O distrito, que não deve ter nem 3 mil habitantes (chute meu. Não achei informações oficiais) é pacato e por conta da ineficácia dos organizadores do passeio, não consegui ver muita coisa. Por conta disso, as fotos da cidade em si foram tiradas de entro da van. Mas vamos de historinha....
O passeio começou cedo, pois iríamos pegar o fantástico trem da Vale para lá. O trem sai 7:30, então o combinado foi chegar na empresa às 6:30, para sairmos às 6:45 de lá. Eu errei muito na conta e cheguei beeeeem mais cedo que isso:

Pelo menos poderia parar dentro do estacionamento da empresa, aí fiquei lá sentado no carro. Quando deu 6:30 peguei o elevador crente que já ia tá cheio de gente lá embaixo. Não tinha ninguém. Nem mesmo os organizadores, que marcaram o horário. Lógico, NINGUÉM é pontual nessa porcaria desse país. Quem é, é trouxa.
Dali a 15 minutos, no horário combinado de SAIR, chega a primeira alma viva. E aí o povo começou a chegar aos poucos. No fim das contas, o povo da organização foi praticamente o último grupo a chegar. Pontualidade é tudo...
Chegamos na estação central a tempo (mais meio em cima da hora). Eu já tinha andado de trem, as já fazia uns 20 anos. Nem lembrava como era. É assim ó:

Aí, entrei no trem,



As cadeiras são até confortáveis, mas é basicamente uma caixa de ferro no sol, sem ar condicionado. Dá pra imaginar que delícia, né? Pra piorar, o tiozinho ao meu lado não devia ter tomado banho e estava foda aguentar o cheiro dele. Mas vamos que vamos, porque tudo é festa.
O caminho, feito através da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) é de verde, muito verde. Mas nada muito exuberante. Uma casinha aqui, uma igrejinga acolá, uma ponte sobre um rio, um túnel e é isso aí.
Quer dizer... isso até chegar em Gongo Soco. Sim, a estrada de ferro passa DO LADO da mina. É até legal para quem nunca entrou numa mina e não sabe como é a lavra de minério de ferro. Tirei umas fotos ruins, mas catei umas com o povo que foi comigo. E sim, é isso aí que tem atrás da Serra do Curral, que você acha linda...


Toda a lavra é feira através dessas pás carregadeiras e desses caminhões fora de estrada aí embaixo. Aí o minério é colocados em britadores (primário e secundário), é moído e classificado e depois transportado através de correias até as empilhadeiras, que fazem essas pilhas de minério da 3ª Foto (em tempo: pode ter mais coisa no processo, mas isso é o que eu lembro das minhas aulas de processos minerais).
Mas voltando ao passeio... Chegando na estação de Barão, é necessário pegar um ônibus até a cidade (qualquer cidade que seja), pois a estação fica no meio do nada. Aliás, a estação é MUITO pequena e nem banheiro tem. Quer dizer, até tem, mas estava trancado com cadeado... E sim, a estação é só isso aí embaixo.
Chegando a Cocais a primeira coisa que se vê, lógico, é uma pracinha e a igreja (que também é cemitério, diga-se de passagem).



O resto que tirei foto não lembro o que era. Só que essa primeira foto é da escola da cidade. e que a segunda é da casa mais antiga de Cocais (segundo alguém).





Chegando no nosso ponto de apoio (a pousada das cores), tomamos café da manhã e saímos para a nossa aventura no sol. A paisagem era a que se esperava: mato. Mas tinha algumas coisas no caminho, como a Estação de Tratamento de Água de Cocais



Tinha também uma pedreira, que não apareceu na foto, mas acredite, ela está lááááá no fundo:

E no meio do caminho encontramos diversos desse aí de baixo. Era triste ver a setinha de "Você está aqui" se movendo e nada do lugar chegar...



Depois de muito andar, até a paisagem e vegetação mudaram. Sinal que andamos muito... Mas ainda estava longe da primeira parada...

pelo menos tinha um riozinho para molhar a cara:

Depois de muito custo chegamos na nossa primeira parada: o Sitio Arqueológico da Pedra Pintada. Segundo o papel que deram pra gente, as pinturas tem mais de 6 mil anos e estão divididos em 3 painéis (sendo o segundo painel meio xoxo). O lugar é legal, mas a visita não dura mais que vinte minutos.

















E além das pedras ainda dá pra ver uns matos bonitos.


Finalizada a visita à pedra, fomos à cachoeira da Pedra Pintada. Fora mais uns 2 km andando, mas como disse no post anterior, vale muito a pena.
Bizarrices
Não poderia começar sem falar do nosso guia. Dá uma olhada no estilo do cara. O pior: a bermuda combinava com o óculos....

A cidade é tão do interior que em um determinado ponto nos deparamos com um caminhão parado, no meio da rua, e ninguém para tirá-lo do caminho. Não que isso não aconteça em BH, mas aqui o povo tranca a porta do caminhão pra ele não ser roubado...

Em frente à pousada tinha uma cadela. Era só alguém chegar perto dela e demonstrar que ia fazer carinho que ela se jogava no chão e ficara contorcendo. Assim ó:


Já na Pedra Pintada tinha um varal atravessando boa parte da entrada. Aquele fio azul não me enganava e cheguei mais perto para tirar uma foto... Sim, eram cabos de rede velhos.

0 Palpites:
Postar um comentário