12 de abr. de 2013

Terminando bem....

Depois do episódio do furto do Post anterior, tudo o que queríamos era ir embora, já que não tinha mais clima para nada. Mas não seria tão simples assim...

O dia começou assim: 5 e pouco da matina sinto uma dor absurda no estômago. Junto com a dor, vieram os problemas intestinais. Queria arrancar o estômago com a mão, para parar de doer. Como não dava, fui tomar banho para ir pro aeroporto.

Estava no banho, abaixei para pegar o shampoo e quando levantei bati a cabeça na torneira, que era pontuda. Imagina se doeu...

Tudo pronto, vamos para o aeroporto. Sem trânsito, chegamos quase 3 horas antes do voo. Vejo duas filas e perguntou para o atendente qual fila era. Ele perguntou o voo, falei, o cara fez cara feia e falou "seu voo foi cancelado. Vai praquela fila ali que vai te dar mais informações".

Fiquei UMA HORA E MEIA em pé, para falarem que o voo foi cancelado e que eu seria colocado no voo do dia seguinte (só tem um voo para o Brasil por dia) e que tudo seria pago pela LAN (hotel, almoço e jantar). Aí perguntei se ia caber todo mundo no voo, já que tinha gente no voo de amanhã também. A mulher falou que sim e eu entendi tudo....

E cá estou no hotel, longe de tudo, sem dinheiro, com um dia de férias perdido. Vou aproveitar para dormir tudo o que não dormi nos últimos dias.

E nunca mais piso na colômbia.

E aí furtaram meu pai...

Último do útil em bogotá, almoçando e o Veio resolve que quer levar café colombiano para o Brasil. Como já havíamos gasto quase todo nosso dinheiro colombiano, precisávamos trocar dólares por pesos.

Saímos do restaurante e começamos a caminhar para a casa de câmbio, que ficava a 2 quarteirões de onde estávamos. Em uma das esquinas que teríamos que atravessar a rua, tinha gente pra cacete e fui na frente do meu pai.

Chego na esquina e começo a procurar o veio. Vejo ele me chamando pedindo para pegar um lenço de papel na mochila dele, porque tinham cuspido nele.

Enquanto eu ajudava a limpar a cusparada, ele me explicou que sentiu alguma coisa e achou que fosse um pombo. Aí uma mulher ajudou a limpar, mostrando que tinha cuspe na mochila também.

Nesse meio tempo, um cara bem vestido nos avisou que isso era tatica de roubo. Comentei com o Veio que devia ser que enquanto o cara se limpa, deveriam roubar as mochilas. E continuamos a caminhar em direção a casa de câmbio.

Chegamos na casa de câmbio e o Veio começa a procurar a carteira. Não estava nos bolsos. Abriu a mochila e não estava na mochila. "Roubaram minha carteira", disse ele já desesperado.

Voltamos no restaurante, para conferir se não estava lá e no caminho comecei a tentar ver o tamanho do estrago. Fui perguntando "tinha documento? carteira de motorista, identidade, crm...". A resposta foi não, para tudo. Só tinha dinheiro (uns 50 a 60 reais em dólares e pesos) e três cartões de crédito.

A carteira não estava no restaurante, então voltamos correndo para o hotel para cancelar os cartões. No caminho, entendemos como era o esquema de roubo:

— Alguém cospe na pessoa
— Alguém encosta na pessoa e chama a atenção para um dos lados. No caso do meu pai, para o lado oposto do bolso onde estava a mão dele com a carteira
— A pessoa olha para o outro lado e tira a mão do bolso para se limpar
— O comparsa aproveita que a pessoa distraiu e rouba a carteira dela

Cancelados os cartões, ficamos puros, óbvio, e o Veio mais calmo. Mas o dia já estava perdido. Sorte que já era quase 3 da tarde e já não tinha muita coisa mais para ver.

A sorte é que ensinei o veio a separar dinheiro, cartões e documentos pelo corpo (parte na carteira, parte na mochila, parte na barrigueira), então a perda foi pequena.

Mas isso tudo me fez perceber que preciso levar uma cópia dos meus cartões para casos desse tipo. Isso salvou meu pai, porque tinha os telefones do banco e os números dos cartões.

E pelo menos foi no último dia.

1 de abr. de 2013

Melhorando...

Pois bem queridos leitores, a situação melhorou consideravelmente. O voo de ida realmente mudou para o horário mais tarde (não mudaram meu voo, o voo é que mudou de horário). Continuo puto que ninguém me avisou, mas não adianta chorar.

Mas aproveitei as horas de conexão para resolver o problema do voo de volta. Fui na loja da TAM, mostrei o bilhete para a mulher e ela fez uma cara de "alguém fez merda".

Ela olhou a reserva no sistema, viu que não tinha outro voo que passasse por santiago e perguntou: "vocês vão passar por santiago por alguma razão?". Respondi que não e que até preferia um voo direto.

Olha daqui, fuça dali e uns 10 minutos depois ela fala: "tem um voo direto, mas é dia 12 pela manhã". "Perfeito!" repondi. Ganho 10,5 horas, consigo dormir a noite, tomo café da manhã e ainda chego no mesmo horário que antes.

A moça fez as alterações necessárias, confirmou os voos comigo umas duas vezes e enrugou o novo eticket.

No fim das contas sai  o lucro.

Começando bem

Pois bem, queridos leitores, já iniciei a minha viagem de férias. Cá estou eu no aeroporto, aguardando o horário do voo. E lógico que tem pegadinhas. Sim, no plural.

Pegadinha 1: meu voo de ida, teoricamente, é internacional. Por conta disso a TAM me mandou chegar no aeroporto duas horas antes do voo. Assim eu fiz. E quando cheguei aqui descobri que esse primeiro trecho é nacional. Ou seja, perdi uma hora de sono.

Pegadinha 2: a Lan, que faz o trecho guarulhos - bogotá, alterou a hora do voo dela e não me avisou. Sim, simples assim. Mudaram e o problema é meu. Resultado: vou esperar quase SEIS HORAS em são paulo. Sem direito a nada, lógico.

Pegadinha 3: mudaram meu voo de volta, como eu falei aqui outro dia. Mas me avisaram da mudança só do primeiro voo, quando na verdade mudaram todos os voos. Mas foi tão bem feito que fico em santiago DOZE HORAS e chego em guarulhos quarenta minutos DEPOIS do meu voo para BH sair. Ainda não descobri como vão resolver isso. Vou aproveitar as milhares de horas em guarulhos hoje para tentar solucionar o problema.

Oremos....

29 de mar. de 2013

Férias!

E chegou o tão esperado dia. Depois de um ano de muito trabalho, muito stress, sofrimento, insônia, noites mal dormidas e viagens, finalmente entrei de férias.

Viajo segunda, mas ainda não tenho NADA planejado. Imagine o tamanho do meu pânico. Já comecei a aproveitar o feriado para fazer meus mapas loucos.

Vou ficar uns 20 dias sem aparecer por aqui, mas não fiquem tristes. Com certeza voltarei com histórias para contar. Não vou prometer bem vindos, porque sei que vão demorar para sair.

Agora deixa eu abrir o google maps aqui.....

24 de mar. de 2013

Pronto, mudei

Pois bem, queridos leitores, eu precisava resolver a minha vida, como comentei aqui outro dia. Faltavam 2 coisas para fazer: despachar as coisas da Veia pro Rio e levar as minhas tralhas para algum lugar.

A primeira das tarefas era simples: bastava ligar para a empresa que a Veia contratou para a mudança e combinar um dia e horário. Só que eu não tinha o telefone da empresa, só o email. Aí mandei um email falando que poderia sexta de manhã ou sábado qualquer horário, mas que confirmassem o dia e horário. Como não confirmaram nada, acabei esquecendo.

Chegou sexta e eu estava em uma das milhares de reuniões que eu ando fazendo. Aí meu telefone toca. Atendi e era um cara da empresa falando: "o pessoal está na porta da sua casa. Você não está lá?". Falei que não, porque não confirmaram nada. E o cara retrucou falando que eu tinha mandado o email combinando. Como essa conversa não ia dar em nada, saí correndo no meio da reunião e fui pra casa da Véia.

Tiraram tudo, me entregaram um recibo e foram embora. E eu voltei pro trabalho. Perdi 3 horas do dia, mas tudo bem. Nada que um almoço de 15 minutos e trabalho até 8 da noite não resolvesse.

Chegou sábado. Eu precisava fazer mágica para colocar um quarto inteiro em um armário da garagem da casa da minha tia. Encaixotei o que faltava, redistribui algumas coisas em caixas menores, levei tudo para a sala e.... era coisa pra caramba. "Não vai caber. Certeza".

Nesse meio tempo, foram buscar a minha cama, que eu doei. Eu falei que o melhor era desmontar a cama, mas o pessoal resolveu levar a cama montada, inteirinha, em cima de um uno. Sim. A cama inteira, com colchão e tudo, no teto de um UNO. Não quis nem ver como fizeram para colocar e amarrar a cama lá, nem saber como fizeram pra levar a cama no transito. Deixei o Véio lá com eles enquanto finalizava a minha mudança.

Coloquei tudo no carro do Véio (quase nao coube tudo no carro) e fui pra casa da minha tia. Olhei para as caixas, olhei para o armário (na verdade, olhei para a prateleira vazia do armário), olhei de volta para as caixas, soltei um "é...." e comecei a jogar tetris. No fim, coube tudo. Quer dizer, quase tudo. Tive que levar algumas coisas para a casa do Veio.

Na casa do Veio, fiz aquela bela limpeza nas gavetas da minha cama e no meu armario, sem dó, com desapego total. Abriu um espaço do tamanho do mundo. Não sabia que tinha tanta tralha lá também.

E aí consegui finalizar a mudança. Mas com a certeza de que chegou a hora de comprar um apartamento.

21 de mar. de 2013

Altos níveis de loucura

Cheguei em casa, abri a mochila e peguei o meu crachá da empresa. Demorou uns 10 segundos até eu perceber que eu não estava no trabalho e que eu precisaria da chave para abrir a porta de casa.

Preciso de férias.

20 de mar. de 2013

Nome Legal 2: o retorno

Quem lê o blog há mais tempo lembra de uma história que eu contei aqui do presidente de uma empresa que eu estava prestando consultoria que queria chamar a filha dele de Maria Ebitda.

Hoje, procurando o telefone de uma pessoa da minha empresa, descobri que existe uma Marina Margem.

Eu juro que dei uma gargalhada. Ninguém entendeu.

11 de mar. de 2013

A saga da mudança

Não sei se já comentei aqui, mas meus pais são separados desde que eu tenho 3 anos de idade. Quando se separam, cada um arrumou um canto para morar até conseguir comprar um apartamento. E os dois se mudaram em definitivo mais ou menos quando eu tinha 6 anos (e as casas deles são relativamente próximas, mas é coincidência).

Desde então, eu sempre tive 2 quartos completos, um em cada casa. E era tudo mais ou menos duplicado: duas camas, duas tvs, duas escrivaninhas, dois armários.... e roupa nas duas casas.

Eu morava na casa da minha mãe, até que ela surtou e expulsou minha irmã e eu de lá (detalhe: ela já morava no Rio há alguns anos quando fez isso). E largou o apartamento vazio, mas COMPLETO.

Na situação em que estávamos, mudamos eu e minha irmã para a casa do meu pai. Sabe como é, aquela coisa temporária até alugar um canto para morar.

Minha irmã mudou rápido, porque não aguentou viver com pais controlando a vida novamente. Eu estava na consultoria, então só ficava em casa nos finais de semana. E aí fui ficando, ficando, ficando.... E fiquei. Mesmo quando parei de viajar.

Uns 2 anos atrás, a veia surtou novamente e resolveu levar as coisas dela para o Rio (ela já morava lá há uns 5 anos, pelo menos). Foi na casa dela, botou quase tudo em um caminhão, e levou para o Rio.

E quando eu falo quase tudo, é porque ela deixou um monte de coisas aqui em BH: cama, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, freezer, entre outras coisas. E levou coisas que nunca iria usar, tipo a cortina da porta da sala, que era gigante.

E assim ficou o apartamento: semi vazio, fechado e com o meu quarto montado. Eu até fui lá encaixotar as minhas coisas, mas como não tinha pressão para desocupar, foi beeeeeeeeeeem devagar. E não terminei, porque não tinha mais caixa.

Aí a veia teve mais uma crise (dessa vez porque comprou um apartamento no rio e não dava para manter 3 apartamentos) e decidiu que era hora de alugar o de BH. E de uma hora para outra, desocupar o apartamento.

O problema é que ficou coisa pra caralho na primeira mudança. E ela não queria se desapegar de nada. E sobrou pra mim encaixotar, tirar luminárias, torneira da cozinha, chuveiro, desmontar cama, escrivaninha e tudo mais o que vocês imaginarem.

Ontem conseguimos deixar tudo em ponto de mudar. Quer dizer, tudo não: meu quarto ainda está semi-montado. Juro que não sei onde colocar tanta tralha (e nem a minha cama). Mas pelo menos essa semana sai tudo o que é da minha mãe do apartamento (adivinha quem vai acompanhar a mudança) e fica sobrando só as minhas coisas.

Agora, queridos leitores, começa a minha luta. Torçam por mim. E se alguém conhecer algum lugar para colocar tralha, me avise aí nos comentários.

9 de mar. de 2013

Auto-censura

Pois bem, queridos leitores, como vocês perceberam, eu tenho postado bem pouco no blog. Falta de tempo, falta de assunto, assuntos sigilosos... Mas normalmente tem acontecido pouca coisa na minha vida.

Mas essa semana ferveu. Vários assuntos novos. Alguns, sigilosos (tipo o CEO da minha empresa pedir demissão - agora eu já posso comentar, porque é público), outros não sigilosos, mas que eu não posso postar aqui. E não posso comentar porque não sei se as pessoas envolvidas lêem o blog ou não.

E chega a ser curioso, porque quando eu criei este blog, em 2006, a idéia era poder escrever o que eu quisesse, sobre qualquer assunto da minha vida, e ninguém ficaria sabendo. Era ótimo: eu reclamava como se não houvesse amanhã, o que me poupou diversas úlceras.

Aí um dia, já bêbado, comentei com minha amiga Consultora (que me iniciou nesse mundo de blogs, com o do Primo) que eu também estava escrevendo. Aí o Primo descobriu meu blog, sabe-se lá como (nem ele lembra). E aí ele fez um post apontando para o meu blog e MUITA gente veio me visitar. Poucos continuaram (uns 2), mas eram pessoas que ou me conheciam, ou sabiam onde eu trabalhava.

E também teve o boom do blogcamp. Conheci muita gente (inclusive Ex-Xuxu) e algumas leram meu blog. Só Ex-Xuxu deve continuar lendo até hoje. E Ex-Xuxu também trouxe um ou outro leitor, quando ela ainda blogava.

Fato é que eu não conheço todo mundo que lê o blog. E conheço algumas pessoas que lêem. Por conta disso, tem coisas que eu não posso escrever.

Hoje eu entendo que não posso falar muito do trabalho, pois pode ter gente do trabalho que lê. Mesmo não sendo assunto sigiloso, pode ser alguma coisa que pode dar problema. Também não posso falar muito de situações que envolvam outra pessoa (como a tentativa frustrada de namoro que eu tive ano passado). Vai que a pessoa lê aqui coisas que não deve (ou não gosta de eu ter escrito alguma coisa sobre ela).

Resumindo este post mal escrito, que eu não vou revisar por pura preguiça: o blog perdeu o sentido. CLaro que há várias situações que poderiam ter vindo para cá e eu simplesmente esqueci, mas não posso nem mais reclamar de tudo o que eu gostaria.

Mas fiquem tranquilos, eu não vou parar de escrever. Sempre que der, vou dar uma passada por aqui, nem que seja para repostar fotos do instagram, como fiz outras vezes (apesar que nem lá eu tô colocando coisa mais).

Então é isso. Reclamem aí nos comentários.

7 de mar. de 2013

Esparroman RECOMENDA muito: CWMoney

Para quem lê o blog há mas tempo sabe que controlo meus gastos. Comecei em 2006, com um programa genérico. O programa era bom, mas não tinha tudo o que eu precisava e o banco de dados era fechado. Ou seja, não dava para fazer análises mais profundas dos lançamentos.

Aí aproveitei a minha desalocação em 2007 e desenvolvi o Super Controlador de Gastos. Ele era muito bom e tinha tudo o que eu precisava. O problema é que ele ficava só no meu notebook (na época, no notebook da consultoria) e era uma merda, porque tinha que anotar as despesas em um papel e depois colocar lá.

Em algum momento que não lembro quando foi, resolvi transformar a base de dados (um access porco) em planilhas excel e migrá-la para o Google Docs. Era lindo, poderia usar em qualquer computador, mas teria que estar com algum computador perto. Eu continuava anotando em papéis, mas acabava esquecendo uma coisa ou outra, o que tornava o sistema falho.

Quando eu viajei para o Chile, então, foi uma merda. Anotar tudo, mas quando voltei de viagem estava rolando um turbilhão no trabalho e não tive tempo de colocar todas as despesas na planilha. Aí fui deixando pra depois e quando fui ver tinha SEIS MESES que eu não anotava nada. Vi que o GDocs não era a melhor opção.

Como eu sempre ando com o celular, resolvi que era hora de utilizá-lo para realizar o controle das despesas. Pensei em desenvolver um aplicativo, mas a falta de tempo era grande e a preguiça era maior ainda. Resolvi catar algum aplicativo pronto no Google Play. Foi difícil pra caralho encontrar, pois nenhum tinha nem metade das coisas que eu precisava. Mas consegui: encontrei o CWMoney.


O programa é MUITO completo. Pra começar, tem controle de despesas e de receitas. Coisa que eu acho bem importante, já que não tenho só uma fonte de receitas (tem salário, reembolso de viagens, aplicações, etc).


Outra coisa boa é que ele permite colocar muita informação para classificar suas despesas/receitas. Você pode colocar categoria de gastos, com suas respectivas subcategorias, conta e projeto. E o melhor: ele já vem com os itens mais comuns de cada um dessas classificações, mas você pode configurar cada uma delas. Eu, por exemplo, mudei absolutamente todas. A única coisa ruim é que as categorias/subcategorias/contas/projetos não aparecem em ordem alfabética, são listados na ordem que você os cadastra.

Ele também permite que você tire fotos e associe ao gasto (uma nota fiscal, por exemplo), grave algum som (você falando o nome do lugar, ou o que comeu, por exemplo) e/ou associe a algum lugar no GPS. Nunca usei nada disso, mas pode ser útil para alguém.


Outra coisa legal é que ele já tem alguns gráficos para você fazer uma análise rápida dos seus gastos/receitas: por mês, por semana e por categoria. E também permite que você exporte o banco de dados (para backup, por exemplo). Na versão paga você ainda pode exportar para CSV, Excel e mais uma pancada de coisas. Mas o banco de dados exportado é aberto, então um programinha porco de SQL resolve.

Também dá para fazer pesquisas por data em cada conta, para saber quais seus gastos (ou então clicar nas categorias abaixo do gráfco, para ser mais rápido).

Outro ponto muito bom é que você pode definir orçamentos para cada uma das categorias e ir acompanhando os gastos com uma barrinha que vai sendo preenchida à medida que seus gastos são lançados. Não dá pra reclamar de falta de controle.

A segurança é boa: você pode colocar uma senha para entrar no programa. E para evitar que você tenha que colocar a senha toda vez que for lançar alguma coisa, há um widget para lançamentos rápidos.

Eu achei absurdamente completo e não vi nada que faltasse no programa. Também tem muitas opções para personalizar o programa. Claro que faria pequenas mudanças se o código fosse meu (como ordenar as listas de categorias alfabeticamente), mas é perfumaria.

Recomendo MUITO e tem tanto para Android (versão grátis e a paga, com alguns itens a mais) e para iOS (acho que só pago).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

6 de mar. de 2013

Análise de gastos

Dia desses aí pra trás precisei comprar um sapato novo. Fazia MUITO tempo que eu não comprava sapatos, então resolvi olhar a minha planilha de controle de gastos QUANDO foi que eu havia comprado meu último sapato. E o resultado me assustou: 15/08/2009. Também me assustou o valor que paguei na época: R$ 79,90.

Mas o que mais achei legal desta história foi saber que a minha planilha de controle de gastos (que já foi um programa que eu mesmo desenvolvi, depois virou uma planilha no GDocs e hoje é um aplicativo no celular - mais informações em breve) foi útil (por exemplo: descobri que cortei o cabelo 3 vezes desde agosto de 2012).

Aproveitei para ver como estou gastando o meu dinheiro. Usei os dados do aplicativo (comecei a usar em Agosto de 2012), porque é bem mais confiável. Saca só o resultado (não me julguem pelo gráfico, fiz no OpenOffice):


Conclusões rápidas:

- Almoçar na rua todo dia é caro (ainda bem que recebo ticket). E jantar em viagens também (essas são reembolsadas);
- Buteco está no meio de Comida e Bebida. Corresponde a 20% do valor;
- Viajar muito custa caro. Ainda bem que a empresa me reembolsa os hotéis;
- A parte de transportes é basicamente custo com pasagem de avião e taxi. As passagens são minhas e do véio para a Colômbia/Equador. Os taxis são de viagens pela empresa;
- Notem que gasto pouco com carro. A maior parte é IPVA e seguro;
- Em compensação gasto muito com anuidades (CREA e Sindicato, basicamente).

Se algum dia precisar cortar gastos, consigo saber de onde tirar.

E você, faz algum controle dos seus gastos? Sabe para onde está indo seu dinheiro?

4 de mar. de 2013

Meu primeiro special

Eu uso bastante o Foursquare. Tá certo que sou uma criatura de hábitos e vou sempre nos mesmos lugares, mas praticamente todo lugar que vou dou um check in. E nunca tinha ganho um special (acho que não é muito difundido aqui no Brasil - talvez em São Paulo).

Até que, numa ida ao bar oito (depois de ter ido 200 vezes), apareceu que se eu desse mais dois check ins eu liberava o special. Duas semans depois, dei o check in e ganhei um drink. Sex on the beach.

Como eu não tomo essas porcarias, disponibilizei para a mesa, para quem quisesse tomar.

Mas achei bacana o pessoal começar a disponibilizar specials para os clientes que são fieis ao lugar.

28 de fev. de 2013

Foi só eu postar....

...sobre a minha viagem que recebo um email da TAM. Mudaram meu vôo de volta. Anteciparam em meia hora.

Mas pra quem tá cagado, o que é um mais peidinho?

27 de fev. de 2013

Colômbia, aí vou eu

Em meados de outubro eu decidi que precisava tirar férias com urgência. Como eu não conseguiria tirar férias antes de dezembro (os projetos estavam pegando fogo) e janeiro e fevereiro são meses absurdamente caros, decidi que viajaria em março.

Apesar de viajar muito, minhas milhas estão espalhadas por todas as companhias aéreas que imaginar (sem considerar que eu viajava muito de Trip antes dela ser comprada pela azul, quando não dava milhas). Então eu só conseguiria viajar para a américa do sul.

Dos países que eu não conheço, dois me chamavam alguma atenção: colombia e quito. Venezuela, bolivia e paraguai não estão na minha lista de prioridades e o uruguai não é caro o suficiente para gastar milhas.

Pois bem. Decidido o lugar, esperei chegar janeiro para poder solicitar o resgate de passagens pela TAM (tem que ser 3 meses antes). Janeiro chegou e lá fui eu comprar a passagem.

Como é vôo LAN, não teria como comprar pelo site, entâo tive que ir até uma loja para fazer o resgate. Fui logo depois do ano novo e...não tinha passagens por milha. E não tinha dia nenhum, de meados de fevereiro até o final de março. Fiquei muito puto e reclamei em tudo quanto é lugar. Claro que não adiantou nada.

Eu sempre olhava com alguma frequência se tinha aparecido alguma passagem e nada. Já tinha até desistido de viajar e estava olhando o que existia na venezuela ou algum outro lugar que a TAM me levaria. Até que chegou o carnaval.

Era terça de carnaval. Umas 8 da noite. Eu já tinha procurado tudo o que poderia ser feito em todos os lugares onde a TAM vai e nada tinha me chamado a atenção. Aí resolvi ligar na TAM para ver se tinha aparecido alguma passagem, mas só para deixar a consciência limpa.

Liguei e claro que não tinha. Mas por alguma razão desconhecida pedi para olharem se tinha em Abril. O cara olhou e...TINHA. Na primeira semana. 2 lugares. Fantástico. Pedi para olhar a volta na semana seguinte. E...não tinha.... Aí o atendente, muito atencioso, pediu um momento. Fuçou daqui, olhou de lá e achou uma passagem passando por Lima.

Eu nem acreditei. Mas eu não podia resgatar as passagens, porque o véio ia junto e eu não sabia se em abril dava para ele ir. Como ele estava nas oropa, já era mais de meia noite, não dava para ligar para ele (até porque ia acordar ele, minha irmã, meu cunhado e a minha sobrinha recem nascida).

Mandei um email para ele pedindo urgência. Milagres carnavalescos existem e ele respondeu quase na hora. Ele topava. Me passou todos os dados dele para que eu pudesse solicitar a passagem.

"Amanhã cedinho passo na loja da TAM", disse eu. Isso porque pelo telefone não dá para resgatar a passagem de 2 pessoas diferentes cada uma utilizando a sua milhagem.

Quarta feira de cinzas chegou e eu acordei cedo pra cacete (umas 7 da manhã). Tudo isso para estar na loja 8 da manhã. Mas eu esqueci de quarta-feira de cinzas nada funciona antes de meio dia. Fiquei amanhã inteira ligando para as lojas, vendo se alguma delas tinha aberto. Cogitei até ir ao aeroporto de confins, mas vi que era loucura.

Nesse meio tempo, liguei de volta para a TAM, para confirmar se ainda tinha a tal passagem. Não tinha mais. Fiquei puto. Passou maisum tempo, tentei novamente. Tinha, mas era uma cornoviagem que passava por todas as capitais da america do sul. Mais de 28 horas de viagem. "Foda-se", pensei.

Uma delas abriu. Saí dirigindo como um louco e cheguei na loja 10 minutos depois. Entrei na loja e...na loja não tem como emitir passagem por outra pessoa. Ou seja: eu não poderia emitir as passagens para o meu pai, mesmo com todas as informações dele. O cara falou que pelo tefefone dava.

Liguei para mais umas 3 lojas para ver se alguma delas não seguia esse procedimento, mas não adiantou. Não tinha jeitinho brasileiro.

Voltei correndo pra casa (depois de pagar CINCO REAIS de estacionamento, por 15 minutos) e já fui ligando para a TAM. Não me perguntem porque diabos eu não liguei da loja mesmo, pelo celular. Acho que estava com muito sono para pensar nisso.

Pois bem. Liguei e...não tinha mais a passagem. Fiquei puto novamente. Tentei ligar novamente. Novamente não tinha. Perguntei se tinha saindo de Quito. Também não tinha. Perguntei se tinha passando por Lima, Santiago, Buenos Aires... A atendente achou uma por Santiago, mas seria bacana: saia de bogota meia noite, ia para Santiago, 8 horas de espera, vai para guaruhos. Mais 6 ou 7 horas de espera e chega em BH meia noite do dia seguinte. 25 horas de viagem.

Mais uma vez liguei o foda-se e falei para a atendente resgatar a passagem. Aí a mulher fez o meu resgate e já fez a reserva em nome do véio. As duas passagens estavam lá. Só que as taxas foram um absurdo, já que passava por meio mundo. Fazer o que...

Fiquei felizão. Aí comecei a olhar passagens para Medelim e Quito. Olhei por tudo quanto é lugar que vocês podem imaginar. Estava tudo muito caro. Mas depois de tanta luta, mais uma vez liguei o foda-se e comprei as passagens.

E agora eu vou para Bogota, Medelim e Quito. Só faltam os hotéis e fazer os meus mapas loucos.

Alguém aí é louco como eu e já foi a estas cidades para dar dicas?

25 de fev. de 2013

Pego de surpresa

Era sexta-feira. Eu estava cansado. Tinha trabalhado pra caralho durante a semana. 7:00 tocou o meu despertador. Olhei para ele e pensei: "vou dormir mais meia hora" e adiei o despertador.

7:30 ele tocou. Levantei, cambaleante de sono, e fui tomar banho. Olhei no espelho e a barba estava consideravelmente grande. Não a fazia deste quarta pela manhã. Pensei "ah, hoje não tenho nenhuma reunião, não vou encontrar cliente, vou trabalhar no modo ogro". E entrei no banho.

Cheguei no escritório e antes mesmo de sentar na minha mesa um cara da comercial veio correndo em minha direção, falando:

- Ou, você tem alguma reunião hoje de manhã?
- Não, respondi.
- E você tá muito fudido hoje?
- Nada mais que o normal.
- Beleza, tem uma reunião comercial daqui meia hora, de prospecção, lá em contagem. Dá pra você ir?
- Porra, véi, podia ter avisado antes. Nem barba eu fiz.
- Ah, não esquenta. Tem problema não.

Lógico que tem problema. Imagina ir fazer uma reunião com cliente, primeiro contato, no modo ogro. Cogitei ir em casa, mas não daria tempo. Pensei durante 2 segundos e não tinha outra saída: teria que me barbear no banheiro do escritório.

Fui na farmácia da esquina, comprei o barbeador mais barato que tinha, voltei e entrei no banheiro de deficientes (que é uma casinha para só uma pessoa).

"Não posso me molhar", pensei. Tirei a camisa, pendurei no registro de entrada de água, molhei a cara e comecei a passar a lâmina na cara. 5 milimetros depois desisti. Olhei para o sabão, daqueles de espuma, enchi a mão e esfreguei na cara. Tentei novamente a lâmina e foi menos sofrido.

Pouco depois eu estava pronto. Com o pescoço sanguando em 3 ou 4 lugares (o barbeador era realmente muito ruim), lavei o rosto, sequei com papel toalha e coloquei a camisa de volta.

Saí do banheiro como se nada tivesse acontecido e fui para a tal reunião, que foi até boa.

E agora eu tenho um barbeador na mesa e outro na mochila, para eventos como esse.

11 de fev. de 2013

Rapidinhas de Carnaval

- Para começar, descobri que existe um... sei lá o nome, existe um povo que troca a letra de clipes para contar o que está acontecendo no video. O melhor exemplo que eu vi foi esse aqui:


- A stella artois agora é fabricada no brasil. Bem que eu reparei que estava mais barata e pior do que antigamente;
- Meu chefe mudou. O antigo ganhou um cargo maior e um outro gerente do escritório assumiu o lugar dele;
- Ganhei 2 novos projetos. Pequenininhos. Confesso que não lembrava como era ter projetos de 2 meses e uma pessoa em cada um;
- Esses dois projetos juntos tem valor total menor do que eu costumo faturar por mês em cada um meus outros projetos. Assustei quando percebi isso;
- Na sexta eu tive uma reunião como o novo chefe e ele me mandou folgar quinta e sexta de carnaval. Falou que eu estou trabalhando demais e preciso de descanso;
- Realmente eu estou uma pilha de estresse. Os projetos de Manaus não acabam nem fudendo (apesar de já termos entregue tudo, o cliente que nâo quer terminar o contrato) e agora chegou aquela fase em que só vem problema para resolver;
- Ainda não consegui descobrir para onde vou nas minhas férias. Me recuso a pagar por passagens tendo tanta milha sobrando. Maldita TAM que não vai para Bogotá;
- Mudando de assunto, hoje revi um drink no inferno. Não lembrava de ser tão ruim;
- Ando com tanta preguiça que as coisas que eu PRECISO fazer estão acumulando a ponto de uma semana não ser suficiente para resolver. Imagina as que eu GOSTARIA de fazer;
- O carnaval de BH está uma bosta. Até uns 2 ou 3 anos atrás era lindo: podia-se andar pelado na rua sem ser incomodado. Agora, com esses blocos, a cidade está cheia. Hoje de manhã peguei até engarrafamento;
- Agora que eu jogo futebol regularmente eu comecei a sentir o peso de tantos anos sem fazer esportes: a cada semana doi um lugar diferente. Duas semanas atrás torci o tornozelo e, como não fui ao médico ver o que aconteceu, continua doendo;
- E o papa renunciou. Não sabia que isso era possível;
- A samsung liberou a atualização do Jelly Bean para o S2 no brasil antes de boa parte da europa. Adivinha se eu estou feliz;
- Aliás, estou quase colocando uma ROM não oficial no meu telefone. Não aguento mais essa demora para atualiação;
- Virei um especialista em massas desde que o Véio foi pras oropa. Cada semana uma receita diferente;
- A propósito, o Véio está para voltar. Minha irmã está quase se matando por causa disso;
- Minha sobrinha não pára de chorar. Minha irmã está quase se matando por causa disso.

Bom, é isso. Minha memória anda ruim, como sempre, então estou deixando metade das coisas que iria escrever pra trás.

19 de jan. de 2013

Mundo Pequeno

Uns 2 meses atrás o fiscal de um dos meus projetos mudou. Passou a ser uma mulher aqui de Minas. Uma mulher baixinha, gordinha e brava. Quando vi a tal mulher pela primeira vez, pensei "conheço essa mulher de algum lugar", mas como não consegui lembrar de onde, deixe pra lá.

Até que essa semana, no meio de uma reunião com ela, ela falou alguma coisa da faculdade dela e "plim", lembrei de onde a conhecia. Lá no longínquo ano de 2003, em um desses encontros nacionais estudantis, uma das responsaveis pea organização era uma menina pequena, magrinha e brava. De 2003 a 2013 a tal menina formou, dobrou de tamanho, e virou minha fiscal.

O resto da reunião inteira eu fiquei pensando: "caralho, como que eu não reconheci antes?". Tá certo que ela era magrinha e hoje é maior que eu, mas pô, não existem muitas mulheres que fazem automação. Ainda mais na faculdade que ela cursou.

E eu lembrei também que eu tinha uma foto com ela, tirada neste longínquio 2003. Acabou a reunião (quase 9 da noite) e eu fui correndo para casa catar a foto com a mulher, para mostrar para o pessoal do projeto.

Revirei meu HD externo, meus CDs de backup e não achei a foto. Até achei a pasta com as fotos daquele encontro, mas estavam faltando várias fotos (só tinha as fotos começadas com 1, tipo 1, 10 a 19 e de 100 a 199).

Mas ainda assim comentei com o pessoal que conhecia ela. E ninguém acreditou que ela era magrinha....

6 de jan. de 2013

Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós

Comentei outro dia que minha sobrinha nasceu. Pois bem, o Véio foi lá pra Suiça ajudar a minha irmã nesse período de adaptação à vida de mãe. E vai ficar lá DOIS meses. DOIS meses sem ele aqui me ligando todo dia.

Para melhorar ainda mais a minha situação, minha tia também vai viajar e vai ficar UM mês fora. O problema dela não é nem tanto ficar me ligando, mas ela vem aqui em casa e fica fuxicando as coisas. Limpa num se o que, muda tudo de lugar...

Eu nem acredito que vou ficar tanto tempo "de folga". Muito bom.

O lado ruim é que a Véia fica me apurrinhando com coisas da Lentilha, como se eu, daqui, pudesse fazer alguma coisa....