3 de dez. de 2010

O Contrato de Manaus

Antes de comecar, vamos combinar uma coisa para nao fazer confusao. O primeiro projeto que fiz em Manaus sera chamado neste blog de Projeto de Manaus. Esse agora que caiu no meu colo, sera o Contrato de Manaus. Isso porque e um contrato guarda chuva e dentro dele teremos diversos projetos (e muitas horas extras e viagens). Posto isso, vamos de historinha....

Esse contrato foi vencido pela minha empresa em meados de setembro e desde que foi vencido ele foi prometido para o escritorio de salvador, pela "proximidade". No dia 8 de Outubro foi feita a primeira reuniao e no dia 25 assinado o contrato. Ai o cliente falou qual seriam as primeiras oportunidades para virar projeto e pediu para que a pessoa que fosse morar em manaus para cuidar do contrato fosse mobilizada.

O gerente do escritorio de salvador pegou um engenheiro junior e lancou o menino na cidade. Na PRIMEIRA reuniao do moleque o gerente do cliente botou ele no bolso e fez o que quis. Falou que precisava queimar a verba em 4 meses e que ia encher a gente de projeto, inclusive com aditivos. O moleque ficou felizao e fez um cronograma para a entrega das propostas (tipo 10 em um mes).

Como a primeira era de eletrica, o gerente de salvador jogou o pepino para o Rio, porque ele nao tinha ninguem de eletrica. Ai uma mulher do Rio, "gerente" de projetos, adotou o menino e pediu a mobilizacao dele.

O pessoal de sms cagou para a solicitacao e quando foram ver, ja tinha passado o prazo previsto em contrato para o cara estar mobilizado. Resultado: o cliente ficou puto e mandou um aviso de multa pra minha empresa. E ainda mandou a direta falando que nao sabia porque eu e meu chefe nao estavamos cuidando do contrato.

Quando o presidente da empresa ficou sabendo do aviso de multa, mandou um email comendo o cu de todo mundo do projeto, inclusive eu, que tinha dois dias de projeto e nem sabia o que estava acontecendo.

Em paralelo a isso, o nosso juninho aventureiro estava fabricando propostas num ritmo alucinante, mas a comercial do Rio nao estava dando continuidade. O cliente, puto, mandou um email convocando uma reuniao urgente com a "gerente" do rio para reclamar que os prazos nao estavam sendo cumpridos. Nessa reuniao ele falou pela segunda vez que nao entendia porque esse contrato nao estava comigo e com meu chefe.

Mas o tal projeto ainda nao tinha sido assinado e, contra TODOS os procedimentos da minha empresa, Juninho foi la e entregou a proposta pro cliente, sem passar por revisao. Para piorar, foi la e assinou a porra da ordem de servico! Resultado: no dia 25 de novembro o projeto comecou. Sem ter equipe definida.

Vendo a merda que tinha sido feita, a "gerente" desesperou, viu que nao tinha gente pra fazer e comecou a pedir ajuda. Como semana que vem tem um projeto grande de eletrica de BH que acaba e o cliente estava insistindo pro contrato ficar comigo e com meu chefe, a bomba caiu no meu colo.

Ai, fui ver o que tinha sido vendido e o quanto eu estava fudido. A proposta tecnica tinha 8 paginas, sendo capa, indice, 4 com a lista de documentos, uma com o cronograma e UMA com o resto, tipo objetivos, escopo, fora do escopo, etc. O escopo eram 6 topicos e a frase "e o que mais for necessario para elaborar os documentos previstos". So faltou um etc. Mais aberto e fudetivo impossivel. No fora de escopo, DOIS topicos. Mas nem precisava, dada a frase acima.

Olhei o cronograma estava la: 97 dias. Apertado pela quantidade de documentos. Ainda mais que ja estava rolando o tempo. Fui olhar com mais detalhes e NAO TINHA TEMPO PREVISTO PARA MOBILIZACAO E PLANEJAMENTO. Go horse total.

Ai fui tentar refazer o cronograma com as pessoas disponiveis e no novo prazo. Abro a planilha de alocacao e vejo que TODAS as pessoas que poderiam fazer o projeto vao tirar ferias. TODAS. Quase comecei a chorar.

Resolvi ligar para Juninho e entender o escopo, as estimativas dele e porque diabos ele nao tinha colocado mobilizacao e planejamento. Papo vai, papo vem e ele me manda a OS assinada, para eu ver o escopo (que eram os mesmos topicos da pt). Ai, olhando aquela pagina escaneada na minha tela, desolado, me atentei para o campo prazo. 97 dias CORRIDOS (detalhe: estava escrito assim mesmo, com letras maiusculas).

Meu sangue gelou. A situacao era muito pior do que eu imaginava. Juninho era tao juninho que nao sabia que aqueles numeros da coluna duracao do project sao dias uteis e nao corridos. Desesperado, resolvi fazer uma conta de padeiro com base nas estimativas para ver quantas pessoas eu precisaria dado o novo prazo. Dez. O escritorio inteiro nao tem dez engenheiros eletricistas.

Fui falar com o meu chefe para dar a boa noticia e, ao fazermos outra conta de padeiro vimos que com aquelas estimativas alem de nos fudermos no prazo o prejuizo seria gigante.

Resultado da brincadeira: estou em Manaus para explicar para o cliente que 97 dias do cronograma sao corridos. E como quem manda no contrato esta no Rio, semana que vem, A DO MEU ANIVERSARIO, deixarei de aproveitar o feriado e vou comemorar meus 29 anos na cidade que mais odeio nesse mundo.

So para fechar o post com chave de ouro: Juninho e da comercial. Devia saber que tudo que fez estava errado. Suspeito que tenha sido trafico de drogas...

2 de dez. de 2010

A reuniao com a empresa de civil

Estava eu trabalhando loucamente um dia desses ai pra tras (como sempre) quando pinga um email no canto da minha tela. Fui olhar de quem era e se era urgente. Era de um dos donos da empresa de civil que prestou servico pra gente no projeto de Manaus. Como nao era urgente (o projeto tinha acabado), dexei pra ler depois.

Pouco depois, recebo uma ligacao do meu chefe (eu estava em Vix) e ele fala "viu o email do fulano?". "Nao", respondi. "Le ai e me liga depois". Li e pensei "nao acredito que eles estao pedindo isso". Liguei pro meu chefe e falei "eu entendi direito?". Ele respondeu "sim". "Ele so pode estar de sacanagem.". "Pois e.".

O cara tinha mandado um email pedindo uma reuniao para conversar sobre alguns desenhos que nao estavam previstos, mudancas de escopo, e blablabla. Resumindo: estava pleiteando um aditivo. Mesmo sem entender como o cara teve CORAGEM de pedir aquilo, marcamos a reuniao.

O cara chegou e ja comecou a falar que o projeto tinha sido mal definido, que teve mudanca de escopo, que teve muito retrabalho, que o tempo foi curto, que fizeram muito mais desenhos que o previsto e que o custo dele foi 3 vezes maior que o previsto. Ai, meu amigo, o sangue ferveu.

Eu ja comecei com os dois pes no peito:

- So para eu entender, o que voces estao chamando de retrabalho? Nao e ter que redesenhar as bacias de contencao, ne? Porque aquilo que chegou para mim, com as valvulas enterradas e sem acesso para abri-las, nao pode ser considerado retrabalho. Nem ter que redesenhar as plantas dos abrigos que, num mesmo desenho, mostram a porta do lado direito em um corte e do lado esquerdo do outro.

O cara ficou branco.

- Nao, isso e erro mesmo. Foram outras coisas, mas nao vale a pena ficar falando caso a caso. Mas uma situacao foi quando voces passaram pra gente o padrao de documentacao a ser seguido depois que os desenhos estavam prontos.
- Meu amigo, desde o PRIMEIRO dia eu tinha falado pra mulher me mandar o primeiro desenho assim que ele ficasse pronto. Ela demorou DOIS MESES para me mandar 8 desenhos e eles estavam uma porcaria. Eu que nao entendo nada de civil achei erros. A minha equipe do Rio se recusou a comentar, de tao ruim que estava (verdade!). Logico que tivemos que passar um padrao a ser seguido.
- Mas nosso denhos sempre e aceito e ninguem reclama de qualidade. Pode jogar no mercado, qualquer um vai achar bom.
- Desculpe, mas os nossos clientes estao acostumados com algo melhor. Aquilo que voces entregaram nao e aceitavel. E se voces tivessem feito o qie eu falei, o retrabalho seria em apenas um desenho.
- E, isso foi falha.
- Ta. E o que voce chama de mudanca de escopo?
- Ah, a gente tinha previsto fazer uns tres desenhos tipicos de bacias e fizemos 14.
- Mas estavam previstos 21 na proposta que fizemos para voces. E nos fizemos uma reuniao e deixamos bem claro que eram 21 bacias.
- E, mas a gente achou que podia ser em A3 e tivemos que fazer em A0.
- Olha, isso so me mostra que voce nao sabe fazer orcamento. Isso nao e erro meu. Voce que entende de civil e que falou que cabia em A3. Eu acreditei.
- Mas teve coisa que a gente mandou pra voces e depois que estava pronto que voces avisaram que tinha que ter uma distancia X de interferencias. Ai nao tinhamos visto isso em campo.
- Primeiro: voce leu a norma que eu te passei? La fala isso. Segundo: quando voce vai fazer levantamento de campo em um lugar que sabe que nao vai voltar, voce olha TUDO em volta, num raio de 100 metros, no minimo. Ela me pediu para olhar coisas que estavam a CINQUENTA CENTIMETROS. Que levantamento e esse? Isso mostra muita falta de preparo.
- Mas teve informacao que a gente pediu que voces demoraram uma semana para responder.
- Qual?
- Ah, uma coisa que tinha que pegar no PDMS.
- Cara, o meu responsavel por isso estava em outro projeto, em outra cidade, sem acesso a internet. Nao tinha como eu te passar isso. Mas Olha so: isso foi faltando 3 semanas pra acabar o projeto. Essa pergunta tinha que ter sido feita no inicio dos trabalhos. So mostra que voces deixaram para fazer na ultima hora. E eu tinha deixado bem claro que esse cara ia sair do projeto e nao dava pra contar muito com ele.

A reuniao continuou e o cara foi so esquivando de dar exemplos das coisas que eram culpa nossa. Todas as que eles tentavam, nos rebatiamos. Ai, no fim, mei chefe pediu para eles levantarem todos os pontos que eram culpa nossa.

Os caras demoraram 2 dias para responder. Achei que ia vir uma coisa super completa, do tipo "dia tal pedi informacao tal e demorou tantos dias para responder". Quando abri o arquivo, era basicamente a mesma coisa, com uns 3 topicos a mais.

Nao teve jeito, cai na gargalhada e falei pro meu chefe que com aquilo que eles tinham apresentado nao era para dar um centavo.

1 de dez. de 2010

Rumo a Manaus

a Ca estou eu, de madrugada, dentro de um carro, indo para Confins, o longinquo aeroporto de Belo Horizonte. O meu destino e a maldita cidade de Manaus, lugar que vou passar boa parte do meu tempo ate Outubto do ano que vem.

Dessa vez estou indo apagar um incendio causado por "gerentes" anteriores do projeto. Essa brincadeira vai custar bons dinheiros e boas noites de sono.

Para completar a merda feita por outras pessoas, ainda vou ter que trabalhar no meu aniversario, a primeira vez em 29 anos e na cidade que eu mais odeio no mundo (muito mais que Manaus): o Rio de Janeiro.

Desde qie peguei esse projeto tem sido uma surpresa atras da outra. Mas isso e assunto para outro post...

30 de nov. de 2010

Trabalho em Dobro

Para coroar a minha volta a Manaus e a minha promoção, fui presenteado com um Nokia E71 pela minha empresa. Não, eles não são bonzinhos, o telefone deverá ser devolvido caso eu saia da empresa. A questão é que com essa "viajação" toda minha acabo perdendo muito tempo em aeroporto em em lugares em que não tenho conexão com internet.

Como hoje em dia nos poucos momentos em que consigo SENTAR na minha mesa eu fico é respondendo email, acabo usando meu celular pessoal para isso, já que o meu antigo celular corporativo era um nokia daqueles pequenos, com 3 ou 4 letras por tecla. Se você acha ruim digitar mensagens naquilo, imagna emails consideravelmente longos...

Comentei com meu chefe que essa gracinha de ficar usando o meu celular para isso não estava bom e que se era para eu ficar perdendo tempo em aeroporto que me arrumassem um celular digno para trabalhar. E assim foi.

O telefone é bem completo (3.5G, Wi-Fi, GPS e a porra toda que esses telefones novos tem), mas estou desacostumado com telas "grandes" que não são "tocáveis". Certamente o teclado fisico é melhor, mas perde-se muito espaço de tela por causa do teclado. Alias, o do E71 tem um problema sério: o enter é bem embaixo do backspace, então váááááárias vezes acabo apertando enter quando quero apagar alguma coisa. Em email não não tem problema, mas quando estou usando o skype, fring ou qualquer outro "mensageiro instantâneo" é uma merda.

O problema é que agora, oficialmente, vou trabalhar em dobro. E considerando que eu já trabalhava muito, devo passar a dormir umas 4 horas por noite...

29 de nov. de 2010

Dia de notícias

Hoje o dia começou bem. Cheguei no trabalho e tinha uma reunião com a empresa de civil que fez caquinha no projeto de Manaus. A reunião foi tão surreal que merece um post só para ela. Aí saí da reunião e fui para uma análise de SWOT. No meio dessa reunião descubro que o projeto pegadinha estava voltando pra BH e adivinha no colo de quem ia cair... Pelo menos eu ia só fazer trabalho de secretária uma hora por semana, então estava de boa.

Acabada a reunião, vamos almoçar e na volta já me chamam para outra reunião. Conversa vai, conversa vem e vi que estavam me embromando por alguma razão. Aí depois de dar muita volta me avisaram que a empresa tinha ganho um contrato guarda-chuva em Manaus e que na reunião de kick off o gerente do cliente (que foi o gerente do meu projeto lá) falou: "eu não estou entendendo porque Fulano e Ciclano não estão aqui na reunião. Eles tiraram 100 em todas as avaliações que fizemos deles". Fulano era meu chefe e Ciclano era eu.

Neste exato momento uma voz interior gritou "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!" e tudo o que eu temia aconteceu. O contrato vai cair no meu colo. Um ano de contrato, um valor absurdo de dinheiro, trabalho, cobrança e pessoas sob minha responsabilidade. Minha. Só minha. Como disse o gerente do escritório, meu chefe vai ser só figurante, para aprovar reembolso. Eu não acreditei. Achei que ia ficar livre daquela cidade, das 8 horas de viagem para chegar ou sair daquele inferno, do calor. Era a visão do inferno. Muita notícia ruim para um dia só.

O lado bom é que não terei que mudar pra lá. Só umas 2 visitas por mês, o que significa que vou ganhar milhas a rodo. E, querendo ou não, vou comer costela de tambaqui com bastante frequência. Meus estudos é que vão ficar mais um tempo congelados...

Aí voltei para a minha mesa, meio desolado coma notícia, meio feliz com o desafio, meio preocupado que largaria o projeto de vitória no meio (e ele está um pepino gigante). Fiquei divagando durante uns 20 minutos, aí chegou o material do projeto. Não tinha mais jeito de fugir.

Comecei a ler e uma hora depois o gerente do escritório me chama novamente pra conversar. "Qual a bomba da vez?", pensei eu. Ele fala que sabe que está colocando muita responsabilidade na minha mão, que eu estou insatisfeito com a situação e tudo mais, mas que finalmente tinha conseguido resolver a minha situação e falou que SAIU A MINHA PROMOÇÃO!

Eu não acreditei (e, na verdade, continuo sem acreditar. Só na hora que o cascalho pingar na minha conta) e a PRIMEIRA pergunta que fiz foi "e qual vai ser meu aumento?". A resposta do cara foi "26%". Perguntei quanto era isso, porque sei que meu salário está baixo e apesar do percentual ser grande transformado em dinheiro não seria tanto assim. Ele fez uma continha no celular e me mostrou a tela.

A minha cara deve ter sido o maior balde de água fria da história. Eu juro que fiquei PUTO na hora. Puto MESMO. Pela primeira vez na história desse país uma pessoa ganha aumento e fica puta. Vendo a minha cara, perguntou "e aí?". Respondi na lata "sinceramente esperava mais, pela carga de trabalho e responsabilidade que jogam nas minhas costas". Aí ele começou a falar que a nossa empresa paga melhor para recem formado e que depois o degrau não é tão grande e blábláblá, mas eu nem prestei atenção. A minha raiva era tanta que eu já estava pensando em para onde eu mandava o meu currículo.

Saí da sala, visivelmente puto, sentei na minha mesa e comecei a escrever um email que seria enviado para pessoas da minha "network". Nisso vi o gerente do escritório indo com meu chefe para a sala de reunião e, logo que eles saíram da sala meu chefe me chamou para conversar.

Ele perguntou o que tinha acontecido, que o gerente do escritório ficou preocupado com a minha reação e eu falei que o aumento que me deram estava bem abaixo do que eu esperava ganhar, pelo sangue que dou pela empresa. E eu tinha cansado de trabalhar desmotivado e que se a empresa não ia resolver o meu problema, eu ia resolver. E que eu via 3 possíveis soluções para a situação:

1) A empresa me pagar o que eu realmente mereço;
2) Eu começar a a trabalhar o proporcional ao que a empresa me paga (que seria mais ou menos 2/3 do que eu trabalho hoje);
3) Eu sair da empresa.

Conversa vai, conversa vem, fala uma coisa daqui, fala uma coisa dali e ele fala que vai ver o que pode fazer, mas que acha difícil conseguir alguma coisa. A solução 2 é a mais provável no curto prazo, mas no médio prazo a solução 3 é a que vai acabar acontecendo. O que é uma pena, tanto para mim quanto para a empresa. Mas como diriam os filósofos do futebol, "acabou o meu ciclo no clube". Só não quero tomar nenhuma ação precipitada porque de dezembro a março o mercado é meio parado para contratações...

Pensando positivo, ainda não vou comemorar de verdade porque conheço a minha sorte, mas FUI PROMOVIDO, PORRA!!!

25 de nov. de 2010

Aniversário da Estagiária

Estava eu em Manaus finalizando a montagem das malditas pastas do projeto quando resolvo olhar meu email. Como já era mais de 8 da noite de lá (mais de 10 da noite daqui), foi só para desencargo. Para a minha surpresa, tinha um email da minha estagiária preferida (sem maldade) com o título "Meu Aniversário!".

O aniversário dela era no dia seguinte, então achei que ela estava mandando um email para combinar com o pessoal de almoçar ou tomar uma cerva depois do trabalho. Quando começo a ler o email, vejo que ela mandou só para mim. E era algo mais ou menos assim: "vou fazer uma festinha lá em casa, queria te convidar para ir lá. Começa às 20:00.". Achei legal, mas fiquei sem graça, porque pelo jeito ela não tinha chamado mais ninguém que eu conhecia e eu ia ficar boiando. Fora que ela ia fazer "uma festinha" que começava às 20:00. Fiquei imaginando balões e chapeuzinhos, além de brigadeiro colorido, hehe. Mas como sou um bom chefe, falei que ia sim, mas que ia chegar mais tarde, porque 8 da noite é a hora que eu saio do trabalho (o que não é mentira).

Chegou o dia (uma sexta) e tinha sido um dia de merda, então resolvi sair "mais cedo" e ir beber um chopp antes de ir pra festa, porque, bem, não poderia encher a cara na casa da menina. Não é do meu feitio atrasar, mas como é convenção comum chegar bem depois do horário marcado (o que eu não consigo entender, diga-se de passagem), achei por bem fazer uma hora. Tomei meus três chopps e fui para lá umas 9:30. Para minha supresa, neste horário já estava TODO MUNDO lá. Pior: ela estava na porta, quase que me esperando...

Aí a comprimentei e ela começou a me apresentar as pessoas mais ou menos assim: "Esse aqui é meu chefe". Aí me apresentou para os pais dela, desta mesma forma. Eu já não sabia onde enfiava a cara. E a mãe dela soltou um "mas você é muito novinho!". E eu "é só aparência". E ela "Ela fala muito bem de você, fala que você é um ótimo chefe". Eu devia estar mais vermelho que um pimentão então soltei um "pois é, queria até pedir desculpa por ter feito ela trabalhar até tarde semana passada".

Depois dessa me ofereceram milhares de coisas para comer, beber, estava me sentindo um rei. E para a minha sorte estavam lá 2 outros estagiários meus, então tinha com quem conversar. Mas senti que eles queriam ir conversar com outras pessoas, mas não podiam deixar o chefe lá, sozinho. Mas na primeira oportunidade que tiveram, quando outra pessoa veio puxar papo ("você também é chefe deles dois?"), eles fugiram.

No fim, foi até divertido. Vi gente nova, inflaram meu ego e eu ainda comi e bebi de graça (por sinal, a comida estava fantástica). Triste mesmo foi a hora que colocaram o bolo de mafalda em cima da mesa e a mãe da estagiária colocou a vela onde seria o pinto de um homem. Eu me segurava para rir, mas não podia. E a estagiária ficou muito sem graça.

Só sei que um dos estagiários que estava na festa me convidou para a colação dele e, "mais importante, para a festinha que vai ter depois", como disse ele.

Esse trem de ser chefe é bom mesmo.

24 de nov. de 2010

Bristol La Residence (Vitória, ES)

Numa dessas minhas idas a Vitória eu acabei tendo que dormir por lá. Ao contrário da primeira vez, que eu acabei tendo que pagar hotel, dessa a empresa pagou e fiquei na beira da praia, no Bristol La Residence. O hotel na verdade é um apart e o quarto é grande. Logo que você entra, dá de cara com uma mesa de verdade, com poltronas ao invés de cadeiras. Ó só:


A sala é bem completa e tem pia, fogão, frigobar e armário bem no canto e "longe" do quarto. E a vantagem é que é pia de verdade, então tem espaço para preparar comida.


Uma coisa que eu achei legal foi a separação sala/cozinha do quarto. Tem uma mega porta de três partes que você pode deixar fechado e manter a provacidade ou deixar aberta e vira tudo um cômodo só. Se deixar fechado, ainda tem essa porta separada que serve tanto para separar a cozinha/sala do quarto quanto separar o quarto do banheiro.


O quarto em si não é dos maiores, mas tem um armário fora do comum. Acho que é o maior que eu já vi em hotel. O ar condicionado é meio barulhento, mas dá pra sobreviver. Ruim mesmo é a TV, que é grudada naquela bancada e não tem como virar. Aí ela não fica num ângulo bom para ninguém. Os colchões são relativamente bons, dá pra ter uma noite boa de sono (se você não está com problemas para dormir, como eu).




O banheiro, pra variar, é pequeno. E tem mini banheira, que não serve nem para usar como banheira e nem para usar como box. Fora que não tem lugar para colocar sabonete e shampoo. Pelo menos a privada não estava entupida. O chuveiro, meu amigo, minha amiga.... que espetáculo. Água em abundância, com temperaturas das mais frias às escaldantes (e de fácil regulagem) e uma pressão que putamerda. Gastei toda a minha reserva de água do ano em dois dias....




Apesar de estar na beira da praia, a vista não é das mais legais porque, bem, tem a Vale logo alí e a vista é do porto de tubarão....


O café da manhã é bom. Tem bastante fartura e alguma variedade, mas não tem pão de queijo. Perdeu milhões de pontos por causa disso. Já as outras áreas do hotel estão em obras, então nem consegui tirar fotos. Diz que tem piscina, quadras, sauna, mas estava tudo fechado. Pelas fotos do site parece ser bacana.

Sinceramente não sei como é a internet do hotel. Sei que é de grátis e tem via cabo e Wi-fi, mas não sei se é boa. Cheguei bem tarde e acabei usando o edge do celular mesmo, por não saber que tinha Wi-fi...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

23 de nov. de 2010

Seca no Amazonas

Essa eu esqueci de postar: olha como estava o Rio Negro nessa última vez que fui a Manaus (essa parte Marrom normalmente é toda de água, com mais de um metro de altura):




Isso porque já voltou a chover. Esteve muito pior no fim do mês passado...

É o fim do mundo.

22 de nov. de 2010

O tamanho da responsa

Essa quantidade enorme de "mesas" está sob minha responsabilidade, neste projeto de Vitória.


São nada menos que 23 pessoas, mais eu e meu chefe.

21 de nov. de 2010

O fim do projeto de Manaus

Tô meio sumido, mas é por uma razão boa: estava finalizando o projeto de Manaus. O problema é que antes da minha ida era preciso imprimir todos os documentos do projeto, em duas vias. Mais ou menos 280 documentos, muitos multifolhas. E tinha um feriado no meio. Aí foi mais ou menos assim....

Sexta, dia 12

Chego pra trabalhar as 7:00. Imprimo papel, confiro papel e dobro papel até 23:00, com a ajuda de um monte de gente.

Sábado, dia 13

Chego para trabalhar 08:00, sozinho. Furo papel, para colocar em pastas. 14:30 termino de furar e vou pra um churrasco, porque ninguém é de ferro.

Domingo, dia 14

Chego para trabalhar 08:00. Meu chefe chega às 9:00. Separo as centenas de folhas em montinhos e vou "tagueando" cada montinhos, além de conferir se está tudo impresso. Descubro que não está, aí 20:00 vou COMPRAR PAPEL, porque acabou na empresa. De lá vou pra casa, morto. Resultado do dia:





Segunda, dia 15 (feriado)

Chego para trabalhar 08:00, sozinho. Imprimo o que ficou faltando, dobro e separo nos montinhos. Termino de CORRIGIR os documentos de civil, imprimo, furo e coloco nos montinhos. Faltava preparar para a viagem. ENSACO os montinhos de papel e ordeno, colocando dentro das pastas. Peguei a caixa que deixaram para eu levar os documentos e passei 10 metros de fita adesiva, enrolando em todas as direções. Coloco as pastas com os documentos dentro da pasta e passo mais uns 3 metros de fita na caixa, que fica completamente vedada. Com muita dificuldade saio do trabalho 19:30 carregando a caixa.

Chego em casa e vou fazer mala...

Terça, dia 16

Acordo 5:45, me preparo para a viagem até Manaus. Carrego a caixa maldita que pesava uma tonelada 2 andares e coloco dentro do carro. Chego no aeroporto e pego um carrinho para levar a caixa até o guiche de check in. Chego lá, coloco a caixa na esteira e olho para a balança: 35 quilos. Aí o seguinte diálogo acontece com a atendente:

- O que tem aí dentro?
- Papel. (minha vontade era dizer "corpos")
- Tem que abrir.
- Sério?
- Sério.
- Mas eu gastei tanto tempo lacrando.
- Tô vendo. Mas depois eu fecho novamente.

Não ficou a mesma coisa, mas ela até fechou direitinho. Pedi para ela colocar adesivos de "Este lado para cima" em tudo quanto é lado. Ela coloca e eu vou para o embarque.

8 horas de viagem depois, com direito a 3 de espera em BSB (que incluiu trabalho), chego a Manaus às 15:30 de BH. Pego o carrinho e vou pra esteira. LÓGICO que a caixa estava de cabeça pra baixo. Torço pra que nada tenha acontecido e vou pro Hotel.

Chegando no hotel tido todos os documentos dos sacos e vou colocando nas pastas. Erro umas vezes e tenho que começar de novo. Lá pras 20:30 daqui termino e resolvo ir jantar. Como e apago.

Quarta, dia 17

Acordo 6:00 de Manaus, me preparo e vou para o cliente. Carrego a caixa maldita da entrada até a sala do fiscal do contrato, o que inclui subir escadas. Chego na sala dele suando litros e quase morrendo e pergunto onde ele está. "Ué, tá viajando". Um milhão de palavrões passam pela minha cabeça, mas vou resolver o problema. Converso com o gerente da área e falo que tenho que entregar os documentos. O cara arruma uns 2 caras para conferir a documentação. Eles pedem para levar os documentos para o Arquivo Técnico. Carrego a caixa andar abaixo e, quando eles chegam, assustam. Deviam estar achando que era uma ou duas pastas e não SEIS (na verdade, 12, porque tudo era redundante).

Tudo conferido saio de lá 16:00. Vou para o hotel, trabalho até as 21:00 e vou jantar. Volto 22:00 e fico vendo TV, porque o vôo era TRÊS DA MADRUGADA e, se eu dormisse, certamente perderia o vôo.

Quinta, dia 18

Lá pra 1 da matina pego o taxi e vou para o aeroporto. Chego lá e a mulher fala que teriam que mudar minha conexão, porque o primeiro vôo estava atrasado e a minha conexão original era logo em seguida à chegada em BSB. Detalhe: eu já tinha feito check in. Estava muito cansado para discutir.

Fiquei lá pescando enquanto o avião não chegava. Quando chegou, fui o TERCEIRO a entrar e, 2 minutos depois que tinha sentado na minha poltrona, apaguei. Quando a mulher passou oferecendo bolacha, abri o olho e, por mais vontade que estivesse de comer, não tive forças. Só acordei quando mandaram subir a poltrona, chegando em BSB às 8:10 de lá.

Aí falaram que os passageiros do vôo Blá deveriam ficar no avião. ERA O MEU VÔO ORIGINAL! Pedi pra ficar no vôo, mas falaram que eu tinha que descer, trocar a passagem e voltar. Xinguei, reclamei, mas fui lá. Troquei e voltei PARA A MESMA POLTRONA ONDE EU ESTAVA.

10:15 eu cheguei em BH. Enquanto o motorista foi pegar o carro, vi o Bernardinho. Eu e mais uns 500 melequentos que estavam fazendo sei lá o que no aeroporto... Ele e o pontinho mais alto na foto.



11:20 chego em casa e capoto na cama. Acordo por volta de 14:00, almoço e vou dar uma passada no trabalho, só pra ver se tinha alguma coisa pegando. Saí de lá as 19:00 e fui pro bar, comemorar o fim do projeto. 22:00 eu saio de lá e 22:30 já estava roncando.

O resto da semana já foi no outro projeto. Sei que o projeto de Manaus ainda vai dar alguma dor de cabeça, mas o mais difícil já foi.

12 de nov. de 2010

Minha vida alcoólica

De 1981 até o janeiro de 1999, eu era assim:


Aí, quando começou o meu terceiro ano, no primeiro churrasco da sala foi mais ou menos assim (desculpem, só achei em espanhol):



Como quebrei o pé neste churrasco, fiquei sem beber um mês, mas desde que tirei o gesso até dezembro de 2007 eu fui assim:


Entre Janeiro de 2008 e Outubro de 2010 eu fiquei assim:


E desde meados de Outubro eu estou assim:


E como todos os meus amigos são como na imagem acima, estou fudido...

10 de nov. de 2010

Oportunismo

Não vou falar de política, mas esse cara aí TEVE A MANHA de aparecer. Oportunismo é isso aí. Aprendam.

9 de nov. de 2010

Vida de Viajante

Definitivamente Novembro será o mês das viagens...a trabalho, infelizmente.

Semana passada fui para Vitória.

Essa semana vou novamente (e vou ficar 2 dias).

Semana que vem, Manaus. Pela última vez, se tudo der certo (torçam por mim).

Daqui 2 semanas, provavelmente Vitória novamente.

O melhor de tudo é que estou gostando da idéia (e enchendo o rabo de milhas - já quase dá pra ir e voltar pras oropa). :)

8 de nov. de 2010

O líder sindical está de volta

O clima na minha empresa está um lixo já faz um bom tempo. Tá todo mundo insatisfeito e sempre tem um ou outro saindo. Além disso, tenho visto MUITA coisa errada que se continuar como está, a empresa vai afundar em pouquíssimo tempo. Eu não estava mais aguentando segurar essas coisas comigo e não é do meu feitio ficar vendo o barco afundar. Eu tinha que alertar o gerente do escritório.

O cara voltou de férias semana passada e quando ele estava no escritório eu estava fora e vice-versa. Até que consegui falar com ele no fim do dia de sexta. A conversa COMEÇOU às 18:00 e acabou pra lá de 21:30. E aí, amigão, a merda foi pro ventilador. Eu já estou com fama de reclamão mesmo (novidade), então aproveitei pra falar tudo o que estava me incomodando, pelo bem da empresa.

Falei que a diretoria está despreparada, está cagando pro pessoal, mas se achando os melhores do mundo. Falei que os gerentes não estão tomando conta das pessoas e também estão despreparados. Falei que os líderes de projeto não sabem gestão e também estão despreparados. E que NINGUÉM está fazendo anda para melhorar e aprender o necessário para fazer o trabalho direito.

O despreparo não é culpa deles. É culpa do pessoal de cima. Nós tratamos estagiários como cadistas, mas cobramos como engenheiro Junior. Quando eles formam, não sabem engenharia (por culpa da empresa), mas cobramos deles como Engenheiros Plenos. E quando um deles destaca um pouco com espírito de liderança, já colocamos um projeto na mão deles, para que eles façam TODA a gestão do bagulho. Aí esse povo se mata de trabalhar (e trabalhando errado) e não tem tempo de estudar. Aí, pela inércia, esse povo vira gerente de projeto e não sabe nem montar um cronograma. Go Horse total. E como ninguém cobra estudo e resultado do pessoal, a bola de neve só vai aumentando.

Aí ele pediu exemplos. Fiquei meio sem jeito de falar e ele disse: "porra, já que jogou a merda, agora faz direito!". Resolvi jogar a merda direito. E falei um por um, qual o problema dos nossos gerentes e líderes. E o pior: ele concordou com todos. E perguntou como resolvia isso. Ficou claro que ele sabia que tinha esses problemas e que não sabia como resolver. Falei: dá feedback pro cara e dá ferramentas para ele aprender. Cobra os resultados. Se não adiantar, muda o cara de função. Tá cheio de gente nessas camadas que adora a área técnica. Transforma em especialista, porra.

O próximo assunto foi a equipe desmotivada. Falei que não era só salário que a galera fica reclamando. Coisas bobas, como falta de incentivo, falta de um tapinha nas costas e um "parabéns". Uma festinha no fim de cada projeto. Uma visita do presidente da empresa, da diretoria... O mínimo pra que a equipe se sinta importante e aumente um pouco o ego das pessoas. Além, lógico, de promover quem merece. E falei que algumas pessoas que julgo excepcionais tinham me procurado para reclamar e que tava na hora de promover esse pessoal. Não dá mais para ficar perdendo o povo bom de serviço e deixando os lixos na empresa. Ele concordou comigo e falou que está tomando providências.

Aí aproveitou e falou de diversas coisas que estão acontecendo na empresa para mudar esta situação. Se o que ele falou realmente acontecer, estamos no caminho certo. Se for só blábláblá, estamos fudidos...

6 de nov. de 2010

Buuuummm

Eu sempre soube que, com os estudantes sem noção que passavam pelos laboratórios de química da UFMG (tomando por base os meus colegas de faculdade), uma hora ou outra ia dar merda. Surpreendentemente demorou pra acontecer (o UOL não deixa copiar ou embedar a porra da foto no blog).

Rá! Pegadinha do Mallandro! Não foi culpa dos estudantes (pelo menos é o que fala aqui). Mas se os professores já eram chatos com segurança, agora vai ficar muito pior....

4 de nov. de 2010

Esparroman Foi: Lord Pub

O Lord Pub é um bar aqui de BH que, desde que que foi aberto, em 2005, é um bar roquenrol que sempre tem shows durante a noite. O lugar não é dos maiores e fica SEMPRE cheio. O sistema da entrada é muito lento e você fica em pé esperando um tempo razoável, numa fila que está sempre grande. Mas isso tudo pode ser tática para criar fila, já que "lugar que tem fila normalmente é bom". Se tiver chovendo, boa sorte, porque não tem cobertura. As mulheres de chapinha é que não devem gostar.

Como muitos dos bares de BH era uma casa que colocaram espuma anti-ruido em tudo quanto é lado e virou Pub. O palco é bem pequeno as pilastras atrapalham um pouco. Ó só:


No segundo andar, onde tem um lugar que vende sushi, fica um pouco menos cheio.




E na escada entre os dois andares fica o banheiro, que é um ponto fraco. É meio pequeno (2 mictórios quase grudados e uma privada) e depois de meia noite, quando a cerveja já começou a fazer efeito em todo mundo, a fila fica grande. A tática é ir quando começa a pintar a vontade, porque aí você consegue entrar na hora certa.

Falando em cerveja, o balcão de bebidas é até grande, mas não tem muitos atendentes, então conseguir alguma coisa é meio briga de foice. E eu que sou baixinho sofro, porque não consigo passar o braço por cima de todo mundo... Tem alguns garçons volantes, mas não cheguei a usar o serviço. As bebidas, como não poderiam deixar de ser, são razoavelmente caras. Acho que a skol/brahma long neck é uns 5 conto (já cheguei meio bêbado no dia, não lembrei de anotar isso para o post). Ah! e eles cobram 10%, INCLUSIVE SOBRE A ENTRADA. Se não estiver completamente bêbado, solicite educadamente a retirada dos 10%, principalmente se você pede só no balcão, como eu. Eu esqueci.

O som do lugar é bom e dá para ouvir a música numa boa, sem "repetição". Conversar já é mais difícil, mas isso até ajuda em algumas situações. No dia que eu fui, eram 2 bandas (It´s Only Rolling Stones e um cover de Barão Vermelho, Balão Vermelho, acho) e a entrada era 20 Ronaldos (que varia de acordo com o dia, mas nunca é menos de 18 e pode chegar a 25). Mulher eu sei que paga menos, mas não sei quanto é.

Aliás, a presença feminina foi um ponto positivo. Que eu me lembre, no começo da história do bar, a proporção homem/mulher era baixa, principalmente para BH, mas como fiquei quase 5 anos sem pisar lá dentro, tomei um susto quando entrei dessa vez. Tinha mais homem, é verdade, mas estava bem equilibrado.

Para os que tem twitter, eles distribuem cortesias quartas e quintas É só seguir os caras e ficar de olho no dia que você estiver a fim de ir. Quando pintar a mensagem da promoção você dá o retweet (não se se é no modo old school ou no botão do twitter). Aí se você for sorteado, é só mandar um DM pros caras com o nome completo.

O saldo do lugar é sem dúvida positivo, com música boa e ambiente legal, mas não vá se sua idéia for gastar pouco (a menos que tenha ganho a cortesia, hehe)...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

3 de nov. de 2010

A prova da cultura brasileira

Estava eu procurando alguma coisa do Rio no Google Maps um dia desses ai pra trás (juro que não lembro o que era, mas acho que era a casa da mulher do Elias Maluco, por causa da piscina) quando me deparei com o local da imagem abaixo.


Comecei a ver aqueles nomes que eu tinha visto na faculdade, como Michael Faraday, Pierre Laplace e Henrico Fermi e fiquei, por um minuto, espantado. Porra, quem diabos conhece essas pessoas? O Faraday é até mais "popular", todo mundo que termina o ensino médio DEVERIA ter ouvido falar na Gaiola de Faraday, mas pô, Laplace é coisa de engenheiro e Fermi, caralho, eu nem lembrava o que tinha feito, só o nome. Achei muito doido.

Aí continuei lendo o nome das Ruas e vi Issac Nilton. Fiquei uns 30 segundos tentando entender que porra era aquela e sem acreditar no que eu estava lendo. COMO, meus amigos, COMO alguém conseguiu escrever o nome do cara tão errado????

Neste momento toda a minha alegria foi embora. Ah, e o Henrico na verdade é Enrico. Mas isso eu também não sabia...

1 de nov. de 2010

Coral Inn Apart Hotel (Vitória, ES)

Nesta viagem surpresa para Vitória não tinha hotel disponível na cidade, então acabei ficando em um Apart, o Coral Inn Apart Hotel. A localização do hotel é ótima: fica pertinho da praia (não sei qual) e do triângulo das bermudas. O problema é que fica no pé da ponte Ayrton Senna e é barulho de carro o tempo inteiro...

A recepção do hotel é bem pequena, só com o balcão e um sofá. Nem tirei foto. Mas o apartamento é até grande. Logo que entra, você vê a bancadinha com ponto de internet (conexão até boa, mas usei em horários alternativos), um sofá bicama e aquela bancada com 2 cadeiras para comer. Senti falta de uma mesa grande, tanto para comer quanto para usar o computador com espaço para colocar papéis/cadernos.


Atrás da bancadinha fica o fogão/pia/armário/frigobar. Bomzinho, mas tentei lavar um copo e molhei o fogão inteiro...


O banheiro é pequeno, mas nada que chegue a incomodar. O problema mesmo é que a privada estava entupida e não foi agradável quando apertei a discarga e a água não desceu... Mas reclamei na manhã seguinte e resolveram o problema. O chuveiro é muito bom: água bem quente e com pressão. Pena que é uma ducha com diâmetro pequeno.




O quarto é grande, tem um armário muito bom e TV de 20”. E só. Senti falta de algum lugar para colocar minha mochila, que tive que deixar na sala. Só tinha uma tomada que ou você liga o rádio-relógio ou pluga seus carregadores. A cama, supostamente de casal, era no estilo de Natal: duas camas de solteiro juntas. E ainda tinha aquela porcaria de abajur bem em cima da cama, então tive que dormir longe do criado-mudo. Agora o ar condicionado, meu amigo... que turbina. Mas no fim das contas até achei bom ser barulhento, porque abafou o barulho da rua e, como era uma coisa constante, depois de uma horinha você acaba acostumando com ele e não te atrapalha.


O café da manhã nem fica dentro do hotel (é terceirizado) e sinceramente é BEM fraco. Quase não tem opções. O que é bom, se você está fazendo regime, mas se pretende comer bem, tem que ir a outro lugar. Fora que para de funcionar para jantar 9 da noite...

No geral, o saldo é positivo. Mas sinceramente prefiro o Copacabana Hotel Residência, que além de ser mais completo ainda tinha atendentes gatinhas e muito atenciosas.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de out. de 2010

What a Twist!

Estava eu sexta-feira lendo as 130 páginas de documentação do projeto pegadinha júnior quando meu chefe chega ao lado da minha mesa e fala "pode parar de ler. Você mudou de projeto". Eu fiquei olhando pra ele, sem saber o que falava. Aí só consegui soltar um "fala sério!". E ele me chamou pra conversar.

Sentamos na sala de reunião e ele começou a falar que fizeram uma reunião e que tinha um projeto que estava precisando de um "comedor de cu" e que eu era esse cara. Diz ele que eu aprendi isso no ano passado, no projeto de Betim, e que me especializei nesta arte no projeto de Manaus, tanto com a mulher de civil quanto com o fiscal do contrato.

O tal projeto é hoje o maior do escritório de BH (em dinheiro) e está dando uma margem muito boa (o que me fez entender como a gente está conseguindo carregar os prejuízos dos outros projetos), mas está começando a querer afundar. No total são 3 frentes e uma delas estava sendo gerenciada por uma mulher que não estava dando muita conta do recado. Além disso, o especialista técnico estava atolado e sendo gargalo. Aí a solução foi colocar um dos lideres de uma das frentes para ajudar o especialista e eu pegar tanto a frente dele quanto a frente da mulher.

Além disso, por questões de fim de ano e PLR do cliente, vamos ter que faturar uma quantidade absurda de dinheiro em Novembro e Dezembro e, no ritmo que está, não vai ser possível. E como disse o meu chefe "está faltando um coronel pra botar ordem na casa" (casa = equipe E cliente). E o gerente do contrato, que também estava na reunião, soltou um "é, um coronel Nascimento".

Tá certo que parte disso tudo que falaram é pra dar aquela massageada no ego, já que ando muito insatisfeito com a empresa E porque tem muito trabalho nesses 2 meses, mas achei o desafio legal. Certamente não será fácil quebrar a resistência da equipe (que terá que ser mais produtiva) e do cliente, que sempre reclama quando tem mudança na equipe porque perde-se parte do histórico.

O lado bom é vou ganhar algumas milhas de vôo, coisa que no pegadinha júnior não ia acontecer (quarta, por exemplo, vou pra Vitória novamente). E ainda vou, finalmente, conseguir pegar um projeto que tem chance de dar lucro. O meu desafio será garantir o faturamento recorde e aumentar ainda mais a margem.

Me desejem sorte. Se eu não aparecer por aqui, já sabem a razão. Mas deixei alguns posts agendados. :)

29 de out. de 2010

Presentes das oropa

O período pós retorno do Véio foi tão conturbado que acabei esquecendo de postar a boa e velha foto com os brindes que ganhei das oropa. Esse ano foi bacanão e recebi meio picado, por isso em várias fotos...

Na primeira, o PS3, com controle extra (azul, que é mais barato) e o GTA IV. Além disso, para aumentar a minha coleção, um copo da Efes, a Skol da Turquia, duas canecas de porcelana (uma da turquia e a outra de portugal) e esse copo gigante do tamanho do meu braço.


Na segunda, esse copo-bota de meio litro que minha tia trouxe. Bacanérrimo e certamente um dos mais legais da minha coleção.


Nesta terceira, um chapeu tipicamente turco, que não sei bem o que vou fazer nem onde vou colocar.


E na última papel higiênico fresco, que minha irmã me madou para momentos de caganeira pós-cachaçada (vulgo doce de leite).


Isso fora os chocolates, que estão em algum lugar da geladeira, mas que não consigo achar...

Esse ano foi bom!