a camisa da máfia azul).
Aí o tempo passou.
Começaram as brigas e mortes no estádio e eu passei a não ir ao campo mais.
Começou o ano do vestibular
Começou a faculdade
Começou o estágio
Começou o trabalho
Começaram as viagens
Começaram os namoros
E o time foi ocupando cada vez menos espaço no meu coração.
Já tem uns bons 2 anos que eu raramente escuto os jogos do time. Quando eu lembro que tem jogo e estou em casa, eu até escuto. Se estou fora de casa, dou uma acompanhada pelo celular. Mas não sofro mais.
Jogo na TV eu não vejo desde que terminei com Ex-Xuxu (como ela era atleticana, víamos os clássicos juntos). Já se fazem alguns bons anos isso.
Recentemente doei o meu estrelão e os muitos times de futebol de botão que eu tinha para a faxineira lá de casa. Apesar de eu não jogar há pelo menos uns 12 anos, fiquei triste. Aquilo representava boa parte da minha infância. Mas eu estava precisando de espaço e, bem, aquilo não passava de lembrança. Grande e que ocupava muito espaço. Além disso, foi um pedido de desapego.
Toda esse processo de desfanatização me ajudou muito a não ligar mais para os resultados do meu time e nem para os resultados dos outros times. E ninguém mais enche meu saco, porque sabem que eu não vou ficar puto e nem discutir.
O que me deixa muito tranquilo desde quarta-feira a noite...
25 de jul. de 2013
Água Quente!!!
Sim, queridos leitores, eu tenho água quente em casa. Esqueci de comentar aqui antes, mas deu tudo certo.
O problema eram 2 (sim, DOIS) fusíveis queimados. Segundo a minha avó (eu não estava em casa quando o cara veio arrumar a bagaça) o cara abriu, olhou, trocou os 2 fusíveis e foi embora. Como estava na garantia, não cobrou nada (apesar de que na minha humilde opinião fusível queimado não é item de garantia).
Fato é que trocou, não cobrou nada e eu posso tomar banho quente novamente.
O problema eram 2 (sim, DOIS) fusíveis queimados. Segundo a minha avó (eu não estava em casa quando o cara veio arrumar a bagaça) o cara abriu, olhou, trocou os 2 fusíveis e foi embora. Como estava na garantia, não cobrou nada (apesar de que na minha humilde opinião fusível queimado não é item de garantia).
Fato é que trocou, não cobrou nada e eu posso tomar banho quente novamente.
24 de jul. de 2013
Ascensoristas Cariocas
Uma coisa que sempre me causou estranheza aqui no Rio (lembrem-se que a minha família é carioca, então passei boa parte das minhas férias aqui) é a quantidade de ascensoristas que tem nesta cidade. O sindicato deles deve ser muito forte, porque quase todo prédio comercial tem. E como não poderia deixar de ser, no prédio da firrrrrrma tem um monte. E eles são, digamos, peculiares.
O mais peculiar é que, segundo meu chefe, a maioria deles está lá há pelo menos 12 anos, tempo que ele tem de empresa.
Mengão
Mengão é o meu preferido. Confesso que a primeira vez que peguei o elevador com ele achei que ele tivesse algum problema mental, mas depois vi que ele é capaz de ter conversas normais. Mengão tem este apelido porque 1 em cada 3 palavras que ele fala é Mengão (ou a sua variante feminina, Mengona). Não, eu não estou brincando.
Primeiro que ele chama todo mundo de mengão, até o presidente da empresa. E as mulheres, de mengona, lógico. Entre duas frases desconexas, ele mete um "mengão" para dar continuidade no assunto. Bem parecido com o "tipo" dos mineiros, "então" dos paulistas e "caraca" dos cariocas.
Mas o que eu acho legal é que o cara é bem divertido, bem alto astral. E depois que você percebe que ele consegue ter conversas complexas (sobre futebol, claro), dá até pra trocar uma idéia legal.
Piadista
Esse nome aí eu que inventei. E é porque o cara gosta de fazer piadinhas do tipo "pavê ou pá comê". A mais clássica é chegar no último andar e falar "sobe". Ou então falar "23" (o último andar é o 22). E o pior é que eu SEMPRE caio, porque ando muito pela empresa e as vezes esqueço que andar estou.
Apesar disso, o cara é gente boa. E como ele é um dos últimos a ir embora, várias vezes eu desço sozinho no elevador e troco idéia com ele (quem me conhece sabe que isso é um fato raro).
Ranziza
O ranzinza é um baixinho, meio careca e de bacelo branco. Parece, realmente um anão de filme da bela adormecida. E o cara está sempre sério. O mais bizarro desse cara e que ele sabe o andar DE TODO MUNDO. Tinha uma semana que eu estava no Rio e o cara já sabia o meu andar. Comecei a reparar, ele dificilmente pergunta o andar para as pessoas, já vai apertando. Uma vez, inclusive, eu ia para um andar diferente do meu e ele já tinha apertado o botão do meu andar.
Em uma das poucas vezes que ele conversou comigo, falou que o filho dele também trabalha viajando (ok, eu estava de mala no dia). Não sei se era alegria de ver o filho naquele dia ou se ele tinha tirado as teias, mas foi uma das raras vezes que vi ranzinza conversar.
Tem mais uns outros, cada um com a sua mania e loucura, mas esses três são os que mais se destacam. Quem sabe com o tempo algum dos outros ganha um post.
O mais peculiar é que, segundo meu chefe, a maioria deles está lá há pelo menos 12 anos, tempo que ele tem de empresa.
Mengão
Mengão é o meu preferido. Confesso que a primeira vez que peguei o elevador com ele achei que ele tivesse algum problema mental, mas depois vi que ele é capaz de ter conversas normais. Mengão tem este apelido porque 1 em cada 3 palavras que ele fala é Mengão (ou a sua variante feminina, Mengona). Não, eu não estou brincando.
Primeiro que ele chama todo mundo de mengão, até o presidente da empresa. E as mulheres, de mengona, lógico. Entre duas frases desconexas, ele mete um "mengão" para dar continuidade no assunto. Bem parecido com o "tipo" dos mineiros, "então" dos paulistas e "caraca" dos cariocas.
Mas o que eu acho legal é que o cara é bem divertido, bem alto astral. E depois que você percebe que ele consegue ter conversas complexas (sobre futebol, claro), dá até pra trocar uma idéia legal.
Piadista
Esse nome aí eu que inventei. E é porque o cara gosta de fazer piadinhas do tipo "pavê ou pá comê". A mais clássica é chegar no último andar e falar "sobe". Ou então falar "23" (o último andar é o 22). E o pior é que eu SEMPRE caio, porque ando muito pela empresa e as vezes esqueço que andar estou.
Apesar disso, o cara é gente boa. E como ele é um dos últimos a ir embora, várias vezes eu desço sozinho no elevador e troco idéia com ele (quem me conhece sabe que isso é um fato raro).
Ranziza
O ranzinza é um baixinho, meio careca e de bacelo branco. Parece, realmente um anão de filme da bela adormecida. E o cara está sempre sério. O mais bizarro desse cara e que ele sabe o andar DE TODO MUNDO. Tinha uma semana que eu estava no Rio e o cara já sabia o meu andar. Comecei a reparar, ele dificilmente pergunta o andar para as pessoas, já vai apertando. Uma vez, inclusive, eu ia para um andar diferente do meu e ele já tinha apertado o botão do meu andar.
Em uma das poucas vezes que ele conversou comigo, falou que o filho dele também trabalha viajando (ok, eu estava de mala no dia). Não sei se era alegria de ver o filho naquele dia ou se ele tinha tirado as teias, mas foi uma das raras vezes que vi ranzinza conversar.
Tem mais uns outros, cada um com a sua mania e loucura, mas esses três são os que mais se destacam. Quem sabe com o tempo algum dos outros ganha um post.
23 de jul. de 2013
Sem rede
Como eu comentei por aqui (comentei?), a Véia foi passar uma temporada nas oropa. E como o apartamento que ela mora no Rio ficou vazio, ela pediu para que eu ocupasse e tomasse conta. Pensei durante poucos minutos: hotel minúsculo ou apartamento grande e espaçoso?
Não tive dúvidas: fui direto para o apartamento dela. Só que eu esqueci de alguns detalhes:
1) Não tem café da manhã
2) Não tem camareira
3) A roupa de cama e banho não é auto-limpante
4) Os copos, pratos e talheres não são auto-limpantes
5) Não tem TV a cabo
6) Não tem wifi
7) Se alguma coisa quebra, EU preciso consertar (ok, esse eu descobri duas semanas atrás)
Os itens 1 a 4 e o 7 também não tem em BH e eu consigo sobreviver. O 5, cara, foi complicado de adaptar, porque eu PRECISO de TV para dormir. Tem que ter alguma coisa fazendo barulho ao longe, senão eu não durmo. E aqui só pega (e mal!) a globo. Aí não dá pra sobreviver.
Mas esse eu resolvi de duas formas (nessa ordem):
1) Uso o computador até tarde
2) Trouxe livros para ler
Mas não ter Wifi está foda. O meu notebook não funfa com modem 3G (é o que tem aqui). O computador da véia fica em um lugar horroroso, sem ergonomia nenhuma. Meu plano de dados não aguenta navegar muito. E o tablet da Veia, que podia quebrar um galho gigante com jogos (cof, cof, angry birds, cof cof), leituras, sites, etc não tem entrada para chip 3g.
Sério, é uma merda. Eu tentei de tudo pra resolver: parear o tablet com o notebook por bluetooth, por wifi, pela usb, NADA FUNCIONA (ou, pode ser por ignorância minha - já não sou mais o mesmo nerd). E aí eu fico com treco parado, sem poder usar pra nada. E eu nunca lembro de levar pra BH para instalar um monte de jogos e pelo menos ter isso para fazer.
A dependência está dureza.....
Não tive dúvidas: fui direto para o apartamento dela. Só que eu esqueci de alguns detalhes:
1) Não tem café da manhã
2) Não tem camareira
3) A roupa de cama e banho não é auto-limpante
4) Os copos, pratos e talheres não são auto-limpantes
5) Não tem TV a cabo
6) Não tem wifi
7) Se alguma coisa quebra, EU preciso consertar (ok, esse eu descobri duas semanas atrás)
Os itens 1 a 4 e o 7 também não tem em BH e eu consigo sobreviver. O 5, cara, foi complicado de adaptar, porque eu PRECISO de TV para dormir. Tem que ter alguma coisa fazendo barulho ao longe, senão eu não durmo. E aqui só pega (e mal!) a globo. Aí não dá pra sobreviver.
Mas esse eu resolvi de duas formas (nessa ordem):
1) Uso o computador até tarde
2) Trouxe livros para ler
Mas não ter Wifi está foda. O meu notebook não funfa com modem 3G (é o que tem aqui). O computador da véia fica em um lugar horroroso, sem ergonomia nenhuma. Meu plano de dados não aguenta navegar muito. E o tablet da Veia, que podia quebrar um galho gigante com jogos (cof, cof, angry birds, cof cof), leituras, sites, etc não tem entrada para chip 3g.
Sério, é uma merda. Eu tentei de tudo pra resolver: parear o tablet com o notebook por bluetooth, por wifi, pela usb, NADA FUNCIONA (ou, pode ser por ignorância minha - já não sou mais o mesmo nerd). E aí eu fico com treco parado, sem poder usar pra nada. E eu nunca lembro de levar pra BH para instalar um monte de jogos e pelo menos ter isso para fazer.
A dependência está dureza.....
22 de jul. de 2013
Hotel Intercity (Jundiaí, SP)
Nas duas vezes que eu fui para Jundiaí eu fiquei hospedado no Intercity. O hotel fica meio longe do mundo, em um bairro bem rsidencial, sem nada comercial em volta (a não ser um supermercado). Mas para quem vai no esquema que eu estava (curso durante o dia e trabalho a noite, no quarto), o hotel é ótimo.
O quarto é bastante espaçoso e parece ser novo. A cama é bem boa e gigantesca. O ar condicionado funciona bem (é split). O armário é grande, mas não tem portas. Armários sem portas me incomodam muito.


O banheiro é grande, mas tem problemas de rejunte. Nos dois quartos que eu fiquei vazava água e molhava o chão do lado de fora. O chuveiro é muito bom, com bastante água e temperatura boa. O que eu não gostei é que a porta abre para o lado do box, então sempre fazia alguma confusão.


O Wifi é muito bom. Tem replicadores de sinal a cada 10 metros e a velocidade é muito boa. Tanto que consegui atualizar a versão do meu Android rapidinho (500 Mb em menos de uma hora, se não me falha a memória).
O café da manhã é muito bom. Bastante variedade e pode-se comer o quanto quiser. O serviço de quarto também é bom, apesar de ser mais ou menos caro (como todo hotel), vem bastante comida.
A piscina eu não cheguei a usar, mas é bem grande. A academia tem 3 esteiras, uma bicicleta e um daqueles aparelhos multifuncionais de musculação. Todos bem novos e conservados.
O preço (pelo menos para a minha empresa) é razoável: 180 reais a diária. Mas meu preçômetro de hotéis anda estragado por causa do Rio de Janeiro. Mas pelo que oferece, achei um preço justo.
No geral, é uma boa pedida para ficar em Jundiaí, ainda mais se você vai para o distrito industrial. É mais ou menso perto.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O quarto é bastante espaçoso e parece ser novo. A cama é bem boa e gigantesca. O ar condicionado funciona bem (é split). O armário é grande, mas não tem portas. Armários sem portas me incomodam muito.


O banheiro é grande, mas tem problemas de rejunte. Nos dois quartos que eu fiquei vazava água e molhava o chão do lado de fora. O chuveiro é muito bom, com bastante água e temperatura boa. O que eu não gostei é que a porta abre para o lado do box, então sempre fazia alguma confusão.


O Wifi é muito bom. Tem replicadores de sinal a cada 10 metros e a velocidade é muito boa. Tanto que consegui atualizar a versão do meu Android rapidinho (500 Mb em menos de uma hora, se não me falha a memória).
O café da manhã é muito bom. Bastante variedade e pode-se comer o quanto quiser. O serviço de quarto também é bom, apesar de ser mais ou menos caro (como todo hotel), vem bastante comida.
A piscina eu não cheguei a usar, mas é bem grande. A academia tem 3 esteiras, uma bicicleta e um daqueles aparelhos multifuncionais de musculação. Todos bem novos e conservados.
O preço (pelo menos para a minha empresa) é razoável: 180 reais a diária. Mas meu preçômetro de hotéis anda estragado por causa do Rio de Janeiro. Mas pelo que oferece, achei um preço justo.
No geral, é uma boa pedida para ficar em Jundiaí, ainda mais se você vai para o distrito industrial. É mais ou menso perto.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
20 de jul. de 2013
Hotel Andino (Quito, Equador)
Quito, por incrível que pareça, é uma cidade com muito gringo. Deve ser por causa de galápagos. E por conta disso, achar hotel barato não foi uma coisa muito fácil (ainda mais que dolar é a moeda oficial do equador). Quando encontrei o hotel Andino, não tive dúvidas: reservei na hora. Barato, com recomendações MUITO boas no tripadivisor e a princípio perto de tudo.
Mas confesso que fiquei muito assustado quando cheguei no hotel. A entrada não está tão bonita como no site: estava bastante mal cuidada. Passou uma péssima impressão. Tanto pra mim quanto para o Véio. mas entrando no hotel melhorou um pouco.
O lugar é bastante simples. Bastante mesmo. Eu até chamaria de hostel, ao invés de hotel. Mas o atendimento é sensacional: todo mundo é MUITO atencioso, educado e disposto a te ajudar. O quarto é bem pequeno, tem um cheiro meio ruim, de tinta vagabunda, e o chão range a cada passo que você dá. As camas são ruins (elas não tinham estrado, e sim umas ripas para segurar o colchão), mas o colchão era razoável. Mas, bem, foi 30 dólares a diária.


O banheiro é pequeno e é onde o cheiro de tinta é mais forte. A água do chuveiro é bem quente, mas não lembro se saía com pressão. O box é de cortinha, mas pelo menos é de lado e molha pouco o banheiro.

O wifi era bom, aguentou voz e video e skypeouts. O sinal no quarto era bom, mas eu vinha pra essa salinha aí embaixo para conversar com a Srta Esparroman.

Aliás, me senti na vila do chaves: o hotel eram vários quartos espalhados em espaços comuns como essa sala. Saca só outros lugares comuns:


O café da manhã era no esquema de Bogotá: suco, café / leite achocolatado, ovo, pão, manteiga. Mas se você pedia mais pão, eles davam sem fazer cara feia e sem miséria (eram croissants). O problema é que no primeiro dia tinha um bando de adolescentes que estavam falando alto e ao mesmo tempo, mas não é culpa do hotel.
No geral, o hotel é mediano. Dá para ficar hospedado numa boa, desde que você saiba o que te espera. Só precisa ficar esperto para sair a noite. Lembrei aqui que o dono avisou que tem uma região perto do hotel que é meio punk, mas não tive problema nenhum.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Mas confesso que fiquei muito assustado quando cheguei no hotel. A entrada não está tão bonita como no site: estava bastante mal cuidada. Passou uma péssima impressão. Tanto pra mim quanto para o Véio. mas entrando no hotel melhorou um pouco.
O lugar é bastante simples. Bastante mesmo. Eu até chamaria de hostel, ao invés de hotel. Mas o atendimento é sensacional: todo mundo é MUITO atencioso, educado e disposto a te ajudar. O quarto é bem pequeno, tem um cheiro meio ruim, de tinta vagabunda, e o chão range a cada passo que você dá. As camas são ruins (elas não tinham estrado, e sim umas ripas para segurar o colchão), mas o colchão era razoável. Mas, bem, foi 30 dólares a diária.


O banheiro é pequeno e é onde o cheiro de tinta é mais forte. A água do chuveiro é bem quente, mas não lembro se saía com pressão. O box é de cortinha, mas pelo menos é de lado e molha pouco o banheiro.

O wifi era bom, aguentou voz e video e skypeouts. O sinal no quarto era bom, mas eu vinha pra essa salinha aí embaixo para conversar com a Srta Esparroman.

Aliás, me senti na vila do chaves: o hotel eram vários quartos espalhados em espaços comuns como essa sala. Saca só outros lugares comuns:


O café da manhã era no esquema de Bogotá: suco, café / leite achocolatado, ovo, pão, manteiga. Mas se você pedia mais pão, eles davam sem fazer cara feia e sem miséria (eram croissants). O problema é que no primeiro dia tinha um bando de adolescentes que estavam falando alto e ao mesmo tempo, mas não é culpa do hotel.
No geral, o hotel é mediano. Dá para ficar hospedado numa boa, desde que você saiba o que te espera. Só precisa ficar esperto para sair a noite. Lembrei aqui que o dono avisou que tem uma região perto do hotel que é meio punk, mas não tive problema nenhum.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
19 de jul. de 2013
Em busca da nota perdida
Como eu contei aqui, na sexta passada deu algum problema no aquecedor da casa da véia (ah, é. Esqueci de comentar. Estou na casa dela enquanto ela está nas oropa, visitando a minha irmã). E como eu não curto tomar banho frio, precisava resolver o problema.
O aquecedor é novíssimo: tem menos de 2 meses de uso (a Véia mudou tem 2 meses), logo está na garantia. E, supostamente, foi algum defeito de fábrica, porque não é provável que em 2 meses esta merda estragasse (se for problema de instalação também está na garantia).
Só que eu precisava achar a nota fiscal E a garantia para pedir o reparo ou troca. E a Véia é conhecida por ser completamente desorganizada e NUNCA saber onde estão as coisas. Mas eu pedi ajuda dela de qualquer maneira. A resposta:
"Está na minha mesa de cabeceira das fotos, dentro de um saco plástico transparente que tem um saco amarelo dentro". Tanta precisão assim, era improvável que estivesse certo. Mas eu fui lá assim mesmo. E me surpreendi: tinha um monte de notas fiscais de compras das obras. Até uma nota fiscal de um serviço no tal aquecedor. Mas a nato da compra, não tinha.
Como já era de madrugada na suiça, eu não ia ligar para ela, então comecei a fuçar tudo. Tudo MESMO. Abri cada sacola com papel e olhei um por um. Foram umas 3 a 4 horas fazendo isso (tudo para não tomar banho frio). Tentei também a outra mesa de cabeceira, mas não adiantou.
Mandei um email para ela pedindo mais ajuda. E ela deu outras duas opções, igualmente precisas como a primeira. Em um dos lugares, achei um livreto com o papel da garantia (não preenchido, óbvio). No outro, um folheto com a nota fiscal de instalação do equipamento. Estava perto, mas não era ainda do que eu precisava.
Pedi ajuda mais uma vez. E aí a Véia mostrou que estava perdida: falou uns 3 ou 4 lugares, todos genéricos. E eu gastei mais algumas bosa horas fuçando papéis. Óbvio que não estava lá. Eu já estava quase desistindo e chamando o cara na boa vontade dele, mas a minha avó lembrou que foi trocar alguma coisa nesta loja e que a nota poderia estar lá, junto com os itens trocados.
Mais uma vez perguntei para a véia onde estava essa tal sacola. "Não sei", disse ela. E lá fui eu caçar a sacola. Revirei a casa inteira, até que desisti e pedi ajuda para a minha avó. Ela falou, certeira: "está no quarto de empregada". Fui lá e...ACHEI.
Agora é só esperar o cara aparecer para ver o que aconteceu (com a sorte que eu estou, vai ter queimado alguma coisa que vai levar 3 semanas para trocar...).
Mantenho vocês informados.
Ps. Nessa busca desesperada pela nota fiscal descobri que a minha mãe tem papéis de DOIS MIL E TRÊS guardados. Isso porque eu parei de procurar quando vi isso. Se continuasse, certamente acharia algo de noventa e poucos...
O aquecedor é novíssimo: tem menos de 2 meses de uso (a Véia mudou tem 2 meses), logo está na garantia. E, supostamente, foi algum defeito de fábrica, porque não é provável que em 2 meses esta merda estragasse (se for problema de instalação também está na garantia).
Só que eu precisava achar a nota fiscal E a garantia para pedir o reparo ou troca. E a Véia é conhecida por ser completamente desorganizada e NUNCA saber onde estão as coisas. Mas eu pedi ajuda dela de qualquer maneira. A resposta:
"Está na minha mesa de cabeceira das fotos, dentro de um saco plástico transparente que tem um saco amarelo dentro". Tanta precisão assim, era improvável que estivesse certo. Mas eu fui lá assim mesmo. E me surpreendi: tinha um monte de notas fiscais de compras das obras. Até uma nota fiscal de um serviço no tal aquecedor. Mas a nato da compra, não tinha.
Como já era de madrugada na suiça, eu não ia ligar para ela, então comecei a fuçar tudo. Tudo MESMO. Abri cada sacola com papel e olhei um por um. Foram umas 3 a 4 horas fazendo isso (tudo para não tomar banho frio). Tentei também a outra mesa de cabeceira, mas não adiantou.
Mandei um email para ela pedindo mais ajuda. E ela deu outras duas opções, igualmente precisas como a primeira. Em um dos lugares, achei um livreto com o papel da garantia (não preenchido, óbvio). No outro, um folheto com a nota fiscal de instalação do equipamento. Estava perto, mas não era ainda do que eu precisava.
Pedi ajuda mais uma vez. E aí a Véia mostrou que estava perdida: falou uns 3 ou 4 lugares, todos genéricos. E eu gastei mais algumas bosa horas fuçando papéis. Óbvio que não estava lá. Eu já estava quase desistindo e chamando o cara na boa vontade dele, mas a minha avó lembrou que foi trocar alguma coisa nesta loja e que a nota poderia estar lá, junto com os itens trocados.
Mais uma vez perguntei para a véia onde estava essa tal sacola. "Não sei", disse ela. E lá fui eu caçar a sacola. Revirei a casa inteira, até que desisti e pedi ajuda para a minha avó. Ela falou, certeira: "está no quarto de empregada". Fui lá e...ACHEI.
Agora é só esperar o cara aparecer para ver o que aconteceu (com a sorte que eu estou, vai ter queimado alguma coisa que vai levar 3 semanas para trocar...).
Mantenho vocês informados.
Ps. Nessa busca desesperada pela nota fiscal descobri que a minha mãe tem papéis de DOIS MIL E TRÊS guardados. Isso porque eu parei de procurar quando vi isso. Se continuasse, certamente acharia algo de noventa e poucos...
18 de jul. de 2013
Hotel Egina (Medellin, Colômbia)
Assim como em Bogotá, a escolha do hotel em Medellin foi por preço e quantidade de joinhas no tripadivisor. E o hotel escolhido foi o Egina, com diárias de 95 reais. Mas ao contrário de bogotá, esse foi uma excelente escolha.
O hotel é muito bom, a localização é excelente (lugar calmo, ao lado de uma estação de metro, perto do complexo esportivo de Medellin, vários restaurantes ao redor) e sinceramente barato pelo que oferece.
O quarto é grande, mas como podem ver, tive que dormir de conchinha com meu pai. Não tinha quarto com camas separadas (meu espanhol não bom o bastante para explicar que queria duas camas no quarto quando fi a reserva e quando cheguei lá não tinha como mudar).
Mas apesar disso a cama era boa, apesar de não estar centralizada com a TV (que na foto abaixo está na esquerda, pendurada na parede - dá pra ver a pontinha dela). O ar condicionado é central, mas tem controle de temperatura. Fez calor alguns dias, lembro que usei o bichão. E os armários são grandes, com direito a frigobar (desta vez lembrei de tirar foto).



O banheiro é bonzinho, mas é de cortina. Isso é uma bosta, mas fazer o que. O chuveiro era bom e se não fechasse direito a cortina molhava tudo (o que aconteceu comigo, óbvio).

O wifi não pegava no quarto. Simples assim. Todo dia eu tinha que ir para o hall do andar (onde sempre tinha um companheiro, que também precisava do wifi para trabalhar) ou então para o hall do hotel. Ou então ficava na escada, que acreditem ou não, era o lugar onde o sinal pegava melhor. Chegava a ser engraçado, porque no meio das conversas com a Srta Esparroman começava a tocar músicas no alto falante ao lado da escada. Mas com o sinal bom, aguentava bem voz e video. Se bem que alguns dos dias eu estava usando o skypeout, então não tinha video.
O café da manhã do primeiro dia foi tipo o de Bogotá, bem fraquinho, mas nos outros dois dias foi no esquema coma o que quiser, quanto quiser. Mas não tinha muita opção...
Não sei se tinha piscina, sala de ginástica e blábláblá. Não lembro de ter visto, mas no site eu vi que tem algumas coisas dessas. deve ser na cobertura.
Esse hotel eu acho que vale muito a pena, pelo que oferece, pelo custo e pela localização. Só tem que aprender a pedir camas separadas em espanhol, hehe.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O hotel é muito bom, a localização é excelente (lugar calmo, ao lado de uma estação de metro, perto do complexo esportivo de Medellin, vários restaurantes ao redor) e sinceramente barato pelo que oferece.
O quarto é grande, mas como podem ver, tive que dormir de conchinha com meu pai. Não tinha quarto com camas separadas (meu espanhol não bom o bastante para explicar que queria duas camas no quarto quando fi a reserva e quando cheguei lá não tinha como mudar).
Mas apesar disso a cama era boa, apesar de não estar centralizada com a TV (que na foto abaixo está na esquerda, pendurada na parede - dá pra ver a pontinha dela). O ar condicionado é central, mas tem controle de temperatura. Fez calor alguns dias, lembro que usei o bichão. E os armários são grandes, com direito a frigobar (desta vez lembrei de tirar foto).



O banheiro é bonzinho, mas é de cortina. Isso é uma bosta, mas fazer o que. O chuveiro era bom e se não fechasse direito a cortina molhava tudo (o que aconteceu comigo, óbvio).

O wifi não pegava no quarto. Simples assim. Todo dia eu tinha que ir para o hall do andar (onde sempre tinha um companheiro, que também precisava do wifi para trabalhar) ou então para o hall do hotel. Ou então ficava na escada, que acreditem ou não, era o lugar onde o sinal pegava melhor. Chegava a ser engraçado, porque no meio das conversas com a Srta Esparroman começava a tocar músicas no alto falante ao lado da escada. Mas com o sinal bom, aguentava bem voz e video. Se bem que alguns dos dias eu estava usando o skypeout, então não tinha video.
O café da manhã do primeiro dia foi tipo o de Bogotá, bem fraquinho, mas nos outros dois dias foi no esquema coma o que quiser, quanto quiser. Mas não tinha muita opção...
Não sei se tinha piscina, sala de ginástica e blábláblá. Não lembro de ter visto, mas no site eu vi que tem algumas coisas dessas. deve ser na cobertura.
Esse hotel eu acho que vale muito a pena, pelo que oferece, pelo custo e pela localização. Só tem que aprender a pedir camas separadas em espanhol, hehe.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
17 de jul. de 2013
Sexta maldita
Era sexta-feira. Dia de voltar para casa. Estava cansado, lógico, mas era dia de voltar para casa. O despertador toca. Levanto, cambaleante, e desligo-o. Vou para o banheiro, ligo o chuveiro. Enquanto a água esquenta (o chuveiro é a gás) dobro meu pijama e coloco na mala. Volto para o banheiro, entro no box e PUTAQUEPARIU ÁGUA FRIA DO CARALHO, LIGUEI A TORNEIRA ERRADA.
Tento desligar a torneira fria. Ela já estava fechada. Tento ligar a torneira quente e ela já está no máximo. "Merda", pensei. Desligo tudo e tento novamente. Ainda está frio. Tento a torneira da pia. Fria. Tento o outro banheiro. Frio. Tento a cozinha. Frio. "Fudeu", pensei.
Vou até o aquecedor. O painel está apagado. Aperto o botão para ligar. Nada acontece. Tiro da tomada e tento a outra mais próxima. nada. Pego meu celular e espeto na tomada. Funciona. "Merda, fudeu. Queimou essa porra.", pensei (sim, com todos esses palavrões). Penso mais um pouco, testo mais alguma coisas. Não adianta, não vai funcionar.
Tomo banho gelado, entendendo a razão dos europeus não tomarem banho todo dia. Nunca tomei um banho tão rápido na vida. Me aqueço com a toalha, esfregando no corpo e quase arrancando a minha pele. Funciona mais ou menos, mas pelo menos não congelo.
Termino de me arrumar e saio para o trabalho. Aperto o botão do elevador e...nada. Tento novamente. Nada. Puto, interfono para o porteiro e ele avisa que estragou. Desço deliciosos 9 andares de escada (com a minha mala na mão e meu notebook nas costas - era dia de voltar pra casa, lembra?).
Arrasto a minha mala até o metro e, na hora que estou chegando na porta do trem ele fecha a porta e arranca.
Chego no trabalho, trabalho pra cacete, vejo que está na hora de ir embora. MEIA HORA para conseguir pegar um taxi. E mais MEIA HORA para andar DOIS QUILÔMETROS (talvez até um pouco menos).
Faço meu check in, entro na sala de embarque e....visão do paraíso. Nunca vi o santos dumont tão vazio (de verdade!). O Võo sai na hora, mas demora um bocado taxiando em BH. Pego a minha mala, caminho até o busão e ele sai NA HORA que chegou a minha vez no caixa.
Espero meia hora, entro no busão e meia hora depois, tudo parado na Cristiano Machado. Sério, UMA HORA parado. Obras.
Chego em casa, subo todas as escada, abro a porta e entro na cozinha para tomar água. Ligo a luz e "puf", a lâmpada queima. Resolvo que é hora de deixar tudo como está e ir dormir.
Diazinho de merda.... E eu não imaginava o que me esperava para o sábado.... Mas isso é assunto para outro post.
Tento desligar a torneira fria. Ela já estava fechada. Tento ligar a torneira quente e ela já está no máximo. "Merda", pensei. Desligo tudo e tento novamente. Ainda está frio. Tento a torneira da pia. Fria. Tento o outro banheiro. Frio. Tento a cozinha. Frio. "Fudeu", pensei.
Vou até o aquecedor. O painel está apagado. Aperto o botão para ligar. Nada acontece. Tiro da tomada e tento a outra mais próxima. nada. Pego meu celular e espeto na tomada. Funciona. "Merda, fudeu. Queimou essa porra.", pensei (sim, com todos esses palavrões). Penso mais um pouco, testo mais alguma coisas. Não adianta, não vai funcionar.
Tomo banho gelado, entendendo a razão dos europeus não tomarem banho todo dia. Nunca tomei um banho tão rápido na vida. Me aqueço com a toalha, esfregando no corpo e quase arrancando a minha pele. Funciona mais ou menos, mas pelo menos não congelo.
Termino de me arrumar e saio para o trabalho. Aperto o botão do elevador e...nada. Tento novamente. Nada. Puto, interfono para o porteiro e ele avisa que estragou. Desço deliciosos 9 andares de escada (com a minha mala na mão e meu notebook nas costas - era dia de voltar pra casa, lembra?).
Arrasto a minha mala até o metro e, na hora que estou chegando na porta do trem ele fecha a porta e arranca.
Chego no trabalho, trabalho pra cacete, vejo que está na hora de ir embora. MEIA HORA para conseguir pegar um taxi. E mais MEIA HORA para andar DOIS QUILÔMETROS (talvez até um pouco menos).
Faço meu check in, entro na sala de embarque e....visão do paraíso. Nunca vi o santos dumont tão vazio (de verdade!). O Võo sai na hora, mas demora um bocado taxiando em BH. Pego a minha mala, caminho até o busão e ele sai NA HORA que chegou a minha vez no caixa.
Espero meia hora, entro no busão e meia hora depois, tudo parado na Cristiano Machado. Sério, UMA HORA parado. Obras.
Chego em casa, subo todas as escada, abro a porta e entro na cozinha para tomar água. Ligo a luz e "puf", a lâmpada queima. Resolvo que é hora de deixar tudo como está e ir dormir.
Diazinho de merda.... E eu não imaginava o que me esperava para o sábado.... Mas isso é assunto para outro post.
16 de jul. de 2013
Hotel Habitel (Bogotá, Colômbia)
Se vocês se lembram, meu vôo de volta da colômbia para o Brasil foi cancelado e tive que dormir mais um dia na cidade. Como o hotel foi pago pela companhia aérea, não tive como escolher e fui para o hotel Habitel. E, olha, que hotel bacana. Não sei quanto era a diária (no site fala em 120 doletas), mas é MUITO bacana. O problema é que é longe de tudo (fica ao lado do aeroporto).
O quarto é muito grande e espaçoso Duas camas de viúva (mas o quarto era só para mim), TV nova, mesa para trabalhar, armário grandão, com cofre, lugar para colocar a mala. Não tirei foto do armário, não sei porque. Deve ser porque já estava puto e doido pra voltar pra casa. A cama era boa, tanto que fiquei deitado nela o dia inteiro (literalmente. Só levantei para ir almoçar, jantar e tomar banho).

O banheiro era naquele esquema separado: de um lado o box do outro a privada e no meio a pia. Perfeito para quem divide quarto, chato para quem está sozinho. Só que esse era ruim porque o box era de vidro, para dividir com alguém deve ser muito desagradável. Lembro que o chuveiro era bom, mas não devia ser algo fora do comum, senão eu lembraria desse detalhe.


O wifi era bom. Também consegui usar o skype com video e voz tranquilamente. E o sinal pegava bem no quarto que eu estava. O café da manhã era no estilo que estou acostumado: várias opções, coma o quanto quiser. A única coisa chata é que não podia entrar de bermuda no restaurante. Me fizeram voltar no quarto, desfazer TODA a minha mala (a calça estava no fundo) só para comer. Imaginem o quão feliz eu fiquei.
O hall do hotel também é bem grande, com business center e lembro de ter visto uma piscina (talvez fosse um lago) na parte de dentro, além de uma sala de ginástica. Não usei nada disso, obvio.
ah, tem transporte gratuito para o aeroporto, que sai a cada 10 ou 20 minutos, se não me engano. No geral, um ótimo hotel, não fosse tão distante da cidade.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O quarto é muito grande e espaçoso Duas camas de viúva (mas o quarto era só para mim), TV nova, mesa para trabalhar, armário grandão, com cofre, lugar para colocar a mala. Não tirei foto do armário, não sei porque. Deve ser porque já estava puto e doido pra voltar pra casa. A cama era boa, tanto que fiquei deitado nela o dia inteiro (literalmente. Só levantei para ir almoçar, jantar e tomar banho).

O banheiro era naquele esquema separado: de um lado o box do outro a privada e no meio a pia. Perfeito para quem divide quarto, chato para quem está sozinho. Só que esse era ruim porque o box era de vidro, para dividir com alguém deve ser muito desagradável. Lembro que o chuveiro era bom, mas não devia ser algo fora do comum, senão eu lembraria desse detalhe.


O wifi era bom. Também consegui usar o skype com video e voz tranquilamente. E o sinal pegava bem no quarto que eu estava. O café da manhã era no estilo que estou acostumado: várias opções, coma o quanto quiser. A única coisa chata é que não podia entrar de bermuda no restaurante. Me fizeram voltar no quarto, desfazer TODA a minha mala (a calça estava no fundo) só para comer. Imaginem o quão feliz eu fiquei.
O hall do hotel também é bem grande, com business center e lembro de ter visto uma piscina (talvez fosse um lago) na parte de dentro, além de uma sala de ginástica. Não usei nada disso, obvio.
ah, tem transporte gratuito para o aeroporto, que sai a cada 10 ou 20 minutos, se não me engano. No geral, um ótimo hotel, não fosse tão distante da cidade.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
14 de jul. de 2013
Hotel Ambar (Bogotá, Colômbia)
Quando estava pesquisando hotéis em Bogotá estava completamente perdido: não sabia absolutamente nada sobre a cidade (sim, fui no escuro) e nem onde era lugar bom de ficar. Como queria hotel barato e com boas recomendações em algum site de hotéis (tripadvisor, por exemplo), o Hotel Ambar foi o que pareceu com melhor custo-benefício.
O hotel foi reformado muito recentemente e está tinindo de novo: o que é muito bom. O lado ruim é que ele fica em um lugar barulhento do centro, que é meio sinistro (principalmente a noite, que fica parecendo a cracolândia).
O quarto é bem pequeno, para ser sincero. Mal cabia as duas malas (minha e do meu pai). Mas a cama era bem boa (deve ter sido trocada na reforma). Só tirei uma foto do quarto, não lembro porque... Mas na foto abaixo a única coisa que não dá pra ver é a TV, que está na parede ao lado direito da foto. E só para dar noção de espaço, a cama do lado esquerdo está encostada na parede.
[Update] Lembrei de uma coisa: o quarto não tinha armário ou coisa parecida para colocar as roupas. Ou você deixava dentro da mala ou em cima da mala. [/Update]

O banheiro era bem apertado também. O box era MUITO pequeno e ainda tinha uma quina que matava o espaço. O chuveiro, em compensação, era espetacular. O problema é que o box não fechava direito e no primeiro dia que tomei banho molhou o quarto inteiro (literalmente). Tinha água até debaixo da cama. Fiquei uma hora tentando secar...

O espaço para café da manhã era muito bacana. No centro do hotel. Era tão agradável que a noite eu sentava lá para ficar conversado pelo skype com a Srta. Esparroman. O café da manhã era meio contado: suco, ovo, duas fatias de pão, café ou chocolate e manteiga e geléia. E só. O Véio era cara de pau e pedia mais pão todo dia, aí vinha UMA fatia.


O wifi era liberado e pegava bem, especialmente no "restaurante". Aguentava até tráfego de voz e video do skype nas minhas conversas.
Para passar a noite, está mais que bom. Mas você tem que chegar cedo no hotel e já alimentado (ou comprar alguma coisa para comer no quarto), porque não me senti muito seguro (e o próprio pessoal do hotel recomendou não dar bobeira).
Não lembro quanto foi a diária em reais, mas foi 80.000 pesos colombianos (deve ser alguma coisa próxima de 100 ronaldos). Um preço bastante justo para o que eles entregam.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O hotel foi reformado muito recentemente e está tinindo de novo: o que é muito bom. O lado ruim é que ele fica em um lugar barulhento do centro, que é meio sinistro (principalmente a noite, que fica parecendo a cracolândia).
O quarto é bem pequeno, para ser sincero. Mal cabia as duas malas (minha e do meu pai). Mas a cama era bem boa (deve ter sido trocada na reforma). Só tirei uma foto do quarto, não lembro porque... Mas na foto abaixo a única coisa que não dá pra ver é a TV, que está na parede ao lado direito da foto. E só para dar noção de espaço, a cama do lado esquerdo está encostada na parede.
[Update] Lembrei de uma coisa: o quarto não tinha armário ou coisa parecida para colocar as roupas. Ou você deixava dentro da mala ou em cima da mala. [/Update]

O banheiro era bem apertado também. O box era MUITO pequeno e ainda tinha uma quina que matava o espaço. O chuveiro, em compensação, era espetacular. O problema é que o box não fechava direito e no primeiro dia que tomei banho molhou o quarto inteiro (literalmente). Tinha água até debaixo da cama. Fiquei uma hora tentando secar...

O espaço para café da manhã era muito bacana. No centro do hotel. Era tão agradável que a noite eu sentava lá para ficar conversado pelo skype com a Srta. Esparroman. O café da manhã era meio contado: suco, ovo, duas fatias de pão, café ou chocolate e manteiga e geléia. E só. O Véio era cara de pau e pedia mais pão todo dia, aí vinha UMA fatia.


O wifi era liberado e pegava bem, especialmente no "restaurante". Aguentava até tráfego de voz e video do skype nas minhas conversas.
Para passar a noite, está mais que bom. Mas você tem que chegar cedo no hotel e já alimentado (ou comprar alguma coisa para comer no quarto), porque não me senti muito seguro (e o próprio pessoal do hotel recomendou não dar bobeira).
Não lembro quanto foi a diária em reais, mas foi 80.000 pesos colombianos (deve ser alguma coisa próxima de 100 ronaldos). Um preço bastante justo para o que eles entregam.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
12 de jul. de 2013
Pedra ao alvo
Como eu falei em outro post, a galera no Rio está com vontade de quebrar coisas. E nessa onda também estão entrando os trombadinhas (alguém ainda fala trombadinha?).
Estava eu voltando do almoço quando paro em um sinal na Rio Branco, esperando para atravessar a rua. De repente, vejo una pequena confusão e um moleque atravessando a avenida correndo (para quem não conhece, a Rio Branco é uma das principais avenidas do centro do Rio.
Chegando do outro lado da avenida, o sujeito abaixa, cata uma pedra no chão e arremessa. Ela bate em alguma coisa que não identifiquei, mas não era o que o cara queria acertar.
Ele abaixa novamente, pega outra pedra no chão e tenta mais uma vez. Desta feita, é certeiro: a pedra voou pela Rio Branco inteira e acertou uma vidraça do McDonalds em cheio. Mal deu tempo das pessoas que estavam debaixo, na rua, esquivarem da chuva de cacos de vidro.
Não fiquei lá para ver, nas acho que ninguém se machucou (talvez quem levou a pedrada dentro da loja). Mas o prejuízo foi considerável...
Estava eu voltando do almoço quando paro em um sinal na Rio Branco, esperando para atravessar a rua. De repente, vejo una pequena confusão e um moleque atravessando a avenida correndo (para quem não conhece, a Rio Branco é uma das principais avenidas do centro do Rio.
Chegando do outro lado da avenida, o sujeito abaixa, cata uma pedra no chão e arremessa. Ela bate em alguma coisa que não identifiquei, mas não era o que o cara queria acertar.
Ele abaixa novamente, pega outra pedra no chão e tenta mais uma vez. Desta feita, é certeiro: a pedra voou pela Rio Branco inteira e acertou uma vidraça do McDonalds em cheio. Mal deu tempo das pessoas que estavam debaixo, na rua, esquivarem da chuva de cacos de vidro.
Não fiquei lá para ver, nas acho que ninguém se machucou (talvez quem levou a pedrada dentro da loja). Mas o prejuízo foi considerável...
10 de jul. de 2013
Dias de guerra
Como vocês devem saber, o mês de Junho foi tenso no Rio (e em várias outras cidades do país). E para piorar a minha situação, o escritório da minha empresa fica muito perto do local das confusões. Mais: entre o escritório e a entrada do metrô (estação da Carioca) fica a Av. Rio Branco, onde a galera estava marchando.
Pois bem. Em um dos dias (ta, já faz algum tempo) eu tinha chegado de viagem (no cornoflight de 6 da manhã), estava doido para ir dormir, mas entre eu e o metrô tinha umas 100 mil pessoas, fora a polícia, bombas de gás e coquetéis molotov. Fiquei esperando para ver se melhorava, mas já era 8 da noite e eu precisava dormir. Era questão de sobrevivência. Catei a minha mala e fui enfrentar a multidão.
Sem brincadeira, deu medo. Ao longe eu ouvia gritos primitivos, um cara com um megafone e cachorros latindo. A Rio Branco, deserta (no pedaço que eu estava). E poucos quarteirões à minha frente, um batalhão de pessoas.
Eu conseguia ver a estação, mas não sabia se ela estava aberta, nem se eu conseguiria chegar até ela.
Fui andando, arrastando minha mala, tentando ver alguma coisa. Parecia cena de guerra: multidão de um lado, polícia do outro, vidros de banco quebrados pelo chão. Mas continuei caminhando, cada vez menos esperançoso da estação estar aberta.
Até que finalmente cheguei na porta de entrada. O bloqueio policial estava a 5 metros dela. Sem pensar muito, entrei e consegui chegar em casa. Mas quando liguei a TV, percebi que tinha feito uma pequena loucura...
Isso se repetiu algunas vezes (mas sem mala) e a cada dia, a agressividade de alguns manifestantes só piorou. A minha sorte é queeu estava tão fudido que estava trabalhando todo dia até 8 e pouco da noite e quando eu saía do escritório a polícia já tinha empurrado as pessoas para depois da entrada da estação.
Tomara que todos se acalmem e façam manifestações pacíficas amanhã, na tal greve geral.
Pois bem. Em um dos dias (ta, já faz algum tempo) eu tinha chegado de viagem (no cornoflight de 6 da manhã), estava doido para ir dormir, mas entre eu e o metrô tinha umas 100 mil pessoas, fora a polícia, bombas de gás e coquetéis molotov. Fiquei esperando para ver se melhorava, mas já era 8 da noite e eu precisava dormir. Era questão de sobrevivência. Catei a minha mala e fui enfrentar a multidão.
Sem brincadeira, deu medo. Ao longe eu ouvia gritos primitivos, um cara com um megafone e cachorros latindo. A Rio Branco, deserta (no pedaço que eu estava). E poucos quarteirões à minha frente, um batalhão de pessoas.
Eu conseguia ver a estação, mas não sabia se ela estava aberta, nem se eu conseguiria chegar até ela.
Fui andando, arrastando minha mala, tentando ver alguma coisa. Parecia cena de guerra: multidão de um lado, polícia do outro, vidros de banco quebrados pelo chão. Mas continuei caminhando, cada vez menos esperançoso da estação estar aberta.
Até que finalmente cheguei na porta de entrada. O bloqueio policial estava a 5 metros dela. Sem pensar muito, entrei e consegui chegar em casa. Mas quando liguei a TV, percebi que tinha feito uma pequena loucura...
Isso se repetiu algunas vezes (mas sem mala) e a cada dia, a agressividade de alguns manifestantes só piorou. A minha sorte é queeu estava tão fudido que estava trabalhando todo dia até 8 e pouco da noite e quando eu saía do escritório a polícia já tinha empurrado as pessoas para depois da entrada da estação.
Tomara que todos se acalmem e façam manifestações pacíficas amanhã, na tal greve geral.
5 de jul. de 2013
Rapidinhas fotográficas
Coisas que só foram parar no instagram....
Essa semana eu vi uma coisa muito legal: taxi para cadeirantes. Eu NUNCA tinha pensado em como os cadeirantes pegavam taxi. Agora eu descobri:

Essa semana eu viajei no domingo, porque meu curso começava segunda cedo e não tinha vôo para chegar no horário. Resultado: tive que acompanhar o jogo do Brasil pelo rádio do celular, já que tinha 150 pessoas disputando uma mini TV na sala de embarque de confins.


Para minha sorte, eu estava viajando de azul e era aqueles aviões com TV ao vivo. Aí deu pra acompanhar numa boa o jogo:

Durante o treinamento tive a oportunidade de visitar São Paulo. E fiquei pertinho da famosa ponte estaiada. Muito bacana:

Já no Rio......
A ÚNICA coisa boa de trabalhar no Rio: o visual do meu local de trabalho.

Em compensação, os dutos do ar condicionado não são limpos há alguns anos....

Da série coisas que nunca havia visto em taxi: wi-fi.

Da série coisas que só acontecem comigo: não sei nem explicar.

O centro do Rio tem alguns oásis no meio de tanto lixo no chão e prédios velhos e mal cuidados. Esse aí é um dos mais fodas:

Eu já tinha visto velas elétricas em várias igrejas das oropa e da américa do sul (evitam incêndios). Agora vela elétrica com bluetooth eu nunca tinha visto (o BT é usado para LIGAR as lâmpadas).

Aproveitando o post, vamos de rapidinhas sem fotos:
- Dia desses antes do início da copa das confederações eu ia viajar numa sexta-feira. Não só meu voo atrasou 2 horas como TODOS os banheiros do Santos Dumont estavam sem água. Imaginem como estavam os banheiros;
- Dia desses aí estava eu no trabalho quando começo a ouvir gritarias na rua. Era uma manifestação na frente do meu trabalho. 100 mil pessoas entre eu e a estação da carioca. E eu estava de mala. Foi fácil voltar pro hotel;
- Isso aí em cima aconteceu umas 3 vezes esse mês. Sorte que eu estava atolado de trabalho e quando saí do prédio tudo tinha acalmado;
- Falando em atolado de trabalho semana passada fiz uma apresentação que me lembrou da época de consultoria. Modéstia a parte, ela ficou foda;
- Quase perdi o vôo nessa semana por causa de manifestações. Fecharam a linha verde. Sorte que me avisaram e consegui sair uma hora antes do que estava prevendo;
- Para sair antes do esperado, fiz a mala correndo. E como viajei no domingo, fui de bermuda. E no caminho para confins lembrei que tinha esquecido o cinto. Morri em 90 conto comprando um no aeroporto de campinas (em Confins não tem). Isso porque reclamo de pagar 150 ronaldos em um sapato. Imaginem como fiquei feliz;
Bom, é isso. Deve ter mais coisa, mas não me lembro.
Essa semana eu vi uma coisa muito legal: taxi para cadeirantes. Eu NUNCA tinha pensado em como os cadeirantes pegavam taxi. Agora eu descobri:
Essa semana eu viajei no domingo, porque meu curso começava segunda cedo e não tinha vôo para chegar no horário. Resultado: tive que acompanhar o jogo do Brasil pelo rádio do celular, já que tinha 150 pessoas disputando uma mini TV na sala de embarque de confins.
Para minha sorte, eu estava viajando de azul e era aqueles aviões com TV ao vivo. Aí deu pra acompanhar numa boa o jogo:
Durante o treinamento tive a oportunidade de visitar São Paulo. E fiquei pertinho da famosa ponte estaiada. Muito bacana:
Já no Rio......
A ÚNICA coisa boa de trabalhar no Rio: o visual do meu local de trabalho.
Em compensação, os dutos do ar condicionado não são limpos há alguns anos....
Da série coisas que nunca havia visto em taxi: wi-fi.
Da série coisas que só acontecem comigo: não sei nem explicar.
O centro do Rio tem alguns oásis no meio de tanto lixo no chão e prédios velhos e mal cuidados. Esse aí é um dos mais fodas:
Eu já tinha visto velas elétricas em várias igrejas das oropa e da américa do sul (evitam incêndios). Agora vela elétrica com bluetooth eu nunca tinha visto (o BT é usado para LIGAR as lâmpadas).
Aproveitando o post, vamos de rapidinhas sem fotos:
- Dia desses antes do início da copa das confederações eu ia viajar numa sexta-feira. Não só meu voo atrasou 2 horas como TODOS os banheiros do Santos Dumont estavam sem água. Imaginem como estavam os banheiros;
- Dia desses aí estava eu no trabalho quando começo a ouvir gritarias na rua. Era uma manifestação na frente do meu trabalho. 100 mil pessoas entre eu e a estação da carioca. E eu estava de mala. Foi fácil voltar pro hotel;
- Isso aí em cima aconteceu umas 3 vezes esse mês. Sorte que eu estava atolado de trabalho e quando saí do prédio tudo tinha acalmado;
- Falando em atolado de trabalho semana passada fiz uma apresentação que me lembrou da época de consultoria. Modéstia a parte, ela ficou foda;
- Quase perdi o vôo nessa semana por causa de manifestações. Fecharam a linha verde. Sorte que me avisaram e consegui sair uma hora antes do que estava prevendo;
- Para sair antes do esperado, fiz a mala correndo. E como viajei no domingo, fui de bermuda. E no caminho para confins lembrei que tinha esquecido o cinto. Morri em 90 conto comprando um no aeroporto de campinas (em Confins não tem). Isso porque reclamo de pagar 150 ronaldos em um sapato. Imaginem como fiquei feliz;
Bom, é isso. Deve ter mais coisa, mas não me lembro.
3 de jul. de 2013
A importância da prática em cursos
Eu já fiz diversos treinamentos de segurança e primeiros socorros. Já até perdi a conta. E em todos eles explicam como proceder em caso de convulsão.
Esta semana, não lembro quando, estava almoçando quando do nada o cara da mesa ao lado caiu no chão e começou a tremer. Antes que eu pudesse puxar da memória o que fazer o pessoal da mesa em que ele estava (e metade do restaurante) já estavam em volta. Alguns ajudando, outros bicando, curiosos.
E foi estranho ver o cara se debatendo, completamente contraído, babando. E saber que nesses casos não tem nada para fazer, a não ser colocar o cara de lado, para que ele não afogue com a própria saliva.
No final, deu tudo certo, o cara voltou a si (depois de algum tempo, é verdade) e pela calma de todos, deve ser uma coisa frequente com ele. Mas vi que por mais cursos teóricos que você faça, nada é capaz de dar mais noção do problema do que ver ao vivo (eu já tinha visto videos com simulações).
E, de uma forma meio tétrica, vi a importância da prática em cursos. O mais irônico é que esta semana estou fazendo um curso...
Esta semana, não lembro quando, estava almoçando quando do nada o cara da mesa ao lado caiu no chão e começou a tremer. Antes que eu pudesse puxar da memória o que fazer o pessoal da mesa em que ele estava (e metade do restaurante) já estavam em volta. Alguns ajudando, outros bicando, curiosos.
E foi estranho ver o cara se debatendo, completamente contraído, babando. E saber que nesses casos não tem nada para fazer, a não ser colocar o cara de lado, para que ele não afogue com a própria saliva.
No final, deu tudo certo, o cara voltou a si (depois de algum tempo, é verdade) e pela calma de todos, deve ser uma coisa frequente com ele. Mas vi que por mais cursos teóricos que você faça, nada é capaz de dar mais noção do problema do que ver ao vivo (eu já tinha visto videos com simulações).
E, de uma forma meio tétrica, vi a importância da prática em cursos. O mais irônico é que esta semana estou fazendo um curso...
25 de jun. de 2013
Quando eu me perdi no Rio
Como vocês sabem, a Véia mora no Rio. E ela tem carro aqui. Como precisava ir até o Santos Dumont, no domingo peguei o carro dela emprestado. Na ida, vi que o aterro estava fechado. Fiquei meio preocupado, mas consegui chegar ao aeroporto sem muita dificuldade (reconheci o caminho alternativo, depois que vi uma placa).
Na volta, bem, não foi tão simples. Estou acostumado a chegar no aeroporto e ir para o centro. Só tinha saído do aeroporto uma vez, e mesmo assim passando pelo aterro. Resolvi seguir as placas.
Entra daqui, vira dalí e vi que estava em um local conhecido. "Foi fácil, pensei". Aí invoquei Murphy e ele colocou um monte de cones no meu caminho. Sim, eu tinha caído no aterro. Dei meia volta e fui tentar novamente. Passei novamente em frente ao aeroporto, mas dei uma bobeada e peguei a entrada errada: fui parar na perimetral.
Para quem não conhece o Rio, a perimetral é um elevado gigante que vai até a linha vermelha, quase no galeão. E a linha vermelha corta uma favela (uma das piores do Rio). Tinha que sair dali rapidinho. E vi uma placa "Presidente Vargas". "Essa eu conheço", pensei. Entrei sem dó. Mas estava tudo meio estranho... não estava reconhecendo nada. E como era à noite (e eu não vejo bem de longe, nem muito bem à noite), fiquei ressabiado. Não tinha ninguém na rua e as placas só indicavam lugares que eu sabia que não eram muito seguros, como a central.
O pânico bateu forte. Eu não sabia onde estava, não sabia voltar e não tinha ninguém para perguntar. Até que eu parei em um sinal, ao lado de um ônibus, e perguntei para o motorista: "Copacabana?". O cara fez uma careta e falou "tá longe, brother. É pro outro lado.".
Vi um retorno, mas estava 3 faixas à direita. Não tive dúvidas: meti a seta e fui. Entrei na faixa de ônibus, levei luz alta na cara, mas entrei. E vi que estava no lugar errado. Tinha que ter entrado novamente à direita. Mais uma vez, não tive dúvidas: meti uma ré, andei uns 200 metros e entrei na rua que eu julgava ser a certa.
Parei em um sinal e dois ônibus que vinham atrás de mim começaram a piscar o farol. Era para eu seguir e não parar ali. Olhei o letreiro e um deles falava "copacabana, leme, ipanema, leblon". "Vou seguir esse bicho", pensei. E assim eu fiz.
Aí meu telefone ligou. Era a Véia:
- Tá perdido?
- Completamente.
- Onde que você está?
Li o nome da rua. Não lembro qual era
- Caralho, você está longe pra caralho. E aí é perigoso pra caralho (sim, foram 3 "caralhos" na frase).
- Eu sei. Estou vendo. Mas vou seguir um busão aqui e ver o que dá.
E tudo o que o busão fazia eu repetia: furei sinal (umas 3 vezes), andei fora da faixa, acho até que entrei na contramão. Mas eu não podia perder aquele ônibus de vista.
Aí vi que estava em um lugar conhecido: a Rua Chile. Mas até onde eu lembrava, ela dava na Lapa. "Putaquepariu, tô indo pro lugar errado", pensei. Mas lembrei que tem uma rua na chile que cai na cinelândia, então tinha chance de eu ir para o lugar certo. E assim aconteceu. Quando cai na Rio Branco, nem acreditei: dali eu sabia o caminho.
E consegui chegar em casa. Demorou, mas cheguei bem.
Juro: durante todo o tempo eu só lembrava das histórias de pessoas que se perdiam no Rio, caiam em favela e eram fuzilados. Mas consegui chegar bem na casa da Véia.
Na volta, bem, não foi tão simples. Estou acostumado a chegar no aeroporto e ir para o centro. Só tinha saído do aeroporto uma vez, e mesmo assim passando pelo aterro. Resolvi seguir as placas.
Entra daqui, vira dalí e vi que estava em um local conhecido. "Foi fácil, pensei". Aí invoquei Murphy e ele colocou um monte de cones no meu caminho. Sim, eu tinha caído no aterro. Dei meia volta e fui tentar novamente. Passei novamente em frente ao aeroporto, mas dei uma bobeada e peguei a entrada errada: fui parar na perimetral.
Para quem não conhece o Rio, a perimetral é um elevado gigante que vai até a linha vermelha, quase no galeão. E a linha vermelha corta uma favela (uma das piores do Rio). Tinha que sair dali rapidinho. E vi uma placa "Presidente Vargas". "Essa eu conheço", pensei. Entrei sem dó. Mas estava tudo meio estranho... não estava reconhecendo nada. E como era à noite (e eu não vejo bem de longe, nem muito bem à noite), fiquei ressabiado. Não tinha ninguém na rua e as placas só indicavam lugares que eu sabia que não eram muito seguros, como a central.
O pânico bateu forte. Eu não sabia onde estava, não sabia voltar e não tinha ninguém para perguntar. Até que eu parei em um sinal, ao lado de um ônibus, e perguntei para o motorista: "Copacabana?". O cara fez uma careta e falou "tá longe, brother. É pro outro lado.".
Vi um retorno, mas estava 3 faixas à direita. Não tive dúvidas: meti a seta e fui. Entrei na faixa de ônibus, levei luz alta na cara, mas entrei. E vi que estava no lugar errado. Tinha que ter entrado novamente à direita. Mais uma vez, não tive dúvidas: meti uma ré, andei uns 200 metros e entrei na rua que eu julgava ser a certa.
Parei em um sinal e dois ônibus que vinham atrás de mim começaram a piscar o farol. Era para eu seguir e não parar ali. Olhei o letreiro e um deles falava "copacabana, leme, ipanema, leblon". "Vou seguir esse bicho", pensei. E assim eu fiz.
Aí meu telefone ligou. Era a Véia:
- Tá perdido?
- Completamente.
- Onde que você está?
Li o nome da rua. Não lembro qual era
- Caralho, você está longe pra caralho. E aí é perigoso pra caralho (sim, foram 3 "caralhos" na frase).
- Eu sei. Estou vendo. Mas vou seguir um busão aqui e ver o que dá.
E tudo o que o busão fazia eu repetia: furei sinal (umas 3 vezes), andei fora da faixa, acho até que entrei na contramão. Mas eu não podia perder aquele ônibus de vista.
Aí vi que estava em um lugar conhecido: a Rua Chile. Mas até onde eu lembrava, ela dava na Lapa. "Putaquepariu, tô indo pro lugar errado", pensei. Mas lembrei que tem uma rua na chile que cai na cinelândia, então tinha chance de eu ir para o lugar certo. E assim aconteceu. Quando cai na Rio Branco, nem acreditei: dali eu sabia o caminho.
E consegui chegar em casa. Demorou, mas cheguei bem.
Juro: durante todo o tempo eu só lembrava das histórias de pessoas que se perdiam no Rio, caiam em favela e eram fuzilados. Mas consegui chegar bem na casa da Véia.
23 de jun. de 2013
Hotel Mercure Botafogo (Rio de Janeiro, RJ)
No início do ano, janeiro, para ser mais exato, vim ao Rio para algum treinamento que não lembro mais qual foi. E como janeiro é mês de férias, os hotéis estavam caros e lotados. O menos caro era o Mercure Botafogo (380 ronaldos a diária).
O hotel é padrão Mercure: quase um apart com cozinha, sala, chuveiro e quarto. Apesar de ter todos esses espaços, não é muito grande. A sala, por exemplo, é meio apertadiha. Como fiquei só uma noite e ainda tive que ir na casa da Véia, nem deu pra aproveitar muito. Mas o apartamento é bem novinho, saca só:


A cozinha fica bem ao lado da sala e é MUITO apertadinha. Praticamente um corredor (mas tem fogão completo). Não lemnro se tinha microondas e panelas.

O quarto também não é dos maiores, mas a cama era ótima. Gigante. a TV era meio pequena, mas como ficava perto da cama, não fez tanta diferença.


Vou ser sincero: apesar de ter ficado hospedado lá no início deste ano, não lembro como era o chuveiro. Mas olhando pra foto, pareceu ser de tamanho razoável.

Acho que a internet era paga. Realmente não lembro, porque não cheguei a usar. Mas lembro que era Wifi. O café da manhã é ESPETACULAR. Muita fartura, muitas opções. Tinha até uns doces, muito bom. O hotel fica em uma rua pequena, meio escondida, e fica uns 600 metros da estação de metro de botafogo. Tranquilo de andar, maromeno movimentado, mas dá pra suar bem até chegar nela.
Eu gostei, mas achei muito caro. Não dá pra passar uma temporada muito grande lá, mas é um bom lugar para ficar pouco tempo (ou muito tempo, se você tiver dinheiro sobrando).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O hotel é padrão Mercure: quase um apart com cozinha, sala, chuveiro e quarto. Apesar de ter todos esses espaços, não é muito grande. A sala, por exemplo, é meio apertadiha. Como fiquei só uma noite e ainda tive que ir na casa da Véia, nem deu pra aproveitar muito. Mas o apartamento é bem novinho, saca só:


A cozinha fica bem ao lado da sala e é MUITO apertadinha. Praticamente um corredor (mas tem fogão completo). Não lemnro se tinha microondas e panelas.

O quarto também não é dos maiores, mas a cama era ótima. Gigante. a TV era meio pequena, mas como ficava perto da cama, não fez tanta diferença.


Vou ser sincero: apesar de ter ficado hospedado lá no início deste ano, não lembro como era o chuveiro. Mas olhando pra foto, pareceu ser de tamanho razoável.

Acho que a internet era paga. Realmente não lembro, porque não cheguei a usar. Mas lembro que era Wifi. O café da manhã é ESPETACULAR. Muita fartura, muitas opções. Tinha até uns doces, muito bom. O hotel fica em uma rua pequena, meio escondida, e fica uns 600 metros da estação de metro de botafogo. Tranquilo de andar, maromeno movimentado, mas dá pra suar bem até chegar nela.
Eu gostei, mas achei muito caro. Não dá pra passar uma temporada muito grande lá, mas é um bom lugar para ficar pouco tempo (ou muito tempo, se você tiver dinheiro sobrando).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
25 de mai. de 2013
Garoto Carioca, suingue, sangue bom
É isso mesmo que vocês estão pensando. E foi mais ou menos assim.... (efeito flashback)
Era véspera de feriado. Último dia antes de eu sair de férias. Final de expediente, decidi sair para comemorar. Resolvi deixar o celular corporativo na mochila, já que era mais de 8 da noite e ninguém iria me ligar mais.
Sai e, quando cheguei em casa, tiro minha mochila do porta-malas do carro e escuro meu telefone tocando. Era o alerta de ligações perdidas.
Olho e, além da ligação perdida, tinha uma mensagem. Ambas eram do meu antigo chefe, que tinha acabado de virar diretor na empresa. Falava mais ou menos assim: "já comprou seu apartamento? Estou precisando de ajuda aqui no Rio. Pense sobre isso nas suas férias e, se estiver muito ansioso, me ligue".
Eu estava cansado, precisando de férias, e a última coisa que eu queria era pensar em mudar para o Rio. Então decidi que só ia pensar nisso depois que eu voltasse a trabalhar. E assim eu fiz.
No dia que voltei de férias, liguei para o chefe e falei "voltei de férias, que ajuda você está precisando?". Ele explicou que tinha uma demanda que era meu número: fazer o trabalho da época da consultoria, mas na empresa. E depois que eu terminasse esse trabalho, ficaria no Rio para gerenciar projetos, já que falta GP bom lá.
Falei que o rio não me apetecia e que não queria mudar para lá e nem abandonar meus projetos. A melhor opção, eu pensava, era ficar parte em BH, cuidando dos projetos, e parte no Rio, prestando consultoria.
Essa ideia não o agradou, então ele fez uma nova proposta: 6 meses no Rio, em transferência temporária, e depois voltar para BH. E nesse meio tempo ele tentaria me convencer a mudar para o Rio de vez.
A transferência temporária é o seguinte: a empresa dá casa (ou hotel), uma grana para ajuda de custos e "se fode aí negão pra voltar pra casa".
Fiz umas contas, conversei com meu pai, conversei com a minha mãe, conversei com a srta Esparroman e decidi que a empresa estava precisando de mim no rio. Era uma chance boa de aparecer, já que responderia direto para a diretoria.
De cara, me colocaram em um curso em São Paulo (Jundiaí, na verdade). E ia ter um período de transição, já que meus coordenadores estão de férias e preciso fazer a passagem dos meus projetos para o novo gerente.
E de junho a dezembro serei carioca.
Definitivamente a minha empresa não quer que eu tenha uma vida amorosa duradoura. Mas eu vou lutar contra tudo e contra todos. Rezem por mim...
Era véspera de feriado. Último dia antes de eu sair de férias. Final de expediente, decidi sair para comemorar. Resolvi deixar o celular corporativo na mochila, já que era mais de 8 da noite e ninguém iria me ligar mais.
Sai e, quando cheguei em casa, tiro minha mochila do porta-malas do carro e escuro meu telefone tocando. Era o alerta de ligações perdidas.
Olho e, além da ligação perdida, tinha uma mensagem. Ambas eram do meu antigo chefe, que tinha acabado de virar diretor na empresa. Falava mais ou menos assim: "já comprou seu apartamento? Estou precisando de ajuda aqui no Rio. Pense sobre isso nas suas férias e, se estiver muito ansioso, me ligue".
Eu estava cansado, precisando de férias, e a última coisa que eu queria era pensar em mudar para o Rio. Então decidi que só ia pensar nisso depois que eu voltasse a trabalhar. E assim eu fiz.
No dia que voltei de férias, liguei para o chefe e falei "voltei de férias, que ajuda você está precisando?". Ele explicou que tinha uma demanda que era meu número: fazer o trabalho da época da consultoria, mas na empresa. E depois que eu terminasse esse trabalho, ficaria no Rio para gerenciar projetos, já que falta GP bom lá.
Falei que o rio não me apetecia e que não queria mudar para lá e nem abandonar meus projetos. A melhor opção, eu pensava, era ficar parte em BH, cuidando dos projetos, e parte no Rio, prestando consultoria.
Essa ideia não o agradou, então ele fez uma nova proposta: 6 meses no Rio, em transferência temporária, e depois voltar para BH. E nesse meio tempo ele tentaria me convencer a mudar para o Rio de vez.
A transferência temporária é o seguinte: a empresa dá casa (ou hotel), uma grana para ajuda de custos e "se fode aí negão pra voltar pra casa".
Fiz umas contas, conversei com meu pai, conversei com a minha mãe, conversei com a srta Esparroman e decidi que a empresa estava precisando de mim no rio. Era uma chance boa de aparecer, já que responderia direto para a diretoria.
De cara, me colocaram em um curso em São Paulo (Jundiaí, na verdade). E ia ter um período de transição, já que meus coordenadores estão de férias e preciso fazer a passagem dos meus projetos para o novo gerente.
E de junho a dezembro serei carioca.
Definitivamente a minha empresa não quer que eu tenha uma vida amorosa duradoura. Mas eu vou lutar contra tudo e contra todos. Rezem por mim...
21 de mai. de 2013
Em busca do telefone sagrado
Semana passada eu fiquei no Augustos Copacabana, hotel que eu tinha ficado ha uns 6 meses. Eu lembrava do hotel ter os seus problemas, como vocês podem ver no post em que fale dele. Mas, olha, ele é pior do que eu imaginava.
A TV é uma bosta, com uma imagem horrorosa (parece até TV a Gato), o chuveiro não é tão bom quanto eu lembrava (mas pelo menos o quarto que eu fiquei desta vez tinha uma barreira no box para não inundar o banheiro) e a mesa de trabalho é menor do que eu imaginava (o que eu achava que era impossível).
Mas o pior de tudo, desta vez, foi a falta de informação. Cheguei no quarto, morto de cansaço e de fome e fui ver o que tinha de opção no serviço de quarto. Achei rápido o "cardápio", que estava junto com as regras do hotel (vai entender). Quase tive um infarto vendo os preços, mas qualquer hotel cobra TRINTA REAIS por um bauru (pão, carne, uma fatia de presunto, uma fatia de queijo e um ovo). Ah, é, mas vem com batata frita.....
Como eu me recusava a pagar este valor, escolhi um xegg mesmo (DEZOITO REAIS). Agora era só ligar para o serviço de quarto e fazer o pedido. Li o tal livreto de regras do hotel e não achei o ramal.
Comecei a procurar pelo quarto inteiro um outro papel onde pudesse achar o telefone. Nada.
Procurei o telefone da recepção. Nada.
Procurei na internet qualquer ramal. Nada.
Peguei o telefone e disquei 1. Nada.
Peguei o telefone e disquei 0. Deu sinal para ligação externa. (ou seja, nada).
Voltei a procurar no quarto. Achei um papel em que a camareira se apresenta e coloca o ramal de contato. 206. "Vai ser lá mesmo", pensei. Mas achei estranho que existia um quarto 206 e provavelmente se eu discasse para o número cairia lá. "Foda-se, estou com fome". Disquei. Uma voz feminina, com sotaque francês, atendeu.
- Alô? (não sei como escreve alô em francês)
- É da camareira?
- Sorry, I'm not understanding.
- Wrong number.
E continuei procurando. Até que pensei que poderia ligar para o telefone do hotel e pedir o ramal do serviço de quarto (sair do quarto não era uma opção, já estava de pijama). Liguei. Da primeira vez, atenderam, eu falei e ficou mudo. Na segunda vez, caiu na central do hotel, perguntei novamente e finalmente me falaram.
Fiz o pedido e UMA HORA DEPOIS chegou a comida. POrque fazer um xegg realmente demora muito..... Pior: ainda estava bem ruim.
No dia seguinte, quando estava saindo do banho para tomar café da manhã, olhei para o telefone do banheiro e, surpresa, lá tinha os ramais do hotel. Porque no banheiro é o lugar mais lógico de se procurar telefones....
A TV é uma bosta, com uma imagem horrorosa (parece até TV a Gato), o chuveiro não é tão bom quanto eu lembrava (mas pelo menos o quarto que eu fiquei desta vez tinha uma barreira no box para não inundar o banheiro) e a mesa de trabalho é menor do que eu imaginava (o que eu achava que era impossível).
Mas o pior de tudo, desta vez, foi a falta de informação. Cheguei no quarto, morto de cansaço e de fome e fui ver o que tinha de opção no serviço de quarto. Achei rápido o "cardápio", que estava junto com as regras do hotel (vai entender). Quase tive um infarto vendo os preços, mas qualquer hotel cobra TRINTA REAIS por um bauru (pão, carne, uma fatia de presunto, uma fatia de queijo e um ovo). Ah, é, mas vem com batata frita.....
Como eu me recusava a pagar este valor, escolhi um xegg mesmo (DEZOITO REAIS). Agora era só ligar para o serviço de quarto e fazer o pedido. Li o tal livreto de regras do hotel e não achei o ramal.
Comecei a procurar pelo quarto inteiro um outro papel onde pudesse achar o telefone. Nada.
Procurei o telefone da recepção. Nada.
Procurei na internet qualquer ramal. Nada.
Peguei o telefone e disquei 1. Nada.
Peguei o telefone e disquei 0. Deu sinal para ligação externa. (ou seja, nada).
Voltei a procurar no quarto. Achei um papel em que a camareira se apresenta e coloca o ramal de contato. 206. "Vai ser lá mesmo", pensei. Mas achei estranho que existia um quarto 206 e provavelmente se eu discasse para o número cairia lá. "Foda-se, estou com fome". Disquei. Uma voz feminina, com sotaque francês, atendeu.
- Alô? (não sei como escreve alô em francês)
- É da camareira?
- Sorry, I'm not understanding.
- Wrong number.
E continuei procurando. Até que pensei que poderia ligar para o telefone do hotel e pedir o ramal do serviço de quarto (sair do quarto não era uma opção, já estava de pijama). Liguei. Da primeira vez, atenderam, eu falei e ficou mudo. Na segunda vez, caiu na central do hotel, perguntei novamente e finalmente me falaram.
Fiz o pedido e UMA HORA DEPOIS chegou a comida. POrque fazer um xegg realmente demora muito..... Pior: ainda estava bem ruim.
No dia seguinte, quando estava saindo do banho para tomar café da manhã, olhei para o telefone do banheiro e, surpresa, lá tinha os ramais do hotel. Porque no banheiro é o lugar mais lógico de se procurar telefones....
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