Cheguei em casa, abri a mochila e peguei o meu crachá da empresa. Demorou uns 10 segundos até eu perceber que eu não estava no trabalho e que eu precisaria da chave para abrir a porta de casa.
Preciso de férias.
21 de mar. de 2013
20 de mar. de 2013
Nome Legal 2: o retorno
Quem lê o blog há mais tempo lembra de uma história que eu contei aqui do presidente de uma empresa que eu estava prestando consultoria que queria chamar a filha dele de Maria Ebitda.
Hoje, procurando o telefone de uma pessoa da minha empresa, descobri que existe uma Marina Margem.
Eu juro que dei uma gargalhada. Ninguém entendeu.
Hoje, procurando o telefone de uma pessoa da minha empresa, descobri que existe uma Marina Margem.
Eu juro que dei uma gargalhada. Ninguém entendeu.
13 de mar. de 2013
11 de mar. de 2013
A saga da mudança
Não sei se já comentei aqui, mas meus pais são separados desde que eu tenho 3 anos de idade. Quando se separam, cada um arrumou um canto para morar até conseguir comprar um apartamento. E os dois se mudaram em definitivo mais ou menos quando eu tinha 6 anos (e as casas deles são relativamente próximas, mas é coincidência).
Desde então, eu sempre tive 2 quartos completos, um em cada casa. E era tudo mais ou menos duplicado: duas camas, duas tvs, duas escrivaninhas, dois armários.... e roupa nas duas casas.
Eu morava na casa da minha mãe, até que ela surtou e expulsou minha irmã e eu de lá (detalhe: ela já morava no Rio há alguns anos quando fez isso). E largou o apartamento vazio, mas COMPLETO.
Na situação em que estávamos, mudamos eu e minha irmã para a casa do meu pai. Sabe como é, aquela coisa temporária até alugar um canto para morar.
Minha irmã mudou rápido, porque não aguentou viver com pais controlando a vida novamente. Eu estava na consultoria, então só ficava em casa nos finais de semana. E aí fui ficando, ficando, ficando.... E fiquei. Mesmo quando parei de viajar.
Uns 2 anos atrás, a veia surtou novamente e resolveu levar as coisas dela para o Rio (ela já morava lá há uns 5 anos, pelo menos). Foi na casa dela, botou quase tudo em um caminhão, e levou para o Rio.
E quando eu falo quase tudo, é porque ela deixou um monte de coisas aqui em BH: cama, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, freezer, entre outras coisas. E levou coisas que nunca iria usar, tipo a cortina da porta da sala, que era gigante.
E assim ficou o apartamento: semi vazio, fechado e com o meu quarto montado. Eu até fui lá encaixotar as minhas coisas, mas como não tinha pressão para desocupar, foi beeeeeeeeeeem devagar. E não terminei, porque não tinha mais caixa.
Aí a veia teve mais uma crise (dessa vez porque comprou um apartamento no rio e não dava para manter 3 apartamentos) e decidiu que era hora de alugar o de BH. E de uma hora para outra, desocupar o apartamento.
O problema é que ficou coisa pra caralho na primeira mudança. E ela não queria se desapegar de nada. E sobrou pra mim encaixotar, tirar luminárias, torneira da cozinha, chuveiro, desmontar cama, escrivaninha e tudo mais o que vocês imaginarem.
Ontem conseguimos deixar tudo em ponto de mudar. Quer dizer, tudo não: meu quarto ainda está semi-montado. Juro que não sei onde colocar tanta tralha (e nem a minha cama). Mas pelo menos essa semana sai tudo o que é da minha mãe do apartamento (adivinha quem vai acompanhar a mudança) e fica sobrando só as minhas coisas.
Agora, queridos leitores, começa a minha luta. Torçam por mim. E se alguém conhecer algum lugar para colocar tralha, me avise aí nos comentários.
Desde então, eu sempre tive 2 quartos completos, um em cada casa. E era tudo mais ou menos duplicado: duas camas, duas tvs, duas escrivaninhas, dois armários.... e roupa nas duas casas.
Eu morava na casa da minha mãe, até que ela surtou e expulsou minha irmã e eu de lá (detalhe: ela já morava no Rio há alguns anos quando fez isso). E largou o apartamento vazio, mas COMPLETO.
Na situação em que estávamos, mudamos eu e minha irmã para a casa do meu pai. Sabe como é, aquela coisa temporária até alugar um canto para morar.
Minha irmã mudou rápido, porque não aguentou viver com pais controlando a vida novamente. Eu estava na consultoria, então só ficava em casa nos finais de semana. E aí fui ficando, ficando, ficando.... E fiquei. Mesmo quando parei de viajar.
Uns 2 anos atrás, a veia surtou novamente e resolveu levar as coisas dela para o Rio (ela já morava lá há uns 5 anos, pelo menos). Foi na casa dela, botou quase tudo em um caminhão, e levou para o Rio.
E quando eu falo quase tudo, é porque ela deixou um monte de coisas aqui em BH: cama, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, freezer, entre outras coisas. E levou coisas que nunca iria usar, tipo a cortina da porta da sala, que era gigante.
E assim ficou o apartamento: semi vazio, fechado e com o meu quarto montado. Eu até fui lá encaixotar as minhas coisas, mas como não tinha pressão para desocupar, foi beeeeeeeeeeem devagar. E não terminei, porque não tinha mais caixa.
Aí a veia teve mais uma crise (dessa vez porque comprou um apartamento no rio e não dava para manter 3 apartamentos) e decidiu que era hora de alugar o de BH. E de uma hora para outra, desocupar o apartamento.
O problema é que ficou coisa pra caralho na primeira mudança. E ela não queria se desapegar de nada. E sobrou pra mim encaixotar, tirar luminárias, torneira da cozinha, chuveiro, desmontar cama, escrivaninha e tudo mais o que vocês imaginarem.
Ontem conseguimos deixar tudo em ponto de mudar. Quer dizer, tudo não: meu quarto ainda está semi-montado. Juro que não sei onde colocar tanta tralha (e nem a minha cama). Mas pelo menos essa semana sai tudo o que é da minha mãe do apartamento (adivinha quem vai acompanhar a mudança) e fica sobrando só as minhas coisas.
Agora, queridos leitores, começa a minha luta. Torçam por mim. E se alguém conhecer algum lugar para colocar tralha, me avise aí nos comentários.
9 de mar. de 2013
Auto-censura
Pois bem, queridos leitores, como vocês perceberam, eu tenho postado bem pouco no blog. Falta de tempo, falta de assunto, assuntos sigilosos... Mas normalmente tem acontecido pouca coisa na minha vida.
Mas essa semana ferveu. Vários assuntos novos. Alguns, sigilosos (tipo o CEO da minha empresa pedir demissão - agora eu já posso comentar, porque é público), outros não sigilosos, mas que eu não posso postar aqui. E não posso comentar porque não sei se as pessoas envolvidas lêem o blog ou não.
E chega a ser curioso, porque quando eu criei este blog, em 2006, a idéia era poder escrever o que eu quisesse, sobre qualquer assunto da minha vida, e ninguém ficaria sabendo. Era ótimo: eu reclamava como se não houvesse amanhã, o que me poupou diversas úlceras.
Aí um dia, já bêbado, comentei com minha amiga Consultora (que me iniciou nesse mundo de blogs, com o do Primo) que eu também estava escrevendo. Aí o Primo descobriu meu blog, sabe-se lá como (nem ele lembra). E aí ele fez um post apontando para o meu blog e MUITA gente veio me visitar. Poucos continuaram (uns 2), mas eram pessoas que ou me conheciam, ou sabiam onde eu trabalhava.
E também teve o boom do blogcamp. Conheci muita gente (inclusive Ex-Xuxu) e algumas leram meu blog. Só Ex-Xuxu deve continuar lendo até hoje. E Ex-Xuxu também trouxe um ou outro leitor, quando ela ainda blogava.
Fato é que eu não conheço todo mundo que lê o blog. E conheço algumas pessoas que lêem. Por conta disso, tem coisas que eu não posso escrever.
Hoje eu entendo que não posso falar muito do trabalho, pois pode ter gente do trabalho que lê. Mesmo não sendo assunto sigiloso, pode ser alguma coisa que pode dar problema. Também não posso falar muito de situações que envolvam outra pessoa (como a tentativa frustrada de namoro que eu tive ano passado). Vai que a pessoa lê aqui coisas que não deve (ou não gosta de eu ter escrito alguma coisa sobre ela).
Resumindo este post mal escrito, que eu não vou revisar por pura preguiça: o blog perdeu o sentido. CLaro que há várias situações que poderiam ter vindo para cá e eu simplesmente esqueci, mas não posso nem mais reclamar de tudo o que eu gostaria.
Mas fiquem tranquilos, eu não vou parar de escrever. Sempre que der, vou dar uma passada por aqui, nem que seja para repostar fotos do instagram, como fiz outras vezes (apesar que nem lá eu tô colocando coisa mais).
Então é isso. Reclamem aí nos comentários.
Mas essa semana ferveu. Vários assuntos novos. Alguns, sigilosos (tipo o CEO da minha empresa pedir demissão - agora eu já posso comentar, porque é público), outros não sigilosos, mas que eu não posso postar aqui. E não posso comentar porque não sei se as pessoas envolvidas lêem o blog ou não.
E chega a ser curioso, porque quando eu criei este blog, em 2006, a idéia era poder escrever o que eu quisesse, sobre qualquer assunto da minha vida, e ninguém ficaria sabendo. Era ótimo: eu reclamava como se não houvesse amanhã, o que me poupou diversas úlceras.
Aí um dia, já bêbado, comentei com minha amiga Consultora (que me iniciou nesse mundo de blogs, com o do Primo) que eu também estava escrevendo. Aí o Primo descobriu meu blog, sabe-se lá como (nem ele lembra). E aí ele fez um post apontando para o meu blog e MUITA gente veio me visitar. Poucos continuaram (uns 2), mas eram pessoas que ou me conheciam, ou sabiam onde eu trabalhava.
E também teve o boom do blogcamp. Conheci muita gente (inclusive Ex-Xuxu) e algumas leram meu blog. Só Ex-Xuxu deve continuar lendo até hoje. E Ex-Xuxu também trouxe um ou outro leitor, quando ela ainda blogava.
Fato é que eu não conheço todo mundo que lê o blog. E conheço algumas pessoas que lêem. Por conta disso, tem coisas que eu não posso escrever.
Hoje eu entendo que não posso falar muito do trabalho, pois pode ter gente do trabalho que lê. Mesmo não sendo assunto sigiloso, pode ser alguma coisa que pode dar problema. Também não posso falar muito de situações que envolvam outra pessoa (como a tentativa frustrada de namoro que eu tive ano passado). Vai que a pessoa lê aqui coisas que não deve (ou não gosta de eu ter escrito alguma coisa sobre ela).
Resumindo este post mal escrito, que eu não vou revisar por pura preguiça: o blog perdeu o sentido. CLaro que há várias situações que poderiam ter vindo para cá e eu simplesmente esqueci, mas não posso nem mais reclamar de tudo o que eu gostaria.
Mas fiquem tranquilos, eu não vou parar de escrever. Sempre que der, vou dar uma passada por aqui, nem que seja para repostar fotos do instagram, como fiz outras vezes (apesar que nem lá eu tô colocando coisa mais).
Então é isso. Reclamem aí nos comentários.
7 de mar. de 2013
Esparroman RECOMENDA muito: CWMoney
Para quem lê o blog há mas tempo sabe que controlo meus gastos. Comecei em 2006, com um programa genérico. O programa era bom, mas não tinha tudo o que eu precisava e o banco de dados era fechado. Ou seja, não dava para fazer análises mais profundas dos lançamentos.
Aí aproveitei a minha desalocação em 2007 e desenvolvi o Super Controlador de Gastos. Ele era muito bom e tinha tudo o que eu precisava. O problema é que ele ficava só no meu notebook (na época, no notebook da consultoria) e era uma merda, porque tinha que anotar as despesas em um papel e depois colocar lá.
Em algum momento que não lembro quando foi, resolvi transformar a base de dados (um access porco) em planilhas excel e migrá-la para o Google Docs. Era lindo, poderia usar em qualquer computador, mas teria que estar com algum computador perto. Eu continuava anotando em papéis, mas acabava esquecendo uma coisa ou outra, o que tornava o sistema falho.
Quando eu viajei para o Chile, então, foi uma merda. Anotar tudo, mas quando voltei de viagem estava rolando um turbilhão no trabalho e não tive tempo de colocar todas as despesas na planilha. Aí fui deixando pra depois e quando fui ver tinha SEIS MESES que eu não anotava nada. Vi que o GDocs não era a melhor opção.
Como eu sempre ando com o celular, resolvi que era hora de utilizá-lo para realizar o controle das despesas. Pensei em desenvolver um aplicativo, mas a falta de tempo era grande e a preguiça era maior ainda. Resolvi catar algum aplicativo pronto no Google Play. Foi difícil pra caralho encontrar, pois nenhum tinha nem metade das coisas que eu precisava. Mas consegui: encontrei o CWMoney.

O programa é MUITO completo. Pra começar, tem controle de despesas e de receitas. Coisa que eu acho bem importante, já que não tenho só uma fonte de receitas (tem salário, reembolso de viagens, aplicações, etc).

Outra coisa boa é que ele permite colocar muita informação para classificar suas despesas/receitas. Você pode colocar categoria de gastos, com suas respectivas subcategorias, conta e projeto. E o melhor: ele já vem com os itens mais comuns de cada um dessas classificações, mas você pode configurar cada uma delas. Eu, por exemplo, mudei absolutamente todas. A única coisa ruim é que as categorias/subcategorias/contas/projetos não aparecem em ordem alfabética, são listados na ordem que você os cadastra.
Ele também permite que você tire fotos e associe ao gasto (uma nota fiscal, por exemplo), grave algum som (você falando o nome do lugar, ou o que comeu, por exemplo) e/ou associe a algum lugar no GPS. Nunca usei nada disso, mas pode ser útil para alguém.

Outra coisa legal é que ele já tem alguns gráficos para você fazer uma análise rápida dos seus gastos/receitas: por mês, por semana e por categoria. E também permite que você exporte o banco de dados (para backup, por exemplo). Na versão paga você ainda pode exportar para CSV, Excel e mais uma pancada de coisas. Mas o banco de dados exportado é aberto, então um programinha porco de SQL resolve.
Também dá para fazer pesquisas por data em cada conta, para saber quais seus gastos (ou então clicar nas categorias abaixo do gráfco, para ser mais rápido).
Outro ponto muito bom é que você pode definir orçamentos para cada uma das categorias e ir acompanhando os gastos com uma barrinha que vai sendo preenchida à medida que seus gastos são lançados. Não dá pra reclamar de falta de controle.
A segurança é boa: você pode colocar uma senha para entrar no programa. E para evitar que você tenha que colocar a senha toda vez que for lançar alguma coisa, há um widget para lançamentos rápidos.
Eu achei absurdamente completo e não vi nada que faltasse no programa. Também tem muitas opções para personalizar o programa. Claro que faria pequenas mudanças se o código fosse meu (como ordenar as listas de categorias alfabeticamente), mas é perfumaria.
Recomendo MUITO e tem tanto para Android (versão grátis e a paga, com alguns itens a mais) e para iOS (acho que só pago).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Aí aproveitei a minha desalocação em 2007 e desenvolvi o Super Controlador de Gastos. Ele era muito bom e tinha tudo o que eu precisava. O problema é que ele ficava só no meu notebook (na época, no notebook da consultoria) e era uma merda, porque tinha que anotar as despesas em um papel e depois colocar lá.
Em algum momento que não lembro quando foi, resolvi transformar a base de dados (um access porco) em planilhas excel e migrá-la para o Google Docs. Era lindo, poderia usar em qualquer computador, mas teria que estar com algum computador perto. Eu continuava anotando em papéis, mas acabava esquecendo uma coisa ou outra, o que tornava o sistema falho.
Quando eu viajei para o Chile, então, foi uma merda. Anotar tudo, mas quando voltei de viagem estava rolando um turbilhão no trabalho e não tive tempo de colocar todas as despesas na planilha. Aí fui deixando pra depois e quando fui ver tinha SEIS MESES que eu não anotava nada. Vi que o GDocs não era a melhor opção.
Como eu sempre ando com o celular, resolvi que era hora de utilizá-lo para realizar o controle das despesas. Pensei em desenvolver um aplicativo, mas a falta de tempo era grande e a preguiça era maior ainda. Resolvi catar algum aplicativo pronto no Google Play. Foi difícil pra caralho encontrar, pois nenhum tinha nem metade das coisas que eu precisava. Mas consegui: encontrei o CWMoney.
O programa é MUITO completo. Pra começar, tem controle de despesas e de receitas. Coisa que eu acho bem importante, já que não tenho só uma fonte de receitas (tem salário, reembolso de viagens, aplicações, etc).
Outra coisa boa é que ele permite colocar muita informação para classificar suas despesas/receitas. Você pode colocar categoria de gastos, com suas respectivas subcategorias, conta e projeto. E o melhor: ele já vem com os itens mais comuns de cada um dessas classificações, mas você pode configurar cada uma delas. Eu, por exemplo, mudei absolutamente todas. A única coisa ruim é que as categorias/subcategorias/contas/projetos não aparecem em ordem alfabética, são listados na ordem que você os cadastra.
Ele também permite que você tire fotos e associe ao gasto (uma nota fiscal, por exemplo), grave algum som (você falando o nome do lugar, ou o que comeu, por exemplo) e/ou associe a algum lugar no GPS. Nunca usei nada disso, mas pode ser útil para alguém.
Outra coisa legal é que ele já tem alguns gráficos para você fazer uma análise rápida dos seus gastos/receitas: por mês, por semana e por categoria. E também permite que você exporte o banco de dados (para backup, por exemplo). Na versão paga você ainda pode exportar para CSV, Excel e mais uma pancada de coisas. Mas o banco de dados exportado é aberto, então um programinha porco de SQL resolve.
Também dá para fazer pesquisas por data em cada conta, para saber quais seus gastos (ou então clicar nas categorias abaixo do gráfco, para ser mais rápido).
Outro ponto muito bom é que você pode definir orçamentos para cada uma das categorias e ir acompanhando os gastos com uma barrinha que vai sendo preenchida à medida que seus gastos são lançados. Não dá pra reclamar de falta de controle.
A segurança é boa: você pode colocar uma senha para entrar no programa. E para evitar que você tenha que colocar a senha toda vez que for lançar alguma coisa, há um widget para lançamentos rápidos.
Eu achei absurdamente completo e não vi nada que faltasse no programa. Também tem muitas opções para personalizar o programa. Claro que faria pequenas mudanças se o código fosse meu (como ordenar as listas de categorias alfabeticamente), mas é perfumaria.
Recomendo MUITO e tem tanto para Android (versão grátis e a paga, com alguns itens a mais) e para iOS (acho que só pago).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
6 de mar. de 2013
Análise de gastos
Dia desses aí pra trás precisei comprar um sapato novo. Fazia MUITO tempo que eu não comprava sapatos, então resolvi olhar a minha planilha de controle de gastos QUANDO foi que eu havia comprado meu último sapato. E o resultado me assustou: 15/08/2009. Também me assustou o valor que paguei na época: R$ 79,90.
Mas o que mais achei legal desta história foi saber que a minha planilha de controle de gastos (que já foi um programa que eu mesmo desenvolvi, depois virou uma planilha no GDocs e hoje é um aplicativo no celular - mais informações em breve) foi útil (por exemplo: descobri que cortei o cabelo 3 vezes desde agosto de 2012).
Aproveitei para ver como estou gastando o meu dinheiro. Usei os dados do aplicativo (comecei a usar em Agosto de 2012), porque é bem mais confiável. Saca só o resultado (não me julguem pelo gráfico, fiz no OpenOffice):

Conclusões rápidas:
- Almoçar na rua todo dia é caro (ainda bem que recebo ticket). E jantar em viagens também (essas são reembolsadas);
- Buteco está no meio de Comida e Bebida. Corresponde a 20% do valor;
- Viajar muito custa caro. Ainda bem que a empresa me reembolsa os hotéis;
- A parte de transportes é basicamente custo com pasagem de avião e taxi. As passagens são minhas e do véio para a Colômbia/Equador. Os taxis são de viagens pela empresa;
- Notem que gasto pouco com carro. A maior parte é IPVA e seguro;
- Em compensação gasto muito com anuidades (CREA e Sindicato, basicamente).
Se algum dia precisar cortar gastos, consigo saber de onde tirar.
E você, faz algum controle dos seus gastos? Sabe para onde está indo seu dinheiro?
Mas o que mais achei legal desta história foi saber que a minha planilha de controle de gastos (que já foi um programa que eu mesmo desenvolvi, depois virou uma planilha no GDocs e hoje é um aplicativo no celular - mais informações em breve) foi útil (por exemplo: descobri que cortei o cabelo 3 vezes desde agosto de 2012).
Aproveitei para ver como estou gastando o meu dinheiro. Usei os dados do aplicativo (comecei a usar em Agosto de 2012), porque é bem mais confiável. Saca só o resultado (não me julguem pelo gráfico, fiz no OpenOffice):

Conclusões rápidas:
- Almoçar na rua todo dia é caro (ainda bem que recebo ticket). E jantar em viagens também (essas são reembolsadas);
- Buteco está no meio de Comida e Bebida. Corresponde a 20% do valor;
- Viajar muito custa caro. Ainda bem que a empresa me reembolsa os hotéis;
- A parte de transportes é basicamente custo com pasagem de avião e taxi. As passagens são minhas e do véio para a Colômbia/Equador. Os taxis são de viagens pela empresa;
- Notem que gasto pouco com carro. A maior parte é IPVA e seguro;
- Em compensação gasto muito com anuidades (CREA e Sindicato, basicamente).
Se algum dia precisar cortar gastos, consigo saber de onde tirar.
E você, faz algum controle dos seus gastos? Sabe para onde está indo seu dinheiro?
4 de mar. de 2013
Meu primeiro special
Eu uso bastante o Foursquare. Tá certo que sou uma criatura de hábitos e vou sempre nos mesmos lugares, mas praticamente todo lugar que vou dou um check in. E nunca tinha ganho um special (acho que não é muito difundido aqui no Brasil - talvez em São Paulo).
Até que, numa ida ao bar oito (depois de ter ido 200 vezes), apareceu que se eu desse mais dois check ins eu liberava o special. Duas semans depois, dei o check in e ganhei um drink. Sex on the beach.
Como eu não tomo essas porcarias, disponibilizei para a mesa, para quem quisesse tomar.
Mas achei bacana o pessoal começar a disponibilizar specials para os clientes que são fieis ao lugar.
Até que, numa ida ao bar oito (depois de ter ido 200 vezes), apareceu que se eu desse mais dois check ins eu liberava o special. Duas semans depois, dei o check in e ganhei um drink. Sex on the beach.
Como eu não tomo essas porcarias, disponibilizei para a mesa, para quem quisesse tomar.
Mas achei bacana o pessoal começar a disponibilizar specials para os clientes que são fieis ao lugar.
28 de fev. de 2013
Foi só eu postar....
...sobre a minha viagem que recebo um email da TAM. Mudaram meu vôo de volta. Anteciparam em meia hora.
Mas pra quem tá cagado, o que é um mais peidinho?
Mas pra quem tá cagado, o que é um mais peidinho?
27 de fev. de 2013
Colômbia, aí vou eu
Em meados de outubro eu decidi que precisava tirar férias com urgência. Como eu não conseguiria tirar férias antes de dezembro (os projetos estavam pegando fogo) e janeiro e fevereiro são meses absurdamente caros, decidi que viajaria em março.
Apesar de viajar muito, minhas milhas estão espalhadas por todas as companhias aéreas que imaginar (sem considerar que eu viajava muito de Trip antes dela ser comprada pela azul, quando não dava milhas). Então eu só conseguiria viajar para a américa do sul.
Dos países que eu não conheço, dois me chamavam alguma atenção: colombia e quito. Venezuela, bolivia e paraguai não estão na minha lista de prioridades e o uruguai não é caro o suficiente para gastar milhas.
Pois bem. Decidido o lugar, esperei chegar janeiro para poder solicitar o resgate de passagens pela TAM (tem que ser 3 meses antes). Janeiro chegou e lá fui eu comprar a passagem.
Como é vôo LAN, não teria como comprar pelo site, entâo tive que ir até uma loja para fazer o resgate. Fui logo depois do ano novo e...não tinha passagens por milha. E não tinha dia nenhum, de meados de fevereiro até o final de março. Fiquei muito puto e reclamei em tudo quanto é lugar. Claro que não adiantou nada.
Eu sempre olhava com alguma frequência se tinha aparecido alguma passagem e nada. Já tinha até desistido de viajar e estava olhando o que existia na venezuela ou algum outro lugar que a TAM me levaria. Até que chegou o carnaval.
Era terça de carnaval. Umas 8 da noite. Eu já tinha procurado tudo o que poderia ser feito em todos os lugares onde a TAM vai e nada tinha me chamado a atenção. Aí resolvi ligar na TAM para ver se tinha aparecido alguma passagem, mas só para deixar a consciência limpa.
Liguei e claro que não tinha. Mas por alguma razão desconhecida pedi para olharem se tinha em Abril. O cara olhou e...TINHA. Na primeira semana. 2 lugares. Fantástico. Pedi para olhar a volta na semana seguinte. E...não tinha.... Aí o atendente, muito atencioso, pediu um momento. Fuçou daqui, olhou de lá e achou uma passagem passando por Lima.
Eu nem acreditei. Mas eu não podia resgatar as passagens, porque o véio ia junto e eu não sabia se em abril dava para ele ir. Como ele estava nas oropa, já era mais de meia noite, não dava para ligar para ele (até porque ia acordar ele, minha irmã, meu cunhado e a minha sobrinha recem nascida).
Mandei um email para ele pedindo urgência. Milagres carnavalescos existem e ele respondeu quase na hora. Ele topava. Me passou todos os dados dele para que eu pudesse solicitar a passagem.
"Amanhã cedinho passo na loja da TAM", disse eu. Isso porque pelo telefone não dá para resgatar a passagem de 2 pessoas diferentes cada uma utilizando a sua milhagem.
Quarta feira de cinzas chegou e eu acordei cedo pra cacete (umas 7 da manhã). Tudo isso para estar na loja 8 da manhã. Mas eu esqueci de quarta-feira de cinzas nada funciona antes de meio dia. Fiquei amanhã inteira ligando para as lojas, vendo se alguma delas tinha aberto. Cogitei até ir ao aeroporto de confins, mas vi que era loucura.
Nesse meio tempo, liguei de volta para a TAM, para confirmar se ainda tinha a tal passagem. Não tinha mais. Fiquei puto. Passou maisum tempo, tentei novamente. Tinha, mas era uma cornoviagem que passava por todas as capitais da america do sul. Mais de 28 horas de viagem. "Foda-se", pensei.
Uma delas abriu. Saí dirigindo como um louco e cheguei na loja 10 minutos depois. Entrei na loja e...na loja não tem como emitir passagem por outra pessoa. Ou seja: eu não poderia emitir as passagens para o meu pai, mesmo com todas as informações dele. O cara falou que pelo tefefone dava.
Liguei para mais umas 3 lojas para ver se alguma delas não seguia esse procedimento, mas não adiantou. Não tinha jeitinho brasileiro.
Voltei correndo pra casa (depois de pagar CINCO REAIS de estacionamento, por 15 minutos) e já fui ligando para a TAM. Não me perguntem porque diabos eu não liguei da loja mesmo, pelo celular. Acho que estava com muito sono para pensar nisso.
Pois bem. Liguei e...não tinha mais a passagem. Fiquei puto novamente. Tentei ligar novamente. Novamente não tinha. Perguntei se tinha saindo de Quito. Também não tinha. Perguntei se tinha passando por Lima, Santiago, Buenos Aires... A atendente achou uma por Santiago, mas seria bacana: saia de bogota meia noite, ia para Santiago, 8 horas de espera, vai para guaruhos. Mais 6 ou 7 horas de espera e chega em BH meia noite do dia seguinte. 25 horas de viagem.
Mais uma vez liguei o foda-se e falei para a atendente resgatar a passagem. Aí a mulher fez o meu resgate e já fez a reserva em nome do véio. As duas passagens estavam lá. Só que as taxas foram um absurdo, já que passava por meio mundo. Fazer o que...
Fiquei felizão. Aí comecei a olhar passagens para Medelim e Quito. Olhei por tudo quanto é lugar que vocês podem imaginar. Estava tudo muito caro. Mas depois de tanta luta, mais uma vez liguei o foda-se e comprei as passagens.
E agora eu vou para Bogota, Medelim e Quito. Só faltam os hotéis e fazer os meus mapas loucos.
Alguém aí é louco como eu e já foi a estas cidades para dar dicas?
Apesar de viajar muito, minhas milhas estão espalhadas por todas as companhias aéreas que imaginar (sem considerar que eu viajava muito de Trip antes dela ser comprada pela azul, quando não dava milhas). Então eu só conseguiria viajar para a américa do sul.
Dos países que eu não conheço, dois me chamavam alguma atenção: colombia e quito. Venezuela, bolivia e paraguai não estão na minha lista de prioridades e o uruguai não é caro o suficiente para gastar milhas.
Pois bem. Decidido o lugar, esperei chegar janeiro para poder solicitar o resgate de passagens pela TAM (tem que ser 3 meses antes). Janeiro chegou e lá fui eu comprar a passagem.
Como é vôo LAN, não teria como comprar pelo site, entâo tive que ir até uma loja para fazer o resgate. Fui logo depois do ano novo e...não tinha passagens por milha. E não tinha dia nenhum, de meados de fevereiro até o final de março. Fiquei muito puto e reclamei em tudo quanto é lugar. Claro que não adiantou nada.
Eu sempre olhava com alguma frequência se tinha aparecido alguma passagem e nada. Já tinha até desistido de viajar e estava olhando o que existia na venezuela ou algum outro lugar que a TAM me levaria. Até que chegou o carnaval.
Era terça de carnaval. Umas 8 da noite. Eu já tinha procurado tudo o que poderia ser feito em todos os lugares onde a TAM vai e nada tinha me chamado a atenção. Aí resolvi ligar na TAM para ver se tinha aparecido alguma passagem, mas só para deixar a consciência limpa.
Liguei e claro que não tinha. Mas por alguma razão desconhecida pedi para olharem se tinha em Abril. O cara olhou e...TINHA. Na primeira semana. 2 lugares. Fantástico. Pedi para olhar a volta na semana seguinte. E...não tinha.... Aí o atendente, muito atencioso, pediu um momento. Fuçou daqui, olhou de lá e achou uma passagem passando por Lima.
Eu nem acreditei. Mas eu não podia resgatar as passagens, porque o véio ia junto e eu não sabia se em abril dava para ele ir. Como ele estava nas oropa, já era mais de meia noite, não dava para ligar para ele (até porque ia acordar ele, minha irmã, meu cunhado e a minha sobrinha recem nascida).
Mandei um email para ele pedindo urgência. Milagres carnavalescos existem e ele respondeu quase na hora. Ele topava. Me passou todos os dados dele para que eu pudesse solicitar a passagem.
"Amanhã cedinho passo na loja da TAM", disse eu. Isso porque pelo telefone não dá para resgatar a passagem de 2 pessoas diferentes cada uma utilizando a sua milhagem.
Quarta feira de cinzas chegou e eu acordei cedo pra cacete (umas 7 da manhã). Tudo isso para estar na loja 8 da manhã. Mas eu esqueci de quarta-feira de cinzas nada funciona antes de meio dia. Fiquei amanhã inteira ligando para as lojas, vendo se alguma delas tinha aberto. Cogitei até ir ao aeroporto de confins, mas vi que era loucura.
Nesse meio tempo, liguei de volta para a TAM, para confirmar se ainda tinha a tal passagem. Não tinha mais. Fiquei puto. Passou maisum tempo, tentei novamente. Tinha, mas era uma cornoviagem que passava por todas as capitais da america do sul. Mais de 28 horas de viagem. "Foda-se", pensei.
Uma delas abriu. Saí dirigindo como um louco e cheguei na loja 10 minutos depois. Entrei na loja e...na loja não tem como emitir passagem por outra pessoa. Ou seja: eu não poderia emitir as passagens para o meu pai, mesmo com todas as informações dele. O cara falou que pelo tefefone dava.
Liguei para mais umas 3 lojas para ver se alguma delas não seguia esse procedimento, mas não adiantou. Não tinha jeitinho brasileiro.
Voltei correndo pra casa (depois de pagar CINCO REAIS de estacionamento, por 15 minutos) e já fui ligando para a TAM. Não me perguntem porque diabos eu não liguei da loja mesmo, pelo celular. Acho que estava com muito sono para pensar nisso.
Pois bem. Liguei e...não tinha mais a passagem. Fiquei puto novamente. Tentei ligar novamente. Novamente não tinha. Perguntei se tinha saindo de Quito. Também não tinha. Perguntei se tinha passando por Lima, Santiago, Buenos Aires... A atendente achou uma por Santiago, mas seria bacana: saia de bogota meia noite, ia para Santiago, 8 horas de espera, vai para guaruhos. Mais 6 ou 7 horas de espera e chega em BH meia noite do dia seguinte. 25 horas de viagem.
Mais uma vez liguei o foda-se e falei para a atendente resgatar a passagem. Aí a mulher fez o meu resgate e já fez a reserva em nome do véio. As duas passagens estavam lá. Só que as taxas foram um absurdo, já que passava por meio mundo. Fazer o que...
Fiquei felizão. Aí comecei a olhar passagens para Medelim e Quito. Olhei por tudo quanto é lugar que vocês podem imaginar. Estava tudo muito caro. Mas depois de tanta luta, mais uma vez liguei o foda-se e comprei as passagens.
E agora eu vou para Bogota, Medelim e Quito. Só faltam os hotéis e fazer os meus mapas loucos.
Alguém aí é louco como eu e já foi a estas cidades para dar dicas?
25 de fev. de 2013
Pego de surpresa
Era sexta-feira. Eu estava cansado. Tinha trabalhado pra caralho durante a semana. 7:00 tocou o meu despertador. Olhei para ele e pensei: "vou dormir mais meia hora" e adiei o despertador.
7:30 ele tocou. Levantei, cambaleante de sono, e fui tomar banho. Olhei no espelho e a barba estava consideravelmente grande. Não a fazia deste quarta pela manhã. Pensei "ah, hoje não tenho nenhuma reunião, não vou encontrar cliente, vou trabalhar no modo ogro". E entrei no banho.
Cheguei no escritório e antes mesmo de sentar na minha mesa um cara da comercial veio correndo em minha direção, falando:
- Ou, você tem alguma reunião hoje de manhã?
- Não, respondi.
- E você tá muito fudido hoje?
- Nada mais que o normal.
- Beleza, tem uma reunião comercial daqui meia hora, de prospecção, lá em contagem. Dá pra você ir?
- Porra, véi, podia ter avisado antes. Nem barba eu fiz.
- Ah, não esquenta. Tem problema não.
Lógico que tem problema. Imagina ir fazer uma reunião com cliente, primeiro contato, no modo ogro. Cogitei ir em casa, mas não daria tempo. Pensei durante 2 segundos e não tinha outra saída: teria que me barbear no banheiro do escritório.
Fui na farmácia da esquina, comprei o barbeador mais barato que tinha, voltei e entrei no banheiro de deficientes (que é uma casinha para só uma pessoa).
"Não posso me molhar", pensei. Tirei a camisa, pendurei no registro de entrada de água, molhei a cara e comecei a passar a lâmina na cara. 5 milimetros depois desisti. Olhei para o sabão, daqueles de espuma, enchi a mão e esfreguei na cara. Tentei novamente a lâmina e foi menos sofrido.
Pouco depois eu estava pronto. Com o pescoço sanguando em 3 ou 4 lugares (o barbeador era realmente muito ruim), lavei o rosto, sequei com papel toalha e coloquei a camisa de volta.
Saí do banheiro como se nada tivesse acontecido e fui para a tal reunião, que foi até boa.
E agora eu tenho um barbeador na mesa e outro na mochila, para eventos como esse.
7:30 ele tocou. Levantei, cambaleante de sono, e fui tomar banho. Olhei no espelho e a barba estava consideravelmente grande. Não a fazia deste quarta pela manhã. Pensei "ah, hoje não tenho nenhuma reunião, não vou encontrar cliente, vou trabalhar no modo ogro". E entrei no banho.
Cheguei no escritório e antes mesmo de sentar na minha mesa um cara da comercial veio correndo em minha direção, falando:
- Ou, você tem alguma reunião hoje de manhã?
- Não, respondi.
- E você tá muito fudido hoje?
- Nada mais que o normal.
- Beleza, tem uma reunião comercial daqui meia hora, de prospecção, lá em contagem. Dá pra você ir?
- Porra, véi, podia ter avisado antes. Nem barba eu fiz.
- Ah, não esquenta. Tem problema não.
Lógico que tem problema. Imagina ir fazer uma reunião com cliente, primeiro contato, no modo ogro. Cogitei ir em casa, mas não daria tempo. Pensei durante 2 segundos e não tinha outra saída: teria que me barbear no banheiro do escritório.
Fui na farmácia da esquina, comprei o barbeador mais barato que tinha, voltei e entrei no banheiro de deficientes (que é uma casinha para só uma pessoa).
"Não posso me molhar", pensei. Tirei a camisa, pendurei no registro de entrada de água, molhei a cara e comecei a passar a lâmina na cara. 5 milimetros depois desisti. Olhei para o sabão, daqueles de espuma, enchi a mão e esfreguei na cara. Tentei novamente a lâmina e foi menos sofrido.
Pouco depois eu estava pronto. Com o pescoço sanguando em 3 ou 4 lugares (o barbeador era realmente muito ruim), lavei o rosto, sequei com papel toalha e coloquei a camisa de volta.
Saí do banheiro como se nada tivesse acontecido e fui para a tal reunião, que foi até boa.
E agora eu tenho um barbeador na mesa e outro na mochila, para eventos como esse.
11 de fev. de 2013
Rapidinhas de Carnaval
- Para começar, descobri que existe um... sei lá o nome, existe um povo que troca a letra de clipes para contar o que está acontecendo no video. O melhor exemplo que eu vi foi esse aqui:
- A stella artois agora é fabricada no brasil. Bem que eu reparei que estava mais barata e pior do que antigamente;
- Meu chefe mudou. O antigo ganhou um cargo maior e um outro gerente do escritório assumiu o lugar dele;
- Ganhei 2 novos projetos. Pequenininhos. Confesso que não lembrava como era ter projetos de 2 meses e uma pessoa em cada um;
- Esses dois projetos juntos tem valor total menor do que eu costumo faturar por mês em cada um meus outros projetos. Assustei quando percebi isso;
- Na sexta eu tive uma reunião como o novo chefe e ele me mandou folgar quinta e sexta de carnaval. Falou que eu estou trabalhando demais e preciso de descanso;
- Realmente eu estou uma pilha de estresse. Os projetos de Manaus não acabam nem fudendo (apesar de já termos entregue tudo, o cliente que nâo quer terminar o contrato) e agora chegou aquela fase em que só vem problema para resolver;
- Ainda não consegui descobrir para onde vou nas minhas férias. Me recuso a pagar por passagens tendo tanta milha sobrando. Maldita TAM que não vai para Bogotá;
- Mudando de assunto, hoje revi um drink no inferno. Não lembrava de ser tão ruim;
- Ando com tanta preguiça que as coisas que eu PRECISO fazer estão acumulando a ponto de uma semana não ser suficiente para resolver. Imagina as que eu GOSTARIA de fazer;
- O carnaval de BH está uma bosta. Até uns 2 ou 3 anos atrás era lindo: podia-se andar pelado na rua sem ser incomodado. Agora, com esses blocos, a cidade está cheia. Hoje de manhã peguei até engarrafamento;
- Agora que eu jogo futebol regularmente eu comecei a sentir o peso de tantos anos sem fazer esportes: a cada semana doi um lugar diferente. Duas semanas atrás torci o tornozelo e, como não fui ao médico ver o que aconteceu, continua doendo;
- E o papa renunciou. Não sabia que isso era possível;
- A samsung liberou a atualização do Jelly Bean para o S2 no brasil antes de boa parte da europa. Adivinha se eu estou feliz;
- Aliás, estou quase colocando uma ROM não oficial no meu telefone. Não aguento mais essa demora para atualiação;
- Virei um especialista em massas desde que o Véio foi pras oropa. Cada semana uma receita diferente;
- A propósito, o Véio está para voltar. Minha irmã está quase se matando por causa disso;
- Minha sobrinha não pára de chorar. Minha irmã está quase se matando por causa disso.
Bom, é isso. Minha memória anda ruim, como sempre, então estou deixando metade das coisas que iria escrever pra trás.
- A stella artois agora é fabricada no brasil. Bem que eu reparei que estava mais barata e pior do que antigamente;
- Meu chefe mudou. O antigo ganhou um cargo maior e um outro gerente do escritório assumiu o lugar dele;
- Ganhei 2 novos projetos. Pequenininhos. Confesso que não lembrava como era ter projetos de 2 meses e uma pessoa em cada um;
- Esses dois projetos juntos tem valor total menor do que eu costumo faturar por mês em cada um meus outros projetos. Assustei quando percebi isso;
- Na sexta eu tive uma reunião como o novo chefe e ele me mandou folgar quinta e sexta de carnaval. Falou que eu estou trabalhando demais e preciso de descanso;
- Realmente eu estou uma pilha de estresse. Os projetos de Manaus não acabam nem fudendo (apesar de já termos entregue tudo, o cliente que nâo quer terminar o contrato) e agora chegou aquela fase em que só vem problema para resolver;
- Ainda não consegui descobrir para onde vou nas minhas férias. Me recuso a pagar por passagens tendo tanta milha sobrando. Maldita TAM que não vai para Bogotá;
- Mudando de assunto, hoje revi um drink no inferno. Não lembrava de ser tão ruim;
- Ando com tanta preguiça que as coisas que eu PRECISO fazer estão acumulando a ponto de uma semana não ser suficiente para resolver. Imagina as que eu GOSTARIA de fazer;
- O carnaval de BH está uma bosta. Até uns 2 ou 3 anos atrás era lindo: podia-se andar pelado na rua sem ser incomodado. Agora, com esses blocos, a cidade está cheia. Hoje de manhã peguei até engarrafamento;
- Agora que eu jogo futebol regularmente eu comecei a sentir o peso de tantos anos sem fazer esportes: a cada semana doi um lugar diferente. Duas semanas atrás torci o tornozelo e, como não fui ao médico ver o que aconteceu, continua doendo;
- E o papa renunciou. Não sabia que isso era possível;
- A samsung liberou a atualização do Jelly Bean para o S2 no brasil antes de boa parte da europa. Adivinha se eu estou feliz;
- Aliás, estou quase colocando uma ROM não oficial no meu telefone. Não aguento mais essa demora para atualiação;
- Virei um especialista em massas desde que o Véio foi pras oropa. Cada semana uma receita diferente;
- A propósito, o Véio está para voltar. Minha irmã está quase se matando por causa disso;
- Minha sobrinha não pára de chorar. Minha irmã está quase se matando por causa disso.
Bom, é isso. Minha memória anda ruim, como sempre, então estou deixando metade das coisas que iria escrever pra trás.
19 de jan. de 2013
Mundo Pequeno
Uns 2 meses atrás o fiscal de um dos meus projetos mudou. Passou a ser uma mulher aqui de Minas. Uma mulher baixinha, gordinha e brava. Quando vi a tal mulher pela primeira vez, pensei "conheço essa mulher de algum lugar", mas como não consegui lembrar de onde, deixe pra lá.
Até que essa semana, no meio de uma reunião com ela, ela falou alguma coisa da faculdade dela e "plim", lembrei de onde a conhecia. Lá no longínquo ano de 2003, em um desses encontros nacionais estudantis, uma das responsaveis pea organização era uma menina pequena, magrinha e brava. De 2003 a 2013 a tal menina formou, dobrou de tamanho, e virou minha fiscal.
O resto da reunião inteira eu fiquei pensando: "caralho, como que eu não reconheci antes?". Tá certo que ela era magrinha e hoje é maior que eu, mas pô, não existem muitas mulheres que fazem automação. Ainda mais na faculdade que ela cursou.
E eu lembrei também que eu tinha uma foto com ela, tirada neste longínquio 2003. Acabou a reunião (quase 9 da noite) e eu fui correndo para casa catar a foto com a mulher, para mostrar para o pessoal do projeto.
Revirei meu HD externo, meus CDs de backup e não achei a foto. Até achei a pasta com as fotos daquele encontro, mas estavam faltando várias fotos (só tinha as fotos começadas com 1, tipo 1, 10 a 19 e de 100 a 199).
Mas ainda assim comentei com o pessoal que conhecia ela. E ninguém acreditou que ela era magrinha....
Até que essa semana, no meio de uma reunião com ela, ela falou alguma coisa da faculdade dela e "plim", lembrei de onde a conhecia. Lá no longínquo ano de 2003, em um desses encontros nacionais estudantis, uma das responsaveis pea organização era uma menina pequena, magrinha e brava. De 2003 a 2013 a tal menina formou, dobrou de tamanho, e virou minha fiscal.
O resto da reunião inteira eu fiquei pensando: "caralho, como que eu não reconheci antes?". Tá certo que ela era magrinha e hoje é maior que eu, mas pô, não existem muitas mulheres que fazem automação. Ainda mais na faculdade que ela cursou.
E eu lembrei também que eu tinha uma foto com ela, tirada neste longínquio 2003. Acabou a reunião (quase 9 da noite) e eu fui correndo para casa catar a foto com a mulher, para mostrar para o pessoal do projeto.
Revirei meu HD externo, meus CDs de backup e não achei a foto. Até achei a pasta com as fotos daquele encontro, mas estavam faltando várias fotos (só tinha as fotos começadas com 1, tipo 1, 10 a 19 e de 100 a 199).
Mas ainda assim comentei com o pessoal que conhecia ela. E ninguém acreditou que ela era magrinha....
6 de jan. de 2013
Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós
Comentei outro dia que minha sobrinha nasceu. Pois bem, o Véio foi lá pra Suiça ajudar a minha irmã nesse período de adaptação à vida de mãe. E vai ficar lá DOIS meses. DOIS meses sem ele aqui me ligando todo dia.
Para melhorar ainda mais a minha situação, minha tia também vai viajar e vai ficar UM mês fora. O problema dela não é nem tanto ficar me ligando, mas ela vem aqui em casa e fica fuxicando as coisas. Limpa num se o que, muda tudo de lugar...
Eu nem acredito que vou ficar tanto tempo "de folga". Muito bom.
O lado ruim é que a Véia fica me apurrinhando com coisas da Lentilha, como se eu, daqui, pudesse fazer alguma coisa....
Para melhorar ainda mais a minha situação, minha tia também vai viajar e vai ficar UM mês fora. O problema dela não é nem tanto ficar me ligando, mas ela vem aqui em casa e fica fuxicando as coisas. Limpa num se o que, muda tudo de lugar...
Eu nem acredito que vou ficar tanto tempo "de folga". Muito bom.
O lado ruim é que a Véia fica me apurrinhando com coisas da Lentilha, como se eu, daqui, pudesse fazer alguma coisa....
2 de jan. de 2013
E aí eu doei sangue
Lembram que outro dia eu comentei que um cara da empresa está com leucemia? Pois é, ele está precisando de doadores de sangue. Muitos doadores. E eu resolvi que era hora de tentar doar mais uma vez.
Eu já tentei doar sangue TRÊS vezes. Na primeira, não me deixaram doar porque eu não tinha uma parceia fixa. Na segunda, o cara falou que a minha pressão estava alta. Na terceira, mais uma vez pressão alta. Eu NUNCA tive pressão alta. Cogito que não acreditaram em mim e inventaram essa desculpa.
Depois destas três tentativas (duas delas eu estava indo doar por livre e espontânea vontade, não era em nome de ninguém), decidi que o hemominas tinha muito sangue sobrando para não querer o meu, então não iria mais doar a esmo, só quando alguém próximo precisasse.
E aí chegou o momento. Marquei o dia e a hora e fui lá num SÁBADO. Fiquei sem beber na sexta, acordei cedo no sábado, peguei DOIS ônibus e finalmente cheguei...uma hora antes do previsto.
Esperei um monte, até que chegou minha vez. Fiz um primeiro teste para ver se eu tinha anemia e medi a temperatura (com o termômetro na axila, que fique bem claro) e fui para a triagem. A médica que me atendeu era novinha (e gatinha), mas parecia que estava com pressa. Disparou as perguntas no automático, acho que nem prestou muita atenção nas minhas respostas.
Notei que ela estava olhando muito para a minha mão, não sei se para ver se eu estava tremendo, mentindo, procurando machucados, ou alguma outra hipótese que eu ainda não consegui pensar. Fato é que eu consegui passar no teste e passei para a doação.
Nesse meio tempo em que eu estava esperando para doar, vi DUAS pessoas perguntando se fulano e ciclano estavam bem, porque estavam demorando para sair. E as DUAS estavam passando mal.
Logo que entrei, vi um cara quase de cabeça pra baixo, porque também estava passando mal e um quarto cara numa maca. Eu estava tranquilo quando fui doar, mas vendo esse povo todo passando mal, confesso que fiquei com medo de dar alguma merda. E como estou sozinho em BH (todo o resto da familia está viajando), se desse merda ia ser foda resolver...
A atendente perguntou se era a minha primeira vez doando sangue e falei que sim. Aí começaram a me tratar com um idiota. Pegaram no braço, me levaram até uma pia e me ensinou a lavar o braço. Depois, olhou meus braços procurando a melhor veia. Foi o do braço direito. Não questionei, sei lá porque.
Aí me colocou na cadeira, e enquanto preparava a porra toda perguntou se estava tudo bem umas 3 vezes. Tudo pronto, era hora de enfiar a agulha. Gentilmente ela falou: "vai doer um pouquinho, mas é tranquilo". Eu vi o tamanho da agulha e lembrei desse video na hora. Eu não tenho medo de agulha, mas vendo tanta gente passando mal, achei que seria uma boa não olhar (só pra não passar vergonha). E ainda bem que eu não olhei, porque teria ficado com raiva. Nossa amiga me furou TRÊS vezes.
Depois que o sangue começou a passar para a sacolinha relaxei e esqueci da raiva pela furação (apesar de a mulher me perguntar a cada 2 minutos se estava tudo bem, o que estava me deixando meui puto).
Imaginei que fosse durar uma eternidade, mas é rapidinho: uns 10 a 15 minutos e pronto. Aí a tia tirou a agulha do meu braço, pediu para eu apertar e foi resolver outras coisas com a bolsa de sangue. Na hora que ela foi colocar o curativo, tirou o algodão e jorrou um pouco de sangue. A mulher falou "pô, não apertou direito!". Isso porque eu tava quasse atravessando meu braço com o dedo...
"Vai ficar roxo. Bota gelo 3 vezes hoje". Assim eu fiz. Mas ainda assim, ficou bonitão, saca só:

Apesar de ter ficado feio, não doeu nada. Fica dolorido, óbvio, porque enfiam uma agulha do tamanho de uma carga de caneta bic no seu braço (no meu caso, 3 vezes), mas nada que vá te matar.
E se você puder doar sangue e queira ajudar o brother da empresa, me avise (esparroman arroba gmail ponto com) que eu passo os detalhes.
Eu já tentei doar sangue TRÊS vezes. Na primeira, não me deixaram doar porque eu não tinha uma parceia fixa. Na segunda, o cara falou que a minha pressão estava alta. Na terceira, mais uma vez pressão alta. Eu NUNCA tive pressão alta. Cogito que não acreditaram em mim e inventaram essa desculpa.
Depois destas três tentativas (duas delas eu estava indo doar por livre e espontânea vontade, não era em nome de ninguém), decidi que o hemominas tinha muito sangue sobrando para não querer o meu, então não iria mais doar a esmo, só quando alguém próximo precisasse.
E aí chegou o momento. Marquei o dia e a hora e fui lá num SÁBADO. Fiquei sem beber na sexta, acordei cedo no sábado, peguei DOIS ônibus e finalmente cheguei...uma hora antes do previsto.
Esperei um monte, até que chegou minha vez. Fiz um primeiro teste para ver se eu tinha anemia e medi a temperatura (com o termômetro na axila, que fique bem claro) e fui para a triagem. A médica que me atendeu era novinha (e gatinha), mas parecia que estava com pressa. Disparou as perguntas no automático, acho que nem prestou muita atenção nas minhas respostas.
Notei que ela estava olhando muito para a minha mão, não sei se para ver se eu estava tremendo, mentindo, procurando machucados, ou alguma outra hipótese que eu ainda não consegui pensar. Fato é que eu consegui passar no teste e passei para a doação.
Nesse meio tempo em que eu estava esperando para doar, vi DUAS pessoas perguntando se fulano e ciclano estavam bem, porque estavam demorando para sair. E as DUAS estavam passando mal.
Logo que entrei, vi um cara quase de cabeça pra baixo, porque também estava passando mal e um quarto cara numa maca. Eu estava tranquilo quando fui doar, mas vendo esse povo todo passando mal, confesso que fiquei com medo de dar alguma merda. E como estou sozinho em BH (todo o resto da familia está viajando), se desse merda ia ser foda resolver...
A atendente perguntou se era a minha primeira vez doando sangue e falei que sim. Aí começaram a me tratar com um idiota. Pegaram no braço, me levaram até uma pia e me ensinou a lavar o braço. Depois, olhou meus braços procurando a melhor veia. Foi o do braço direito. Não questionei, sei lá porque.
Aí me colocou na cadeira, e enquanto preparava a porra toda perguntou se estava tudo bem umas 3 vezes. Tudo pronto, era hora de enfiar a agulha. Gentilmente ela falou: "vai doer um pouquinho, mas é tranquilo". Eu vi o tamanho da agulha e lembrei desse video na hora. Eu não tenho medo de agulha, mas vendo tanta gente passando mal, achei que seria uma boa não olhar (só pra não passar vergonha). E ainda bem que eu não olhei, porque teria ficado com raiva. Nossa amiga me furou TRÊS vezes.
Depois que o sangue começou a passar para a sacolinha relaxei e esqueci da raiva pela furação (apesar de a mulher me perguntar a cada 2 minutos se estava tudo bem, o que estava me deixando meui puto).
Imaginei que fosse durar uma eternidade, mas é rapidinho: uns 10 a 15 minutos e pronto. Aí a tia tirou a agulha do meu braço, pediu para eu apertar e foi resolver outras coisas com a bolsa de sangue. Na hora que ela foi colocar o curativo, tirou o algodão e jorrou um pouco de sangue. A mulher falou "pô, não apertou direito!". Isso porque eu tava quasse atravessando meu braço com o dedo...
"Vai ficar roxo. Bota gelo 3 vezes hoje". Assim eu fiz. Mas ainda assim, ficou bonitão, saca só:
Apesar de ter ficado feio, não doeu nada. Fica dolorido, óbvio, porque enfiam uma agulha do tamanho de uma carga de caneta bic no seu braço (no meu caso, 3 vezes), mas nada que vá te matar.
E se você puder doar sangue e queira ajudar o brother da empresa, me avise (esparroman arroba gmail ponto com) que eu passo os detalhes.
1 de jan. de 2013
E para 2013 eu prometo...
Eu prometo isso aqui, já que em 2011 E em 2012 não fiz nada do que tinha previsto. Até o resultado das metas que tinha colocado foram os mesmos...
Vergonha. Muita vergonha.
Vergonha. Muita vergonha.
31 de dez. de 2012
Retrospectiva 2012
Esse ano não vai ter post mês a mês. O motivo é simples: eu quase não postei nada este ano, logo não lembro o que aconteceu. E eu não estou brincando....
O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.
Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.
Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.
O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.
Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.
Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.
Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.
Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.
Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.
E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.
2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.
Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.
O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.
Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.
Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.
O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.
Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.
Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.
Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.
Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.
Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.
E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.
2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.
Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.
30 de dez. de 2012
E aí eu virei tio
Não lembro se eu comentei aqui, mas a minha irmã estava grávida. Ela já tem mais de 5 anos de casada e resolveu ceder aos pedidos do meu cunhado por uma prole. Em uma viagem ao sudeste asiático (Laos, Camboja, Vietnam, algum desses países pobres) resolveram que era hora de parar de tomar a pílula. E na PRIMEIRA tentativa....o cara acertou a mira.
Desde então começou a movimentação na família: compra roupinha, compra fralda, compra tudo o que você imaginar. E o pior: tinha que levar TUDO para a Suiça. Imagina como foi fácil para o Véio meter tudo dentro da mala e levar para outro continente...
Pior ainda deve ter sido AGUENTAR a minha irmã, porque ela é absurdamente hipocondríaca e dava berros de dor todas as vezes que a lentilha se movia. Lentilha foi o nome carinhoso que eu inventei para minha futura sobrinha. A minha irmã chamava de feijão, mas quando descobrimos que seria mulher, comecei a chamar de lentilha, principalmente porque minha irmã não queria contar o nome que tinham escolhido.
Pois bem... no dia 24 minha irmã começou a sentir contrações. Foi pro hospital, mas era alarme falso. No dia 26 a noite, pouco depois que o Véio chegou na Suiça, ela voltou a ter contrações e voltou para o hospital. Só que dessa vez não era alarme falso.
Depois de 12 (sim, DOZE) hora tendo contrações e sem a bichinha nascer, minha irmã pediu pelas drogas. Eu fiquei imaginando ela falando todos os palavrões que conhece em português e os gringos sem entender porra nenhuma.
Mais 12 (sim, DOZE) horas tendo contações e nada da bichinha sair. Isso porque a Lentinha estava com 50 cm (1/3 da altura da minha irmã) e com 3,5 kg (basicamente um boizinho) e não conseguia girar para ficar na posição para nascer.
Aí, e só aí, 24 (VINTE E QUATRO) horas depois dela chegar ao hospital, resolveram partir para uma cesariana. Duas horas depois, nasceu.
E eu virei tio.
Desde então começou a movimentação na família: compra roupinha, compra fralda, compra tudo o que você imaginar. E o pior: tinha que levar TUDO para a Suiça. Imagina como foi fácil para o Véio meter tudo dentro da mala e levar para outro continente...
Pior ainda deve ter sido AGUENTAR a minha irmã, porque ela é absurdamente hipocondríaca e dava berros de dor todas as vezes que a lentilha se movia. Lentilha foi o nome carinhoso que eu inventei para minha futura sobrinha. A minha irmã chamava de feijão, mas quando descobrimos que seria mulher, comecei a chamar de lentilha, principalmente porque minha irmã não queria contar o nome que tinham escolhido.
Pois bem... no dia 24 minha irmã começou a sentir contrações. Foi pro hospital, mas era alarme falso. No dia 26 a noite, pouco depois que o Véio chegou na Suiça, ela voltou a ter contrações e voltou para o hospital. Só que dessa vez não era alarme falso.
Depois de 12 (sim, DOZE) hora tendo contrações e sem a bichinha nascer, minha irmã pediu pelas drogas. Eu fiquei imaginando ela falando todos os palavrões que conhece em português e os gringos sem entender porra nenhuma.
Mais 12 (sim, DOZE) horas tendo contações e nada da bichinha sair. Isso porque a Lentinha estava com 50 cm (1/3 da altura da minha irmã) e com 3,5 kg (basicamente um boizinho) e não conseguia girar para ficar na posição para nascer.
Aí, e só aí, 24 (VINTE E QUATRO) horas depois dela chegar ao hospital, resolveram partir para uma cesariana. Duas horas depois, nasceu.
E eu virei tio.
27 de dez. de 2012
Bem vindo ao Vaticano
Aí o aluno pergunta: "ué, não tem mais de um ano que você foi pra Itália?". Sim, queridos leitores. já faz um tempo bom. Tempo suficiente para eu não lembrar de 90% das coisas... Mas vamos tentar puxar lá do fundo do mundo pra postar para vocês... Que Google me ajude.
Antes de passar por Roma, que tem 1000000000 de fotos, vamos de Vaticano. Para quem matou as aulas de geografia, o Vaticano NÃO faz parte da Itália, apesar de estar no meio de Roma. É um país independente, o menor do mundo, por sinal.
Como toda boa cidade, é dividido em várias áreas. Algumas são visitáveis, outras são restritas. E mesmo as visitáveis são divididas em pagas e grátis. Começarei pelas pagas, que são o Museu do Vaticano e a capela sistina.
Uma dica que eu dou e recomendo muito fortemente que vocês sigam é: compre o ingresso antes. E marque para o PRIMEIRO horário (9 da matina, salvo engano). Você paga 4 euros a mais, mas vale a pena. A fila para compra é gigantesca e você ganha um tempo valioso. E a vantagem de ser o primeiro é que não tem uma horda de ogros ao seu redor (essa horda chega depois). Palavras do Véio, que já foi lá 3 vezes.
A entrada do museu é do lado de fora dos muros. E se você seguiu o meu valioso conselho, você deve passar por FORA da fila que já estará formada, pela rua mesmo. Vá andando até chegar na entrada (foto abaixo) e fique de tocaia. De uma hora pra outra abre a porteira e sai todo mundo correndo (a Itália é o Brasil da Europa).

Se eu não me engano, primeiro você passa por um raio X, depois troca seu bilhete impresso pelo ingresso e só então passa pela catraca. E o primeiro lugar da visita são os jardins de alguém que esqueci o nome. ÓBVIO que tinha coisa em reforma...

Não lembro de ter muita coisa pra ver aí. Tinha uma escultura que não achei foto e uns painéis com explicações da capela sistina (que você já esqueceu até chegar nela...).


Logo depois desse jardim você entra no famoso museu do vaticano. O treco é grande pra caralho e leva-se algumas HORAS dentro dele (se você não for detalhista). Tem de tudo que você imaginar. E nessas horas fico imaginando o quanto a igreja é rica (estima-se que METADE das obras de arte foram roubadas em guerras).
A primeira parte é a de estátuas (chutaria romanas). São alguns corredores como esse abaixo. O mais legal é que em muitas das estátuas arrancaram o bilau da galera. Ou isso ou colaram uma folha de mármore por cima (tipo Adão e Eva).



Depois disso vem a parte egipcia. Não é tão grande quanto o Neues Museum de Berlim (o que tem a Nefertiti), mas ainda assim impressiona.


Tem também a parte grega

E uma parte SÓ para animais

Também tem a parte do estruscos, fenicios e todos esses milhares de grupos que já existiram no mundo.
Depois de passar por todas essas milhares de salas, tem a parte da tapeçaria. São centenas de tapetes pendurados na parede.

Também tem a sala do Rafael, do Donatelo e todas as outras tartarugas ninjas. Confesso não lembrar mais qual é qual...








Os tetos e os pisos são um capítulo a parte. Tem coisas impressionantes em tudo quanto é lugar.
















Perdido no meio do nada tem uma capelinha simples


Também tem uma sala para crianças fazerem arte.

E logo depois disso tudo vem a famosa capela sistina. O esquema é o seguinte: você pode tirar foto de TUDO o que quiser no museu. Tudo. Mas não pode tirar foto de NADA na capela sistina. Os guardas ficam circulando pela capela (que é pequena, por sinal) falando "no foto". E eu cheguei a ver eles agindo com um cara que não se contentou com apenas uma foto. Arrancaram a máquina do cara e começaram a apagar as fotos.
Eu tirei fotos escondido e, obviamente, ficou uma merda. Depois que eu vi a cena acima, desisti de tentar tirar fotos melhores.





E depois da capela sistina você passa por mais alguns corredores com tetos coloridos e, se não me engano, alguns relicários. No fim de tudo, óbvio, lojas.



Depois disso tudo, você é lançado para fora dos muros novamente. E aí tem que dar uma andadinha até chegar na praça São Pedro. Aí, meus amigos, vou contar uma historinha...
Quando eu estava planejando a minha viagem para a Europa, tomei TODOS os cuidados do mundo para não estar em Roma no final de semana, por 2 motivos:
1) Turistas italianos que resolvem aproveitar o final de semana para conhecer Roma;
2) O papa aparece na janelinha do seu quarto.
A razão para fugir disso é simples: fica tudo lotado. TUDO. LOTADO. ABSURDAMENTE LOTADO. Aí fiz questão de estar em Roma de terça a sexta. E deixei para ir ao vaticano na quarta.
Só que a brincadeira do papa dar tchau na janela MUDOU DE DIA (ou incrementou um dia). Fato é que era quarta-feira e a praça são pedro estava lotada. Lotada MESMO. Lotada a ponto de não conseguir ENTRAR na praça. E eu não estou exagerando. Tive que ir almoçar para dar tempo de todo mundo sair da praça. Mas depois que eu consegui entrar na praça, foi até bacana. Voltemos....
A praça é bem grande. Cabe gente pra cacete. E no lado oposto da entrada da praça fica a basílica de São Pedro. No meio, o famoso obelisco. Saca só:


A fila para entrar na basílica é gigante. Gigante MESMO. Saca só:

IMPORTANTE: você NÃO entra na basílica (e acho que no museu também) de bermuda (ou saia, se for mulher) e ombros de fora. Além dessa inspeção visual você também passa por detector de metal e raio x. Mas depois que passa dessa inspeção a entrada é rápida.


Amigos, a basílica é algo fora do comum. Coisa absurda. Gigantesco, muito ouro, muito mármore, granito e demais pedras. Dinheiro pouco é bobagem.

















Dica para conseguir ver a Pieta: seja brasileiro e não desista nunca. Não adianta pedir licença, tentar passar na frente ou empurrar um pouquinho. Tenha paciência e vá andando no meio das pessoas. Uma hora você consegue chegar lá, na cara de Jesus. E aí, amigo, VAI BABAR. Abuse do zoom da sua máquina.


Atrás do São Longuinho (que existe de verdade, achei que era mentira) tem a entrada para as catacumbas, onde estão enterrados os papas mortos. Você vai sair das catacumbas FORA da igreja, mas é possível entrar de volta sem pegar a fila inteira. Não assuste. Não tirei fotos, então entendo que não pode tirar.

E o último lugar da basílica é o trono de São Pedro. Supostamente é onde está a pedra fundamental da basílica, acima de onde estão os restos mortais do 1º papa.



E para fechar com chave de ouro, o famosíssimo guarda suiço, com seu uniforme desenhado pelo Michelangelo.

Dicas gerais:
- COMPRE a entrada para o museu com antecedência, pelo site do vaticano;
- Marque a visita para o primeiro horário;
- Vá de calça comprida e camisa tampando os ombros;
- Leve água. Não lembro de ter visto bebedouro por lá;
- Perca um bom tempo na capela sistina. Olhe todos os detalhes, caminhe pelo ambiente;
- Não deixe de ver a Pieta;
- Não vá na quarta-feira e no domingo (a menos que queira "ver" o papa). Fica MUITO cheio, praticamente impossível de andar (mesmo a praça sendo muito grande);
- Eu não vi, mas na praça tem uma plaquinha no chão com o local onde o João Paulo II foi baleado;
- Separe praticamente um dia inteiro para essa brincadeira. Você vai chegar 9 da matina e vai sair depois das 3, fácil. Aproveite para almoçar nas redondezas, tem vários restaurantes baratos no entorno (mas fora do vaticano).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Antes de passar por Roma, que tem 1000000000 de fotos, vamos de Vaticano. Para quem matou as aulas de geografia, o Vaticano NÃO faz parte da Itália, apesar de estar no meio de Roma. É um país independente, o menor do mundo, por sinal.
Como toda boa cidade, é dividido em várias áreas. Algumas são visitáveis, outras são restritas. E mesmo as visitáveis são divididas em pagas e grátis. Começarei pelas pagas, que são o Museu do Vaticano e a capela sistina.
Uma dica que eu dou e recomendo muito fortemente que vocês sigam é: compre o ingresso antes. E marque para o PRIMEIRO horário (9 da matina, salvo engano). Você paga 4 euros a mais, mas vale a pena. A fila para compra é gigantesca e você ganha um tempo valioso. E a vantagem de ser o primeiro é que não tem uma horda de ogros ao seu redor (essa horda chega depois). Palavras do Véio, que já foi lá 3 vezes.
A entrada do museu é do lado de fora dos muros. E se você seguiu o meu valioso conselho, você deve passar por FORA da fila que já estará formada, pela rua mesmo. Vá andando até chegar na entrada (foto abaixo) e fique de tocaia. De uma hora pra outra abre a porteira e sai todo mundo correndo (a Itália é o Brasil da Europa).
Se eu não me engano, primeiro você passa por um raio X, depois troca seu bilhete impresso pelo ingresso e só então passa pela catraca. E o primeiro lugar da visita são os jardins de alguém que esqueci o nome. ÓBVIO que tinha coisa em reforma...

Não lembro de ter muita coisa pra ver aí. Tinha uma escultura que não achei foto e uns painéis com explicações da capela sistina (que você já esqueceu até chegar nela...).
Logo depois desse jardim você entra no famoso museu do vaticano. O treco é grande pra caralho e leva-se algumas HORAS dentro dele (se você não for detalhista). Tem de tudo que você imaginar. E nessas horas fico imaginando o quanto a igreja é rica (estima-se que METADE das obras de arte foram roubadas em guerras).
A primeira parte é a de estátuas (chutaria romanas). São alguns corredores como esse abaixo. O mais legal é que em muitas das estátuas arrancaram o bilau da galera. Ou isso ou colaram uma folha de mármore por cima (tipo Adão e Eva).


Depois disso vem a parte egipcia. Não é tão grande quanto o Neues Museum de Berlim (o que tem a Nefertiti), mas ainda assim impressiona.
Tem também a parte grega

E uma parte SÓ para animais

Também tem a parte do estruscos, fenicios e todos esses milhares de grupos que já existiram no mundo.
Depois de passar por todas essas milhares de salas, tem a parte da tapeçaria. São centenas de tapetes pendurados na parede.

Também tem a sala do Rafael, do Donatelo e todas as outras tartarugas ninjas. Confesso não lembrar mais qual é qual...


Os tetos e os pisos são um capítulo a parte. Tem coisas impressionantes em tudo quanto é lugar.






Perdido no meio do nada tem uma capelinha simples

Também tem uma sala para crianças fazerem arte.

E logo depois disso tudo vem a famosa capela sistina. O esquema é o seguinte: você pode tirar foto de TUDO o que quiser no museu. Tudo. Mas não pode tirar foto de NADA na capela sistina. Os guardas ficam circulando pela capela (que é pequena, por sinal) falando "no foto". E eu cheguei a ver eles agindo com um cara que não se contentou com apenas uma foto. Arrancaram a máquina do cara e começaram a apagar as fotos.
Eu tirei fotos escondido e, obviamente, ficou uma merda. Depois que eu vi a cena acima, desisti de tentar tirar fotos melhores.





E depois da capela sistina você passa por mais alguns corredores com tetos coloridos e, se não me engano, alguns relicários. No fim de tudo, óbvio, lojas.
Depois disso tudo, você é lançado para fora dos muros novamente. E aí tem que dar uma andadinha até chegar na praça São Pedro. Aí, meus amigos, vou contar uma historinha...
Quando eu estava planejando a minha viagem para a Europa, tomei TODOS os cuidados do mundo para não estar em Roma no final de semana, por 2 motivos:
1) Turistas italianos que resolvem aproveitar o final de semana para conhecer Roma;
2) O papa aparece na janelinha do seu quarto.
A razão para fugir disso é simples: fica tudo lotado. TUDO. LOTADO. ABSURDAMENTE LOTADO. Aí fiz questão de estar em Roma de terça a sexta. E deixei para ir ao vaticano na quarta.
Só que a brincadeira do papa dar tchau na janela MUDOU DE DIA (ou incrementou um dia). Fato é que era quarta-feira e a praça são pedro estava lotada. Lotada MESMO. Lotada a ponto de não conseguir ENTRAR na praça. E eu não estou exagerando. Tive que ir almoçar para dar tempo de todo mundo sair da praça. Mas depois que eu consegui entrar na praça, foi até bacana. Voltemos....
A praça é bem grande. Cabe gente pra cacete. E no lado oposto da entrada da praça fica a basílica de São Pedro. No meio, o famoso obelisco. Saca só:

A fila para entrar na basílica é gigante. Gigante MESMO. Saca só:
IMPORTANTE: você NÃO entra na basílica (e acho que no museu também) de bermuda (ou saia, se for mulher) e ombros de fora. Além dessa inspeção visual você também passa por detector de metal e raio x. Mas depois que passa dessa inspeção a entrada é rápida.
Amigos, a basílica é algo fora do comum. Coisa absurda. Gigantesco, muito ouro, muito mármore, granito e demais pedras. Dinheiro pouco é bobagem.











Dica para conseguir ver a Pieta: seja brasileiro e não desista nunca. Não adianta pedir licença, tentar passar na frente ou empurrar um pouquinho. Tenha paciência e vá andando no meio das pessoas. Uma hora você consegue chegar lá, na cara de Jesus. E aí, amigo, VAI BABAR. Abuse do zoom da sua máquina.

Atrás do São Longuinho (que existe de verdade, achei que era mentira) tem a entrada para as catacumbas, onde estão enterrados os papas mortos. Você vai sair das catacumbas FORA da igreja, mas é possível entrar de volta sem pegar a fila inteira. Não assuste. Não tirei fotos, então entendo que não pode tirar.

E o último lugar da basílica é o trono de São Pedro. Supostamente é onde está a pedra fundamental da basílica, acima de onde estão os restos mortais do 1º papa.


E para fechar com chave de ouro, o famosíssimo guarda suiço, com seu uniforme desenhado pelo Michelangelo.
Dicas gerais:
- COMPRE a entrada para o museu com antecedência, pelo site do vaticano;
- Marque a visita para o primeiro horário;
- Vá de calça comprida e camisa tampando os ombros;
- Leve água. Não lembro de ter visto bebedouro por lá;
- Perca um bom tempo na capela sistina. Olhe todos os detalhes, caminhe pelo ambiente;
- Não deixe de ver a Pieta;
- Não vá na quarta-feira e no domingo (a menos que queira "ver" o papa). Fica MUITO cheio, praticamente impossível de andar (mesmo a praça sendo muito grande);
- Eu não vi, mas na praça tem uma plaquinha no chão com o local onde o João Paulo II foi baleado;
- Separe praticamente um dia inteiro para essa brincadeira. Você vai chegar 9 da matina e vai sair depois das 3, fácil. Aproveite para almoçar nas redondezas, tem vários restaurantes baratos no entorno (mas fora do vaticano).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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