Comentei outro dia que minha sobrinha nasceu. Pois bem, o Véio foi lá pra Suiça ajudar a minha irmã nesse período de adaptação à vida de mãe. E vai ficar lá DOIS meses. DOIS meses sem ele aqui me ligando todo dia.
Para melhorar ainda mais a minha situação, minha tia também vai viajar e vai ficar UM mês fora. O problema dela não é nem tanto ficar me ligando, mas ela vem aqui em casa e fica fuxicando as coisas. Limpa num se o que, muda tudo de lugar...
Eu nem acredito que vou ficar tanto tempo "de folga". Muito bom.
O lado ruim é que a Véia fica me apurrinhando com coisas da Lentilha, como se eu, daqui, pudesse fazer alguma coisa....
6 de jan. de 2013
2 de jan. de 2013
E aí eu doei sangue
Lembram que outro dia eu comentei que um cara da empresa está com leucemia? Pois é, ele está precisando de doadores de sangue. Muitos doadores. E eu resolvi que era hora de tentar doar mais uma vez.
Eu já tentei doar sangue TRÊS vezes. Na primeira, não me deixaram doar porque eu não tinha uma parceia fixa. Na segunda, o cara falou que a minha pressão estava alta. Na terceira, mais uma vez pressão alta. Eu NUNCA tive pressão alta. Cogito que não acreditaram em mim e inventaram essa desculpa.
Depois destas três tentativas (duas delas eu estava indo doar por livre e espontânea vontade, não era em nome de ninguém), decidi que o hemominas tinha muito sangue sobrando para não querer o meu, então não iria mais doar a esmo, só quando alguém próximo precisasse.
E aí chegou o momento. Marquei o dia e a hora e fui lá num SÁBADO. Fiquei sem beber na sexta, acordei cedo no sábado, peguei DOIS ônibus e finalmente cheguei...uma hora antes do previsto.
Esperei um monte, até que chegou minha vez. Fiz um primeiro teste para ver se eu tinha anemia e medi a temperatura (com o termômetro na axila, que fique bem claro) e fui para a triagem. A médica que me atendeu era novinha (e gatinha), mas parecia que estava com pressa. Disparou as perguntas no automático, acho que nem prestou muita atenção nas minhas respostas.
Notei que ela estava olhando muito para a minha mão, não sei se para ver se eu estava tremendo, mentindo, procurando machucados, ou alguma outra hipótese que eu ainda não consegui pensar. Fato é que eu consegui passar no teste e passei para a doação.
Nesse meio tempo em que eu estava esperando para doar, vi DUAS pessoas perguntando se fulano e ciclano estavam bem, porque estavam demorando para sair. E as DUAS estavam passando mal.
Logo que entrei, vi um cara quase de cabeça pra baixo, porque também estava passando mal e um quarto cara numa maca. Eu estava tranquilo quando fui doar, mas vendo esse povo todo passando mal, confesso que fiquei com medo de dar alguma merda. E como estou sozinho em BH (todo o resto da familia está viajando), se desse merda ia ser foda resolver...
A atendente perguntou se era a minha primeira vez doando sangue e falei que sim. Aí começaram a me tratar com um idiota. Pegaram no braço, me levaram até uma pia e me ensinou a lavar o braço. Depois, olhou meus braços procurando a melhor veia. Foi o do braço direito. Não questionei, sei lá porque.
Aí me colocou na cadeira, e enquanto preparava a porra toda perguntou se estava tudo bem umas 3 vezes. Tudo pronto, era hora de enfiar a agulha. Gentilmente ela falou: "vai doer um pouquinho, mas é tranquilo". Eu vi o tamanho da agulha e lembrei desse video na hora. Eu não tenho medo de agulha, mas vendo tanta gente passando mal, achei que seria uma boa não olhar (só pra não passar vergonha). E ainda bem que eu não olhei, porque teria ficado com raiva. Nossa amiga me furou TRÊS vezes.
Depois que o sangue começou a passar para a sacolinha relaxei e esqueci da raiva pela furação (apesar de a mulher me perguntar a cada 2 minutos se estava tudo bem, o que estava me deixando meui puto).
Imaginei que fosse durar uma eternidade, mas é rapidinho: uns 10 a 15 minutos e pronto. Aí a tia tirou a agulha do meu braço, pediu para eu apertar e foi resolver outras coisas com a bolsa de sangue. Na hora que ela foi colocar o curativo, tirou o algodão e jorrou um pouco de sangue. A mulher falou "pô, não apertou direito!". Isso porque eu tava quasse atravessando meu braço com o dedo...
"Vai ficar roxo. Bota gelo 3 vezes hoje". Assim eu fiz. Mas ainda assim, ficou bonitão, saca só:

Apesar de ter ficado feio, não doeu nada. Fica dolorido, óbvio, porque enfiam uma agulha do tamanho de uma carga de caneta bic no seu braço (no meu caso, 3 vezes), mas nada que vá te matar.
E se você puder doar sangue e queira ajudar o brother da empresa, me avise (esparroman arroba gmail ponto com) que eu passo os detalhes.
Eu já tentei doar sangue TRÊS vezes. Na primeira, não me deixaram doar porque eu não tinha uma parceia fixa. Na segunda, o cara falou que a minha pressão estava alta. Na terceira, mais uma vez pressão alta. Eu NUNCA tive pressão alta. Cogito que não acreditaram em mim e inventaram essa desculpa.
Depois destas três tentativas (duas delas eu estava indo doar por livre e espontânea vontade, não era em nome de ninguém), decidi que o hemominas tinha muito sangue sobrando para não querer o meu, então não iria mais doar a esmo, só quando alguém próximo precisasse.
E aí chegou o momento. Marquei o dia e a hora e fui lá num SÁBADO. Fiquei sem beber na sexta, acordei cedo no sábado, peguei DOIS ônibus e finalmente cheguei...uma hora antes do previsto.
Esperei um monte, até que chegou minha vez. Fiz um primeiro teste para ver se eu tinha anemia e medi a temperatura (com o termômetro na axila, que fique bem claro) e fui para a triagem. A médica que me atendeu era novinha (e gatinha), mas parecia que estava com pressa. Disparou as perguntas no automático, acho que nem prestou muita atenção nas minhas respostas.
Notei que ela estava olhando muito para a minha mão, não sei se para ver se eu estava tremendo, mentindo, procurando machucados, ou alguma outra hipótese que eu ainda não consegui pensar. Fato é que eu consegui passar no teste e passei para a doação.
Nesse meio tempo em que eu estava esperando para doar, vi DUAS pessoas perguntando se fulano e ciclano estavam bem, porque estavam demorando para sair. E as DUAS estavam passando mal.
Logo que entrei, vi um cara quase de cabeça pra baixo, porque também estava passando mal e um quarto cara numa maca. Eu estava tranquilo quando fui doar, mas vendo esse povo todo passando mal, confesso que fiquei com medo de dar alguma merda. E como estou sozinho em BH (todo o resto da familia está viajando), se desse merda ia ser foda resolver...
A atendente perguntou se era a minha primeira vez doando sangue e falei que sim. Aí começaram a me tratar com um idiota. Pegaram no braço, me levaram até uma pia e me ensinou a lavar o braço. Depois, olhou meus braços procurando a melhor veia. Foi o do braço direito. Não questionei, sei lá porque.
Aí me colocou na cadeira, e enquanto preparava a porra toda perguntou se estava tudo bem umas 3 vezes. Tudo pronto, era hora de enfiar a agulha. Gentilmente ela falou: "vai doer um pouquinho, mas é tranquilo". Eu vi o tamanho da agulha e lembrei desse video na hora. Eu não tenho medo de agulha, mas vendo tanta gente passando mal, achei que seria uma boa não olhar (só pra não passar vergonha). E ainda bem que eu não olhei, porque teria ficado com raiva. Nossa amiga me furou TRÊS vezes.
Depois que o sangue começou a passar para a sacolinha relaxei e esqueci da raiva pela furação (apesar de a mulher me perguntar a cada 2 minutos se estava tudo bem, o que estava me deixando meui puto).
Imaginei que fosse durar uma eternidade, mas é rapidinho: uns 10 a 15 minutos e pronto. Aí a tia tirou a agulha do meu braço, pediu para eu apertar e foi resolver outras coisas com a bolsa de sangue. Na hora que ela foi colocar o curativo, tirou o algodão e jorrou um pouco de sangue. A mulher falou "pô, não apertou direito!". Isso porque eu tava quasse atravessando meu braço com o dedo...
"Vai ficar roxo. Bota gelo 3 vezes hoje". Assim eu fiz. Mas ainda assim, ficou bonitão, saca só:
Apesar de ter ficado feio, não doeu nada. Fica dolorido, óbvio, porque enfiam uma agulha do tamanho de uma carga de caneta bic no seu braço (no meu caso, 3 vezes), mas nada que vá te matar.
E se você puder doar sangue e queira ajudar o brother da empresa, me avise (esparroman arroba gmail ponto com) que eu passo os detalhes.
1 de jan. de 2013
E para 2013 eu prometo...
Eu prometo isso aqui, já que em 2011 E em 2012 não fiz nada do que tinha previsto. Até o resultado das metas que tinha colocado foram os mesmos...
Vergonha. Muita vergonha.
Vergonha. Muita vergonha.
31 de dez. de 2012
Retrospectiva 2012
Esse ano não vai ter post mês a mês. O motivo é simples: eu quase não postei nada este ano, logo não lembro o que aconteceu. E eu não estou brincando....
O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.
Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.
Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.
O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.
Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.
Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.
Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.
Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.
Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.
E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.
2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.
Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.
O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.
Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.
Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.
O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.
Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.
Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.
Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.
Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.
Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.
E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.
2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.
Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.
30 de dez. de 2012
E aí eu virei tio
Não lembro se eu comentei aqui, mas a minha irmã estava grávida. Ela já tem mais de 5 anos de casada e resolveu ceder aos pedidos do meu cunhado por uma prole. Em uma viagem ao sudeste asiático (Laos, Camboja, Vietnam, algum desses países pobres) resolveram que era hora de parar de tomar a pílula. E na PRIMEIRA tentativa....o cara acertou a mira.
Desde então começou a movimentação na família: compra roupinha, compra fralda, compra tudo o que você imaginar. E o pior: tinha que levar TUDO para a Suiça. Imagina como foi fácil para o Véio meter tudo dentro da mala e levar para outro continente...
Pior ainda deve ter sido AGUENTAR a minha irmã, porque ela é absurdamente hipocondríaca e dava berros de dor todas as vezes que a lentilha se movia. Lentilha foi o nome carinhoso que eu inventei para minha futura sobrinha. A minha irmã chamava de feijão, mas quando descobrimos que seria mulher, comecei a chamar de lentilha, principalmente porque minha irmã não queria contar o nome que tinham escolhido.
Pois bem... no dia 24 minha irmã começou a sentir contrações. Foi pro hospital, mas era alarme falso. No dia 26 a noite, pouco depois que o Véio chegou na Suiça, ela voltou a ter contrações e voltou para o hospital. Só que dessa vez não era alarme falso.
Depois de 12 (sim, DOZE) hora tendo contrações e sem a bichinha nascer, minha irmã pediu pelas drogas. Eu fiquei imaginando ela falando todos os palavrões que conhece em português e os gringos sem entender porra nenhuma.
Mais 12 (sim, DOZE) horas tendo contações e nada da bichinha sair. Isso porque a Lentinha estava com 50 cm (1/3 da altura da minha irmã) e com 3,5 kg (basicamente um boizinho) e não conseguia girar para ficar na posição para nascer.
Aí, e só aí, 24 (VINTE E QUATRO) horas depois dela chegar ao hospital, resolveram partir para uma cesariana. Duas horas depois, nasceu.
E eu virei tio.
Desde então começou a movimentação na família: compra roupinha, compra fralda, compra tudo o que você imaginar. E o pior: tinha que levar TUDO para a Suiça. Imagina como foi fácil para o Véio meter tudo dentro da mala e levar para outro continente...
Pior ainda deve ter sido AGUENTAR a minha irmã, porque ela é absurdamente hipocondríaca e dava berros de dor todas as vezes que a lentilha se movia. Lentilha foi o nome carinhoso que eu inventei para minha futura sobrinha. A minha irmã chamava de feijão, mas quando descobrimos que seria mulher, comecei a chamar de lentilha, principalmente porque minha irmã não queria contar o nome que tinham escolhido.
Pois bem... no dia 24 minha irmã começou a sentir contrações. Foi pro hospital, mas era alarme falso. No dia 26 a noite, pouco depois que o Véio chegou na Suiça, ela voltou a ter contrações e voltou para o hospital. Só que dessa vez não era alarme falso.
Depois de 12 (sim, DOZE) hora tendo contrações e sem a bichinha nascer, minha irmã pediu pelas drogas. Eu fiquei imaginando ela falando todos os palavrões que conhece em português e os gringos sem entender porra nenhuma.
Mais 12 (sim, DOZE) horas tendo contações e nada da bichinha sair. Isso porque a Lentinha estava com 50 cm (1/3 da altura da minha irmã) e com 3,5 kg (basicamente um boizinho) e não conseguia girar para ficar na posição para nascer.
Aí, e só aí, 24 (VINTE E QUATRO) horas depois dela chegar ao hospital, resolveram partir para uma cesariana. Duas horas depois, nasceu.
E eu virei tio.
27 de dez. de 2012
Bem vindo ao Vaticano
Aí o aluno pergunta: "ué, não tem mais de um ano que você foi pra Itália?". Sim, queridos leitores. já faz um tempo bom. Tempo suficiente para eu não lembrar de 90% das coisas... Mas vamos tentar puxar lá do fundo do mundo pra postar para vocês... Que Google me ajude.
Antes de passar por Roma, que tem 1000000000 de fotos, vamos de Vaticano. Para quem matou as aulas de geografia, o Vaticano NÃO faz parte da Itália, apesar de estar no meio de Roma. É um país independente, o menor do mundo, por sinal.
Como toda boa cidade, é dividido em várias áreas. Algumas são visitáveis, outras são restritas. E mesmo as visitáveis são divididas em pagas e grátis. Começarei pelas pagas, que são o Museu do Vaticano e a capela sistina.
Uma dica que eu dou e recomendo muito fortemente que vocês sigam é: compre o ingresso antes. E marque para o PRIMEIRO horário (9 da matina, salvo engano). Você paga 4 euros a mais, mas vale a pena. A fila para compra é gigantesca e você ganha um tempo valioso. E a vantagem de ser o primeiro é que não tem uma horda de ogros ao seu redor (essa horda chega depois). Palavras do Véio, que já foi lá 3 vezes.
A entrada do museu é do lado de fora dos muros. E se você seguiu o meu valioso conselho, você deve passar por FORA da fila que já estará formada, pela rua mesmo. Vá andando até chegar na entrada (foto abaixo) e fique de tocaia. De uma hora pra outra abre a porteira e sai todo mundo correndo (a Itália é o Brasil da Europa).

Se eu não me engano, primeiro você passa por um raio X, depois troca seu bilhete impresso pelo ingresso e só então passa pela catraca. E o primeiro lugar da visita são os jardins de alguém que esqueci o nome. ÓBVIO que tinha coisa em reforma...

Não lembro de ter muita coisa pra ver aí. Tinha uma escultura que não achei foto e uns painéis com explicações da capela sistina (que você já esqueceu até chegar nela...).


Logo depois desse jardim você entra no famoso museu do vaticano. O treco é grande pra caralho e leva-se algumas HORAS dentro dele (se você não for detalhista). Tem de tudo que você imaginar. E nessas horas fico imaginando o quanto a igreja é rica (estima-se que METADE das obras de arte foram roubadas em guerras).
A primeira parte é a de estátuas (chutaria romanas). São alguns corredores como esse abaixo. O mais legal é que em muitas das estátuas arrancaram o bilau da galera. Ou isso ou colaram uma folha de mármore por cima (tipo Adão e Eva).



Depois disso vem a parte egipcia. Não é tão grande quanto o Neues Museum de Berlim (o que tem a Nefertiti), mas ainda assim impressiona.


Tem também a parte grega

E uma parte SÓ para animais

Também tem a parte do estruscos, fenicios e todos esses milhares de grupos que já existiram no mundo.
Depois de passar por todas essas milhares de salas, tem a parte da tapeçaria. São centenas de tapetes pendurados na parede.

Também tem a sala do Rafael, do Donatelo e todas as outras tartarugas ninjas. Confesso não lembrar mais qual é qual...








Os tetos e os pisos são um capítulo a parte. Tem coisas impressionantes em tudo quanto é lugar.
















Perdido no meio do nada tem uma capelinha simples


Também tem uma sala para crianças fazerem arte.

E logo depois disso tudo vem a famosa capela sistina. O esquema é o seguinte: você pode tirar foto de TUDO o que quiser no museu. Tudo. Mas não pode tirar foto de NADA na capela sistina. Os guardas ficam circulando pela capela (que é pequena, por sinal) falando "no foto". E eu cheguei a ver eles agindo com um cara que não se contentou com apenas uma foto. Arrancaram a máquina do cara e começaram a apagar as fotos.
Eu tirei fotos escondido e, obviamente, ficou uma merda. Depois que eu vi a cena acima, desisti de tentar tirar fotos melhores.





E depois da capela sistina você passa por mais alguns corredores com tetos coloridos e, se não me engano, alguns relicários. No fim de tudo, óbvio, lojas.



Depois disso tudo, você é lançado para fora dos muros novamente. E aí tem que dar uma andadinha até chegar na praça São Pedro. Aí, meus amigos, vou contar uma historinha...
Quando eu estava planejando a minha viagem para a Europa, tomei TODOS os cuidados do mundo para não estar em Roma no final de semana, por 2 motivos:
1) Turistas italianos que resolvem aproveitar o final de semana para conhecer Roma;
2) O papa aparece na janelinha do seu quarto.
A razão para fugir disso é simples: fica tudo lotado. TUDO. LOTADO. ABSURDAMENTE LOTADO. Aí fiz questão de estar em Roma de terça a sexta. E deixei para ir ao vaticano na quarta.
Só que a brincadeira do papa dar tchau na janela MUDOU DE DIA (ou incrementou um dia). Fato é que era quarta-feira e a praça são pedro estava lotada. Lotada MESMO. Lotada a ponto de não conseguir ENTRAR na praça. E eu não estou exagerando. Tive que ir almoçar para dar tempo de todo mundo sair da praça. Mas depois que eu consegui entrar na praça, foi até bacana. Voltemos....
A praça é bem grande. Cabe gente pra cacete. E no lado oposto da entrada da praça fica a basílica de São Pedro. No meio, o famoso obelisco. Saca só:


A fila para entrar na basílica é gigante. Gigante MESMO. Saca só:

IMPORTANTE: você NÃO entra na basílica (e acho que no museu também) de bermuda (ou saia, se for mulher) e ombros de fora. Além dessa inspeção visual você também passa por detector de metal e raio x. Mas depois que passa dessa inspeção a entrada é rápida.


Amigos, a basílica é algo fora do comum. Coisa absurda. Gigantesco, muito ouro, muito mármore, granito e demais pedras. Dinheiro pouco é bobagem.

















Dica para conseguir ver a Pieta: seja brasileiro e não desista nunca. Não adianta pedir licença, tentar passar na frente ou empurrar um pouquinho. Tenha paciência e vá andando no meio das pessoas. Uma hora você consegue chegar lá, na cara de Jesus. E aí, amigo, VAI BABAR. Abuse do zoom da sua máquina.


Atrás do São Longuinho (que existe de verdade, achei que era mentira) tem a entrada para as catacumbas, onde estão enterrados os papas mortos. Você vai sair das catacumbas FORA da igreja, mas é possível entrar de volta sem pegar a fila inteira. Não assuste. Não tirei fotos, então entendo que não pode tirar.

E o último lugar da basílica é o trono de São Pedro. Supostamente é onde está a pedra fundamental da basílica, acima de onde estão os restos mortais do 1º papa.



E para fechar com chave de ouro, o famosíssimo guarda suiço, com seu uniforme desenhado pelo Michelangelo.

Dicas gerais:
- COMPRE a entrada para o museu com antecedência, pelo site do vaticano;
- Marque a visita para o primeiro horário;
- Vá de calça comprida e camisa tampando os ombros;
- Leve água. Não lembro de ter visto bebedouro por lá;
- Perca um bom tempo na capela sistina. Olhe todos os detalhes, caminhe pelo ambiente;
- Não deixe de ver a Pieta;
- Não vá na quarta-feira e no domingo (a menos que queira "ver" o papa). Fica MUITO cheio, praticamente impossível de andar (mesmo a praça sendo muito grande);
- Eu não vi, mas na praça tem uma plaquinha no chão com o local onde o João Paulo II foi baleado;
- Separe praticamente um dia inteiro para essa brincadeira. Você vai chegar 9 da matina e vai sair depois das 3, fácil. Aproveite para almoçar nas redondezas, tem vários restaurantes baratos no entorno (mas fora do vaticano).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Antes de passar por Roma, que tem 1000000000 de fotos, vamos de Vaticano. Para quem matou as aulas de geografia, o Vaticano NÃO faz parte da Itália, apesar de estar no meio de Roma. É um país independente, o menor do mundo, por sinal.
Como toda boa cidade, é dividido em várias áreas. Algumas são visitáveis, outras são restritas. E mesmo as visitáveis são divididas em pagas e grátis. Começarei pelas pagas, que são o Museu do Vaticano e a capela sistina.
Uma dica que eu dou e recomendo muito fortemente que vocês sigam é: compre o ingresso antes. E marque para o PRIMEIRO horário (9 da matina, salvo engano). Você paga 4 euros a mais, mas vale a pena. A fila para compra é gigantesca e você ganha um tempo valioso. E a vantagem de ser o primeiro é que não tem uma horda de ogros ao seu redor (essa horda chega depois). Palavras do Véio, que já foi lá 3 vezes.
A entrada do museu é do lado de fora dos muros. E se você seguiu o meu valioso conselho, você deve passar por FORA da fila que já estará formada, pela rua mesmo. Vá andando até chegar na entrada (foto abaixo) e fique de tocaia. De uma hora pra outra abre a porteira e sai todo mundo correndo (a Itália é o Brasil da Europa).
Se eu não me engano, primeiro você passa por um raio X, depois troca seu bilhete impresso pelo ingresso e só então passa pela catraca. E o primeiro lugar da visita são os jardins de alguém que esqueci o nome. ÓBVIO que tinha coisa em reforma...

Não lembro de ter muita coisa pra ver aí. Tinha uma escultura que não achei foto e uns painéis com explicações da capela sistina (que você já esqueceu até chegar nela...).
Logo depois desse jardim você entra no famoso museu do vaticano. O treco é grande pra caralho e leva-se algumas HORAS dentro dele (se você não for detalhista). Tem de tudo que você imaginar. E nessas horas fico imaginando o quanto a igreja é rica (estima-se que METADE das obras de arte foram roubadas em guerras).
A primeira parte é a de estátuas (chutaria romanas). São alguns corredores como esse abaixo. O mais legal é que em muitas das estátuas arrancaram o bilau da galera. Ou isso ou colaram uma folha de mármore por cima (tipo Adão e Eva).


Depois disso vem a parte egipcia. Não é tão grande quanto o Neues Museum de Berlim (o que tem a Nefertiti), mas ainda assim impressiona.
Tem também a parte grega

E uma parte SÓ para animais

Também tem a parte do estruscos, fenicios e todos esses milhares de grupos que já existiram no mundo.
Depois de passar por todas essas milhares de salas, tem a parte da tapeçaria. São centenas de tapetes pendurados na parede.

Também tem a sala do Rafael, do Donatelo e todas as outras tartarugas ninjas. Confesso não lembrar mais qual é qual...


Os tetos e os pisos são um capítulo a parte. Tem coisas impressionantes em tudo quanto é lugar.






Perdido no meio do nada tem uma capelinha simples

Também tem uma sala para crianças fazerem arte.

E logo depois disso tudo vem a famosa capela sistina. O esquema é o seguinte: você pode tirar foto de TUDO o que quiser no museu. Tudo. Mas não pode tirar foto de NADA na capela sistina. Os guardas ficam circulando pela capela (que é pequena, por sinal) falando "no foto". E eu cheguei a ver eles agindo com um cara que não se contentou com apenas uma foto. Arrancaram a máquina do cara e começaram a apagar as fotos.
Eu tirei fotos escondido e, obviamente, ficou uma merda. Depois que eu vi a cena acima, desisti de tentar tirar fotos melhores.





E depois da capela sistina você passa por mais alguns corredores com tetos coloridos e, se não me engano, alguns relicários. No fim de tudo, óbvio, lojas.
Depois disso tudo, você é lançado para fora dos muros novamente. E aí tem que dar uma andadinha até chegar na praça São Pedro. Aí, meus amigos, vou contar uma historinha...
Quando eu estava planejando a minha viagem para a Europa, tomei TODOS os cuidados do mundo para não estar em Roma no final de semana, por 2 motivos:
1) Turistas italianos que resolvem aproveitar o final de semana para conhecer Roma;
2) O papa aparece na janelinha do seu quarto.
A razão para fugir disso é simples: fica tudo lotado. TUDO. LOTADO. ABSURDAMENTE LOTADO. Aí fiz questão de estar em Roma de terça a sexta. E deixei para ir ao vaticano na quarta.
Só que a brincadeira do papa dar tchau na janela MUDOU DE DIA (ou incrementou um dia). Fato é que era quarta-feira e a praça são pedro estava lotada. Lotada MESMO. Lotada a ponto de não conseguir ENTRAR na praça. E eu não estou exagerando. Tive que ir almoçar para dar tempo de todo mundo sair da praça. Mas depois que eu consegui entrar na praça, foi até bacana. Voltemos....
A praça é bem grande. Cabe gente pra cacete. E no lado oposto da entrada da praça fica a basílica de São Pedro. No meio, o famoso obelisco. Saca só:

A fila para entrar na basílica é gigante. Gigante MESMO. Saca só:
IMPORTANTE: você NÃO entra na basílica (e acho que no museu também) de bermuda (ou saia, se for mulher) e ombros de fora. Além dessa inspeção visual você também passa por detector de metal e raio x. Mas depois que passa dessa inspeção a entrada é rápida.
Amigos, a basílica é algo fora do comum. Coisa absurda. Gigantesco, muito ouro, muito mármore, granito e demais pedras. Dinheiro pouco é bobagem.











Dica para conseguir ver a Pieta: seja brasileiro e não desista nunca. Não adianta pedir licença, tentar passar na frente ou empurrar um pouquinho. Tenha paciência e vá andando no meio das pessoas. Uma hora você consegue chegar lá, na cara de Jesus. E aí, amigo, VAI BABAR. Abuse do zoom da sua máquina.

Atrás do São Longuinho (que existe de verdade, achei que era mentira) tem a entrada para as catacumbas, onde estão enterrados os papas mortos. Você vai sair das catacumbas FORA da igreja, mas é possível entrar de volta sem pegar a fila inteira. Não assuste. Não tirei fotos, então entendo que não pode tirar.

E o último lugar da basílica é o trono de São Pedro. Supostamente é onde está a pedra fundamental da basílica, acima de onde estão os restos mortais do 1º papa.


E para fechar com chave de ouro, o famosíssimo guarda suiço, com seu uniforme desenhado pelo Michelangelo.
Dicas gerais:
- COMPRE a entrada para o museu com antecedência, pelo site do vaticano;
- Marque a visita para o primeiro horário;
- Vá de calça comprida e camisa tampando os ombros;
- Leve água. Não lembro de ter visto bebedouro por lá;
- Perca um bom tempo na capela sistina. Olhe todos os detalhes, caminhe pelo ambiente;
- Não deixe de ver a Pieta;
- Não vá na quarta-feira e no domingo (a menos que queira "ver" o papa). Fica MUITO cheio, praticamente impossível de andar (mesmo a praça sendo muito grande);
- Eu não vi, mas na praça tem uma plaquinha no chão com o local onde o João Paulo II foi baleado;
- Separe praticamente um dia inteiro para essa brincadeira. Você vai chegar 9 da matina e vai sair depois das 3, fácil. Aproveite para almoçar nas redondezas, tem vários restaurantes baratos no entorno (mas fora do vaticano).
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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