24 de jan. de 2009

Conhecimento demais atrapalha

Ontem, voltando pra casa, passei em frente a uma empresa de foto e filmagem de eventos bem popular aqui de BH. Por algum motivo bizarro e desconhecido, lembrei de um amigo meu que era fotógrafo e que comentou que quando foi ver as fotos de formatura dele discutiu com o vendedor falando que as fotos estavam fora de quadro, com luz ruim, etc.

Aí comecei a pensar o quanto deve ser ruim ser muito bom em alguma coisa (ou pelo menos ter bastante conhecimento nisso) e ver as outras pessoas fazendo cagada em momentos especiais da sua vida (tipo casamento, formatura, etc).

Às vezes eu vejo uns códigos de macro, programas de padaria, etc e fico perguntando como alguém conseguiu fazer aquilo. Isso já me incomoda um pouco, mas não fico me matando por isso (afinal, não sou o mestre da programação e aquilo não interfere na minha vida). Se, mesmo não sendo mestre, aquilo me incomoda, imagina o quando deve ser osso para alguém que sabe pra caralho de alguma coisa ver algo sendo feito errado em um momento especial para ela?

Tipo o casamento do meu chefinho querido. O cara é músico (dizem) e só não tocou no próprio casamento para não correr o risco de ficar nervoso e fazer merda. Aí contratou uma banda (ou pegou a banda da igreja, sei lá) e os caras erraram grotescamente. Mas tão grotescamente que até eu, que não entendo porra nenhuma de música, percebi.

No caso de casamentos, dá pra tomar algumas precauções (como coloquei no post), mas tem alguma situações em que não tem como. Por exemplo uma pessoa que fez teatro indo assistir uma peça. A pessoa acaba ficando tão fixada nos detalhes técnicos que acaba não aproveitando a peça.

Por isso que as vezes acho bom não ter muito conhecimento em uma coisa. Assim, pelo menos, consigo aproveitar um pouco mais as coisas. Mas não é tanto assim, porque as vezes também fico caçando defeitos nas coisas....

23 de jan. de 2009

Ouvi por aí...

O meu chefe, diretor do escritório de BH, conversando com a equipe do projeto:

- Fiquei muito animado com o esquema que o pessoal tá arrumando para o carnaval em diamantina, mas acabei desistindo.
- Ué, por que? - pergunta uma das pessoas.
- Pô, foda. O povo me vê bêbado, fazendo merda, perdem o respeito por mim. Aí vou pra salvador que posso fazer merda a vontade.

22 de jan. de 2009

Cagada inicial

E se o outro projeto teve cagada final esse projeto teve cagada inicial. Tudo porque não usava um servidor com controle de revisões há 2,5 anos e acabei fazendo uma confusão na hora de mandar um arquivo. Foi mais ou menos assim...

Ontem fizemos a reunião no cliente. Eu fiquei responsável por fazer a ata. Fiz e mandei por email para 2 pessoas revisarem. Aí lembrei que deveria ter colocado a porra da ata no servidor de arquivos, para que as pessoas revisassem de lá. Fui lá e taquei o arquivo no servidor. E esqueci de avisar o pessoal.

Aí uma das meninas fez a alteração e me mandou o arquivo por email. Salvei no PC e pensei "vou esperar o outro cara mandar que aí subo a versão final de uma vez no servidor.".

Quando o cara mandou, pra lá de 6 da noite, catei a versão do servidor, fiz as alterações e mandei pro cliente. Nem olhei o resto das coisas. Só a versão que e versão do servidor era a antiga...

Voltei pra casa ontem pensando se tinha feito essa cagada ou não, mas aí resolvi para de pensar porque não tinha nada que eu pudesse fazer. A merda já estava feita e não adiantava voltar pro trabalho pra mandar a nova ata. Mandar ontem ou mandar hoje dava no mesmo...

Hoje, fui olhar e realmente estava errado. Alterei o que tinha que alterar, mandei um email pedindo bilhões de desculpas e perdi alguns pontinhos com o chefe...

21 de jan. de 2009

Cornograma

Como comentei por aqui, fiquei responsável por fazer o cronograma do projeto. Passei o fim de semana fazendo e chegou numa hora que desisti de mexer (cronograma é igual bosta, quanto mais mexe, mais fede). Achei que algumas coisas deveriam ser vistas com o coordenador da equipe, que estava de férias.

Comentei com ele o que eu tinha feito e tal e ele ficou de arrumar e finalizar. E mexeu pra cacete no que eu tinha feito. Aí, voltei do treinamento ontem e ele me mostrou. Aí avisei: "isso aqui o chefe pediu pra diminuir o tempo, isso ele falou pra fazer primeiro e isso tem que inverter com aquilo".

Ele falou que preferia do jeito que estava. Falou que do jeito que eu estava falando ia ficar pior e tudo mais. Com mais alguns argumentos resolvi não falar mais. O cara não ia mudar e, bem, já era mais de 8 da noite.

Hoje, na reunião em que mostraríamos o cronograma para o cliente, meu chefe (que não viu a versão final), deu altas sapatadas no cronograma. E eu lá, só pensando "eu avisei isso" e "eu falei aquilo".

Só não sei se o chefe acha que fui eu que fiz o treco errado. Mas eu avisei que tinha que ser diferente...

Atrasou

Ontem foi dia de acordar de madrugada para fazer (mais) um treinamento de segurança. O treinamento estava marcado para as 7 da matina lá em contagem e um carro ia buscar os 4 que fariam o treinamento, começando o cata jeca às 6.

Se eu fosse sozinho, sairia de casa mais ou menos essa hora. Mas éramos 4 e cada um morando num canto de BH. Com a minha experiência no caminho (faço no mínimo 3 vezes por semana), alertei a menina que marcou o carro na hora que vi o email com os horários: "não vai dar tempo".

Ela falou que dava, eu o pessoal da empresa de transporte corre bastante e blábláblá. Liguei o "foda-se" e deixei pra lá. A minha parte eu tinha feito. E fui fazer outras coisas.

No dia seguinte fiquei pronto as 6. Sabia que não seria esse horário que me buscariam, mas preferi ficar pronto. E esperei. Esperei. Esperei. E o carro passou aqui em casa 6:40. Nem no meu melhor tempo de viagem BH-Contagem, voando baixo, sem trânsito e pegando todos os sinais abertos eu consegui chegar em 20 minutos. Mas tudo bem. Isso porque ainda tinha que pegar mais uma pessoa...

Óbvio que a gente atrasou. E atrasou muito: 20 minutos. A sorte (e isso eu lembrei depois que estava no carro) é que o treinamento não começa realmente às 7 e sim às 8. Eles marcam às 7 para que os atrasado consigam chegar a tempo e para que todos preencham a papelada e tomem um desjejum.

Deu muita vontade de falar "eu avisei", mas preferi ficar quieto...

19 de jan. de 2009

Cagada de Despedida

Sexta passada foi o meu último dia de trabalho para a Maluquete. Eu acho que ela nunca gostou muito de mim, porque vivia ligando para o meu Líder para perguntar coisas que ela sabia que eu que responderia. Mas como nunca tinha feito nada de errado e, que eu saiba, nunca teve reclamação de ninguém, ela não podia reclamar de mim. Até semana passada.

Lá pra quarta ou quinta, quando já estava alocado no outro projeto, mas ainda tinha um resto da OS da Maluquete (que, por sinal, eu nem sabia), o telefone do meu líder tocou. Era ela. Falou que estava rolando auditoria nos projetos e que, vendo um dos que eu acompanhava, viu que a data de fim do projeto no sistema deles estava diferente da data que eu havia colocado no meu último relatório de acompanhamento. E era algo absurdo, tipo: um mês de diferença.

Eu, sem entender nada, falei que a mulher estava maluca (o que é verdade), mas resolvi olhar o que tinha acontecido, só para desencargo. Olha daqui, procura dali, ela liga novamente. Dessa vez, eu atendo o telefone. Falo que a data é a que está no sistema deles, que deve ter tido algum problema, que estava procurando.

Ela, falando que não podia ter datas diferentes, que era um absurdo aquilo, que se a auditoria pegasse ela que levava ferro e tal. Eu, ainda sem entender de onde tinha surgido a data errada, continuei fuçando tudo até que achei de onde tinha saído aquela data.

Na correria de fim de ano, acabei reutilizando um arquivo e esqueci de alterar a data no relatório, que era de outro projeto. Só não sei de que projeto que era, porque NENHUM dos projetos que eu acompanhava terminava naquela data. Vai entender.

Quando descobri isso, falei com meu líder, que falou "deixa quieto. Se ela ligar a gente explica". Mas ela não ligou.

Só que isso certamente não foi bom pra mim...

18 de jan. de 2009

Sistema de ranqueamento de pesquisas

Fui fazer uma pausa no trabalho e resolvi jogar um jogo que viciei desde que ganhei meu Touch: Bubble Breaker. O celular estava longe então resolvi buscar uma versão na net. Abri o google, digitei o nome do jogo, apertei "search" e... apareceram uns botões diferentes ao lado dos resultados.

Curioso, resolvi colocar o mouse em cima para ver se dava alguma dica. Era nada mais nada menos que um botão para promover ou excluir o resultado. Cliquei pra ver o que que dava e apareceu isso aí embaixo:


Caralho, isso é simplesmente genial. Se você viu um site que não tinha nada do que você havia prometido, clica no excluir. Ou se achou algo que procurava lá na décima página e quer promover, só clicar no promover.

Pelo que vi, isso ainda é experimental e não está disponível pra todo mundo. Fora que os mecanismos mágicos de ranqueamento do Google ainda devem ter um peso muito maior na hora de jogar as respostas na tela. Mas de qualquer maneira, isso é MUITO do caralho.

Tenho pena de quem faz esses posts/blogs paraquedistas. Se essa ideia [ortografia nova!] realmente pegar e a galera deixar de ser preguiçosa e ranquear os sites teremos uma internet sem esses links que não tem nada a ver.

É deus evoluindo cada vez mais.

Hoje Estou...

Trabalhando novamente...

Presente

Xuxu viu uma camisa outro dia na internet (acho que até postei aqui, mas não achei) e resolveu me dar de presente. Falou que "era a minha cara". Ó só:


O pior: eu gostei. O pior²: É verdade....

17 de jan. de 2009

Fodido

Cá estou eu, a trabalhar, em plena tarde/noite de sábado. É, acontece nas melhores famílias. Já fiz isso várias vezes e, certamente, não será a última. Mas foi tudo porque me jogaram no projeto de uma hora pra outra, sem ninguém pra tirar dúvidas e tendo que me virar em algo que nunca fiz antes. Normal, também já aconteceu várias outras vezes e não será a última.

Explicando um pouco melhor: quando começou o projeto o meu chefe falou que eu deveria fazer 2 coisas até sexta que vem (23). Que para segunda precisava só do cronograma, e me passou 2 cronogramas que deveriam ser unificados. E o pessoal da equipe me deu mais um cronograma para "ajudar".

Cada cronograma estava de um jeito, contando com mais pessoas que a equipe dispunha e tudo de problemático que você pode imaginar. Diliça, né? E eu nem tinha para quem recorrer, porque o chefe foi ora POA e o coordenador do projeto está de férias até segunda. O resto da equipe está em treinamento, em Salvador. Tinha que me virar.

Aí, depois de uma reunião com o cliente, o que eu deveria fazer para o dia 23 passou a ser para o final de terça, dia 20. Para piorar, marcaram um treinamento de segurança para o dia 20 e dura o dia inteiro. Teria que terminar as coisas até segunda. Só que na segunda eu tenho reunião à tarde. Conclusão: O que era para eu fazer em uma semana terei que fazer em, hum... 2 dias e meio. Sendo que esses 2 dias são hoje e amanhã.

Espero que depois de quarta a minha vida volte a existir. Agora deixa eu voltar a trabalhar...

Hoje Estou...

Trabalhando... É, o projeto novo tá dando trabalho...

Palíndromo

Voltando pra casa um dia desses olhei para o relógio do carro (que está uma hora atrasado) e vi o meu marcador de km rodados. Parei e tirei uma foto (com meu celular, por isso tá tosco):


Sim, eu sou doente.

15 de jan. de 2009

A saga do uniforme

Há mais ou menos 3 meses, quando comecei a participar de reuniões no cliente, meu chefe me mandou solicitar uniformes da empresa. Assim o fiz e, quase um mês depois, depois de eu ter cobrado do pessoal responsável por isso, me entregaram 1 camisa.

Normalmente o Kit Uniforme vem com 2 camisas de manga comprida, 2 camisas polo, 2 calças e uma botina. Sabendo disso questionei a mulher e ela falou "só recebi isso". Achei estranho, mas fiquei quieto, porque como não foi retirado do custo do meu projeto não podia reclamar.

Uns 2 dias depois recebi um email do pessoal do Rio perguntando se eu tinha recebido o material (o cara deu um print na tela e me mandou. Nele estava o kit completo). Falei que não, que tinha recebido apenas uma camisa e copiei a mulher que me entregou o material.

O cara do Rio perguntou se estava correto, porque tinha enviado todo o material (e que tinha um comprovante de envio) e a mulher voltou a falar que tinha só recebido aquilo e tal. Aí falaram que poderia ser problema de logística pra verificar com a secretária (que tinha ACABADO de sair de férias). Eu, quieto. Mas achando muito estranho, porque se foi tudo enviado junto, não poderia ter chegado só uma parte.

Umas duas semanas depois, vi a mulher entregarndo uma camisa de uniforme pra um cara que já tem uniforme e mandei outro email pro pessoal, perguntando: "E aí, galera? Cadê a porra do uniforme?". E o cara respondeu: "conforme o email duas conversas abaixo, o material saiu do Rio no dia tal. Deve ser problema de logística.".

"Só se tiver vindo a pé do Rio, né?", pensei. Mas deixei quieto, porque a secretária ainda estava de férias. E não estava fazendo falta, porque não estava mais tendo reuniões com o cliente. Mas agora, que vou passar a ter mais reuniões, resolvi dar outra cobrada (falando isso, inclusive). Ainda não tive resposta.

Se não der certo, vou ter que tomar atitudes mais drásticas e começar a ser mais, digamos, rude...

13 de jan. de 2009

Ano novo, projeto novo

Semana passada comentei que tinha ganho uma tarefa meio chata, mas que duraria o mês inteiro. Só que a equipe foi bastante eficiente e terminamos todo o trabalho hoje. Sabendo que não teríamos mais o que fazer a partir de amanhã, meu chefe havia comentado que iria me alocar em um projeto novo que começa por agora. Basicamente dividiria o trabalho de gerenciar o projeto com ele.

Eis que estou trabalhando, finalizando o último dos documentos que tinha quando o gerente geral do escritório veio conversar com meu Líder. Falou que havia conversado com meu chefe e que estava precisando de alguém para gerenciar um projeto novo junto com ele (diferente do que o meu chefe havia falado, lógico). E que o meu chefe havia me indicado para tal.

O meu líder explicou que eu estava terminando um treco e que já poderia me alocar no projeto amanhã. "Amanhã não adianta. Preciso pra hoje". E me chamou pra reunião. Explicou o projeto e o que eu faria.

E algumas frase chave foram faladas por ele:
O projeto tem que ser modelo de gerenciamento

O cliente e novo e queremos mostrar que somos capazes

Qualquer frescura o cliente reclama

Projeto de XXX milhões (foi mal, não posso falar o valor)

Mas a que mais marcou foi a seguinte:
Se alguma coisa ser merda, porrada no esparroman. É o seu que tá na reta.

Animador, né?

O pior, é que realmente é. Sinal que estão confiando em mim, mesmo com pouco tempo de casa. E mais: quem costuma mostrar serviço pro Gerente Geral costuma subir muito rápido na empresa. E é a chance que vou ter.

Agora o fato curioso: o cliente, que é novo na minha empresa (na verdade, na filial de BH. Na do Rio já é cliente de longa data), é um velho conhecido meu. É o mesmo cliente de um projeto que implementei há...4 anos.

Projeto esse que me deu visibilidade na minha empresa antiga, nos tempos de programador. E projeto esse que tirou muitas das minhas noites de sono.

Como esse promete tirar...

Café dos aniversariantes

Todo mês a minha empresa faz um café para os aniversariantes do mês. Neste café é dada comida e bebida para os aniversariantes encherem a pança e, no fim, uma lembrança (com o logo da empresa, lógico).

No mês do meu aniversário, no entanto, não teve. E só porque eu queria a mochila que eles elegeram o "presente de aniversário do ano". Sim, porque todo ano muda, pra não correr o risco das pessoas de mais tempo de casa terem estoque de mochilas em casa.

Eu já tinha perguntado para a Secretária, para a mulher do RH e ninguém me falava nada. só falavam que "num sei quem estava olhando". E eu chupando dedo, sem mochila. Não que eu vá usar a mochila (ela não aguenta - sem trema - o tranco do notebook), mas pô, eu quero é brinde.

Ontem, no final da tarde, marcaram o café dos aniversariantes para hoje de manhã. E ao contrário do que aconteceu em todos os outros meses, marcaram café da manhã (antes era no fim da tarde) e no Graciliano (antes era na própria empresa).

O café da tarde do Graciliano é algo "foderástico", como pude verificar na comemoração de fim de ano da minha equipe. E o café da manhã não é diferente. Várias opções de pães, sanduíches, doces (!). Só faltou o pão de queijo (uma falha grave, a meu ver).

Logo que cheguei lá, de cara, uma cena desagradável. Sentei na mesa e vi uma barata passeando pela poltrona bem em frente onde estava sentado. Não estava perto da comida, mas se tem uma barata ali, certamente tem em outros lugares do restaurante (como na cozinha, por exemplo).

Mas como não sou fresco (e comi no bandeco da federal mais da metade do meus 5 anos de faculdade), larguei pra lá e enchi o bucho. Comi tanto que não almocei até agora (19:50. O café terminou às 10 da matina).

E no fim, como era de se esperar, ganhei a minha mochila, completando o kit empresa (pasta, mochila, caneta, bloco de anotações, caneca, garrafa d'água, camisa). Falta ainda uma calça e camisa polo, mas essas eu já desisti de receber (um dia eu conto).

A próxima mendicância será mala de viagem. Mas essa não sei quando/onde vou conseguir ganhar...

12 de jan. de 2009

Marcada

Depois de muito tempo e encheção de saco minha finalmente marcaram a minha reunião de feedback. O estagiário do RH não queria marcar, por eu ter menos de 4 meses de empresa, mas falei que mandaram meu chefe fazer e ele me mandou fazer a auto avaliação.

Falei também que tava quase completando os 4 meses e que as avaliações já estavam preenchidas. Ainda assim o cara ligou pro meu chefe para perguntar se era realmente necessário. O chefe falou que sim e ele marcou pra segunda que vem.

Aguardem histórias...

11 de jan. de 2009

Sotaques incompreensíveis

Ontem fui na tal despedida do cara que trabalha comigo que vai pra alagoas. Tinha pouca gente e a maioria era de fora. A minha empresa tem 4 tipos de pessoas: mineiros, cariocas, potiguares e "pessoas que vieram de santa catarina" catarinenses (valeu, Consultora!). Ontem, era basicamente eu de bh, então tava uma festa de sotaques.

O sotaque do pessoal do sul é bem tranquilo de entender (tirando algumas gírias), mas o do pessoal de Natal, meu amigo... eu não entendia porra nenhuma! Eles falam rápido, embolado, com umas palavras muito estranhas (tipo foderástico)... Teve uma hora que sentei com uns 5 e fiquei totalmente perdido.

Isso considerando que já trabalhei no sul, no centro oeste, no norte de minas (que é quase Bahia, hehe), em Braólia (que é uma salada de sotaques) e conheço gente do norte. Nunca tinha tido problemas pra entender alguém (mas agora, escrevendo o post, lembrei que não foi fác acostumar com o "pronto" do povo da filial do nordeste de um projeto).

Fato é que é estranho pensar que pessoas do mesmo país, falando a mesma língua, não se entendam. Fico imaginando como deve ser na África, onde tem países pequenos com5 línguas oficiais, fora os dialetos...

9 de jan. de 2009

Professor Público

Hoje foi o último dia de um cara da minha equipe na empresa. Não, ele naõ foi mandado embora. Passou num concurso e vai pra Alagoas, dar aula no CEFET de lá. Não sei a questão de salário, mas para ele é uma boa, porque ele é de natal e a distância é bem menor.

Eu, certamente não faria a troca (até porque professor ganha MUITO mal aqui no Brasil) e, sinceramente, ser funcionário público não é o meu sonho (ainda mais professor). Mas se o cara gosta, boa sorte pra ele.

E amanhã tem festa de despedida do cara.

Cena Urbana Bizarra

Dia desses aí pra trás, estava com Xuxu no carro quando paramos em frente a uma faixa de pedestre. Um cara atravessa a rua, mas pisando APENAS nas listas brancas da faixa. Os passos, obviamente, era MUITO grandes o que fazia com que a cena fosse ridícula.

Tá certo que algumas pessoas tem TOC, mas fazer uma coisa dessas na rua, com o sinal pra abrir é demais...

8 de jan. de 2009

Com motivo

Essa eu esqueci de contar aqui. Lembra que eu tinha comentado que ia trabalhar entre natal e ano novo? Pois bem, assim aconteceu. Ajudei os caras e todo mundo ficou feliz.

Na segunda, quando fui comentar com meu chefe que tinha acontecido isso e tal, por isso lancei horas num dia que deveria estar de folga, ele comentou: "uai, mas esses projetos são de fulano".

Eu não sabia, mas como Fulano ia viajar, nem liguei, porque estava aqui em casa, de bobeira. Mas falei brincando "Depois eu cobro duas horas de trabalho dele". E ficou por isso mesmo.

Mais tarde, quando fulano chegou, o meu chefe perguntou se ele tinha ficado por aqui e ele respondeu que sim. Ai falei "pô, e ligaram pra mim? Tinham que ter ligado pra ele!". E meu chefe respondeu (na frente do cara) "Mas ele tem motivo. A irmã dele morreu no dia 23".

Eu, óbvio, não sabia onde enfiava a cara e o que falava com ele. Devem ter passado uns 2 minutos até que caiu a ficha e falei um "sério? Meus pêsames, cara". E só. Tudo o que eu queria era sair dali o mais rápido possível (o que não aconteceu). Depois, óbvio, xinguei meu chefe que não me contou e me deixou passar vergonha.

Para os curiosos: basicamente a menina entrou no banho e não saiu mais. Teve um aneurisma e morreu no box. Aos 24 anos de idade...