9 de fev. de 2010

Bem Vindo a Petrópolis

Ano passado a galera da minha casa resolveu que passaria o natal na casa nova da minha tia, que se mudou para Teresópolis. Só que teresópolis é tão bostica que não tem ônibus direto. Tive então que passar por Petrópolis, o lugar mais perto, e pegar outro busão. Já que estava na cidade e teria um buraco de 6 horas entre ônibus, naõ podia perder a chance de conhecer a cidade.

O grande problema é que a rodoviária fica MUITO longe da cidade. Fica no meio da rodovia, pra falar a verdade. Então logo que cheguei passei no Informações Turísticas, catei um mapa e peguei o busão para ir pra cidade. Eu já tinha visto com uma menina da minha equipe que é de lá o que tinha para fazer, mas o mapa ajudaria muito. Para minha sorte, tudo é mais ou menos perto e daria para ir a pé nas principais atrações. Para meu azar, a minha mala estava pesada e não tinha onde deixar. Tive que carregar comigo durante o tempo todo.

O primeiro lugar a ir, lógico, seria o Museu Imperial. O palácio foi erguido para que Dom Pedro II, vulgo Pedrinho, pudesse passar as suas férias. Aliás, para que pudesse ser construído o palácio Petrópolis teria que virar cidade e assim Pedrinho o fez.

O lugar é bem grande e tem um jardim na frente, que é aberto ao público. Olha só








O palácio é um prédio bem conservado de 2 andares e razoavelmente grande (apesar de muito mal dividido). O ingresso é 8 reais (estudante paga meia) e deve ser comprado na entrada oficial do museu (que, obvio, não foi a que eu entrei). Olhando para o museu da rua é o portão à esquerda.

Logo na entrada do palácio eles emprestam uma pantufa para você não estragar o chão de carrara e de madeira de lei. Devem se os mesmos desde a criação do museu, porque estão putaquepariumente velhos. Fiquei com medo de tirar fotos da pantufa, porque tinha muita gente lá.






Não pode tirar foto lá dentro, mas eu não poderia deixar de tirar algumas. As primeiras eu tirei do lado de fora, pelas janelas (logo não fiz nada de errado), mas quando vi a coroa, não resisti. Como fica um cara do lado dela, tive que fazer malabarismo pra tirar a foto. E repara como a coroa do Pedrinho é muito mais bacana que a do Pedrão (essa "mirradinha" em baixo). Em tempo: na segunda foto dá pra ver a pantufa no pé da menina que olhou feio pra mim.
















Tem também a casa dos empregados e onde ficava a cozinha. Lá pode tirar foto, então não tem nada de errado aqui.










E tem também essa casinha que não sei de qualé, mas que tirei foto também.


E esse aí é o bosque do imperador:


Bem em frente ao museu fica o palácio amarelo, que foi residẽncia de alguém importante. Hoje é a assembléia de Petrópolis. Como só descobri que era importante depois, só tirei essa foto de longe. E olha que é o ÚNICO lugar que a visita é gratuita...


Andando um pouco mais chega-se à catedral da cidade. Lá estão enterrados Pedrinho e sua querida mulher, Teresa Cristina, sua filha Princesa Isabel e seu genro, o Conde d'Eu. Dá pra subir na torre, mas custa 8 conto, leva 40 minutos e eu não tinha nem tempo nem perna pra subir essa porra toda com uma mala pesada nas costas. Fora que ainda tinha um monte de lugar pra ir. Mas a catedral é muito bacana.




























A casa de Barão de Mauá hoje é uma secretaria qualquer de petrópolis. Está MUITO mal cuidada e só pode visitar por fora. Fiquei puto de perder tempo indo lá, mas fazer o que...




saindo de lá percebi que minha mala estava fazendo um barulho estranho e, quando resolvi ver o que era vi que ela tinha arrebentado. Estava toda aberta. Não podia mais carregar no ombro, teria que ser na munheca mesmo. Percebe-se que a partir daí tirei menos fotos, porque naõ tinha mão pra carregar a mala e tirar as fotos.

O Palácio de cristal é um bagulho feito de ferro e vidro construído pelo Conde d'Eu para exposições e feiras agrícolas. Me recusei a pagar 5 conto pra entrar e tirei só uma foto (que ficou bem ruim, por sinal) e uma panorâmica (que ficou pior ainda):




A situação que já era ruim, com a mala arrebentada, ficou pior ainda quando cheguei na praça do 14 bis. Começou a chover e, numa mão eu carregava a mala, na outra, o guarda-chuva. Tirar fotos virou uma arte malabarista, porque não queria colocar a mala no chão (para não molhar), não queria molhar o celular (já chega o K310i estragado) e não queria ME molhar. Por conta disso as fotos ficaram muito piores a partir deste ponto.


A praça da liberdade fica pertinho dali e, bem, é modesta comparada à de BH. Mas é legalzinha (só não tem bebedouro).


A PUC/relógio das flores também ficam naquela meiuca (assim como o CREA-RJ). Como estava caindo um temporal, nem arrisquei chegar mais perto:



A casa de Santos Dumont, volga Encantada, é absurdamente pequena. Tinha uma idéia completamente diferente dela. Fora que paga 5 conto pra entrar. Teoricamente tem visita guiada, mas os QUATRO guias estavam parados, na porta, e foram incapazes de me falar que eram guias. Como estava chovendo para caralho, achei que eram visitantes que estavam esperando a chuva passar.












Para finalizar, já morto e com o tempo curto para procurar passar em qualquer outro lugar, passei em frente ao Palário Rio Negro AKA Palácio dos presidentes. Ele foi usado por diversos presidentes como residência de verão, mas ficou sem visitantes entre 1969 e 1997, quando o FHC voltou a utilizá-la. O Lula não pisou lá ainda. Prefere ir para a praia, levando seu isopor gigante cheio de birita. Enquanto isso o nosso dinheiro é usado para manutenção do lugar (que parece ser muito bacana por dentro).


Bizarrices

Descobri porque estão cobrando para subir na torre da catedral. Tá faltando grana pra revestir a igreja. Fraga só a lateral, só no tijolo:


Olha o descaso do povo de petrópolis com a casa do barão de Mauá:

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