19 de ago. de 2007

Seja feliz, Chefinha

Ontem foi o casório da Chefinha. Ela namora o marido dela há mais ou menos 10 anos. Sim DEZ ANOS. E finalmente resolveu juntar as escovas de dente.

O casório foi naquela igreja em frente ao João XXIII. A igreja é pequenininha, mas é bem bonita por dentro. O padre, parecia Jesus Cristo, com cabelão e barba. E estava usando uma batina diferente, mais despojada. Mas o bom foi quando ele fez uma piadinha, NO MEIO DA MISSA:

- Que vocês fiquem juntos por muito tempo. Tempo o suficiente para ver o galo ser campeão brasileiro.
E ela então disse:
- Nossa, mas isso é muito tempo.

Simplesmente fantástico. E finalmente nós entendemos porque ela é tão mão de vaca. Estava guardando o dinheiro para o casamento. A recepção foi numa casa tombada que tem na Getúlio Vargas, MUITO bonita. E tinha muita bebida: breja, champa e red label. Sim, tinha whisky.

O problema é que tinha muita gente e demoraram um pouco para abrir as janelas. Com isso, fiquei com dor de cabeça e não fui o último a sair, como de costume. Mas as 5 horas que fiquei lá foram o suficiente para ficar alegre.

Mas o lado bom desses casamentos é rever o pessoal da minha antiga empresa. E como sempre, os donos estavam por lá. Fiquei até surpreso, porque um deles lembrava o meu nome e o outro, que foi meu professor (e orientador de projeto final de curso), perguntou se eu não queria voltar a trabalhar lá. Foi mais ou menos assim:

- E você naõ quer voltar a trabalhar com a gente?
- Por que? Vocês estão precisando de programador?
- Não, a gente está precisando de talentos.

Rapá, nesse momento fiquei realmente feliz. Tá certo que sei que não sou nenhum gênio e nem um mago da programação, como muita gente que trabalha por lá, mas é sempre bom receber uns elogios desse tipo.

De qualquer maneira, agradeci os elogios e disse que por enquanto ainda tinha muito que aprender na minha nova empresa e que depois, quem sabe, voltaria para lá para aplicar o que aprendi.

O mais legal é que não foi só ele que me chamou para voltar para lá. Ainda na igreja, logo que cheguei, uma outra menina, da área de qualidade, perguntou se eu não queria voltar, para cuidar da parte de qualidade da área de automação.

Falei para ela me fazer uma proposta e ela falou para eu mandar o currículo. Repliquei falando que eles conheciam meu currículo e como eles estavam me chamando, é porque conhecem meu trabalho. Ficou por isso mesmo...

No fim das contas, comi um bocado, bebi um bocado, revi velhos amigos (inclusive um pessoal da minha sala), escutei milhares de piadinhas sobre a minha estadia em Ponta Grossa, tomei duas neosaldinas e ainda tive duas propostas de trocar de emprego.

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