30 de jan. de 2014

Casa nova

E aí a minha empresa mudou de lugar. O prédio no centro do rio, de 1950, foi trocado por modernas instalações no fim do mundo.

O prédio novo é bonitão: todo de vidro, espaçoso, gigantesco, tecnologia de ponta, a porra toda. Mas é longe pra caralho. E, óbvio, tem seus problemas:

- o ar condicionado não dá conta de resfriar o andar. Sabe como é, prédio de vidro, sol batendo o dia inteiro... Vira uma estufa. E eu vivo suando, porque sento colado na janela (a temperatura normal é 27,3 graus);

- vira e mexe tem problema no sistema de refrigeração do ar e fica um calor insuportável. Ainda mais que o Rio está quente como nunca antes na história desse país;

- também é legal quando acaba a energia do prédio e os geradores não entram. Em 15 minutos tá todo mundo assando;

- o bebedouro (sim, no singular) não dá conta da quantidade de pessoas e a água, quando resolve sair, está quente. Nunca tomei água gelada;

- a máquina de café (também no singular) não dá vazão ora galera toda do andar. Sorte que não tomo café;

- o refeitório (é, maluco, estilo peão) fica lotado e não tem espaço suficiente entre mesas. E para piorar, a empresa que fornece a comida não repõe com a frequência que deveria, então várias vezes está faltando alguma coisa;

- O horário é dureza: de 7:30 as 16:30. Isso significa acordar 5:45 todo dia (menos segunda, que acordo 3:30 pra pegar avião);

- não pega celular (não é culpa da minha empresa, mas é um fato);

- como eu ajudei na mudança, toda hora alguém vem reclamar que o ramal sumiu (não entendem que o ramal agora é dividido);

- aliás, reclamar é o esporte preferido da galera: reclamam que o café da manhã é ruim (sendo que é pago e que você não é obrigado a comer), que não tem suco, que não tem massa no almoço, que quando tem massa só tem uma opção de molho... A imaginação da galera é muito fértil.

Eu sei que boa parte dos problemas está sendo resolvida (tirando as coisas absurdas), mas é dureza enquanto não é resolvido...

Depois eu posto umas fotos.

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