No último fim de semana eu tive mais uma desilusão amorosa. Nenhuma novidade na minha vida, mas fazia algum tempo que não passava por isso. E, como era de se esperar, fiquei meio chateado com a situação. Passei o domingo meio pra baixo e tal.
Eu já tinha decidido qie ia deixar aquilo pra trás, mas hoje ainda estava com dificuldades para concentrar. Tinha dormido mal e, para completar o pacote, estava com dor de cabeça desde 8 da matina. Não estava com vontade nenhuma de trabalhar, mas eu tinha uma reunião com meu diretor às três da tarde.
Resolvi que ia fazer tudo o que estava atrasado e que não precisava de pensar: atualizar sistemas, preparar documentação de compras de materiais e equipamentos do projeto, coisas desse tipo. Nada que pudesse dar merda por falta de concentração.
Durante o dia, como sempre, apareceram várias merdas e eu não estava com o menor saco para resolvê-las. Sabia que ia fazer besteira se tomasse qualquer atitude mais drástica. Deleguei a solução dos problemas, deixei o que poderia ser resolvido amanhã para resolver amanhã e continuei com os meus cornojobs.
Três da tarde meu telefone liga. Era a secretária do chefe avisando que ele ia atrasar, mas que me ligava quando fosse a hora. Passados uns 40 minutos ela manda uma atualização no Outlook, passando a reunião para a semana que vem.
Nesta hora, decidi que precisava espairecer. Dei uma olhada rápida na internet em horários de filmes e decidi que precisava ver um filme totalmente idiota, que desligasse meu cérebro. Escolhi TED. Sai do trabalho as 5, peguei a sessão de 5:30 no pátio. Alegria do dia: a INTEIRA estava 7 reais. Sim SETE REAIS.
Vi o filme, limpei a mente e voltei pra casa. E nunca imaginei que faria isso na vida. Agora é bola pra frente.
Só acho que deveria sair do trabalho mais cedo para ir ao cinema mais vezes. Ainda mais se o ingresso estiver tão barato.
29 de out. de 2012
28 de out. de 2012
Excursão
Como vocês sabem, estou começando um projeto no maranhão. E como este projeto envolve visitas à campo, é necessário mobilizar a equipe. Mobilizar significa, resumidamente, fazer uma pancada de exames médicos, uma pancada de treinamentos, uma pancada de documentos e, a cereja no bolo, fazer um treinamento de 2 dias nas dependências do cliente. É um processo demorado, chato e bastante caro. E eu estou mobilizando nada menos que QUINZE pessoas. Imagina o quão caro, difícil e trabalhoso está sendo.
Depois de muita luta, já estamos nos finalmente. Faltava só o treinamento final das dependências do cliente. Lembra que eu falei que eram 15 pessoas? Pois é.... Foram 15 pessoas indo para São Luis. Logística sinistra, tudo por minha conta.
E tinha de tudo: desde menino de 21 anos que nunca viajou de avião e não tem cartão de crédito para pagar as contas até engenheiro sênior chato pra caralho que quer que a empresa pague tudo só porque ele está viajando.
E eu era responsável pela renca toda: qualquer merda que acontecesse com qualquer um, era culpa minha. Pra resolver o problema, fui mapeando os riscos e problemas e traçando ações mitigatórias. Botei um cara pra tomar conta do menino que nunca viajou, paguei as contas do menino (afinal, ele não tem cartão de crédito), aluguei uma van para fazer todos os transportes em SLZ, mandava email quase todos dias com algum lembrete ou informação. Cogitei até comprar uma bandeirinha para zuar a galera, mas não deu tempo.
No geral, foi tudo bem (tirando as encheções de saco por causa de reembolsos). Eu achei até bacana estar todo mundo junto, me senti um paizão. Mas o legal mesmo foi quando, já no aeroporto de SLZ para a volta pra BH, meu telefone toca. Um cara começa a falar comigo como se fossemos bons amigos: “o, rapaz, tudo bom? Vocês tão aí em São Luis, né? Aqui é fulano, pai do João. Tô tentando falar com ele desde segunda, mas não estou conseguindo. Tá tudo bem?”.
João (nome fictício), é o menino que nunca andou de avião. E pelo jeito nunca viajou sozinho. Conversei com o cara, falei que estava tudo tranqüilo, mas que em SLZ o celular não pega bem mesmo, devia ser problema de conexão. Aí chamei João e coloquei ele pra falar com o pai dele.
Tem coisas que só acontecem comigo mesmo.....
Depois de muita luta, já estamos nos finalmente. Faltava só o treinamento final das dependências do cliente. Lembra que eu falei que eram 15 pessoas? Pois é.... Foram 15 pessoas indo para São Luis. Logística sinistra, tudo por minha conta.
E tinha de tudo: desde menino de 21 anos que nunca viajou de avião e não tem cartão de crédito para pagar as contas até engenheiro sênior chato pra caralho que quer que a empresa pague tudo só porque ele está viajando.
E eu era responsável pela renca toda: qualquer merda que acontecesse com qualquer um, era culpa minha. Pra resolver o problema, fui mapeando os riscos e problemas e traçando ações mitigatórias. Botei um cara pra tomar conta do menino que nunca viajou, paguei as contas do menino (afinal, ele não tem cartão de crédito), aluguei uma van para fazer todos os transportes em SLZ, mandava email quase todos dias com algum lembrete ou informação. Cogitei até comprar uma bandeirinha para zuar a galera, mas não deu tempo.
No geral, foi tudo bem (tirando as encheções de saco por causa de reembolsos). Eu achei até bacana estar todo mundo junto, me senti um paizão. Mas o legal mesmo foi quando, já no aeroporto de SLZ para a volta pra BH, meu telefone toca. Um cara começa a falar comigo como se fossemos bons amigos: “o, rapaz, tudo bom? Vocês tão aí em São Luis, né? Aqui é fulano, pai do João. Tô tentando falar com ele desde segunda, mas não estou conseguindo. Tá tudo bem?”.
João (nome fictício), é o menino que nunca andou de avião. E pelo jeito nunca viajou sozinho. Conversei com o cara, falei que estava tudo tranqüilo, mas que em SLZ o celular não pega bem mesmo, devia ser problema de conexão. Aí chamei João e coloquei ele pra falar com o pai dele.
Tem coisas que só acontecem comigo mesmo.....
24 de out. de 2012
Viajandão
Recebi um email do smiles me parabenizando por ter mudado de categoria. Aí parei para pensar que REALMENTE viajei muito esse mês. De JUNHO pra cá eu virei:
- Categoria Azul, na TAM;
- Categoria PRATA na Gol;
- Categoria SAFIRA na Azul.
Sim, nesses 5 meses. Antes disso, só viajava de trip, que não tem fidelidade. Porque se tivesse, eu já teria um bilhão de milhas.
- Categoria Azul, na TAM;
- Categoria PRATA na Gol;
- Categoria SAFIRA na Azul.
Sim, nesses 5 meses. Antes disso, só viajava de trip, que não tem fidelidade. Porque se tivesse, eu já teria um bilhão de milhas.
22 de out. de 2012
Resumo fotográfico
Como eu ando trabalhando e viajando muito, acaba que eu não tenho passado muito tempo em lugar nenhum da internet: blog, twitter, facebook, etc estão largados no mundo. E mesmo assim quando eu uso é pelo celular. Com isso, duas coisas andam bombando: foursqaure e instagram. Como Foursquare não serviria para nada neste humilde blog (a não ser para mostrar que eu ando viajando pra caralho), resolvi fazer um post com fotos que andei postando.
Numa das minhas viajens, acho que para Vitória, fui contemplado com DOIS vouchers de 50 conto, para ser usado na compra de passagens. Saca só:

Aproveitei os vouchers para ir para São Paulo. Apesar da minha família ser metade paulista, eu NUNCA fiz turismo em Sampa. Aproveitei a hospitalidade da Raquel e fui para lá. Estava precisando tirar uns dias de folga (apesar de que na sexta trabalhei no shoppingBourbon Eldorado e na segunda em Viracopos). No shopping eu reencontrei o freddo. Foi lindo:

No dia seguinte, logo de manhã, fui acordado com metal na veia:

Rodei muito pela cidade (ganhei até o Sampa Badge do Foursquare. Aliás, essa viagem me rendeu um monte de badges). E também experimentei um treco diferente, o tal do churrasco coreano (bem gostoso):

O último lugar que fui foi no maior high five do mundo (também conhecido como memorial da américa latina):

Voltei de São Paulo e no dia seguinte fui para São Luis. As minhas idas para SLZ tem sido descobertas gastronômicas fantásticas. A mais divertida foi o arronha, que não é o que vocês estão pensando. A planta chama Cuxá:

O arronha era acompanhamento da famosa orelha de elefante, que é basicamente um filé de carne de sol gigante. Reparem nos pratos atras, para ter nocão do tamanho do bicho:

Tudo isso regrado ao famoso guaraná Jesus. Esse eu já tinha tomado (aliás, tomei meio copo e foi o suficiente para NUNCA MAIS tomar). Mas como tinha gente que nunca tinha tomado, aproveitei para tirar a foto. Sim, é rosa "marca texto". Sim, é muito doce. Sim, é MUITO ruim (basicamente é um chiclete tuti fruti líquido). Mas vende tanto que a coca comprou, porque ninguém tomava coca em São Luis:

E foi em SLZ que eu comi o pão de queijo mais caro do mundo: QUATRO REAIS E CINQUENTA CENTAVOS. Pelo menos era grande:

Mas o mais triste de tudo é acordar depois de dormir poucas horas, ver a imagem abaixo e ter que ir trabalhar.

Não posso deixar de fora as minhas viagens para o Rio. Outro dia o sistema da Webjet estava fora do ar e tiveram que fazer o check in no modo analógico:

Mas chegando lá no Rio, a vista do escritório é muito foda. Baia de guanabara, ilha fiscal, paço imperial e uma pontinha do santos dumont:

E numa das voltas de lá, o avião não tinha a fileira 16. Adivinha qual era a minha fileira...

Já em BH, casamentos. Muitos. E toda vez que uso gravata lembro de Brasilia...

E num dos casórios, uma das fotos mais legais que eu já tirei (pelo menos eu achei na hora que tirei, bêbado):

Bom, é isso. Resume bem o que tem sido a minha vida nesses últimos três meses. Nada muito emocionante, tirando o trabalho, que está pegando fogo. Mas não posso falar sobre o assunto....
Numa das minhas viajens, acho que para Vitória, fui contemplado com DOIS vouchers de 50 conto, para ser usado na compra de passagens. Saca só:

Aproveitei os vouchers para ir para São Paulo. Apesar da minha família ser metade paulista, eu NUNCA fiz turismo em Sampa. Aproveitei a hospitalidade da Raquel e fui para lá. Estava precisando tirar uns dias de folga (apesar de que na sexta trabalhei no shopping

No dia seguinte, logo de manhã, fui acordado com metal na veia:

Rodei muito pela cidade (ganhei até o Sampa Badge do Foursquare. Aliás, essa viagem me rendeu um monte de badges). E também experimentei um treco diferente, o tal do churrasco coreano (bem gostoso):

O último lugar que fui foi no maior high five do mundo (também conhecido como memorial da américa latina):

Voltei de São Paulo e no dia seguinte fui para São Luis. As minhas idas para SLZ tem sido descobertas gastronômicas fantásticas. A mais divertida foi o arronha, que não é o que vocês estão pensando. A planta chama Cuxá:

O arronha era acompanhamento da famosa orelha de elefante, que é basicamente um filé de carne de sol gigante. Reparem nos pratos atras, para ter nocão do tamanho do bicho:

Tudo isso regrado ao famoso guaraná Jesus. Esse eu já tinha tomado (aliás, tomei meio copo e foi o suficiente para NUNCA MAIS tomar). Mas como tinha gente que nunca tinha tomado, aproveitei para tirar a foto. Sim, é rosa "marca texto". Sim, é muito doce. Sim, é MUITO ruim (basicamente é um chiclete tuti fruti líquido). Mas vende tanto que a coca comprou, porque ninguém tomava coca em São Luis:

E foi em SLZ que eu comi o pão de queijo mais caro do mundo: QUATRO REAIS E CINQUENTA CENTAVOS. Pelo menos era grande:

Mas o mais triste de tudo é acordar depois de dormir poucas horas, ver a imagem abaixo e ter que ir trabalhar.

Não posso deixar de fora as minhas viagens para o Rio. Outro dia o sistema da Webjet estava fora do ar e tiveram que fazer o check in no modo analógico:

Mas chegando lá no Rio, a vista do escritório é muito foda. Baia de guanabara, ilha fiscal, paço imperial e uma pontinha do santos dumont:

E numa das voltas de lá, o avião não tinha a fileira 16. Adivinha qual era a minha fileira...

Já em BH, casamentos. Muitos. E toda vez que uso gravata lembro de Brasilia...

E num dos casórios, uma das fotos mais legais que eu já tirei (pelo menos eu achei na hora que tirei, bêbado):

Bom, é isso. Resume bem o que tem sido a minha vida nesses últimos três meses. Nada muito emocionante, tirando o trabalho, que está pegando fogo. Mas não posso falar sobre o assunto....
20 de out. de 2012
Ressuscitando o notebook
Pois bem, amiguinhos. Faz muuuuuuito tempo que eu não passo por aqui, mas é que a vida não tá fácil. Tenho trabalhado pra caralho, viajado pra caralho e no fim de semana nem lembro deste humilde blog. Quer dizer, até lembro, mas não tenho tido muita coisa para escrever por aqui, já que minha vida ultimamente é só trabalho e avião.
É tanto tempo sem postar e tão pouco post esse ano que nem sei se já contei por aqui a história do meu notebook. Então como ela chegou a um fim hoje, resolvi contar tudo....
Tudo começou em...2007, acho. Talvez 2008. Pouco importa. Fato é que em 2006 minha irmã resolveu casar com um gringo e desde então todo ano vai alguém da minha família visitá-la na suíça. E em 2007 (ou 2008), a véia foi para lá e trouxe um notebook daqueles supermóveis, precursor do netbook. O bicho tem 12", pesa pouco mais de 1,5 kg (com a bateria de 6 células), mas tem uma configuração animal (tirando o processador). Até hoje é de dar inveja a muito notebook por aí. Para os cusiorsos, é esse aqui. Considerando que ele tem quase 5 anos e que sobreviveu 4 deles com a minha mãe, o bicho é um guerreiro (ao contrário da maioria dos HPs).
Pois bem. Na última visita da véia à minha irmã, em junho, ela comprou um notebook novo e resolveu me dar o pequenino guereiro. "Só tá fazendo um barulho esquisito", disse ela ao me entregar. Fiquei felizão, mesmo apanhando horrores da merda do teclado em alemão.
DOIS MESES depois aconteceu isso aqui:

Morreu. Simples assim. Não ligava mais. Meus conhecimentos de informática me diziam que era o HD que tinha ido pro saco. Mas como o computador é muito bom, considerando tamanho/especificações, achei que valia a pena ver o quanto custaria para salvá-lo.
Dei uma procurada na internet por um HD novo e vi que era maromeno umas 100 doleras na gringa. "Ah, uns 250 conto eu pago feliz", pensei. Levei numa loja perto do trabalho e o cara só falou assim: "putz, é mini-HD. Vai ser umas 650, 700 pratas". Assutei e resolvi pedir uma segunda opinião. Mesma coisa.
Não aceitando a derrota, comecei a caçar o tal mini-HD aqui no Brasil. E ele simplesmente NÃO EXISTE. Basicamente saiu de linha no mundo inteiro. Uma merda. Pensei em comprar um HD externo, mas não serviria de nada ter um notebook pequeno e ter que usar um HD externo.
Aí pensei que poderia comprar um pen drive razoavelmente grande e instalar linux nele. Se precisasse de armazenamento duradouro, só usar o HD exteno de 1 Tb que eu tenho. Mas antes de sair gastando grana, queria fazer um teste para ver a performance. Catei um pendrive de 8gb do Véio e instalei o lubuntu. O resultado? Esse aqui:

Sabendo que funcionaria, resolvi comprar um pendrive pequeno, o menor possível de 64Gb. Seria mais que suficiente para sobreviver. O problema é que a maior capacidade que eu achei no tamanho que eu queria era 32Gb. Fazer o que, era o que tinha disponível. Não foi tão caro (uns 50 ronaldos), só que vinha da china, então demorou uma eternidade para chegar. Mas sexta (popularmente conhecida como ontem) chegou. Saca o tamanho do treco (a moeda de 1 ronaldo é apenas para fins comparativos):

Como eu estava morto e saí muito tarde do trabalho, resolvi que não iria render muito se fosse sair. Comprei umas 2 cervejas e instalei ontem mesmo o Lubuntu 12.10. Funcionou que foi uma beleza. Muito rápido e tem tudo o que eu uso no dia a dia (tive que instalar alguns programas, lógico). E o melhor: ainda diminuiu o peso, já que troquei o HD por essa coisinha aí do lado quase imperceptível (o mais à frente, na altura do TAB. Atrás dele é o conector da fonte).

Fiquei felizão com a volta à vida do pequenino. E só me vinha à cabeça essa cena:
É tanto tempo sem postar e tão pouco post esse ano que nem sei se já contei por aqui a história do meu notebook. Então como ela chegou a um fim hoje, resolvi contar tudo....
Tudo começou em...2007, acho. Talvez 2008. Pouco importa. Fato é que em 2006 minha irmã resolveu casar com um gringo e desde então todo ano vai alguém da minha família visitá-la na suíça. E em 2007 (ou 2008), a véia foi para lá e trouxe um notebook daqueles supermóveis, precursor do netbook. O bicho tem 12", pesa pouco mais de 1,5 kg (com a bateria de 6 células), mas tem uma configuração animal (tirando o processador). Até hoje é de dar inveja a muito notebook por aí. Para os cusiorsos, é esse aqui. Considerando que ele tem quase 5 anos e que sobreviveu 4 deles com a minha mãe, o bicho é um guerreiro (ao contrário da maioria dos HPs).
Pois bem. Na última visita da véia à minha irmã, em junho, ela comprou um notebook novo e resolveu me dar o pequenino guereiro. "Só tá fazendo um barulho esquisito", disse ela ao me entregar. Fiquei felizão, mesmo apanhando horrores da merda do teclado em alemão.
DOIS MESES depois aconteceu isso aqui:

Morreu. Simples assim. Não ligava mais. Meus conhecimentos de informática me diziam que era o HD que tinha ido pro saco. Mas como o computador é muito bom, considerando tamanho/especificações, achei que valia a pena ver o quanto custaria para salvá-lo.
Dei uma procurada na internet por um HD novo e vi que era maromeno umas 100 doleras na gringa. "Ah, uns 250 conto eu pago feliz", pensei. Levei numa loja perto do trabalho e o cara só falou assim: "putz, é mini-HD. Vai ser umas 650, 700 pratas". Assutei e resolvi pedir uma segunda opinião. Mesma coisa.
Não aceitando a derrota, comecei a caçar o tal mini-HD aqui no Brasil. E ele simplesmente NÃO EXISTE. Basicamente saiu de linha no mundo inteiro. Uma merda. Pensei em comprar um HD externo, mas não serviria de nada ter um notebook pequeno e ter que usar um HD externo.
Aí pensei que poderia comprar um pen drive razoavelmente grande e instalar linux nele. Se precisasse de armazenamento duradouro, só usar o HD exteno de 1 Tb que eu tenho. Mas antes de sair gastando grana, queria fazer um teste para ver a performance. Catei um pendrive de 8gb do Véio e instalei o lubuntu. O resultado? Esse aqui:

Sabendo que funcionaria, resolvi comprar um pendrive pequeno, o menor possível de 64Gb. Seria mais que suficiente para sobreviver. O problema é que a maior capacidade que eu achei no tamanho que eu queria era 32Gb. Fazer o que, era o que tinha disponível. Não foi tão caro (uns 50 ronaldos), só que vinha da china, então demorou uma eternidade para chegar. Mas sexta (popularmente conhecida como ontem) chegou. Saca o tamanho do treco (a moeda de 1 ronaldo é apenas para fins comparativos):

Como eu estava morto e saí muito tarde do trabalho, resolvi que não iria render muito se fosse sair. Comprei umas 2 cervejas e instalei ontem mesmo o Lubuntu 12.10. Funcionou que foi uma beleza. Muito rápido e tem tudo o que eu uso no dia a dia (tive que instalar alguns programas, lógico). E o melhor: ainda diminuiu o peso, já que troquei o HD por essa coisinha aí do lado quase imperceptível (o mais à frente, na altura do TAB. Atrás dele é o conector da fonte).

Fiquei felizão com a volta à vida do pequenino. E só me vinha à cabeça essa cena:
30 de set. de 2012
Mentor++
A minha empresa tem um programa de mentorado que funciona maromeno assim: o funcionário escolhe alguém que ele vê como um modelo e que está numa posição onde o funcionário quer chegar. Aí ele conversa com o futuro mentor e pergunta se ele topa ser o mentor dele. Se o cara topar, ele formaliza com o RH e inicia o processo.
O esquema depois disso é o seguinte: sempre que o mentorado precisa de ajuda com alguma coisa, está com dúvida, precisa de uma dica, etc. ele procura o mentor pra trocar uma ideia.
No ano passado um monte de gente me procurava pra conversar, mesmo sem eu ser o mentor oficial. Além disso era o mentor formal de uma estagiária que saiu da empresa. Por algum motivo desconhecido esse ano eu parei de ser procurado. Talvez por ter subido na hierarquia (primeiro informalmente, depois formalmente) ou talvez por eu estar absurdamente mais estressado e cada vez com a cara mais fechada.
Aí na quarta (ou quinta, não lembro), pra lá das seis da tarde, um dos caras do administrativo foi até a minha mesa e perguntou se podia conversar comigo. Falei que podia, lógico, e fomos para uma sala de reunião.
O menino é bem simples, assistente administrativo, e faz engenharia de produção numa dessas faculdades mais fracas. O sonho do cara é ser engenheiro, mas ainda tem que comer muita grama.
entramos na sala e o cara começou a falar. A voz tremula, as palavras não saiam direito. parecia que ele estava com medo de mim. Depois de dar uma volta gigante, finalmente perguntou se eu poderia ser o mentor dele, porque ele queria chegar onde eu cheguei.
Falei que topava, sem problemas,mas que estava viajando muito e que poderia ser difícil conversar comigo. E como meus dias andavam muito corridos, pedi para ele marcar as conversas no outlook.
O cara ficou felizão e saiu da sala para conversar com o chefe dele. Aí encontro o chefe dele depois disso no café e ele comentou que o sujeito estava super animado. E seguindo a onda de definição de mentor, ele mesmo perguntou se eu poderia ser o mentor dele. Topei.
E de um dia para o outro ganhei dois memorandos novos. Resta saber se vou conseguir ajudar esse pessoal, que não são da minha area.
O esquema depois disso é o seguinte: sempre que o mentorado precisa de ajuda com alguma coisa, está com dúvida, precisa de uma dica, etc. ele procura o mentor pra trocar uma ideia.
No ano passado um monte de gente me procurava pra conversar, mesmo sem eu ser o mentor oficial. Além disso era o mentor formal de uma estagiária que saiu da empresa. Por algum motivo desconhecido esse ano eu parei de ser procurado. Talvez por ter subido na hierarquia (primeiro informalmente, depois formalmente) ou talvez por eu estar absurdamente mais estressado e cada vez com a cara mais fechada.
Aí na quarta (ou quinta, não lembro), pra lá das seis da tarde, um dos caras do administrativo foi até a minha mesa e perguntou se podia conversar comigo. Falei que podia, lógico, e fomos para uma sala de reunião.
O menino é bem simples, assistente administrativo, e faz engenharia de produção numa dessas faculdades mais fracas. O sonho do cara é ser engenheiro, mas ainda tem que comer muita grama.
entramos na sala e o cara começou a falar. A voz tremula, as palavras não saiam direito. parecia que ele estava com medo de mim. Depois de dar uma volta gigante, finalmente perguntou se eu poderia ser o mentor dele, porque ele queria chegar onde eu cheguei.
Falei que topava, sem problemas,mas que estava viajando muito e que poderia ser difícil conversar comigo. E como meus dias andavam muito corridos, pedi para ele marcar as conversas no outlook.
O cara ficou felizão e saiu da sala para conversar com o chefe dele. Aí encontro o chefe dele depois disso no café e ele comentou que o sujeito estava super animado. E seguindo a onda de definição de mentor, ele mesmo perguntou se eu poderia ser o mentor dele. Topei.
E de um dia para o outro ganhei dois memorandos novos. Resta saber se vou conseguir ajudar esse pessoal, que não são da minha area.
26 de set. de 2012
Elogie sua equipe
Estou passando por uma fase nos meus projetos que preciso muito dos setores de apoio da empresa: SMS, Compras, Contrato, etc. E toda vez que preciso da ajuda desse pessoal é um martírio. Tem vez que eu preciso FAZER o trabalho deles, porque senão sai tudo errado. E todo mundo da empresa reclama deles.
Hoje, especificamente, fui atendido MUITO rapidamente por dois destes setores. Em um dos casos, só agradeci pela ajuda. No outro, agradeci pela rápida ajuda. No primeiro caso, a resposta foi um simples "disponha". No segundo caso, foi o seguinte:
Deve ser uma merda. Aliás, É uma merda. Eu sei disso porque eu só sou cobrado pelo resultado: margem, margem, margem pela diretoria e prazo, prazo, prazo pelo cliente. Além, óbvio, das milhões de outras apurrinhações do dia-a-dia. E, em um mês inteiro, NENHUM "obrigado", ou "bom trabalho", ou "mandou bem". Mesmo quando você se mata para fazer as coisas. Afinal, aquilo é o seu trabalho.
Aí eu volto para a frase do nosso amigo: "sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!". Pô, a verdade é essa. TODO MUNDO é pago para fazer alguma coisa e, óbvio, deve fazer da melhor forma possível. Mas não custa NADA agradecer o empenho, o rápido trabalho, elogiar a qualidade... Isso aumenta o moral do funcionário absurdamente.
Como disse o Primo um dia desses, amor é o maior soft skill de um gerente de projetos. Você precisa amar a sua equipe. Eles tem que se sentir amados, parte de uma familia, protegidos. Isso vai fazer com que rendam muito mais. Vão ficar motivados para trabalhar.
O problema é que mesmo sabendo isso, eu acabo esquecendo de colocar em prática com todo mundo. Com o pessoal da operação eu até faço isso bastante: vou lá, converso com o cara, dou atenção, pergunto como está andando o trabalho, faço um cafuné (nas mulheres, óbvio). Além deles se sentirem bem eu vejo o que tem de risco novo no projeto (sim, numa conversa aparentemente "boba" de 5 minutos). Mas com os meus coordenadores eu só desço o sarrafo. É basicamente o que eu recebo de cobrança, mas distribuído por 5 pessoas.
Tá errado isso. E eu preciso me policiar para dar mais atenção à essa parte e reconhecer o bom trabalho do pessoal. Com tanta merda acontecendo todo dia nos projetos, um "bom trabalho" vai alegrar a vida do cara.
E você, já elogiou sua equipe hoje?
Hoje, especificamente, fui atendido MUITO rapidamente por dois destes setores. Em um dos casos, só agradeci pela ajuda. No outro, agradeci pela rápida ajuda. No primeiro caso, a resposta foi um simples "disponha". No segundo caso, foi o seguinte:
Valeu pelo e-mail de agradecimento pelo rápido atendimento , sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!Essa frase, no fim de um expediente (já era mais de 7:30), me fez pensar na vida que esses caras levam. Deve ser todo dia a mesma coisa: um cara deixa para fazer as coisas em cima da hora e pede uma pancada de coisas urgente. Os caras fazem o melhor possível (pelo menos eu espero que eles façam o melhor possível) para atender o prazo e só ficam levando porrada. Até mesmo quando fazem no prazo previsto. Raramente devem escutar um "obrigado".
Deve ser uma merda. Aliás, É uma merda. Eu sei disso porque eu só sou cobrado pelo resultado: margem, margem, margem pela diretoria e prazo, prazo, prazo pelo cliente. Além, óbvio, das milhões de outras apurrinhações do dia-a-dia. E, em um mês inteiro, NENHUM "obrigado", ou "bom trabalho", ou "mandou bem". Mesmo quando você se mata para fazer as coisas. Afinal, aquilo é o seu trabalho.
Aí eu volto para a frase do nosso amigo: "sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!". Pô, a verdade é essa. TODO MUNDO é pago para fazer alguma coisa e, óbvio, deve fazer da melhor forma possível. Mas não custa NADA agradecer o empenho, o rápido trabalho, elogiar a qualidade... Isso aumenta o moral do funcionário absurdamente.
Como disse o Primo um dia desses, amor é o maior soft skill de um gerente de projetos. Você precisa amar a sua equipe. Eles tem que se sentir amados, parte de uma familia, protegidos. Isso vai fazer com que rendam muito mais. Vão ficar motivados para trabalhar.
O problema é que mesmo sabendo isso, eu acabo esquecendo de colocar em prática com todo mundo. Com o pessoal da operação eu até faço isso bastante: vou lá, converso com o cara, dou atenção, pergunto como está andando o trabalho, faço um cafuné (nas mulheres, óbvio). Além deles se sentirem bem eu vejo o que tem de risco novo no projeto (sim, numa conversa aparentemente "boba" de 5 minutos). Mas com os meus coordenadores eu só desço o sarrafo. É basicamente o que eu recebo de cobrança, mas distribuído por 5 pessoas.
Tá errado isso. E eu preciso me policiar para dar mais atenção à essa parte e reconhecer o bom trabalho do pessoal. Com tanta merda acontecendo todo dia nos projetos, um "bom trabalho" vai alegrar a vida do cara.
E você, já elogiou sua equipe hoje?
18 de set. de 2012
E aí eu fui promovido
A minha relaçâo com promoções na minha empresa nunca foi fácil. Sempre que está na hora de eu ser promovido acontece alguma coisa que acaba enrolando. Em 2009/2010 foi a crise. Em 2012 foi um procedimento novo. Desde JANEIRO eu estou no lugar do meu antigo chefe, que foi para outro escritório e estou trabalhando com desvio de função. Não que isso me incomode, mas o problema é que o filtro de acesso nos sistemas da empresa é o cargo, então eu não conseguia fazer nada sozinho. Para muita coisa precisava pedir a ajuda de alguém. Teve sistema que fizeram até maracutaia de me colocar como meu chefe, para eu conseguir fazer algumas coisas.
Mas voltando à vaca fria... em janeiro eu não consegui ser promovido porque inventaram um processo novo: promoçôes na área gerencial precisavam passar por uma banca. E dependendo do nível que vocè pretende ser aprovado vai um pacote de pessoas para a promoção. No meu caso, precisava estar presente o presidente da empresa e pelo menos parte da diretoria. Agora imagina o quanto é fácil juntar essa renca toda numa sala...
Para piorar, lá pra Março o gerente do escritório conseguiu finalmente juntar todos eles em uma CONFERÊNCIA de 15 minutos para PEDIR a minha banca. E aí eles pediram 3 meses para me acompanhar mais de perto. Passaram os 3 meses e só aí resolveram tentar agendar a tal banca.
Chegaram a marcar no mês passado, mas deu uma merda um dia antes na agenda de algum deles e adiaram UM MÊS. Eu até entendo que a agenda desses caras deve ser lotada e conseguir 3 horas seguidas de todos eles deve ser praticamente um milagre, mas fiquei puto.
Fato é que quarta passada chegou o novo dia. Peguei meu avião de madrugada, cheguei no Rio 7 da matina e fiquei trabalhando, esperando chegar 4 da tarde. Lá pras 10 da manhã o pessoal do RH me manda um email falando que a minha apresentação estva grande e que eu precisava reduzir um slide.
Corri na sala da mulher para entender que porra era aquela, já que a apresentação estava com os 3 slides de texto previsto. Ela reclamou que além da capa e a final tinha um slide de SMS. Expliquei que aquilo era o padrão de apresentação e regra da empresa. Ela não quis saber. Apaga esse slide entâo, que vai ser 'no talento'", eu disse.
Voltei para o andar que eu estava e continuei trabalhando. TRÊS E MEIA meu telefone toca. Era a mulher do RH novamente. Aí aconteceu o seguinte diálogo:
- Você volta hoje?
- Sim, respondi já sentindo que ia dar merda.
- Que horas é o seu vôo?
- 11, disse sentindo o frio na espinha.
- Caraca. Vai ser apertado.
- Hein?
- Surgiu uma reunião de última hora para o CEO. Vamos ter que adiar a banca.
"Putaquepariu. Fudeu", pensei eu, já imaginando que levaria mais um mês. Mas perguntei:
- Mas e aí?
- Vou marcar para começar às 18.
- OK.
Eu tinha certeza que ia dar merda. Começar às 18:00 quer dizer na verdade começar às 19, se NADA der errado. E eu tinha que estar no galeão 10:00. Se são 3 horas de banca, estava apertadíssimo. Para ganhar meia hora, fiz o check in e já alertei o resto da galera que ia para a reunião comigo que tinha chance de eu nãochegar em São Luis, para eles se prepararem.
Seis em ponto eu estava na porta da sala do CEO. Eu, pelo menos, tinha que ser pontual. Atrasou, lógico, mas foi só meia hora. Falei meus 15 minutos de direito e aí começou a sabatina. Foram DUAS HORAS E MEIA de perguntas. Eu gostei bastante, porque algumas delas abriram os olhos para alguns pontos que eu nunca tinha pensado, ou que deveria estar fazendo. Aí me mandaram tomar um café.
Foram uns 20 minutos absurdamente longos. Além de estar bem ansioso pela resposta, estava preocupado com o horário do vôo. E não tinha ninguém para conversar na empresa, uma vez que já passava das 9 da noite. Comecei a ler tudo o que tinha pendurado nas paredes, tomei uns 2 copos de "nescau", li um monte de coisa na internet pelo celular, li meus emails.... E aí o CEO apareceu de volta, me chamando para a sala.
De cara me deram um diplominha, de que fui aprovado na banca. E aí começou o feedback. Foi bem bacana, falaram vários pontos positivos e alguns pontos de melhoria, mas no geral gostaram bastante e elogiaram muito o meu trabalho. Eu estava gostando daquele bando de elogios, mas estava com medo de perder o vôo. Quase 9:30 me liberaram e fui correndo para o galeão. Consegui ainda engolir um sanduiche em 15 minutos (contando o tempo de compra e espera).
No dia seguinte o gerente do escritório ligou e me deu o feedback do feedback. Falou que a minha promoção já tinha sido aprovada pelo CEO, mas só começaria a valer no mês que vem (coisas da minha empresa, que fecha a folha de pagamento no dia 12) e que o pessoal ficou impressionado com a minha apresentação e meu desempenho. Disse que eles falaram que foi a melhor banca até hoje. Não sei o quanto disso foi só para eu não ficar puto por ter que esperar mais um mês, mas acredito que alguma coisa seja verdade.
Demorou, mas saiu. Agora é mostrar resultado.
Mas voltando à vaca fria... em janeiro eu não consegui ser promovido porque inventaram um processo novo: promoçôes na área gerencial precisavam passar por uma banca. E dependendo do nível que vocè pretende ser aprovado vai um pacote de pessoas para a promoção. No meu caso, precisava estar presente o presidente da empresa e pelo menos parte da diretoria. Agora imagina o quanto é fácil juntar essa renca toda numa sala...
Para piorar, lá pra Março o gerente do escritório conseguiu finalmente juntar todos eles em uma CONFERÊNCIA de 15 minutos para PEDIR a minha banca. E aí eles pediram 3 meses para me acompanhar mais de perto. Passaram os 3 meses e só aí resolveram tentar agendar a tal banca.
Chegaram a marcar no mês passado, mas deu uma merda um dia antes na agenda de algum deles e adiaram UM MÊS. Eu até entendo que a agenda desses caras deve ser lotada e conseguir 3 horas seguidas de todos eles deve ser praticamente um milagre, mas fiquei puto.
Fato é que quarta passada chegou o novo dia. Peguei meu avião de madrugada, cheguei no Rio 7 da matina e fiquei trabalhando, esperando chegar 4 da tarde. Lá pras 10 da manhã o pessoal do RH me manda um email falando que a minha apresentação estva grande e que eu precisava reduzir um slide.
Corri na sala da mulher para entender que porra era aquela, já que a apresentação estava com os 3 slides de texto previsto. Ela reclamou que além da capa e a final tinha um slide de SMS. Expliquei que aquilo era o padrão de apresentação e regra da empresa. Ela não quis saber. Apaga esse slide entâo, que vai ser 'no talento'", eu disse.
Voltei para o andar que eu estava e continuei trabalhando. TRÊS E MEIA meu telefone toca. Era a mulher do RH novamente. Aí aconteceu o seguinte diálogo:
- Você volta hoje?
- Sim, respondi já sentindo que ia dar merda.
- Que horas é o seu vôo?
- 11, disse sentindo o frio na espinha.
- Caraca. Vai ser apertado.
- Hein?
- Surgiu uma reunião de última hora para o CEO. Vamos ter que adiar a banca.
"Putaquepariu. Fudeu", pensei eu, já imaginando que levaria mais um mês. Mas perguntei:
- Mas e aí?
- Vou marcar para começar às 18.
- OK.
Eu tinha certeza que ia dar merda. Começar às 18:00 quer dizer na verdade começar às 19, se NADA der errado. E eu tinha que estar no galeão 10:00. Se são 3 horas de banca, estava apertadíssimo. Para ganhar meia hora, fiz o check in e já alertei o resto da galera que ia para a reunião comigo que tinha chance de eu nãochegar em São Luis, para eles se prepararem.
Seis em ponto eu estava na porta da sala do CEO. Eu, pelo menos, tinha que ser pontual. Atrasou, lógico, mas foi só meia hora. Falei meus 15 minutos de direito e aí começou a sabatina. Foram DUAS HORAS E MEIA de perguntas. Eu gostei bastante, porque algumas delas abriram os olhos para alguns pontos que eu nunca tinha pensado, ou que deveria estar fazendo. Aí me mandaram tomar um café.
Foram uns 20 minutos absurdamente longos. Além de estar bem ansioso pela resposta, estava preocupado com o horário do vôo. E não tinha ninguém para conversar na empresa, uma vez que já passava das 9 da noite. Comecei a ler tudo o que tinha pendurado nas paredes, tomei uns 2 copos de "nescau", li um monte de coisa na internet pelo celular, li meus emails.... E aí o CEO apareceu de volta, me chamando para a sala.
De cara me deram um diplominha, de que fui aprovado na banca. E aí começou o feedback. Foi bem bacana, falaram vários pontos positivos e alguns pontos de melhoria, mas no geral gostaram bastante e elogiaram muito o meu trabalho. Eu estava gostando daquele bando de elogios, mas estava com medo de perder o vôo. Quase 9:30 me liberaram e fui correndo para o galeão. Consegui ainda engolir um sanduiche em 15 minutos (contando o tempo de compra e espera).
No dia seguinte o gerente do escritório ligou e me deu o feedback do feedback. Falou que a minha promoção já tinha sido aprovada pelo CEO, mas só começaria a valer no mês que vem (coisas da minha empresa, que fecha a folha de pagamento no dia 12) e que o pessoal ficou impressionado com a minha apresentação e meu desempenho. Disse que eles falaram que foi a melhor banca até hoje. Não sei o quanto disso foi só para eu não ficar puto por ter que esperar mais um mês, mas acredito que alguma coisa seja verdade.
Demorou, mas saiu. Agora é mostrar resultado.
17 de set. de 2012
O importante é a sinceridade
Em um dos vôos que peguei nessa semana sentei na saída de emergência (acho que foi na ida para o Rio). A aeromoça explicando os procedimentos para uma mulher ao meu lado:
Se tivermos um acidente, a primeira coisa é olhar para fora, pela janela. Se tiver fogo, fumaça ou se a asa não estiver no lugar, não pode abrir a saída de emergência.A coitada da mulher arregalou os olhos e ficou o vôo inteiro assim (em pânico, imagino eu). Me deu até pena.
15 de set. de 2012
A semana das viagens
Faz tempo que eu não apareço por aqui, né? Vou contar como foi essa semana e vocês vão entender porque ando sumido (todas as outras semanas têm sido assim).
Semana boa começa no domingo, mesmo sendo feriadão. Como eu teria 3 reuniões importantes durante esta semana, passei o domingo preparando apresentaçôes. Fui dormir por volta de 11 da noite e lá pras 3 e pouco da matina estava acordado novamente e não conseguia dormir novamente nem fudendo. Umas 6 e pouco consegui dormir novamente, mas às 7 o despertador tocou e fui trabalhar (ou pelo menos tentar).
Fiquei trabalhando até umas 8 da noite e voltei para casa para preparar a mala. Eu s'viajaria na quarta, mas de deixasse para terça a noite daria merda. A mala eu fiy rapidinho, mas mais uma vez fui dormir tarde e acordei de madrugada. Acheo que tenho que aceitar que não consigo mais dormir direito.
Na terça a noite fui dormir pr lá de 11 e UMA E MEIA da manhã eu acordei. Tudo bem que eu teria que pegar o aviâo 6 da matina, lá em confins, mas dava para ter dormido pelo menos até umas 3:30. Fui para o Rio, para a reunião mais importante do ano profissionalmente falando: a minha banca para ser promovido. Depois eu conto essa história melhor.
O negócio demorou e só consegui sair do trabalho 9 e pouco da noite, para pegar um vôo no galeâo ONZE da noite. Sim, ONZE. E meu destino era São Luis. Ou seja: chegaria muito de madrugada. E assim foi: 2 e muito da matina cheguei no aeroporto e 3 e pouco no hotel. Para acordar 6 e pouco e ir para uma reunião no cliente. Tranquilo.
Estava foda ficar em pé e manter os olhos abertos, mas a adrenalina estava fazendo o seu trabalho e me manteve acordado. 5 da tarde voltei para o hotel e fui...trabalhar. Afinal, dali a 2 horas eu iria comer uma orelha de elefante com o pessoal (explico depois). Estava contando que seria rapidinho e que uma 10 estaria de volta no hotel, para dormir até uma e meia da manhã, já que voltaria para BH na madrugada de sexta. Só que foi aniversário de não sei quem, colega de uma dos caras que estava conosco. E quando fui ver já era meia noite.
Voltei para o hotel, tomei um banho, sentei na cama para ver TV enquanto esperava dar o horário e pesquei por 5 segundos. Com medo de perder o avião fiquei meia hora em pé, andando pelo quarto, para não dormir. Uma e meia saí do quarto e fui para o aeroporto.
O vôo era 3 da matina e não foi fácil ficar acordado, mas consegui. Entrei no avião, sentai na minha poltrona e APAGUEI. Apesar de toda a sede que eu estava quando passou o "lanche" eu não tive forças para abrir o olho e pedir para a aeromoça. Seis da matina chegamos em confins, pegamos um transito infernal para chegar em BH e 7 e pouco cheguei finalmente em casa. Tomei banho e...fui trabalhar.
Eu estava destruido. Não conseguia pensar direito. Mas precisava ir para uma reunião com a diretoria. Na verdade, precisava finalizar a apresentação antes de tudo. Foi dureza: o que eu faria normalmente em duas horas levei 6. Aí, na hora da reunião (2 da tarde) avisaram que ia atrasar meia hora. E assim foi nas próximas duas horas. A reunião começou maromeno 4 e meia da tarde. Eu não pensava mais. Mais de duas horas depois ela finalmente acabou e eu consegui voltar para casa.
Cheguei em casa, tomei um banho e...não consegui dormir. Acho que durante a reunião eu acabei acordando (adrenalina, novamente). Só consegui pegar no sono umas 9 da noite, mas aí hibernei até quase meio dia de hoje. Foi lindo.
Tá certo que esse ano tive uma semana parecida com essa em questão de viagens, mas não foi fácil...
Semana boa começa no domingo, mesmo sendo feriadão. Como eu teria 3 reuniões importantes durante esta semana, passei o domingo preparando apresentaçôes. Fui dormir por volta de 11 da noite e lá pras 3 e pouco da matina estava acordado novamente e não conseguia dormir novamente nem fudendo. Umas 6 e pouco consegui dormir novamente, mas às 7 o despertador tocou e fui trabalhar (ou pelo menos tentar).
Fiquei trabalhando até umas 8 da noite e voltei para casa para preparar a mala. Eu s'viajaria na quarta, mas de deixasse para terça a noite daria merda. A mala eu fiy rapidinho, mas mais uma vez fui dormir tarde e acordei de madrugada. Acheo que tenho que aceitar que não consigo mais dormir direito.
Na terça a noite fui dormir pr lá de 11 e UMA E MEIA da manhã eu acordei. Tudo bem que eu teria que pegar o aviâo 6 da matina, lá em confins, mas dava para ter dormido pelo menos até umas 3:30. Fui para o Rio, para a reunião mais importante do ano profissionalmente falando: a minha banca para ser promovido. Depois eu conto essa história melhor.
O negócio demorou e só consegui sair do trabalho 9 e pouco da noite, para pegar um vôo no galeâo ONZE da noite. Sim, ONZE. E meu destino era São Luis. Ou seja: chegaria muito de madrugada. E assim foi: 2 e muito da matina cheguei no aeroporto e 3 e pouco no hotel. Para acordar 6 e pouco e ir para uma reunião no cliente. Tranquilo.
Estava foda ficar em pé e manter os olhos abertos, mas a adrenalina estava fazendo o seu trabalho e me manteve acordado. 5 da tarde voltei para o hotel e fui...trabalhar. Afinal, dali a 2 horas eu iria comer uma orelha de elefante com o pessoal (explico depois). Estava contando que seria rapidinho e que uma 10 estaria de volta no hotel, para dormir até uma e meia da manhã, já que voltaria para BH na madrugada de sexta. Só que foi aniversário de não sei quem, colega de uma dos caras que estava conosco. E quando fui ver já era meia noite.
Voltei para o hotel, tomei um banho, sentei na cama para ver TV enquanto esperava dar o horário e pesquei por 5 segundos. Com medo de perder o avião fiquei meia hora em pé, andando pelo quarto, para não dormir. Uma e meia saí do quarto e fui para o aeroporto.
O vôo era 3 da matina e não foi fácil ficar acordado, mas consegui. Entrei no avião, sentai na minha poltrona e APAGUEI. Apesar de toda a sede que eu estava quando passou o "lanche" eu não tive forças para abrir o olho e pedir para a aeromoça. Seis da matina chegamos em confins, pegamos um transito infernal para chegar em BH e 7 e pouco cheguei finalmente em casa. Tomei banho e...fui trabalhar.
Eu estava destruido. Não conseguia pensar direito. Mas precisava ir para uma reunião com a diretoria. Na verdade, precisava finalizar a apresentação antes de tudo. Foi dureza: o que eu faria normalmente em duas horas levei 6. Aí, na hora da reunião (2 da tarde) avisaram que ia atrasar meia hora. E assim foi nas próximas duas horas. A reunião começou maromeno 4 e meia da tarde. Eu não pensava mais. Mais de duas horas depois ela finalmente acabou e eu consegui voltar para casa.
Cheguei em casa, tomei um banho e...não consegui dormir. Acho que durante a reunião eu acabei acordando (adrenalina, novamente). Só consegui pegar no sono umas 9 da noite, mas aí hibernei até quase meio dia de hoje. Foi lindo.
Tá certo que esse ano tive uma semana parecida com essa em questão de viagens, mas não foi fácil...
23 de ago. de 2012
Living on the edge
Você aí reclamando da sua conexão de 2 Mbps em casa, ou um 3G que às vezes não pega bem e eu lá em Manaus vivendo assim:

Detalhe: a vivo é a que pega MELHOR no cliente. E essa velocidade de 22 kbps foi ponto fora da curva. Olha no gráfico a média de velocidade...
22 de ago. de 2012
Coelhadas
— Voltei de Manaus na semana passada com uma francesa ao meu lado. Por algum motivo que ainda não descobri ela falou comigo (e só comigo) em inglês. Com todo o resto do pessoal ficou fazendo mímica. Devo ter cara de gringo;
— Pela primeira vez voltei de Manaus de TAM. Foram 3 latinhas de cerveja até brasília e mais uma até BH. Fiquei bem alegre;
— Essa greve da polícia federal me fudeu. Foram filas gigantes em Manaus e só não perdi o voo em BSB porque me mantiveram no mesmo avião. Mas atrasou pra cacete;
— Eu estava com uma reunião marcada para essa semana com a diretoria toda da empresa, que poderia me render uma promoção. Adiaram um mês sem dar motivo e jogaram um balde de água friana minha cabeça;
— Aliás, ando desanimado pra caralho no trabalho, mesmo com dois projetos novos bacanas entrando no meu portfólio;
— Se esses projetos entrarem de verdade não vou mais parar em BH. Por um lado é bom (adoro viajar), mas vou ficar morto;
— O que me motivou é que esses dois projetos são os maiores do escritório desse ano. Somados (são complementares) são os maiores da história do escritório. Sentiu o tamanho do problema e da responsa?
— Estou sentindo que vou perder um cara da minha equipe em breve. E vai dar merda;
— Cansei de Manaus. Só que Manaus não cansou de mim;
— Estou pensando em ir para a colômbia e o equador nas minhas férias. Alguém aí já foi ou conhece alguém que já foi para me falar ser vale a pena?
— Preciso de férias. Estou pensando em tirar uns 2 dias de folga esse mês, já que perdi o feriado de BH da semana passada e trabalhei no domingo.
É isso. Foi rapidinho, porque escrevi no avião para o Rio ontem.
— Pela primeira vez voltei de Manaus de TAM. Foram 3 latinhas de cerveja até brasília e mais uma até BH. Fiquei bem alegre;
— Essa greve da polícia federal me fudeu. Foram filas gigantes em Manaus e só não perdi o voo em BSB porque me mantiveram no mesmo avião. Mas atrasou pra cacete;
— Eu estava com uma reunião marcada para essa semana com a diretoria toda da empresa, que poderia me render uma promoção. Adiaram um mês sem dar motivo e jogaram um balde de água friana minha cabeça;
— Aliás, ando desanimado pra caralho no trabalho, mesmo com dois projetos novos bacanas entrando no meu portfólio;
— Se esses projetos entrarem de verdade não vou mais parar em BH. Por um lado é bom (adoro viajar), mas vou ficar morto;
— O que me motivou é que esses dois projetos são os maiores do escritório desse ano. Somados (são complementares) são os maiores da história do escritório. Sentiu o tamanho do problema e da responsa?
— Estou sentindo que vou perder um cara da minha equipe em breve. E vai dar merda;
— Cansei de Manaus. Só que Manaus não cansou de mim;
— Estou pensando em ir para a colômbia e o equador nas minhas férias. Alguém aí já foi ou conhece alguém que já foi para me falar ser vale a pena?
— Preciso de férias. Estou pensando em tirar uns 2 dias de folga esse mês, já que perdi o feriado de BH da semana passada e trabalhei no domingo.
É isso. Foi rapidinho, porque escrevi no avião para o Rio ontem.
21 de ago. de 2012
Vida de fornecedor
Pode não parecer, mas eu gosto do meu trabalho. Estressa, cansa, tira noites de sono e alguns anos da minha vida, mas eu me divirto. Só que essa vida de fornecedor é foda. Você sempre é o lado fraco da corda e nunca tem razão. E nunca eu tinha sofrido tanto isso como agora.
Num dos projetos o cliente levou UM ANO para sanar umas pendências e, quando finalmente resolveu, me mandou um aviso de multa porque eu demorei mais de uma semana para terminar o projeto.
Em um outro, o cara recusou me pagar porque não teve tempo de ler os documentos. Eu fiz meu trabalho, adiantei o projeto DOIS MESES a pedido dele, entreguei tudo e agora ele fica enrolando para pagar.
Mais um exemplo: tem um projeto que virou prioridade do papa e tem que ser montado esse ano. Eu movi um batalhão para conseguir fazer isso, criei confusão com um monte de gente na empresa pra conseguir pessoas, a galera tá se matando, tudo para atender o cara. Inclusive trabalhei descoberto porque o aditivo do contrato não saiu a tempo. Aí o puto vai pra BH quando eu estou em Manaus para ver ser a gente está trabalhando. E quando eu preciso de uma ajuda para adiantar um faturamento ele fala que não, porque "não se sente confortável". Dureza.
Sem contar que agora ele não conversa mais comigo: quando quer alguma coisa ele manda uma carta com aviso de multa. Podia ser um simples email ou ligação, do tipo: "ou, você já forneceu todos os instrumentos?", mas não, ele me manda uma carta e eu tenho que ficar escrevendo carta de resposta, juntando todos os recibos que ELE assinou, passando pelo meu jurírico, para falar que sim, eu já forneci todos.
Nessas horas eu fico pensando que deve ser muito melhor ser cliente. Não para ser babaca, mas para não passar tanta raiva. Tudo bem, o trabalho deve ser mais entediante, mas a vida deve ser muito mais fácil (ou menos sofrida).
Mas como disse um cara da empresa que foi comigo pra Manaus essa semana, vida sem emoção não tem graça.
Num dos projetos o cliente levou UM ANO para sanar umas pendências e, quando finalmente resolveu, me mandou um aviso de multa porque eu demorei mais de uma semana para terminar o projeto.
Em um outro, o cara recusou me pagar porque não teve tempo de ler os documentos. Eu fiz meu trabalho, adiantei o projeto DOIS MESES a pedido dele, entreguei tudo e agora ele fica enrolando para pagar.
Mais um exemplo: tem um projeto que virou prioridade do papa e tem que ser montado esse ano. Eu movi um batalhão para conseguir fazer isso, criei confusão com um monte de gente na empresa pra conseguir pessoas, a galera tá se matando, tudo para atender o cara. Inclusive trabalhei descoberto porque o aditivo do contrato não saiu a tempo. Aí o puto vai pra BH quando eu estou em Manaus para ver ser a gente está trabalhando. E quando eu preciso de uma ajuda para adiantar um faturamento ele fala que não, porque "não se sente confortável". Dureza.
Sem contar que agora ele não conversa mais comigo: quando quer alguma coisa ele manda uma carta com aviso de multa. Podia ser um simples email ou ligação, do tipo: "ou, você já forneceu todos os instrumentos?", mas não, ele me manda uma carta e eu tenho que ficar escrevendo carta de resposta, juntando todos os recibos que ELE assinou, passando pelo meu jurírico, para falar que sim, eu já forneci todos.
Nessas horas eu fico pensando que deve ser muito melhor ser cliente. Não para ser babaca, mas para não passar tanta raiva. Tudo bem, o trabalho deve ser mais entediante, mas a vida deve ser muito mais fácil (ou menos sofrida).
Mas como disse um cara da empresa que foi comigo pra Manaus essa semana, vida sem emoção não tem graça.
20 de ago. de 2012
O humor e a forma de andar
Outro dia estava andando pelo escritorio e sabe-se lá porque parei para pensar o quanto a minha forma de andar mostra o meu humor. Aí voltando pra casa mais tarde aquele dia comecei a me mapear. Montei o seguinte modelo:
— andando rápido, olhando pra frente: modo normal de operação. Está tudo ocorrendo como esperado (ou seja, caótico);
— andando rápido, olhando para baixo: estou preocupado. Alguma coisa deu merda ou periga dar merda, mas é contornável;
— andando rápido, olhando pra cima: deu merda e/ou estou puto;
— andando rápido, com olhar psicopata: estou muito puto. Deu uma merda muito grande e/ou me deram uma notícia muito ruim. Se me ver assim, não fale comigo;
— andando devagar, olhando pra frente: estou cansado pra caralho, quase pedindo penico;
— andando devagar, olhando pra baixo: estou desanimado e/ou pensando em desistir;
— andando devagar, olhando pra cima: não estou acreditando em alguma coisa que aconteceu (estou desapontado / sem esperança / sem fé na humanidade);
— andando normal, não importa para onde estiver olhando: é fim de semana ou feriado.
Pronto, agora você consegue saber o que está acontecendo comigo só de olhar pra mim. Alguém aí que me conhece pessoalmente tem algum modo ou comentário para eu acrescentar aqui?
— andando rápido, olhando pra frente: modo normal de operação. Está tudo ocorrendo como esperado (ou seja, caótico);
— andando rápido, olhando para baixo: estou preocupado. Alguma coisa deu merda ou periga dar merda, mas é contornável;
— andando rápido, olhando pra cima: deu merda e/ou estou puto;
— andando rápido, com olhar psicopata: estou muito puto. Deu uma merda muito grande e/ou me deram uma notícia muito ruim. Se me ver assim, não fale comigo;
— andando devagar, olhando pra frente: estou cansado pra caralho, quase pedindo penico;
— andando devagar, olhando pra baixo: estou desanimado e/ou pensando em desistir;
— andando devagar, olhando pra cima: não estou acreditando em alguma coisa que aconteceu (estou desapontado / sem esperança / sem fé na humanidade);
— andando normal, não importa para onde estiver olhando: é fim de semana ou feriado.
Pronto, agora você consegue saber o que está acontecendo comigo só de olhar pra mim. Alguém aí que me conhece pessoalmente tem algum modo ou comentário para eu acrescentar aqui?
6 de ago. de 2012
Terminando a semana bem
Esse post era pra sair na sexta, mas previ que poderia dar mais alguma merda, então tá saindo hoje, já que a semana passada já acabou. Foi assim...
Sexta, por volta das 16 horas de Manaus (17 no Brasil), entrei no avião. Olho o número da minha poltrona: 14F. Olho para a poltrona. Saída de emergência. Não acredito com o espaço. Saca só

Sim, estiquei as pernas. Tá certo que elas não são grandes, mas era espaço para caralho.
Enquanto eu ficava balançando o pé, não acreditando em todo aquele espaço, o piloto pediu a atenção de todos e falou que ia dar um boot no avião e que por conta disso ficaríamos sem energia por cerca de 3 minutos. Quando ele falou isso, meu sangue gelou: 3 semanas atrás um cara da minha equipe foi para Manaus e aconteceu a mesma coisa. E aí ele teve que dormir em Manaus.
O tempo foi passando e nada do cara dar notícia. Uns 20 a 30 minutos depois e volta a pedir a atenção de todos e fala que deu merda, que não vamos poder prosseguir. Desce todo mundo e aguarda novas informações.
Duas horas depois, avisam que arrumam um hotel e colocam nossas bagagens na esteira. Nessa hora agradeço por já ter passado por muita merda em aeroporto na época da consultoria e estar preparado por quase tudo. Tinha roupas limpas até segunda. Botaram todo mundo em um busão e toca pro hotel. Saca só o naipe do transporte:

Chegamos no hotel (que, ironicamente, fica na Rua Belo Horizonte) e arrumam um quarto. Até bacana, ainda mais para quem vai só passar a noite. Pouco depois avisam que o jantar vai se no restaurante, no estilo "coma até morrer". E assim eu fiz: me empanturrei de peixe.
Como eu tinha tido uma semana de merda, tudo o que eu mais queria era dormir. A assim eu fiz: subi para o quarto e fui jiboiar. O problema é que não conseguia dormir. Não sei se era porque tinha comido muito ou se era de raiva.
Lá pras 11 eu finalmente peguei no sono. Aí uma da matina (pontualmente) o pessoal da trip me ligou e falaram que tinham conseguido um vôo pra mim 3:30 da madrugada passando por guarulhos. Estava com tanto sono que aceitei. Aí levantei, tomei um banho de meia hora (num chuveiro horroroso) e voltei para o aeroporto.
O avião até saiu na hora, mas me colocaram na poltrona 1A. Todo o espaço que eu teria na sexta foi roubado e eu viajei assim:

Mesmo assim apaguei no avião. Devo ter até babado. Só que acordei com os joelhos doendo, dado que estava todo torto.
Cheguei em guarulho e teria que esperar umas 2 horas até o próximo vôo. Eu ainda estava com muito sono, mas não dava para dormir. Minha mochila já pesava uma tonelada e eu estava morrendo de fome. para não ficar sentado fui até o Mc Donalds e comprei um triplo cheeseburger (curiosamente muito bom - ou a fome que era muito grande).
Pouco depois (a fila estava gigante) voltei para a sala de embarque e chamaram meu vôo. E aí eu sentei na Última fileira. Para meu espanto, era um lugar bem confortável: a poltrona reclinava e tinha bastante espaço entre poltronas. Olha que beleza:

Um hora depois eu estava em Confins, só querendo ir para casa. Aí lembrei que não tinha agendado um carro para me buscar E não tinha dinheiro para o taxi. Sorte que tem taxi que aceita cartão. 40 minutos depois eu cheguei em casa, deitei na cama e apaguei.
Sexta, por volta das 16 horas de Manaus (17 no Brasil), entrei no avião. Olho o número da minha poltrona: 14F. Olho para a poltrona. Saída de emergência. Não acredito com o espaço. Saca só

Enquanto eu ficava balançando o pé, não acreditando em todo aquele espaço, o piloto pediu a atenção de todos e falou que ia dar um boot no avião e que por conta disso ficaríamos sem energia por cerca de 3 minutos. Quando ele falou isso, meu sangue gelou: 3 semanas atrás um cara da minha equipe foi para Manaus e aconteceu a mesma coisa. E aí ele teve que dormir em Manaus.
O tempo foi passando e nada do cara dar notícia. Uns 20 a 30 minutos depois e volta a pedir a atenção de todos e fala que deu merda, que não vamos poder prosseguir. Desce todo mundo e aguarda novas informações.
Duas horas depois, avisam que arrumam um hotel e colocam nossas bagagens na esteira. Nessa hora agradeço por já ter passado por muita merda em aeroporto na época da consultoria e estar preparado por quase tudo. Tinha roupas limpas até segunda. Botaram todo mundo em um busão e toca pro hotel. Saca só o naipe do transporte:

Como eu tinha tido uma semana de merda, tudo o que eu mais queria era dormir. A assim eu fiz: subi para o quarto e fui jiboiar. O problema é que não conseguia dormir. Não sei se era porque tinha comido muito ou se era de raiva.
Lá pras 11 eu finalmente peguei no sono. Aí uma da matina (pontualmente) o pessoal da trip me ligou e falaram que tinham conseguido um vôo pra mim 3:30 da madrugada passando por guarulhos. Estava com tanto sono que aceitei. Aí levantei, tomei um banho de meia hora (num chuveiro horroroso) e voltei para o aeroporto.
O avião até saiu na hora, mas me colocaram na poltrona 1A. Todo o espaço que eu teria na sexta foi roubado e eu viajei assim:

Cheguei em guarulho e teria que esperar umas 2 horas até o próximo vôo. Eu ainda estava com muito sono, mas não dava para dormir. Minha mochila já pesava uma tonelada e eu estava morrendo de fome. para não ficar sentado fui até o Mc Donalds e comprei um triplo cheeseburger (curiosamente muito bom - ou a fome que era muito grande).
Pouco depois (a fila estava gigante) voltei para a sala de embarque e chamaram meu vôo. E aí eu sentei na Última fileira. Para meu espanto, era um lugar bem confortável: a poltrona reclinava e tinha bastante espaço entre poltronas. Olha que beleza:

3 de ago. de 2012
E aí eu saí de férias (de mentira)
Outro dia eu comentei aqui que a minha empresa “ganhou” dois contratos novos. Esses contratos são de longa duração, mas vão envolver um batalhão de pessoas (umas 70 pessoas no pico). Isso mostra que o prazo, apesar de longo, é apertado. E além de prazo apertado, é com um cliente que não sabe o que é escopo. Literalmente.
Não, eu não estou exagerando. Pelo que me contaram, em uma das reuniões de definição ES escopo antes da assinatura o cara pediu para colocarmos umas atividades que não tinham nada com o projeto. Aí o cara da minha empresa falou “mas isso não é escopo do projeto”. E o cara respondeu: “escopo? O que é isso?”.
Percebe-se que vai ser um projeto complicado. Prazo apertado, muita gente trabalhando em paralelo e cliente tentando colocar coisa nova toda hora. Por conta disso, meu chefe pediu para que eu adiasse as minhas férias pelo menos até o projeto engrenar (ainda tinha 20 dias para tirar do ano passado e estava planejando tirar em outubro, quando acaba um dos contratos de Manaus).
O problema é que são férias compulsórias – vão completar 2 anos que eu deveria ter tirá-las – então teria que tirá-las de qualquer maneira. A solução foi simples: para o DP eu estou de férias, mas continuo trabalhando. Aliás, estou até viajando nas férias, só que a trabalho. E isso tem um potencial de dar merda gigante.
O problema é que ando tão cansado (afinal, nas minhas férias de abril eu não consegui descansar nada) que não sei se vou agüentar até março – quando acho que vou conseguir tirar os meus 20 dias restantes.
Torçam por mim.
Não, eu não estou exagerando. Pelo que me contaram, em uma das reuniões de definição ES escopo antes da assinatura o cara pediu para colocarmos umas atividades que não tinham nada com o projeto. Aí o cara da minha empresa falou “mas isso não é escopo do projeto”. E o cara respondeu: “escopo? O que é isso?”.
Percebe-se que vai ser um projeto complicado. Prazo apertado, muita gente trabalhando em paralelo e cliente tentando colocar coisa nova toda hora. Por conta disso, meu chefe pediu para que eu adiasse as minhas férias pelo menos até o projeto engrenar (ainda tinha 20 dias para tirar do ano passado e estava planejando tirar em outubro, quando acaba um dos contratos de Manaus).
O problema é que são férias compulsórias – vão completar 2 anos que eu deveria ter tirá-las – então teria que tirá-las de qualquer maneira. A solução foi simples: para o DP eu estou de férias, mas continuo trabalhando. Aliás, estou até viajando nas férias, só que a trabalho. E isso tem um potencial de dar merda gigante.
O problema é que ando tão cansado (afinal, nas minhas férias de abril eu não consegui descansar nada) que não sei se vou agüentar até março – quando acho que vou conseguir tirar os meus 20 dias restantes.
Torçam por mim.
2 de ago. de 2012
Cuidado com as mentiras que você conta
Dia desses aí pra trás recebi uma ligação de um desses headhunters genéricos que trabalham para grandes empresas. O cara falou da empresa, falou da oportunidade e, como não me interessou (seria voltar 3 anos no tempo), agradeci a oportunidade.
Papo vai, papo vem, o cara começa a dar sinais de desespero, que estava com urgência para preencher a vaga e perguntou se eu tinha alguém para indicar. A situação estava tão feia que a idéia era marcar a entrevista para o dia seguinte. Falei de um cara que trabalhava comigo que era a cara da vaga.
O cara perguntou se podia falar que eu indiquei pedi para não falar nada, afinal, o cara trabalha comigo. Ele pode achar que eu estou querendo que ele saia da empresa (quando na verdade estou é pensando em ajudá-lo a crescer).
Um ou dois dias depois, lá pras 5 da tarde o tal cara que eu indiquei falou que ia ter que sair mais cedo, porque a mulher dele tinha tido um problema e ia buscá-la no médico. Como a mulher dele é zicada, não achei estranho, mas achei uma coincidência muito grande. Estava cheirando a desculpa para fazer a tal entrevista.
Umas 2 horas depois o cara me posta uma foto num bar perto de onde era a tal empresa de recrutamento. Na hora eu saquei que era desculpa para ir fazer a entrevista. Até acho que a mulher dele estava zicada e de cama, mas ninguém pegaria a mulher no hospital e iria para um buteco (pelo menos eu acho que não).
Moral da história: cuidado com o que vocês colocam na internet. Sejam ao menos consistentes com as desculpas que inventam. E lembrem-se que BH é um ovo.
Papo vai, papo vem, o cara começa a dar sinais de desespero, que estava com urgência para preencher a vaga e perguntou se eu tinha alguém para indicar. A situação estava tão feia que a idéia era marcar a entrevista para o dia seguinte. Falei de um cara que trabalhava comigo que era a cara da vaga.
O cara perguntou se podia falar que eu indiquei pedi para não falar nada, afinal, o cara trabalha comigo. Ele pode achar que eu estou querendo que ele saia da empresa (quando na verdade estou é pensando em ajudá-lo a crescer).
Um ou dois dias depois, lá pras 5 da tarde o tal cara que eu indiquei falou que ia ter que sair mais cedo, porque a mulher dele tinha tido um problema e ia buscá-la no médico. Como a mulher dele é zicada, não achei estranho, mas achei uma coincidência muito grande. Estava cheirando a desculpa para fazer a tal entrevista.
Umas 2 horas depois o cara me posta uma foto num bar perto de onde era a tal empresa de recrutamento. Na hora eu saquei que era desculpa para ir fazer a entrevista. Até acho que a mulher dele estava zicada e de cama, mas ninguém pegaria a mulher no hospital e iria para um buteco (pelo menos eu acho que não).
Moral da história: cuidado com o que vocês colocam na internet. Sejam ao menos consistentes com as desculpas que inventam. E lembrem-se que BH é um ovo.
1 de ago. de 2012
Esparroman RECOMENDA: SyncToy
Já contei aqui que sou bem neurótico com backup, né? Tenho uns 15 DVDs com backups que eram feitos a cada 3 meses. Manter esses backups era uma merda: toda vez tinha que queimar um DVD novo colocando tudo o que eu tinha no computador (seja ele desktop, seja notebook). Aí era uma merda: eu nunca lembrava qual o arquivo era o mais novo: o do notebook ou o desktop. Até que eu descobri o SyncToy (em 2006. Não sei porque diabos só estou postando isso hoje).
O SyncToy é um programinha grátis da Microsoft que sincroniza os arquivos de 2 computadores. Ele mesmo olha o que foi alterado e mantém as 2 bases iguais. Na verdade verdadeira, ele tem 3 opções: sincronizar, eco e contribuição. Resumindo: no primeiro ele iguala as bases, no segundo ele faz uma cópia de uma base para a outra e na terceira ele só acrescenta o que foi criado/editado numa base na outra.
E para fazer backup isso é fantástico: você sincroniza o seu computador 1 com o computador 2. Se você é doente, como eu, pode sincronizar o notebook com o HD externo, o desktop com o HD externo e novamente o notebook com o HD externo. Isso significa que tudo o que tem no notebook tem no desktop E no HD externo (ou pen drive gigante). Se seu notebook está em rede com o desktop, pode sincronizá-los direto (não é o meu caso).
O melhor de tudo é que o programa é MUITO simples de usar. Basta você falar o diretório que ele deve sincronizar no computador 1 e o diretório do computador 2. O resto ele faz sozinho. E se você tem alguma pasta dentro desse diretório que não quer sincronizar, tem essa opção. Ou então algum tipo de arquivo que quer manter só de um dos lados. E o legal é que ele funciona com diretórios de rede, então você pode manter o seu notebook do trabalho sincronizado com a rede para quando for viajar.
Não vou colocar prints do programa aqui porque, bem, estou com preguiça (tá cheio de coisa confidencial e teria que ficar editando os prints), mas recomendo MUITO. Só não deixe de sincronizar os arquivos com freqüência, senão não adianta nada.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O SyncToy é um programinha grátis da Microsoft que sincroniza os arquivos de 2 computadores. Ele mesmo olha o que foi alterado e mantém as 2 bases iguais. Na verdade verdadeira, ele tem 3 opções: sincronizar, eco e contribuição. Resumindo: no primeiro ele iguala as bases, no segundo ele faz uma cópia de uma base para a outra e na terceira ele só acrescenta o que foi criado/editado numa base na outra.
E para fazer backup isso é fantástico: você sincroniza o seu computador 1 com o computador 2. Se você é doente, como eu, pode sincronizar o notebook com o HD externo, o desktop com o HD externo e novamente o notebook com o HD externo. Isso significa que tudo o que tem no notebook tem no desktop E no HD externo (ou pen drive gigante). Se seu notebook está em rede com o desktop, pode sincronizá-los direto (não é o meu caso).
O melhor de tudo é que o programa é MUITO simples de usar. Basta você falar o diretório que ele deve sincronizar no computador 1 e o diretório do computador 2. O resto ele faz sozinho. E se você tem alguma pasta dentro desse diretório que não quer sincronizar, tem essa opção. Ou então algum tipo de arquivo que quer manter só de um dos lados. E o legal é que ele funciona com diretórios de rede, então você pode manter o seu notebook do trabalho sincronizado com a rede para quando for viajar.
Não vou colocar prints do programa aqui porque, bem, estou com preguiça (tá cheio de coisa confidencial e teria que ficar editando os prints), mas recomendo MUITO. Só não deixe de sincronizar os arquivos com freqüência, senão não adianta nada.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
31 de jul. de 2012
Rapidinhas
- Coisas que só acontecem na minha empresa: horas administrativas precisam ser aprovadas pelo gerente do funcionário. Por uma questão interna, no sistema eu sou o meu gerente, logo eu aprovo as minhas horas;
- Sabem como eu descobri que eu aprovava as minhas horas? Recebi um email avisando que tinha horas do funcionário “fulano” (eu) para ser aprovadas por mim;
- Outra coisa peculiar que acontece é que quando eu não aponto horas em um dia eu recebo 2 emails: um falando que eu não apontei horas e outro falando que o funcionário “fulano” (eu) não apontou horas e que devo cobrá-lo do lançamento de horas;
- Ainda no campo trabalho: “ganhamos” 2 contratos grandes e meu chefe quer que eu fique com eles. Detalhe: um no nordeste e outro no sudeste (mas não em BH). Além dos meus contratos em Manaus. Acho que não vou mais parar em BH e nem dormir;
- As aspas no ganhamos é porque ainda não foi assinado o contrato. E como eu já vi de tudo nesse mundo corporativo, não custa nada mudarem de idéia;
- Apesar de não termos assinado o contrato o chefe mandou começar a trabalhar no projeto. Como a minha equipe já está no talo, colocaram um cara para trabalhar comigo. Esse cara vai casar em breve. Adivinha se fui convidado de última hora.O problema é que o casamento do cara é no interior. Ainda estou pensando se é muito feio eu não ir (acho que não, afinal o sujeito só me convidou porque virei chefe dele). Não preciso mais ir e nem comprar presente. O cara pediu demissão HOJE (tinha escrito o post no avião e agendado a publicação). Agora eu voltei a ficar fudido;
- Desde que mudou o fiscal dos contratos de Manaus eu tenho tido muito trabalho burocrático. O fiscal anterior era super gente boa e entendia o trabalho como cooperação e parceria. Esse novo é um burocrata que carrega o contrato debaixo do braço. Aí fica pedindo um monte de coisa inútil, que não agrega valor nenhum;
- Falando nele, fiquei absurdamente puto quando o cara não quis medir a aprovação de uns documentos porque “não teve tempo de avaliar”. Mesmo eu falando que quando ele comentasse eu faria a alteração ele não quis pagar. Quase mandei o sujeito tomar no cu, mas tive que me conter;
- O ano fiscal da minha empresa está acabando, Isso significa que vamos ter que se matar em Agosto para entregar o máximo de coisas possíveis. Lembra daqueles 2 projetos que eu falei ali em cima? Aqueles que nem assinaram ainda? Pois é, já tenho metas para eles;
- Outro dia fui verificar o andamento de uns documentos de um cara que está saindo da empresa. O cara falou que iria atrasar. Falei que não podia atrasar, porque o cliente já estava no meu pé. O cara engrossou a voz e falou que era por minha causa que ele estava saindo por minha causa, porque eu sou muito chato. Mantive a calma e falei que estava fazendo o meu trabalho, e que ele deveria fazer o dele. E também descobri que eu jamais mandarei alguém do trabalho tomar no cu;
- Terminei Assassin`s Creed II. O jogo é muito bom. Tão bom que comecei a jogar o Brotherhood novamente, para relembrar como era a história;
- A bola da vez é o God of War 2. Já joguei o 3 e o 1 (nessa ordem). É bem provável que quando eu terminar o 2 volte a jogar o 3, para relembrar a história;
- Esse ano não estou acompanhando quase nada das olimpíadas. E pensar que em 2000 eu troquei a noite pelo dia para poder ver tudo;
- Meu espírito atleta morreu na última semana. A Véia veio pra BH e me passou uma porrada de coisas para resolver, não consegui tempo livre a noite;
- Aliás, no dia que ela chegou estava tendo passeata do orgulho GLBT e o trânsito de BH PAROU. Para fugir da confusão passei ou cima de um canteiro central. Ainda bem que o esparromóvel é alto;
- Dia desses fui num buteco com uns estagiários do trabalho. Descobri que 2 deles não viram o Romário levantar a copa do mundo (não tinham nem nascido!). Me senti muito velho;
- Aliás, tem uma estagiária que está me chamando de velho (indiretamente) toda hora. Tá foda. Qualquer dia desses vou falar que respeito é bom e mantém o emprego;
- Quase esqueço de comentar: vou ser tio! Minha irmã engravidou numa viagem para o Vietnam (do marido dela, ok?) e o moleque nasce em janeiro. Por algum motivo ela escondeu isso uns 3 meses, só contou para o Véio e a Véia. Só que a Véia é fofoqueira e me contou;
- Sabendo que a família ia aumentar, minha irmã resolveu comprar um apartamento em Zurique. Fica pronto DUAS SEMANAS antes do melequento nascer. Adivinha se vai dar merda;
- Para ajudar na mudança e para cuidar do chorão (ou chorona), o Véio vai ficar 2 semanas nas oropa no início do ano que vem. Isso porque ele vai pra lá daqui um mês. E já vai levando meio mundo para o feijão (nome que minha irmã está chamando o filho dela);
- Eu, obviamente, ficarei 2 anos sem visitar minha irmã. Já não sou fã de crianças, com a minha irmã neurótica como mãe, é melhor o bichinho ficar maior antes de ir lá;
- Meu monitor morreu. Liguei um dia e estava funcionando só metade. Já tinha acontecido antes, mas ele tinha voltado a funcionar. Dessa vez morreu de vez. Levei para arrumar e me cobraram 120 ronaldos. Ceretza que i cara só deu uns 2 pontos de solda, mas fazer o que;
- O HD do meu notebook também morreu. E o maldito é um daqueles mini HDs de 1,8”. Essa merda não existe no Brasil e um novo custa 650 ronaldos. Olhei na internet e achei uns na gringolândia mais baratos, estou cogitando importá-los. Mas vou ficar sem notebook em casa um bom tempo.
Bom, acho que é isso. Rendeu bem esse post, hein?
- Sabem como eu descobri que eu aprovava as minhas horas? Recebi um email avisando que tinha horas do funcionário “fulano” (eu) para ser aprovadas por mim;
- Outra coisa peculiar que acontece é que quando eu não aponto horas em um dia eu recebo 2 emails: um falando que eu não apontei horas e outro falando que o funcionário “fulano” (eu) não apontou horas e que devo cobrá-lo do lançamento de horas;
- Ainda no campo trabalho: “ganhamos” 2 contratos grandes e meu chefe quer que eu fique com eles. Detalhe: um no nordeste e outro no sudeste (mas não em BH). Além dos meus contratos em Manaus. Acho que não vou mais parar em BH e nem dormir;
- As aspas no ganhamos é porque ainda não foi assinado o contrato. E como eu já vi de tudo nesse mundo corporativo, não custa nada mudarem de idéia;
- Apesar de não termos assinado o contrato o chefe mandou começar a trabalhar no projeto. Como a minha equipe já está no talo, colocaram um cara para trabalhar comigo. Esse cara vai casar em breve. Adivinha se fui convidado de última hora.
- Desde que mudou o fiscal dos contratos de Manaus eu tenho tido muito trabalho burocrático. O fiscal anterior era super gente boa e entendia o trabalho como cooperação e parceria. Esse novo é um burocrata que carrega o contrato debaixo do braço. Aí fica pedindo um monte de coisa inútil, que não agrega valor nenhum;
- Falando nele, fiquei absurdamente puto quando o cara não quis medir a aprovação de uns documentos porque “não teve tempo de avaliar”. Mesmo eu falando que quando ele comentasse eu faria a alteração ele não quis pagar. Quase mandei o sujeito tomar no cu, mas tive que me conter;
- O ano fiscal da minha empresa está acabando, Isso significa que vamos ter que se matar em Agosto para entregar o máximo de coisas possíveis. Lembra daqueles 2 projetos que eu falei ali em cima? Aqueles que nem assinaram ainda? Pois é, já tenho metas para eles;
- Outro dia fui verificar o andamento de uns documentos de um cara que está saindo da empresa. O cara falou que iria atrasar. Falei que não podia atrasar, porque o cliente já estava no meu pé. O cara engrossou a voz e falou que era por minha causa que ele estava saindo por minha causa, porque eu sou muito chato. Mantive a calma e falei que estava fazendo o meu trabalho, e que ele deveria fazer o dele. E também descobri que eu jamais mandarei alguém do trabalho tomar no cu;
- Terminei Assassin`s Creed II. O jogo é muito bom. Tão bom que comecei a jogar o Brotherhood novamente, para relembrar como era a história;
- A bola da vez é o God of War 2. Já joguei o 3 e o 1 (nessa ordem). É bem provável que quando eu terminar o 2 volte a jogar o 3, para relembrar a história;
- Esse ano não estou acompanhando quase nada das olimpíadas. E pensar que em 2000 eu troquei a noite pelo dia para poder ver tudo;
- Meu espírito atleta morreu na última semana. A Véia veio pra BH e me passou uma porrada de coisas para resolver, não consegui tempo livre a noite;
- Aliás, no dia que ela chegou estava tendo passeata do orgulho GLBT e o trânsito de BH PAROU. Para fugir da confusão passei ou cima de um canteiro central. Ainda bem que o esparromóvel é alto;
- Dia desses fui num buteco com uns estagiários do trabalho. Descobri que 2 deles não viram o Romário levantar a copa do mundo (não tinham nem nascido!). Me senti muito velho;
- Aliás, tem uma estagiária que está me chamando de velho (indiretamente) toda hora. Tá foda. Qualquer dia desses vou falar que respeito é bom e mantém o emprego;
- Quase esqueço de comentar: vou ser tio! Minha irmã engravidou numa viagem para o Vietnam (do marido dela, ok?) e o moleque nasce em janeiro. Por algum motivo ela escondeu isso uns 3 meses, só contou para o Véio e a Véia. Só que a Véia é fofoqueira e me contou;
- Sabendo que a família ia aumentar, minha irmã resolveu comprar um apartamento em Zurique. Fica pronto DUAS SEMANAS antes do melequento nascer. Adivinha se vai dar merda;
- Para ajudar na mudança e para cuidar do chorão (ou chorona), o Véio vai ficar 2 semanas nas oropa no início do ano que vem. Isso porque ele vai pra lá daqui um mês. E já vai levando meio mundo para o feijão (nome que minha irmã está chamando o filho dela);
- Eu, obviamente, ficarei 2 anos sem visitar minha irmã. Já não sou fã de crianças, com a minha irmã neurótica como mãe, é melhor o bichinho ficar maior antes de ir lá;
- Meu monitor morreu. Liguei um dia e estava funcionando só metade. Já tinha acontecido antes, mas ele tinha voltado a funcionar. Dessa vez morreu de vez. Levei para arrumar e me cobraram 120 ronaldos. Ceretza que i cara só deu uns 2 pontos de solda, mas fazer o que;
- O HD do meu notebook também morreu. E o maldito é um daqueles mini HDs de 1,8”. Essa merda não existe no Brasil e um novo custa 650 ronaldos. Olhei na internet e achei uns na gringolândia mais baratos, estou cogitando importá-los. Mas vou ficar sem notebook em casa um bom tempo.
Bom, acho que é isso. Rendeu bem esse post, hein?
30 de jul. de 2012
Começando bem a semana
Hoje vim para Manaus. Como sou muito prevenido, cheguei ao aeroporto com mais de uma hora de antecedência. A fila para o check in da trip estava assim:

Sério, eu não acreditei no tamanho da fila. Para quem não conhece o aeroporto de BH, o check in da trip é naquela bolinha vermelha láááááááá no fundo (maromeno no meio da foto). A fila devia estar com uns bons 100 metros. Levei 50 (CINQUENTA) minutos para fazer o check in. E ainda me avisaram que seria acento livre. Imagina o quanto eu fiquei feliz.
Fui para a sala de embarque, porque segundo a mulher que me atendeu o embarque era imediato. Na hora que PISEI dentro da sala alguém da Trip falou no alto falante: “prezados passageiros da Trip, informamos que devido a problemas no sistema todos os embarques estão atrasados.”. Lembrei da época que ficava mofando no fantástico aeroporto de Curitiba.
Depois de meia hora de atraso entrei no avião. Já era o segundo busão (foi embarque remoto), então não tinha mais esperança de consegui uma janela. Milagrosamente consegui uma. ÓBVIO que a poltrona não reclinava. Foram 4 horas com a coluna reta e o notebook todo torto. Isso porque eu estava com as costas doendo (dormi todo torto essa noite).
Cheguei à Manaus e fui correndo para o cliente, sem nem almoçar, porque tinha uma reunião. Na portaria descobri que o email que mandei solicitando a liberação para entrada não tinha sido encaminhado para os responsáveis. Isso porque eu mandei o email com UMA SEMANA de antecedência e lembrei o tal fiscal 2 vezes durante a semana para ele fazer a liberação. Fiquei 2 horas na portaria esperando a liberação (sem almoçar). Quando consegui entrar, adivinha se a reunião começou na hora...
Quando a reunião começou me avisaram que o aditivo do contrato vai sair, mas que não vão usar para pagar o que eles no devem e que fizemos na confiança. Querem que façamos mais projetos e que eu sente no quibe com o que fiz sem aprovação formal. Olha o tamanho da merda. Avisei que se não pagarem vou parar o contrato e que se fodam os prazos deles e as urgências com os bombeiros e presidência da empresa. O pau comeu feio.
Lá para as 18:00 de Manaus (19:00 do Brasil) consegui almoçar e voltei para o hotel para trabalhar mais um pouco.
Adoro quando dá tudo certo.
Fui para a sala de embarque, porque segundo a mulher que me atendeu o embarque era imediato. Na hora que PISEI dentro da sala alguém da Trip falou no alto falante: “prezados passageiros da Trip, informamos que devido a problemas no sistema todos os embarques estão atrasados.”. Lembrei da época que ficava mofando no fantástico aeroporto de Curitiba.
Depois de meia hora de atraso entrei no avião. Já era o segundo busão (foi embarque remoto), então não tinha mais esperança de consegui uma janela. Milagrosamente consegui uma. ÓBVIO que a poltrona não reclinava. Foram 4 horas com a coluna reta e o notebook todo torto. Isso porque eu estava com as costas doendo (dormi todo torto essa noite).
Cheguei à Manaus e fui correndo para o cliente, sem nem almoçar, porque tinha uma reunião. Na portaria descobri que o email que mandei solicitando a liberação para entrada não tinha sido encaminhado para os responsáveis. Isso porque eu mandei o email com UMA SEMANA de antecedência e lembrei o tal fiscal 2 vezes durante a semana para ele fazer a liberação. Fiquei 2 horas na portaria esperando a liberação (sem almoçar). Quando consegui entrar, adivinha se a reunião começou na hora...
Quando a reunião começou me avisaram que o aditivo do contrato vai sair, mas que não vão usar para pagar o que eles no devem e que fizemos na confiança. Querem que façamos mais projetos e que eu sente no quibe com o que fiz sem aprovação formal. Olha o tamanho da merda. Avisei que se não pagarem vou parar o contrato e que se fodam os prazos deles e as urgências com os bombeiros e presidência da empresa. O pau comeu feio.
Lá para as 18:00 de Manaus (19:00 do Brasil) consegui almoçar e voltei para o hotel para trabalhar mais um pouco.
Adoro quando dá tudo certo.
Assinar:
Postagens (Atom)