23 de ago. de 2007

Conhecimento é Tudo

Faz tempo que eu não filosofo por aqui... Mas não é porque eu não queria e sim porque eu não estava tendo tempo. Hoje de madrugada, acordei após um sonho estranho e comecei a pensar na vida. E junto com os pensamentos, veram partes do texto desse post.

Às vezes eu tenho vontade de largar tudo o que estou fazendo, tudo o que já fiz e o pouco que conquistei para fazer algo totalmente diferente. E quando falo diferente, é diferente mesmo. Virar piloto de avião, fotógrafo, cozinheiro, piloto de rally, mochileiro (e passar a vida viajando), mudar para o (muito) interior e abrir uma padaria por lá, voltar para a faculdade e estudar psicologia...

No fim das contas, volto para a realidade, vejo que falta coragem (e sobra raciocínio cartesiano) para fazer estas mudanças radicais e acabo desistindo. Mas este último aí, de estudar psicologia, está me "atormentando" nos últimos tempos.

Não que eu queira virar um psicólogo, longe disso. Não sirvo para ter contato tão próximo com pessoas desconhecidas. Mas para entender um pouco do pensamento humano e entender melhor as pessoas.

Eu já comentei aqui sobre essa minha vontade de entender melhor esses testes psicológicos, mas agora quero mais. Quero olhar para uma pessoa, conversar um pouco com ela e saber o que ela pode me oferecer. Saber se ela é egoísta, se é mentirosa, essas coisas que só com o tempo e conhecendo melhor você descobre.

E essa ânsia pelo conhecimento não é de agora. Eu sempre achei que nasci na época errada, que deveria ter vivido junto com uns caras tipo Leonardo DaVinci, que sabiam muito de tudo. Eu sempre quis saber como as coisas funcionam. Tanto que já tive vontade de fazer medicina, direito, física... E em todos os casos, não era para exercer a profissão e sim para adquirir o conhecimento.

Mas o mais estranho de tudo e que não sou um cara que gosta de estudar. Sou um cara prático. Gosto de aprender ouvindo e vendo. Bem no estilo que os Leonardo da vida faziam. Quer saber como funciona o estômago? Pega um cara, dá uns tranquilizantes par ele e faz um corte na barriga do sujeito. Olha tudo o que tem que olhar, dá umas comidas e bebidas pro cara, vê como funciona. Depois costura tudo e estamos conversados. Claro que tudo isso com o consentimento do sujeito.

A escolha da minha profissão foi mais ou menos assim. Eu sempre gostei de robôs. achava uma coisa fascinante. Então resolvi fazer mecatrônica. Mas como a PUC é muito cara, fui para o Controle e Automação.

Na faculdade, fiz iniciação científica no laboratório de robótica do DCC. Muito legal, aprendi muito (apesar de ter trabalhado com visão computacional), mas fiquei desiludido. Vi que ainda falta muito para chegarmos ao nível que eu gostaria que as coisas fossem (pensando em termos de tecnologia).

Ainda na faculdade, lá pelo segundo ou terceiro período, assiti uma palestra sobre "Convergência Digital". O cara começou falando bonito, explicando o que era a tal convergência digital e mostrou uns filminhos (da microsoft) que mostravam como seria o futuro. "É isso que eu quero afzer da minha vida", pensei.

Ah, e isso foi antes mesmo de eu começar a trabalhar com robótica. Comecei a correr atrás. O tal cara que fez a palestra acabou virando meu chefe, na minha antiga empresa. E quando comecei, era tudo muito lindo, trabalhando com soluções para computadores de mão, tablets, redes sem fio, RFID, OPC. O estado da arte.

Mas o tempo foi passando e mais uma vez eu vi que ainda falta muito para chegar ao nível dos filminhos da palestra. Pelo menos aqui no Brasil. E acabei ficando meio desiludido, principalmente porque a minha empresa estava deixando de lado essa frente de trabalho e focando mais na tal "programação Web". Pô, tanta coisa que pode ser feita com computador de mão, até mesmo odontologia, e os caras simplesmente abandonam a idéia.

Resolvi mudar de emprego. E não foi só mudar de emprego, foi mudar todo o meu idealismo de trabalhar com coisas tecnológicas, estar em contato com tudo que é mais novo no mundo informático. Virei consultor de gestão. Trabalhando com métodos e ideias que já existem há uma data.

Que fique bem claro: gosto muito do meu emprego novo. Estou aprendendo muito, não só do método, mas também como tratar com pessoas, que nunca foi meu forte. Conhecimento como esse é impagável.

Trabalho com empresas grandes, tenho contato com gente importante (diretor, presidente), conheço gente nova, lugares novos (mesmo que bibocas, como a Megalópole)... E trabalho com equipes diferentes, o que é sempre bom, porque você aprende cada vez mais e vê o que deve e o que não deve fazer. Vê os defeitos dos outros e tenta não repetir.

Este, aliás, é um problema sério: estou ficando MUITO crítico. E olha que eu já era crítico antes desse emprego. Comecei a ver falhas em tudo, oportunidades de melhoria aqui, dinheiro jogado fora ali...

Meus amigos ainda não reclamaram disso, mas sinto que estou um pouco mais chato do que eu já era. Tanto que estou tentando nem comentar mais quando vejo coisas como essas. Mas o lado bom é que também tenho reclamado menos (e desconto tudo aqui no blog).

Fato é que de vez em quando bate uma saudade de trabalhar com tecnologia. Ainda mais depois que descobri o blog da Garota sem fio, que trabalha exatamente com o que eu queria para a minha vida. E olha que ela é Dentista!

Aos que chegaram até o fim do post, obrigado. Vocês são realmente guerreiros (não tinha reparado que tinha ficado tão grande). E se tem algum psicólogo lendo isso aqui, por favor deixe comentários sobre a minha loucura!

Ah, e sim, eu sei que título do post não tem muito a ver com o texto. Mas não consegui pensar em nada melhor...

1 Palpites:

Anônimo disse...

De nada!

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