Antes de passar por Roma, que tem 1000000000 de fotos, vamos de Vaticano. Para quem matou as aulas de geografia, o Vaticano NÃO faz parte da Itália, apesar de estar no meio de Roma. É um país independente, o menor do mundo, por sinal.
Como toda boa cidade, é dividido em várias áreas. Algumas são visitáveis, outras são restritas. E mesmo as visitáveis são divididas em pagas e grátis. Começarei pelas pagas, que são o Museu do Vaticano e a capela sistina.
Uma dica que eu dou e recomendo muito fortemente que vocês sigam é: compre o ingresso antes. E marque para o PRIMEIRO horário (9 da matina, salvo engano). Você paga 4 euros a mais, mas vale a pena. A fila para compra é gigantesca e você ganha um tempo valioso. E a vantagem de ser o primeiro é que não tem uma horda de ogros ao seu redor (essa horda chega depois). Palavras do Véio, que já foi lá 3 vezes.
A entrada do museu é do lado de fora dos muros. E se você seguiu o meu valioso conselho, você deve passar por FORA da fila que já estará formada, pela rua mesmo. Vá andando até chegar na entrada (foto abaixo) e fique de tocaia. De uma hora pra outra abre a porteira e sai todo mundo correndo (a Itália é o Brasil da Europa).
Se eu não me engano, primeiro você passa por um raio X, depois troca seu bilhete impresso pelo ingresso e só então passa pela catraca. E o primeiro lugar da visita são os jardins de alguém que esqueci o nome. ÓBVIO que tinha coisa em reforma...

Não lembro de ter muita coisa pra ver aí. Tinha uma escultura que não achei foto e uns painéis com explicações da capela sistina (que você já esqueceu até chegar nela...).
Logo depois desse jardim você entra no famoso museu do vaticano. O treco é grande pra caralho e leva-se algumas HORAS dentro dele (se você não for detalhista). Tem de tudo que você imaginar. E nessas horas fico imaginando o quanto a igreja é rica (estima-se que METADE das obras de arte foram roubadas em guerras).
A primeira parte é a de estátuas (chutaria romanas). São alguns corredores como esse abaixo. O mais legal é que em muitas das estátuas arrancaram o bilau da galera. Ou isso ou colaram uma folha de mármore por cima (tipo Adão e Eva).


Depois disso vem a parte egipcia. Não é tão grande quanto o Neues Museum de Berlim (o que tem a Nefertiti), mas ainda assim impressiona.
Tem também a parte grega

E uma parte SÓ para animais

Também tem a parte do estruscos, fenicios e todos esses milhares de grupos que já existiram no mundo.
Depois de passar por todas essas milhares de salas, tem a parte da tapeçaria. São centenas de tapetes pendurados na parede.

Também tem a sala do Rafael, do Donatelo e todas as outras tartarugas ninjas. Confesso não lembrar mais qual é qual...


Os tetos e os pisos são um capítulo a parte. Tem coisas impressionantes em tudo quanto é lugar.






Perdido no meio do nada tem uma capelinha simples

Também tem uma sala para crianças fazerem arte.

E logo depois disso tudo vem a famosa capela sistina. O esquema é o seguinte: você pode tirar foto de TUDO o que quiser no museu. Tudo. Mas não pode tirar foto de NADA na capela sistina. Os guardas ficam circulando pela capela (que é pequena, por sinal) falando "no foto". E eu cheguei a ver eles agindo com um cara que não se contentou com apenas uma foto. Arrancaram a máquina do cara e começaram a apagar as fotos.
Eu tirei fotos escondido e, obviamente, ficou uma merda. Depois que eu vi a cena acima, desisti de tentar tirar fotos melhores.





E depois da capela sistina você passa por mais alguns corredores com tetos coloridos e, se não me engano, alguns relicários. No fim de tudo, óbvio, lojas.
Depois disso tudo, você é lançado para fora dos muros novamente. E aí tem que dar uma andadinha até chegar na praça São Pedro. Aí, meus amigos, vou contar uma historinha...
Quando eu estava planejando a minha viagem para a Europa, tomei TODOS os cuidados do mundo para não estar em Roma no final de semana, por 2 motivos:
1) Turistas italianos que resolvem aproveitar o final de semana para conhecer Roma;
2) O papa aparece na janelinha do seu quarto.
A razão para fugir disso é simples: fica tudo lotado. TUDO. LOTADO. ABSURDAMENTE LOTADO. Aí fiz questão de estar em Roma de terça a sexta. E deixei para ir ao vaticano na quarta.
Só que a brincadeira do papa dar tchau na janela MUDOU DE DIA (ou incrementou um dia). Fato é que era quarta-feira e a praça são pedro estava lotada. Lotada MESMO. Lotada a ponto de não conseguir ENTRAR na praça. E eu não estou exagerando. Tive que ir almoçar para dar tempo de todo mundo sair da praça. Mas depois que eu consegui entrar na praça, foi até bacana. Voltemos....
A praça é bem grande. Cabe gente pra cacete. E no lado oposto da entrada da praça fica a basílica de São Pedro. No meio, o famoso obelisco. Saca só:

A fila para entrar na basílica é gigante. Gigante MESMO. Saca só:
IMPORTANTE: você NÃO entra na basílica (e acho que no museu também) de bermuda (ou saia, se for mulher) e ombros de fora. Além dessa inspeção visual você também passa por detector de metal e raio x. Mas depois que passa dessa inspeção a entrada é rápida.
Amigos, a basílica é algo fora do comum. Coisa absurda. Gigantesco, muito ouro, muito mármore, granito e demais pedras. Dinheiro pouco é bobagem.











Dica para conseguir ver a Pieta: seja brasileiro e não desista nunca. Não adianta pedir licença, tentar passar na frente ou empurrar um pouquinho. Tenha paciência e vá andando no meio das pessoas. Uma hora você consegue chegar lá, na cara de Jesus. E aí, amigo, VAI BABAR. Abuse do zoom da sua máquina.

Atrás do São Longuinho (que existe de verdade, achei que era mentira) tem a entrada para as catacumbas, onde estão enterrados os papas mortos. Você vai sair das catacumbas FORA da igreja, mas é possível entrar de volta sem pegar a fila inteira. Não assuste. Não tirei fotos, então entendo que não pode tirar.

E o último lugar da basílica é o trono de São Pedro. Supostamente é onde está a pedra fundamental da basílica, acima de onde estão os restos mortais do 1º papa.


E para fechar com chave de ouro, o famosíssimo guarda suiço, com seu uniforme desenhado pelo Michelangelo.
Dicas gerais:
- COMPRE a entrada para o museu com antecedência, pelo site do vaticano;
- Marque a visita para o primeiro horário;
- Vá de calça comprida e camisa tampando os ombros;
- Leve água. Não lembro de ter visto bebedouro por lá;
- Perca um bom tempo na capela sistina. Olhe todos os detalhes, caminhe pelo ambiente;
- Não deixe de ver a Pieta;
- Não vá na quarta-feira e no domingo (a menos que queira "ver" o papa). Fica MUITO cheio, praticamente impossível de andar (mesmo a praça sendo muito grande);
- Eu não vi, mas na praça tem uma plaquinha no chão com o local onde o João Paulo II foi baleado;
- Separe praticamente um dia inteiro para essa brincadeira. Você vai chegar 9 da matina e vai sair depois das 3, fácil. Aproveite para almoçar nas redondezas, tem vários restaurantes baratos no entorno (mas fora do vaticano).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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