6 de out. de 2013

Checklist da casa

Como usuário do apartamento que a empresa aluga eu preciso assinar um termo de compromisso. E o termo de compromisso inclui uma lista de itens presentes na casa (que foi passado pela dona do apartamento quando ele foi alugado). E como eu não assino nada sem ler e ter certeza que está tudo certo, fui fazer uma conferência nos itens.

Tinha coisa pra caralho para conferir. Alguns lugares não tinha muita coisa para conferir, mas o meu quarto e a cozinha tinha muita tralha para conferir. Levei mais de uma hora para conferir tudo - e olha que o roomi me ajudou a conferir, senão era o dobro do tempo.

E enquanto eu fazia a conferência vi várias coisas bizarras, por exemplo:

- a mulher lista, com uma riqueza de detalhes incrível, um item de propaganda (2 pratos de porcelana pequenos escritos ouro verdes armazéns) e não coloca a coisa mais cara da casa, o piano. Ou seja: eu posso levar o piano embora;
- Aliás, o nível de detalhes chega a ser incrível. Olha o que a dona listou: em cima do filtro 03 caixinhas de fósforos com enfeites bordados;
- Teve outra que também me chamou a atenção 2 potes de sopa branco c/ floral azul na borda;
- Umas coisas meio absurdas, que ainda não entendi porque a mulher listou (Armário embutido, 1 pia de granito bege c/ torneira e cuba de inox);
- Esse eu achei sensacional: 01 enfeite de louça de cachorro;
- Ainda descobri que existe um tecido chamado Chenilli. E descobri que tem 2 colchas disso no meu quarto.

O pior de tudo é que mesmo com todo esse detalhe eu consegui descobrir coisas sobrando que não estão listadas (tipo o piano) e algumas outras coisas que nestão contadas 2 vezes (tipo o aspitador de pó e um armário na cozinha).

E descobri também que o meu quarto tinha 2 camas (uma delas foi parar no quarto de empregada), o que faz mais sentido agora para aquele quarto daquele tamanho e tão vazio.

Mandei as divergências para o pessoal do RH antes de assinar qualquer coisa, para não inventarem moda quando eu sair do apartamento.

3 de out. de 2013

Roomie Novo

Pois bem. Acabou o mês e o Roomie fois-se embora para BH. E no dia seguinte chegou o roomie novo. O Roomie novo também é de BH e sempre que eu olho pra ele eu lembro do Bressane (logo eu lembro de mim). Eu acho o cara muito parecido comigo fisicamente.

Nos primeiros dias, foi ótimo: eu saía e ele estava dormindo. Eu voltava e ele já tinha saído para o treino de krav magá. E quando ele chegava, ou eu já estava trancado no quarto ou ele se trancava no quarto para falar com a esposa.

Mas hoje ele não foi treinar, e quando eu cheguei ele já estava conversando com a patroa dele. Aí comecei a fazer a conferência dos itens presentes no apartamento (história para outro post) e no meio ele veio ver o que eu estava fazendo (e provavelmente puxar papo). Aí começou a me ajudar.

Terminamos a conferência (tem coisa pra caralho nesse apartamento) e eu vim para o mei quarto. E ele veio atrás, conversando. E eu descobri que ele é daquelas pessoas que gosta de ficar batendo papo. E que não tem desconfiômetro (ou então estava carente).

Eu dava indiretas, do tipo "preciso fazer a minha mala" e nada. Eu COMECEI a fazer a minha mala e nada. Eu ACABEI de fazer a minha mala e o cara na porta, conversando. A única forma do cara desconfiar foi quando eu falei "bom, voltar a trabalhar, né..." e liguei o computador.

O pior é que ele ainda ficou parado na porta, para ver se eu ia falar mais alguma coisa. Mas quando eu sentei e comecei a digitar ele entendeu e falou "beleza. Qualquer coisa eu tô aí".

Espero que seja só hoje. Eu não vou aguentar um cara que gosta de bater papo todo dia. Principalmente porque não tem muito mais o que conversar, já gastei tudo hoje....

30 de set. de 2013

I'm Mr. Wolf

Quem já viu Pulp Fiction certamente lembra do Mr. Wolf. Quem não viu (ou viu a tanto tempo que não lembra), vale a pena ver a cena abaixo (a qualidade do video está uma bosta).


Mr. Wolf, como ele diz quando se apresenta, resolve problemas. E atualmente é isso o que eu tenho feito.

A empresa tem um tamanho razoável. E como toda empresa maromeno grande, tudo demora para acontecer. Para piorar, 70% da empresa é formada por cariocas e, desculpem a siceridade, cariocas não gostam de trabalhar. O resultado disso tudo é uma empresa cheia de problemas que não são resolvidos.

O mais comum (comum MESMO) é um problema aparecer, quem descobriu o problema pede ajuda pra quem pode resolver o problema, e o assunto é esquecido. Quem descobriu o problema, passou a batata pra frente. Quem pode resolver o problema, deixa lá na caixa de coisas que "se alguém me cobrar muito eu resolvo". E aí os problemas ficam lá, mofando.

Só que eu não consigo ver um problema e não resolver. E desde que cheguei no Rio comecei a tentar resolver tudo o que aparece. E as pessoas, vendo que tem alguém que resolve os problemas, começaram a desenterrar tudo o que estava mofando nas gavetas. Com o final do ano fiscal (o ano fiscal da minha empresa encerra em setembro) a situação só piorou, porque é tudo para "hoje" (e no caso de hoje, era hoje MESMO).

E é problema de tudo quanto é tipo: devolução de apartamento funcional, leilão de mesas e cadeiras, doação de computadores, lançamentos errados no sistema corporativo... Qualquer coisa que tenha alguma ligação com custos, cai no meu colo. Às vezes, nem tem muita ligação não, mas cai no meu colo do mesmo jeito.

Isso, óbvio, está me fazendo trabalhar como um cão. Mas no final do dia, morto, a sensação de ter ajudado a empresa compensa.

Só preciso agora mudar o meu cartão de visitas e minha assinatura de email. No lugar do cargo, vou colocar "Problem Solver".

27 de set. de 2013

Colchão de primeira

Apesar de a casa nova existir há pouco mais de duas semanas, eu só dormi lá 4 noites (tirando esta semana). Afinal, na primeira semana eu ainda estava em hotel e só faltava uma noite ara eu voltar pra casa. A segunda semana eu fiquei lá de segunda a sexta (que são essas 4 noites). A terceira semana (a passada) eu estava em Jundiaí.

O colchão, teoricamente, é novinho. Mas é um dos mais baratos (e vagabundos) possível. De espuma, densidade 33. É tão vagabundo, mas tão vagabundo, que na PRIMEIRA semana, depois de ter sido usado 5 vezes (lembrem que o roomie dormiu nele uma noite, antes de eu chegar), ele já estava com "marcas" de corpo (tipo colchão MUITO usado de hotel).

Agora eu deito e o corpo já encaixa no colchão. E tento me mexer e fica desconfortável, porque ficam altos e baixos onde não deveriam (tipo um montinho no meio da coluna). O travesseiro não é muito diferente. Já está todo cagado, e parece que a espuma se defez.

E eu, que já não durmo muito bem normalmente, acabo dormindo muito pior e já acordo cansado.

Tô vendo que vou ter que comprar um colchão e um travesseiro novos.... Alguém tem idéia de quanto custa esse conjunto?

25 de set. de 2013

Vida sem TV e sem internet

Lembram que o quarto mal assombrado não tem mesa? Isso significa que o roomie usa o computador na sala, conversando com a esposa dele via skype. E lembram que só tem TV na sala? Pois é, isso significa que não dá pra ficar vendo TV agradavelmente (até porque o sofá não é dos mais confortáveis).

Para piorar, a TV a cabo é com canais muito básicos e NÃO tem ponto nos quartos. Eu juro que cogitei comprar uma TV pequena para por no quarto (ou até mesmo pegar uma da minha mãe que está parada), mas sem ponto de antena (nem mesmo a coletiva), não dá.

E para piorar de verdade, não tem internet. O máximo que dá pra fazer é usar o modem 3G da empresa, mas isso significa ficar carregando meu notebook todo dia pra casa, o que eu não curto muito porque acabo trabalhando.

Eu gosto de ver TV a noite, especialmente para dormir. Mas muitas das vezes é só para fazer barulho mesmo, eu nem presto muita atenção, mas acaba fazendo falta. Sem contar que me ajuda a pegar no sono. E quando não tem TV e no tem internet, sobram 3 opções:

1) Usar o tablet da Véia para jogar alguma coisa (entupi de jogos);
2) Ver um filme no tablet;
3) Ler um livro.

A opção 1 enjoa rápido. A opção 2 não tá muito fácil, porque estou chegando em casa tarde do trabalho, logo não dá pra ver um filme inteiro. A opção 3, bem, é um ótimo sonífero e eu consigo ler fantásticas 3 páginas, quando muito. O problema é que eu tenho levado tanta tralha de BH para o apartamento novo que não cabe um livro na mala ou na mochila (sério).

O que me resta é deitar e ficar rolando na cama no escuro dormir, pelo menos até eu conseguir estabilizar a vida na casa nova, o que deve levar pelo menos mais umas 2 semanas. O que tem sido muito difícil, dado que tem um bar bem em frente a minha janela.....

Alguém tem alguma dica aí para voltar à viver na idade da pedra?

23 de set. de 2013

Chiclete de Arroz

Essa receita eu inventei no final de semana passado. Abri a geladeira e os armários daqui de casa, vi o que tinha e resolvi colocar tudo junto na panela. No final vocês vão entender o nome da receita. Vamos aos ingredientes:


Primeiro escoe a água do atum em uma leiteira. Guarde a água, ela será útil.


Depois escoe a água das ervilhas. Pode deixar junto com a água do atum:


Lava o arroz e frita faria normalmente para preparar arroz. Eu uso azeite, mas funciona também com óleo de soja. Em paralelo, complete a quantidade de água na leiteira com a água de atum e ervilhas. Complete = tem que ter no total 2 unidades de água (copo, xicara, etc) para 1 unidade de arroz (tem que ser a mesma unidade, lógico). E mete a água no fogo.


E joga o atum e as ervilhas na panela junto com o arroz.


E mistura como se não houvesse amanhã.


E joga a água fervendo, como se fosse fazer um arroz normal, abaixando o fogo e semitapando a panela.

Nesse meio tempo, rala a mussarela. No meio do cozimento, joga um pouco de mussarela e batata palha por cima de tudo. Vai ficar assim:


Depois de tudo quase cozido, vai jogando o queijo e a batata palha e mistura. Quando acabar, vai ficar mais ou menos assim:


Como sempre, fica feio, mas fica muito gostoso. E como eu coloquei queijo pra cacete, ficou parecendo um chiclete, tudo grudado.

Ah, é, tem que colocar sal na água antes de ferver. Cuidado que o queijo, o atum e a batata palha já tem sal, então não pode exageirar.

Tempo de preparo: até o comecinho de Nameless do Subliminal Verses do Slipknot.

20 de set. de 2013

Para fechar a semana bem

Toda semana eu pego o mesmo vôo para voltar pra casa. Então já sei o processo para ir para o aeroporto: sai do escritório as 17:00. Fica mendigando um taxi até 17:15. Chega no aeroporto 17:35, por causa do trânsito. Faz o check in e vai para a sala de embarque, esperando uns 5 minutos até embarcar. Embarca como prioridade (smiles ouro), senta e apaga.

Só que a sexta-feira passada (13) foi corrida. Não parei um minuto. Corre pra cá, corre pra lá, reunião daqui, reunião dali. Quando vi, já era 17:15. Fechei o notebook, saí correndo do escritório e fui caçar um taxi. Tentei por 2 minutos, porque todos falaram que, por causa da manifestação, estava tudo parado.

Eu não queria perder o vôo, então tomei uma decisão: teria que ir a pé. Dá mais ou menos uns 2 km, caminhada tranquila. O problema é que eu tinha uns 20 minutos, uma mala pesada para arrastar (e as rodas dela estão agarrando) e um notebook nas costas. Ah, sim, e estava de roupa social.

Liguei o modo psicopata e fui arrastando a minha mala, quase correndo, pelas calçadas esburacadas do centro do Rio de Janeiro. Eu já estava com as costas molhadas de tanto suor (o notebook não ajuda) e sentindo a pança meio molhada. Quase chegando eu vi uns taxis, mas com certeza nenhum deles ia querer andar dois a três quarteirões para me deixar lá, e era a parte que o trânsito agarra.

Apertei mais ainda o passo e consegui chegar a tempo. Entrei no aeroporto pelo desemparque e fui caminhando por dentro. Olhei para o relógio e estava mais ou menos em cima da hora. Mas eu diminuí o passo um pouco e finalmente cheguei na fila de embarque. Quando parei, parece que todos os meus poros abriram e 1/3 da água do meu corpo saiu em forma de suor. Parecia que eu tinha corrido uma maratona de calor. E que tinha acabado de sair do chuveiro após tomar banho de roupa.

Consegui fazer o check in e a mulher falou "embarque imediato". E aí lá fui correndo para o avião.

Consegui pegar o vôo, mas ele ficou bem uns 20 minutos taxiando e esperando para decolar. Mas pelo menos consegui em BH quase no horário previsto. Mas aí o trânsito fez o resto do trabalho e só consegui pisar em casa 21:45. Para aí lavar a roupa, já que a passadeira vinha no dia seguinte.

Só espero que nunca mais tenha que sair correndo para o aeroporto novamente....

18 de set. de 2013

Roomie espertão

Pois bem. No último post contei que fui lá no apartamento e demarquei o território (esqueci de comentar que deixei uma apostila em cima da mesa, mas na foto dá pra ver). Para não correr riscos, no dia seguinte, uma sexta-feira, mandei um email para o cara que ia dividir o apartamento comigo, já que ele ia passar o final de semana no apartamento.

Eu já conhecia o cara, ele foi meu calouro na faculdade. Então fui bem direto e detalhado: "meu quarto é o da cama de solteiro. Já deixei um material que estou estudando lá, em cima da mesa". E relaxei, já que já tinha fincado a bandeirinha e demarcado o território.

Eis que na segunda feira seguinte, chego no apartamento já tarde da noite e encontro o cara saindo do apartamento. E vi que a luz do meu quarto estava acesa. Cheguei na porta e o cara já tinha montado acampamento lá. Eu só falei: "pô, vei, esse é o meu quarto. Até deixei a minha apostila.". E ele "ah, é? Confundi então. Achei que essa apostila fosse de alguém que tivesse esquecido aí. Vou tirar as minhas coisas".

E desfez tudo o que o que tinha arrumado no quarto e foi para o quarto mal assombrado.

Ele devia estar achando que eu ia amarelar quando visse o quarto todo arrumado. Juninho....

16 de set. de 2013

Habemus Casaum

Desde que fui para o Rio a minha empresa está tentando alugar um apartamento para que eu possa morar. Afinal, eu poderia dividir com mais uma pessoa e seria mais barato que hotel para 2 pessoas. Mas como os processos são complexos e apartamento no Rio de Janeiro não fica vago mais de 2 semanas, a situação não parecia que seria resolvida tão cedo.

Eu já tinha desistido do apartamento e estava gostando da idéia de ficar no hotel até o final do ano. Eu reacostumei a morar em um quarto e além disso tinha internet boa, academia e café da manhã. Além, lógico, da mágica do quarto auto-arrumável e auto-limpável.

Até que numa quinta-feira aí pra trás (deve ter umas 2 semanas) meu telefone tocou. Era a mulher do RH. Estava me ligando para avisar que finalmente o apartamento tinha sido alugado e que eu poderia pegar a chave no DP. E que no dia seguinte um cara iria ocupar o outro quarto e perguntou se eu queria passar lá antes para escolher o meu quarto. E assim eu fiz: catei a chave e saí correndo para o apartamento.

O lugar é bom, no Flamengo, pertinho do metro, para ir para o trabalho, e aterro, para fazer exercícios físicos. O prédio é velho, como tudo na zona sul do Rio, mas são só 2 apartamentos por andar, então parece ser tranquilo.

A mulher do RH falou que eram 3 quartos, então imaginei que teria uma suite. Entrei no apartamento e vi uma mesa gigante. Essa aí de baixo:


Entrei na sala e vi que tinha um sofá bacana, uma TV grande com "home theater" e....um piano. Sim, um piano. Saca só:


O próximo cômodo que entrei foi a cozinha. Tamanho razoável e bem equipada, com fogão, geladeira, mini-microondas e tudo mais que tem em uma casa comum.


Virando ali no final à esquerda, vi a área de serviço:


Ainda na área, um quarto de empregada com uma cama que bloqueava o armário. Parece ser novinha. Mas o quarto é MUITO pequeno, acho bem difícil alguém conseguir dormir ali.




Abri o banheiro de empregada e tive uma surpresa. MUITO bacana, recém reformado. Pequeno, é verdade, mas com acabamento muito bom.


Voltei para a sala e fui andando em direção dos quartos. O primeiro que eu encontrei foi esse aí embaixo. Gigante, mas sem nada. Só a cama, láááááá no canto, colado no ar condicionado. E milhares de armários nas paredes.




"OK. Vamos ver o próximo", pensei. E aí entrei num quarto que me levou de volta a 1930. Sério, tenho certeza que a velhinha que dormia lá morreu na cama e que o quarto é mal assombrado. Saca só:




Apesar de ser mais habitável, com mais coisas e até uma "mesa", não dava para dormir ali. Não só porque não tem ar condicionado, mas também porque era tudo muito velho e fedia a coisa velha. Eu não conseguiria dormir vendo aquele armário com cortininha e não imaginar filmes de terror.

Saí do quarto e vi um banheiro. Bem grande.




Aí comecei a procurar o terceiro quarto. Só faltava uma porta no corredor dos quartos, mas que parecia um armário. E eu abri e....era uma armário. "Peraí, aquele micro-quarto de empregada É um quarto? Caralho, quem vai dormir ali?", pensei.

Eu tinha então duas opções: dormir no quarto com cama de viúva, "mesa" e criados mudos, mas sem ar condicionado e mal assombrado (além de um cheiro ruim) ou dormir no quarto com cama de solteiro, com ar condicionado, mas sem porra nenhuma e 450 armários inúteis.

Deitei nas duas camas, eram iguais. Quer dizer, os colchões era iguais. A cama do quarto mal assombrado fazia muito barulho (afinal, o estrado tinha uns 60 anos). Ponto para o quarto vazio.

Andei de um lado para o outro, pensando em o que fazer. Eu SABIA que não poderia ficar no quarto mal assombrado. Verão no Rio sem ar condicionado não dá. Mas o outro quarto tinha ma cama de solteiro e só.

Cogitei levar a cama de viúva para o outro quarto. Ia dar muito trabalho e a cama era muito barulhenta ANTES de ser movida. Imagina depois....

Não tinha jeito, teria que ser o quarto vazio, com cama de solteiro. O que não é muito problema, já que estou solteiro. Mas eu precisava de mais alguma coisa no quarto, principalmente para usar o computador.

A primeira coisa que fiz foi jogar a cama no meio do quarto e roubar um criado mudo do quarto mal assombrado. Já melhorou, mas ainda faltava um lugar para usar o computador.

Cogitei arrancar as gavetas embaixo da parte aberta do armário e meter uma cadeira da sala ali, para usar de mesa. Ia ser desconfortável, mas poderia resolver o problema.

Indo para a sala passei pela cozinha e vi uma cadeira. Não precisava roubar da sala. E vi um baqueto também. Roubei os dois na alta para o quarto. E devolvi o criado mudo para o quarto mal assombrado.

Aí fiquei olhando para a mesa da cozinha, olhando, olhando.... Ia ser estranho ter 4 cadeiras sobrando na cozinha, mas poxa, ela ia ficar tão bacana no quarto..... Ia encaixar como uma luva. Foda-se, eu cheguei primeiro, eu vou morar 6 meses naquele apartamento e o outro cara só um mês. Catei a mesa e coloquei no meu quarto.

Aí ele passou disso:


Para isso:


Agora quase posso chamar de quarto. Falta só arrumar uma TV para colocar no buraco do armário (que com certeza foi feito para colocar uma TV).

Vamos ver se alguém vai morar no micro-quarto de empregada.


Ps. 1: O correto não é casaum, é domi. Favor não me xingar.
Ps. 2: as fotos estão ruins porque estava escuro e a bateria do meu celular estava acabando, então não podia usar o flash. Favor não me xingar.

14 de set. de 2013

Sindrome de Asperger

Ontem eu escrevi sobre o paradoxo do silêncio. Aí, em um cometário, o PG falou que a minha loucura tem nome: Síndrome de Asperger. Na hora fui para o google.

Nem perdi muito tempo não, já fui direto para os testes. O primeiro foi esse aqui. Resultado: 33. Que, consultando a tabela de gabarito, mostra que eu sou provavelmente altista. Saca só:

34 & up Autism likely
30 - 33 Possible autism
0 - 29 No autism

Ou seja: eu sou quase um autista.

Não satisfeito, fui fazer outro teste, mais completo.

O resultado não foi muito diferente não...

Seu índice Aspie: 108 de 200
Seu índice neurotípico (não autista): 109 de 200
Você aparenta ter traços tanto Aspie quanto neurotípicos (não-autista)

Mas pelo menos fala que eu não sou autista, só um pouco desregulado. E o mais legal desse teste é que dá um super gráfico com o resultado e um resultado completo, de milhares de páginas (ok, umas 6). Saca só o gráfico:


Ainda não consegui descobrir o que esse gráfico quer dizer, mas notem que "mania" é um dos maiores (e também um dos menores).

O mais legal é que, mesmo sem teste, eu vi que era meio autista há mais de um ano....

13 de set. de 2013

Paradoxo do silêncio

Durante 23 ou 24 anos da minha vida eu morei no beco, popularmente conhecido como apartamento da minha mãe em BH. E o Beco é um dos lugares mais silenciosos do mundo. O prédio é o último de rua sem saída e o apartamento ainda é de fundos.

Além deste isolamento, minha família nunca foi de interagir muito, além de ter horários incompatíveis: consigo pensar em uns 2 ou 3 ano em que eu e a minha irmã estudamos no mesmo período. Teve épocas, inclusive, que eu só a via nos finais de semana, porque ela fazia faculdade a noite e eu passava o dia no colégio e/ou faculdade.

Isso me fez se muito acostumado com o silêncio. E me fez passar a ter pânico de barulho. Não é aquele pânico que o pessoal tem de altura, aranha, cobra, etc. Eu simplesmente fico desnorteado quando estou em um ambiente muito barulhento. Desnorteado MESMO. A menos que seja um show, um bar ou algum outro lugar em que eu sei que vai ter barulho e eu QUERO que tenha barulho, eu fico desnorteado.

Festa de aniversário de criança, por exemplo, é para querer me matar. Aliás, não precisa muito. Se tiver mais de 2 pessoas falando ao mesmo tempo eu já começo a bater pino.

A principal razão é porque eu sempre quero prestar atenção em tudo em que está acontecendo à minha volta, e é impossível com muita gente falando ou muitas fontes de barulho. É muita informação para o meu cérebro processar.

Como eu não sou dos mais sociáveis, não sou muito de conversar com outras pessoas, especialmente as que eu não conheço. Juntou 20 pessoas falando ao meu redor, eu simplesmente "desligo". E em dias com eventos barulhentos, eu fico contando os minutos para que tudo acabe e o barulho acabe.

Um exemplo: um tempo atrás uma "prima" minha esteve em BH e ficou na casa da minha Tia. Ela veio com 3 crianças: 1, 4 e 7 anos (ou algo do tipo). Além das 3, ainda tinha o marido da minha "prima", a mãe da minha "prima" (não, não é a minha tia. Por isso as aspas) e o namorado dela. Como era almoço especial, ainda tinha meu pai, minha avó e minha tia, lógico. Ou seja: eram 10 pessoas.

Quando eu cheguei todos já estavam lá. Ao abrir a porta, foi uma visão do inferno: as crianças correndo, gritando, pulando e tentando interagir com todos. O neném, chorando. Os adultos, conversando paralelamente, sempre cruzando conversas na mesa. E eu lá, sem nenhum assunto, completamente louco com 10 fontes de barulho à minha volta.

Sem brincadeira, eu estava ficando maluco e pensando seriamente em dar uma volta na rua. Mas como seria muita falta de educação, aguentei firme e forte. E pensando quando aquele povaréu todo ia embora para pegar o avião.

Até que a hora chegou e eles foram embora. Meu amigos, foi um momento mágico. Eu ouvia as vozes se afastando, afastando, afastando... até sumirem completamente. E veio aquele silêncio sepulcral. Foram uns 2 minutos de paz. Parece que o meu cérebro ordenou que inundassem meu corpo com endorfina (ou qualquer outro hormônio de bem estar).

Mas apesar de gostar de silêncio e PRECISAR de silêncio, eu sempre preciso de algum barulho para fazer qualquer coisa. Sim, é um paradoxo. Mas não consigo fazer uma atividade em completo silêncio.

No trabalho, estou sempre com fone de ouvido (na maioria das vezes, é como EPI, por causa dos outros barulhos à minha volta). A música está lá, baixinha, quase inaudível, mas está lá.

Em casa, normalmente a TV está ligada. E algumas vezes ela está naquele canal inicial da TV a cabo, o de propagandas do pay-per-view e outros programas. E eu só vejo isso quando realmente paro para assistir a TV. Se eu estou no computador, a música está ligada. E às vezes a música E a TV.

Se eu estou no aeroporto, avião ou busão , o fone está nos ouvidos, normalmente com algum podcast.

E se eu estou sem nenhuma forte de barulho, coloco alguma música para "tocar" na minha cabeça. Sério, quando estou correndo, no metro ou dirigindo, por exemplo, sempre está lá uma música "tocando" na minha cabeça.

Mas vez ou outra eu entro no quarto, desligo todas as luzes, fecho a cortina, fecho a porta, deito, e fico lá, no escuro, só curtindo o silêncio total. E acho ótimo.

Não, eu não sou normal. Mas pelo menos eu admito isso.

11 de set. de 2013

Balde de água fria

Pela perdiascontenésima vez, resolvi voltar a me exercitar. Eu estava dormindo muito mal, engordando, estressado e sempre cansado, então precisava dar um jeito de deixar a energia extra em algum lugar que não fosse dentro do meu corpo. Como não gosto de academia, resolvi voltar a correr. E aproveitando que eu estava a 3 quarteirões da praia, nada melhor que a academia do hotel.

E assim eu fiz: coloquei uma bermuda, uma camisa surrada, meu tênis e subi um andar. Sim, eu estava um andar abaixo da academia. E eu não poderia ficar mais feliz: não tinha NINGUÉM. Subi na esteira e comecei caminhando, para aquecer os músculos e desenferrujar as articulações. E a cada passo que dava, olhava para o odômetro e o contador de calorias.

Fui aumentando a velocidade, até chegar ao ponto em que andar não era mais possível, eu tinha que trotar (não, não vou falar a velocidade, porque vocês vão rir). Eu estava lá, suando, bufando e sentindo cada músculo do meu corpo doer (em especial meu tornozelo esquerdo, aquele que ficou assim há uns 6 meses).

Já tinha corrido uns bons 30 minutos e pingava de suor. Olhei para o odometro, tinha "corrido" uns bons 3,5 km. Olhei para o "calorímetro" e o número que aparecia me deixou triste: 125 cal. Sério? Meia hora de sofrimento para CENTO E VINTE E CINCO CALORIAS??? Aquilo TINHA que estar errado. Completei uma hora de exercícios e tava lá, marcando 264 cal.

Parecia que eu tinha saído do banho de tanto suor, tudo doía (em especial o tornozelo) e eu tinha queimado DUZENTAS E SESSENTA E QUATRO CALORIAS? Eu fiquei puto. E enquanto ia para o quarto fui pensando: "só pode estar errado. Vou conferir na internet". Óbvio que no longo caminho de um andar de escada eu ESQUECI e só lembrei no dia seguinte, no metro.

No dia seguinte, fui repetir a dose. Fui na mesma esteira, coloquei a mesma velocidade e desta vez o calorímetro estava andando em um ritmo alucinante. No final da mesma hora, 800 calorias. Aí eu fiquei felizão. Aquele esforço todo tinha valido a pena. Mas eu sabia que 800 calorias era demais. Então resolvi procurar na internet quantas calorias uma hora de camincorrida gastava.

Sério, olhei em uns 5 ou 6 sites. TODOS falaram que o certo era o do dia anterior. Uma hora camincorrendo a 7 km/hora gasta umas 300 calorias. Isso considerando que quem é mais pesado (eu) acaba gastando mais. Foi um balde de água fria. Não iria perder a banha nunca nesse ritmo. Mas decidi que ia continuar com os exercícios pelo simples fato de que, bem, estava dormindo ligeiramente melhor. E de quebra cuidando um pouco da minha saúde.

Quem sabe, um dia, eu consiga aumentar a velocidade da camincorrida e queimar a banha de verdade. Só preciso conseguir manter os exercícios regulares, o que não está fácil....


Ps. Eu sei que acabei falando a velocidade que eu estava me arrastando. Foi só charme. Mas para quem não fazia exercícios há algum tempo, eu acho que está mais que bom.

9 de set. de 2013

Espaguete ao molho gorgonzola

Essa receita eu "inventei" já faz algum tempo, em alguma das vezes que o véio foi pras oropa e eu tive que me virar com o que tinha em casa. Eu estava numa vontade gigante de comer espaguete a carbonara, mas não tinha bacon em casa. Ao mesmo tempo, também estava com vontade de comer um risoto de gorgonzola e champignon, mas não tinha arroz. Solução: fazer um dois em um. Eis os ingredientes:


Começa ralando o gorgonzola. Usei maromeno uns 250g e talvez valha a pena usar um pouco mais, para dar mais gosto do queijo.


Depois, no mesmo recipiente, rala a mussarela. Mas não rala muito não, senão tira o gosto do queijo. É só pra dar liga.


Aí joga o creme de leite. Coloquei duas caixinhas de 200 ml. E mistura como se não houvesse amanhã.


E pra dar um gosto especial, joga 4 ovos. E também mistura como se não houvesse amanhã. Uma dica: quebre os ovos separadamente antes de colocar no recipiente com o resto dos ingredientes. Vai que o último dos ovos está podre, você perde o molho inteiro.


Dessa vez não tinha champignon pra colocar no molho, mas se você tiver, coloque que fica sensacional. E mexa mais uma vez. Dessa vez não precisa ser como se não houvesse amanhã, para não destroçar os cogumelos.

Molho pronto, hora de colocar a água pra ferver. A dica é colocar 1 litro pra cada 100g de macarrão e NÃO COLOCAR ÓLEO / AZEITE. Esses trecos no deixam que o molho grude direito no macarrão (palavra da minha avó e ela é italiana). Se botar muita água o macarrão não gruda. Não esqueça do sal.


A água ferveu, coloca o macarrão para cozinhar. Se você quebra o macarrão, um urso panda morre. Deixa ele do lado de fora, que ele vai amolecendo e você chucha a parte que ficou para fora dentro da panela. Eu tava com preguiça de cozinhar por umas 6 refeições, então fiz o pacote inteiro.


Quando o macarrão cozinhar, escorre a água, volta com o macarrão para a panela e joga o molho por cima. Vai colocando aos poucos e mexendo, para o molho pegar no macarrão inteiro. Deve ter mais molho que macarrão, o que é bom. Se vocẽ achar que ficou muito grosso, vai colocando leite aos poucos. Eu não precisei.

Deixa o macarrão com o molho um tempo no fogo baixíssimo, para o ovo cozinhar. E aí ele fica assim:


Não fica muito bonito, mas fica MUITO bom. E rende pra cacete, porque ele fica pesadão e ninguém consegue comer muito.

E logo depois de comer, vá para a esteira, porque essa porcaria é absurdamente calórica.

Tempo de preparo: até o meio de Virus of Life do Subliminal Verses do Slipknot.

6 de set. de 2013

Ateu, graças a Deus

Antes de começar: espero não ofender ninguém com esse post. E vou tomar o máximo de cuidado para não ofender. Mas por via das dúvidas, se você é muito religioso, acho que é melhor não ler este post.

Todo mundo aqui deve saber que eu sou ateu. Mesmo com a família do meu pai sendo muito religiosa (até pouco tempo atrás minha avó ia à missa toda semana. Agora ela não aguenta mais). A família da minha mãe é meio dividida: meu avô é espírita, minha tia virou depois de velha. Minha avó virou católica depois que teve câncer. Mas meus pais são católicos beeeeeeeem de leve. Além disso eu sempre estudei em colégios católicos (Marista e Santo Antônio). Mas nunca fui religioso.

Durante certo tempo da minha infância, eu até rezava, meio na onda da minha avó paterna, mas acho que nunca acreditei de verdade que havia alguém ouvindo. E era muito simples a razão: se existisse um deus, não teria tanta gente inocente passando fome e muito filhadaputa pecador rico e vivendo com tudo do bom e do melhor. Essa é a versão compacta, daria pra escrever uma tese sobre isso e porque eu não acredito.

Quando comecei a namorar Ex-Xuxu, ela era "ateu fêmea". Em algum momento da vida dela, ela encontrou um ser superior (sinceramente não sei dizer qual - e nem se é um só). E isso a fez sentir melhor. A Ex-Srta. Esparroman é muito religiosa e disse que conseguia sentir Deus próximo dela. E conversar com Ele a fazia bem.

Eu nunca senti isso. Sou um cara muito lógico e racional. Se eu não sinto, não existe. Simples assim. Mas isso é a MINHA opinião. Se você acredita e isso te faz bem, ótimo. Eu não tento te convencer que deus não existe. Não. Não é problema meu. E eu consigo conviver com você tranquilamente.

Mas tem gente que não consegue entender (ou aceitar) que alguém não acredite em deus. Ele TEM que te convencer que é um absurdo você ser ateu. E fica falando que você deveria conversar com ele, mesmo não acreditando. Que isso vai te fazer melhor. Caralho, seu eu não acredito, vou falar com QUEM? Se é para conversar, desabafar ou qualquer coisa do tipo, prefiro falar com alguém de carne e osso.

Eu não sofro preconceito por ser ateu. Nunca sofri (pelo menos não na minha cara, como sofrem os gays e negros). Mas um tempo atrás, fui em uma peça de stand up do Leandro Hassum (o gordinho do "caras de pau") e em um determinado momento ele começa a perguntar a religião de cada um da primeira fila. E eu estava na primeira fila. E quando falei que era ateu, o sujeito fez uma cara de "sério?".

Enquanto ele buscava alguma piada para fazer (acho que fui o primeiro ateu do show dele), alguém da platéia gritou "Aê! Ateu, porra!" (ou algo do tipo). E aí o ator começou a fazer piadas do cara que gritou. E no meio das piadas ele meteu até o demônio no meio. O que não faz sentido, porque se eu não acredito em deus, também não acredito no demônio. Mas beleza. Fato é que a cara dele de quando falei minha ateísse, senti que ele ficou incomodado. Não fiquei chateado, nem puto, só vi que tem muita gente que não aceita que você não acredite em deus.

Em resumo: sou ateu e não tento te convencer que deus não existe, então não tente me convencer que ele existe. E mais do que isso: aceite que existem pessoas que não acreditam em deus.


Ps. Texto mal escrito e sem conexão nenhuma entre parágrafos. É, eu já fui melhor nisso.

4 de set. de 2013

Getting Things Done

Eu sempre fui de fazer muitas coisa ao mesmo tempo. E eu sempre conseguia fazer tudo no prazo estimado. Mas de uns tempos pra cá, tem tido tanta coisa para eu fazer que eu começo 200 coisas e.....não termino nenhuma. Ou termino, mas bem depois do que eu deveria. Projetos pessoais então, ficaram totalmente de lado.

Aí a minha empresa resolveu dar um curso da metodologia Getting Things Done (GTD) e eu fui um dos escolhidos (ou seja: PERCEBERAM que eu não estou mais entregando no prazo). O treinamento é de um dia e eu vi que, se essa é a metodologia mais adequada, eu faço tudo errado.

O pior é que eu achava que eu fazia tudo da melhor forma possível. Tanto que tudo que o cara perguntava, eu fazia. Só que era para NÃO fazer. Exemplos?

Uso do calendário

- Quem aqui deixa no calendário só reuniões?
- Eu! Reunião no calendário, tarefas nas tarefas.
- Pois é, TUDO tem que estar no calendário. Você precisa reservar o tempo para fazer as coisas.


Cores no calendário

- Quem aqui usa cores para identificar coisas no calendário?
- Eu!
- Pois é, eu recomendo ter uma só, vermelho, para o que for parte do seu Big Rock.

Cores no inbox

- Quem aqui usa cores no inbox, para identificar emails?
- Eu! Uso pra quando estou sozinho no "Para" e outra para quando tem mais gente no "Para"
- Pois é, eu recomendo só para quando você está sozinho no "Para"

E assim foi o dia inteiro.....

Confesso que não está sendo fácil adequar meu modo de trabalhar ao modo que o cara indicou. Ver a minha agenda lotada me dá um certo pânico, mas estou seguindo o método. Quer dizer, estou seguindo mais ou menos.... Dei umas adaptadas, porque tinha coisa que eu não ia conseguir fazer nunca.

Mas uma coisa que eu fiz que está rendendo MUITO o meu dia foi tirar as notificações do outlook para todas as mensagens. Agora, só pisca se é email dos meus chefes (são 3...) ou do meu cliente direto (hoje é um só). Os demais, ficam lá para um dos 3 períodos que eu tenho para olhar email.

Meu dia tem rendido mais, é verdade, mas eu sou meio viciado em email e em qualquer oportunidade que eu tenho (entre tarefas) eu acabo dando uma olhadinha. Esse eu acho que vai ser o mais difícil de me desapegar....

Vamos ver se eu consigo entregar mais coisas em menos tempo.

2 de set. de 2013

Sentindo o próprio veneno

Durante a maior parte do tempo que trabalhei com consultoria, num passado meio distante (é tô véio), eu trabalhei com redução de despesas. E desde que eu entrei na minha empresa atual eu via a gordura escorrendo, mas não conseguia fazer nada, porque aquilo era normal para a diretoria.

Aí, depois de mais de 4 anos, meu chefe virou pica e me chamou para, finalmente, fazer um trabalho de redução de custos na empresa. E eu fui. E, cara, não é fácil....

Quando você é consultor, a diretoria tem a força para dizer que pagou caro por aquilo e que todo mundo precisa cooperar. Mas seundo eu, já conhecido de quase todo mundo, é MUITO mais difícil.

Mas isso não é o pior. Quando você é consultor, medidas impopulares não te afetam. Você dá a idéia, mas um outro cara vai lá dar a notícia triste para a empresa. E todo mundo fica puto, todo mundo reclama, mas não é com você, é com o cara que deu a notícia triste. Você não sofre nada, acabou o trabalho você vai embora.

No meu caso, não. Eu que sou o cara que vai dar a notícia triste para todo mundo. Eu que sou o cara que fica ouvindo todo mundo reclamar. E eu TAMBÉM sofro com as medidas impopulares que são tomadas. Pode ser coisa boba, mas que custa uma fortuna para a empresa (tipo aquela história da empresa de aviação que cortou a azeitona e economizou milhões - mentira, foi 40 mil).

Duvida? Quanto você acha que uma empresa gasta por ano com copos pláticos? E com café? Eu sei, isso não é nada comparado ao insumo principal da empresa (seja minério, petróleo, metal ou pessoas). Mas é melhor cortar essas coisas boas do que cortar pessoas, não acha? E 40 mil em um ano (a tal azeitona) significa o emprego de uma pessoa que ganha 1800 ronaldos por mês.

Só que as vezes o problema é muito maior que uma pessoa de 1800. E aí, amigos, é a parte difícil da história. Principalmente quando a economia está uma merda.

Tomara que as coisas melhorem...

19 de ago. de 2013

Prioridade, cadê?

Eu sempre viajei a trabalho e sempre foi por companhias diferentes, o que me fazia ter milhas espalhadas por diversos fidelidades aéreos e nunca ter me tornado um pica do pica a ponto de ter prioridades e mordomias. Só que nos últimos 12 meses eu viajei tanto que virei Safira na Azul, Ouro na Gol (quase diamante, já) e Azul na Tam. E passei a ter prioridades.

O problema é que ser prioridade no brasil não adianta de nada. Tirando o check in, que normalmente tem um "caixa" para os prioridades. Aliás, de vez em quando até colocam uma etiqueta dessa aqui na bagagem:


O grande problema é que as pessoas são muito mal educadas e não respeitam nada. É uma vontade tão grande de ser o primeiro a entrar no avião que até mesmo os idosos, incapacitados e grávidas se ferram. E isso é muito pior em Confins (em especial com a Gol), em que não fica ninguém controlando o portão de embarque, só a porta da ponte.

Hoje, por exemplo, antes de chamarem para embarque já tinha uma fila de umas 50 pessoas no portão. Quando chamaram as prioridades, a fila virou um bolo de gente (fila pra que, né?), que se espremeu pelo portão e fez uma fila gigante no corredor. Eu era o 100º, mais ou menos. E na minha frente tinha uma senhora de uns 70 anos...

Ah, e lembra daquela etiqueta bacana que colocaram na minha mala? Pois é, ela serviria para que a minha mala fosse uma das primeiras a sair, mas hoje ela foi a ÚLTIMA. Sim, de todas as malas existentes no porão do avião a minha foi a última a ser colocada na esteira (provavelmente a primeira a ser retirada do avião, mas isso não vale de nada).

Tantos anos de espera para conseguir ter prioridade e não conseguir usar. Fico com pena de quem precisa de verdade, não só nos aviões, mas em outros lugares como supermercados e transporte público. No meu caso com aviões, eu só quero sentar logo e começar a dormir, então não faz tanta falta.

17 de ago. de 2013

Ironia

Acabei de lembrar uma coisa interessante: entrei de férias compulsórias ontem (só no papel, pra variar). 30 dias. E hoje, um sábado, eu estou trabalhando. Amanhã, domingo, também vou trabalhar.

Irônico, não?

Hoje Estou...

... trabalhando... Desde 8 da manhã...

Não tá fácil, amigos.....

16 de ago. de 2013

Esparroman RECOMENDA: SwiftKey

Um bom tempo atrás, o Primo deu uma dica de um teclado que era sensacional, o SwiftKey. O teclado é fantástico: responde bem aos dedos rápidos e tem uma capacidade de correção de digitações erradas que parece mágica. Além disso, tem uma capacidade de aprendizado absurda, sugerindo, muitas vezes, a palavra que você quer digitar antes mesmo de você escrever qualquer coisa. Divida? Saca só o video deles:


Além de toda essa maravilha, ele tem o flow, que é parecido com o Swype, mas com toda a mágica de aprendizado, correção e "adivinhação" de palavras. Confesso que no flow não é tão mágico assim, mas pode ser porque eu havia colocado o inglês e o alemão como outras opções de língua. Ah, é, você não precisa chavear as línguas, ele identifica a língua que você está escrevendo....

O teclado é tão bom, mas tão bom, que eu COMPREI o aplicativo. São 4 ronaldos e eu estou me perguntando até agora por que eu não havia comprado antes. Eu tinha usado o trial uns 2 anos atrás, que não tinha o flow, e deve ter sido por isso. Mas agora, não tem mais desculpas!

Uma parte que eu gosto muito é a de estatísticas (nerd, sabe como é): mostra quantas palavras você digitou errado e ele corrigiu, quantas palavras ele previu, quantas letras você não teve que digitar, quantos metros você "flowou", além de um heatmap com a sua digitação (mostra onde você costuma digitar nas teclas). Queria mostrar aqui, mas como eu comprei o aplicativo hoje, as estatísticas estão todas em zero. A solução foi pesquisar no google:




Importante: não tem para iOS ("The SwiftKey app isn’t currently available for iOS devices, because Apple do not allow apps to change the on-screen keyboard.") e nem para Windows Phone (porque ninguém usa, hehe). Mas para quem usa android, recomendo muito, nem que seja a versão trial de 30 dias. E se você gostar, COMPRE. Vale cada centavo.

O problema é que você vai ficar mal acostumado e quando for digitar no computador vai ficar puto que o excel (ou qualquer outro programa) não está corrigindo o que você digitou errado....