30 de set. de 2012

Mentor++

A minha empresa tem um programa de mentorado que funciona maromeno assim: o funcionário escolhe alguém que ele vê como um modelo e que está numa posição onde o funcionário quer chegar. Aí ele conversa com o futuro mentor e pergunta se ele topa ser o mentor dele. Se o cara topar, ele formaliza com o RH e inicia o processo.

O esquema depois disso é o seguinte: sempre que o mentorado precisa de ajuda com alguma coisa, está com dúvida, precisa de uma dica, etc. ele procura o mentor pra trocar uma ideia.

No ano passado um monte de gente me procurava pra conversar, mesmo sem eu ser o mentor oficial. Além disso era o mentor formal de uma estagiária que saiu da empresa. Por algum motivo desconhecido esse ano eu parei de ser procurado. Talvez por ter subido na hierarquia (primeiro informalmente, depois formalmente) ou talvez por eu estar absurdamente mais estressado e cada vez com a cara mais fechada.

Aí na quarta (ou quinta, não lembro), pra lá das seis da tarde, um dos caras do administrativo foi até a minha mesa e perguntou se podia conversar comigo. Falei que podia, lógico, e fomos para uma sala de reunião.

O menino é bem simples, assistente administrativo, e faz engenharia de produção numa dessas faculdades mais fracas. O sonho do cara é ser engenheiro, mas ainda tem que comer muita grama.

entramos na sala e o cara começou a falar. A voz tremula, as palavras não saiam direito. parecia que ele estava com medo de mim. Depois de dar uma volta gigante, finalmente perguntou se eu poderia ser o mentor dele, porque ele queria chegar onde eu cheguei.

Falei que topava, sem problemas,mas que estava viajando muito e que poderia ser difícil conversar comigo. E como meus dias andavam muito corridos, pedi para ele marcar as conversas no outlook.

O cara ficou felizão e saiu da sala para conversar com o chefe dele. Aí encontro o chefe dele depois disso no café e ele comentou que o sujeito estava super animado. E seguindo a onda de definição de mentor, ele mesmo perguntou se eu poderia ser o mentor dele. Topei.

E de um dia para o outro ganhei dois memorandos novos. Resta saber se vou conseguir ajudar esse pessoal, que não são da minha area.

26 de set. de 2012

Elogie sua equipe

Estou passando por uma fase nos meus projetos que preciso muito dos setores de apoio da empresa: SMS, Compras, Contrato, etc. E toda vez que preciso da ajuda desse pessoal é um martírio. Tem vez que eu preciso FAZER o trabalho deles, porque senão sai tudo errado. E todo mundo da empresa reclama deles.

Hoje, especificamente, fui atendido MUITO rapidamente por dois destes setores. Em um dos casos, só agradeci pela ajuda. No outro, agradeci pela rápida ajuda. No primeiro caso, a resposta foi um simples "disponha". No segundo caso, foi o seguinte:
Valeu pelo e-mail de agradecimento pelo rápido atendimento , sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!
Essa frase, no fim de um expediente (já era mais de 7:30), me fez pensar na vida que esses caras levam. Deve ser todo dia a mesma coisa: um cara deixa para fazer as coisas em cima da hora e pede uma pancada de coisas urgente. Os caras fazem o melhor possível (pelo menos eu espero que eles façam o melhor possível) para atender o prazo e só ficam levando porrada. Até mesmo quando fazem no prazo previsto. Raramente devem escutar um "obrigado".

Deve ser uma merda. Aliás, É uma merda. Eu sei disso porque eu só sou cobrado pelo resultado: margem, margem, margem pela diretoria e prazo, prazo, prazo pelo cliente. Além, óbvio, das milhões de outras apurrinhações do dia-a-dia. E, em um mês inteiro, NENHUM "obrigado", ou "bom trabalho", ou "mandou bem". Mesmo quando você se mata para fazer as coisas. Afinal, aquilo é o seu trabalho.

Aí eu volto para a frase do nosso amigo: "sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!". Pô, a verdade é essa. TODO MUNDO é pago para fazer alguma coisa e, óbvio, deve fazer da melhor forma possível. Mas não custa NADA agradecer o empenho, o rápido trabalho, elogiar a qualidade... Isso aumenta o moral do funcionário absurdamente.

Como disse o Primo um dia desses, amor é o maior soft skill de um gerente de projetos. Você precisa amar a sua equipe. Eles tem que se sentir amados, parte de uma familia, protegidos. Isso vai fazer com que rendam muito mais. Vão ficar motivados para trabalhar.

O problema é que mesmo sabendo isso, eu acabo esquecendo de colocar em prática com todo mundo. Com o pessoal da operação eu até faço isso bastante: vou lá, converso com o cara, dou atenção, pergunto como está andando o trabalho, faço um cafuné (nas mulheres, óbvio). Além deles se sentirem bem eu vejo o que tem de risco novo no projeto (sim, numa conversa aparentemente "boba" de 5 minutos). Mas com os meus coordenadores eu só desço o sarrafo. É basicamente o que eu recebo de cobrança, mas distribuído por 5 pessoas.

Tá errado isso. E eu preciso me policiar para dar mais atenção à essa parte e reconhecer o bom trabalho do pessoal. Com tanta merda acontecendo todo dia nos projetos, um "bom trabalho" vai alegrar a vida do cara.

E você, já elogiou sua equipe hoje?

18 de set. de 2012

E aí eu fui promovido

A minha relaçâo com promoções na minha empresa nunca foi fácil. Sempre que está na hora de eu ser promovido acontece alguma coisa que acaba enrolando. Em 2009/2010 foi a crise. Em 2012 foi um procedimento novo. Desde JANEIRO eu estou no lugar do meu antigo chefe, que foi para outro escritório e estou trabalhando com desvio de função. Não que isso me incomode, mas o problema é que o filtro de acesso nos sistemas da empresa é o cargo, então eu não conseguia fazer nada sozinho. Para muita coisa precisava pedir a ajuda de alguém. Teve sistema que fizeram até maracutaia de me colocar como meu chefe, para eu conseguir fazer algumas coisas.

Mas voltando à vaca fria... em janeiro eu não consegui ser promovido porque inventaram um processo novo: promoçôes na área gerencial precisavam passar por uma banca. E dependendo do nível que vocè pretende ser aprovado vai um pacote de pessoas para a promoção. No meu caso, precisava estar presente o presidente da empresa e pelo menos parte da diretoria. Agora imagina o quanto é fácil juntar essa renca toda numa sala...

Para piorar, lá pra Março o gerente do escritório conseguiu finalmente juntar todos eles em uma CONFERÊNCIA de 15 minutos para PEDIR a minha banca. E aí eles pediram 3 meses para me acompanhar mais de perto. Passaram os 3 meses e só aí resolveram tentar agendar a tal banca.

Chegaram a marcar no mês passado, mas deu uma merda um dia antes na agenda de algum deles e adiaram UM MÊS. Eu até entendo que a agenda desses caras deve ser lotada e conseguir 3 horas seguidas de todos eles deve ser praticamente um milagre, mas fiquei puto.

Fato é que quarta passada chegou o novo dia. Peguei meu avião de madrugada, cheguei no Rio 7 da matina e fiquei trabalhando, esperando chegar 4 da tarde. Lá pras 10 da manhã o pessoal do RH me manda um email falando que a minha apresentação estva grande e que eu precisava reduzir um slide.

Corri na sala da mulher para entender que porra era aquela, já que a apresentação estava com os 3 slides de texto previsto. Ela reclamou que além da capa e a final tinha um slide de SMS. Expliquei que aquilo era o padrão de apresentação e regra da empresa. Ela não quis saber. Apaga esse slide entâo, que vai ser 'no talento'", eu disse.

Voltei para o andar que eu estava e continuei trabalhando. TRÊS E MEIA meu telefone toca. Era a mulher do RH novamente. Aí aconteceu o seguinte diálogo:

- Você volta hoje?
- Sim, respondi já sentindo que ia dar merda.
- Que horas é o seu vôo?
- 11, disse sentindo o frio na espinha.
- Caraca. Vai ser apertado.
- Hein?
- Surgiu uma reunião de última hora para o CEO. Vamos ter que adiar a banca.
"Putaquepariu. Fudeu", pensei eu, já imaginando que levaria mais um mês. Mas perguntei:
- Mas e aí?
- Vou marcar para começar às 18.
- OK.

Eu tinha certeza que ia dar merda. Começar às 18:00 quer dizer na verdade começar às 19, se NADA der errado. E eu tinha que estar no galeão 10:00. Se são 3 horas de banca, estava apertadíssimo. Para ganhar meia hora, fiz o check in e já alertei o resto da galera que ia para a reunião comigo que tinha chance de eu nãochegar em São Luis, para eles se prepararem.

Seis em ponto eu estava na porta da sala do CEO. Eu, pelo menos, tinha que ser pontual. Atrasou, lógico, mas foi só meia hora. Falei meus 15 minutos de direito e aí começou a sabatina. Foram DUAS HORAS E MEIA de perguntas. Eu gostei bastante, porque algumas delas abriram os olhos para alguns pontos que eu nunca tinha pensado, ou que deveria estar fazendo. Aí me mandaram tomar um café.

Foram uns 20 minutos absurdamente longos. Além de estar bem ansioso pela resposta, estava preocupado com o horário do vôo. E não tinha ninguém para conversar na empresa, uma vez que já passava das 9 da noite. Comecei a ler tudo o que tinha pendurado nas paredes, tomei uns 2 copos de "nescau", li um monte de coisa na internet pelo celular, li meus emails.... E aí o CEO apareceu de volta, me chamando para a sala.

De cara me deram um diplominha, de que fui aprovado na banca. E aí começou o feedback. Foi bem bacana, falaram vários pontos positivos e alguns pontos de melhoria, mas no geral gostaram bastante e elogiaram muito o meu trabalho. Eu estava gostando daquele bando de elogios, mas estava com medo de perder o vôo. Quase 9:30 me liberaram e fui correndo para o galeão. Consegui ainda engolir um sanduiche em 15 minutos (contando o tempo de compra e espera).

No dia seguinte o gerente do escritório ligou e me deu o feedback do feedback. Falou que a minha promoção já tinha sido aprovada pelo CEO, mas só começaria a valer no mês que vem (coisas da minha empresa, que fecha a folha de pagamento no dia 12) e que o pessoal ficou impressionado com a minha apresentação e meu desempenho. Disse que eles falaram que foi a melhor banca até hoje. Não sei o quanto disso foi só para eu não ficar puto por ter que esperar mais um mês, mas acredito que alguma coisa seja verdade.

Demorou, mas saiu. Agora é mostrar resultado.

17 de set. de 2012

O importante é a sinceridade

Em um dos vôos que peguei nessa semana sentei na saída de emergência (acho que foi na ida para o Rio). A aeromoça explicando os procedimentos para uma mulher ao meu lado:
Se tivermos um acidente, a primeira coisa é olhar para fora, pela janela. Se tiver fogo, fumaça ou se a asa não estiver no lugar, não pode abrir a saída de emergência.
A coitada da mulher arregalou os olhos e ficou o vôo inteiro assim (em pânico, imagino eu). Me deu até pena.

15 de set. de 2012

A semana das viagens

Faz tempo que eu não apareço por aqui, né? Vou contar como foi essa semana e vocês vão entender porque ando sumido (todas as outras semanas têm sido assim).

Semana boa começa no domingo, mesmo sendo feriadão. Como eu teria 3 reuniões importantes durante esta semana, passei o domingo preparando apresentaçôes. Fui dormir por volta de 11 da noite e lá pras 3 e pouco da matina estava acordado novamente e não conseguia dormir novamente nem fudendo. Umas 6 e pouco consegui dormir novamente, mas às 7 o despertador tocou e fui trabalhar (ou pelo menos tentar).

Fiquei trabalhando até umas 8 da noite e voltei para casa para preparar a mala. Eu s'viajaria na quarta, mas de deixasse para terça a noite daria merda. A mala eu fiy rapidinho, mas mais uma vez fui dormir tarde e acordei de madrugada. Acheo que tenho que aceitar que não consigo mais dormir direito.

Na terça a noite fui dormir pr lá de 11 e UMA E MEIA da manhã eu acordei. Tudo bem que eu teria que pegar o aviâo 6 da matina, lá em confins, mas dava para ter dormido pelo menos até umas 3:30. Fui para o Rio, para a reunião mais importante do ano profissionalmente falando: a minha banca para ser promovido. Depois eu conto essa história melhor.

O negócio demorou e só consegui sair do trabalho 9 e pouco da noite, para pegar um vôo no galeâo ONZE da noite. Sim, ONZE. E meu destino era São Luis. Ou seja: chegaria muito de madrugada. E assim foi: 2 e muito da matina cheguei no aeroporto e 3 e pouco no hotel. Para acordar 6 e pouco e ir para uma reunião no cliente. Tranquilo.

Estava foda ficar em pé e manter os olhos abertos, mas a adrenalina estava fazendo o seu trabalho e me manteve acordado. 5 da tarde voltei para o hotel e fui...trabalhar. Afinal, dali a 2 horas eu iria comer uma orelha de elefante com o pessoal (explico depois). Estava contando que seria rapidinho e que uma 10 estaria de volta no hotel, para dormir até uma e meia da manhã, já que voltaria para BH na madrugada de sexta. Só que foi aniversário de não sei quem, colega de uma dos caras que estava conosco. E quando fui ver já era meia noite.

Voltei para o hotel, tomei um banho, sentei na cama para ver TV enquanto esperava dar o horário e pesquei por 5 segundos. Com medo de perder o avião fiquei meia hora em pé, andando pelo quarto, para não dormir. Uma e meia saí do quarto e fui para o aeroporto.

O vôo era 3 da matina e não foi fácil ficar acordado, mas consegui. Entrei no avião, sentai na minha poltrona e APAGUEI. Apesar de toda a sede que eu estava quando passou o "lanche" eu não tive forças para abrir o olho e pedir para a aeromoça. Seis da matina chegamos em confins, pegamos um transito infernal para chegar em BH e 7 e pouco cheguei finalmente em casa. Tomei banho e...fui trabalhar.

Eu estava destruido. Não conseguia pensar direito. Mas precisava ir para uma reunião com a diretoria. Na verdade, precisava finalizar a apresentação antes de tudo. Foi dureza: o que eu faria normalmente em duas horas levei 6. Aí, na hora da reunião (2 da tarde) avisaram que ia atrasar meia hora. E assim foi nas próximas duas horas. A reunião começou maromeno 4 e meia da tarde. Eu não pensava mais. Mais de duas horas depois ela finalmente acabou e eu consegui voltar para casa.

Cheguei em casa, tomei um banho e...não consegui dormir. Acho que durante a reunião eu acabei acordando (adrenalina, novamente). Só consegui pegar no sono umas 9 da noite, mas aí hibernei até quase meio dia de hoje. Foi lindo.

Tá certo que esse ano tive uma semana parecida com essa em questão de viagens, mas não foi fácil...

23 de ago. de 2012

Living on the edge

Você aí reclamando da sua conexão de 2 Mbps em casa, ou um 3G que às vezes não pega bem e eu lá em Manaus vivendo assim:

Detalhe: a vivo é a que pega MELHOR no cliente. E essa velocidade de 22 kbps foi ponto fora da curva. Olha no gráfico a média de velocidade...

22 de ago. de 2012

Coelhadas

— Voltei de Manaus na semana passada com uma francesa ao meu lado. Por algum motivo que ainda não descobri ela falou comigo (e só comigo) em inglês. Com todo o resto do pessoal ficou fazendo mímica. Devo ter cara de gringo;

— Pela primeira vez voltei de Manaus de TAM. Foram 3 latinhas de cerveja até brasília e mais uma até BH. Fiquei bem alegre;

— Essa greve da polícia federal me fudeu. Foram filas gigantes em Manaus e só não perdi o voo em BSB porque me mantiveram no mesmo avião. Mas atrasou pra cacete;

— Eu estava com uma reunião marcada para essa semana com a diretoria toda da empresa, que poderia me render uma promoção. Adiaram um mês sem dar motivo e jogaram um balde de água friana minha cabeça;

— Aliás, ando desanimado pra caralho no trabalho, mesmo com dois projetos novos bacanas entrando no meu portfólio;

— Se esses projetos entrarem de verdade não vou mais parar em BH. Por um lado é bom (adoro viajar), mas vou ficar morto;

— O que me motivou é que esses dois projetos são os maiores do escritório desse ano. Somados (são complementares) são os maiores da história do escritório. Sentiu o tamanho do problema e da responsa?

— Estou sentindo que vou perder um cara da minha equipe em breve. E vai dar merda;

— Cansei de Manaus. Só que Manaus não cansou de mim;

— Estou pensando em ir para a colômbia e o equador nas minhas férias. Alguém aí já foi ou conhece alguém que já foi para me falar ser vale a pena?

— Preciso de férias. Estou pensando em tirar uns 2 dias de folga esse mês, já que perdi o feriado de BH da semana passada e trabalhei no domingo.

É isso. Foi rapidinho, porque escrevi no avião para o Rio ontem.

21 de ago. de 2012

Vida de fornecedor

Pode não parecer, mas eu gosto do meu trabalho. Estressa, cansa, tira noites de sono e alguns anos da minha vida, mas eu me divirto. Só que essa vida de fornecedor é foda. Você sempre é o lado fraco da corda e nunca tem razão. E nunca eu tinha sofrido tanto isso como agora.

Num dos projetos o cliente levou UM ANO para sanar umas pendências e, quando finalmente resolveu, me mandou um aviso de multa porque eu demorei mais de uma semana para terminar o projeto.

Em um outro, o cara recusou me pagar porque não teve tempo de ler os documentos. Eu fiz meu trabalho, adiantei o projeto DOIS MESES a pedido dele, entreguei tudo e agora ele fica enrolando para pagar.

Mais um exemplo: tem um projeto que virou prioridade do papa e tem que ser montado esse ano. Eu movi um batalhão para conseguir fazer isso, criei confusão com um monte de gente na empresa pra conseguir pessoas, a galera tá se matando, tudo para atender o cara. Inclusive trabalhei descoberto porque o aditivo do contrato não saiu a tempo. Aí o puto vai pra BH quando eu estou em Manaus para ver ser a gente está trabalhando. E quando eu preciso de uma ajuda para adiantar um faturamento ele fala que não, porque "não se sente confortável". Dureza.

Sem contar que agora ele não conversa mais comigo: quando quer alguma coisa ele manda uma carta com aviso de multa. Podia ser um simples email ou ligação, do tipo: "ou, você já forneceu todos os instrumentos?", mas não, ele me manda uma carta e eu tenho que ficar escrevendo carta de resposta, juntando todos os recibos que ELE assinou, passando pelo meu jurírico, para falar que sim, eu já forneci todos.

Nessas horas eu fico pensando que deve ser muito melhor ser cliente. Não para ser babaca, mas para não passar tanta raiva. Tudo bem, o trabalho deve ser mais entediante, mas a vida deve ser muito mais fácil (ou menos sofrida).

Mas como disse um cara da empresa que foi comigo pra Manaus essa semana, vida sem emoção não tem graça.

20 de ago. de 2012

O humor e a forma de andar

Outro dia estava andando pelo escritorio e sabe-se lá porque parei para pensar o quanto a minha forma de andar mostra o meu humor. Aí voltando pra casa mais tarde aquele dia comecei a me mapear. Montei o seguinte modelo:

— andando rápido, olhando pra frente: modo normal de operação. Está tudo ocorrendo como esperado (ou seja, caótico);

— andando rápido, olhando para baixo: estou preocupado. Alguma coisa deu merda ou periga dar merda, mas é contornável;

— andando rápido, olhando pra cima: deu merda e/ou estou puto;

— andando rápido, com olhar psicopata: estou muito puto. Deu uma merda muito grande e/ou me deram uma notícia muito ruim. Se me ver assim, não fale comigo;

— andando devagar, olhando pra frente: estou cansado pra caralho, quase pedindo penico;

— andando devagar, olhando pra baixo: estou desanimado e/ou pensando em desistir;

— andando devagar, olhando pra cima: não estou acreditando em alguma coisa que aconteceu (estou desapontado / sem esperança / sem fé na humanidade);

— andando normal, não importa para onde estiver olhando: é fim de semana ou feriado.

Pronto, agora você consegue saber o que está acontecendo comigo só de olhar pra mim. Alguém aí que me conhece pessoalmente tem algum modo ou comentário para eu acrescentar aqui?

6 de ago. de 2012

Terminando a semana bem

Esse post era pra sair na sexta, mas previ que poderia dar mais alguma merda, então tá saindo hoje, já que a semana passada já acabou. Foi assim...

Sexta, por volta das 16 horas de Manaus (17 no Brasil), entrei no avião. Olho o número da minha poltrona: 14F. Olho para a poltrona. Saída de emergência. Não acredito com o espaço. Saca só

Sim, estiquei as pernas. Tá certo que elas não são grandes, mas era espaço para caralho.

Enquanto eu ficava balançando o pé, não acreditando em todo aquele espaço, o piloto pediu a atenção de todos e falou que ia dar um boot no avião e que por conta disso ficaríamos sem energia por cerca de 3 minutos. Quando ele falou isso, meu sangue gelou: 3 semanas atrás um cara da minha equipe foi para Manaus e aconteceu a mesma coisa. E aí ele teve que dormir em Manaus.

O tempo foi passando e nada do cara dar notícia. Uns 20 a 30 minutos depois e volta a pedir a atenção de todos e fala que deu merda, que não vamos poder prosseguir. Desce todo mundo e aguarda novas informações.

Duas horas depois, avisam que arrumam um hotel e colocam nossas bagagens na esteira. Nessa hora agradeço por já ter passado por muita merda em aeroporto na época da consultoria e estar preparado por quase tudo. Tinha roupas limpas até segunda. Botaram todo mundo em um busão e toca pro hotel. Saca só o naipe do transporte:

Chegamos no hotel (que, ironicamente, fica na Rua Belo Horizonte) e arrumam um quarto. Até bacana, ainda mais para quem vai só passar a noite. Pouco depois avisam que o jantar vai se no restaurante, no estilo "coma até morrer". E assim eu fiz: me empanturrei de peixe.

Como eu tinha tido uma semana de merda, tudo o que eu mais queria era dormir. A assim eu fiz: subi para o quarto e fui jiboiar. O problema é que não conseguia dormir. Não sei se era porque tinha comido muito ou se era de raiva.

Lá pras 11 eu finalmente peguei no sono. Aí uma da matina (pontualmente) o pessoal da trip me ligou e falaram que tinham conseguido um vôo pra mim 3:30 da madrugada passando por guarulhos. Estava com tanto sono que aceitei. Aí levantei, tomei um banho de meia hora (num chuveiro horroroso) e voltei para o aeroporto.

O avião até saiu na hora, mas me colocaram na poltrona 1A. Todo o espaço que eu teria na sexta foi roubado e eu viajei assim:

Mesmo assim apaguei no avião. Devo ter até babado. Só que acordei com os joelhos doendo, dado que estava todo torto.

Cheguei em guarulho e teria que esperar umas 2 horas até o próximo vôo. Eu ainda estava com muito sono, mas não dava para dormir. Minha mochila já pesava uma tonelada e eu estava morrendo de fome. para não ficar sentado fui até o Mc Donalds e comprei um triplo cheeseburger (curiosamente muito bom - ou a fome que era muito grande).

Pouco depois (a fila estava gigante) voltei para a sala de embarque e chamaram meu vôo. E aí eu sentei na Última fileira. Para meu espanto, era um lugar bem confortável: a poltrona reclinava e tinha bastante espaço entre poltronas. Olha que beleza:

Um hora depois eu estava em Confins, só querendo ir para casa. Aí lembrei que não tinha agendado um carro para me buscar E não tinha dinheiro para o taxi. Sorte que tem taxi que aceita cartão. 40 minutos depois eu cheguei em casa, deitei na cama e apaguei.

3 de ago. de 2012

E aí eu saí de férias (de mentira)

Outro dia eu comentei aqui que a minha empresa “ganhou” dois contratos novos. Esses contratos são de longa duração, mas vão envolver um batalhão de pessoas (umas 70 pessoas no pico). Isso mostra que o prazo, apesar de longo, é apertado. E além de prazo apertado, é com um cliente que não sabe o que é escopo. Literalmente.

Não, eu não estou exagerando. Pelo que me contaram, em uma das reuniões de definição ES escopo antes da assinatura o cara pediu para colocarmos umas atividades que não tinham nada com o projeto. Aí o cara da minha empresa falou “mas isso não é escopo do projeto”. E o cara respondeu: “escopo? O que é isso?”.

Percebe-se que vai ser um projeto complicado. Prazo apertado, muita gente trabalhando em paralelo e cliente tentando colocar coisa nova toda hora. Por conta disso, meu chefe pediu para que eu adiasse as minhas férias pelo menos até o projeto engrenar (ainda tinha 20 dias para tirar do ano passado e estava planejando tirar em outubro, quando acaba um dos contratos de Manaus).

O problema é que são férias compulsórias – vão completar 2 anos que eu deveria ter tirá-las – então teria que tirá-las de qualquer maneira. A solução foi simples: para o DP eu estou de férias, mas continuo trabalhando. Aliás, estou até viajando nas férias, só que a trabalho. E isso tem um potencial de dar merda gigante.

O problema é que ando tão cansado (afinal, nas minhas férias de abril eu não consegui descansar nada) que não sei se vou agüentar até março – quando acho que vou conseguir tirar os meus 20 dias restantes.

Torçam por mim.

2 de ago. de 2012

Cuidado com as mentiras que você conta

Dia desses aí pra trás recebi uma ligação de um desses headhunters genéricos que trabalham para grandes empresas. O cara falou da empresa, falou da oportunidade e, como não me interessou (seria voltar 3 anos no tempo), agradeci a oportunidade.

Papo vai, papo vem, o cara começa a dar sinais de desespero, que estava com urgência para preencher a vaga e perguntou se eu tinha alguém para indicar. A situação estava tão feia que a idéia era marcar a entrevista para o dia seguinte. Falei de um cara que trabalhava comigo que era a cara da vaga.

O cara perguntou se podia falar que eu indiquei pedi para não falar nada, afinal, o cara trabalha comigo. Ele pode achar que eu estou querendo que ele saia da empresa (quando na verdade estou é pensando em ajudá-lo a crescer).

Um ou dois dias depois, lá pras 5 da tarde o tal cara que eu indiquei falou que ia ter que sair mais cedo, porque a mulher dele tinha tido um problema e ia buscá-la no médico. Como a mulher dele é zicada, não achei estranho, mas achei uma coincidência muito grande. Estava cheirando a desculpa para fazer a tal entrevista.

Umas 2 horas depois o cara me posta uma foto num bar perto de onde era a tal empresa de recrutamento. Na hora eu saquei que era desculpa para ir fazer a entrevista. Até acho que a mulher dele estava zicada e de cama, mas ninguém pegaria a mulher no hospital e iria para um buteco (pelo menos eu acho que não).

Moral da história: cuidado com o que vocês colocam na internet. Sejam ao menos consistentes com as desculpas que inventam. E lembrem-se que BH é um ovo.

1 de ago. de 2012

Esparroman RECOMENDA: SyncToy

Já contei aqui que sou bem neurótico com backup, né? Tenho uns 15 DVDs com backups que eram feitos a cada 3 meses. Manter esses backups era uma merda: toda vez tinha que queimar um DVD novo colocando tudo o que eu tinha no computador (seja ele desktop, seja notebook). Aí era uma merda: eu nunca lembrava qual o arquivo era o mais novo: o do notebook ou o desktop. Até que eu descobri o SyncToy (em 2006. Não sei porque diabos só estou postando isso hoje).

O SyncToy é um programinha grátis da Microsoft que sincroniza os arquivos de 2 computadores. Ele mesmo olha o que foi alterado e mantém as 2 bases iguais. Na verdade verdadeira, ele tem 3 opções: sincronizar, eco e contribuição. Resumindo: no primeiro ele iguala as bases, no segundo ele faz uma cópia de uma base para a outra e na terceira ele só acrescenta o que foi criado/editado numa base na outra.

E para fazer backup isso é fantástico: você sincroniza o seu computador 1 com o computador 2. Se você é doente, como eu, pode sincronizar o notebook com o HD externo, o desktop com o HD externo e novamente o notebook com o HD externo. Isso significa que tudo o que tem no notebook tem no desktop E no HD externo (ou pen drive gigante). Se seu notebook está em rede com o desktop, pode sincronizá-los direto (não é o meu caso).

O melhor de tudo é que o programa é MUITO simples de usar. Basta você falar o diretório que ele deve sincronizar no computador 1 e o diretório do computador 2. O resto ele faz sozinho. E se você tem alguma pasta dentro desse diretório que não quer sincronizar, tem essa opção. Ou então algum tipo de arquivo que quer manter só de um dos lados. E o legal é que ele funciona com diretórios de rede, então você pode manter o seu notebook do trabalho sincronizado com a rede para quando for viajar.

Não vou colocar prints do programa aqui porque, bem, estou com preguiça (tá cheio de coisa confidencial e teria que ficar editando os prints), mas recomendo MUITO. Só não deixe de sincronizar os arquivos com freqüência, senão não adianta nada.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de jul. de 2012

Rapidinhas

- Coisas que só acontecem na minha empresa: horas administrativas precisam ser aprovadas pelo gerente do funcionário. Por uma questão interna, no sistema eu sou o meu gerente, logo eu aprovo as minhas horas;

- Sabem como eu descobri que eu aprovava as minhas horas? Recebi um email avisando que tinha horas do funcionário “fulano” (eu) para ser aprovadas por mim;

- Outra coisa peculiar que acontece é que quando eu não aponto horas em um dia eu recebo 2 emails: um falando que eu não apontei horas e outro falando que o funcionário “fulano” (eu) não apontou horas e que devo cobrá-lo do lançamento de horas;

- Ainda no campo trabalho: “ganhamos” 2 contratos grandes e meu chefe quer que eu fique com eles. Detalhe: um no nordeste e outro no sudeste (mas não em BH). Além dos meus contratos em Manaus. Acho que não vou mais parar em BH e nem dormir;

- As aspas no ganhamos é porque ainda não foi assinado o contrato. E como eu já vi de tudo nesse mundo corporativo, não custa nada mudarem de idéia;

- Apesar de não termos assinado o contrato o chefe mandou começar a trabalhar no projeto. Como a minha equipe já está no talo, colocaram um cara para trabalhar comigo. Esse cara vai casar em breve. Adivinha se fui convidado de última hora. O problema é que o casamento do cara é no interior. Ainda estou pensando se é muito feio eu não ir (acho que não, afinal o sujeito só me convidou porque virei chefe dele). Não preciso mais ir e nem comprar presente. O cara pediu demissão HOJE (tinha escrito o post no avião e agendado a publicação). Agora eu voltei a ficar fudido;

- Desde que mudou o fiscal dos contratos de Manaus eu tenho tido muito trabalho burocrático. O fiscal anterior era super gente boa e entendia o trabalho como cooperação e parceria. Esse novo é um burocrata que carrega o contrato debaixo do braço. Aí fica pedindo um monte de coisa inútil, que não agrega valor nenhum;

- Falando nele, fiquei absurdamente puto quando o cara não quis medir a aprovação de uns documentos porque “não teve tempo de avaliar”. Mesmo eu falando que quando ele comentasse eu faria a alteração ele não quis pagar. Quase mandei o sujeito tomar no cu, mas tive que me conter;

- O ano fiscal da minha empresa está acabando, Isso significa que vamos ter que se matar em Agosto para entregar o máximo de coisas possíveis. Lembra daqueles 2 projetos que eu falei ali em cima? Aqueles que nem assinaram ainda? Pois é, já tenho metas para eles;

- Outro dia fui verificar o andamento de uns documentos de um cara que está saindo da empresa. O cara falou que iria atrasar. Falei que não podia atrasar, porque o cliente já estava no meu pé. O cara engrossou a voz e falou que era por minha causa que ele estava saindo por minha causa, porque eu sou muito chato. Mantive a calma e falei que estava fazendo o meu trabalho, e que ele deveria fazer o dele. E também descobri que eu jamais mandarei alguém do trabalho tomar no cu;

- Terminei Assassin`s Creed II. O jogo é muito bom. Tão bom que comecei a jogar o Brotherhood novamente, para relembrar como era a história;

- A bola da vez é o God of War 2. Já joguei o 3 e o 1 (nessa ordem). É bem provável que quando eu terminar o 2 volte a jogar o 3, para relembrar a história;

- Esse ano não estou acompanhando quase nada das olimpíadas. E pensar que em 2000 eu troquei a noite pelo dia para poder ver tudo;

- Meu espírito atleta morreu na última semana. A Véia veio pra BH e me passou uma porrada de coisas para resolver, não consegui tempo livre a noite;

- Aliás, no dia que ela chegou estava tendo passeata do orgulho GLBT e o trânsito de BH PAROU. Para fugir da confusão passei ou cima de um canteiro central. Ainda bem que o esparromóvel é alto;

- Dia desses fui num buteco com uns estagiários do trabalho. Descobri que 2 deles não viram o Romário levantar a copa do mundo (não tinham nem nascido!). Me senti muito velho;

- Aliás, tem uma estagiária que está me chamando de velho (indiretamente) toda hora. Tá foda. Qualquer dia desses vou falar que respeito é bom e mantém o emprego;

- Quase esqueço de comentar: vou ser tio! Minha irmã engravidou numa viagem para o Vietnam (do marido dela, ok?) e o moleque nasce em janeiro. Por algum motivo ela escondeu isso uns 3 meses, só contou para o Véio e a Véia. Só que a Véia é fofoqueira e me contou;

- Sabendo que a família ia aumentar, minha irmã resolveu comprar um apartamento em Zurique. Fica pronto DUAS SEMANAS antes do melequento nascer. Adivinha se vai dar merda;

- Para ajudar na mudança e para cuidar do chorão (ou chorona), o Véio vai ficar 2 semanas nas oropa no início do ano que vem. Isso porque ele vai pra lá daqui um mês. E já vai levando meio mundo para o feijão (nome que minha irmã está chamando o filho dela);

- Eu, obviamente, ficarei 2 anos sem visitar minha irmã. Já não sou fã de crianças, com a minha irmã neurótica como mãe, é melhor o bichinho ficar maior antes de ir lá;

- Meu monitor morreu. Liguei um dia e estava funcionando só metade. Já tinha acontecido antes, mas ele tinha voltado a funcionar. Dessa vez morreu de vez. Levei para arrumar e me cobraram 120 ronaldos. Ceretza que i cara só deu uns 2 pontos de solda, mas fazer o que;

- O HD do meu notebook também morreu. E o maldito é um daqueles mini HDs de 1,8”. Essa merda não existe no Brasil e um novo custa 650 ronaldos. Olhei na internet e achei uns na gringolândia mais baratos, estou cogitando importá-los. Mas vou ficar sem notebook em casa um bom tempo.

Bom, acho que é isso. Rendeu bem esse post, hein?

30 de jul. de 2012

Começando bem a semana

Hoje vim para Manaus. Como sou muito prevenido, cheguei ao aeroporto com mais de uma hora de antecedência. A fila para o check in da trip estava assim:

Sério, eu não acreditei no tamanho da fila. Para quem não conhece o aeroporto de BH, o check in da trip é naquela bolinha vermelha láááááááá no fundo (maromeno no meio da foto). A fila devia estar com uns bons 100 metros. Levei 50 (CINQUENTA) minutos para fazer o check in. E ainda me avisaram que seria acento livre. Imagina o quanto eu fiquei feliz.

Fui para a sala de embarque, porque segundo a mulher que me atendeu o embarque era imediato. Na hora que PISEI dentro da sala alguém da Trip falou no alto falante: “prezados passageiros da Trip, informamos que devido a problemas no sistema todos os embarques estão atrasados.”. Lembrei da época que ficava mofando no fantástico aeroporto de Curitiba.

Depois de meia hora de atraso entrei no avião. Já era o segundo busão (foi embarque remoto), então não tinha mais esperança de consegui uma janela. Milagrosamente consegui uma. ÓBVIO que a poltrona não reclinava. Foram 4 horas com a coluna reta e o notebook todo torto. Isso porque eu estava com as costas doendo (dormi todo torto essa noite).

Cheguei à Manaus e fui correndo para o cliente, sem nem almoçar, porque tinha uma reunião. Na portaria descobri que o email que mandei solicitando a liberação para entrada não tinha sido encaminhado para os responsáveis. Isso porque eu mandei o email com UMA SEMANA de antecedência e lembrei o tal fiscal 2 vezes durante a semana para ele fazer a liberação. Fiquei 2 horas na portaria esperando a liberação (sem almoçar). Quando consegui entrar, adivinha se a reunião começou na hora...

Quando a reunião começou me avisaram que o aditivo do contrato vai sair, mas que não vão usar para pagar o que eles no devem e que fizemos na confiança. Querem que façamos mais projetos e que eu sente no quibe com o que fiz sem aprovação formal. Olha o tamanho da merda. Avisei que se não pagarem vou parar o contrato e que se fodam os prazos deles e as urgências com os bombeiros e presidência da empresa. O pau comeu feio.

Lá para as 18:00 de Manaus (19:00 do Brasil) consegui almoçar e voltei para o hotel para trabalhar mais um pouco.

Adoro quando dá tudo certo.

18 de jul. de 2012

Coelhadas

Já que ando sem muito tempo, vamos de fatos rápidos...

- O ano fiscal da minha empresa está acabando. Isso significa me matar de trabalhar para entregar o máximo de coisas possíveis até o final de agosto;

- O primeiro contrato que fechamos em Manaus está acabando. Mas vão aditiva-lo e já pediram mais 4 projetos;

- Já comentei que ganhamos mais um contrato de 2 anos em Manaus? Agora são 3 contratos e inúmeros projetos dentro de cada um;

- Julho é mês de férias escolares e praticamente todos os estagiários tiraram férias. Tá fácil a minha vida;

- Fui num aniversário/festa junina outro dia tão foda que tinha até caneca personalizada com o nome do aniversariante;

- Aliás nessa festa vi que estou ficando velho E encalhado. Tinha umas 50 pessoas, sendo que umas 10 eram filhos dos convidados e eu era o ÚNICO solteiro. Animador;

- Tem nada menos que SEIS MESES que não atualizo o Super Controlador de Gastos. Fui tentar atualizar esse fim de semana e desisti. Criei lançamentos do tipo "atualização dos meses passados" e joguei todos os custos lá. Tudo o que eu odiava na época da consultoria;

- Descobri que a véia tá me devendo mais de 1000 ronaldos. Foi picado nos meses, então não fez diferença suficiente num mês para eu dar falta (até porque eu não estava fazendo a contabilidade mensal);

- Estou jogando Assassins Creed II. É MUITO bom. Mas ainda prefiro o Brotherhood. Em compensação o Call of Duty: Black Ops eu não estou gostando. Definitivamente não nasci pra jogar FPS;

- Fui ver o filme Sombras da Noite no cinema. Tem partes legais, mas no geral não gostei muito;

- Tinha alguns anos que não ia ao cinema (o último foi tropa de elite 2). Tinha esquecido o quanto está caro;

- Pipoca no cinema não é uma boa ideia. Atrapalha;

- Descobri que tem gente na minha empresa que tem medo de mim. Sim, medo. Sabia que me achavam bravo, mas não sabia que era nesse nível;

- Sei que estou devendo uns 5 posts de bem vindo, mas tá foda. Esses posts demandam muito tempo e paciência, coisa que anda escassa. Um dia sai;

- Meu monitor morreu. Ele tinha dado um pau um tempo atrás, mas voltou a funcionar. Aí fui ligá-lo na semana passada e ele só funcionou da metade para baixo. Levei ao médico, vamos ver se tem salvação ou se vai ter que amputar;

- Outro dia encontrei o marido de uma amiga que é piloto da Azul. Quando falei que outro dia fui pra Manaus de Azul ele falou "cara, evita ir de embraer pra lá. O querosene é a conta". Lembrei que vou de trip pra lá semana que vem. Fiquei tão tranquilo...

- A minha empresa resolveu fazer inventário dos computadores e trocaram todas as plaquinhas de identificação. Dessa vez colaram com cola de junta de motor. Já temuns 4 dias que colaram a minha e ela não secou (fora que fez uma meleca);

- A Véia voltou das oropa com telefone novo e um tablet. Ela não consegue usar o telefone e não sabe pra que serve um tablet. Consumismo pouco é bobagem. Mas o pior é que sobra para mim, que tenho que configurar tudo e explicar como usar;

- Necessito de férias, mas já descobri que nunca mais tiro 10 dias. Agora ou são 20 vendendo 10 ou 30;

- Falando em férias, tô vendo que os 20 dias que eu ainda tenho vão ficar para 2014. Depois eu conto melhor essa história.

Bom é isso. Certamente tem mais coisa pra contar, mas não tô lembrando.

17 de jul. de 2012

Masoquismo noturno

Quem me conhece desde a época de colégio (acho que ninguém aqui) sabe que eu já fui atleta. Tinha um preparo físico foda, apesar de nunca ter sido magro. Jogava futebol toda semana, pedalava no mato, pedalava na cidade, fazia tae kwon do e kung fu... Até natação eu fiz. Acreditem ou não, eu competia pelo Minas (equipe B, já que nunca fui bom nas piscinas, mas competia).

Aí veio o vestibular, a faculdade, o estágio, o carro e eu virei um sedentário. Não dava tempo de fazer esportes (nessa época não dava MESMO). Até que eu formei. E quem lê o blog há mais tempo lembra que no longínquo ano de 2006 eu voltei para a vida de esportista depois de um dia estressante.

No começo era foda, sentia dor pra caralho e ficava com a língua lá no chão, limpando a praça JK. Aí comecei a melhorar o condicionamento físico e conseguia correr bem. Eu realmente gostava daquilo e comecei a fazer loucuras.

Mas aí fui para a consultoria e junto com ela vieram as viagens e trabalho até tarde. Até tentei continuar correndo, mas não deu. Cheguei a correr em Divinópolis, depois na Megalópole (que tinha uns lugares muito sinistros), mas acabei diminuindo a frequência até que...parei.

Tentei voltar algumas vezes, em BH, em Ponta Grossa, em Brasília (cheguei até a comprar uma bicicleta lá!), em Manaus, mas sempre acabava ficando atolado de trabalho e desistia.

Aí, semana passada, resolvi voltar a fazer exercícios. Eu andava muito puto, estressado, cansado, dormindo mal e poderia ser uma boa forma de desestressar. Além disso, minhas calças estão encolhendo e precisava tomar uma atitude (ou comprar calças novas). E lá fui eu para a minha antiga companheira de sofrimento.

Só falo uma coisa: eu NUNCA estive tão fora de forma. Tá foda. No primeiro dia eu inventei de correr. Simplesmente doía tudo. TUDO. Meu joelho doeu em lugares que eu nem sabia que existiam. Não conseguia nem andar direito no dia seguinte. Mas eu não desisti: à noite fui lá na praça novamente me matar mais um pouco, mas só caminhando, para não estragar de vez. E no dia seguinte não doía só o joelho: o tornozelo também doía E ganhei uma bolha gigante no pé. Tava fácil a minha vida.

Mas eu estou empolgado. Fazer exercícios no frio é uma das coisas que eu mais gosto, já que sou absurdamente calorento. Não me deixem desistir e toda vez que me encontrarem me chamem de gordo.

E torçam por mim.

16 de jul. de 2012

Casamento mais rock da história

Em janeiro do ano passado, se não me engano, fui no aniversário de uma querida amiga e, quando cheguei lá reparei que ela estava usando uma aliança. Eu sabia que ela namorava há algum tempo, mas não tinha idéia que tinha ficado noiva. E se não me engano naquele dia mesmo ela me falou a data do casório, que fiz questão de anotar na agenda do celular.

Passado um ano e meio, chegou a data. Coloquei meu terno, peguei meu carro e fui para a igreja. Era um daqueles casamentos que eu jurava que iria para a festa para chegar, pegar um copo e ficar bebendo no meu canto, sem interagir muito, já que não conhecia quase ninguém e as pessoas que eu conhecia provavelmente ficariam no grupinho delas.

Cheguei na igreja antes dela encher e peguei um lugar mais no fundo, mas no corredor. Essa é uma coisa que eu NUNCA entendi: por que todo mundo gosta do corredor. Deve ser para ver a galera entrar. Eu realmente não sei porque sento lá. Deve ser para conseguir ver o casório.

Enquanto eu esperava, como não tinha ninguém para conversar, comecei a ler o twitter e acompanhar o jogo do cruzeiro. E enquanto eu estava lá fuçando no telefone a "banda" começou a aquecer. Já no aquecimento eu vi que ia ser coisa boa: a galera estava ensaiando "nothing else matters".

Começou o casório (eu parei de usar o celular, ok?) e TODAS as músicas foram boas. Diferente de tudo o que eu já tinha visto em casamento. Nem mesmo a marcha nupcial tocou. Acho que era Beatles (minha memória é um lixo, vocês sabem disso). Fora que o padre era ótimo: começou fazendo piadinhas, a cerimônia foi bem descontraída, muito bacana.

Mas no meio da cerimônia comecei a ver, lááááááááá longe, uns rostos que pareciam com pessoas conhecidas. Como sou míope, pensei "pô, não faz o menor sentido. Será que é?". Desisti de tentar descobrir e fui para casa deixar o meu carro e ir para a festa.

Cheguei na festa e TODOS os rostos que eu achei que eram pessoas conhecidas realmente eram as pessoas conhecidas. Fora pessoas que eu não tinha visto na festa e que eu conhecia. Resultado: tinha MUITA gente conhecida. O que por um lado foi ótimo, porque tive com quem conversar, mas por outro foi ruim, porque acabei não conseguindo conversar com todo mundo que eu conhecia.

A festa foi muito foda. Fui absurdamente bem servido, depois que fiz amizade com os garçons, e nem precisava mais procurá-los. Meu copo não ficou vazio. Óbvio que fiquei bêbado. Aliás, no dia seguinte eu ainda estava bêbado. Coisa que não acontecia desde o meu aniversário.

Mas o melhor mesmo foi a seleção musical. Não tocou funk, sertanejo, pagode, axé, etc. Só tocou coisa boa. Se não me falha a memória, a coisa mais leve que tocou foi beatles (a noiva gosta muito, como pode-se perceber).

Fazia MUITO tempo que eu não ia a um casamento de uma pessoa tão querida. Fiquei muito feliz pelo casal e torço para que sejam muito felizes. E, como sempre faço, ameacei o noivo, que se não trata-la bem, vai acordar com formiga na boca.

Fato é que se algum dia eu casar vai ser desse jeito, mas que um pouco mais hardcore: vai ter só metal. E os convidados que se virem e fiquem batendo cabeça. \m/

9 de jul. de 2012

Melhor fora da história

“A gente não vai dar certo. Você é muito organizado, muito perfeccionista. Até pra dirigir você é perfeito!”.

Tem coisas que só acontecem comigo.

6 de jul. de 2012

Seria eu autista?

Dia desses aí pra trás eu estava preso no trânsito e para ficar por dentro do que está acontecendo no mundo, aproveitei para ouvir a CBN. Em uma das matérias estavam falando do combate ao autismo (ou alguma coisa parecida com isso). Aí a mulher começou a falar dos sintomas:

- Dificuldade em juntar-se com outras pessoas;
- Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina;
- Risos e sorrisos inapropriados;
- Pouco contato visual;
- Aparente insensibilidade à dor;
- Preferência por estar só; conduta reservada;
- Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente;
- Girar os objetos;
- Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade;
- Aparenta angústia sem razão aparente;
- Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais;
- Dificuldade em expressar suas necessidades.

A cada frase que a mulher falava eu ficava mais preocupado. Eu ia dando "check" em cada uma delas. "Será que eu sou autista e não sei?", pensei. Mas aí lembrei de um cara que é realmente autista, já diagnosticado e tal e vi que não sou como ele (pelo menos acho que não).

Aí relaxei e cheguei à conclusão que eu sou é antisocial e tenho TOC. E talvez seja um pouco bipolar.