14 de fev. de 2014

Bem Vindo à Ilha Fiscal

Desde a primeira vez que eu pousei no Santos Dumont (depois de velho, claro) eu tenho vontade de conhecer a Ilha Fiscal. Aquele castelinho verde, em estilo neo gótico, sempre me chamou atenção e, considerando a sua história (o último baile da monarquia), era um lugar que eu tinha que ir. Mas como eu só vinha ao rio a trabalho ou em épocas festivas (quando ele não funciona), nunca conseguia ir.

Até que fiquei um final de semana no Rio, beeeeeeem de pois da minha mudança para a cidade. A entrada fica em um lugar meio esquisito e de difícil acesso, perto da Praça XV. E o lugar é até bacana: tem varias outras coisa para ver além da ilha fiscal. E mais: as outras coisas são grátis (a ida até a ilha fiscal é carinha: 20 ronaldos).

E como Murphy é o meu melhor amigo, o barco que leva até a ilha não estava funcionando. O trajeto seria feito de ônibus. Mais: o submarino, outra das atrações do lugar (e a que eu mais queria ver depois da ilha) não estava lá. Estava em manutanção.

Mas voltando à ilha.... O prédio é MUITO pequenininho. Engana muito. Mas é muito bacana. Só não consegui tirar uma foto do prédio todo, porque não tem espaço útil. Saca só:






O brasão da entrada, esculpido em pedra, é o maior da história desse país. E é bonitão.


A parte de trás do prédio (aqui venta pra cacete).


Por dentro, como eu disse, é pequenininho. E colocam umas 25 pessoas lá dentro. como fui um dos primeiros a entrar, consegui tirar umas fotos sem muita gente.








Depois disso, subimos a torre para ter uma vista aérea. A anta aqui ficou tão abismado com os vitrais que esqueceu de tirar foto da vista. Aliás, nem OLHEI pela janela (pra falar a verdade nem lembro se tem janela!). Mas olha só os vitrais que sinistros:










O resto dessa sala também é muito bacana. Saca só:








A escada para subir (e descer) também é uma atração: além de ser apertadinha e íngreme, ela é toda de pedra esculpida e perfeitamente encaixada. Ó:


A parte do centro do prédio, embaixo da torre, também é cheio de esculturas e detalhes em pedra. Muito bacana:




O prédio pode ser alugado para casamentos (deve ser muito foda casar lá) e outros eventos. No dia que eu fui, óbvio, estava desmontando um evento e aí não podia entrar no outro lado do prédio. Mas não tinha ninguém olhando, então....






Voltando à terra firme, dá para passear pelas outras atrações do complexo da marinha. O primeiro é o Bauru. É um navio que foi aposentado e virou museu. Saca só:
































Um helicóptero aposentado também fica a mostra, para quem quiser entrar e tirar fotos:








E por último tem a nau do descobrimento, uma réplica, óbvio.


















No geral, o passeio é divertido, ainda mais para quem gosta de assuntos militares, como eu. O submarino deve ser muito legal e ir até a ilha de barco deve ser mais divertido que ir de ônibus. Mas confesso que 20 ronaldos só para ir até a ilha e ficar lá uns 15 a 20 minutos é meio caro....

12 de fev. de 2014

Cartão Clonado

Não lembro se comentei aqui, mas no final do ano passado, em meados de dezembro, recebi uma mensagem no celular umas 3 e pouco da manhã. Era uma madrugada de sexta pra sábado. Eu tinha chegado em casa pouco tempo antes, cansado pra caralho, levemente alcoolizado e tinha acabado de pegar no sono.

Eu estava morto de sono e não ia levantar nem a porrete. "Se for importante me ligam", pensei. No dia seguinte, ainda deitado e sonolento, peguei o celular e li a mensagem. Despertei instantaneamente: eram dois daqueles avisos de compra no cartão de crédito. Cada um a bagatela de 2800 reais, na compra de passagens aéreas na Gol. Liguei imediatamente para cancelar o cartão e pedir cancelamento da compra.

Enquanto esperava ser atendido, fiquei pensando: como alguém conseguiu comprar duas passagens na Gol de 2800 ronaldos? Mas isso pouco importava. Eu só precisava cancelar o cartão e evitar pagar essa grana toda. Foi muito mais simples do que eu imaginava: a dona cancelou o meu cartão, pediu um novo e, segundo ela, cancelou a compra e estornou o dinheiro.

Para minha sorte, eu tinha um outro cartão, e comecei a usá-lo. E, como a dona recomendou, uma vez por semana tirava um extrato do cartão para ver se estava tudo certo. Óbvio que deu merda. A dona só cancelou uma das compras, a outra estava lá, bonitona, além de um valor de taxa de embarque. Para minha sorte, o larápio foi gente boa e dividiu a compra em 10 vezes.

Liguei novamente para o banco (esse dia eu lembro: foi 24 de Dezembro) e pedi o estorno da compra (o cartão já tinha sido cancelado). Mais uma vez o atendente falou que tinha cancelado tudo. E reafirmou que o cartão seria entregue na minha casa.

Uma semana depois, tirei mais um extrato do cartão. Cancelaram a compra da passagem, mas não cancelaram a porra da taxa de embarque. E lá fui eu ligar pela terceira vez para o banco. E mais uma vez cancelaram a compra. Só faltava receber o cartão.

Passou uma semana... e nada. Mais uma semana... e nada. Passou um mês... e nada. Aí resolvi ligar no banco. A resposta foi seca: eu não estava em casa quando foram entregar (tentaram UMA vez) e aí o cartão foi para o banco. E eu estava no Rio. E pior: eu estou trabalhando no fim do mundo do Rio e não conseguiria nem pedir para mandarem o cartão para alguma agência aqui.

Aproveitei uma segunda-feira que fiquei em BH e fui no banco para pegar o cartão. O escritório é no centro e o banco na savassi. Coisa de 1,5 km, mas resolvi ir de carro. Foram 30 minutos para chegar até a savassi em um sol escaldante e um calor saariano. Eu suei litros, já que o esparromóvel não tem ar condicionado. Milagrosamente achei uma vaga na rua, bem perto do banco, e sem ter que procurar.

Entrei no banco, 5 minutos para ser atendido, 5 minutos de atendimento e saí com meu cartão novo já desbloqueado. Ainda testei no caixa eletrônico, para garantir que estava funcionando. Voltei para o carro e estava um forno. 20 minutos depois, para andar mais 1,5 km, cheguei no escritório de volta, pingando. Uma delícia...

Pelo menos agora tenho cartão, estornaram todo o gasto que fizeram indevidamente e consigo viajar tranquilo nas férias.
A grande dúvida é: como diabos conseguiram o número do meu cartão e o código de segurança. E mais do que isso: para onde foram para comprar uma passagem de 2800 ronaldos?

10 de fev. de 2014

Grandes poderes, grandes responsabilidades

Parte do meu trabalho no rio envolve uma reestruturação de parte da empresa. E como toda reestruturação, infelizmente envolve desligamentos. Até pouco tempo atrás, isso não tinha me afetado muito: como a empresa é razoavelmente grande, não conheço todo mundo. E os nomes que estavam aparecendo nas listas eram nomes desconhecidos. Ou então até conhecia os nomes, mas não conhecia as pessoas. Mas recentemente isso mudou.

Numa das recentes atualizações começaram a aparecer nomes conhecidos de pessoas conhecidas. Alguns, são bem próximos. E isso é uma merda. Eu sei que o que está mapeado precisa ser feito. E eu sei que é melhor perder a mão que perder o braço. Mas é foda.

Por motivos óbvios, eu não posso falar com a pessoa. Nem mesmo dar uma dica. E, em alguns casos, eu vejo a galera fazendo planos: vou tirar férias e viajar, vou comprar um notebook novo, vou fazer uma pós, vou casar... Tem de tudo. E eu não posso falar nada. Nem mesmo dar dicas.

Acho que algumas pessoas já sacaram e estão se virando. Outras não tem nem idéia. E essa que me preocupam. O pior: eu tenho certeza que as vezes olho para as pessoas com cara de pena. Sem querer, óbvio, mas deve escapar um olhar triste.

Agora já absorvi o fato, mas confesso que na primeira semana foi difícil dormir.

Saudade da época da consultoria, que eram apenas nomes desconhecidos...

7 de fev. de 2014

Home Office x Hotel Office

Com essa história de ter hora cravada para sair do trabalho eu tenho tido que levar o notebook pra casa com alguma frequência. E eu confirmei algo que eu sempre desconfiei: eu não nasci pra fazer Home Office.

Eu chego em casa e monto o ambiente para começar a trabalhar: notebook na mesa, fonte na tomada, caixas de som ligadas. Aí olho a cama e penso: só uns 10 minutinhos. Que viram meia hora.

Depois, resolvo que uma chuveirada vai me despertar. E lá se vão mais alguns minutos. Então penso que preciso comer. E vou até a geladeira. E nessa brincadeira já foi uma hora perdida.

Quando finalmente assento para trabalhar, começo a olhar notícias, Twitter, email, feeds... E já foi mais uma hora.

Quando realmente começo e pega no tranco.... Qualquer coisa me distrai. Uma música, um barulho, um apito mo celular..... Acaba que não rende nada. Por isso que sempre prefiro trabalhar mo escritório, lá eu não enrolo pra ir pra casa.

Mas quando eu estou em hotel, é tudo diferente. Eu trabalho como se não houvesse amanhã. Já chego, peço o tango e enquanto ele é fabricado já tomo uma chuveirada de 5 minutos e começo a trabalhar.

E não tem essas interrupções não, o treco vai a todo vapor. Não paro nem para comer, como em frente ao computador mesmo. E vou assim até bem tarde.

Tudo bem que quando viajo o ritmo de trabalho é punk e por isso que preciso focar, mas isso não explica. Várias vezes, em casa, eu preciso entregar um trabalho urgente e ainda assim dou aquela enrolada.

Alguém tem ideia da razão para isso acontecer?

5 de fev. de 2014

Ensopado

Dia desses aí pra trás eu tive que ficar até "mais tarde" na empresa e pegar o busão dos retardatários. Ele sai 15 pra 7, horário de trânsito sinistro. Mas fazer o que, o chefe chamou pra uma reunião.

Deu umas 6 e pouco e o céu começou a fechar. 6:40 já estava de noite. Fechei meu notebook e fui pro busão. No instante que pisei no ônibus caiu o mundo. "me dei bem", pensei.

Uma hora e meia depois (normalmente leva 40 minutos), chegamos no centro. E o mundo ainda estava caindo. "ainda bem que eu tenho sempre guarda chuva", pensei.

Abri o bicho, botei em cima da cabeça, pisei fora do ônibus e instantaneamente fiquei molhado. A chuva estava vindo de frente, não de cima.

Eu tinha que andar 2 quarteirões até o metrô, mas estava impossível. Era muita água e muito vento. MUITO. A solução foi colocar o guarda chuva protegendo meu tórax e minha cara e enfrentar a tempestade.

Assim eu fiz. Com uma mão eu segurava o cabo do guarda chuva e com a outra eu apoiava a parte preta (não sei o nome), para que ela não fechasse. E em 2 quarteirões minha calça estava ensopada. A mochila, que estava contra o vento, ficou seca (bizarro).

No metrô, visão do inferno: lotado, todo mundo molhado e uma voz dizendo que não estava funcionando direito. Demorou tanto que a minha calça secou.

Meu sapato não teve tanta sorte e no dia seguinte ainda estava molhado.

Nunca mais eu fico até tarde no trabalho.

3 de fev. de 2014

Só tem um defeito

Dia desses eu estava trabalhando quando o Skype da empresa começa a piscar. Vou lá ver a mensagem e estava assim:

- vai dar merda.
- hein? - respondi
- minha estagiária nova. Vai dar merda.
- por que?
- ela é muito linda.
- xô ver..... Oua, linda mesmo.
- e ainda é gente boa, cheirosa e arrumada.
- ué, casa então.
- não, ela tem um problema.
- sei. Tem bafo, né? (piada clássica entre os homens).
- ou... Pior que é.

Aí eu vi que essa piada existe por alguma razão...

30 de jan. de 2014

Casa nova

E aí a minha empresa mudou de lugar. O prédio no centro do rio, de 1950, foi trocado por modernas instalações no fim do mundo.

O prédio novo é bonitão: todo de vidro, espaçoso, gigantesco, tecnologia de ponta, a porra toda. Mas é longe pra caralho. E, óbvio, tem seus problemas:

- o ar condicionado não dá conta de resfriar o andar. Sabe como é, prédio de vidro, sol batendo o dia inteiro... Vira uma estufa. E eu vivo suando, porque sento colado na janela (a temperatura normal é 27,3 graus);

- vira e mexe tem problema no sistema de refrigeração do ar e fica um calor insuportável. Ainda mais que o Rio está quente como nunca antes na história desse país;

- também é legal quando acaba a energia do prédio e os geradores não entram. Em 15 minutos tá todo mundo assando;

- o bebedouro (sim, no singular) não dá conta da quantidade de pessoas e a água, quando resolve sair, está quente. Nunca tomei água gelada;

- a máquina de café (também no singular) não dá vazão ora galera toda do andar. Sorte que não tomo café;

- o refeitório (é, maluco, estilo peão) fica lotado e não tem espaço suficiente entre mesas. E para piorar, a empresa que fornece a comida não repõe com a frequência que deveria, então várias vezes está faltando alguma coisa;

- O horário é dureza: de 7:30 as 16:30. Isso significa acordar 5:45 todo dia (menos segunda, que acordo 3:30 pra pegar avião);

- não pega celular (não é culpa da minha empresa, mas é um fato);

- como eu ajudei na mudança, toda hora alguém vem reclamar que o ramal sumiu (não entendem que o ramal agora é dividido);

- aliás, reclamar é o esporte preferido da galera: reclamam que o café da manhã é ruim (sendo que é pago e que você não é obrigado a comer), que não tem suco, que não tem massa no almoço, que quando tem massa só tem uma opção de molho... A imaginação da galera é muito fértil.

Eu sei que boa parte dos problemas está sendo resolvida (tirando as coisas absurdas), mas é dureza enquanto não é resolvido...

Depois eu posto umas fotos.

28 de jan. de 2014

Quando eu fui sequestrado

Estava eu no busão, indo para o trabalho, 6 e pouco da manhã, quando toca meu celular. Olho e vejo que é meu pai. Atendo:

- Alô.
- Finge que eu sou sua namorada (era a minha tia)
- tá
- tá tudo bem com você?
- tá.
- fica tranquilo que seu pai já está resolvendo. (a voz dela estava tensa)
- tá (já preocupado e sem entender nada). Mas o que aconteceu?
- fica tranquilo.
- tá, mas o que que aconteceu? (já estava preocupado de verdade)
- é a Maria (nome fictício)
- eu sei. O que que tá acontecendo??
- você não foi sequestrado?
- não, tô indo pro trabalho.
- então tá tudo bem?
- tá, uai. Tô indo pro trabalho, tô no ônibus.
- Putz, vou avisar o seu pai então.

Sim, meu pai caiu no velho truque da ligação do "seu filho foi sequestrado". Estavam pedindo 50 mil para me libertar (não sabia que valia tanto), mas meu pai negociou por 20. E nesse meio tempo minha tia me ligou.

No dia, não falei nada, porque vi que estava todo mundo tenso, mas depois, passei um sabão na galera. Eu no rio, liga alguém com sotaque de mineiro falando que me sequestraram. Nesse golpe manjado.

E fica a dica: se algum dia eu realmente for sequestrado, eu vou chamar vocês pelo nome e vou falar a data do meu aniversário, ok?

14 de jan. de 2014

Dia de merda

Era sexta-feira, dia de voltar para casa. Eu tinha feito a mala e estava tudo mais ou menos tranquilo no dia. A intenção era adiantar o meu voo para conseguir participar da despedida de um cara do trabalho. Eu pegaria o busão das 14:30, chegaria no Santos Dumont umas 15:30 (se TUDO desse errado) e conseguiria adiantar o vôo para o das 16 e pouco.

Era umas 14, eu já estava me programando para fechar as coisas do dia e partir. Aí.....tocou meu celular. Era a secretária do meu chefe, me chamando para uma reunião. "Putamerda", pensei. Mas fui para a reunião. Antes de entrar, perguntei "quanto tempo de reunião?". Ela respondeu "uma hora". "Fudeu", pensei. E entrei na sala.

Olhei para o relógio 200 vezes e vi que não ia dar para adiantar o vôo. E quando a reunião acabou, mais ou menos no horário previsto, lá fui eu, triste e cabisbaixo, para o meu lugar. Afinal, o próximo busão era só 16:30.

Na hora de sair peguei a minha mala, entrei no busão e fui fazer o meu check in. Afinal, podia ter trânsito. E tinha transito pra caralho! Eu estava ficando muito tenso, com a certeza que ia perder o vôo. Mas de uma hora pra outra o transito ficou livre e eu consegui chegar no centro. Peguei um taxi e cheguei no aeroporto já perto do embarque.

Entrei no avião, um calor infernal. O Rio anda muito quente e o ar condicionado do avião estava a meia bomba. Sério, devia estar uns 32º fácil, fácil. Na hora de partir, o piloto liga as turbinas e....desliga. Fala que tinha uma sinalização no painel que não deveria existir. E que ia chamar a equipe de manutenção.

O povo chegou rapidinho, mas ficou mais de meia hora lá fuçando na turbina (a do meu lado, lógico). O calor continuava absurdo. Eu já estava vendo que ia dar merda. Mas para a minha surpresa, arrumaram o bagulho, fecharam a turbina e começaram o procedimento de vôo. Recolheram a ponte, empurraram o avião, andamos uns 30 metros e....o cara entrou de volta para o lugar de embarque (já não eram mais na ponte).

nessa hora eu vi que ia dar merda. E o piloto confirmou "a luz voltou a acender, não vamos voar nessa aeronave". Eu fiquei felizão... Mas ele falou que tava tranquilo, porque já tinha outra aeronave para fazer o vôo. Pegamos o busão e...voltamos para o desembarque. Não entendi porra nenhuma. Mas aí o pessoal de terra mandou ir para o check in. Assim eu fiz.

Uma zona, óbvio. 3 filas, todo mundo puto, briga, gritaria.... E aí nos colocaram no vôo de 21:40. Coincidência, né? "Cabeu" todo mundo do voo das 18:30 no mesmo avião do voo de 21:40. Já tinha visto essa história antes.... Mas beleza.

Só que a porcaria do võo atrasou um bocado e só consegui chegar em casa meia noite. Para aí lavar as minhas roupas, pois a dona Gertrudes viria passá-la no sábado pela manhã. Fiquei até 2 da matina lavando roupa. Eis que 10 da manhã meu telefone toda e dona Gertrudes avisa que não vai dar para ir.

Eu levantei, puto, peguei a tábua de passar, o ferro, as roupas e fui resolver o problema. Só que uma criança de 3 anos deve passar roupa melhor que eu, então ficou uma merda. Ainda mais que as minhas camisas são de uma tecnologia fantástica: você OLHA e ela amassa. Imagina só como ficou bom...

Tudo isso porque essa viagem me faria virar categoria diamante na Gol. Pelo menos ganhei 10k milhas para gastar não sei como e não sei quando.....

12 de jan. de 2014

Shine bright like a diamond

E essa história de idas e vindas para o Rio fizeram isso aqui:


E com isso ganhei mais 10.000 milhas. Só não sei ainda como vou fazer para gastá-las...

O último vôo pra conseguir o upgrade não poderia ter sido fácil, lógico. Mas isso é assunto para outro post.

Ps. Podem me zuar pelo título do post. Mas ouvi outro dia essa música e ela grudou na minha cabeça.

2 de jan. de 2014

Adrianópolis Apart Hotel (Manaus - AM)

Aí o aluno pergunta: ué, já não teve um 2ª Casa desse hotel? Sim, querido leitor, você está correto. Mas tinha quase um ano que eu não ficava hospedado lá e fizeram uma reforma nos quartos sinistra e é praticamente outro hotel.

Continua sendo estilo flat: sala, cozinha, banheiro e quarto, mas deram uma remodelada boa. A sala ficou mais aconchegante - o que é bom para quem vai morar, mas péssimo para quem vai trabalhar: o sofá ficou gigante e a TV é uma LED de tamanho bom. E ainda fizeram um mini escritório ao lado da TV - essa foi a parte que eu não gostei, porque não dá pra ver TV enquanto está no computador. Além disso, a bancadinha é meio curta e fica meio apertado para usar o notebook. Mas a cadeira que colocaram é muito boa.


O resto da sala, onde tinha uma mesa grande e espaçosa, foi trocada por uma mini mesa e cadeiras estilosas, mas desconfortáveis. É ruim até para comer.


A cozinha diminuiu bastante e ficou bem apertadinha. Não tem mais bancada para preparar a comida e nem bancada estilo cozinha americana. O fogão melhorou (a chama é sinistra), mas não tem mais forno - é um cooktop. Por outro lado, ganhou um microondas.


O armário saiu do quarto e ocupou parte da antiga cozinha, ficando no meio do corredor. O que eu não gostei, porque virou armário "aberto" e sem gavetas (não que eu use gavetas, mas gosto de portas no armário).




Aí o quarto ficou gigante, ainda mais com TV de LED pregada na parede. Só que ficou vazio. Falta alguma coisa (tipo tomadas perto do criado-mudo ou um apoio perto das tomadas). Eu tive que carregar essa mesa branca para perto da tomada, do outro lado do quarto, para poder deixar o celular carregando. Ou era isso ou deixar no chão e ter a chance de pisar nele durante a noite. A cama continua a mesma (pelo menos eu acho) e consegui dormir bem. Tanto no quarto quanto na sala o ar condicionado funciona bem (o que é muito importante em Manaus).




O banheiro também mudou. Trocaram o piso e as lajotas da parede por cerâmica, além da bancada da pia. Nada muito significativo, mas ficou com cara de limpo (antes tinha cara de sujo). O chuveiro continua a mesma coisa: muito bom.


Aliás, parece que melhoraram bem o serviço de limpeza: andei descalço e meu pé não sujou muito. O wifi continua uma bosta: não funcionava bem no quarto, só na sala. Mas quando conecta até que a velocidade é boa. A falta de tomadas continua um problema sério.

O resto do hotel não mudou. O café da manhã continua muito bom. E mais uma vez esqueci de visitar a piscina e a sala de ginástica, não sei se é bom. Mas descobri que tem água grátis, basta levar a sua garrafinha para encher.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de dez. de 2013

Férias agendadas, passagens compradas

E no apagar das luzes de 2013 eu comprei passagens para as tão sonhadas e merecidas férias. Esse ano vou riscar mais um país da América do Sul e ficar mais perto do objetivo do WAR (América do Sul e 12 territórios à sua escolha).

Com as milhas da TAM, vou para Montevideu, numa "promoção" de 10k cada perna (o normal é 15k). Serão 6 dias (incluindo dias de viagem). Aceito dicas do que fazer no Uruguai (além de comer carne).

Com as milhas da Azul, vou para Porto Alegre. Serão 5 dias (incluindo dias de viagem). Aceito dicas do que fazer em POA (além de comer carne).

Com as milhas da Gol eu quase fui para Assunção, mas não tinha nas datas que eu queria, então vai ficar para próxima. Quem sabe ano que vem mato Paraguai e Bolívia e fecho a conta? (Venezuela, Suriname e Guianas não contam como América do Sul, no meu mapa)

Agora falta descobrir o que fazer na semana do carnaval. Como dizem que BH vai ficar agitada, devo ir para o interior. Mas também aceito sugestões. Ainda tenho milhas da TAM e muitas, MUITAS na gol.

Retrospectiva 2013

Fim de ano, hora de pensar nos últimos 364 dias e fazer um balanço de 2013. Assim como ano passado, postei muito pouco então não tenho condições de fazer um mês-a-mês. Vou tentar puxar algumas coisas da memória, sem links para posts. Claro que não vai ser na ordem de ocorrência, vai ser na ordem de lembrança.

2013 começou estressante. Eu estava com um monte de projetos, trabalhando pra caralho. A ponto do meu chefe me mandar ficar em casa na quinta e sexta de carnaval, para descansar. Eu estava com projetos grandes, pequenos e todos dando problema. Estava ficando louco.

No meio tempo ainda teve uma mudança no comando do escritório, depois uma mudança no comando da empresa e....eu fui parar no Rio. Mas o mais legal dessa história toda do Rio (que eu realmente não lembro se postei aqui) é que meu chefe me chamou para ir para o Rio NO DIA em que eu estava saindo de férias E comecei um namoro (essa segunda parte vocês não sabiam). Namoro esse que durou pouco e não vale maiores comentários.

Já as férias, essas merecem comentários. Deu merda do começo ao fim. Aliás, deu merda ANTES de começar, na compra das passagens. Eu não conseguia resgatar as passagens, para começar. Aí mudaram a minha passagem uma vez. E depois mudaram a passagem outra vez. Mas nessa segunda vez mudaram de forma que eu perderia uma das conexões e só descobri no aeroporto. Lá em Bogotá meu pai foi furtado, eu quase perdi um vôo para Medellin por informações erradas. E na volta para o Brasil.... deu mais merda com vôo. Aliás, deu mais merda ainda. Pelo menos meu telefone não tocou por causa do trabalho.

E para aguentar tanta pressão eu estava fazendo esportes. Jogava bola toda semana e corria uma ou duas vezes por semana. Mas aí eu tirei férias, comecei a viajar, mudei pro Rio, foi uma merda. Até voltei a correr umas 2 ou 3 vezes, com períodos de 4 a 5 semanas cada. Na última das vezes durou até um pouco mais e rendeu bem, perdi alguns quilos e minhas calças ficaram folgadas (mas não muito). Mas isso tudo foi pro lixo nas últimas 5 semanas, porque fiquei doente.

Também teve a questão da mudança de vez da casa da minha mãe. Eu já tinha mudado de lá há muito tempo, mas tinha um monte de tralhas minhas que precisam sair de lá, porque ela resolveu que ia alugar o apartamento. No fim das contas, "cabeu".

E esse ano muita coisa deu merda. Murphy esteve comigo o ano inteiro. Me perdi no rio de carro, tive uma sexta-feira em que tudo deu errado, tive que ir a pé para o aeroporto, tomei uma semana de banho frio (depois de uma luta para achar a nota fiscal do aquecedor), fiquei um mês sem internet.

Pelo menos depois de muito sofrimento arrumaram uma casa para eu morar no Rio. Não tem internet e nem TV no quarto, mas consegui instalar o modem 3G no meu notebook (que parou de funcionar semana passada, quando atualizei o Ubuntu). O colchão é uma merda. Tive 2 roomies até agora e tem 2 meses que estou sozinho. No geral, estou melhor que no hotel (especialmente agora que estou sozinho).

Descobri que sou aspie (fiz 2 testes da internet, então tem que ser verdade)"e filosofei um pouco sobre a vida.

E o fim do ano quase me fez desistir de tudo e de todos. Eu estava trabalhando pra caralho, puto, triste, infeliz e todos os outros adjetivos que você conseguir imaginar. E tudo estava dando errado. Sério. Nem ter ganho o campeonato de futebol da empresa me animou.

E para fechar o ano com chave de ouro, o cara que eu estava treinando para me substituir no Rio, para que possa voltar para BH, pediu demissão. O que provavelmente vai render mais um aditivo de tempo no projeto Esparroman Carioca.

Resumo do ano: foi uma merda. Arrisco dizer que foi um dos piores que eu já tive. Espero, de verdade, que 2014 seja um ano melhor. Eu espero ter mais tempo livre e voltar a gostar do meu trabalho (na verdade, VOLTAR a fazer o que eu gosto). Senão, vou ter que procurar outra coisa para fazer (virar um eremita é uma opção real).

Oremos.

29 de dez. de 2013

Quality Faria Lima (São Paulo - SP)

No mês passado eu tive que ir para São Paulo para um evento da empresa e fiquei hospedado no Quality Faria Lima. O hotel, que fica colado no shopping Eldorado, é bem cuidado e bem localizado. E também é bem carinho (a diária foi uns 280 ronaldos). Mas o custo-benefício é bom, considerando que é São Paulo.

O quarto tem um tamanho bom e é bem equipado: mesa para trabalho, TV com um tamanho razoável, uma cadeira (que acho que só serve para colocar a mochila) e uma cama grande e confortável, com 4 travesseiros (não me pergunte). O carpete no chão mostra que o hotel não é dos mais novos, mas é bem cuidado.


O ar condicionado é central, mas tem controle de temperatura. O armário é grandinho, mas como ia passar só uma noite, nem cheguei a usar mais que um cabide (a mala é porque estava no Rio e de SP voltei para BH).


O banheiro é tamanho padrão de hotel: nem grande nem pequeno. O chuveiro é muito bom: bastante água e temperatura boa. E ainda tem sabonete, xampu e demais itens de banho de qualidade, que dá até pra usar normalmente (já peguei uns que não lavava nada).


O wifi é grátis e funciona bem (pelo menos no meu quarto). O café da manhã é muito bom: várias opções de rango, das saudáveis às saborosas.

Reza a lenda que tem piscina, academia e business center, mas eu não tive tempo de conhecer. Mas fica aí a dica.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

26 de dez. de 2013

A dor de um coração partido

Como eu comentei aqui, o cara que eu estava preparando para ficar no meu lugar pediu demissão. E da mesma forma eu eu estava preparando-o para ficar no meu lugar, ele estava preparando uma estagiária para ficar no lugar dele. Esses dois já trabalhavam juntos há uns bons 9 meses e tinham uma química muito boa. Boa até demais, eu diria.

Mas como ele tinha namorada e ela tinha namorado, nada aconteceu. Não sei se por medo de um deles de tentar e dar merda, seja no trabalho, seja no respectivo namoro. Mas a química era evidente. Uns 2 meses atrás ela terminou o namoro (não sei dizer porque). E percebi que ela estava mais próxima dele. Mas nada acontecia (até porque eu falei para ele que "não podia").

Mas aí ele foi embora. Ia voltar para casa e, provavelmente, eles nunca mais iam se ver. Mais: ele iria voltar a encontrar a namorada todo dia, o que dificultaria ainda mais qualquer coisa. E enquanto ele se despedi do pessoal, a ficha foi caindo e ela foi ficando cada dia mais triste, mais triste, até que começou o chorar. Dava para ver a tristeza dela. Dava para sentir o que ela estava sentindo (até porque eu também já passei por isso).

Como todo mundo ficou olhando para ela, ela saiu do andar e foi chorar no corredor. Eu ia lá dar uma força, mas o cara saiu antes. E quando eu cheguei onde estavam, eles estavam conversando e ele estava consolando-a (não peguei a conversa. Quando vi que estavam conversando, voltei para a minha mesa).

Uns 10 minutos depois, ela voltou para a mesa dela. Triste, cabisbaixa, sofrendo. Eu fui dar uma força, mas sabia que nada que eu falasse adiantaria. Mas falei, como toda a experência dos meus 32 anos, uma frase que ouvi da minha mãe quando Xuxu virou Ex-Xuxu:

Pessoas vem e vão. O importante é você sempre lembrar das coisas boas, dos momentos alegres e dos ensinamentos que elas te passaram.

A realidade é dura e não é fácil passar por uma desilusão amorosa (ainda mais quando nem chegou a acontecer alguma coisa). Mas como eu sempre digo, vida que segue.

23 de dez. de 2013

A saga da tosse

Desde que aconteceu o campeonato de futebol da empresa (comentei aqui, né?) eu estou tossindo. No início, achei que tivesse a ver com o fato de eu ter jogado na chuva, em um dia mais ou menos frio. E nos primeiros dias, estava com o pulmão lotado de, ahn, catarro. E estava daquele sinistro (não vou entrar em detalhes).

Estava foda: era tosse a cada 5 minutos. Com o passar dos dias ia melhorando, mas logo depois voltava a piorar e melhorava e piorava, mas nunca acabava. Eu já estava de saco cheio. E ainda estava com dores no ouvido, garganta, dormindo mal (ou não dormindo). Aí resolvi ir ao médico da empresa (três semanas depois que comecei a tossir).

Era uma dona. Sério, nunca fui tão mal atendido. E olha que ela não ganha por hora, estava lá por conta de quem aparecesse. Foram uns 2 minutos, em que falei que estava tossindo há 3 semanas, garganta inflamada, expectorando e blábláblá. Ela mandou abrir a garganta, jogou uma luzinha e falou que não era nada. Nem abaixou a língua pra ver o fundo da garganta, onde estava realmente doendo.

Como era uma quinta, deixei para consultar com o Véio no sábado. E assim o fiz. Ele sim abaixou a língua e viu que estava inflamada. E me mandou comprar um antiqualquercoisa. Assim eu fiz e comecei a tomar. Domingo foi lindo: tudo melhorando, quase sem tosse... Mas aí veio segunda. E a tosse e a dor de garganta pioraram.

Mas eu queria esperar o remédio fazer efeito e, quem sabe, resolver tudo. Mas quarta era o penúltimo dia do remédio e só estava piorando. Aí não teve jeito: voltei no médico da empresa, torcendo para ser outra pessoa. E era.

Um atendimento completamente diferente: o cara escutou toda a minha história, abaixou a língua para ver minha garganta (e viu que não tinha mais nada), auscultar o pulmão (e viu que não tinha nada). Ele não tinha mais o que fazer, a não ser me encaminhar para um especialista (que ele mesmo marcou). Mas como eu estava morrendo, queria fazer a tosse e a dor passarem. Aí perguntou:

- Você já tomou Allegra?
- Já - respondi.
- E como você reagiu?
Nessa hora, eu realmente não sabia como responder. A verdade seria falar que eu reagi como um viciado em crack, mas acho que ele ia assustar. Então falei:
- Ah, normal. funcionou.

E ele me deu o remédio. Tomei, já imaginando que a noite seria agitada. Mas nada aconteceu (talvez porque não estava vencido): não tive viagens loucas, dormi como uma criança e no dia seguinte ainda acordei 90% bom. Coisa que não acontecia há quase um mês. Mas mesmo assim iria à tal especialista.

E assim o fiz: saí no meio do dia do trabalho, fui na dona, que me atendeu em SETE minutos. Sério, se eu tinha achado o outro atendimento ruim, esse foi catastrófico. Parece que ela estava com a cabeça na viagem que ia fazer, porque me perguntou três vezes quanto tempo tinha que eu estava tossindo, eu ia falando e ela só respondendo "aham". Até conferiu meus tímpanos, garganta e pulmão, mas não fez nenhum exame, nada.

Aí me receitou QUATRO remédios, sendo que dois deles eu tinha em casa. Mas um, eu nunca tinha visto. E aí resolvi ler a bula. Saca só que legal:


Eu já não sou dos mais normais, tomando um remédio desses, era certeza que ia dar merda. Mas tomei. E à noite liguei para o Véio e para a Véia para ver o que eles achavam e os dois mandaram parar de tomar, que a mulher era louca de ter me mandado tomar isso e bláblá. Só que corticóide não pode parar de tomar de uma hora pra outra, tem que ir diminundo aos poucos. E assim eu estou fazendo.

Mas a tosse, que é a grande vilã da história, continua aí. O que me faz pensar que eu tenho é que me entupir de Allegra, porque deve ser reação alérgica ao meu apartamento no Rio. E vamos ver se semana que vem, que eu vou ficar em BH, essa merda melhora.

16 de dez. de 2013

Não é você, sou eu

Quem me conhece sabe que eu sou um cara racional e prático. Por conta disso, tem duas coisas que eu não suporto:

1) pessoas que não são objetivas e diretas;
2) pessoas que inventam desculpas e não falam a verdade.

O primeiro tipo é aquele que dá uma volta ao mundo para falar uma coisa simples. Talvez nem seja simples, mas que não precisa de uma introdução gigantesca. Tipo a piada do "gato subiu no telhado". Se você tem alguma coisa para falar, boa ou ruim, fale de uma vez. Não fique floreado o pavão.

Sei que tem gente que prefere que a notícia seja contada aos poucos, para ir acostumando com a idéia, mas eu não sou assim. Prefiro que cheguem, falem o que tiver que falar e pronto. Evita a angústia e eu, com a minha imaginação fértil, vou pensar em 500 milhões de coisas enquanto você estiver enrolando, o que pode ser pior.

Esse meu pensamento já me fez quebrar a cara algumas vezes. Várias pessoas já reclamaram que eu sou muito direto, mas de que adianta ficar enrolando? No final das contas, o que tiver que ser dito será dito. Mas respeito quem não pensa assim.

Agora uma coisa que eu não respeito é quem inventa desculpas e não fala a verdade. A frase que é o título deste post, por exemplo. Quem nunca ouviu essa frase na vida nunca namorou (ou casou com a primeira namorada). Se vocês estão terminando, é óbvio que é culpa do outro. Mas antes de pularem direto para os comentários para me xingar, deixa eu explicar melhor....

Quando o namoro está bem, não tem razão para terminar. Você fica com a pessoa. Perdeu o emprego, morreu um parente, está terminando o doutorado, está sendo transferido de cidade, pouco importa. Você vai querer continuar com aquela pessoa que você ama (até porque ela vai te ajudar a superar essa fase).

"Ah, mas eu não quero mais namorar, quero ficar na putaria muito louca (ou então quero ficar sozinha/o, então sou eu.", você diz. Não. Se algo está te fazendo pensar nisso, é porque seu namoro não está mais da não certo. Você pode ter cansado da outra pessoa, pode ter passado a gostar de outra, você pode ter conhecido ela/e melhor e visto que não é bem o que você esperava, vocês podem ter descoberto um Pinto de divergência grande (filhos, por exemplo), o sexo não é bom... Não interessa: a culpa é da outra pessoa. E TUDO BEM!

Ninguém é obrigado a agradar todo mundo. E tem coisa que cansa mesmo (ou desgasta com o tempo). E tem coisa que só se descobre com o passar do tempo (ou muda com o passar do tempo, como filhos). Me falar que "sou eu, não é você" é querer me enganar.

Eu prefiro que fazem a verdade. Ora bolas, é uma chance de aprender. Vejam o caso de Ex-Xuxu: apesar de um gostar muito do outro, não estava mais dando certo, então terminamos. Depois que a poeira abaixou, fizemos uma reunião de lições aprendidas. Várias das coisas que conversamos na reunião viraram ensinamentos que eu levei para a vida e para outro namoro. E hoje nos damos super bem. Tudo isso porque fomos honestos. Se tivesse rolado alguma desculpa esfarrapada, certamente não teria mais conversado com ela.

Mais uma vez: essa é a minha opinião. EU prefiro que seja assim. Agrega muito mais valor uma conversa em que as verdades são ditas (e lições são aprendidas) do que um simples "não é você". Sei que as pessoas fazem isso para poupar os outros, mas já dizia a Rita: a melhor forma de solucionar um problema é confrontá-lo.

E no meu caso, se você vier com desculpas e depois eu descobrir que eram desculpas, vai ser pior. Eu nunca mais vou confiar em você.

Resumindo, meus queridos leitores, sejam diretos, falem a verdade e sejam honestos. Todo mundo sai ganhando.

13 de dez. de 2013

Desisto (ou quase)

Como bom brasileiro, eu não desisto nunca. Por pior que esteja a situação, eu vou até o fim. Mas confesso que as últimas semanas tem me deixado puto o suficiente para pensar em jogar o meu crachá na mesa do presidente, mandar todo mundo tomar no cu, ir para o interior e abrir uma pousada hippie.

Não é que eu não goste do meu trabalho, o problema é que eu tenho feito tudo, MENOS o meu trabalho. E ainda tenho que ficar aguentando reclamação de que eu estou AJUDANDO. O cara não faz o que deveria, mas como precisa ser feito, o presidente joga no meu peito, porque sabe que eu vou fazer. Eu vou, começo a fazer a porra do treco e o sujeito reclama que não está como ele queria! Vai se fuder.

Outra coisa comum é eu começar a fazer uma coisa é o cara aproveita e vai jogando outras, "já que você tá fazendo isso ai...". Dia desses aí pra trás eu mandei pastar, de forma educada, mas aí o cara não fez o que deveria e...caiu no meu colo.

Sério, eu já estou perdendo totalmente a paciência. Não aguento. Ainda mais esses cariocas folgados que não trabalham. E aí tenho que ficar ouvindo reclamação de seres superiores que o trabalho não está sendo feito. É lógico! Eu estou fazendo o trabalho dos outros, não consigo fazer o meu!

O pior é que eu fico com a fama de resolvedor de problemas e aí não me deixam voltar para BH. O que é bom por um lado, sinal que quem importa está gostando do meu trabalho. Mas é uma merda porque eu estou me matando de trabalhar e não estou fazendo o que fui "contratado" para fazer aqui no Rio. E pior ainda: não consigo voltar para casa....

Qualquer dia desses vou simplesmente pegar um vôo pra BH na sexta e não voltar na segunda seguinte.

11 de dez. de 2013

Coelhadas

Já que estou indo para Manaus* e o sistema de entretenimento da TAM não funciona, vamos de fatos rápidos.

- um fim de semana desses aí pra trás eu fiquei no Rio. Aproveitei para fazer passeios turísticos;
- um lugar que eu sempre quis ir e nunca consegui foi a ilha fiscal. Dessa vez eu consegui. E óbvio que Murphy estava comigo: o barco que leva até a ilha tava em manutenção, então perdemos uma das partes legais do passeio;
- o submarino que fica aberto para visitação também estava em manutenção, logo não consegui visitar;
- o passeio na ilha custa vinte ronaldos. Caro, pelo que ele oferece (ainda mais quando você vai de microonibus). São 2 ambientes com uma guia que fala 10 minutos;
- apesar de curto, o passeio é bacana: o prédio é muito bonito e a vista também é bem legal (estou pensando aqui: acho que vale um bem vindo, mesmo que curtinho);
- fui também no paço imperial. Lá eu já tinha ido, mas estava tendo umas exposições novas. Uma delas, muito bacana, de uma tal de Wilma Martins. Fiz questão de anotar o nome, para mandar umas fotos dos quadros para uma amiga, mas parece que teve uma Wilma Martins que fez merda recentemente e o Google só joga ela nas primeiras posições.
- (o cara do meu lado deve pesar uns 120 kg, tá com bafo, tá roncando, tá caindo pro meu lado e ainda trouxe uns 5 jornais pra ler);
- também no final de semana no rio uma amiga de BH veio para a cidade e convidou pra sair com umas amigas dela. Fomos numa imitação do outback que conseguiu não ter chopp, não ter chá gelado e não ter suco. Num sábado à noite;
- vi um presépio quase em tamanho real que custava a bagatela de 10 mil reais. E olha que estava na promoção, o preço normal era 12 mil. Sim, você leu certo todos esses números;
- na volta do tal lugar, que é em um shops na Barra, nos perdemos e quase entramos numa favela. Ah, era sábado à noite....
- no dia seguinte a veia e minha avó foram almoçar na minha casa. Eu que cozinhei. Até que ficou bom, mas sobrou comida pra cacete. E a veia queria mudar tudo na minha casa (que nem é minha, na verdade. É alugada pela empresa);
- impressionante como duas pessoas conseguem sujar louça. Aliás, nesse final de semana aí eu comi umas 20 mil calorias. Assim fica impossível perder peso;
- um cara do trabalho tá casando e criou um perfil no Facebook "casamento de fulano e ciclana". Não sei se me sinto velho por achar estranho ou se é normal achar estranho e eles que são anormais;
- falei que é a penúltima vez que vou para Manaus? Tudo bem que a última vez que falei isso aqui ganhei dois contratos que deram quase 3 anos de Amazonas (semana que vem, aliás, completam os 3 anos que ganhei esses contratos);
- pensando aqui, três anos e meio de Amazonas já. Relacionamento mais longo que meu namoro mais longo;
- (tô precisando mijar e os dois caras do meu lado tão dormindo. Vou ter que acordar);
- minha garganta tá inflamada tem mais de uma semana (acho que já comentei isso aqui). Tá bonitão quando eu tusso;
- faltam poucos dias para as férias coletivas. Eu não aguento mais esperar;
- ah, é, esqueci de comentar. O Flamengo foi campeão e eu estava no rio. Achei que ia ficar sem dormir a noite. Engano meu: uma da manhã não tinha mais nada na rua. Esperava que ia ser bem pior.

Bom, é isso. Ainda falta metade da viagem (2 horas, mais ou menos), mas os assuntos acabaram.

*escrevi esse post na segunda da semana passada, mas só lembrei postar hoje.

9 de dez. de 2013

Inferno Astral

Uma vez Ex-Xuxu me falou que uma (talvez duas) semanas antes do seu aniversário é o seu inferno astral. E olha, as duas últimas semanas foram realmente um inferno. Sem contar muitos detalhes, saca só o que aconteceu:

- Pra começar, tem 2 semanas que eu estou com a garganta inflamada e cospindo verde (além de tossir a cada 5 minutos e, com isso, não dormir direito);
- Descobri que a Ex. Srta Esparroman está namorando. Mesmo sabendo que não íamos voltar, dá aquela tristeza e aquela sensação de que você nunca mais vai arrumar alguém;
- Me deram um trabalho de merda para fazer (que me fez trabalhar pra caralho), e, depois que eu terminei, mudaram um monte de coisas e tive que refazer boa parte;
- Minha mala quebrou a rodinha no caminho para o trabalho e tive que carrega-la na munheca o resto do caminho. E tinha roupa para 2 semanas;
- Fui fazer um passeio na ilha fiscal e tava cheio de coisa cagada;
- Fui desligar um cara em Manaus e tomei esporro dele, por não ter avisado antes que ia desligá-lo, sabendo que ele sabia que ia ser desligado (história complexa);
- O cara cismou que não quer dar uma procuração para fazer a homologação dele no Rio. E a empresa cismou que não quer fazer a homologação dele em Manaus. Não sei como resolver, mas sei que vai sobrar pra mim;
- Voltei para o Rio e meu voo de volta foi ao lado de um cara que estava com um bafo sinistro. E ele dormiu com a cara virada para o meu lado (na ida foi quase a mesma coisa);
- Cheguei no galeão e a fila para táxi era interminável. E já era tarde pra caralho, e eu cansado pra bosta;
- Passei gripe pra veia e, além de trabalhar pra caralho, ainda tive que bancar o babá;
- O cara que eu estava preparando para ser meu substituto para eu voltar pra BH pediu demissão (na sexta feira!). Isso significa que eu não consigo voltar para BH tão cedo;
- Meu vôo, na sexta, quando eu costumo comemorar meu aniversário, atrasou pra caralho e só cheguei em casa 10:30 da noite, morto;
- Tomei esporro do CEO, porque não consegui fazer um plano no prazo. Só que não diz porque ele mesmo me envolveu na mudança de prédios;

Teve mais coisa,mas eu não posso comentar aqui....

8 de dez. de 2013

5 de dez. de 2013

Repassando ensinamentos

Desde que minha equipe mudou, tenho sido um chefe mais presente. Talvez porque o meu novo pupilo me procure mais e goste de trocar mais idéias, mas acho que é mais porque eu olho para ele e me vejo uns 8 anos atrás. Recém formado, querendo mudar o mundo e incorformado que ninguém quer mudar o que está errado. E pior: reclamando para quem quisesse ouvir que estava tudo errado e que ninguém fazia nada.

E considerando o que eu aprendi nesses 8 anos, pensei que poderia facilitar a vida do sujeito. E estou dando dicas em doses homeopáticas, porque ficar dando sermões longos não funcionam. Um dia um conselho, no outro uma história (para que ele pegue a lição), num outro um puxão de orelha de leve e de vez em quando o bom e velho método engole o choro. Afinal, ele tem que aprender que no mundo corporativo manda quem pode e obedece quem tem juízo.

E tem dado resultado. Ele está acalmando, escutando mais e até repassando parte dos ensinamentos para as estagiárias. Eu já tinha feito coaching / mentoring (nomes da moda) e deu resultado bom, mas desta vez eu estou realmente orgulhoso. Vejo que todas as conversas com o cara dão resultado e que ele está gostando destas pílulas de conhecimento.

Vamos ver se até fevereiro, quando eu espero voltar para BH, eu consiga formar o meu sucessor. Assim que deixo a minha área em boas mãos.

3 de dez. de 2013

Futebolando

Dia desses aí pra trás aconteceu o campeonato de futebol da minha empresa. Apesar de eu estar correndo, estava longe de estar em forma. E mais do que isso, nas duas ou três semanas anteriores eu não consegui correr. E pra piorar, meu time não tinha reserva. Quer dizer, até tinha, mas não podia jogar. No dia do campeonato, ainda estava chovendo. Conseguiu entender a situação toda?

Pois bem. Sabendo disso tudo, eu estava jogando me poupando. E com isso fiz caquinhas, lógico. Mas o resto do meu time era muito bom e conseguiu suprir a minha falta. Até ajudei, mas no tanto quanto eu poderia. Tanto que no final da final eu ainda tinha gás para mais um jogo.

Como eu disse, o meu time era muito bom e acabamos ganhando o campeonato. Não teve medalha, mas ganhamos um troféu, que o pessoal levou pro escritório.

Mas o fato é que mesmo tendo sobrado gás no final do último jogo, no dia seguinte tudo doía. Tudo MESMO. E isso considerando que eu tinha tomado antiinflamatório para o meu tornozelo e meu joelho. Só voltou a ficar tudo 100% uns 4 dias depois.

O que mostra que estou realmente totalmente completamente absurdamente fora de forma. E que essas corridinhas marotas não fazem diferença nenhuma..... O que me deixou menos triste é que todo mundo reclamou de dores na segunda, mesmo os que jogam bola com frequência.

1 de dez. de 2013

Dias de Cão

Pois bem, amiguinhos, eu ando sumido. E tem uma razão simples: estou trabalhando pra caralho. Além de trabalhar muitas horas, todo dia tem um pepino novo para ser resolvido (e é urgente, lógico). E com a mudança da empresa para um prédio novo (comentei aqui? Acho que não), além de tudo o que eu tinha pra fazer me deram uma penca de coisas para resolver até meados de dezembro.

Nesse meio tempo ainda teve ferido aqui no Rio (que eu trabalhei), tive dois dias de treinamento em SP (que eu fiz jornada dupla) e ainda vou ter que ir para Manaus amanhã, para uma reunião de 10 minutos. Sim, vou pegar um avião, voar 4,5 horas (perdendo o dia inteiro de trabalho, porque o voo é meio do dia no galeão), dormir, ir para o cliente, ter a tal reunião de dez minutos, ficar o resto do dia fazendo "nada" e pegar um avião de volta (mais 4,5 horas).

E nisso, a minha lista de tarefas só aumentando. E cada dia mais pressão, para entregar tudo pra ontem. Eu não importo de trabalhar, mas o problema é que eu estou assim porque as pessoas que deveriam estar resolvendo os problemas não estão e o chefe do meu chefe (também conhecido como CEO) manda no meu peito, para que eu resolva. É aquela história do Mr. Wolf.

Para piorar, minha equipe foi toda trocada e um cara que sabe o que fazer está ensinando as que não sabem (ou seja, ninguém trabalha direito). E esse cara também esteve em São Paulo para o tal treinamento comigo e perdeu mais dois dias indo pra POA.

Somado a isso tudo, ainda estou dormindo mal (esperado), minha garganta está inflamada e eu fico tossindo o dia inteiro, não consigo fazer esportes (logo estou engordando mais) e nas voltas para BH não tenho forças pra fazer porra nenhuma (mas também não consigo descansar).

Fato é que preciso de férias. Vou conseguir tirar 2 semanas entre Natal e Ano Novo, mas a primeira das semanas fico no Rio, então não conta muito. A vantagem é que aqui no Rio eu consigo ficar deitado o dia inteiro sem fazer porra nenhuma. Ou então sair para fazer passeios culturais e ocupar a mente com outras coisas.

Vamos ver se Dezembro acalma um pouco e eu consigo colocar ordem na casa e parar de me matar. Mas acho que até a mudança da empresa a tendência é piorar....

12 de nov. de 2013

Ainda existo

Pois é, eu não morri. Abandonei o blog, é verdade, mas estou vivo.

E a verdade verdadeira desse mundo é que parei de blogar por preguiça. Preguiça e por falta de assunto. Vez ou outra eu até penso em alguma coisa que na hora parece legar de escrever, mas aí olho para esta tela branca do blogger, escrevo uma ou duas linhas e cancelo o post, porque vejo que ia ficar uma merda o post.

Mas como é sempre bom manter este blog vivo, vamos de fatos rapidos:

- Pra começar bem: minha empresa está trocando a operadora de telefonia. Como o cara da TI não resolvia, fui "promovido" a gerente de comunicação e minha missão era fazer a porra da migração. Demorou pra cacete (parece que a Vivo não precisa de mais clientes), mas marcaram a portabilidade para ontem. Funcionou de quase todo mundo, menos dos gerentes, lógico. E para piorar, dois deles estão viajando, olha que beleza;
- A minha linha também deu problema. Resumidamente, as linhas saíram da claro e não foram para a Vivo. Estão no limbo. E o legal é que se você liga para o número, fala que NÃO EXISTE. Muito medo de os números terem sumido;
- Menos de 6 meses no Rio e a minha equipe mudou toda. 100% dela (ok, são 3 pessoas). Tudo o que eu levei treinando o pessoal foi para o saco. Pelo menos quem veio é bom;
- Aliás, para repor uma das vagas tive que entrevistar pessoas. E era vaga de estagiário. Recebi 6 currículos. Um deles, não tinha nem meia página (curiosamente foi quem eu contratei). Já um outro, era MUITO melhor que o meu. O que me fez ver a importância de um currículo bem feito;*
- Entrevistar estagiário é uma coisa muito divertida. Uns falam como se fossem deuses e os melhores do mundo. Outros, falam que não tem experiência e que querem uma chance de aprender. Eu contratei a que falou que queria aprender;*
- Aliás, nessas entrevistas eu consegui ver que é possível ver quando a pessoa está mentindo. E fiquei tentando adivinhar qual o tique de cada um mentindo. Um empolou todo. Uma mexia no cabelo. Outra, ficava com a voz trêmula. E um eu não consegui descobrir, porque era UM ROBÔ;*
- Por sinal esse robô era filho de jogador de futebol e largou a faculdade de computação em Portugal no 5o. período (o pai dele voltou para o Brasil). Uma outra era FORMADA em biomedicina;*
- Dia desses aí pra trás quebrei a minha regra de não beber durante a semana. E lógico que deu merda: desliguei o despertador sem perceber e do nada acordei 9:45 da manhã. Fiquei repetindo mentalmente até 10:25 (sim, eu tomei banho antes de sair de casa), quando cheguei na empresa, as frases: "Merda, merda, merda, merda" e "é por isso que você tem uma regra de não beber durante a semana". E aí tive que trabalhar no final de semana para recuperar o dia perdido;*
- Nesse dia, aliás, foi uma coisa meio bizarra: eu acordei de manhã e a minha mala estava feita. E eu não lembro de ter feito a mala;
- Descobri que existem pessoas que nadam na praia do Flamengo. Depois não sabem de onde surgem as mutações humanas;
- Aliás, pior ainda: descobri que tem gente que PESCA na praia do Flamengo;
- Dia desses aí pra trás estava chovendo e eu saí para "correr". Fiquei me perguntando se estava tudo certo comigo. A resposta veio na noite seguinte, quando eu comi umas 3.000 calorias em uma hora;*
- Comecei a assistir Breaking Bad. Recomendo a todos;
- A vida sem TV, mas com a locadora Torrent não é tão sofrida quanto eu imaginava. Estou sobrevivendo bem (mas só nos dias em que vou correr, porque chego mais ou menos tarde em casa e depois de um episódio de BB eu já estou quase dormindo);
- Marcaram o campeonato de futebol da minha empresa. Vamos ver se eu vou aguentar jogar todos os jogos;
- Descobriram recentemente um ligamento novo no joelho. Se é o mesmo que anda doendo do meu, eu tô fudido;
- Minha empresa vai mudar para um lugar longe pra caralho aqui no Rio e estão colocando linhas de ônibus para pegar e levar a galera em casa. Adivinha se tem espaço no busão que passa perto da minha casa;
- Já falei que rolou um aditivo no meu contrato de alocação aqui no Rio e que fico até o carnaval, né? Pois bem, em dias de calor como o de hoje (sensação térmica de 50 graus), eu me arrependo de ter vindo pra cá;*
- Quando eu falo que carioca é vagabundo ninguém acredita: semana passada, uma quinta depois do flamengo classificar para a final da copa do brasil, a PRIMEIRA pessoa DO MEU ANDAR a chegar (depois de mim, claro), chegou 9:15. A PRIMEIRA.
- Falando em futebol, tô até achando que esse ano o Cruzeiro ganha o brasileirão. Mas vamos aguardar a probabilidade aumentar antes de comemorar. Tem pouco nove depois da vírgula;
- Uns dois finais de semana pra trás, quase 5 da tarde, um amigo meu me liga e fala: "ou, churrasco aqui no sitio. Vem agora". O sitio fica a quase 100 km da minha casa. Eu fui. Ainda estou tentando entender o que deu em mim para ir;
- Cada dia que passa me dá mais tristeza ver a quantidade de dinheiro que a minha empresa joga no lixo por má gestão;
- Essa é boa: um cara da minha equipe pediu para instalar o Chrome na máquina dele. E aí o gerente de TI (vou repetir: o GERENTE DE TI) falou que não podia, porque ia inserir muitas brechas de segurança. Falou que era para usar o Internet Explorer. Eu fiquei uns 20 minutos rindo quando li o email;

Bom, é isso. O temo dos estagiário rendia um post bacana só pra ele, mas agora já foi.

* Assuntos de post que morreram antes de serem publicados

6 de out. de 2013

Checklist da casa

Como usuário do apartamento que a empresa aluga eu preciso assinar um termo de compromisso. E o termo de compromisso inclui uma lista de itens presentes na casa (que foi passado pela dona do apartamento quando ele foi alugado). E como eu não assino nada sem ler e ter certeza que está tudo certo, fui fazer uma conferência nos itens.

Tinha coisa pra caralho para conferir. Alguns lugares não tinha muita coisa para conferir, mas o meu quarto e a cozinha tinha muita tralha para conferir. Levei mais de uma hora para conferir tudo - e olha que o roomi me ajudou a conferir, senão era o dobro do tempo.

E enquanto eu fazia a conferência vi várias coisas bizarras, por exemplo:

- a mulher lista, com uma riqueza de detalhes incrível, um item de propaganda (2 pratos de porcelana pequenos escritos ouro verdes armazéns) e não coloca a coisa mais cara da casa, o piano. Ou seja: eu posso levar o piano embora;
- Aliás, o nível de detalhes chega a ser incrível. Olha o que a dona listou: em cima do filtro 03 caixinhas de fósforos com enfeites bordados;
- Teve outra que também me chamou a atenção 2 potes de sopa branco c/ floral azul na borda;
- Umas coisas meio absurdas, que ainda não entendi porque a mulher listou (Armário embutido, 1 pia de granito bege c/ torneira e cuba de inox);
- Esse eu achei sensacional: 01 enfeite de louça de cachorro;
- Ainda descobri que existe um tecido chamado Chenilli. E descobri que tem 2 colchas disso no meu quarto.

O pior de tudo é que mesmo com todo esse detalhe eu consegui descobrir coisas sobrando que não estão listadas (tipo o piano) e algumas outras coisas que nestão contadas 2 vezes (tipo o aspitador de pó e um armário na cozinha).

E descobri também que o meu quarto tinha 2 camas (uma delas foi parar no quarto de empregada), o que faz mais sentido agora para aquele quarto daquele tamanho e tão vazio.

Mandei as divergências para o pessoal do RH antes de assinar qualquer coisa, para não inventarem moda quando eu sair do apartamento.

3 de out. de 2013

Roomie Novo

Pois bem. Acabou o mês e o Roomie fois-se embora para BH. E no dia seguinte chegou o roomie novo. O Roomie novo também é de BH e sempre que eu olho pra ele eu lembro do Bressane (logo eu lembro de mim). Eu acho o cara muito parecido comigo fisicamente.

Nos primeiros dias, foi ótimo: eu saía e ele estava dormindo. Eu voltava e ele já tinha saído para o treino de krav magá. E quando ele chegava, ou eu já estava trancado no quarto ou ele se trancava no quarto para falar com a esposa.

Mas hoje ele não foi treinar, e quando eu cheguei ele já estava conversando com a patroa dele. Aí comecei a fazer a conferência dos itens presentes no apartamento (história para outro post) e no meio ele veio ver o que eu estava fazendo (e provavelmente puxar papo). Aí começou a me ajudar.

Terminamos a conferência (tem coisa pra caralho nesse apartamento) e eu vim para o mei quarto. E ele veio atrás, conversando. E eu descobri que ele é daquelas pessoas que gosta de ficar batendo papo. E que não tem desconfiômetro (ou então estava carente).

Eu dava indiretas, do tipo "preciso fazer a minha mala" e nada. Eu COMECEI a fazer a minha mala e nada. Eu ACABEI de fazer a minha mala e o cara na porta, conversando. A única forma do cara desconfiar foi quando eu falei "bom, voltar a trabalhar, né..." e liguei o computador.

O pior é que ele ainda ficou parado na porta, para ver se eu ia falar mais alguma coisa. Mas quando eu sentei e comecei a digitar ele entendeu e falou "beleza. Qualquer coisa eu tô aí".

Espero que seja só hoje. Eu não vou aguentar um cara que gosta de bater papo todo dia. Principalmente porque não tem muito mais o que conversar, já gastei tudo hoje....

30 de set. de 2013

I'm Mr. Wolf

Quem já viu Pulp Fiction certamente lembra do Mr. Wolf. Quem não viu (ou viu a tanto tempo que não lembra), vale a pena ver a cena abaixo (a qualidade do video está uma bosta).


Mr. Wolf, como ele diz quando se apresenta, resolve problemas. E atualmente é isso o que eu tenho feito.

A empresa tem um tamanho razoável. E como toda empresa maromeno grande, tudo demora para acontecer. Para piorar, 70% da empresa é formada por cariocas e, desculpem a siceridade, cariocas não gostam de trabalhar. O resultado disso tudo é uma empresa cheia de problemas que não são resolvidos.

O mais comum (comum MESMO) é um problema aparecer, quem descobriu o problema pede ajuda pra quem pode resolver o problema, e o assunto é esquecido. Quem descobriu o problema, passou a batata pra frente. Quem pode resolver o problema, deixa lá na caixa de coisas que "se alguém me cobrar muito eu resolvo". E aí os problemas ficam lá, mofando.

Só que eu não consigo ver um problema e não resolver. E desde que cheguei no Rio comecei a tentar resolver tudo o que aparece. E as pessoas, vendo que tem alguém que resolve os problemas, começaram a desenterrar tudo o que estava mofando nas gavetas. Com o final do ano fiscal (o ano fiscal da minha empresa encerra em setembro) a situação só piorou, porque é tudo para "hoje" (e no caso de hoje, era hoje MESMO).

E é problema de tudo quanto é tipo: devolução de apartamento funcional, leilão de mesas e cadeiras, doação de computadores, lançamentos errados no sistema corporativo... Qualquer coisa que tenha alguma ligação com custos, cai no meu colo. Às vezes, nem tem muita ligação não, mas cai no meu colo do mesmo jeito.

Isso, óbvio, está me fazendo trabalhar como um cão. Mas no final do dia, morto, a sensação de ter ajudado a empresa compensa.

Só preciso agora mudar o meu cartão de visitas e minha assinatura de email. No lugar do cargo, vou colocar "Problem Solver".

27 de set. de 2013

Colchão de primeira

Apesar de a casa nova existir há pouco mais de duas semanas, eu só dormi lá 4 noites (tirando esta semana). Afinal, na primeira semana eu ainda estava em hotel e só faltava uma noite ara eu voltar pra casa. A segunda semana eu fiquei lá de segunda a sexta (que são essas 4 noites). A terceira semana (a passada) eu estava em Jundiaí.

O colchão, teoricamente, é novinho. Mas é um dos mais baratos (e vagabundos) possível. De espuma, densidade 33. É tão vagabundo, mas tão vagabundo, que na PRIMEIRA semana, depois de ter sido usado 5 vezes (lembrem que o roomie dormiu nele uma noite, antes de eu chegar), ele já estava com "marcas" de corpo (tipo colchão MUITO usado de hotel).

Agora eu deito e o corpo já encaixa no colchão. E tento me mexer e fica desconfortável, porque ficam altos e baixos onde não deveriam (tipo um montinho no meio da coluna). O travesseiro não é muito diferente. Já está todo cagado, e parece que a espuma se defez.

E eu, que já não durmo muito bem normalmente, acabo dormindo muito pior e já acordo cansado.

Tô vendo que vou ter que comprar um colchão e um travesseiro novos.... Alguém tem idéia de quanto custa esse conjunto?

25 de set. de 2013

Vida sem TV e sem internet

Lembram que o quarto mal assombrado não tem mesa? Isso significa que o roomie usa o computador na sala, conversando com a esposa dele via skype. E lembram que só tem TV na sala? Pois é, isso significa que não dá pra ficar vendo TV agradavelmente (até porque o sofá não é dos mais confortáveis).

Para piorar, a TV a cabo é com canais muito básicos e NÃO tem ponto nos quartos. Eu juro que cogitei comprar uma TV pequena para por no quarto (ou até mesmo pegar uma da minha mãe que está parada), mas sem ponto de antena (nem mesmo a coletiva), não dá.

E para piorar de verdade, não tem internet. O máximo que dá pra fazer é usar o modem 3G da empresa, mas isso significa ficar carregando meu notebook todo dia pra casa, o que eu não curto muito porque acabo trabalhando.

Eu gosto de ver TV a noite, especialmente para dormir. Mas muitas das vezes é só para fazer barulho mesmo, eu nem presto muita atenção, mas acaba fazendo falta. Sem contar que me ajuda a pegar no sono. E quando não tem TV e no tem internet, sobram 3 opções:

1) Usar o tablet da Véia para jogar alguma coisa (entupi de jogos);
2) Ver um filme no tablet;
3) Ler um livro.

A opção 1 enjoa rápido. A opção 2 não tá muito fácil, porque estou chegando em casa tarde do trabalho, logo não dá pra ver um filme inteiro. A opção 3, bem, é um ótimo sonífero e eu consigo ler fantásticas 3 páginas, quando muito. O problema é que eu tenho levado tanta tralha de BH para o apartamento novo que não cabe um livro na mala ou na mochila (sério).

O que me resta é deitar e ficar rolando na cama no escuro dormir, pelo menos até eu conseguir estabilizar a vida na casa nova, o que deve levar pelo menos mais umas 2 semanas. O que tem sido muito difícil, dado que tem um bar bem em frente a minha janela.....

Alguém tem alguma dica aí para voltar à viver na idade da pedra?

23 de set. de 2013

Chiclete de Arroz

Essa receita eu inventei no final de semana passado. Abri a geladeira e os armários daqui de casa, vi o que tinha e resolvi colocar tudo junto na panela. No final vocês vão entender o nome da receita. Vamos aos ingredientes:


Primeiro escoe a água do atum em uma leiteira. Guarde a água, ela será útil.


Depois escoe a água das ervilhas. Pode deixar junto com a água do atum:


Lava o arroz e frita faria normalmente para preparar arroz. Eu uso azeite, mas funciona também com óleo de soja. Em paralelo, complete a quantidade de água na leiteira com a água de atum e ervilhas. Complete = tem que ter no total 2 unidades de água (copo, xicara, etc) para 1 unidade de arroz (tem que ser a mesma unidade, lógico). E mete a água no fogo.


E joga o atum e as ervilhas na panela junto com o arroz.


E mistura como se não houvesse amanhã.


E joga a água fervendo, como se fosse fazer um arroz normal, abaixando o fogo e semitapando a panela.

Nesse meio tempo, rala a mussarela. No meio do cozimento, joga um pouco de mussarela e batata palha por cima de tudo. Vai ficar assim:


Depois de tudo quase cozido, vai jogando o queijo e a batata palha e mistura. Quando acabar, vai ficar mais ou menos assim:


Como sempre, fica feio, mas fica muito gostoso. E como eu coloquei queijo pra cacete, ficou parecendo um chiclete, tudo grudado.

Ah, é, tem que colocar sal na água antes de ferver. Cuidado que o queijo, o atum e a batata palha já tem sal, então não pode exageirar.

Tempo de preparo: até o comecinho de Nameless do Subliminal Verses do Slipknot.

20 de set. de 2013

Para fechar a semana bem

Toda semana eu pego o mesmo vôo para voltar pra casa. Então já sei o processo para ir para o aeroporto: sai do escritório as 17:00. Fica mendigando um taxi até 17:15. Chega no aeroporto 17:35, por causa do trânsito. Faz o check in e vai para a sala de embarque, esperando uns 5 minutos até embarcar. Embarca como prioridade (smiles ouro), senta e apaga.

Só que a sexta-feira passada (13) foi corrida. Não parei um minuto. Corre pra cá, corre pra lá, reunião daqui, reunião dali. Quando vi, já era 17:15. Fechei o notebook, saí correndo do escritório e fui caçar um taxi. Tentei por 2 minutos, porque todos falaram que, por causa da manifestação, estava tudo parado.

Eu não queria perder o vôo, então tomei uma decisão: teria que ir a pé. Dá mais ou menos uns 2 km, caminhada tranquila. O problema é que eu tinha uns 20 minutos, uma mala pesada para arrastar (e as rodas dela estão agarrando) e um notebook nas costas. Ah, sim, e estava de roupa social.

Liguei o modo psicopata e fui arrastando a minha mala, quase correndo, pelas calçadas esburacadas do centro do Rio de Janeiro. Eu já estava com as costas molhadas de tanto suor (o notebook não ajuda) e sentindo a pança meio molhada. Quase chegando eu vi uns taxis, mas com certeza nenhum deles ia querer andar dois a três quarteirões para me deixar lá, e era a parte que o trânsito agarra.

Apertei mais ainda o passo e consegui chegar a tempo. Entrei no aeroporto pelo desemparque e fui caminhando por dentro. Olhei para o relógio e estava mais ou menos em cima da hora. Mas eu diminuí o passo um pouco e finalmente cheguei na fila de embarque. Quando parei, parece que todos os meus poros abriram e 1/3 da água do meu corpo saiu em forma de suor. Parecia que eu tinha corrido uma maratona de calor. E que tinha acabado de sair do chuveiro após tomar banho de roupa.

Consegui fazer o check in e a mulher falou "embarque imediato". E aí lá fui correndo para o avião.

Consegui pegar o vôo, mas ele ficou bem uns 20 minutos taxiando e esperando para decolar. Mas pelo menos consegui em BH quase no horário previsto. Mas aí o trânsito fez o resto do trabalho e só consegui pisar em casa 21:45. Para aí lavar a roupa, já que a passadeira vinha no dia seguinte.

Só espero que nunca mais tenha que sair correndo para o aeroporto novamente....

18 de set. de 2013

Roomie espertão

Pois bem. No último post contei que fui lá no apartamento e demarquei o território (esqueci de comentar que deixei uma apostila em cima da mesa, mas na foto dá pra ver). Para não correr riscos, no dia seguinte, uma sexta-feira, mandei um email para o cara que ia dividir o apartamento comigo, já que ele ia passar o final de semana no apartamento.

Eu já conhecia o cara, ele foi meu calouro na faculdade. Então fui bem direto e detalhado: "meu quarto é o da cama de solteiro. Já deixei um material que estou estudando lá, em cima da mesa". E relaxei, já que já tinha fincado a bandeirinha e demarcado o território.

Eis que na segunda feira seguinte, chego no apartamento já tarde da noite e encontro o cara saindo do apartamento. E vi que a luz do meu quarto estava acesa. Cheguei na porta e o cara já tinha montado acampamento lá. Eu só falei: "pô, vei, esse é o meu quarto. Até deixei a minha apostila.". E ele "ah, é? Confundi então. Achei que essa apostila fosse de alguém que tivesse esquecido aí. Vou tirar as minhas coisas".

E desfez tudo o que o que tinha arrumado no quarto e foi para o quarto mal assombrado.

Ele devia estar achando que eu ia amarelar quando visse o quarto todo arrumado. Juninho....