20 de dez. de 2010

Bem Vindo a Natal - Parte I - A Cidade

Aproveitando meu fim de semana em Natal resolvi fazer este post, que está atrasado só alguns meses... Como Xuxu tirou quase 600 fotos, resolvi dividir em 2 partes: a cidade e o passeio no litoral norte. Como já faz mais de 3 meses que fui lá, obviamente não vou lembrar o nome de tudo, mas vou me esforçar. Vamos lá. As fotos boas foram com a câmera de Xuxu. As ruins, com o meu celular.

Forte dos Reis Magos

Para quem gosta mais de concreto do que de mato, como eu, o forte dos três magos é sem dúvida o ponto alto de Natal. A construção é de 1500 e muito e a fundação foi no dia 25 de Dezembro e deu início à cidade (esta, aliás, é a razão da cidade chamar Natal). O forte fica meio distante de tudo e de todos e a única forma de chegar lá é de taxi (ou a pé, andando um bocado).

A bilheteria fica beeeeeeeeem longe do forte, então fique atento para não ter que caminhar tudo de volta. Olha só o caminho entre a entrada e o forte:


Logo na entrada do forte tem o primeiro ponto de defesa da construção: acima da porta tem um buraco no teto para jogar óleo quente nos invasores.



No primeiro "cômodo" do forte está o marco português colocado na praia para demarcar o território lusitano. Uma história legal deste marco é que contaram para os índios que para casar bastava dar uma cabeçada na parte da frente e três voltas no sentido horário. Para descasar, bastava dar uma cabeçada na parte de trás e três voltas no sentido anti-horário. Olha o perfil do marco na segunda foto e veja como o pessoal empenhava mais em descasar.




No meio da construção fica a capela do forte e, acima dela, o paiol, onde era guardada a munição.


A prisão militar era meio pequena e, diz o guia, muito usada.


Numa das paredes ficava uma saída secreta para o comandante fugir em caso de invasão. O mais impressionante é a largura das paredes do forte.


A história do calabouço é legal: a primeira punição era tortura e cacetada, dada no lugar da primeira foto abaixo. Se ele sobrevivesse ia para o lugar da segunda foto, onde o prisioneiro ficava preso passando fome e sede e completamente no escuro por X dias. Se ele sobrevivesse, levavam o cara para fora, só para ele ficar cego instantaneamente e logo depois o levavam para um buraco com pedras pontudas, onde ele era jogado e se quebrava todo. Na foto, está coberta com um chãozinho bem vagabundo. Lá o cara ficava até morrer.







O paredão de fuzilamento, abaixo, também tem uma história legal: o cara que fosse atirar tinha uma só chance. Se errasse, o cara do paredão ia pra arma e poderia atirar uma vez no capataz e assim ia até um dos dois morrer.


A visão "superior" do forte.


Outra história legal: durante um tempo o forte teve um farol, que dá para ver na parte redonda no chão da primeira foto. Aí resolveram tirá-lo e, para manter a história, colocaram um marco no lugar, que está no centro do círculo. Não tá vendo? Cheguei bem perto e tirei a segunda foto.




Alguns dos canhões originais


O cais para o fornecimento de comida.


Uma das guaritas que ficam nos 5 pontos do forte (que tem a forma de uma estrela)




O comando da fortaleza:






O quarto do padre (o do comandante, na segunda foto, estava fechado):




A escada para empurrar os invasores:


Para finalizar, a bizarrice. No estágio 1 do calabouço, tinha isso aí embaixo. Não faço a MENOR idéia da razão...



Ponte estaiada

Não sei o nome dessa ponte (estou com ponte da redinha na cabeça), mas é uma ponte novinha em folha que liga Natal ao Litoral Norte. Ela pode ser vista de muitos dos lugares da cidade, em especial do Forte. É bem bacana e certamente foi muito mais cara do que uma ponte normal....








Teatro Alberto Maranhão

Fui até esse teatro achando que seria algo parecido com o Teatro de Manaus. Não é, mas é até legalzinho do lado de fora. Fico imaginando, assim como em Manaus, como as pessoas conseguiam sobreviver nesse teatro sem ar-condicionado.












Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão

Acabei descobrindo este museu sem querer, quando estava procurando o teatro, já que ficam na mesma praça. Já era "de grátis", acabei entrando. Como não podia tirar fotos, acabei tirando com o celular e aí já sabem, né?


























Praça do Teatro Alberto Maranhão

Essa praça bonitinha separa o Teatro e o Museu. Não tem nada de legal, mas é arrumadinha.




Capitania das Artes

O antigo prédio da Capitania dos portos foi reformado e virou um lugar para exposição de artes. No dia, tinha umas caricaturas de pessoas que devem ser famosas lá no RN. Para quem conhece, deve ser legal. Para mim, não fez sentido...


Solar Bela Vista

Não sei bem o que é, mas estava fechado. Fato é que era um ponto turístico.


Palácio Felipe Camarão

Sede do governo municipal, é um prédio muito bacana, da época do guaraná com rolha.




Assembléia Legislativa

É um prédio relativamente novo. Achei páia, mas acabei tirando a foto


Lugar que esqueci o nome

Esse prédio rosado é a antiga sede do governo estadual (que não sei pra onde foi) virou um lugar cultural, para exposições. É bem grande e bacaninha.
















Praça dos três poderes

Juntando esses 3 lugares aí em cima e mais o Fórum (que não tirei foto) tem a Praça dos 3 poderes (não sei se tem um nome oficial). A praça está meio mal cuidada...






Instituto Histórico e Geográfico

Estava fechado, mas o prédio é bacana.


Igreja Esqueci o nome

Essa igreja tinha um museu de arte sacra ao lado e fui na verdade no museu. Só que a mulher da entrada não tinha troco para uma nota de DEZ REAIS e então não consegui entrar.


Memorial Câmara Cascudo

Eu fui nesse memorial crente que ia ser algo legal, com coisas históricas e blablabla, mas era MUITO pequeno e quase não tinha coisas dele. Uma pena.




















Praça André de Albuquerque

Não lembro o que tinha aqui... Mas acho que era na frente do Memorial aí de cima.





Casa do Café Filho

Essa casinha aí é um museu e foi onde morou Café Filho. Pra não perder o costume, estava fechado, em reforma.




Igreja do Galo

A igreja do galo é famosa porque no topo da torre, ao invés de uma cruz tem um galo. Por dentro ela é bem pobrinha (e estava em obra).




Relógio de Sol

Tirei do carro, como dá pra ver pela tremedeira e falta de foco.


Farol da Mão Luiza (ou algo do tipo)

Não sei se ainda funciona, mas sei que pode entrar se agendar antes. Como só passamos por ele de carro, ficou assim, meio torto.


Morro do careca

Não cheguei a ir lá perto, porque era meio longe do hotel. Mas é um dos lugares mais famosos da cidade de natal (apesar de eu não saber porque).


Aeroporto de Natal

Não podia faltar, né? Pena que as fotos ficaram uma merda... Apesar de ser novo (pelo menos parece), é meio pequeno.
















Curiosidades

Esse eu tirei foto só porque era muito gay.




Esse poste/relógio é bacana e muito útil.



Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

16 de dez. de 2010

Minha zerolagem

Quem e leitor "novo" do blog e me "conhece" ha pouco tempo ja me pegou na epoca que eu namorava, entao nao conhece o meu lado zerola/banana. Quem me conhece ha mais tempo sabe: se tratando da arte da conquista feminina eu sou um legitimo nerd (daqueles do filme "Nerds contra atacam").

Nao, normalmente eu nao sou assim. Quem ja trabalhou comigo sabe que eu sou bastante "agressivo" e nao costumo me intimidar em reunioes. Meu raciocinio e rapido e quase sempre tenho uma resposta na ponta da lingua.

Na vida pessoal, com pessoas que eu ja conheco, tambem costumo conversar bem, tenho assuntos e, acho, consigo conviver em sociedade. Quando sao pessoas desconhecidas eu costumo ficar mais timido e mais calado, mas se puxam assunto eu tento ser receptivo, seja homem ou mulher.

No momento em que a conversa com uma mulher desperta interesse de conquista, meu amigo, minha amiga... o trem fica feio. Eu travo, fico sem saber o que falar, meu raciocinio quase para (ou entram tantos pontos de processamento que as threads nao aguentam), sei la. So sei que muitos minutos depois do tempo surge aquela frase genial que conquistaria a senhorita. Mas ai ja e tarde e eu perdi a chance. Me lembra muito um episodio do friends em que o Ross vai aprender a falar sacanagem na hora do sexo e nao consegue (mas, no meu caso, e para falar qualquer coisa para a conquista).

Para piorar, eu nunca fui muito fa dessa pegacao de sair beijando qualquer uma. Sempre achei mais legal conhecer a mulher antes, ja pensando no futuro, pra ver se vale a pena investir (eu sei. Sou doente). E ai eu SEMPRE acabo caindo na zona pda amizade e ai, um abraco.

Mesmo quando e aquela coisa certa, que eu ja sei que a mulher esta afim, eu falo alguma besteira, ou nao falo nada, ou demoro tanto que a mulher perde a paciencia...

Lembrei de uma historia que demonsta bem isso tudo que escrevi acima e merece ser contada. Estava eu com meus 17 anos e entrou uma novata no colegio no comeco do ano. Foi quase que amor a primeira vista. Nas 2 primeiras semanas fiquei so reconhecendo o terreno, de longe, ouvindo as historias dela que me contavam.

Nessas duas semanas um cara foi la e pegou a menina. Ai eles comecaram a namorar e eu fiquei chupando dedo. Quando eles terminaram (1 mes depois) eu resolvi investir. Fui la, conversei com ela, fui conhecendo, conhecendo, conhecendo e...virei amigo.

Ainda assim resolvi investir. Eu nunca achava uma forma de tocar no assunto e nem sabia bem como fazer isso ate que um dia, num impulso e momento de loucura, falei que sabia como resolver a tristeza dela por ter terminado o namoro: arrumar outro namorado. Ai idiotamente AJOELHEI e perguntei se ela queria namorar comigo. Logico que ela ficou roxa de vergonha, me mandou levantar e falou o bom e velho "somos apenas amigos".

Mas eu estava realmente apaixonado e nao ia desistir. Vez ou outra eu dava uma investida. Era sempre a mesma historia. Mas um dia, num fim de recreio em OUTUBRO, eu perguntei se ela tinha mudado de ideia e ela falou que sim. Neste instante, eu congelei. E o sinal do recreio tocou e ela acabou indo pra sala. QUINZE MINUTOS depois, ja sentado na sala de aula, me veio a seguinte frase na cabeca: "entao vamos matar aula?". Serio, eu queria me matar por ter tido essa ideia tanto tempo depois. Sabe quando eu finalmente consegui beijar a menina? Em DEZEMBRO. FINAL de dezembro. Serio. Ta certo que ela virou a minha primeira namorada (e o primeiro dos meus dois grandes amores), logo valeu a pena, mas putamerda. Quase um ano.

Alguem ai tem uma dica de como mudar isso?

15 de dez. de 2010

Encontro das águas

Eu fui a Manaus no dia 16 de Novembro e assustei com a seca. Quando voltei 2 semanas depois, passei pelo mesmo local e fiquei assustado novamente...pela velocidade que o rio encheu. Ainda não está no nível normal, mas encheu muito.

De quebra, ainda consegui fotografar pela primeira vez o encontro das águas e o ponto exato onde os rios se encontram. Uma pena que o dia estava nublado e as fotos ficaram uma porcaria, mas dá pra ter uma idéia de como é legal. Abaixo um dos muitos quilômetros que os rios andam em parelelo:




Aqui o lugar onde os rios de juntam. Do lado direito é o Rio Negro. Do esquerdo o solimões. Depois disso vira Rio Amazonas.



14 de dez. de 2010

Taj Mahal Continental Hotel (Manaus, AM)

Na penúltima vez que vim pra Manaus (e nesta também) os hotéis que costumamos ficar estavam lotados, então tivemos que ficar em um hotel diferente, no centro de Manaus. O Taj Mahal Continental Hotel é um hotel supostamente 5 estrelas, mas é bastante antigo, então não vi tanto luxo assim. Para se ter uma idéia, não tem ninguém na porta para carregar as suas malas quando você chega.

O hall de entrada é imponente. Bem grande, espaçoso, limpo e razoavelmente silencioso. O razoavelvente é porque em um dos dias, no scotch bar, o barman colocou uns clipes de funk do mais baixo nível para tocar com o volume bem alto. Deve ser porque tinha uns japas por lá.


No hall também tem uma loja de pedras preciosas (que eu só vi vazia) e um lugar com computadores para acesso a internet. As pedras e jóias da loja eram bem caros, mas sinceramente não sei se é o valor normal para uma jóia/pedra. Chuto que não.


A loja de pedras e meu chefe brigando com alguém no telefone


Crococoi de pedra (piada interna)


O quarto é MUITO espaçoso. Mas nada de luxo: móveis velhos, aparelhos velhos e o colchão também não parecia ser dos mais novos, além de ser bem escuro. O engraçado é que parece que teve reforma há pouco tempo, porque o chão é relativamente novo e pouco desgastado. A internet é meio ruim, mas nada que se compare às do Soneca. É de graça, mas você tem que pegar o cabo de rede na recepção. A Tv fica numa posição ruim se o quarto for para 2 pessoas, mas pelo menos ela gira, então dá pra tentar melhorar a visão.


O armário também é bem grande e cabe roupa a vontade. Tem cofre daqueles mais velhos, mas não sei como funciona. O frigobar também é bem velhinho e a porta estava meio emperrada.


O banheiro é ótemo. Espaçoso, bem iluminado, mas não tem shampoo. Se eu não levasse sempre o meu, teria que lavar o cabelo com sabonete. Só achei ruim o serviço de toalhas. Além de serem meio velhas, no primeiro dia não tinha toalha de rosto e no segundo colocaram uma que estava suja de algo que acredito ser sangue. Nem usei.




O chuveiro é um espetáculo. O box é gigante e a pressão da água é muito forte e sai água pra caramba, seja quente, seja fria. Está entre os top 5 da minha vida viajante, sem dúvida. Depois de um dia de viagem ou de trabalho, nada melhor que ser ecologicamente incorreto e ficar alguns bons minutos debaixo da ducha.


Para entretenimento, o hotel só possui uma piscina, no último andar. É até grandinha, mas não tive tempo de usar (e nem de tirar uma foto de dia).


O restaurante do hotel é muito brega: ele é giratório. Sério. Você senta, pede sua comida (cara e pouco farta) e enquanto espera fica olhando a cidade. Durante a noite só dá pra ver o teatro amazonas (que, aliás, é bem perto do hotel. Um quarteirão, acho). Mas durante o dia também naõ teria mais muita coisa pra ver...


O café da manhã é bonzão. Tem bastante variedade e fartura. Só esqueci de tirar a foto do lugar, mas é no mezanino (na primeira foto, do Hall de entrada, dá pra ver). É espaçoso e você não tem que ficar disputando as coisas.

No geral, o hotel é bom. Tinha tudo para ser o melhor da cidade, mas tem que investir em uma repaginada nos móveis e equipamentos, além de treinar o pessoal da recepção.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

13 de dez. de 2010

A palestra

Em meados de novembro estava eu trabalhando quando toca o meu telefone. Era o gerente do escritório, que se me ligou mais de 2 vezes foi muito. Atendi, sem saber o que esperar, e ele veio com uma notícia: o pessoal da UFOP tinha procurado a minha empresa para que participássemos da semana de estudos da escola de minas e queriam que alguém fosse dar uma palestra. Ele pensou no meu nome para dar uma palestra sobre gerenciamento de projetos.

O horário era cruel: uma sexta-feira 8 da matina em Ouro Preto, lógico. Para piorar, era no dia seguinte a uma viagem minha E era um dia que eu teria uma festa. Não tinha como ser pior, mas aceitei a parada. Eu já não durmo direito mesmo, não ia fazer diferença se eu chegaria tarde no dia anterior e acordaria cedo no dia seguinte.

Eu teria uma hora e meia para falar e me passaram uma apresentação base. Como não gostei da apresentação base, aproveitei as horas de vôo, aeroporto, translado e noite em hotel para refazer a apresentação. Fiz, ficou uma lindeza, mas estava grande. Aí gastei mais algumas horas fazendo a versão reduzida e, na quinta a noite estava satisfeito com o resultado.

Sexta de manhã, 5:45, o carro para na porta do meu prédio para me levar para Ouro Preto. No caminho, uma chuva cabulosa, naquela estradinha de merda cheia de curvas e caminhões. Eu já tinha ligado o foda-se, então peguei meu celular e comecei a trabalhar.

Cheguei em Ouro Preto MUITO cedo: 7:15. Estava chovendo tanto que nem dava para conhecer a escola de minas, então fui me embrenhando pelos labirintos do lugar até achar a sala onde seria a minha palestra. Dá uma olhada:






O cheiro de mofo era algo insuportável. Se tivesse estudado lá certamente não teria passado do 3º período. E a quantidade de coisas velhas do lugar também me assustou, assim como a quantidade de cadeiras na sala. Me falaram que seriam umas 20 pessoas....

Uma coisa legal da sala é que tinha microfone e 2 caixas de som de dar inveja em muito bar com show aqui de BH (que acabei não usando, porque costumo falar alto nestas situações de treinamento). E quando fui tirar a foto de uma das caixas de som vi que tinha uma PIA no meio da sala. Sério.


E ao lado do quadro, que era daqueles quadro brancos, coisas que eu não via desde meus tempos de colégio: esquadro e régua T. Tudo bem que o quadro é curvo e não deve ser muito fácil de usar, mas achei a idéia legal.


Lá pras 8 horas chegou a primeira das pessoas. Eu já tinha sentido que ia atrasar e que perderia a minha manhã toda nessa brincadeira, mas tudo bem. Curiosamente eu estava bem humorado e receptivo (coisa MUITO rara antes das 10 da manhã) e conversei bastante com o pessoal.

Na hora de fazer a apresentação, que começou com meia hora de atraso. segui meu cronograma direitinho e, mesmo tendo que falar coisas que eu tinha retirado da apresentação, consegui não esquecer de nada que queria falar (outra coisa MUITO rara, principalmente quando estou cansado). O pessoal perguntou bastante e vi uns 2 ou 3 que certamente vão seguir carreira gerencial.

No fim, ainda tinha um café da manhã para os convidados e os participantes da palestra, para ter uma interação maior. Eu vi que na verdade s estudantes queriam era encher o bucho e fiquei lá conversando com os 2 ou 3 interessados de verdade. No fim, voltei pra BH e fui trabalhando no caminho. Quando cheguei no escritório percebi que estava sem luz e que, na verdade, se não tivesse ido para OP não teria feito muita coisa diferente do que fiz. Só que poderia ter dormido algumas horas a mais.

No final das contas, achei legal essa história de ser palestrante. Ainda mais se puder aproveitar a apresentação que já está pronta.

12 de dez. de 2010

Mala pronta

Acabou que não contei aqui como foi o desfecho da reunião do dia do meu aniversário. Não foi nada boa, lógico, até o diretor da minha empresa teve que participar e o cliente bateu forte. O saldo final foi o seguinte: amanhã estou indo para Manaus, para passar 10 dias e voltar quase que no natal. Nestes 10 dias vamos fazer levantamento de campo de 2 projetos e elaborar propostas para outras 3.

Lógico que não tem gente para fazer esses projetos todos e o cliente pediu todos com urgência. Para piorar um monte de gente vai tirar férias e em uma determinada semana de janeiro só vou ter eu do contrato todo trabalhando. Não sei fazendo o que, mas tudo bem...

Já fiz a minha mala, com meus EPIs, para poder ajudar o pessoal no levantamento. Estou torcendo para que não chova muito, para não atrapalhar os trabalhos.

Torçam por mim que esse fim de ano promete ser tão ruim quanto os outros 11 meses de 2010...

8 de dez. de 2010

Hoje Estou...

Completando 29 anos de vida, trabalhando no dia do meu aniversário (pela primeira vez na vida), na cidade que mais odeio do mundo (o Rio de Janeiro), para uma reunião em que sabidamente vai dar merda (o cliente mandou chamar o superior do meu chefe, ou seja, o diretor).

Nada como um dia de merda para comemorar o aniversário de um ano de merda...

6 de dez. de 2010

Festa da Firrrrma

Uma sexta dessas aí pra trás rolou a festa de fim de ano da empresa. A festa foi com um tema árabe, porque a empresa abriu um escritório em Abu Dhabi e o pessoal queria comemorar este fantástico fato. No mesmo dia mais cedo, o gerente do escritório chamou as pessoas chaves para conversar e falar que era pra gente tratar todo mundo bem, passando de mesa em mesa e cumprimentar todo mundo.

Missão dada é missão cumprida e, assim que cheguei ao lugar da festa, saí cumprimentando um por um, mesmo os que eu não sabia o nome E os que eu nunca tinha visto antes. Quando acabei (quase meia hora depois) percebi que tinha só metade da empresa na festa quando eu cheguei e que naquele instante a outra metade do salão estava populada. Aí fui lá cumprimentar o resto da empresa.

Quando acabei, mais uma hora depois, começou o blábláblá do gerente do escritório, com video de fim de ano, obrigado pra cá, obrigado pra lá e aí a surpresa: apareceu o presidente da empresa. Mais blábláblá, mais obrigado e no fim palmas e mais palmas. Eu já estava arquitetando uma forma de limpar meu nome com o cara, dada a comida de rabo gratuita que contei no outro post.

Fiquei tocaiando o sujeito e, num momento em que ele estava "indefeso", esperando o garfo para poder comer, fui atrás dele, coloquei qualquer coisa num prato e falei "pô, não tem garfo nem pro presidente da empresa?". Ele deu aquela risadinha e comecei a puxar assunto com o cara.

[Interlúdio] Aqui vale um comentário: quem me conhece sabe que eu sou um banana na arte da conquista feminina (Xuxu pode confirmar). Sou muito tímido e fico sem saber o que falar e quando falar para uma mulher que estou interessado, mesmo quando já estou mais alegre. Agora bota um copo de cerveja na minha mão e um chefe na minha frente e eu viro o melhor amigo do cara em 10 minutos (que fique claro: não estava cantando ninguém!). Converso sobre qualquer coisa, não falta assunto nem um minuto, reclamo de tudo o que me incomoda, dou dicas de como melhorar a empresa, de quem deve ser promovido... É uma beleza. Se eu soubesse fazer isso pra conquistar mulher seria o maior pegador da história! Vai entender... [/Interlúdio]

Mas estava lá eu conversando com o cara e surgi com o assunto de Manaus, na maior naturalidade (acho que falei que estava viajando muito e sempre que voltava ao escritório via que o clima estava mais tenso). Papo vai, papo vem, consigo falar que cai nesse projeto 2 dias antes da comida de rabo dele (que, por sinal, foi no dia da festa, salvo engano). Meu amigo, minha amiga.... quando falei desse assunto o cara ficou vermelho, esmurrou a mesa e disse "eu fiquei muito puto! A gente nunca tomou aviso de multa, comé que alguém deixa isso acontecer?". Me encolhi e falei que foi porque ficou passando de mão em mão, mas que a gente já conhecia o caminho das pedras e ia corrigir isso. O cara ficou menos vermelho e falou "não interessa. Alguém do SMS vai ser demitido". Aí eu fiquei menos tenso e mudei de assunto, para não sobrar pra mim.

Mais um pouco de conversa e dois dos meus companheiros de reclamação chegam para conversar com o cara. Todo mundo falou que o clima tava ruim, que tinha que mudar algumas coisas, que estava trabalhando demais, que estavam colocando muita responsabilidade em cima da gente e eu, lógico, falei que a responsabilidade não estava compatível com o salário. Que o mercado estava pagando muito mais para cargos deconfiança e liderança. Ele concordou comigo e falou que isso ia mudar em breve. Me animou um pouco, apesar de eu saber que esse "em breve" vai demorar alguns bons semestres...

De repente o cara se anima e, por algum motivo o assunto da diretoria antiga surgiu. O cara contou tanta coisa, mas tanta coisa que eu fiquei até com medo de saber aquilo tudo. Virei um arquivo com informações confidencialíssimas. Ou o cara vai me matar ou gostou mesmo de mim.

No fim das mais de três horas de conversa, era hora de ir embora. Fiquei lá pra ajudar a desmontar as coisas (como sempre fiz em festa de empresa, pra puxar aquele saco) e, no fim, deram uns certificados de bons trabalhos a todos. Coloquei o meu em cima da mesa e ele foi lá, como quem não quer nada, ver o certificado. Eu SABIA que não era aquilo que ele queria ver. Ele queria saber o meu nome (não sei ainda se isso é bom ou ruim).

Fui embora com a sensação de dever cumprido. Limpei meu nome, reclamei com quem manda e ainda obtive acesso a informações privilegiadas. Vamos ver se isso vai render alguma coisa (boa, de preferência).

3 de dez. de 2010

O Contrato de Manaus

Antes de comecar, vamos combinar uma coisa para nao fazer confusao. O primeiro projeto que fiz em Manaus sera chamado neste blog de Projeto de Manaus. Esse agora que caiu no meu colo, sera o Contrato de Manaus. Isso porque e um contrato guarda chuva e dentro dele teremos diversos projetos (e muitas horas extras e viagens). Posto isso, vamos de historinha....

Esse contrato foi vencido pela minha empresa em meados de setembro e desde que foi vencido ele foi prometido para o escritorio de salvador, pela "proximidade". No dia 8 de Outubro foi feita a primeira reuniao e no dia 25 assinado o contrato. Ai o cliente falou qual seriam as primeiras oportunidades para virar projeto e pediu para que a pessoa que fosse morar em manaus para cuidar do contrato fosse mobilizada.

O gerente do escritorio de salvador pegou um engenheiro junior e lancou o menino na cidade. Na PRIMEIRA reuniao do moleque o gerente do cliente botou ele no bolso e fez o que quis. Falou que precisava queimar a verba em 4 meses e que ia encher a gente de projeto, inclusive com aditivos. O moleque ficou felizao e fez um cronograma para a entrega das propostas (tipo 10 em um mes).

Como a primeira era de eletrica, o gerente de salvador jogou o pepino para o Rio, porque ele nao tinha ninguem de eletrica. Ai uma mulher do Rio, "gerente" de projetos, adotou o menino e pediu a mobilizacao dele.

O pessoal de sms cagou para a solicitacao e quando foram ver, ja tinha passado o prazo previsto em contrato para o cara estar mobilizado. Resultado: o cliente ficou puto e mandou um aviso de multa pra minha empresa. E ainda mandou a direta falando que nao sabia porque eu e meu chefe nao estavamos cuidando do contrato.

Quando o presidente da empresa ficou sabendo do aviso de multa, mandou um email comendo o cu de todo mundo do projeto, inclusive eu, que tinha dois dias de projeto e nem sabia o que estava acontecendo.

Em paralelo a isso, o nosso juninho aventureiro estava fabricando propostas num ritmo alucinante, mas a comercial do Rio nao estava dando continuidade. O cliente, puto, mandou um email convocando uma reuniao urgente com a "gerente" do rio para reclamar que os prazos nao estavam sendo cumpridos. Nessa reuniao ele falou pela segunda vez que nao entendia porque esse contrato nao estava comigo e com meu chefe.

Mas o tal projeto ainda nao tinha sido assinado e, contra TODOS os procedimentos da minha empresa, Juninho foi la e entregou a proposta pro cliente, sem passar por revisao. Para piorar, foi la e assinou a porra da ordem de servico! Resultado: no dia 25 de novembro o projeto comecou. Sem ter equipe definida.

Vendo a merda que tinha sido feita, a "gerente" desesperou, viu que nao tinha gente pra fazer e comecou a pedir ajuda. Como semana que vem tem um projeto grande de eletrica de BH que acaba e o cliente estava insistindo pro contrato ficar comigo e com meu chefe, a bomba caiu no meu colo.

Ai, fui ver o que tinha sido vendido e o quanto eu estava fudido. A proposta tecnica tinha 8 paginas, sendo capa, indice, 4 com a lista de documentos, uma com o cronograma e UMA com o resto, tipo objetivos, escopo, fora do escopo, etc. O escopo eram 6 topicos e a frase "e o que mais for necessario para elaborar os documentos previstos". So faltou um etc. Mais aberto e fudetivo impossivel. No fora de escopo, DOIS topicos. Mas nem precisava, dada a frase acima.

Olhei o cronograma estava la: 97 dias. Apertado pela quantidade de documentos. Ainda mais que ja estava rolando o tempo. Fui olhar com mais detalhes e NAO TINHA TEMPO PREVISTO PARA MOBILIZACAO E PLANEJAMENTO. Go horse total.

Ai fui tentar refazer o cronograma com as pessoas disponiveis e no novo prazo. Abro a planilha de alocacao e vejo que TODAS as pessoas que poderiam fazer o projeto vao tirar ferias. TODAS. Quase comecei a chorar.

Resolvi ligar para Juninho e entender o escopo, as estimativas dele e porque diabos ele nao tinha colocado mobilizacao e planejamento. Papo vai, papo vem e ele me manda a OS assinada, para eu ver o escopo (que eram os mesmos topicos da pt). Ai, olhando aquela pagina escaneada na minha tela, desolado, me atentei para o campo prazo. 97 dias CORRIDOS (detalhe: estava escrito assim mesmo, com letras maiusculas).

Meu sangue gelou. A situacao era muito pior do que eu imaginava. Juninho era tao juninho que nao sabia que aqueles numeros da coluna duracao do project sao dias uteis e nao corridos. Desesperado, resolvi fazer uma conta de padeiro com base nas estimativas para ver quantas pessoas eu precisaria dado o novo prazo. Dez. O escritorio inteiro nao tem dez engenheiros eletricistas.

Fui falar com o meu chefe para dar a boa noticia e, ao fazermos outra conta de padeiro vimos que com aquelas estimativas alem de nos fudermos no prazo o prejuizo seria gigante.

Resultado da brincadeira: estou em Manaus para explicar para o cliente que 97 dias do cronograma sao corridos. E como quem manda no contrato esta no Rio, semana que vem, A DO MEU ANIVERSARIO, deixarei de aproveitar o feriado e vou comemorar meus 29 anos na cidade que mais odeio nesse mundo.

So para fechar o post com chave de ouro: Juninho e da comercial. Devia saber que tudo que fez estava errado. Suspeito que tenha sido trafico de drogas...

2 de dez. de 2010

A reuniao com a empresa de civil

Estava eu trabalhando loucamente um dia desses ai pra tras (como sempre) quando pinga um email no canto da minha tela. Fui olhar de quem era e se era urgente. Era de um dos donos da empresa de civil que prestou servico pra gente no projeto de Manaus. Como nao era urgente (o projeto tinha acabado), dexei pra ler depois.

Pouco depois, recebo uma ligacao do meu chefe (eu estava em Vix) e ele fala "viu o email do fulano?". "Nao", respondi. "Le ai e me liga depois". Li e pensei "nao acredito que eles estao pedindo isso". Liguei pro meu chefe e falei "eu entendi direito?". Ele respondeu "sim". "Ele so pode estar de sacanagem.". "Pois e.".

O cara tinha mandado um email pedindo uma reuniao para conversar sobre alguns desenhos que nao estavam previstos, mudancas de escopo, e blablabla. Resumindo: estava pleiteando um aditivo. Mesmo sem entender como o cara teve CORAGEM de pedir aquilo, marcamos a reuniao.

O cara chegou e ja comecou a falar que o projeto tinha sido mal definido, que teve mudanca de escopo, que teve muito retrabalho, que o tempo foi curto, que fizeram muito mais desenhos que o previsto e que o custo dele foi 3 vezes maior que o previsto. Ai, meu amigo, o sangue ferveu.

Eu ja comecei com os dois pes no peito:

- So para eu entender, o que voces estao chamando de retrabalho? Nao e ter que redesenhar as bacias de contencao, ne? Porque aquilo que chegou para mim, com as valvulas enterradas e sem acesso para abri-las, nao pode ser considerado retrabalho. Nem ter que redesenhar as plantas dos abrigos que, num mesmo desenho, mostram a porta do lado direito em um corte e do lado esquerdo do outro.

O cara ficou branco.

- Nao, isso e erro mesmo. Foram outras coisas, mas nao vale a pena ficar falando caso a caso. Mas uma situacao foi quando voces passaram pra gente o padrao de documentacao a ser seguido depois que os desenhos estavam prontos.
- Meu amigo, desde o PRIMEIRO dia eu tinha falado pra mulher me mandar o primeiro desenho assim que ele ficasse pronto. Ela demorou DOIS MESES para me mandar 8 desenhos e eles estavam uma porcaria. Eu que nao entendo nada de civil achei erros. A minha equipe do Rio se recusou a comentar, de tao ruim que estava (verdade!). Logico que tivemos que passar um padrao a ser seguido.
- Mas nosso denhos sempre e aceito e ninguem reclama de qualidade. Pode jogar no mercado, qualquer um vai achar bom.
- Desculpe, mas os nossos clientes estao acostumados com algo melhor. Aquilo que voces entregaram nao e aceitavel. E se voces tivessem feito o qie eu falei, o retrabalho seria em apenas um desenho.
- E, isso foi falha.
- Ta. E o que voce chama de mudanca de escopo?
- Ah, a gente tinha previsto fazer uns tres desenhos tipicos de bacias e fizemos 14.
- Mas estavam previstos 21 na proposta que fizemos para voces. E nos fizemos uma reuniao e deixamos bem claro que eram 21 bacias.
- E, mas a gente achou que podia ser em A3 e tivemos que fazer em A0.
- Olha, isso so me mostra que voce nao sabe fazer orcamento. Isso nao e erro meu. Voce que entende de civil e que falou que cabia em A3. Eu acreditei.
- Mas teve coisa que a gente mandou pra voces e depois que estava pronto que voces avisaram que tinha que ter uma distancia X de interferencias. Ai nao tinhamos visto isso em campo.
- Primeiro: voce leu a norma que eu te passei? La fala isso. Segundo: quando voce vai fazer levantamento de campo em um lugar que sabe que nao vai voltar, voce olha TUDO em volta, num raio de 100 metros, no minimo. Ela me pediu para olhar coisas que estavam a CINQUENTA CENTIMETROS. Que levantamento e esse? Isso mostra muita falta de preparo.
- Mas teve informacao que a gente pediu que voces demoraram uma semana para responder.
- Qual?
- Ah, uma coisa que tinha que pegar no PDMS.
- Cara, o meu responsavel por isso estava em outro projeto, em outra cidade, sem acesso a internet. Nao tinha como eu te passar isso. Mas Olha so: isso foi faltando 3 semanas pra acabar o projeto. Essa pergunta tinha que ter sido feita no inicio dos trabalhos. So mostra que voces deixaram para fazer na ultima hora. E eu tinha deixado bem claro que esse cara ia sair do projeto e nao dava pra contar muito com ele.

A reuniao continuou e o cara foi so esquivando de dar exemplos das coisas que eram culpa nossa. Todas as que eles tentavam, nos rebatiamos. Ai, no fim, mei chefe pediu para eles levantarem todos os pontos que eram culpa nossa.

Os caras demoraram 2 dias para responder. Achei que ia vir uma coisa super completa, do tipo "dia tal pedi informacao tal e demorou tantos dias para responder". Quando abri o arquivo, era basicamente a mesma coisa, com uns 3 topicos a mais.

Nao teve jeito, cai na gargalhada e falei pro meu chefe que com aquilo que eles tinham apresentado nao era para dar um centavo.

1 de dez. de 2010

Rumo a Manaus

a Ca estou eu, de madrugada, dentro de um carro, indo para Confins, o longinquo aeroporto de Belo Horizonte. O meu destino e a maldita cidade de Manaus, lugar que vou passar boa parte do meu tempo ate Outubto do ano que vem.

Dessa vez estou indo apagar um incendio causado por "gerentes" anteriores do projeto. Essa brincadeira vai custar bons dinheiros e boas noites de sono.

Para completar a merda feita por outras pessoas, ainda vou ter que trabalhar no meu aniversario, a primeira vez em 29 anos e na cidade que eu mais odeio no mundo (muito mais que Manaus): o Rio de Janeiro.

Desde qie peguei esse projeto tem sido uma surpresa atras da outra. Mas isso e assunto para outro post...

30 de nov. de 2010

Trabalho em Dobro

Para coroar a minha volta a Manaus e a minha promoção, fui presenteado com um Nokia E71 pela minha empresa. Não, eles não são bonzinhos, o telefone deverá ser devolvido caso eu saia da empresa. A questão é que com essa "viajação" toda minha acabo perdendo muito tempo em aeroporto em em lugares em que não tenho conexão com internet.

Como hoje em dia nos poucos momentos em que consigo SENTAR na minha mesa eu fico é respondendo email, acabo usando meu celular pessoal para isso, já que o meu antigo celular corporativo era um nokia daqueles pequenos, com 3 ou 4 letras por tecla. Se você acha ruim digitar mensagens naquilo, imagna emails consideravelmente longos...

Comentei com meu chefe que essa gracinha de ficar usando o meu celular para isso não estava bom e que se era para eu ficar perdendo tempo em aeroporto que me arrumassem um celular digno para trabalhar. E assim foi.

O telefone é bem completo (3.5G, Wi-Fi, GPS e a porra toda que esses telefones novos tem), mas estou desacostumado com telas "grandes" que não são "tocáveis". Certamente o teclado fisico é melhor, mas perde-se muito espaço de tela por causa do teclado. Alias, o do E71 tem um problema sério: o enter é bem embaixo do backspace, então váááááárias vezes acabo apertando enter quando quero apagar alguma coisa. Em email não não tem problema, mas quando estou usando o skype, fring ou qualquer outro "mensageiro instantâneo" é uma merda.

O problema é que agora, oficialmente, vou trabalhar em dobro. E considerando que eu já trabalhava muito, devo passar a dormir umas 4 horas por noite...

29 de nov. de 2010

Dia de notícias

Hoje o dia começou bem. Cheguei no trabalho e tinha uma reunião com a empresa de civil que fez caquinha no projeto de Manaus. A reunião foi tão surreal que merece um post só para ela. Aí saí da reunião e fui para uma análise de SWOT. No meio dessa reunião descubro que o projeto pegadinha estava voltando pra BH e adivinha no colo de quem ia cair... Pelo menos eu ia só fazer trabalho de secretária uma hora por semana, então estava de boa.

Acabada a reunião, vamos almoçar e na volta já me chamam para outra reunião. Conversa vai, conversa vem e vi que estavam me embromando por alguma razão. Aí depois de dar muita volta me avisaram que a empresa tinha ganho um contrato guarda-chuva em Manaus e que na reunião de kick off o gerente do cliente (que foi o gerente do meu projeto lá) falou: "eu não estou entendendo porque Fulano e Ciclano não estão aqui na reunião. Eles tiraram 100 em todas as avaliações que fizemos deles". Fulano era meu chefe e Ciclano era eu.

Neste exato momento uma voz interior gritou "NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!" e tudo o que eu temia aconteceu. O contrato vai cair no meu colo. Um ano de contrato, um valor absurdo de dinheiro, trabalho, cobrança e pessoas sob minha responsabilidade. Minha. Só minha. Como disse o gerente do escritório, meu chefe vai ser só figurante, para aprovar reembolso. Eu não acreditei. Achei que ia ficar livre daquela cidade, das 8 horas de viagem para chegar ou sair daquele inferno, do calor. Era a visão do inferno. Muita notícia ruim para um dia só.

O lado bom é que não terei que mudar pra lá. Só umas 2 visitas por mês, o que significa que vou ganhar milhas a rodo. E, querendo ou não, vou comer costela de tambaqui com bastante frequência. Meus estudos é que vão ficar mais um tempo congelados...

Aí voltei para a minha mesa, meio desolado coma notícia, meio feliz com o desafio, meio preocupado que largaria o projeto de vitória no meio (e ele está um pepino gigante). Fiquei divagando durante uns 20 minutos, aí chegou o material do projeto. Não tinha mais jeito de fugir.

Comecei a ler e uma hora depois o gerente do escritório me chama novamente pra conversar. "Qual a bomba da vez?", pensei eu. Ele fala que sabe que está colocando muita responsabilidade na minha mão, que eu estou insatisfeito com a situação e tudo mais, mas que finalmente tinha conseguido resolver a minha situação e falou que SAIU A MINHA PROMOÇÃO!

Eu não acreditei (e, na verdade, continuo sem acreditar. Só na hora que o cascalho pingar na minha conta) e a PRIMEIRA pergunta que fiz foi "e qual vai ser meu aumento?". A resposta do cara foi "26%". Perguntei quanto era isso, porque sei que meu salário está baixo e apesar do percentual ser grande transformado em dinheiro não seria tanto assim. Ele fez uma continha no celular e me mostrou a tela.

A minha cara deve ter sido o maior balde de água fria da história. Eu juro que fiquei PUTO na hora. Puto MESMO. Pela primeira vez na história desse país uma pessoa ganha aumento e fica puta. Vendo a minha cara, perguntou "e aí?". Respondi na lata "sinceramente esperava mais, pela carga de trabalho e responsabilidade que jogam nas minhas costas". Aí ele começou a falar que a nossa empresa paga melhor para recem formado e que depois o degrau não é tão grande e blábláblá, mas eu nem prestei atenção. A minha raiva era tanta que eu já estava pensando em para onde eu mandava o meu currículo.

Saí da sala, visivelmente puto, sentei na minha mesa e comecei a escrever um email que seria enviado para pessoas da minha "network". Nisso vi o gerente do escritório indo com meu chefe para a sala de reunião e, logo que eles saíram da sala meu chefe me chamou para conversar.

Ele perguntou o que tinha acontecido, que o gerente do escritório ficou preocupado com a minha reação e eu falei que o aumento que me deram estava bem abaixo do que eu esperava ganhar, pelo sangue que dou pela empresa. E eu tinha cansado de trabalhar desmotivado e que se a empresa não ia resolver o meu problema, eu ia resolver. E que eu via 3 possíveis soluções para a situação:

1) A empresa me pagar o que eu realmente mereço;
2) Eu começar a a trabalhar o proporcional ao que a empresa me paga (que seria mais ou menos 2/3 do que eu trabalho hoje);
3) Eu sair da empresa.

Conversa vai, conversa vem, fala uma coisa daqui, fala uma coisa dali e ele fala que vai ver o que pode fazer, mas que acha difícil conseguir alguma coisa. A solução 2 é a mais provável no curto prazo, mas no médio prazo a solução 3 é a que vai acabar acontecendo. O que é uma pena, tanto para mim quanto para a empresa. Mas como diriam os filósofos do futebol, "acabou o meu ciclo no clube". Só não quero tomar nenhuma ação precipitada porque de dezembro a março o mercado é meio parado para contratações...

Pensando positivo, ainda não vou comemorar de verdade porque conheço a minha sorte, mas FUI PROMOVIDO, PORRA!!!