Na verdade, eu já fui. Sim, mudei para outro país. Mas vamos de historinha....
Em Outubro do ano passado meu chefe (antigo chefe, na verdade) fez uma viagem para um encontro dos Gerentes de Projeto da minha empresa nos EUA e ouviu vários diretores de projeto reclamando que estavam atolados de projeto e que não estavam encontrando GP para tocar os projetos. Curiosamente, nesta mesma semana em que meu chefe estava nos EUA, a Ruiva começou a reclamar do aumento de violência de Juiz de Fora (que realmente tinha piorado bem nos 2 anos que eu estava lá) e do nada soltou um "será que não tem trabalho para você fora?".
Na semana seguinte, quando meu chefe voltou dos EUA, comentou que estavam precisando de GP por lá, que estavam cheio de projeto e bláblá. Juntei a fome com a vontade de comer e falei "Tô aí, hein?". Conversa vai, conversa vem, ele foi falar com o responsável pelos GPs dos EUA. Falou que se eles estavam realmente com demanda, aquele era um bom momento para me "exportar", porque o nosso projeto casca grossa tinha acabado de acabar e só ficou a vaquinha leiteira, que é mamão com açúcar. O cara topou conversar e pediu pra eu mandar meu currículo. Mandei. Dois dos diretores quiseram me entrevistar: um para um projeto na Califórnia, um para um projeto no Novo México.
O projeto da Califórnia era o seguinte: o GP que estava no projeto ficou puto com o projeto e com o chefe dele e resolveu sair da empresa. Pegaram um outro cara que é responsável pelo setor de propostas para colocar no lugar dele, supostamente provisoriamente. Mas isso já tinha 6 meses e o cara tava puto e queria voltar pra casa (ele é da Flórida). Ah, e o cliente era desgraçado, o projeto estava atrasado, a pressão era grande.
O projeto do Novo México estava em fase de assinatura, então teria tempo para fazer transição para alguém ficar no meu lugar no Brasil enquanto meu visto saía, cliente tranquilo, projeto mais simples, prazo mais tranquilo e melhor para eu me adaptar.
Ganhou o Novo México.
Aí comecei meu processo de visto de trabalho pros EUA. É papel pra caralho que precisa preencher e ainda juntou com final de ano e mais uns outros caras que também estavam aplicando pra visto... O treco não andava. A sorte é que a assinatura do contrato também não andava.
Chegou 2019 e nada de visto e de contrato. No meio de Fevereiro saiu meu visto, mas nada de contrato. Ainda assim, eu teria que mudar. Combinei o seguinte com meu chefe: eu ia pra Albuquerque, ficava 15 dias para conhecer cliente, tirar documentação dos EUA, alugar casa, ligar água, energia, gás; voltava pro Brasil por mais 15 dias pra arrumar tudo e mudar de volta.
Meus queridos leitores e leitoras, nunca na história desse país eu me estressei tanto. Pode pegar meu pior projeto na vida, não chega perto. Ao final de um mês eu estava sem forças pra nada.
Primeiro porque eu não conseguia arrumar casa em Albuquerque. Meu nome e sobrenome já não ajudavam muito. Eu não ter crédito nos EUA piorava mais ainda. E não tem essa de fiador, o que importa é ter crédito bom. E eu, recém chegado nos EUA, nem existia para as empresas de análise de crédito. Consegui uma casa muito mais cara do que eu queria no ÚLTIMO dia em que ficaria nos EUA. Luz, água e gás eu resolveria depois (só não sei como).
De volta ao Brasil, eu teria 15 dias para:
- Vender tudo o que ainda não tinha sido vendido (e era muita coisa);
- Levar de JF para BH tudo o que não era para vender + o que eu iria levar para os EUA (incluindo meu cachorro);
- Preparar TODA a documentação para transporte do meu cachorro;
- Ir a médicos para fazer um check up básico;
- Devolver meu apartamento de JF;
- Desligar energia, internet;
- Devolver modem da internet;
- Fazer procurações;
- Resolver questões burocráticas bancárias;
- Comprar dólar;
- Vender meu carro;
- Ligar a água, energia e gás dos EUA. Estando no Brasil (essa foi a parte mais fácil, por incrível que pareça!).
Isso tudo AINDA trabalhando.
O mais legal é que metade das coisas eu teria que fazer em BH, metade em JF. E não dava pra fazer tudo de uma cidade em uma semana e tudo da outra cidade na outra. Então praticamente todo dia eu estava ou indo pra BH ou voltando para JF. São 300km de estrada ruim. Faz uma conta básica aí do quanto eu rodei e do risco que corri....
No fim, poucas coisas ficaram sem fazer (tipo ir no oftalmo e vender meu carro, mas esse foi porque eu precisei dele até meu último minuto em BH). Outras eu deleguei, tipo o transporte do meu cachorro. Tive que contratar uma empresa (longa história para outro post). O resto, não sei como, eu consegui fazer.
Foi sofrido. Foi exaustivo. 15 dias dormindo pouco, com o pensamento de "caralho, não vai dar" o tempo todo na cabeça. Carreguei muita caixa, andei muito, subi e desci muita escada. Tomei prejuízo grande vendendo minhas coisas, entupi a casa do Veio de caixas. Mas deu. Ainda não sei como.
Aí cheguei nos EUA e....levou mais 2 meses para assinar o contrato.
Lembra que eu falei lá em cima que o prazo era mais tranquilo? Pois é, a data final não mudou, mesmo com SEIS meses de atraso para assinatura do contrato.
Vai ser divertido.
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10 de mai. de 2019
5 de out. de 2018
Implantação de projeto
No final do ano passado começou um projeto novo na empresa. Era um projeto que envolvia construção civil, em Santos. Eu nunca tive um projeto que envolvesse construção civil. Meus projetos geravam papel ou software. O papel poderia até envolver engenharia civil, mas a parte de construção ficava pra outros.
Pois bem, projeto com obra é um bicho totalmente diferente. Lembra que começou no final do ano? Imagina fazer obra em santos no final do ano. Calor infernal, chuvas torrenciais, preços altos... Todo dia tinha uma surpresa diferente.
Para piorar, ainda era um monte de gente nova no campo, então era merda atrás de merda. Um exemplo? Um dos encarregados mandou escavar uma vala na direção de uma parede. Parede existente. Chegaram a perguntar se ele ia passar a vala por debaixo da parede e entrar na loja dos outros. Não, não é brincadeira.
Depois de muitas histórias como a de cima, finalmente chegamos na reta final. E agora vem a parte "divertida": colocar para funcionar. Os testes e a virada de chave do sistema tem que ser feitos de uma vez só, então desce uma galera pra obra. Eu inclusive.
E os testes começam cedo, então tem que acordar 4:30 da matina, para estar no campo às 6. E Santos está calor e sol pro resto da vida. E eu fico no sol. Dá pra imaginar o quão feliz eu estou, né?
Esses testes são pra pegar o que não deu pra testar em simulador ou em teste isolado, então sempre aparece uma merda pra resolver de uma hora pra outra. E dessa vez não foi diferente. Nego tinha montado parte elétrica errada, com o software também errado. Mas resolveu.
E depois de dois dias torcendo pra dar tudo certo (que era o que dava pra eu fazer nessa altura do campeonato), o filho nasceu. O primeiro projeto de uma nova empresa a gente nunca esquece.
Pois bem, projeto com obra é um bicho totalmente diferente. Lembra que começou no final do ano? Imagina fazer obra em santos no final do ano. Calor infernal, chuvas torrenciais, preços altos... Todo dia tinha uma surpresa diferente.
Para piorar, ainda era um monte de gente nova no campo, então era merda atrás de merda. Um exemplo? Um dos encarregados mandou escavar uma vala na direção de uma parede. Parede existente. Chegaram a perguntar se ele ia passar a vala por debaixo da parede e entrar na loja dos outros. Não, não é brincadeira.
Depois de muitas histórias como a de cima, finalmente chegamos na reta final. E agora vem a parte "divertida": colocar para funcionar. Os testes e a virada de chave do sistema tem que ser feitos de uma vez só, então desce uma galera pra obra. Eu inclusive.
E os testes começam cedo, então tem que acordar 4:30 da matina, para estar no campo às 6. E Santos está calor e sol pro resto da vida. E eu fico no sol. Dá pra imaginar o quão feliz eu estou, né?
Esses testes são pra pegar o que não deu pra testar em simulador ou em teste isolado, então sempre aparece uma merda pra resolver de uma hora pra outra. E dessa vez não foi diferente. Nego tinha montado parte elétrica errada, com o software também errado. Mas resolveu.
E depois de dois dias torcendo pra dar tudo certo (que era o que dava pra eu fazer nessa altura do campeonato), o filho nasceu. O primeiro projeto de uma nova empresa a gente nunca esquece.
1 de mai. de 2017
Quando eu mudei de empresa e de cidade
Nem lembro mais quando essa história começou, mas foi em meados de janeiro. Estava eu trabalhando, em alguma reunião que não lembro mais, quando meu telefone toca. Como era um número desconhecido com DDD 32, não atendi (em reunião só atendo família, chefe ou cliente, porque quase nunca me ligam e quando ligam é sério).
Passou o almoço e eu já tinha até esquecido do telefonema. Aí o telefone toca novamente, o mesmo DDD 32 (não tinha nem idéia se era o mesmo numero). Resolvi atender. E uma voz conhecida estava do outro lado. A voz que me fez largar a consultoria. E o começo da conversa foi praticamente o mesmo...
- Fala cara! Tudo bom? Tá cansado do seu emprego atual?
Resumindo a conversa, ele estava indo para os EUA pela empresa atual, um outro colega assumiria outras coisas na empresa e precisavam de outra pessoa para assumir os projetos dos dois (e outros que estavam por vir). "Vamos conversar", respondi.
Atualizei meu currículo e mandei pro cara, copiando o chefe atual dele. O chefe dele já responde o email com perguntas diretas: "pode mudar pra Juiz de Fora? Qual a pretensão salarial? Pode começar em fevereiro?" e já mandou o gerente de RH marcar uma entrevista. Falei que não dava pra começar no início de fevereiro, mas dava pra ir no final do mês. E fiquei esperando contato do cara do RH.
Passou um dia... Passou uma semana... Passou um mês... Nada do cara fazer contato. Pensei "desistiram de mim. Devo ter assustado com as minhas respostas". Já tinha até desistido, quando o cara do RH me ligou, no começo de março (lembra que era urgente?)
- Tudo bom? Pode fazer a entrevista hoje no final do dia?
- Putz, hoje não dá. (realmente não dava). Pode ser quinta?
- vou ver e te retorno.
Passa um tempo e o cara me liga de volta:
- Só consegui pra amanhã as 18.
- Putz, amanhã eu vou estar em viagem.
- O pessoal tá com muita urgência, precisamos fechar a vaga essa semana. Não dá pra você fazer uma força?
- Marca aí, vou ver o que dá pra fazer.
No dia seguinte eu fui fazer uma visita comercial para um cliente com mais 3 pessoas. Já começou dando tudo errado: a visita era em outra cidade, erramos no tempo, pegamos trânsito e chegamos com mais de um hora de atraso. Isso porque nem almoçamos. Para piorar tudo lá dentro foi demorado: a sala era longe, estava trancada, o projetor não funcionou... Começamos praticamente na hora que era pra acabar e tudo o que falávamos o cliente perguntava mais coisa.
Vendo que não ia dar tempo de voltar pra BH, pedi licença da sala (era o assunto de outra área) e fui ligar pro cara do RH.
- Deu um problema aqui, tem como mudar a entrevista pra outro dia?
- dá não, te falei.
- Putz, tô preso no interior de Minas.
- não consegue entrar pelo Skype?
- vou tentar, mas não garanto. Tô realmente no meio do nada.
E isso era verdade. Desde que a mi há empresa mudou de operadora (pra claro), todo mundo está sofrendo. Tem muita zona de sombra em plena BH. Não pega na minha casa, por exemplo. E eu precisaria de uma conexão porreta, pois a entrevista seria por Skype.
Voltei para a reunião pensando em como ia fazer. A reunião demorou tanto que nem deu tempo de eu apresentar a minha parte. O cliente pediu pra ir outro dia no nosso escritório pra conhecer a equipe e ver nosso trabalho.
Nesse meio tempo, pensei no plano pra conseguir fazer a reunião. Vou para a cidade mais perto (que era Mariana), faço a reunião é termino de chegar em casa. Falei com o pessoal que precisava ficar no meio do caminho, porque ia ter uma reunião, mas eles insistiram em me esperar. Como já estava tarde e a "reunião" era de uma hora, era o tempo deles comerem e tomarem uma cerveja.
Ficou bom pra todo mundo, então assim fizemos. O problema é que estava difícil achar um lugar em Mariana em que o sinal estivesse bom. O máximo que eu consegui foi um 3.5g, na praça principal da cidade. E como o tempo estava curto, foi lá mesmo que paramos.
Eu comecei a procurar um lugar na praça que não estivesse muito barulhento e que tivesse sinal. O melhor que eu consegui, foi esse aqui:
Sim, no coreto. Como era mais alto, o sinal estava razoável e o barulho não estava dos piores. Aí tentei abrir o Skype pra entrar na reunião e... Quem falou que funcionava? Tentei de tudo, baixei 3 tipos de Skype, tentei achar um número pra ligar... Nada. Até que alguém me mandou um link pra reunião e eu magicamente consegui entrar.
Pedi desculpas pelo atraso, expliquei que tive um problema e que estava em um lugar com sinal ruim, que poderia cair ou picar a ligação, que qualquer coisa perguntassem.
No meio da conversa a ligação caiu. Eu fiquei uns 5 minutos falando pro nada, porque demorei pra perceber. O que foi bom, pois era a principal pergunta e pude dar uma resposta melhor.
No final, caiu novamente e antes mesmo que eu conseguisse entrar, o cara do RH me ligou, falando que eu tinha saído muito bem, que os gringos tinham gostado e que me ligaria amanhã pra bater um papo final.
No dia seguinte fizemos uma nova conversa, e ele falou que eu tinha sido selecionado, que faria uma proposta. E mandou. Era boa, mas eu teria custos de aluguel, então falei que teria que ser um pouco melhor. Isso depois de ligar pro meu chefe e perguntar se ele não estava pensando em me demitir, claro.
Passou um dia.. Passou uma semana... Nada de fazerem contato. "Não devem ter conseguido fazer nada melhor", pensei. Eu também não fiquei caçando saber, pois pela primeira vez em muito tempo eu estava satisfeito no trabalho. E estava com um pequeno receio de trocar de empresa e de cidade.
Passada mais uma semana, a tal voz conhecida me liga e pergunta se o cara do RH entrou em contato. Falei que não. Mais uns 3 dias, o outro cara conhecido que está na empresa me manda mensagem falando que o cara da empresa ia entrar em contato. E me falou que a proposta ia melhorar, pra eu ir pensando.
Passei a noite pesquisando apartamento em Juiz de Fora, fazendo conta e vi o valor que precisava chegar. Antes mesmo de o cara do RH mandar a atualização, mandei uma mensagem pro cara que vai ser meu chefe (um dos dois que eu conheço) e dei algumas opções, sendo que uma era boa pra mim e para a empresa. Passamos o dia negociando (me senti o cara mais chorão do mundo) até que o cara falou "velho, não dá pra fazer mais. Já tô fora do budget". Ainda não era o que eu tinha pensado, mas a diferença era muito pequena e eu vi que eles estavam fazendo uma força muito grande pra me levar pro time deles. Falei "manda a proposta, vou assinar"
Precisou de mais uns 2 dias pra proposta chegar e dia 30 de março eu assinei e pedi demissão pro meu chefe. Eu teria que cumprir aviso prévio, então combinamos meu início em 2 de Maio. Foi um mês bem corrido pra fazer handover, cheio de feriado. Para piorar, eu ainda tinha uma semana de férias guardada na gaveta, então um mês virou 3 semanas. Mas no fim deu certo.
E agora cá estou eu, dentro do ônibus, indo para a minha nova cidade. Me desejem sorte.
PS. Desculpem por erros de português, corretor automático maluco, imagem quebrada ou desconfigurada. Estou realmente escrevendo do ônibus e a conexão está uma bosta.
Passou o almoço e eu já tinha até esquecido do telefonema. Aí o telefone toca novamente, o mesmo DDD 32 (não tinha nem idéia se era o mesmo numero). Resolvi atender. E uma voz conhecida estava do outro lado. A voz que me fez largar a consultoria. E o começo da conversa foi praticamente o mesmo...
- Fala cara! Tudo bom? Tá cansado do seu emprego atual?
Resumindo a conversa, ele estava indo para os EUA pela empresa atual, um outro colega assumiria outras coisas na empresa e precisavam de outra pessoa para assumir os projetos dos dois (e outros que estavam por vir). "Vamos conversar", respondi.
Atualizei meu currículo e mandei pro cara, copiando o chefe atual dele. O chefe dele já responde o email com perguntas diretas: "pode mudar pra Juiz de Fora? Qual a pretensão salarial? Pode começar em fevereiro?" e já mandou o gerente de RH marcar uma entrevista. Falei que não dava pra começar no início de fevereiro, mas dava pra ir no final do mês. E fiquei esperando contato do cara do RH.
Passou um dia... Passou uma semana... Passou um mês... Nada do cara fazer contato. Pensei "desistiram de mim. Devo ter assustado com as minhas respostas". Já tinha até desistido, quando o cara do RH me ligou, no começo de março (lembra que era urgente?)
- Tudo bom? Pode fazer a entrevista hoje no final do dia?
- Putz, hoje não dá. (realmente não dava). Pode ser quinta?
- vou ver e te retorno.
Passa um tempo e o cara me liga de volta:
- Só consegui pra amanhã as 18.
- Putz, amanhã eu vou estar em viagem.
- O pessoal tá com muita urgência, precisamos fechar a vaga essa semana. Não dá pra você fazer uma força?
- Marca aí, vou ver o que dá pra fazer.
No dia seguinte eu fui fazer uma visita comercial para um cliente com mais 3 pessoas. Já começou dando tudo errado: a visita era em outra cidade, erramos no tempo, pegamos trânsito e chegamos com mais de um hora de atraso. Isso porque nem almoçamos. Para piorar tudo lá dentro foi demorado: a sala era longe, estava trancada, o projetor não funcionou... Começamos praticamente na hora que era pra acabar e tudo o que falávamos o cliente perguntava mais coisa.
Vendo que não ia dar tempo de voltar pra BH, pedi licença da sala (era o assunto de outra área) e fui ligar pro cara do RH.
- Deu um problema aqui, tem como mudar a entrevista pra outro dia?
- dá não, te falei.
- Putz, tô preso no interior de Minas.
- não consegue entrar pelo Skype?
- vou tentar, mas não garanto. Tô realmente no meio do nada.
E isso era verdade. Desde que a mi há empresa mudou de operadora (pra claro), todo mundo está sofrendo. Tem muita zona de sombra em plena BH. Não pega na minha casa, por exemplo. E eu precisaria de uma conexão porreta, pois a entrevista seria por Skype.
Voltei para a reunião pensando em como ia fazer. A reunião demorou tanto que nem deu tempo de eu apresentar a minha parte. O cliente pediu pra ir outro dia no nosso escritório pra conhecer a equipe e ver nosso trabalho.
Nesse meio tempo, pensei no plano pra conseguir fazer a reunião. Vou para a cidade mais perto (que era Mariana), faço a reunião é termino de chegar em casa. Falei com o pessoal que precisava ficar no meio do caminho, porque ia ter uma reunião, mas eles insistiram em me esperar. Como já estava tarde e a "reunião" era de uma hora, era o tempo deles comerem e tomarem uma cerveja.
Ficou bom pra todo mundo, então assim fizemos. O problema é que estava difícil achar um lugar em Mariana em que o sinal estivesse bom. O máximo que eu consegui foi um 3.5g, na praça principal da cidade. E como o tempo estava curto, foi lá mesmo que paramos.
Eu comecei a procurar um lugar na praça que não estivesse muito barulhento e que tivesse sinal. O melhor que eu consegui, foi esse aqui:
Sim, no coreto. Como era mais alto, o sinal estava razoável e o barulho não estava dos piores. Aí tentei abrir o Skype pra entrar na reunião e... Quem falou que funcionava? Tentei de tudo, baixei 3 tipos de Skype, tentei achar um número pra ligar... Nada. Até que alguém me mandou um link pra reunião e eu magicamente consegui entrar.
Pedi desculpas pelo atraso, expliquei que tive um problema e que estava em um lugar com sinal ruim, que poderia cair ou picar a ligação, que qualquer coisa perguntassem.
No meio da conversa a ligação caiu. Eu fiquei uns 5 minutos falando pro nada, porque demorei pra perceber. O que foi bom, pois era a principal pergunta e pude dar uma resposta melhor.
No final, caiu novamente e antes mesmo que eu conseguisse entrar, o cara do RH me ligou, falando que eu tinha saído muito bem, que os gringos tinham gostado e que me ligaria amanhã pra bater um papo final.
No dia seguinte fizemos uma nova conversa, e ele falou que eu tinha sido selecionado, que faria uma proposta. E mandou. Era boa, mas eu teria custos de aluguel, então falei que teria que ser um pouco melhor. Isso depois de ligar pro meu chefe e perguntar se ele não estava pensando em me demitir, claro.
Passou um dia.. Passou uma semana... Nada de fazerem contato. "Não devem ter conseguido fazer nada melhor", pensei. Eu também não fiquei caçando saber, pois pela primeira vez em muito tempo eu estava satisfeito no trabalho. E estava com um pequeno receio de trocar de empresa e de cidade.
Passada mais uma semana, a tal voz conhecida me liga e pergunta se o cara do RH entrou em contato. Falei que não. Mais uns 3 dias, o outro cara conhecido que está na empresa me manda mensagem falando que o cara da empresa ia entrar em contato. E me falou que a proposta ia melhorar, pra eu ir pensando.
Passei a noite pesquisando apartamento em Juiz de Fora, fazendo conta e vi o valor que precisava chegar. Antes mesmo de o cara do RH mandar a atualização, mandei uma mensagem pro cara que vai ser meu chefe (um dos dois que eu conheço) e dei algumas opções, sendo que uma era boa pra mim e para a empresa. Passamos o dia negociando (me senti o cara mais chorão do mundo) até que o cara falou "velho, não dá pra fazer mais. Já tô fora do budget". Ainda não era o que eu tinha pensado, mas a diferença era muito pequena e eu vi que eles estavam fazendo uma força muito grande pra me levar pro time deles. Falei "manda a proposta, vou assinar"
Precisou de mais uns 2 dias pra proposta chegar e dia 30 de março eu assinei e pedi demissão pro meu chefe. Eu teria que cumprir aviso prévio, então combinamos meu início em 2 de Maio. Foi um mês bem corrido pra fazer handover, cheio de feriado. Para piorar, eu ainda tinha uma semana de férias guardada na gaveta, então um mês virou 3 semanas. Mas no fim deu certo.
E agora cá estou eu, dentro do ônibus, indo para a minha nova cidade. Me desejem sorte.
PS. Desculpem por erros de português, corretor automático maluco, imagem quebrada ou desconfigurada. Estou realmente escrevendo do ônibus e a conexão está uma bosta.
20 de ago. de 2015
Férias, pero no mucho
Sim, queridos leitores, eu e sou viajando.Era ora eu ter escrito esse post antes, mas vocês vão entender.
Oficialmente, minha férias começaram no dia 3 de Agosto. Eu teria que tirar 30 dias, porque o RH estava barrando férias de mentira. E além disso, está com baixa de projeto, então não ti há razão para eu ficar no escritório (minha braço direito conseguiria resolver o que aparecesse).
Como eu teria 18 dias completamente sem nada pra fazer (11 dias antes de viajar e mais uns 5 depois da viagem), deixei para planejar tudo com calma e fazer uma porrada de coisa que estava adiando há algum tempo.
Tirei o final de semana pra fazer porra nenhuma e na segunda comecei a olhar passagem e hotel da viagem. Fui fazendo tudo com. Calma, olhando detalhes, procurando as melhores opções pra viagem (entenda: mais baratas).
Até que na terça, 10:30 da manhã, quando eu tinha acabado de comprar a última passagem, meu telefone toca. Era um cara do trabalho.
- Fala cara
- Quando você viaja mesmo?
- 13 a 25. Por que?
- Dá pra adiar?
- Vão reembolsar tudo que já peguei?
- Claro que não.
- Então sem chance. Acabei de pagar a última passagem.
- Nos outros dias tem problema?
- Não, mas eu vou estar fora 27 e 28 também.
- Caralho. Tá bom. Qualquer coisa te ligo.
Meia hora depois, toca o telefone
- Dá pra você estar no cliente as 13:30?
Olhei no relógio. Era 11 horas. Estava de pijama e não fazia barba há 4 dias.
- Dou um jeito. Onde é?
- Vem pro escritório as 13 que te explico melhor e subimos juntos.
Tomei banho correndo, fiz a barba, troquei de roupa e saí correndo. Nem almocei, só engoli uns 2 biscoitos.
Chegando lá, entramos no táxi e o cara foi me explicando. Um gerente de um projeto gigante pediu demissão e precisavam de alguém pra assumir a pica. Como eu tinha acabado de encerrar um projeto complicado pra caralho, meu nome foi o primeiro da lista. Mesmo eu estando fora boa parte do mês.
E eu estava indo para a reunião com o cliente para ser apresentado como o novo gerente. Sem saber nada do projeto (sabia informações muito gerais). E na reunião fui a rainha da Inglaterra: fiquei calado o tempo todo, só fazendo algumas anotações.
E aí passei uma semana tentando fazer reunião com o antigo Gerente (o cara some toda hora) e a noite olhando hotel, roteiros, mapas, passeios... E ainda tendo que fazer exame de sangue e todas as outras coisas que tinha planejado.
Mas não posso reclamar, essa mudança de planos está mantendo meu emprego.
Oficialmente, minha férias começaram no dia 3 de Agosto. Eu teria que tirar 30 dias, porque o RH estava barrando férias de mentira. E além disso, está com baixa de projeto, então não ti há razão para eu ficar no escritório (minha braço direito conseguiria resolver o que aparecesse).
Como eu teria 18 dias completamente sem nada pra fazer (11 dias antes de viajar e mais uns 5 depois da viagem), deixei para planejar tudo com calma e fazer uma porrada de coisa que estava adiando há algum tempo.
Tirei o final de semana pra fazer porra nenhuma e na segunda comecei a olhar passagem e hotel da viagem. Fui fazendo tudo com. Calma, olhando detalhes, procurando as melhores opções pra viagem (entenda: mais baratas).
Até que na terça, 10:30 da manhã, quando eu tinha acabado de comprar a última passagem, meu telefone toca. Era um cara do trabalho.
- Fala cara
- Quando você viaja mesmo?
- 13 a 25. Por que?
- Dá pra adiar?
- Vão reembolsar tudo que já peguei?
- Claro que não.
- Então sem chance. Acabei de pagar a última passagem.
- Nos outros dias tem problema?
- Não, mas eu vou estar fora 27 e 28 também.
- Caralho. Tá bom. Qualquer coisa te ligo.
Meia hora depois, toca o telefone
- Dá pra você estar no cliente as 13:30?
Olhei no relógio. Era 11 horas. Estava de pijama e não fazia barba há 4 dias.
- Dou um jeito. Onde é?
- Vem pro escritório as 13 que te explico melhor e subimos juntos.
Tomei banho correndo, fiz a barba, troquei de roupa e saí correndo. Nem almocei, só engoli uns 2 biscoitos.
Chegando lá, entramos no táxi e o cara foi me explicando. Um gerente de um projeto gigante pediu demissão e precisavam de alguém pra assumir a pica. Como eu tinha acabado de encerrar um projeto complicado pra caralho, meu nome foi o primeiro da lista. Mesmo eu estando fora boa parte do mês.
E eu estava indo para a reunião com o cliente para ser apresentado como o novo gerente. Sem saber nada do projeto (sabia informações muito gerais). E na reunião fui a rainha da Inglaterra: fiquei calado o tempo todo, só fazendo algumas anotações.
E aí passei uma semana tentando fazer reunião com o antigo Gerente (o cara some toda hora) e a noite olhando hotel, roteiros, mapas, passeios... E ainda tendo que fazer exame de sangue e todas as outras coisas que tinha planejado.
Mas não posso reclamar, essa mudança de planos está mantendo meu emprego.
27 de jul. de 2015
Mudanças nos escritórios
Não sei se já comentei aqui, mas a empresa tem escritórios espalhados pelo país. Alguns já fecharam (tipo o de Manaus, que nem chegou a abrir oficialmente), mas 4 resistiram ao tempo. Até agora.
A crise (ou marolinha, como diz o governo) chegou forte na engenharia. E não estou falando só de obra do governo não, nem a iniciativa privada está investindo. O dólar nas alturas, a nafta a preço de ouro, o minério e o barril de petróleo despencando fizeram que todos os segmentos da indústria segurassem os investimentos (alguns até reduziram a produção).
E se não tem investimento, não tem obra. Se não tem obra, não tem engenharia. E se não tem engenharia, não tem emprego. Várias empresas (grandes e pequenas) fecharam as portas nos últimos tempos. Quem não fechou reduziu consideravelmente. E a minha empresa está no bolo das que encolheram.
Com o encolhimento (em todos os escritórios) ficou muito espaço disponível nos escritórios. E como espaço disponível é dinheiro no lixo, resolveram devolver algumas das salas que ocupamos ou mudar para espaços menores e mais baratos. Como eu estou com carga baixa após o término do meu contrato (e já fiz mudança de escritório quando estava no Rio), me colocaram pra acompanhar as obras, devoluções e mudanças.
Existe uma empresa responsável pelos aluguéis e manutenção de espaços de trabalho DENTRO da minha empresa. Sim, é isso mesmo. Tem um ramo de administração de sites dentro da minha empresa. E somos obrigados a utilizar esta empresa, mesmo ela sendo MUITO mais cara que qualquer outra no Brasil. E como qualquer monopólio, o serviço é uma merda e os caras fazem o que querem, quando querem. Pior: se custar mais ou atrasar a obra, problema seu. Afinal, como é uma empresa interna, todo custo é repassado para quem utiliza o serviço. Ah, e apesar de ser empresa interna, eles tem lucro. E sempre, já que os custos extras e ineficiências são repassadas para as áreas cliente. Eu sei, é um absurdo. Mas é assim.
Numa das obras eles fizeram o trabalho direitinho. Adiantaram o cronograma quase 1 mês (coisa rara!), mas como o prazo passado era 50 dias, nos planejamos para fazer a nossa parte nos 50 dias. E agora a obra ficou pronta, mas não conseguimos mudar.
Na outra obra, no escritório de BH, tinham passado que era “rapidinho, coisa de 15 dias a obra fica pronta”. Aí pedimos o cronograma oficial e os 15 dias viraram 3 meses. TRÊS MESES. A obra? Criar uma copa (já tem encanamento), subir uma parede e pintar uma das salas. Reclamei um monte, escalei para o papa e depois de muita reclamação, a obra reduziu para 1 mês. No cronograma.
Diz que era um gerente de projeto que estava planejando a obra, mas a pessoa responsável definitivamente não conhece predecessão. Queria mudar o pessoal de uma sala para a outra sem ter finalizado a copa (ou seja: ninguém teria como beber água). Mudaram o layout para caber mais mesas, mas não pensaram na infraestrutura de energia e rede. Resultado: tinha mais mesa que tomada e ponto de rede. Aí começaram a fazer uma porrada de puxadinhos. Dá até medo ver o que estão fazendo (tirei umas fotos, mas achei melhor não colocar aqui. Nunca se sabe).
As obras atrasaram 2 semanas. Fizeram uma coisa ou outra, mas nada da obra. Poderiam trabalhar no final de semana, mas não tinha ninguém para acompanhar a obra (o que atrasou mais ainda o cronograma). E aí, para tirar o atraso, começaram a trabalhar durante o expediente. Mas para isso precisou interditar o banheiro feminino.
Fizeram a copa, pintaram tudo e, depois de pronto viram que precisava de tomada. Aí vai ter que quebrar a parede e pintar tudo novamente....
Vamos ver quanto tempo isso ainda vai durar e se vai dar certo. Como não posso fazer nada, fico só dando pitacos e opções para otimizar a obra, mas o cara não escuta.
Oremos.
A crise (ou marolinha, como diz o governo) chegou forte na engenharia. E não estou falando só de obra do governo não, nem a iniciativa privada está investindo. O dólar nas alturas, a nafta a preço de ouro, o minério e o barril de petróleo despencando fizeram que todos os segmentos da indústria segurassem os investimentos (alguns até reduziram a produção).
E se não tem investimento, não tem obra. Se não tem obra, não tem engenharia. E se não tem engenharia, não tem emprego. Várias empresas (grandes e pequenas) fecharam as portas nos últimos tempos. Quem não fechou reduziu consideravelmente. E a minha empresa está no bolo das que encolheram.
Com o encolhimento (em todos os escritórios) ficou muito espaço disponível nos escritórios. E como espaço disponível é dinheiro no lixo, resolveram devolver algumas das salas que ocupamos ou mudar para espaços menores e mais baratos. Como eu estou com carga baixa após o término do meu contrato (e já fiz mudança de escritório quando estava no Rio), me colocaram pra acompanhar as obras, devoluções e mudanças.
Existe uma empresa responsável pelos aluguéis e manutenção de espaços de trabalho DENTRO da minha empresa. Sim, é isso mesmo. Tem um ramo de administração de sites dentro da minha empresa. E somos obrigados a utilizar esta empresa, mesmo ela sendo MUITO mais cara que qualquer outra no Brasil. E como qualquer monopólio, o serviço é uma merda e os caras fazem o que querem, quando querem. Pior: se custar mais ou atrasar a obra, problema seu. Afinal, como é uma empresa interna, todo custo é repassado para quem utiliza o serviço. Ah, e apesar de ser empresa interna, eles tem lucro. E sempre, já que os custos extras e ineficiências são repassadas para as áreas cliente. Eu sei, é um absurdo. Mas é assim.
Numa das obras eles fizeram o trabalho direitinho. Adiantaram o cronograma quase 1 mês (coisa rara!), mas como o prazo passado era 50 dias, nos planejamos para fazer a nossa parte nos 50 dias. E agora a obra ficou pronta, mas não conseguimos mudar.
Na outra obra, no escritório de BH, tinham passado que era “rapidinho, coisa de 15 dias a obra fica pronta”. Aí pedimos o cronograma oficial e os 15 dias viraram 3 meses. TRÊS MESES. A obra? Criar uma copa (já tem encanamento), subir uma parede e pintar uma das salas. Reclamei um monte, escalei para o papa e depois de muita reclamação, a obra reduziu para 1 mês. No cronograma.
Diz que era um gerente de projeto que estava planejando a obra, mas a pessoa responsável definitivamente não conhece predecessão. Queria mudar o pessoal de uma sala para a outra sem ter finalizado a copa (ou seja: ninguém teria como beber água). Mudaram o layout para caber mais mesas, mas não pensaram na infraestrutura de energia e rede. Resultado: tinha mais mesa que tomada e ponto de rede. Aí começaram a fazer uma porrada de puxadinhos. Dá até medo ver o que estão fazendo (tirei umas fotos, mas achei melhor não colocar aqui. Nunca se sabe).
As obras atrasaram 2 semanas. Fizeram uma coisa ou outra, mas nada da obra. Poderiam trabalhar no final de semana, mas não tinha ninguém para acompanhar a obra (o que atrasou mais ainda o cronograma). E aí, para tirar o atraso, começaram a trabalhar durante o expediente. Mas para isso precisou interditar o banheiro feminino.
Fizeram a copa, pintaram tudo e, depois de pronto viram que precisava de tomada. Aí vai ter que quebrar a parede e pintar tudo novamente....
Vamos ver quanto tempo isso ainda vai durar e se vai dar certo. Como não posso fazer nada, fico só dando pitacos e opções para otimizar a obra, mas o cara não escuta.
Oremos.
16 de jul. de 2015
Cabô
Quando eu voltei pra BH, em Abril do ano passado, e meu chefe bateu no meu ombro e falou: “boa sorte. Você vai precisar”, eu não sabia que ele estava falando tão sério. Peguei um projeto que estava dando um monte de merda e que todo mundo tinha certeza que ia dar merda.
O projeto era o maior da história do escritório de BH (e depois descobri que estava entre os 20 maiores da empresa – incluindo aí diversos que incluíam venda de material. De engenharia, estava entre os 10 maiores). O prazo era impossível de ser cumprido. A multa era milionária (literalmente). E eu entrei no meio do furacão.
Foi um 2014 de merda. Trabalhei feito um cachorro, engordei feito um porco (ansiedade), perdi cabelo (mas nenhum cabelo branco , veja você), dormi mal (algumas vezes nem dormi), saúde comprometida. E não via a luz no final do túnel: quanto mais eu trabalhava, mais merda eu via e mais problema aparecia.
12 meses depois, a situação já estava mais controlada. Ainda havia o risco de multa, mas era baixo. Saí de férias e quando voltei, já estava nos finalmente. Isso era o que eu achava, porque pediram para fazer um monte de alterações, em um prazo muito curto (para não perder o costume). Mais um mês de estresse e dor de cabeça.
E aí dia 30 acabou. Com muito esforço, muita pressão, muitos problemas, mas acabou. E o mais importante: sem multa, coisa que ninguém acreditava.
Quer dizer, acabou mais ou menos. Ainda tem um monte de coisa para corrigir, mas isso não contamos ainda para o cliente.
Foi, sem dúvida, o meu pior projeto. Tudo o que poderia dar errado deu, a empresa mudou um monte de coisa no meio do caminho, ficou tudo mais difícil. O cliente só queria um deslize para mandar a multa ou não pagar. A equipe se rebelou no final e começou a brigar entre eles. A diretoria cobrando resultado e aumento de margem (lucro). Mas eu aprendi muita coisa.
E foi tanto tempo trabalhando num nível de pressão e estresse alto que agora que acabou eu sinto falta. Fico com dor de cabeça quase todo dia (acredito que seja abstinência), me sinto mal por trabalhar “só” 8 horas.
Mas o maior problema ainda está por vir. Mas isso é assunto para outro post.
O projeto era o maior da história do escritório de BH (e depois descobri que estava entre os 20 maiores da empresa – incluindo aí diversos que incluíam venda de material. De engenharia, estava entre os 10 maiores). O prazo era impossível de ser cumprido. A multa era milionária (literalmente). E eu entrei no meio do furacão.
Foi um 2014 de merda. Trabalhei feito um cachorro, engordei feito um porco (ansiedade), perdi cabelo (mas nenhum cabelo branco , veja você), dormi mal (algumas vezes nem dormi), saúde comprometida. E não via a luz no final do túnel: quanto mais eu trabalhava, mais merda eu via e mais problema aparecia.
12 meses depois, a situação já estava mais controlada. Ainda havia o risco de multa, mas era baixo. Saí de férias e quando voltei, já estava nos finalmente. Isso era o que eu achava, porque pediram para fazer um monte de alterações, em um prazo muito curto (para não perder o costume). Mais um mês de estresse e dor de cabeça.
E aí dia 30 acabou. Com muito esforço, muita pressão, muitos problemas, mas acabou. E o mais importante: sem multa, coisa que ninguém acreditava.
Quer dizer, acabou mais ou menos. Ainda tem um monte de coisa para corrigir, mas isso não contamos ainda para o cliente.
Foi, sem dúvida, o meu pior projeto. Tudo o que poderia dar errado deu, a empresa mudou um monte de coisa no meio do caminho, ficou tudo mais difícil. O cliente só queria um deslize para mandar a multa ou não pagar. A equipe se rebelou no final e começou a brigar entre eles. A diretoria cobrando resultado e aumento de margem (lucro). Mas eu aprendi muita coisa.
E foi tanto tempo trabalhando num nível de pressão e estresse alto que agora que acabou eu sinto falta. Fico com dor de cabeça quase todo dia (acredito que seja abstinência), me sinto mal por trabalhar “só” 8 horas.
Mas o maior problema ainda está por vir. Mas isso é assunto para outro post.
23 de abr. de 2015
Tá de boa
Antes que reclamem que esse blog está morto, deixa eu colocar aqui uma tirinha que resume bem a minha vida nos últimos 2 meses (abril, principalmente:

Só para exemplificar um pouco a razão disso:
- No dia 30 de março, uma segunda-feira, chego para trabalhar e meu telefone toca (8:30 da manhã). Era a portaria, falando que tinha uma carta para mim. Fui buscar e era um aviso de multa de um dos projetos. A multa pode chegar a 1 milhão;
- Pouco depois toca meu telefone. Era o cliente de outro projeto pedindo uma reunião para as 15:00. Aceitei. Fui. Ele estava paralisando um contrato guarda chuva. São mais ou menos 6 projetos. 10 pessoas paradas de uma hora para a outra. Mais 1,5 milhão que deixo de faturar nos próximos 3 meses;
- No dia seguinte, um terceiro cliente me liga. Fala que não quer pagar o boletim de medição inteiro, porque achou nosso trabalho ruim e que ia parar o trabalho. Eu já estava em um nível de putidão tão alto que briguei com o cara. E era a primeira vez que eu estava falando com ele (o projeto era de outro gerente, que saiu no meio do mês e me deixou a bomba). O cara aceita pagar, mas perco mais 150k de faturamento;
- O gerente de engenharia saiu de férias e eu fiquei no lugar dele. Porque eu quase não tenho problemas.....
- Estou trabalhando de 7:30 da manhã até 11:00 todo dia, tentando resolver todos os problemas acima E ainda dando explicações para a diretoria;
- Além disso tudo, ainda estamos com milhões de mudanças e problemas na empresa, além do mercado estar uma completa bosta. A minha cabeça (e a de todo mundo do escritório, na verdade) está em risco;
- Se fossem só os problemas do trabalho, estava bom. Mas tem mais: minha tia foi internada e está na UTI. Um câncer novo (ela teme 2 já, mas tem mais de 10 anos). E pelo estado dela, já deve ter dado metástase;
- Enquanto meu pai fica com ela no hospital, eu preciso cuidar da minha avó, que não pode ir para o hospital e nem dormir sozinha;
- Eu também fiquei doente e fui parar no PS. Não era nada demais, mas perdi uma manhã no médico e fiquei uma semana mal pra caramba;
- Minha mãe, com o egocentrismo normal dela (e absurdo), ainda fica me enchendo o saco para eu resolver os problemas do apartamento dela;
- Ah, lembra que eu vou viajar de férias? Pois é, é daqui uma semana. E ainda não consegui terminar de planejar a viagem (mas já tenho hotéis e passagens);
- O fato de eu sair de férias ainda piora mais a situação: tenho que deixar tudo resolvido até lá;
- Aliás, não preciso comentar que está tudo absurdamente caro, né? Paguei 5 reais na libra, 3,5 no franco suíço. Sorte que eu tinha euros da minha viagem de 2011. Vou passar fome, mas me recuso a trocar mais dinheiro.
Deve ter mais coisa, mas como está acontecendo tudo ao mesmo tempo agora, não consigo lembrar de tudo.
Torçam para que eu consiga sobreviver.

Só para exemplificar um pouco a razão disso:
- No dia 30 de março, uma segunda-feira, chego para trabalhar e meu telefone toca (8:30 da manhã). Era a portaria, falando que tinha uma carta para mim. Fui buscar e era um aviso de multa de um dos projetos. A multa pode chegar a 1 milhão;
- Pouco depois toca meu telefone. Era o cliente de outro projeto pedindo uma reunião para as 15:00. Aceitei. Fui. Ele estava paralisando um contrato guarda chuva. São mais ou menos 6 projetos. 10 pessoas paradas de uma hora para a outra. Mais 1,5 milhão que deixo de faturar nos próximos 3 meses;
- No dia seguinte, um terceiro cliente me liga. Fala que não quer pagar o boletim de medição inteiro, porque achou nosso trabalho ruim e que ia parar o trabalho. Eu já estava em um nível de putidão tão alto que briguei com o cara. E era a primeira vez que eu estava falando com ele (o projeto era de outro gerente, que saiu no meio do mês e me deixou a bomba). O cara aceita pagar, mas perco mais 150k de faturamento;
- O gerente de engenharia saiu de férias e eu fiquei no lugar dele. Porque eu quase não tenho problemas.....
- Estou trabalhando de 7:30 da manhã até 11:00 todo dia, tentando resolver todos os problemas acima E ainda dando explicações para a diretoria;
- Além disso tudo, ainda estamos com milhões de mudanças e problemas na empresa, além do mercado estar uma completa bosta. A minha cabeça (e a de todo mundo do escritório, na verdade) está em risco;
- Se fossem só os problemas do trabalho, estava bom. Mas tem mais: minha tia foi internada e está na UTI. Um câncer novo (ela teme 2 já, mas tem mais de 10 anos). E pelo estado dela, já deve ter dado metástase;
- Enquanto meu pai fica com ela no hospital, eu preciso cuidar da minha avó, que não pode ir para o hospital e nem dormir sozinha;
- Eu também fiquei doente e fui parar no PS. Não era nada demais, mas perdi uma manhã no médico e fiquei uma semana mal pra caramba;
- Minha mãe, com o egocentrismo normal dela (e absurdo), ainda fica me enchendo o saco para eu resolver os problemas do apartamento dela;
- Ah, lembra que eu vou viajar de férias? Pois é, é daqui uma semana. E ainda não consegui terminar de planejar a viagem (mas já tenho hotéis e passagens);
- O fato de eu sair de férias ainda piora mais a situação: tenho que deixar tudo resolvido até lá;
- Aliás, não preciso comentar que está tudo absurdamente caro, né? Paguei 5 reais na libra, 3,5 no franco suíço. Sorte que eu tinha euros da minha viagem de 2011. Vou passar fome, mas me recuso a trocar mais dinheiro.
Deve ter mais coisa, mas como está acontecendo tudo ao mesmo tempo agora, não consigo lembrar de tudo.
Torçam para que eu consiga sobreviver.
10 de mar. de 2015
Coelhadas
Sim, este blog ainda existe. Tá parado, mas ainda existe. E a melhor forma de colocar os assuntos em dia é o com fatos rápidos:
- Vou tirar férias. Consegui uma super promoção de milhas para a Europa e e maio vou pra lá. Óbvio que invoquei Murphy e a libra subiu pra mais de 5 reais e o Franco suíço tá quase passando o euro. Mas isso é um mero detalhe;
- Vou para Roma (chego por lá, na verdade), depois Bruxelas, Amsterdã, Londres, Dublin, Zurique, Barcelona e volto pra Roma, para voltar pra BH. Aceito dicas de locais para ficar, de preferência baratos e familiares (estou velho para hostel putaria muito louca);
- Já comprei todas as passagens entre os países, menos uma: um trem de Bruxelas pra Amsterdã. Isso porque só aceita o tal verified by visa e essa porra não funciona nem fudendo no banco do Brasil;
- Aliás, um comentário: eu nunca tinha usado o sistema online do banco do Brasil. Agora eu entendi porque todo mundo reclama. Realmente é uma bosta. O engraçado é que eu sou muito fã de todo o resto do Brasil, só essa merda online que não gostei. Um dia conto a saga para liberar o Home banking;
- No mês de fevereiro ganhei um mega vale-night, pois a ruiva foi passar um tempo na França. Planejei fazer 200 coisas (como atualizar o blog) e acabei não fazendo nada. Me senti um inútil;
- A vida no trabalho não está fácil. O mercado está uma merda e estão rolando demissões. O escritório do Rio já reduziu mais da metade. E viva a economia brasileira;
- O clima está muito tenso e estou em pé de guerra com um cara do trabalho. Acho que é a primeira vez que realmente fico puto com um cara da empresa (puto de verdade, a ponto de cogitar sair na porrada). Mas estou me controlando;
- Estou escrevendo este post do hospital. A ruiva fez merda e tive que sair correndo de casa pra trazer ela pra cá. A princípio está tudo bem. Vamos aguardar;
- A empresa me deu um aparelho novo. Já não estava mais aguentando meu S2 surrado, então acabei pegando um s4 mini. Estou usa do há menos de 12 horas e já quero km garantir na parede, de tão ruim. Mas estou achando que é o teclado que está pesado, não todo o resto do software;
- O s4 mini usa micro chip. Precisava então trocar o meu, pois o do s2 é o grande. A burocracia da vivo era tão grande que desisti e cortei o chip que tinha. Funcionou;
- Ganhei um copo da Kwak de presente de natal da ruiva. Queria postar aqui a foto, mas da muito trabalho pelo celular. Quem sabe que do o Blogger tiver um aplicativo decente;
- Ganhei outros 2 copos muito bacanas, mas não chegam aos pés do kwak;
- Contei que meu HD suicidou? Acho que sim. Pois bem, ganhei um hd novo de aniversário e natal da veia. Chegou hoje (sério!);
- Contei que comi pacoquita cremosa? Pois é, comi. E não achei muito graça não. Em compensação, como um doce chamado paçoca de colher que, meus amigos.... Que doce;
- Minha sobrinha veio pro Brasil junto com minha irmã. Tá uma beleza ela falando alemão, alemão suíço, português e inglês numa única frase. E olha que as frases dela costumam ter 6 palavras;
- Tem alguém roncando absurdamente aqui no hospital. Tá uma beleza;
- Dei uma olhada rápida em formas de sair do Brasil para trabalhar. Uma das opções era o Canadá, que tá recrutando. Desisti com a burocracia;
- Sempre me falaram que a ignorância é uma bênção. O duro é quando você descobre as coisas, e pior ainda quando é sem querer. Não, não fui chifrado, é outra coisa;
- Recentemente passei pelo suplício de comprar sapato. Eu odeio comprar sapato, porque meu pé é alto e largo, nenhum sapato cabe nele. Comprei o primeiro que coube e que não custava um rim. No final, até que é confortável;
- Aliás, acho que não comentei aqui: estava sentindo uma dor no pé há mais de ano. Aí te meu vergonha na cara e fui ao medico. Ele me atendeu em 2 minutos e mandou fazer uma ressonância. Fiz a tal ressonância e descobri que estou com fasceite (o famoso esporão). Resultado: fisioterapia;
- Fisioterapia é uma das coisas mais chatas que existe no mundo. São 4 exercícios que faço em 10 minutos e mais 20 minutos de gelo. Um saco. E o pior é que eu não acho que está melhorando.
Bom, acho que é isso. Certamente teria mais coisa pra contar, mas já está tarde e eu estou com sono. E ainda falta um monte pra eu sair do hospital...
- Vou tirar férias. Consegui uma super promoção de milhas para a Europa e e maio vou pra lá. Óbvio que invoquei Murphy e a libra subiu pra mais de 5 reais e o Franco suíço tá quase passando o euro. Mas isso é um mero detalhe;
- Vou para Roma (chego por lá, na verdade), depois Bruxelas, Amsterdã, Londres, Dublin, Zurique, Barcelona e volto pra Roma, para voltar pra BH. Aceito dicas de locais para ficar, de preferência baratos e familiares (estou velho para hostel putaria muito louca);
- Já comprei todas as passagens entre os países, menos uma: um trem de Bruxelas pra Amsterdã. Isso porque só aceita o tal verified by visa e essa porra não funciona nem fudendo no banco do Brasil;
- Aliás, um comentário: eu nunca tinha usado o sistema online do banco do Brasil. Agora eu entendi porque todo mundo reclama. Realmente é uma bosta. O engraçado é que eu sou muito fã de todo o resto do Brasil, só essa merda online que não gostei. Um dia conto a saga para liberar o Home banking;
- No mês de fevereiro ganhei um mega vale-night, pois a ruiva foi passar um tempo na França. Planejei fazer 200 coisas (como atualizar o blog) e acabei não fazendo nada. Me senti um inútil;
- A vida no trabalho não está fácil. O mercado está uma merda e estão rolando demissões. O escritório do Rio já reduziu mais da metade. E viva a economia brasileira;
- O clima está muito tenso e estou em pé de guerra com um cara do trabalho. Acho que é a primeira vez que realmente fico puto com um cara da empresa (puto de verdade, a ponto de cogitar sair na porrada). Mas estou me controlando;
- Estou escrevendo este post do hospital. A ruiva fez merda e tive que sair correndo de casa pra trazer ela pra cá. A princípio está tudo bem. Vamos aguardar;
- A empresa me deu um aparelho novo. Já não estava mais aguentando meu S2 surrado, então acabei pegando um s4 mini. Estou usa do há menos de 12 horas e já quero km garantir na parede, de tão ruim. Mas estou achando que é o teclado que está pesado, não todo o resto do software;
- O s4 mini usa micro chip. Precisava então trocar o meu, pois o do s2 é o grande. A burocracia da vivo era tão grande que desisti e cortei o chip que tinha. Funcionou;
- Ganhei um copo da Kwak de presente de natal da ruiva. Queria postar aqui a foto, mas da muito trabalho pelo celular. Quem sabe que do o Blogger tiver um aplicativo decente;
- Ganhei outros 2 copos muito bacanas, mas não chegam aos pés do kwak;
- Contei que meu HD suicidou? Acho que sim. Pois bem, ganhei um hd novo de aniversário e natal da veia. Chegou hoje (sério!);
- Contei que comi pacoquita cremosa? Pois é, comi. E não achei muito graça não. Em compensação, como um doce chamado paçoca de colher que, meus amigos.... Que doce;
- Minha sobrinha veio pro Brasil junto com minha irmã. Tá uma beleza ela falando alemão, alemão suíço, português e inglês numa única frase. E olha que as frases dela costumam ter 6 palavras;
- Tem alguém roncando absurdamente aqui no hospital. Tá uma beleza;
- Dei uma olhada rápida em formas de sair do Brasil para trabalhar. Uma das opções era o Canadá, que tá recrutando. Desisti com a burocracia;
- Sempre me falaram que a ignorância é uma bênção. O duro é quando você descobre as coisas, e pior ainda quando é sem querer. Não, não fui chifrado, é outra coisa;
- Recentemente passei pelo suplício de comprar sapato. Eu odeio comprar sapato, porque meu pé é alto e largo, nenhum sapato cabe nele. Comprei o primeiro que coube e que não custava um rim. No final, até que é confortável;
- Aliás, acho que não comentei aqui: estava sentindo uma dor no pé há mais de ano. Aí te meu vergonha na cara e fui ao medico. Ele me atendeu em 2 minutos e mandou fazer uma ressonância. Fiz a tal ressonância e descobri que estou com fasceite (o famoso esporão). Resultado: fisioterapia;
- Fisioterapia é uma das coisas mais chatas que existe no mundo. São 4 exercícios que faço em 10 minutos e mais 20 minutos de gelo. Um saco. E o pior é que eu não acho que está melhorando.
Bom, acho que é isso. Certamente teria mais coisa pra contar, mas já está tarde e eu estou com sono. E ainda falta um monte pra eu sair do hospital...
2 de jan. de 2015
Retrospectiva 2014
É, eu sei. Já estamos em 2015. Mas não consegui fazer em 2014, então não reclamem.
Aliás.... 2014 foi um ano de poucos posts. Segundo o blogger foram apenas 39. Isso dá praticamente 3 posts por mês. Uma vergonha. Mas tem uma razão: 2014 foi o ano que eu mais trabalhei na vida. Eu trabalhei pra caralho. Mas vamos na ordem cronológica (imagina aí um efeito de flashback).
Comecei o ano morando no Rio. Era para eu ter voltado em 2013, mas como não tinha projeto em BH e ainda precisavam de mim no Rio, estiquei a minha estadia na cidade calamitosa. Fiquei até o final de fevereiro, se não me engano (não tem post nenhum esse ano, tô tendo que tirar tudo da minha já ruim memória). Aí teve carnaval, férias e voltei a trabalhar em BH em abril (ou no dia 30 de março, pelo que estou vendo no calendário).
A minha vida no rio era uma mamata (dentro dos meus padrões), principalmente depois que mudamos de prédio (que era longe pra caralho e tinha horário de ônibus para ir e voltar). O trabalho era tenso (envolvia demissões), mas eu trabalhava lá umas 9 horas por dia (dia ou outro eu ficava um pouco mais - uma vez me fodi, inclusive), mas em termos de volume, não era nada absurdo.
Além de "pouco" trabalho, eu ainda conseguia correr (cheguei a emagrecer um bocado) e visitar uns poucos lugares do rio que ainda não conhecia (e tinha vontade de conhecer, lógico). O Rio também me rendeu um sequestro. Até hoje eu encho o saco do Véio com isso. A vantagem da temporada no Rio é que ganhei milha pra caralho e cheguei a virar diamante na Gol. Mas também tive momentos de tensão nas viagens (não podia ser fácil).
O lado bom dessa primeira fase do ano é que terminou, finalmente, meus contratos de Manaus. Na teoria não preciso voltar mais lá, mas vez ou outra pinga um email na minha caixa de entrada para resolver.
A primeira fase foi encerrada com merecidas férias. Fui para o Rio Grande do Sul e para o Uruguai. Conheci umas 8 cidades nessa brincadeira (em....10 dias?). Tudo cidade pequena e sem muita coisa pra ver. E praticamente conta como 2 países, dada a diversidade do RS.
Aí eu voltei pra BH e meu amigo... foi o caos. Foi (está sendo, na verdade) o projeto mais merda que eu já peguei. Já trabalhei mais em picos de um mês, mas estou num ritmo cabuloso desde que peguei esse projeto maldito. Até durante os jogos do Brasil na copa eu trabalhei. Era tanto trabalho que eu não tinha forças para blogar (e nem tinha muito assunto, já que eu só trabalhava). Eu só ligava o computador em casa para trabalhar. Se não tivesse que trabalhar, não queria nem ver a tela brilhando. Tela, aliás, que queimou e eu tive que trocar.
Apesar de todo esse caos, eu ainda consegui algumas proezas, como trocar de carro (que tinha até som e me fez mudar a forma de dirigir), dar um pulo no Paraguai (e voltar sem nenhuma muamba), comprei um notebook novo (o antigo estava uma merda), sair com uma menina (mesmo que por pouco tempo) e ainda engatar um namoro (esse eu ainda não sei como consegui).
O saldo do ano foi negativo. Apesar de ter conseguido algumas coisas boas (a Ruiva, por exemplo), sinto que perdi um ano só trabalhando. Tanto que meu chefe chegou a fazer piada que eu precisaria fazer reintegração à sociedade. E ele não estava brincando: eu realmente passei um ano afastado do mundo.
E como o ano foi de merda, terminou da pior forma possível: com o falecimento do pai de um amigo. Ou seja: comecei 2015 indo a um enterro.
Tomara que este esterro seja também simbólico de um ano de merda e de um período sem vida. Que 2015 seja muito melhor.
Aliás.... 2014 foi um ano de poucos posts. Segundo o blogger foram apenas 39. Isso dá praticamente 3 posts por mês. Uma vergonha. Mas tem uma razão: 2014 foi o ano que eu mais trabalhei na vida. Eu trabalhei pra caralho. Mas vamos na ordem cronológica (imagina aí um efeito de flashback).
Comecei o ano morando no Rio. Era para eu ter voltado em 2013, mas como não tinha projeto em BH e ainda precisavam de mim no Rio, estiquei a minha estadia na cidade calamitosa. Fiquei até o final de fevereiro, se não me engano (não tem post nenhum esse ano, tô tendo que tirar tudo da minha já ruim memória). Aí teve carnaval, férias e voltei a trabalhar em BH em abril (ou no dia 30 de março, pelo que estou vendo no calendário).
A minha vida no rio era uma mamata (dentro dos meus padrões), principalmente depois que mudamos de prédio (que era longe pra caralho e tinha horário de ônibus para ir e voltar). O trabalho era tenso (envolvia demissões), mas eu trabalhava lá umas 9 horas por dia (dia ou outro eu ficava um pouco mais - uma vez me fodi, inclusive), mas em termos de volume, não era nada absurdo.
Além de "pouco" trabalho, eu ainda conseguia correr (cheguei a emagrecer um bocado) e visitar uns poucos lugares do rio que ainda não conhecia (e tinha vontade de conhecer, lógico). O Rio também me rendeu um sequestro. Até hoje eu encho o saco do Véio com isso. A vantagem da temporada no Rio é que ganhei milha pra caralho e cheguei a virar diamante na Gol. Mas também tive momentos de tensão nas viagens (não podia ser fácil).
O lado bom dessa primeira fase do ano é que terminou, finalmente, meus contratos de Manaus. Na teoria não preciso voltar mais lá, mas vez ou outra pinga um email na minha caixa de entrada para resolver.
A primeira fase foi encerrada com merecidas férias. Fui para o Rio Grande do Sul e para o Uruguai. Conheci umas 8 cidades nessa brincadeira (em....10 dias?). Tudo cidade pequena e sem muita coisa pra ver. E praticamente conta como 2 países, dada a diversidade do RS.
Aí eu voltei pra BH e meu amigo... foi o caos. Foi (está sendo, na verdade) o projeto mais merda que eu já peguei. Já trabalhei mais em picos de um mês, mas estou num ritmo cabuloso desde que peguei esse projeto maldito. Até durante os jogos do Brasil na copa eu trabalhei. Era tanto trabalho que eu não tinha forças para blogar (e nem tinha muito assunto, já que eu só trabalhava). Eu só ligava o computador em casa para trabalhar. Se não tivesse que trabalhar, não queria nem ver a tela brilhando. Tela, aliás, que queimou e eu tive que trocar.
Apesar de todo esse caos, eu ainda consegui algumas proezas, como trocar de carro (que tinha até som e me fez mudar a forma de dirigir), dar um pulo no Paraguai (e voltar sem nenhuma muamba), comprei um notebook novo (o antigo estava uma merda), sair com uma menina (mesmo que por pouco tempo) e ainda engatar um namoro (esse eu ainda não sei como consegui).
O saldo do ano foi negativo. Apesar de ter conseguido algumas coisas boas (a Ruiva, por exemplo), sinto que perdi um ano só trabalhando. Tanto que meu chefe chegou a fazer piada que eu precisaria fazer reintegração à sociedade. E ele não estava brincando: eu realmente passei um ano afastado do mundo.
E como o ano foi de merda, terminou da pior forma possível: com o falecimento do pai de um amigo. Ou seja: comecei 2015 indo a um enterro.
Tomara que este esterro seja também simbólico de um ano de merda e de um período sem vida. Que 2015 seja muito melhor.
21 de out. de 2014
Reintegração à sociedade
Dia desses aí pra trás contei para o meu chefe a história que postei ontem e ele comentou o seguinte comigo:
- No ITA, quando você chega no último ano, você faz uma matéria chamada "reintegração à sociedade". Tô achando que você vai ter que fazer algo parecido.
Neste momento eu tive certeza que estou alienado.
- No ITA, quando você chega no último ano, você faz uma matéria chamada "reintegração à sociedade". Tô achando que você vai ter que fazer algo parecido.
Neste momento eu tive certeza que estou alienado.
20 de out. de 2014
Rotina preocupante
Dia desses aí pra trás eu precisei ir até um fornecedor fazer um pagamento (é, isso também acontece). Como o fornecedor só fica aberto até as 18:00, saí do escritório às 17:30, paguei o bagulho e, como estava um trânsito cabuloso, resolvi ir pra casa. Cheguei em casa umas 18:30, sem notebook. Tomei um banho, comi alguma coisa e aí era umas 19:00. Aí entrei no meu quarto, sentei na cama e.......não sabia o que fazer. E fiquei preocupadíssimo.
Explico: nos últimos tempos, eu tenho chegado em casa umas 22 e quando acabo de tomar banho e comer, eu só tenho forças para deitar, ver um pouco de TV (e alguns videos) e dormir. Não tenho feito muito mais coisas do que isso. E isso acabou virando a minha rotina.
O fato de eu chegar em casa cedo e não saber o que fazer significa que eu não tenho mais vida pessoal. Minha vida virou trabalhar, comer e dormir (esse último ainda de forma intermitente). Espero, de verdade, que eu consiga retomar a minha vida e volte a saber o que fazer quando chegar em casa cedo (nem que seja fazer esportes).
Em tempo: resolvi ver um filme que tinha no meu notebook. Foi o que consegui pensar. Aceito dicas aí nos comentários de coisas para fazer a noite, depois o trabalho.
Explico: nos últimos tempos, eu tenho chegado em casa umas 22 e quando acabo de tomar banho e comer, eu só tenho forças para deitar, ver um pouco de TV (e alguns videos) e dormir. Não tenho feito muito mais coisas do que isso. E isso acabou virando a minha rotina.
O fato de eu chegar em casa cedo e não saber o que fazer significa que eu não tenho mais vida pessoal. Minha vida virou trabalhar, comer e dormir (esse último ainda de forma intermitente). Espero, de verdade, que eu consiga retomar a minha vida e volte a saber o que fazer quando chegar em casa cedo (nem que seja fazer esportes).
Em tempo: resolvi ver um filme que tinha no meu notebook. Foi o que consegui pensar. Aceito dicas aí nos comentários de coisas para fazer a noite, depois o trabalho.
12 de out. de 2014
Alta resistência
Nos últimos 5 ou 6 meses eu tenho trabalhado feito um cão (por isso esse blog anda tão parado). O meu projeto atual é a visão do inferno: prazos inexequíveis e multas agressivas. Isso fez com que a equipe tenha trabalhado em um ritmo cabuloso. Eu, que durante o "dia" fico resolvendo os problemas para eles trabalharem, a noite tenho que fazer reportes, planejamento, apresentações, qualidade do projeto e por ai vai. O meu ritmo está desumano.
Eu estou morto, lógico. Dias que trabalho 12 horas são dias bons. Em dois meses (Julho e Agosto) a minha média foi 16 horas de trabalho por dia (inclusive nos finais de semana). E isso tudo numa pressão absurda. Tive princípio de gastrite, mas passou. Fiquei gripado 2 vezes, mas aguentei. Tive dores de cabeça e enxaqueca incontáveis vezes. Insônia já faz parte da minha vida. Mas estou vivo.
E, mesmo com isso tudo, ainda consegui sair para tomar cerveja, encontrar alguns amigos, ir ao cinema (vi uns 3 ou 4 filmes)... Tá certo que abandonei algumas coisas, tipo os exercícios físicos e os médicos, o que me fez engordar um bocado e conviver com uma dor no calcanhar que não melhora. Mas sobrevivi. E com uma saúde até razoável.
Nesse meio tempo, andei conversando com algumas pessoas e a maioria delas falou que se ficasse no ritmo que eu estou por uma semana teria pirado, passado mal, etc. E acho que é verdade mesmo, porque umas 2 delas desmarcaram compromisso depois de trabalhar de 9 as 21.
Sei que tem muita gente que trabalha até mais do que eu. Eu mesmo já trabalhei mais do que atualmente, mas era um trabalho mais "mecânico" e não foi durante tanto tempo. Mas comecei a achar que não sou muito normal. Minha resistência está alta e acima da média. Tomara que eu consiga mantê-la assim por bastante tempo.
Quer dizer, tomara que eu consiga diminuir a quantidade de trabalho.
Eu estou morto, lógico. Dias que trabalho 12 horas são dias bons. Em dois meses (Julho e Agosto) a minha média foi 16 horas de trabalho por dia (inclusive nos finais de semana). E isso tudo numa pressão absurda. Tive princípio de gastrite, mas passou. Fiquei gripado 2 vezes, mas aguentei. Tive dores de cabeça e enxaqueca incontáveis vezes. Insônia já faz parte da minha vida. Mas estou vivo.
E, mesmo com isso tudo, ainda consegui sair para tomar cerveja, encontrar alguns amigos, ir ao cinema (vi uns 3 ou 4 filmes)... Tá certo que abandonei algumas coisas, tipo os exercícios físicos e os médicos, o que me fez engordar um bocado e conviver com uma dor no calcanhar que não melhora. Mas sobrevivi. E com uma saúde até razoável.
Nesse meio tempo, andei conversando com algumas pessoas e a maioria delas falou que se ficasse no ritmo que eu estou por uma semana teria pirado, passado mal, etc. E acho que é verdade mesmo, porque umas 2 delas desmarcaram compromisso depois de trabalhar de 9 as 21.
Sei que tem muita gente que trabalha até mais do que eu. Eu mesmo já trabalhei mais do que atualmente, mas era um trabalho mais "mecânico" e não foi durante tanto tempo. Mas comecei a achar que não sou muito normal. Minha resistência está alta e acima da média. Tomara que eu consiga mantê-la assim por bastante tempo.
Quer dizer, tomara que eu consiga diminuir a quantidade de trabalho.
6 de out. de 2014
Comentário desnecessário
Chegamos naquela fase do projeto que, depois de tantas reuniões com o cliente, ele virou amigão. Pelo menos é o que ele acha. Eu continuo tratando como cliente.§Mas eis que durante uma reunião o cliente comenta:
- Essa empresa é demais
- Hein?
(ele aponta para uma mulher da empresa)
- Ah, tá. - respondo
- Mas você não pode olhar. Você é casado. (detalhe: ELE é casado. Eu não)
- Eu não sou casado.
- Ó, achei que fosse. Já tá na hora, hein?
- É.
- Mas eu te entendo. Quando eu era solteiro e mais novo, eu era tão galinha que meu pinto até afinou.
Aí eu mudei de assunto. Informação demais. Sorte que n§ao tinha nenhuma mulher na sala na hora.
- Essa empresa é demais
- Hein?
(ele aponta para uma mulher da empresa)
- Ah, tá. - respondo
- Mas você não pode olhar. Você é casado. (detalhe: ELE é casado. Eu não)
- Eu não sou casado.
- Ó, achei que fosse. Já tá na hora, hein?
- É.
- Mas eu te entendo. Quando eu era solteiro e mais novo, eu era tão galinha que meu pinto até afinou.
Aí eu mudei de assunto. Informação demais. Sorte que n§ao tinha nenhuma mulher na sala na hora.
2 de out. de 2014
Vida de Gerente
O projeto está chegando na reta final. Como não poderia deixar de ser, a quantidade de trabalho está alta. E chega um momento no dia em que eu não posso fazer mais nada para ajudar o pessoal: agora é com a equipe. O que eu posso fazer é deixar o pessoal produzir. E, muitas vezes, tarde da noite, isso significa imprimir documentos, dobrar as plantas (já sou profissional), consertar impressora, trocar o rolo de papel da plotter, pedir pizza (é sério)...
"Nossa, gerente imprimindo documento e dobrando papel? Que absurdo!", você pode estar pensando (tenho certeza que alguns dos meus pares na empresa pensam assim). Eu não vejo problema nenhum. E digo mais: a equipe está se matando, não consigo entender como tem gente que vê isso e simplesmente vai embora, porque não é papel dele.
Amigo, VOCÊ é o responsável pelo resultado. Se as pessoas não entregarem, você que vai se ferrar. Mais: você acha que a equipe vai ficar feliz te vendo ir embora enquanto eles se matam? Acha, realmente, que eles vão continuar se matando? Posso estar errado, mas eu penso assim. Se eu posso ajudar, mesmo que seja com tarefas simples, por que não fazer? E, na minha cabeça, isso ainda mantém a equipe unida e focada na entrega.
E isso tem funcionado. Pelo menos até agora conseguimos cumprir todos os marcos e temos sido elogiados pelo cliente pelo cumprimento dos prazos (e olha que ninguém acreditava que conseguiríamos. Principalmente o cliente). Pode ser que as entregas teriam sido feitas de qualquer maneira, mas eu prefiro pensar que tem dedo meu nessa conquista.
E vamo que vamo, que agora falta pouco pra eu voltar a ter vida.
"Nossa, gerente imprimindo documento e dobrando papel? Que absurdo!", você pode estar pensando (tenho certeza que alguns dos meus pares na empresa pensam assim). Eu não vejo problema nenhum. E digo mais: a equipe está se matando, não consigo entender como tem gente que vê isso e simplesmente vai embora, porque não é papel dele.
Amigo, VOCÊ é o responsável pelo resultado. Se as pessoas não entregarem, você que vai se ferrar. Mais: você acha que a equipe vai ficar feliz te vendo ir embora enquanto eles se matam? Acha, realmente, que eles vão continuar se matando? Posso estar errado, mas eu penso assim. Se eu posso ajudar, mesmo que seja com tarefas simples, por que não fazer? E, na minha cabeça, isso ainda mantém a equipe unida e focada na entrega.
E isso tem funcionado. Pelo menos até agora conseguimos cumprir todos os marcos e temos sido elogiados pelo cliente pelo cumprimento dos prazos (e olha que ninguém acreditava que conseguiríamos. Principalmente o cliente). Pode ser que as entregas teriam sido feitas de qualquer maneira, mas eu prefiro pensar que tem dedo meu nessa conquista.
E vamo que vamo, que agora falta pouco pra eu voltar a ter vida.
29 de set. de 2014
Trabalhando muito III
Chego em casa por volta das 20:00 e o Veio fala:
- Chegou cedo hoje
- Pois é. Tô com dor de cabeça.
Só assim mesmo...
- Chegou cedo hoje
- Pois é. Tô com dor de cabeça.
Só assim mesmo...
29 de ago. de 2014
Trabalhando muito II
Chego em casa depois de 1 da manhã e o seguinte diálogo acontece:
- Foi beber?
- Não. Trabalho.
- Você está trabalhando muito. Precisa disso tudo?
Foi a PRIMEIRA vez que meu pai falou sobre excesso de trabalho comigo. Confesso que fiquei preocupado. Preciso repensar minha vida.
- Foi beber?
- Não. Trabalho.
- Você está trabalhando muito. Precisa disso tudo?
Foi a PRIMEIRA vez que meu pai falou sobre excesso de trabalho comigo. Confesso que fiquei preocupado. Preciso repensar minha vida.
27 de ago. de 2014
Trabalhando muito
Chego em casa, lá pras 10:30 (horário normal nos últimos tempos) e o Véio fala:
- Tá trabalhando 12 horas agora?
Sem nem pensar muito, respondo:
- Quem dera. Quando trabalho 12 horas é um dia tranquilo.
A fase tá foda...
- Tá trabalhando 12 horas agora?
Sem nem pensar muito, respondo:
- Quem dera. Quando trabalho 12 horas é um dia tranquilo.
A fase tá foda...
6 de jul. de 2014
Vivo
É, eu ando sumido. Não está dando tempo nem de deixar um ou outro post agendado por aqui, estou trabalhando até no final de semana. Tudo por causa de um projeto. Mas vamos de fatos rápidos
- Esta semana, em 4 dias (de segunda a quinta), eu trabalhei 60 horas. Foi o meu recorde nesta empresa (na época de consultoria eu acho que fiz mais que isso);
- Eu trabalhei em todos os jogos do Brasil. O escritório fechava, mas eu vinha pra casa e trabalhava, até mesmo durante o jogo. Só nessa sexta que eu não fiz isso e consegui ver o jogo com uns amigos;
- No domingo passado eu trabalhei de manhã e a tarde fui pra um churrasco. E os copos eram todos de cerveja do jogo do dia anterior (o do Brasil). Lembraram que eu fazia coleção e me deram um;
- Aliás, foi o segundo que eu ganhei. Teve uma amiga que foi num jogo da primeira fase e guardou um pra mim também (mas essa guardou só pra mim);
- Aproveitei uma promoção da Gol e um feriado em BH e resgatei uma passagem para Assunção, no Paraguai. Eu sei, lá não tem porra nenhuma, mas é uma dos 2 países da América do Sul que falta conhecer (Venezuela, Suriname e Guianas não contam) e estava MUITO barato (11 mil milhas). Aceito dicas do que fazer por lá (não da tempo de ir em nenhuma outra cidade longe, tipo as ruinas jesuitas ou as cataratas);
- Aproveitei uma outra promoção, dessa vez em um site de uma loja de eletrônicos de Zurique, e comprei um notebook novo. Custou 300 francos suíços (algo em torno de 800 reais com todas as taxas de cartão, entrega na casa da minha irmã e demais impostos suíços). Como agora eu não preciso de nada muito potente e dou mais importância para tamanho e peso (prefiro notebooks pequenos e leves - esse tem 11,6" e 1,3 kg com bateria), esse está ótemo. O probema é que a Véia que vai trazer e vai chegar no Rio, então vai demorar para eu conseguir pegar;
- Dia desses aí pra trás acordei com o pescoço travado e com as costas doendo. Tava sinistro, nã sentia tanta dor desde... bem, que eu me lembre desde quando tive úlceras em BSB (tentei achar o post, mas não achei). Mas minha meória já não é mais grandes coisas;
- O Veio ficou com inveja que eu troquei de carro e resolveu trocar o dele também. O começo da placa dele é muito legal: PUF. Enquanto isso a minha é maldita (que, por sinal, eu tinha decorado, mas já esqueci os números);
Bom, acho que é isso. Pouca coisa, eu sei, mas com a quantidade de tempo que estou passando no trabalho, não tem acontecido muita coisa na minha vida...
- Esta semana, em 4 dias (de segunda a quinta), eu trabalhei 60 horas. Foi o meu recorde nesta empresa (na época de consultoria eu acho que fiz mais que isso);
- Eu trabalhei em todos os jogos do Brasil. O escritório fechava, mas eu vinha pra casa e trabalhava, até mesmo durante o jogo. Só nessa sexta que eu não fiz isso e consegui ver o jogo com uns amigos;
- No domingo passado eu trabalhei de manhã e a tarde fui pra um churrasco. E os copos eram todos de cerveja do jogo do dia anterior (o do Brasil). Lembraram que eu fazia coleção e me deram um;
- Aliás, foi o segundo que eu ganhei. Teve uma amiga que foi num jogo da primeira fase e guardou um pra mim também (mas essa guardou só pra mim);
- Aproveitei uma promoção da Gol e um feriado em BH e resgatei uma passagem para Assunção, no Paraguai. Eu sei, lá não tem porra nenhuma, mas é uma dos 2 países da América do Sul que falta conhecer (Venezuela, Suriname e Guianas não contam) e estava MUITO barato (11 mil milhas). Aceito dicas do que fazer por lá (não da tempo de ir em nenhuma outra cidade longe, tipo as ruinas jesuitas ou as cataratas);
- Aproveitei uma outra promoção, dessa vez em um site de uma loja de eletrônicos de Zurique, e comprei um notebook novo. Custou 300 francos suíços (algo em torno de 800 reais com todas as taxas de cartão, entrega na casa da minha irmã e demais impostos suíços). Como agora eu não preciso de nada muito potente e dou mais importância para tamanho e peso (prefiro notebooks pequenos e leves - esse tem 11,6" e 1,3 kg com bateria), esse está ótemo. O probema é que a Véia que vai trazer e vai chegar no Rio, então vai demorar para eu conseguir pegar;
- Dia desses aí pra trás acordei com o pescoço travado e com as costas doendo. Tava sinistro, nã sentia tanta dor desde... bem, que eu me lembre desde quando tive úlceras em BSB (tentei achar o post, mas não achei). Mas minha meória já não é mais grandes coisas;
- O Veio ficou com inveja que eu troquei de carro e resolveu trocar o dele também. O começo da placa dele é muito legal: PUF. Enquanto isso a minha é maldita (que, por sinal, eu tinha decorado, mas já esqueci os números);
Bom, acho que é isso. Pouca coisa, eu sei, mas com a quantidade de tempo que estou passando no trabalho, não tem acontecido muita coisa na minha vida...
14 de jun. de 2014
Os males do Gerenciamento de Projetos
Eu sempre soube que levava a minha profisão para a vida pessoal. Tudo na minha vida é planejado, faço cronogramas até para viagens (quer dizer, agora nem tanto, mas já fiz). Identifico riscos a todos os momentos, faço análises de trade-off... É um inferno, mas faço sem nem pensar.
Na saga da retirada do Esparromóvel III, como eu falei no post anterior, fiquei uns 40 minutos esperando. Nesse meio tempo eu fiz algumas atividades burocráticas. A primeira, foi entregar o carro antigo. E quando você entrega, precisa assinar uma pancada de coisas. O véio precisava assinar também, porque o carro estava em nome dele. Ele pegou a papelada, assinou e me entregou. Eu peguei, li todas as cláusulas, questionei algumas, me deram respostas que eu não gostei muito, mas assinei.
O segundo passo era a assinatura de recebimento do carro novo. Me deram um monte de coisas para assinar. Eu li tudo, e um dos papeis era o de recebimento do carro e outro do checklist de recebimento. Esses eu assinei a contra-gosto. Afinal, eu não tinha recebido o carro e nem feito o check list. Mas assinei.
Entre eu assinar os papeis e efetivamente receber o carro, fiquei pensando em tudo o que poderia fazerem. Como estava demorando, só pensei o pior: poderiam falar que já me entregaram, que estava tudo ok no cheklist (e se não estivesse eu teria me fodido), que entregaram com todos os acessórios que eu comprei (e se faltasse algum eu também me fodia).
Aí que eu me toquei o tanto que meu nível de paranóia com assinaturas está alto. Hoje, eu assino muita coisa no trabalho. E em alguns casos, uma assinatura que eu der sem ler o que estou assinando pode custar um bocado de dinheiro para o meu projeto (um retrabalho, uma multa, um aceite de algo que não foi entregue). E eu acabei levando isso para a minha vida pessoal.
Eu sei que essas assinaturas sem ler são muito comuns nesse tipo de evento (compra e venda de carros). Eu mesmo recebi a nota fiscal do meu carro ANTES de ter feito o pagamento. Ou seja: eu PODERIA não ter pago o carro (lógico que ia dar merda, ia pra justiça e blábláblá, mas eu poderia). É muita confiança. Coisa que, infelizmente, eu não posso ter no meu trabalho.
O que me fez questionar: teria eu me tornado um filadaputa? Ou eu continuo fazendo as coisas certas (o que acho que é o mais provável), só passei a não confiar em ninguém? Espero que seja a segunda opção, mas espero mais ainda que isso tenha solução...
Oremos.
Na saga da retirada do Esparromóvel III, como eu falei no post anterior, fiquei uns 40 minutos esperando. Nesse meio tempo eu fiz algumas atividades burocráticas. A primeira, foi entregar o carro antigo. E quando você entrega, precisa assinar uma pancada de coisas. O véio precisava assinar também, porque o carro estava em nome dele. Ele pegou a papelada, assinou e me entregou. Eu peguei, li todas as cláusulas, questionei algumas, me deram respostas que eu não gostei muito, mas assinei.
O segundo passo era a assinatura de recebimento do carro novo. Me deram um monte de coisas para assinar. Eu li tudo, e um dos papeis era o de recebimento do carro e outro do checklist de recebimento. Esses eu assinei a contra-gosto. Afinal, eu não tinha recebido o carro e nem feito o check list. Mas assinei.
Entre eu assinar os papeis e efetivamente receber o carro, fiquei pensando em tudo o que poderia fazerem. Como estava demorando, só pensei o pior: poderiam falar que já me entregaram, que estava tudo ok no cheklist (e se não estivesse eu teria me fodido), que entregaram com todos os acessórios que eu comprei (e se faltasse algum eu também me fodia).
Aí que eu me toquei o tanto que meu nível de paranóia com assinaturas está alto. Hoje, eu assino muita coisa no trabalho. E em alguns casos, uma assinatura que eu der sem ler o que estou assinando pode custar um bocado de dinheiro para o meu projeto (um retrabalho, uma multa, um aceite de algo que não foi entregue). E eu acabei levando isso para a minha vida pessoal.
Eu sei que essas assinaturas sem ler são muito comuns nesse tipo de evento (compra e venda de carros). Eu mesmo recebi a nota fiscal do meu carro ANTES de ter feito o pagamento. Ou seja: eu PODERIA não ter pago o carro (lógico que ia dar merda, ia pra justiça e blábláblá, mas eu poderia). É muita confiança. Coisa que, infelizmente, eu não posso ter no meu trabalho.
O que me fez questionar: teria eu me tornado um filadaputa? Ou eu continuo fazendo as coisas certas (o que acho que é o mais provável), só passei a não confiar em ninguém? Espero que seja a segunda opção, mas espero mais ainda que isso tenha solução...
Oremos.
13 de abr. de 2014
Eu volteeeeeiiiii.... E agora é pra ficaaaaaaaaar....
Bom, pelo menos até me mandarem pro Rio novamente.
Sim, sim, queridos leitores, estou de volta a BH. Meu "contrato" no Rio acabou no final de fevereiro e depois das minhas merecidas férias voltei oficialmente para o escritório de BH. O que não quer dizer que eu não vá mais viajar. Só nas últimas duas semanas já fui ao Rio 2 vezes...
Logo que voltei de férias me falaram que eu ia ficar com uns 10 projetos e eu já estava maluco. Foi uma semana para começar a entender o que estava acontecendo em cada um deles. Mas aí.... me mudaram de projeto. E me deram um projeto que está pipocando problema. Mas pipocando MESMO.
E em uma semana eu não consegui ENTENDER todos os problemas. Vai demorar mais umas 2 semanas para eu ficar totalmente por dentro do projeto, mesmo trabalhando umas 11 horas por dia e também no final de semana. A minha "sorte" é que tem um feriadão na semana que vem e aí vou conseguir ler tudo o que me passaram com calma.
Mas eu não reclamo não. Quanto mais trabalho, melhor. Só reclamo que perdi uma semana lendo material de 10 projetos...
E torçam por mim.
Sim, sim, queridos leitores, estou de volta a BH. Meu "contrato" no Rio acabou no final de fevereiro e depois das minhas merecidas férias voltei oficialmente para o escritório de BH. O que não quer dizer que eu não vá mais viajar. Só nas últimas duas semanas já fui ao Rio 2 vezes...
Logo que voltei de férias me falaram que eu ia ficar com uns 10 projetos e eu já estava maluco. Foi uma semana para começar a entender o que estava acontecendo em cada um deles. Mas aí.... me mudaram de projeto. E me deram um projeto que está pipocando problema. Mas pipocando MESMO.
E em uma semana eu não consegui ENTENDER todos os problemas. Vai demorar mais umas 2 semanas para eu ficar totalmente por dentro do projeto, mesmo trabalhando umas 11 horas por dia e também no final de semana. A minha "sorte" é que tem um feriadão na semana que vem e aí vou conseguir ler tudo o que me passaram com calma.
Mas eu não reclamo não. Quanto mais trabalho, melhor. Só reclamo que perdi uma semana lendo material de 10 projetos...
E torçam por mim.
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