Pois bem, queridos leitores, consegui assegurar a minha folga depois do carnaval. A maneira foi a mais simples possível: comprei passagens. Na verdade, tirei as minhas passagens usando milhas, ganhas com muitas viagens no começo de 2010, quando ia para o Rio toda semana.
O lugar escolhido foi o Peru. O vôo é uma maldição: CNF/GRU/LIM/CUZ, com direito a um stop de um dia em Lima (para quem não entendeu: BH -> Guarulhos; Guarulhos -> Lima; Lima -> Cuzco), com um dia entre chegar a Lima e ir pra Cuzco. Na volta, é o caminho inverso, mas é direto. Isso tudo com só 20 mil pontos.
Os horários dos vôos que são maldito: a saída de BH é 6 da madrugada, lááááááá nos confins do universo e a volta de cuzco às 8, chegando em BH às 23:00. Mas tá bom, pelo menos são muitos dias para aproveitar (vou dia 9 e volto dia 18 de março).
Agora é só conseguir os hotéis e ver o que tem para fazer nesses lugares. Alô Quellamoureuse, aceito dicas (mendigo méééééééemo :P).
27 de jan. de 2011
26 de jan. de 2011
Técnica do potinho de shampoo + sacola plástica
Quem nunca passou perrengue quando, ao abrir a mala depois de uma viagem, descobriu que graças à gentileza dos agentes do aeroporto o shampoo / condicionador / desodorante / protetor solar / repelente / perfume estourou e melecou a roupa toda? Se você colocou estes apetrechos de beleza em um "treco para coisas de banho" (ou uma necessaire, no caso das mulheres), o estrago pode ter sido menor, mas dentro dele estará uma bela porcaria.
Uma solução que eu encontrei nestes anos foi reduzir o tamanho dos frascos E ensacá-los. Depois que fiz isso, nunca mais tive grandes problemas.
Para diminuir os frascos, o que eu fiz foi colocar shampoo e condicionador em frascos de shampoo de hotel. Normalmente esses shampoos de hotel são uma porcaria, mas você esvazia o pote (ou usa até acabar) e depois enche com o seu produto favorito. Aqui vale uma ressalva: teste bem o frasco que irá utilizar E escolha um com tamanho bom o suficiente para o tempo que ficará viajando. Eu escolhi esses aí embaixo:

Não se esqueça de sempre encher os frascos quando voltar de viagem (ou antes de viajar, se você viaja pouco). Depois disso, vem a parte 2, que vai garantir pequenos estragos em caso de vazamento: embalar em sacolas plásticas (essas de supermercado mesmo). Coloque os frascos dentro da sacola e dê um nó no meio da sacola, assim:

Não adianta nada dar o nó juntando as alças da sacola. Isso naõ veda nada. Tem que fazer o nó no meio da sacola mesmo.
Uma dica legal é separar as coisas por uso, porque aí você pode "modulariar" as suas sacolas e levar só as que se aplicam para a sua viagem. Por exemplo: eu separo em uma sacola "produtos de banho" (shampoo, sabonete e condicionador), em outra "antifedodores" (desodorante e perfume), numa terceira "contra o sol" (protetor solar) e na quarta "kit mato" (repelente e pomadas contra picada). Além de evitar que você carregue coisas inuteis, ainda garante que pouca coisa vai sujar se algum frasco abrir ou quebrar.
Uma solução que eu encontrei nestes anos foi reduzir o tamanho dos frascos E ensacá-los. Depois que fiz isso, nunca mais tive grandes problemas.
Para diminuir os frascos, o que eu fiz foi colocar shampoo e condicionador em frascos de shampoo de hotel. Normalmente esses shampoos de hotel são uma porcaria, mas você esvazia o pote (ou usa até acabar) e depois enche com o seu produto favorito. Aqui vale uma ressalva: teste bem o frasco que irá utilizar E escolha um com tamanho bom o suficiente para o tempo que ficará viajando. Eu escolhi esses aí embaixo:

Não se esqueça de sempre encher os frascos quando voltar de viagem (ou antes de viajar, se você viaja pouco). Depois disso, vem a parte 2, que vai garantir pequenos estragos em caso de vazamento: embalar em sacolas plásticas (essas de supermercado mesmo). Coloque os frascos dentro da sacola e dê um nó no meio da sacola, assim:

Não adianta nada dar o nó juntando as alças da sacola. Isso naõ veda nada. Tem que fazer o nó no meio da sacola mesmo.
Uma dica legal é separar as coisas por uso, porque aí você pode "modulariar" as suas sacolas e levar só as que se aplicam para a sua viagem. Por exemplo: eu separo em uma sacola "produtos de banho" (shampoo, sabonete e condicionador), em outra "antifedodores" (desodorante e perfume), numa terceira "contra o sol" (protetor solar) e na quarta "kit mato" (repelente e pomadas contra picada). Além de evitar que você carregue coisas inuteis, ainda garante que pouca coisa vai sujar se algum frasco abrir ou quebrar.
25 de jan. de 2011
A carreira da consultoria gerência
Dia desses aí pra trás, estava eu no aniversário da minha querida amiga Consultora, conversando com ela sobre a vida de trabalho e os meus perrengues, quando ela me contou uma piadinha (que, para quem não é/foi do ramo, pode ser sem graça).
A carreira do consultor , como toda carreira, é dividida em fases. E em cada fase você é reconhecido pelo software que usa.
No começo da carreira, quando você é trainee, juninho, seu instrumento de trabalho é o Excel. São milhares de linhas de dados que tem que virar informação e é seu trabalho fazer esta tarefa suada.
Quando você sobe um pouco na vida, começa a transformar as planilhas excel e gráficos gerados em apresentações. Nesta época, sua ferramenta de trabalho é o Power Point. Aqui é quando você começa a ter um gostinho de ser achar gente grande, porque participa de reuniões com gente pica. Eu saí da consultoria nessa etapa.
Depois desta fase, você começa a planejar os projetos que participa. Neste ponto você usa o Project como ferramenta de trabalho. Curiosamente, quando entrei na minha empresa atual, já caí nesse ponto, então subi um nível mais rápido.
Aí você vira lider de projetos e começa a trabalhar como gerente. Esqueça o Project, cronograma é coisa que você só vai olhar para ver o que está atrasado e cobrar da equipe, traçando um plano de recuperação. Agora, você trabalha respondendo emails. O Outlook será o seu melhor amigo e você ficará com ele aberto 100% do tempo e quando chegar no fim do dia e você for organizar a sua caixa de saída contará mais de 50 emails ENVIADOS. Na caixa de entrada serão uns 100 (não, não estou exagerando). Alguns dias, você ficará 8 horas respondendo UM email.
Tá achando que acabou? Nãnãninãnão. Pode piorar. Você pode começar a viajar tanto e estar cada dia em uma cidade diferente ou só entrando e saindo de reuniões. Não dá nem tempo de você ligar o computador. Aí, meu amigo, você não terá um programa preferido. Você terá um smartphone preferido. Normalmente são 3 opções: Blackberry, iPhone ou o que eu ganhei da minha empresa, o E71. É, eu já estou aqui.
Nesta última fase, na consultoria, você já está limpando a bunda com a nota de 100 doletas e você não tem vida, mas pelo menos tem dinheiro. Na engenharia, o meu caso, você não tem nem vida nem dinheiro.....
A carreira do consultor , como toda carreira, é dividida em fases. E em cada fase você é reconhecido pelo software que usa.
No começo da carreira, quando você é trainee, juninho, seu instrumento de trabalho é o Excel. São milhares de linhas de dados que tem que virar informação e é seu trabalho fazer esta tarefa suada.
Quando você sobe um pouco na vida, começa a transformar as planilhas excel e gráficos gerados em apresentações. Nesta época, sua ferramenta de trabalho é o Power Point. Aqui é quando você começa a ter um gostinho de ser achar gente grande, porque participa de reuniões com gente pica. Eu saí da consultoria nessa etapa.
Depois desta fase, você começa a planejar os projetos que participa. Neste ponto você usa o Project como ferramenta de trabalho. Curiosamente, quando entrei na minha empresa atual, já caí nesse ponto, então subi um nível mais rápido.
Aí você vira lider de projetos e começa a trabalhar como gerente. Esqueça o Project, cronograma é coisa que você só vai olhar para ver o que está atrasado e cobrar da equipe, traçando um plano de recuperação. Agora, você trabalha respondendo emails. O Outlook será o seu melhor amigo e você ficará com ele aberto 100% do tempo e quando chegar no fim do dia e você for organizar a sua caixa de saída contará mais de 50 emails ENVIADOS. Na caixa de entrada serão uns 100 (não, não estou exagerando). Alguns dias, você ficará 8 horas respondendo UM email.
Tá achando que acabou? Nãnãninãnão. Pode piorar. Você pode começar a viajar tanto e estar cada dia em uma cidade diferente ou só entrando e saindo de reuniões. Não dá nem tempo de você ligar o computador. Aí, meu amigo, você não terá um programa preferido. Você terá um smartphone preferido. Normalmente são 3 opções: Blackberry, iPhone ou o que eu ganhei da minha empresa, o E71. É, eu já estou aqui.
Nesta última fase, na consultoria, você já está limpando a bunda com a nota de 100 doletas e você não tem vida, mas pelo menos tem dinheiro. Na engenharia, o meu caso, você não tem nem vida nem dinheiro.....
24 de jan. de 2011
Vida de chefe
Ser chefe é uma coisa legal. As pessoas te procuram para pedir conselhos, ajuda e, lógico, problemas. Você passa a ser um para-raios de todos os tipos de problemas: pessoais, profissionais, de projeto, da empresa... Mas apresar disso tudo, você gosta. Só que isso implica a ser convidado para alguns eventos que você normalmente não iria. Como a festa de aniversário com bolo da mafalda de uma estagiária, colações de grau, macarronadas de aniversário e, quando você dá muita sorte, bailes de formatura.
Sim, queridos leitores, eu ganhei um convite para o baile de formatura de uma das minhas funcionárias. Tá certo que ela é mulher do meu chefe e que eu fui convidado por isso, mas me valeu um convite. A festa foi muito boa, mas merece um "fatos rápidos", pra quem não acompanhou no twitter (escrevia enquanto sentava para resguardar meus surrados joelhos):
- Antes da festa eu dei uma dormida, porque estava morto. Acordei as 9 e pouco achando que a festa era as 10. depois que tinha feito a barba, tomado banho e comido resolvi olhar que horas começava, só pra não passar vergonha. Era as 11. Aproveitei pra ficar jogando Lemmings no celular;
- Cheguei antes da dona da festa, como sempre. E fui o último a ir embora, como sempre;
- Estava lá eu na festa quando alguém grita meu nome. Olho pra trás e vejo a irmã de uma amiga. Ela me pergunta o que eu estava fazendo ali e digo que uma estagiária estava se formando. Ela vai e fala que "está naquela fase que vai numa formatura atrás da outra". Pensei que conheci a menina bebe e me senti velho;
- A banda (toque de classe), começou o show com uma versão instrumental de "Enter Sandman", do Metálica. Eu estava me segurando para não bater cabeça, pensado que a festa ia ser metal, e na hora que eu estava quase começando a pular a banda finalizou a música e começou a tocar Ray Conniff. Foi brochante;
- Lá pra meados da festa começo a ver pessoas com gravata na testa. Aí falo com um colega que não tem coisa mais ridícula que isso. Nesse EXATO instante meu chefe grita a gente e mostra, orgulhoso, a sua gravata na cabeça. Foi decepcionante;
- Teve uma hora que começou a fase de músicas baianas e a banda colocou um micro trio elétrico NO MEIO DA PISTA DE DANÇA. Genial. Uma bosta, mas GENIAL. A galera foi dançando atrás do "carrinho";
- Na hora do funk, tocou o Creu, lógico. Na velocidade 5, um moleque, completamente bêbado, começa a dançar freneticamente e RASGA A CALÇA. Na bunda, desde o cinto até o gavião. Todo mundo tava zuando ele, mas ele não estava nem aí. Aí falei para algum dos amigos dele para ele tirar a camisa da calça, que ia esconder um pouco. Ele foi, tirou e ficou assim por 2 minutos. Depois, ele desabotoou a blusa e AMARROU, tipo mulher com blusa curta. Simplesmente ridículo;
- Ser chefe tem as suas vantagens: a formanda, me vendo sozinho, resolver dar uma mãozinho: chamou uma amiga e falou "deixa eu te apresentar uma pessoa. Esse é fulano, ele é meu chefe". Gostei da tática, pena que não funcionou;
- Voltei da festa bastante alcoolizado e achei que teria aquela ressaca matadora. Para minha surpresa, não tive nada. E ainda dormi o dia inteiro, e com qualidade, coisa que eu não fazia a MESES.
Aí, no dia seguinte, lá pras 6 da tarde, enquanto eu me matava de jogar God Of War 3, meu telefone toca. Era o Chorão, me chamando para uma macarronada na casa dele no domingo, para comemorar o aniversário dele. Eu NUNCA tinha nem almoçado com o cara. E lá fui eu, do outro lado da cidade, cumprir meu dever de chefe. Mas foi muito legal (apesar de eu só ficar pensando em como passar de "fase" no GoW 3).
Agora deixa eu ir lá pro PS3, matar deuses.
Sim, queridos leitores, eu ganhei um convite para o baile de formatura de uma das minhas funcionárias. Tá certo que ela é mulher do meu chefe e que eu fui convidado por isso, mas me valeu um convite. A festa foi muito boa, mas merece um "fatos rápidos", pra quem não acompanhou no twitter (escrevia enquanto sentava para resguardar meus surrados joelhos):
- Antes da festa eu dei uma dormida, porque estava morto. Acordei as 9 e pouco achando que a festa era as 10. depois que tinha feito a barba, tomado banho e comido resolvi olhar que horas começava, só pra não passar vergonha. Era as 11. Aproveitei pra ficar jogando Lemmings no celular;
- Cheguei antes da dona da festa, como sempre. E fui o último a ir embora, como sempre;
- Estava lá eu na festa quando alguém grita meu nome. Olho pra trás e vejo a irmã de uma amiga. Ela me pergunta o que eu estava fazendo ali e digo que uma estagiária estava se formando. Ela vai e fala que "está naquela fase que vai numa formatura atrás da outra". Pensei que conheci a menina bebe e me senti velho;
- A banda (toque de classe), começou o show com uma versão instrumental de "Enter Sandman", do Metálica. Eu estava me segurando para não bater cabeça, pensado que a festa ia ser metal, e na hora que eu estava quase começando a pular a banda finalizou a música e começou a tocar Ray Conniff. Foi brochante;
- Lá pra meados da festa começo a ver pessoas com gravata na testa. Aí falo com um colega que não tem coisa mais ridícula que isso. Nesse EXATO instante meu chefe grita a gente e mostra, orgulhoso, a sua gravata na cabeça. Foi decepcionante;
- Teve uma hora que começou a fase de músicas baianas e a banda colocou um micro trio elétrico NO MEIO DA PISTA DE DANÇA. Genial. Uma bosta, mas GENIAL. A galera foi dançando atrás do "carrinho";
- Na hora do funk, tocou o Creu, lógico. Na velocidade 5, um moleque, completamente bêbado, começa a dançar freneticamente e RASGA A CALÇA. Na bunda, desde o cinto até o gavião. Todo mundo tava zuando ele, mas ele não estava nem aí. Aí falei para algum dos amigos dele para ele tirar a camisa da calça, que ia esconder um pouco. Ele foi, tirou e ficou assim por 2 minutos. Depois, ele desabotoou a blusa e AMARROU, tipo mulher com blusa curta. Simplesmente ridículo;
- Ser chefe tem as suas vantagens: a formanda, me vendo sozinho, resolver dar uma mãozinho: chamou uma amiga e falou "deixa eu te apresentar uma pessoa. Esse é fulano, ele é meu chefe". Gostei da tática, pena que não funcionou;
- Voltei da festa bastante alcoolizado e achei que teria aquela ressaca matadora. Para minha surpresa, não tive nada. E ainda dormi o dia inteiro, e com qualidade, coisa que eu não fazia a MESES.
Aí, no dia seguinte, lá pras 6 da tarde, enquanto eu me matava de jogar God Of War 3, meu telefone toca. Era o Chorão, me chamando para uma macarronada na casa dele no domingo, para comemorar o aniversário dele. Eu NUNCA tinha nem almoçado com o cara. E lá fui eu, do outro lado da cidade, cumprir meu dever de chefe. Mas foi muito legal (apesar de eu só ficar pensando em como passar de "fase" no GoW 3).
Agora deixa eu ir lá pro PS3, matar deuses.
23 de jan. de 2011
Tirando o atraso nos comentários
Queridos leitores que postaram comentários na última semana, não fiquem tristes. Eu não respondi a vocês porque os comentários na merda do blogger não estava funcionando no celular (bom, pelo menos no meu).
Como eu não estava ligando o meu computador de casa, não conseguia respondê-los. Hoje, no entanto, consegui ligar o PC e já respondi todo mundo, numa tacada só.
Não fiquem tristes, OK? Continuem comentando que eu sempre leio e, quando o blogger deixa, respondo.
Como eu não estava ligando o meu computador de casa, não conseguia respondê-los. Hoje, no entanto, consegui ligar o PC e já respondi todo mundo, numa tacada só.
Não fiquem tristes, OK? Continuem comentando que eu sempre leio e, quando o blogger deixa, respondo.
21 de jan. de 2011
A mudança do chorão
Dia desses aí pra tras contei a história de quando fiz um marmanjo chorar. Resumindo a história, o cara queria ser promovido e pediu umas dicas. Aí eu falei e ele deve ter visto que estava fudido porque não fazia nada daquilo e chorou de soluçar.
Essa semana o gerente dele veio falar comigo sobre o cara: "cara, que mudança de postura do Fulano. Nem parece a mesma pessoa.". Segundo o gerente, o cara virou pró-ativo pra caralho, fez uma macro para o projeto que poupou horas e mais horas de trabalho (sem ninguém pedir), tá ensinando os estagiários, buscando soluções para os problemas... Ou seja: tudo o que eu falei para ele fazer.
Eu fiquei felizão. Senti que consegui ajudar alguém e que isso foi bom para o cara e para a empresa. Lógico, ainda falta muito pro cara merecer ser promovido (tem MUITA gente na fila), mas isso já é um indício que ele merece ser observado. Não conversei ainda com ele para ver o que ele está achando dessa nova postura, mas o gerente dele conversou para dar um feedback pro cara e diz que ele saiu sorridente.
É bom ver que as pessoas te escutam e confiam no que você fala. Só espero que ele continue assim e que não seja só fogo de palha.
Essa semana o gerente dele veio falar comigo sobre o cara: "cara, que mudança de postura do Fulano. Nem parece a mesma pessoa.". Segundo o gerente, o cara virou pró-ativo pra caralho, fez uma macro para o projeto que poupou horas e mais horas de trabalho (sem ninguém pedir), tá ensinando os estagiários, buscando soluções para os problemas... Ou seja: tudo o que eu falei para ele fazer.
Eu fiquei felizão. Senti que consegui ajudar alguém e que isso foi bom para o cara e para a empresa. Lógico, ainda falta muito pro cara merecer ser promovido (tem MUITA gente na fila), mas isso já é um indício que ele merece ser observado. Não conversei ainda com ele para ver o que ele está achando dessa nova postura, mas o gerente dele conversou para dar um feedback pro cara e diz que ele saiu sorridente.
É bom ver que as pessoas te escutam e confiam no que você fala. Só espero que ele continue assim e que não seja só fogo de palha.
20 de jan. de 2011
Quando minhas férias reduziram e eu quase xinguei meu chefe
Quando meu chefe voltou de férias, no começo dessa semana, chamei-o para combinar a minha folga do ano passado e as minhas férias deste ano. Como a minha idéia é aproveitar as milhares de milhas que ganhei em viagens de 2010 indo pra Europa, marquei em uma época que não fosse nem quente nem frio e de baixa temporada, dentro dos limites das minhas férias, que vencem em 15 de setembro.
A data escolhida para as primeiras folgas foi logo depois do carnaval, tirando quinta, sexta e a semana seguinte inteira. As férias, foram logo depois de um feriado em BH, dia 16 de agosto, indo até dia14 de setembro. Como isso é uma quarta, pedi a folga desse ano para logo depois, mandando ver na quinta e sexta logo após as férias e a seguinte inteira. Ele falou que pra ele não tinha problema, então montei meu calendário de 2011. Ficou assim:

Acreditem ou não, isso aí é uma planilha excel toda automática, até os feriados, que são os dias isolados em amarelo. E os vááááários dias em amarelo juntos são folgas e férias. Eu assustei quando terminei. Não tinha idéia que passaria tanto tempo sem trabalhar. Mas meu chefe tinha autorizado, então liguei o foda-se e já estava pensando em combinar a minha viagem com a minha irmã.
Aí, no dia SEGUINTE, meu chefe chega perto de mim e pergunta: "já comprou sua passagem de férias?". Respondi que não e ele falou "então não marca! Tenho uma reunião agora e depois a gente conversa". Já imaginei o pior, mas continuei trabalhando. Quando ele voltou, fui lá perguntar que porra era aquela. E fomos para uma sala de reunião.
Ele começou a dizer que tinha conversado com o gerente do escritório e que o cara não gostou da idéia de eu ficar tanto tempo fora, principalmente em Agosto e Setembro, que são os últimos 2 meses do ano fiscal. E que não queria ficar dando uma semana de folga toda hora. Eu expliquei que tirei as férias naquele período porque ia vencer e que eu não tinha como tirar antes disso, porque era período de alta temporada. O que eu poderia fazer era tirar férias de mentira em setembro e continuar trabalhando e em outubro tiraria as férias de verdade. Mas que não estava entendendo porque eu não poderia tirar a folga, dado que trabalho como um jumento.
O cara falou que a empresa era assim e que pessoas com o meu cargo, de confiança, eram as que mais davam sangue pela empresa e que o que eu estava pedindo não condizia com o meu cargo. Rapaz, eu virei o demo. Comecei falando que eles deveriam ter vergonha de falar aquilo pra mim. Eu que me mato de trabalhar pela empresa, não durmo por causa de projeto, viajo qualquer dia e qualquer hora enquanto pessoas do mesmo cargo que eu chegam 9:30 e saem 17:30. Falei que aquilo era um absurdo e que se eu fosse mais corajoso deveria era botar a empresa no ministério do trabalho, pra reaver todas as horas extras que eu deixei pra trás. Porque o que eu estava fazendo era pedir 10% das horas que eu trabalho em um ano.
O cara deve ter assustado e tentou se redimir, falar que o certo seria eu trabalhar 8 horas por dia e que se eu não consigo eu deveria pedir mais recursos para fazer isso. Eu ri. De verdade. Nem equipe eu consigo ter, imagina alguém pra me ajudar, que seria um "overhead". Aí ele começou a falar que tem gente que trabalha tanto quanto eu e que nunca pediu um dia de folga. Perguntei se ele achava aquilo certo e ele disse que sim, porque um dia essas pessoas seriam recompensadas. Eu não aguentei:
- Recompensada como? Ganhando 100% mais trabalho e 10% a mais de salário? Prefiro voltar a ser engenheiro junior, que está com o piso pouco abaixo do meu salário hoje. Eu não importaria de me matar se ganhasse um valor razoável pra isso, como na consultoria. Mas me matar pra ganhar o que eu ganho, sinto muito. Ainda mais sabendo que tem gente ganhando mais que eu e fazendo muito menos. O mínimo que você deveriam fazer é me OFERECER uma folga por ano e não me dar sermão quando eu tento tirar.
O cara viu que eu estava puto. E viu que eu não ia mudar o meu modo de pensar. E eu vi que não ia adiantar, porque ele é um dos que sofreu lavagem cerebral quando entrou na empresa. Então deixei quieto e resolvi fazer greve branca. O que der para fazer no dia, eu faço. O que não der, vai atrasar. E sinto muito. Não vou me matar para não ser recompensado.
E, assim, neste dia, vi a minha chance de virar gerente subir no telhado. Mas que se foda. Eu quero é ter vida.
A data escolhida para as primeiras folgas foi logo depois do carnaval, tirando quinta, sexta e a semana seguinte inteira. As férias, foram logo depois de um feriado em BH, dia 16 de agosto, indo até dia14 de setembro. Como isso é uma quarta, pedi a folga desse ano para logo depois, mandando ver na quinta e sexta logo após as férias e a seguinte inteira. Ele falou que pra ele não tinha problema, então montei meu calendário de 2011. Ficou assim:

Acreditem ou não, isso aí é uma planilha excel toda automática, até os feriados, que são os dias isolados em amarelo. E os vááááários dias em amarelo juntos são folgas e férias. Eu assustei quando terminei. Não tinha idéia que passaria tanto tempo sem trabalhar. Mas meu chefe tinha autorizado, então liguei o foda-se e já estava pensando em combinar a minha viagem com a minha irmã.
Aí, no dia SEGUINTE, meu chefe chega perto de mim e pergunta: "já comprou sua passagem de férias?". Respondi que não e ele falou "então não marca! Tenho uma reunião agora e depois a gente conversa". Já imaginei o pior, mas continuei trabalhando. Quando ele voltou, fui lá perguntar que porra era aquela. E fomos para uma sala de reunião.
Ele começou a dizer que tinha conversado com o gerente do escritório e que o cara não gostou da idéia de eu ficar tanto tempo fora, principalmente em Agosto e Setembro, que são os últimos 2 meses do ano fiscal. E que não queria ficar dando uma semana de folga toda hora. Eu expliquei que tirei as férias naquele período porque ia vencer e que eu não tinha como tirar antes disso, porque era período de alta temporada. O que eu poderia fazer era tirar férias de mentira em setembro e continuar trabalhando e em outubro tiraria as férias de verdade. Mas que não estava entendendo porque eu não poderia tirar a folga, dado que trabalho como um jumento.
O cara falou que a empresa era assim e que pessoas com o meu cargo, de confiança, eram as que mais davam sangue pela empresa e que o que eu estava pedindo não condizia com o meu cargo. Rapaz, eu virei o demo. Comecei falando que eles deveriam ter vergonha de falar aquilo pra mim. Eu que me mato de trabalhar pela empresa, não durmo por causa de projeto, viajo qualquer dia e qualquer hora enquanto pessoas do mesmo cargo que eu chegam 9:30 e saem 17:30. Falei que aquilo era um absurdo e que se eu fosse mais corajoso deveria era botar a empresa no ministério do trabalho, pra reaver todas as horas extras que eu deixei pra trás. Porque o que eu estava fazendo era pedir 10% das horas que eu trabalho em um ano.
O cara deve ter assustado e tentou se redimir, falar que o certo seria eu trabalhar 8 horas por dia e que se eu não consigo eu deveria pedir mais recursos para fazer isso. Eu ri. De verdade. Nem equipe eu consigo ter, imagina alguém pra me ajudar, que seria um "overhead". Aí ele começou a falar que tem gente que trabalha tanto quanto eu e que nunca pediu um dia de folga. Perguntei se ele achava aquilo certo e ele disse que sim, porque um dia essas pessoas seriam recompensadas. Eu não aguentei:
- Recompensada como? Ganhando 100% mais trabalho e 10% a mais de salário? Prefiro voltar a ser engenheiro junior, que está com o piso pouco abaixo do meu salário hoje. Eu não importaria de me matar se ganhasse um valor razoável pra isso, como na consultoria. Mas me matar pra ganhar o que eu ganho, sinto muito. Ainda mais sabendo que tem gente ganhando mais que eu e fazendo muito menos. O mínimo que você deveriam fazer é me OFERECER uma folga por ano e não me dar sermão quando eu tento tirar.
O cara viu que eu estava puto. E viu que eu não ia mudar o meu modo de pensar. E eu vi que não ia adiantar, porque ele é um dos que sofreu lavagem cerebral quando entrou na empresa. Então deixei quieto e resolvi fazer greve branca. O que der para fazer no dia, eu faço. O que não der, vai atrasar. E sinto muito. Não vou me matar para não ser recompensado.
E, assim, neste dia, vi a minha chance de virar gerente subir no telhado. Mas que se foda. Eu quero é ter vida.
19 de jan. de 2011
Técnica da muda de roupa extra
Imagine a cena: você chega na cidade onde vai trabalhar ou passar férias por uma semana, desce do avião e vai para a esteira, pegar a sua bagagem. Depois de um tempão esperando as malas começam a aparecer na esteira. As pessoas ao seu redor pegam as suas malas e vão para casa, trabalho, hotel e nada da sua aparecer. Você continua na esperança, até que só tem você na esteira e ela é desligada. "Fudeu", você pensa. E fudeu mesmo.
Isso significa que a sua mala está em algum lugar diferente do lugar que você está. Você pode ir reclamar o quanto quiser, eles tem até 48 horas para te devolver a sua mala antes de te dar qualquer coisa. Se você está chegando no lugar no começo do dia, beleza, dá tempo de sair correndo no fim do dia comprar uma muda de roupas, mas se você está chegando 3 da manhã e precisa ir para uma reunião as 8, dançou. E mesmo no primeiro caso não é legal ter que ficar gastando grana atoa, né?
A solução para estes problemas, que eu aprendi a duras penas, é SEMPRE carregar uma muda de roupa extra junto de você no avião, seja na mochila do notebook ou em uma bolsa qualquer que você consiga embarcar. A calça, não há problemas, você pode usar a que estiver (e aí fica a dica: sempre viaje com uma calça que você poderá ir para o seu compromisso no dia seguinte, assim como calçados apropriados). Basta levar uma camisa (devidamente protegida com a técnica do saco plástico), um par de meias e uma cueca. Lógico: leve também escova e pasta de dentes, para não chegar arrumado, mas com aquele bafo de bode. E se você tem cabelo grande (ou um cabelo que uma mão não resolva pela manhã), leve um pente.
Só. Não vai ocupar quase espaço nenhum e pode te salvar de poucas e boas (como ter que lavar roupa debaixo do chuveiro). Ah! E não ache que só porque você está voltando do lugar a muda extra é necessária. Esse link anterior e mais esse aqui são de viagens DE VOLTA pra casa.
E fique tranquilo: não é SE isso acontecer, é QUANDO isso acontecer, por isso esteja preparado.
Isso significa que a sua mala está em algum lugar diferente do lugar que você está. Você pode ir reclamar o quanto quiser, eles tem até 48 horas para te devolver a sua mala antes de te dar qualquer coisa. Se você está chegando no lugar no começo do dia, beleza, dá tempo de sair correndo no fim do dia comprar uma muda de roupas, mas se você está chegando 3 da manhã e precisa ir para uma reunião as 8, dançou. E mesmo no primeiro caso não é legal ter que ficar gastando grana atoa, né?
A solução para estes problemas, que eu aprendi a duras penas, é SEMPRE carregar uma muda de roupa extra junto de você no avião, seja na mochila do notebook ou em uma bolsa qualquer que você consiga embarcar. A calça, não há problemas, você pode usar a que estiver (e aí fica a dica: sempre viaje com uma calça que você poderá ir para o seu compromisso no dia seguinte, assim como calçados apropriados). Basta levar uma camisa (devidamente protegida com a técnica do saco plástico), um par de meias e uma cueca. Lógico: leve também escova e pasta de dentes, para não chegar arrumado, mas com aquele bafo de bode. E se você tem cabelo grande (ou um cabelo que uma mão não resolva pela manhã), leve um pente.
Só. Não vai ocupar quase espaço nenhum e pode te salvar de poucas e boas (como ter que lavar roupa debaixo do chuveiro). Ah! E não ache que só porque você está voltando do lugar a muda extra é necessária. Esse link anterior e mais esse aqui são de viagens DE VOLTA pra casa.
E fique tranquilo: não é SE isso acontecer, é QUANDO isso acontecer, por isso esteja preparado.
18 de jan. de 2011
"Porra, assim não dá"
Dia desses aí pra trás o diretor de projetos da minha empresa veio pra BH para ver como estava o andamento dos projetos. O meu, lógico, é o que está mais fudido e ele queria um relatório completo. E lá fui eu, depois de ter passado graxa azul no toba, para a reunião.
Conversa vai, conversa vem, o cara reclama de um monte de coisas (com razão) eu começo a falar que está foda, que eu estou sobrecarregado, que não tá dando tempo de fazer as coisas e que se continuar assim vai dar mais merda ainda. Como, por exemplo, na auditoria de qualidade que vai ter no mês que vem, porque eu não fiz NADA do que os procedimentos da empresa mandam. Aí ele pergunta:
- Como não? Quem é seu cara da qualidade?
- Eu - respondo
- Porra.
A conversa continua, a começão de rabo continua e eu também continuo reclamando que não tem equipe, que a minha equipe tá cara, que assim vai dar merda e tudo mais. Aí ele me pergunta:
- Quanto tá custando o projeto?
- Não tem o cronograma ainda, por enquanto só tenho a estimativa de duração das atividades. - respondo
- Como não tem cronograma? Quem é o seu cara do planejamento?
- Eu
- Porra, assim não dá.
- Pois é, atualmente eu sou o lider, o cara da qualidade, o cara do planejamento, o gerente e ainda estava com as atividades do meu chefe enquanto ele estava de férias.
Nessa hora, o gerente do escritório viu que eu estava fudido e que ele não tinha feito nada pra me ajudar, aí tentou salvar o dele:
- É, a gente tá tentando contratar alguém pra ajudar nesse projeto. Deve vir alguém desse trilha que fizemos semana passada.
O lado bom é que o diretor viu que não é culpa minha, que eu e meu chefe estamos sobrecarregados e aliviou um pouco. Vamos ver se eu ganho alguém pra me ajudar. O meu medo é que passe mais tempo ensinando o cara do que realmente trabalhando...
Conversa vai, conversa vem, o cara reclama de um monte de coisas (com razão) eu começo a falar que está foda, que eu estou sobrecarregado, que não tá dando tempo de fazer as coisas e que se continuar assim vai dar mais merda ainda. Como, por exemplo, na auditoria de qualidade que vai ter no mês que vem, porque eu não fiz NADA do que os procedimentos da empresa mandam. Aí ele pergunta:
- Como não? Quem é seu cara da qualidade?
- Eu - respondo
- Porra.
A conversa continua, a começão de rabo continua e eu também continuo reclamando que não tem equipe, que a minha equipe tá cara, que assim vai dar merda e tudo mais. Aí ele me pergunta:
- Quanto tá custando o projeto?
- Não tem o cronograma ainda, por enquanto só tenho a estimativa de duração das atividades. - respondo
- Como não tem cronograma? Quem é o seu cara do planejamento?
- Eu
- Porra, assim não dá.
- Pois é, atualmente eu sou o lider, o cara da qualidade, o cara do planejamento, o gerente e ainda estava com as atividades do meu chefe enquanto ele estava de férias.
Nessa hora, o gerente do escritório viu que eu estava fudido e que ele não tinha feito nada pra me ajudar, aí tentou salvar o dele:
- É, a gente tá tentando contratar alguém pra ajudar nesse projeto. Deve vir alguém desse trilha que fizemos semana passada.
O lado bom é que o diretor viu que não é culpa minha, que eu e meu chefe estamos sobrecarregados e aliviou um pouco. Vamos ver se eu ganho alguém pra me ajudar. O meu medo é que passe mais tempo ensinando o cara do que realmente trabalhando...
17 de jan. de 2011
Esparroman RECOMENDA: Chocotone Alpino
Dia desses aí pra trás estava eu trabalhando quando recebo uma mensagem da Véia: "Passa aqui em casa. Comprei um panetone pra você". Imediatamente respondi: "é assim que você quer que eu emagreça?", mas no fim do dia passei lá para pegar umas contas e acabei pegando o panetone. O não, OS. E não era panetone, eram Chocotones Alpino.
Eu nunca tinha comido e esperava algo comum. Tanto que deixei em cima da minha mesa, esperando um dia que eu "merecesse" comer (um dia de merda, resumindo). Aí esse dia apareceu e lá fui eu afogar as mágoas no chocotone. Quando parti, fiquei assustado. Meus olhos encheram de lágrimas gordas e minha glicose aumentou automaticamente, antes mesmo de eu colocar um pedaço sequer na boca. Olha só o que eu vi:

É MUITO chocolate. Praticamente diabetes instantânea. Não tem como você segurar a fatia sem sujar os dedos de chocolate. Não sei diferenciar chocolate alpino do normal, mas esse era SENSACIONAL. E a massa do chocotone também era algo de babar. Muito bom mesmo!
Achei que era sorte aquela quantidade de chocolate e cortei outro pedaço. Também veio lambuzando de chocolate. Nessa hora eu já queria comer o treco inteiro, mas me contive e resolvi guardar para outros dias que eu merecesse.
Ah, só para vocês terem uma idéia do quanto é bom: eu não sou das pessoas que mais gosta de chocolate neste mundo. Consigo viver sem durante um ano inteiro.
RECOMENDO MUITO.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Eu nunca tinha comido e esperava algo comum. Tanto que deixei em cima da minha mesa, esperando um dia que eu "merecesse" comer (um dia de merda, resumindo). Aí esse dia apareceu e lá fui eu afogar as mágoas no chocotone. Quando parti, fiquei assustado. Meus olhos encheram de lágrimas gordas e minha glicose aumentou automaticamente, antes mesmo de eu colocar um pedaço sequer na boca. Olha só o que eu vi:

É MUITO chocolate. Praticamente diabetes instantânea. Não tem como você segurar a fatia sem sujar os dedos de chocolate. Não sei diferenciar chocolate alpino do normal, mas esse era SENSACIONAL. E a massa do chocotone também era algo de babar. Muito bom mesmo!
Achei que era sorte aquela quantidade de chocolate e cortei outro pedaço. Também veio lambuzando de chocolate. Nessa hora eu já queria comer o treco inteiro, mas me contive e resolvi guardar para outros dias que eu merecesse.
Ah, só para vocês terem uma idéia do quanto é bom: eu não sou das pessoas que mais gosta de chocolate neste mundo. Consigo viver sem durante um ano inteiro.
RECOMENDO MUITO.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
14 de jan. de 2011
Reunião de lições aprendidas
Quem me conhece sabe: eu sou paranóico com planejamento. Sou absurdamente pontual (ok, isso tem piorado um pouco) e odeio quem chega atrasado. Em viagens, procuro tudo o que pode ser conhecido em uma cidade, horário e dias de funcionamento das coisas, preços, etc e monto planilhas e mapas com o caminho a ser seguido considerando as melhores "alocações". Ex-Xuxu que o diga na Argentina. No resto das coisas da minha vida não é muito diferente. Ex-Xuxu que o diga também.
Quando comecei a trabalhar com gerenciamento de projetos, encontrei o rumo da minha vida. Eu era PAGO para planejar, fazer cronogramas, encontrar o melhor momento para fazer cada atividade, simplesmente lindo. E como era uma coisa que me interessava muito, acabei estudando o assunto, com uma pós (picareta) e estudos para o PMP.
Um dos itens que eu usava pouco, mas que eu mais gostei foram as tais lições aprendidas e reuniões de acompanhamento (ou análise critica, como preferir). E acabei levando isso para o meu antigo namoro. De tempos em tempo eu e Ex-Xuxu conversávamos sobre o nosso namoro, vendo o que estava indo bem, o que estava indo mal, o que podia melhorar e tudo aquilo que vocês chamam de "discutir a relação".
Eu sinceramente achava aquilo legal (acho que Ex-Xuxu também), porque era a hora de aprender com os erros e colocar as coisas de volta nos trilhos. Tá certo que depois de um tempo não surtia mais o mesmo efeito, mas acho que a gente aproveitou bastante estas "reuniões".
Terminado o namoro, a coisa certa era cada um tocar a sua vida e aprender com outras relações, certo? Não pra mim. Depois de um tempo sem muito contato, mandei um email para ela falando que precisava conversar. Marcamos o dia e nos encontramos. ela devia achar que eu ia falar de trabalho, que precisava desabafar e tudo mais. Tadinha... Coloquei-a em uma fogueira das grandes.
Falei que eu queria tirar lições aprendidas do nosso namoro. Queria saber o que deu certo, o que deu errado, o que a incomodava, o que ela gostava e tudo mais o que pode ser aprendido, para que em futuras relações os erros não fossem repetidos. Não, lição aprendida não é para salvar projeto passado. É pra evitar que você repita os mesmos erros em projetos futuros.
E assim foi. Durante algumas boas horas (3, acho) ficamos conversando. É tanta coisa, que ainda não acabamos. Ainda falta uma outra reunião, para finalizar. Ah, os assuntos? Todos. Mesmo. Não foi lavação de roupa suja porque, sinceramente, não tinha roupa suja para ser lavada. Em quase 3 anos de namoro só tivemos UMA briga mais séria, mas que não durou muito. E o melhor é que pude tirar muitas lições, tanto boas quanto ruins.
Recomendo fortemente que, todos que tenham essa chance, façam reuniões como essas. Fará bem não só para futuros namoros, como para a vida toda.
Quando comecei a trabalhar com gerenciamento de projetos, encontrei o rumo da minha vida. Eu era PAGO para planejar, fazer cronogramas, encontrar o melhor momento para fazer cada atividade, simplesmente lindo. E como era uma coisa que me interessava muito, acabei estudando o assunto, com uma pós (picareta) e estudos para o PMP.
Um dos itens que eu usava pouco, mas que eu mais gostei foram as tais lições aprendidas e reuniões de acompanhamento (ou análise critica, como preferir). E acabei levando isso para o meu antigo namoro. De tempos em tempo eu e Ex-Xuxu conversávamos sobre o nosso namoro, vendo o que estava indo bem, o que estava indo mal, o que podia melhorar e tudo aquilo que vocês chamam de "discutir a relação".
Eu sinceramente achava aquilo legal (acho que Ex-Xuxu também), porque era a hora de aprender com os erros e colocar as coisas de volta nos trilhos. Tá certo que depois de um tempo não surtia mais o mesmo efeito, mas acho que a gente aproveitou bastante estas "reuniões".
Terminado o namoro, a coisa certa era cada um tocar a sua vida e aprender com outras relações, certo? Não pra mim. Depois de um tempo sem muito contato, mandei um email para ela falando que precisava conversar. Marcamos o dia e nos encontramos. ela devia achar que eu ia falar de trabalho, que precisava desabafar e tudo mais. Tadinha... Coloquei-a em uma fogueira das grandes.
Falei que eu queria tirar lições aprendidas do nosso namoro. Queria saber o que deu certo, o que deu errado, o que a incomodava, o que ela gostava e tudo mais o que pode ser aprendido, para que em futuras relações os erros não fossem repetidos. Não, lição aprendida não é para salvar projeto passado. É pra evitar que você repita os mesmos erros em projetos futuros.
E assim foi. Durante algumas boas horas (3, acho) ficamos conversando. É tanta coisa, que ainda não acabamos. Ainda falta uma outra reunião, para finalizar. Ah, os assuntos? Todos. Mesmo. Não foi lavação de roupa suja porque, sinceramente, não tinha roupa suja para ser lavada. Em quase 3 anos de namoro só tivemos UMA briga mais séria, mas que não durou muito. E o melhor é que pude tirar muitas lições, tanto boas quanto ruins.
Recomendo fortemente que, todos que tenham essa chance, façam reuniões como essas. Fará bem não só para futuros namoros, como para a vida toda.
Parabens, Consultora!
Hoje e aniversario da minha querida amiga Consultora. Parabens, fia! Tudo de bom hoje e sempre.
Aguardo informacoes da comemoracao!
Aguardo informacoes da comemoracao!
13 de jan. de 2011
Retomando tradições
Quando eu ainda era programador lá pros anos de 2005 a turma do pastel resolveu fazer um almoço de fim de ano, porque cada um ia passar o ano novo em um lugar. O almoço foi na casa de um amigo e umas das meninas foi a mestre cuca. Todo mundo gostou tanto da idéia que acabou virando tradição: nos 2 anos seguintes teve o tal almoço de fim de ano.
Mas vida é uma caixinha de surpresas e foi pregando peças pelo caminho. O dono da casa onde eram feitos os almoços foi morar em Manaus, com isso ele e a mestre cuca que namoravam, terminaram, um outro foi morar em Belém, eu fui para Brasília... E o que era tradição morreu.
Este ano, já na minha fase "retomar as amizades", resolvi retomar esta tradição: mandei um email pra todo mundo oferecendo a minha casa para fazermos o almoço de fim de ano. Como foi meio em cima da hora, acabamos marcando para o começo de 2011. E assim foi no último fim de semana.
Eu já sabia que não ia sair coisa boa. Lembrei de quando doei a minha casa para fazermos o The Super Mothafucking Twix From Hell, que fiquei limpando chocolate e biscoito moído durante uma semana, mas era por uma causa boa.
A idéia valeu a pena. Vi pessoas que não encontrava há 3, 4 anos, colocamos o papo em dia, conversamos bastante e, lógico, comemos e bebemos muito. O resultado? Isso aí embaixo.





Arrumar essa zona tomou meu domingo inteiro. Isso porque depois que o pessoal foi embora eu ainda saí para encontrar uns amigos da época de colégio, que também não encontrava há mais de 2 anos. Milagrosamente não tive ressaca, mas te garanto que limpar o macarrão espalhado e pisoteado pela casa não foi fácil...
Mas vida é uma caixinha de surpresas e foi pregando peças pelo caminho. O dono da casa onde eram feitos os almoços foi morar em Manaus, com isso ele e a mestre cuca que namoravam, terminaram, um outro foi morar em Belém, eu fui para Brasília... E o que era tradição morreu.
Este ano, já na minha fase "retomar as amizades", resolvi retomar esta tradição: mandei um email pra todo mundo oferecendo a minha casa para fazermos o almoço de fim de ano. Como foi meio em cima da hora, acabamos marcando para o começo de 2011. E assim foi no último fim de semana.
Eu já sabia que não ia sair coisa boa. Lembrei de quando doei a minha casa para fazermos o The Super Mothafucking Twix From Hell, que fiquei limpando chocolate e biscoito moído durante uma semana, mas era por uma causa boa.
A idéia valeu a pena. Vi pessoas que não encontrava há 3, 4 anos, colocamos o papo em dia, conversamos bastante e, lógico, comemos e bebemos muito. O resultado? Isso aí embaixo.





Arrumar essa zona tomou meu domingo inteiro. Isso porque depois que o pessoal foi embora eu ainda saí para encontrar uns amigos da época de colégio, que também não encontrava há mais de 2 anos. Milagrosamente não tive ressaca, mas te garanto que limpar o macarrão espalhado e pisoteado pela casa não foi fácil...
12 de jan. de 2011
Técnica do saco plástico
Essa técnica é para você que faz muitas viagens a trabalho e não quer ir trabalhar com uma roupa parecendo que acabou de sair da boca de um boi. A técnica do saco plástico é bem simples e, nestes meus quase 5 anos de viagens a trabalho, quase nunca falhou.
A primeira coisa a fazer é arrumar sacos plásticos para as camisas. Esse aí embaixo (a foto está horrível):

Eu confesso que não sei onde meu pai arrumou esses sacos, mas ACHO que foi em hortifruti (juro!), porque alguns vinham com pedaços de folhas dentro. Lave os sacos, por via das dúvidas e use do lado avesso, pra não manchar sua roupa.
Com os sacos plásticos disponíveis, basta dobrar as camisas, para conseguir que ela caiba nos sacos.
- Abotoe a camisa e a estique de costas em alguma superfície plana (preferência por uma cama):

- Dobre um dos lados, a mais ou menos 1/3 da camisa e dobre a manga pra dentro:

- Dobre o outro lado, também a mais ou menos 1/3, e dobre a manga pra dentro:

- Agora, dobre o que sobrou da camisa, mais uma vez a 1/3 da altura:

- Para finalizar, dobre o pedaço que sobrou para encontrar a gola da camisa:

- Com a camisa dobrada, basta colocar dentro do saco plástico:

Fica um pouco chato de colocar na mala, porque fica aquele monte de plástico sobrando, mas resolve bem o problema. Uma dica boa (que não foi feita nas fotos) é desabotoar a gola, se ela for como essa da foto. Evita maiores problemas.
[Update] Um comentário do Willie me fez lembrar de uma coisa: SEMPRE que chegar a o local onde vai ficar (hotel, casa de amigos, etc) retire as camisas dos sacos plásticos e pendure em um cabide. Com o tempo, as marcas das dobras (que sempre ficam) vão "amolecendo".
Nunca tentei com tecidos mais grossos, mas com camisetas funciona bem. E quanto a malas muito cheias, bem, as minhas pra BSB eu consideravam que iam cheias, mas sempre tem gente que coloca o dobro em metade do espaço. Aí não sei se funciona bem.
[/Update]
A primeira coisa a fazer é arrumar sacos plásticos para as camisas. Esse aí embaixo (a foto está horrível):

Eu confesso que não sei onde meu pai arrumou esses sacos, mas ACHO que foi em hortifruti (juro!), porque alguns vinham com pedaços de folhas dentro. Lave os sacos, por via das dúvidas e use do lado avesso, pra não manchar sua roupa.
Com os sacos plásticos disponíveis, basta dobrar as camisas, para conseguir que ela caiba nos sacos.
- Abotoe a camisa e a estique de costas em alguma superfície plana (preferência por uma cama):

- Dobre um dos lados, a mais ou menos 1/3 da camisa e dobre a manga pra dentro:

- Dobre o outro lado, também a mais ou menos 1/3, e dobre a manga pra dentro:

- Agora, dobre o que sobrou da camisa, mais uma vez a 1/3 da altura:

- Para finalizar, dobre o pedaço que sobrou para encontrar a gola da camisa:

- Com a camisa dobrada, basta colocar dentro do saco plástico:

Fica um pouco chato de colocar na mala, porque fica aquele monte de plástico sobrando, mas resolve bem o problema. Uma dica boa (que não foi feita nas fotos) é desabotoar a gola, se ela for como essa da foto. Evita maiores problemas.
[Update] Um comentário do Willie me fez lembrar de uma coisa: SEMPRE que chegar a o local onde vai ficar (hotel, casa de amigos, etc) retire as camisas dos sacos plásticos e pendure em um cabide. Com o tempo, as marcas das dobras (que sempre ficam) vão "amolecendo".
Nunca tentei com tecidos mais grossos, mas com camisetas funciona bem. E quanto a malas muito cheias, bem, as minhas pra BSB eu consideravam que iam cheias, mas sempre tem gente que coloca o dobro em metade do espaço. Aí não sei se funciona bem.
[/Update]
11 de jan. de 2011
Cuidado com o twitter
Sexta passada, pouco depois do emio dia, estava lá eu conversando com o gerente do escritório sobre recursos quando ele me fala: "você tá pedindo tanta gente que vou te colocar como representante da empresa no processo seletivo amanhã". Papo vai, papo vem e ficou combinado que eu iria no sábado de manhã reprentar a minha empresa no processo seletivo para estagiários e engenheiros juniores.
Esse processo seletivo é uma das coisas mais legais da minha empresa. Durante 2 dias eles colocam 25 a 30 meninos que querem estágio (agora abriu pra junior também) em uma sala de hotel e ensinam aos moleques como se portar em uma entrevista. Nesse meio tempo, tem várias dinâmicas e assim a psicóloga identifica quem é bom. No terceiro dia, a molecada passa pela entrevista com os gerentes do escritório, para ver quem vale a pena e quem não vale. Ou seja: mesmo que o moleque não seja admitido, ele ganha um curso de como se portar em uma entrevista de emprego.
E lá fui eu no sábado de manhã, meio com sono, representar a minha empresa e responder dúvidas da molecada. Cheguei e enquanto um dos caras do curso se apresentava a psicóloga chamou um dos candidatos e saiu com o menino da sala. Achei estranho, mas me apresentei, contei um pouco da minha história na empresa e fiquei ajudando a responder dúvidas. Nesse meio tempo, a psicóloga volta pra sala junto com o moleque. Não entendi e continuei respondendo o pessoal.
Quando acabou meu tempo, despedi da galera, de um dos caras do curso e quando ia despedir da psicóloga ela falou que precisava convesar comigo. Saímos da sala, e ela veio me explicar o que tinha acontecido. O moleque, no dia anterior, colocou a seguinte frase no twitter (que, obviamente, já foi apagado):
Blábláblá é a minha empresa. Só que o cara fez isso tipo 6, 7 da noite e o setor de comunicação da empresa VIU o que o moleque tinha escrito. Aí ligaram pra meio mundo: gerente geral de RH, a psicóloga, o gerente do escritório, a galera toda. E ficou combinado o seguinte: a psicóloga ia conversar com o moleque para ver porque ele tinha feito aquilo e, dependendo do que o moleque falasse, iam mandar o cara embora.
Aí a psicóloga conversou com o cara, viu que foi infantilidade (e que o moleque queria era aparecer no twitter para os amigos) e que ele estava arrependido (diz ela que ele chegou a chorar). E queria saber o que fazer com o moleque. Convesei com o chege do escritório e ele falou pra deixar o menino lá. Se ele fosse bom, ia conversar com ele para explicar porque não ia contratar o menino.
Resumindo: o juninho se deu mal por causa de uma besteira que escreveu no twitter. Se ele tivesse só colocado "Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã", não teria tanto problema, mas o jacu colocou maldita blábláblá. MUITO juninho. Ontem, para se retratar, colocou um pedido de desculpas no twitter, mas a cagada já tinha sido feita.
Então, amiguinhos, aprendam com o Tio Esparroman: não coloquem o nome da empresa de vocês, de colegas de trabalho, de clientes, etc no twitter, blog, facebook, formspring, orkut ou qualquer outra rede social. Tá certo que hoje em dia pouca gente não sabe que eu tenho blog e twitter, o que já seria suficiente para eu ser mais cuidadoso, mas pelo menos eu não faço esse tipo de cagada...
Esse processo seletivo é uma das coisas mais legais da minha empresa. Durante 2 dias eles colocam 25 a 30 meninos que querem estágio (agora abriu pra junior também) em uma sala de hotel e ensinam aos moleques como se portar em uma entrevista. Nesse meio tempo, tem várias dinâmicas e assim a psicóloga identifica quem é bom. No terceiro dia, a molecada passa pela entrevista com os gerentes do escritório, para ver quem vale a pena e quem não vale. Ou seja: mesmo que o moleque não seja admitido, ele ganha um curso de como se portar em uma entrevista de emprego.
E lá fui eu no sábado de manhã, meio com sono, representar a minha empresa e responder dúvidas da molecada. Cheguei e enquanto um dos caras do curso se apresentava a psicóloga chamou um dos candidatos e saiu com o menino da sala. Achei estranho, mas me apresentei, contei um pouco da minha história na empresa e fiquei ajudando a responder dúvidas. Nesse meio tempo, a psicóloga volta pra sala junto com o moleque. Não entendi e continuei respondendo o pessoal.
Quando acabou meu tempo, despedi da galera, de um dos caras do curso e quando ia despedir da psicóloga ela falou que precisava convesar comigo. Saímos da sala, e ela veio me explicar o que tinha acontecido. O moleque, no dia anterior, colocou a seguinte frase no twitter (que, obviamente, já foi apagado):
Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã para ir para o curso da maldita Blábláblá
Blábláblá é a minha empresa. Só que o cara fez isso tipo 6, 7 da noite e o setor de comunicação da empresa VIU o que o moleque tinha escrito. Aí ligaram pra meio mundo: gerente geral de RH, a psicóloga, o gerente do escritório, a galera toda. E ficou combinado o seguinte: a psicóloga ia conversar com o moleque para ver porque ele tinha feito aquilo e, dependendo do que o moleque falasse, iam mandar o cara embora.
Aí a psicóloga conversou com o cara, viu que foi infantilidade (e que o moleque queria era aparecer no twitter para os amigos) e que ele estava arrependido (diz ela que ele chegou a chorar). E queria saber o que fazer com o moleque. Convesei com o chege do escritório e ele falou pra deixar o menino lá. Se ele fosse bom, ia conversar com ele para explicar porque não ia contratar o menino.
Resumindo: o juninho se deu mal por causa de uma besteira que escreveu no twitter. Se ele tivesse só colocado "Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã", não teria tanto problema, mas o jacu colocou maldita blábláblá. MUITO juninho. Ontem, para se retratar, colocou um pedido de desculpas no twitter, mas a cagada já tinha sido feita.
Então, amiguinhos, aprendam com o Tio Esparroman: não coloquem o nome da empresa de vocês, de colegas de trabalho, de clientes, etc no twitter, blog, facebook, formspring, orkut ou qualquer outra rede social. Tá certo que hoje em dia pouca gente não sabe que eu tenho blog e twitter, o que já seria suficiente para eu ser mais cuidadoso, mas pelo menos eu não faço esse tipo de cagada...
10 de jan. de 2011
A semana do overclocking
Lembra de tudo o que eu tinha falado de trabalhar menos? Pois é, ainda não consegui colocar em prática. Semana passada, que meu chefe estava de férias, eu estava tomando conta dos meus 2 projetos, do contrato e de 2 propostas. Lógico que não consegui fazer nada disso direito, mas estava tomando conta.
Num belo dia (terça-feira), eu estava conversando com o gerente do escritório (chefe do meu chefe) para ver como poderíamos avisar para o cliente que não estávamos fazendo propostas porque um dos serviços que ele comprou no contrato já acabou e que para fazer mais disse serviço custaria mais caro. A solução foi: enviar um email pro cara mandando a real e que meu chefe trataria o assunto com ele na semana seguinte.
Decidido isso eu fui até a minha mesa escrever o email. Olho para o outlook e tem um email do cliente, com o seguinte assunto "Aviso de Multa". Olhei aquilo e já comecei a tremer. Li o email e o cara estava mandando um aviso de multa, porque não estávamos emitindo as propostas que começamos 3 semana antes (por contrato são 10 dias).
Nesse exato momento, eu senti que minha semana tinha ido pro espaço. Até dei dica disso no twitter. E para conseguir resolver o problema e gerenciar a crise, tive que trabalhar em overclocking (que é diferente de fazer hora extra, o que também fiz, mas não tanto assim). E foi assim a semana inteira. Eu não fiz nada do que deveria, só fiquei resolvendo este problema. E o cerébro trabalhando o tempo todo, sem nem um momentinho de descanço. Inclusive enquanto eu estava "dormindo". Só parou em alguns momentos que eu estava fazendo alguma coisa depois do trabalho.
Vi que, assim como no overclocking de processador, o tempo de resposta diminui e você consegue fazer muito mais coisa em menos tempo, mas também vi que a vida útil do processador diminui. Resolvemos o problema na quinta e na sexta eu dei uma relaxada no trabalho. Mas não porque eu não tinha coisa para fazer, e sim porque eu não aguentava fazer mais nada. Simplesmente morri depois do almoço. E, assim como no overclocking, em que você deve resfriar o processador para ele aguentar trabalhar sobrecarregado, fui resfriar a cabeça com uma cerva gelada.
Mas não quero ter que trabalhar assim nunca mais (apesar de que já fiz isso muitas vezes na vida...).
Num belo dia (terça-feira), eu estava conversando com o gerente do escritório (chefe do meu chefe) para ver como poderíamos avisar para o cliente que não estávamos fazendo propostas porque um dos serviços que ele comprou no contrato já acabou e que para fazer mais disse serviço custaria mais caro. A solução foi: enviar um email pro cara mandando a real e que meu chefe trataria o assunto com ele na semana seguinte.
Decidido isso eu fui até a minha mesa escrever o email. Olho para o outlook e tem um email do cliente, com o seguinte assunto "Aviso de Multa". Olhei aquilo e já comecei a tremer. Li o email e o cara estava mandando um aviso de multa, porque não estávamos emitindo as propostas que começamos 3 semana antes (por contrato são 10 dias).
Nesse exato momento, eu senti que minha semana tinha ido pro espaço. Até dei dica disso no twitter. E para conseguir resolver o problema e gerenciar a crise, tive que trabalhar em overclocking (que é diferente de fazer hora extra, o que também fiz, mas não tanto assim). E foi assim a semana inteira. Eu não fiz nada do que deveria, só fiquei resolvendo este problema. E o cerébro trabalhando o tempo todo, sem nem um momentinho de descanço. Inclusive enquanto eu estava "dormindo". Só parou em alguns momentos que eu estava fazendo alguma coisa depois do trabalho.
Vi que, assim como no overclocking de processador, o tempo de resposta diminui e você consegue fazer muito mais coisa em menos tempo, mas também vi que a vida útil do processador diminui. Resolvemos o problema na quinta e na sexta eu dei uma relaxada no trabalho. Mas não porque eu não tinha coisa para fazer, e sim porque eu não aguentava fazer mais nada. Simplesmente morri depois do almoço. E, assim como no overclocking, em que você deve resfriar o processador para ele aguentar trabalhar sobrecarregado, fui resfriar a cabeça com uma cerva gelada.
Mas não quero ter que trabalhar assim nunca mais (apesar de que já fiz isso muitas vezes na vida...).
6 de jan. de 2011
Renata Junior In Memorian
Dia desses aí pra trás descobri que uma colega dos tempos de programador morreu. Morreu há uns 5 meses, de acidente de carro. E o pior: eu nem fiquei sabendo. Não que ela fosse uma grande amiga, ou que me senti ofendido por não ter sido comunicado do ocorrido, mas foi triste saber que uma pessoa tão jovem e que já tive bastante contato morreu.
Fica aqui a minha lembrança e singela homenagem, mesmo que atrasado. E serve para lembrar que a vida é curta.
Em tempo: não me julguem pelo post linkado. Eu estava começando a blogar.
Fica aqui a minha lembrança e singela homenagem, mesmo que atrasado. E serve para lembrar que a vida é curta.
Em tempo: não me julguem pelo post linkado. Eu estava começando a blogar.
5 de jan. de 2011
Técnica dos rolinhos
Há algum tempo atrás, quando Priom ainda postava no blog dele, ele fez um post muito legal dando dicas para quem não costuma viajar de avião. Desde então eu tenho vontade de fazer uns posts com dicas de coisas que aprendi nestes meus anos viajando a trabalho, mas a preguiça, a falta de tempo e a falta de memória não me deixavam escrever.
Num dessas minhas viagens para Manaus, com pessoas que não estavam muito acostumadas a viajar (principalmente a trabalho), uma das pessoas da minha equipe disse que eu deveria escrever um livro, porque toda hora dava uma ou outra dica de "sobrevivência". Até Xuxu, na nossa viagem para Buenos Aires, aprendeu algumas coisas.
Resolvi, então, criar esta seção de dicas de um viajante, em que vou colocando algumas dicas com coisas que eu aprendi vivendo em avião e aeroporto. A primeira delas, e a mais útil, é a técnica dos rolinhos.
Ninguém gosta de viajar com mala grande e, na maioria das vezes, leva uma mala com o tamanho certo com as roupas e tranqueiras que vai carregar na viagem. O problema é que SEMPRE você compra alguma coisa no lugar onde foi: 10 kg de castanhas de caju, 20 sabonetes de tartaruga, metade das roupas da Argentina ou uma simples caixa de chocolate para a namorada.
Colocar essa tralha toda na mala pode ser um problema sério e se você simplesmente colocar tudo e depois sentar em cima para fechar a mala quando a abrir vai ter uma surpresa desagradável. A solução para estes problemas é a técnica dos rolinhos.
Na volta da viagem, você não está mais preocupado se sua roupa vai chegar amassada, então a melhor forma de fazer tudo caber na mala é fazer rolinhos com as suas roupas. Mais ou menos assim:
- Estique a camisa (serve para bermudas, camisetas, meias, etc) em uma superfície plana (preferência pela cama):

- Dobre na metade:

- Comece a enrolar a roupa da parte menos larga para a mais larga. Enrole bem apertado, para comprimir a roupa e ocupar menos espaço:

- Se for camiseta, depois de enrolar dobre a manga pra dentro:

Depois de fazer rolinhos com todas as suas roupas, é só brincar de tetris na mala. Sempre intercale os rolinhos com as coisas que você comprou, para que as coisas fiquem mais protegidas dos cuidadosos agentes de aeroporto. Estudos comprovam que o espaço aumenta mais de 50% comparado ao método comum de arrumar malas. Um exemplo foi a nossa volta da argentina: quando Xuxu arrumou a sua mala de volta não coube nem metade das coisas que ela tinha comprado (e olha que a mala tinha ido beeem vazia). Com o método dos rolinhos, além de caber toda atralha roupa dela ainda coube um tênis meu.
Num dessas minhas viagens para Manaus, com pessoas que não estavam muito acostumadas a viajar (principalmente a trabalho), uma das pessoas da minha equipe disse que eu deveria escrever um livro, porque toda hora dava uma ou outra dica de "sobrevivência". Até Xuxu, na nossa viagem para Buenos Aires, aprendeu algumas coisas.
Resolvi, então, criar esta seção de dicas de um viajante, em que vou colocando algumas dicas com coisas que eu aprendi vivendo em avião e aeroporto. A primeira delas, e a mais útil, é a técnica dos rolinhos.
Ninguém gosta de viajar com mala grande e, na maioria das vezes, leva uma mala com o tamanho certo com as roupas e tranqueiras que vai carregar na viagem. O problema é que SEMPRE você compra alguma coisa no lugar onde foi: 10 kg de castanhas de caju, 20 sabonetes de tartaruga, metade das roupas da Argentina ou uma simples caixa de chocolate para a namorada.
Colocar essa tralha toda na mala pode ser um problema sério e se você simplesmente colocar tudo e depois sentar em cima para fechar a mala quando a abrir vai ter uma surpresa desagradável. A solução para estes problemas é a técnica dos rolinhos.
Na volta da viagem, você não está mais preocupado se sua roupa vai chegar amassada, então a melhor forma de fazer tudo caber na mala é fazer rolinhos com as suas roupas. Mais ou menos assim:
- Estique a camisa (serve para bermudas, camisetas, meias, etc) em uma superfície plana (preferência pela cama):

- Dobre na metade:

- Comece a enrolar a roupa da parte menos larga para a mais larga. Enrole bem apertado, para comprimir a roupa e ocupar menos espaço:

- Se for camiseta, depois de enrolar dobre a manga pra dentro:

Depois de fazer rolinhos com todas as suas roupas, é só brincar de tetris na mala. Sempre intercale os rolinhos com as coisas que você comprou, para que as coisas fiquem mais protegidas dos cuidadosos agentes de aeroporto. Estudos comprovam que o espaço aumenta mais de 50% comparado ao método comum de arrumar malas. Um exemplo foi a nossa volta da argentina: quando Xuxu arrumou a sua mala de volta não coube nem metade das coisas que ela tinha comprado (e olha que a mala tinha ido beeem vazia). Com o método dos rolinhos, além de caber toda a
4 de jan. de 2011
Esparroman RECOMENDA: GTA IV
Eu demorei para começar a jogar GTA IV. Quando o meu PS3 chegou, eu joguei muito Need For Speed e God of War. Aí, no dia que eu coloquei o blueray do GTA no videogame, minha vida acabou. O jogo é MUITO bom. A qualidade dos gráficos, a história do jogo, as músicas nos carros roubados, tudo é muito legal. Fora que você pode fazer o que quiser no jogo - o que quiser mesmo, até ir a um clube de strip.
O jogo é bem sangrento, tanto que é para maiores de 18 anos, e rola muito sangue na história. Tem tiroteio, perseguição policial, assalto, drogas e o meu preferido: atropelamento.
A história é simples: você é Nico e vive no mundo do crime. Tem sempre alguma missão para fazer e, em muitas delas tem que sentar a bala ou a porrada em alguém. No tempo livre, pode ficar vagando pela cidade em bares, boliches, sinucas ou dardos. Sim você pode JOGAR estas coisas dentro do jogo. E também pode sair com uma gatinha, Michelle. Se você fizer tudo direitinho no encontro, pode ser recompensado depois, se é que vocês me entendem.
O jogo é muito legal. Demorei um pouco para pegar o jeito (dirigir em alta velocidade, por exemplo, só estou pegando a manha agora) e você acaba viciando. Outro dia joguei por QUATRO HORAS E MEIA, sem parar. E só parei porque meu pai queria ver TV, senão teria continuado. Neste dia eu vi que aquela história de que video game faz mal e verdade. Depois que desliguei o jogo fui até a padaria e, no caminho, queria empurrar os carros que pararam na minha frente no sinal. Na fila para pagar, queria socar a mulher que estava na minha frente, que estava batendo papo com a caixa. Mas depois de um tempo isso passou.
Outra coisa boa do jogo é que nestes dias que tenho trabalhado muito (e aproveitando a TV do Véio disponível), tenho chegado em casa, ligado o PS3 e começo a matar pessoas, só para relaxar. Tem dias que eu não faço nenhuma missão, só roubo um carro e fico andando pela cidade, atropelando pessoas, socando uns e outros e de vez em quando dando uns tiros em pessoas engravatadas. Depois desta sessão de descarrego, durmo que é uma beleza.
Se você quer um jogo bom, com gráficos bacanas e com muito sangue e coisas ilícitas, recomendo fortemente o GTA IV. Eu não consigo parar de jogar.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O jogo é bem sangrento, tanto que é para maiores de 18 anos, e rola muito sangue na história. Tem tiroteio, perseguição policial, assalto, drogas e o meu preferido: atropelamento.
A história é simples: você é Nico e vive no mundo do crime. Tem sempre alguma missão para fazer e, em muitas delas tem que sentar a bala ou a porrada em alguém. No tempo livre, pode ficar vagando pela cidade em bares, boliches, sinucas ou dardos. Sim você pode JOGAR estas coisas dentro do jogo. E também pode sair com uma gatinha, Michelle. Se você fizer tudo direitinho no encontro, pode ser recompensado depois, se é que vocês me entendem.
O jogo é muito legal. Demorei um pouco para pegar o jeito (dirigir em alta velocidade, por exemplo, só estou pegando a manha agora) e você acaba viciando. Outro dia joguei por QUATRO HORAS E MEIA, sem parar. E só parei porque meu pai queria ver TV, senão teria continuado. Neste dia eu vi que aquela história de que video game faz mal e verdade. Depois que desliguei o jogo fui até a padaria e, no caminho, queria empurrar os carros que pararam na minha frente no sinal. Na fila para pagar, queria socar a mulher que estava na minha frente, que estava batendo papo com a caixa. Mas depois de um tempo isso passou.
Outra coisa boa do jogo é que nestes dias que tenho trabalhado muito (e aproveitando a TV do Véio disponível), tenho chegado em casa, ligado o PS3 e começo a matar pessoas, só para relaxar. Tem dias que eu não faço nenhuma missão, só roubo um carro e fico andando pela cidade, atropelando pessoas, socando uns e outros e de vez em quando dando uns tiros em pessoas engravatadas. Depois desta sessão de descarrego, durmo que é uma beleza.
Se você quer um jogo bom, com gráficos bacanas e com muito sangue e coisas ilícitas, recomendo fortemente o GTA IV. Eu não consigo parar de jogar.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
3 de jan. de 2011
Como acabar com sua vida
Neste últimos dias do ano eu tenho pensado muito na vida para tirar as lições aprendidas de 2010. E num desses momentos, com a TV ligada ao fundo, começou a passar "O Diabo Veste Prada". Eu já tinha visto o filme, mas não com a cabeça que eu estava no dia. E em um determinado momento do filme, a protagonista (que esqueci o nome), comenta com o estilista da revista que está com problemas na vida pessoal. E o cara responde, com a maior calma do mundo:
- Isso significa que você está crescendo profissionalmente. Quando ela não existir mais, é sinal que você foi promovida.
Na hora, eu entendi meu ano de 2010. Foi EXATAMENTE isso. Em 2010, assim como a protagonista do filme, eu comecei saindo com meus amigos, com Xuxu, consegui viajar de férias, estava bem no campo pessoal. Aí, em algum momento do ano (provavelmente quando eu ganhei o projeto de Manaus), tudo isso mudou.
Assim como a nossa querida protagonista, eu achava que aquela era a minha chance de aparecer na empresa e comecei a trabalhar como um louco. Acordava pensando em trabalho, trabalhava até tarde todo dia, chegava em casa morto, mas ainda pensava em trabalho, "dormia" e sonhava com trabalho... Várias vezes deixei de fazer coisas por causa de trabalho. Deixei de sair com meus amigos, deixei de encontrar com Xuxu, deixei de ir ver minha mãe, deixei de tirar férias, deixei de ir ao médico, deixei de cuidar de mim. E, quando eu conseguia fazer alguma destas coisas, eu ia pensando no trabalho.
Nesse meio tempo, eu via que estava desapontando as pessoas, mas pô, era só só mais um mês. E esse mês virava outro mês. E esse outro mês virava outro... e assim foi, por SEIS meses, até que o projeto acabou.
E junto com o projeto, acabou o meu namoro, as minhas amizades, os meus laços de família e a minha saúde (física e mental). E como o estilista do filme falou, foi exatamente neste mês que eu fui promovido. Eu queria comemorar a minha promoção, mas não tinha com quem comemorar. Eu queria ligar para as pessoas para contar, mas eu não tinha mais intimidade com ninguém para contar. Eu queria abraçar pessoas para comemorar, mas não tinha ninguém para abraçar. Resultado: comemorei em casa, sozinho e contei no twitter que tinha sido promovido, mas porque eu PRECISAVA contar para alguém, para dividir a alegria.
Valeu a pena? Não, não valeu. Assim como a protagonista, eu percebi isso tarde demais. E assim como ela, resolvi tomar uma atitude. Não vou sair do emprego como ela fez, vou simplesmente ligar menos para as coisas. Não quero mais perder noites de sono. Não quero me distanciar dos meus amigos e família. Não quero correr o risco de perder pessoas que gosto tanto. Não quero ter um infarto aos 35 anos. Não quero que as minhas melhores horas de sono sejam no avião, quando o celular não pode ficar ligado e o notebook não funciona por falta de tomada.
2010 foi o ano que eu trabalhei. 2011 será o ano que eu viverei. Nem que isso custe meu emprego. O meu único empecilho é a porcaria do projeto de Manaus, que me fará viajar muito e me fará ficar longe de quem eu gosto. Mas disso eu não tenho como fugir, então o jeito é me planejar para não furar com ninguém e conseguir retomar um antigo projeto de amigos.
E tenho dito. Torçam por mim.
- Isso significa que você está crescendo profissionalmente. Quando ela não existir mais, é sinal que você foi promovida.
Na hora, eu entendi meu ano de 2010. Foi EXATAMENTE isso. Em 2010, assim como a protagonista do filme, eu comecei saindo com meus amigos, com Xuxu, consegui viajar de férias, estava bem no campo pessoal. Aí, em algum momento do ano (provavelmente quando eu ganhei o projeto de Manaus), tudo isso mudou.
Assim como a nossa querida protagonista, eu achava que aquela era a minha chance de aparecer na empresa e comecei a trabalhar como um louco. Acordava pensando em trabalho, trabalhava até tarde todo dia, chegava em casa morto, mas ainda pensava em trabalho, "dormia" e sonhava com trabalho... Várias vezes deixei de fazer coisas por causa de trabalho. Deixei de sair com meus amigos, deixei de encontrar com Xuxu, deixei de ir ver minha mãe, deixei de tirar férias, deixei de ir ao médico, deixei de cuidar de mim. E, quando eu conseguia fazer alguma destas coisas, eu ia pensando no trabalho.
Nesse meio tempo, eu via que estava desapontando as pessoas, mas pô, era só só mais um mês. E esse mês virava outro mês. E esse outro mês virava outro... e assim foi, por SEIS meses, até que o projeto acabou.
E junto com o projeto, acabou o meu namoro, as minhas amizades, os meus laços de família e a minha saúde (física e mental). E como o estilista do filme falou, foi exatamente neste mês que eu fui promovido. Eu queria comemorar a minha promoção, mas não tinha com quem comemorar. Eu queria ligar para as pessoas para contar, mas eu não tinha mais intimidade com ninguém para contar. Eu queria abraçar pessoas para comemorar, mas não tinha ninguém para abraçar. Resultado: comemorei em casa, sozinho e contei no twitter que tinha sido promovido, mas porque eu PRECISAVA contar para alguém, para dividir a alegria.
Valeu a pena? Não, não valeu. Assim como a protagonista, eu percebi isso tarde demais. E assim como ela, resolvi tomar uma atitude. Não vou sair do emprego como ela fez, vou simplesmente ligar menos para as coisas. Não quero mais perder noites de sono. Não quero me distanciar dos meus amigos e família. Não quero correr o risco de perder pessoas que gosto tanto. Não quero ter um infarto aos 35 anos. Não quero que as minhas melhores horas de sono sejam no avião, quando o celular não pode ficar ligado e o notebook não funciona por falta de tomada.
2010 foi o ano que eu trabalhei. 2011 será o ano que eu viverei. Nem que isso custe meu emprego. O meu único empecilho é a porcaria do projeto de Manaus, que me fará viajar muito e me fará ficar longe de quem eu gosto. Mas disso eu não tenho como fugir, então o jeito é me planejar para não furar com ninguém e conseguir retomar um antigo projeto de amigos.
E tenho dito. Torçam por mim.
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