19 de abr. de 2012

Bem vindo a Milão

Milão é uma cidade grande, mas relativamente chata. Uma cidade sem muita coisa para ver (tanto que fiquei 2 dias e não deixei de ver muita coisa). Além disso, é uma cidade cara, por ser o polo da moda no mundo.

Um dos lugares mais legais da cidade é o Castello Sforzesco. Além de ser uma construção muito bacana, ainda tem uma coleção de arte gigante dentro. Tanto que gastei boa parte de um dia lá (talvez uma manhã, não lembro direito). E ao lado do castelo tem um parque bem grande, o Sempione. Vamos primeiro de parque.

Uma das coisas que existe no parque é a arena cívica. Não sei bem o que tem lá, mas pareceu ser um campo de rugby. Saca só:




Também por lá fica o aquário. Não entrei, porque abria tarde e tinha pouco tempo para rodar pela cidade. Mas achei legal a fonte em forma de hipopótamo que tem na porta.


O arco della pace


Trienalle




E o parque propriamente dito






O castelo é muito legal. É basicamente castelo de desenho animado, com fosso em volta, ponte levadiça, torres e muros altos. É bem legal andar pelo castelo. A entrada na área externa do castelo é grátis, mas se quiser entrar nas dependências do castelo tem que pagar, Não lembro quanto era, mas chuto uns 15 euros. Tem tanta coisa dentro que não achei tão caro. E ainda tem uma inacabada obra de Michelangelo.


































Outro ponto alto de milão é o Duomo. A igreja é sinistra. Nas fotos não dá pra ver detalhes, mas o prédio é MUITO bacana.




















Na praça do duomo fica uma estátua muito bacana do Giuseppe Garibaldi, mas por causa dos 150 anos da unificação da itália ele estava assim:


Colado no duomo está a famosa galeria Vittorio Emanuele II. Para quem não sabe, aqui é o centro de compras de ricos e famosos, com as lojas mais do mundo. Se você é uma empresa da moda e não tem loja aqui você é um bosta. Bom, DEVERIA ser assim, porque agora virou festa e tem de tudo, até Mc Donalds....
















Também em volta do duomo fica o Palazzo Reale. Não lembro se podia entrar, mas o fato é que não entrei.


Mais um lugar famoso de Milão é o cemitério monumental. É o cemitério dos ricos e famosos de milão e todo mundo que é importante está enterrado lá.




















Uma outra coisa legal é o conjunto hípico. Do lado de fora tem uma réplica do cavalo de Leonardo Da Vinci e dentro é o hipódromo, onde rolam as corridas de cavalo.






E logo em frente ao hipódromo fica o San Siro, estádio do Milan e do Inter. O lugar é muito bacana, mas é absurdamente caro: 15 euros por uma visita bem maromeno. Não pode andar pelo estádio, nem subir nos andares. Mas é um lugar que você precisa ir, se gosta de esportes. Tem também um museu pequeno com coisas históricas dos dois times.





























Igrejas

Não lembro o nome de nenhuma...


















Essa aqui eu lembro e vou escrever sobre ela. Essa é a famosa Santa Maria della Grazie. A igreja, em sí, não é tão famosa, mas do lado que está pintada a famosa última ceia, do Leonardo Da Vinci. Só que para ver a pintura, não é ela igreja que se entra. Tem uma entrada separada para ver a pintura. Só que você tem que comprar a entrada com MUITA antecedência, senão não entra. E adivinha quem não sabia disso.... Quem quiser ir, compre aqui. Mas compre com MUITA antecedência, porque são poucos ingressos por dia (olhei hoje e só tem pra meados de JULHO).




























Essa eu também lembro: é a igreja de San Bernardino alle Ossa. Ela é MUITO legal, porque é toda feita de osso. Saca só:
















Lugares genéricos que não lembro o nome
















Esse aqui eu lembro: é o famoso teatro scala. O Véio ficou desapontado, achou que seria mais bacana. Pelo que li, bonito ele é por dentro, mas não estava aberto a visitação, então não conseguimos conferir.










Esses eu também lembro: ficavam no "parque municipal" e era o museu de história natural e o planetário. Não entrei em nenhum dos dois, por falta de tempo.













Essa aqui é a estação central de Milão. É bem bacana por dentro (por fora não lembro).










Dicas gerais:

- Não comprei, mas existe o Milano Card que te permite andar de metro, busão e bonde a vontade. Também dá uns descontos em entradas de alguns lugares. Achei caro e que não valia a pena comprar, porque ia ficar só 2 dias;

- COMPRE a entrada do cenáculo pela internet. E compre com antecedência: como disse no meio do post, hoje só tem vaga pra meados de julho. Não tem a opção de comprar na hora;

- O San Siro é longe para caralho e você anda pra bosta para chegar lá se for de metro. Talvez valha a pena descobrir como chegar lá de metro ou de bonde;

- Não tem como ir só no estádio: você tem que comprar a entrada do museu também (que é bem fraquinho). E a visita é meio rápida e não te deixa entrar em quase lugar nenhum (tipo o vestiário do Milan);

- Reserve um tempo bom para o castelo. Tem muita coisa pra ver no museu (que é um labirinto). Mas vale a pena, tem até uma ala de instrumentos musicais;

- Em Milão eu comi a melhor pizza DA HISTÓRIA: era um dedo de massa e 2 de recheio. Foi aqui, no Grand'itália. É tipo uma pizza inteira condensada em um único pedaço por 7 (ou 9) euros. Vale MUITO a pena. Fica sempre cheio, mas não tive que esperar para comer;

- Almocei nos 2 dias no mesmo lugar (aqui ó, em frente aquela tendinha - o street view não vai até lá). comi o espaguete carbonara e babei de tão bom. Acho que era uns 12 ou 15 euros (meio carinho), mas era muito bom.

- Não cheguei a olhar os preços nas lojas chiques da Vitório Emanuelle II, mas olhei de uma genérica e achei bem caro. Provavelmente deve ser mais barato que no Brasil, mas me recuso a pagar 100 euros numa camisa;

- Como cheguei e fui embora de trem, não sei dizer se o aeroporto é longe, mas a estação central é tranquila de chegar e é grande para caralho. Só não tem muito lugar para sentar, então você tem que esperar de pé;

- A igreja dos ossos é bem interessante, mas se você tem nojinho não vá. Tem gente que acha repulsivo.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

18 de abr. de 2012

Isso é Manaus

Duas (ou três) semanas atrás em Manaus e como a empresa agora preocupa muito com segurança, resolvi tirar umas fotos das coisas bizarras do trânsito de lá, para mostrar no Diálogo de Segurança. Num só dia, tirei essas aí embaixo...

Pra começar vemos (pelo menos deveríamos conseguir ver, se a câmera do E71 fosse boa) que cinto de segurança e bancos é para os fracos:


Andando mais um pouco, vemos que retrovisor é para os fracos. Isso porque o cara está numa moto e tem grandes chances de ser atropelado pelos motoristas loucos:


Fechando com chave de ouro temos a fantástica forma de se refrescar no calor manauara de 45ºC.


Eu me divirto toda vez que vou para lá.

17 de abr. de 2012

Discussão de bar em inglês

Estava eu tomando a merecida cerveja de sexta-feira na semana passada quando, no fim da noite, vejo um cara sentado na mesa ao lado falando sozinho. Achei aquilo estranho, mas tem maluco (e bêbado) em tudo quanto é lugar, então liguei o foda-se.

Eis que, pouco depois, vejo o cara levantar e começar a gritar com um cara da mesa que estava na frente dele:

Hey, blondie! Hey, blondie! You and me, right now, out there.
Ninguém entendeu porra nenhuma. O que diabos o cara estava querendo? Sair na porrada? Do nada? Isso porque o cara estava sozinho na mesa e o suposto loiro estava numa mesa com mais umas 5 pessoas! Mas aí o cara continuou a falar um monte (não consigo colocar tudo o que ele falou, foram uns 3 minutos de xingamentos ininterruptos), mas basicamente o cara estava xingando o cara no nigger style (Yo, motherfucker, suck my balls, etc). Ah, sim, o cara era negro e estava vestido de rapper.

Todo mundo continuou sem entender porra nenhuma. Mas aí um gordinho da outra mesa resolveu entrar na onda e começou a xingar o louco de volta. Nessa hora eu comecei a ficar com medo de sair algum tiro, mas eu estava me divertindo a valer. Acho que a garçonete também ficou com medo e começou a tentar acalmar os ânimos, em inglês, do louco.

Não adiantou nada. Os dois continuaram se xingando, mas acho que só o louco estava realmente bravo, o gordinho tava só se divertindo. E o resto do pessoal da mesa dele também, falando "rá! pegadinha do malandro!" ou então falando como Joel Santana.

Quando o louco viu que estava todo mundo tirando sarro com a cara dele, ele começou a falar em português e começou a falar que o loiro era racista e que brasileiro era tudo de merda, que nunca tinha inventado nada e blábláblá. Mais uma vez ninguém entendeu porra nenhuma, mas parecia que o cara era racista (ou se sentiu ofendido por alguma coisa que alguém falou).

No fim das contas a garçonete conseguiu acalmar o sujeito e, até a hora que eu fui embora, não teve nada. Mas achei interessante que até para partir pra briga o pessoal está usando o inglês.

16 de abr. de 2012

Quando eu saí do armário virtual

Já tem quase 6 anos que resolvi criar este blog (faz 6 anos esta semana!) e, por motivos de segurança, resolvi que seria uma pessoa anônima. Criei, assim, a minha vida virtual. Durante MUITO tempo, só uma pessoa sabia quem eu era, minha amiga consultora. Depois de mais de um ano, o Primo descobriu quem eu era (não sei como!). E ficou assim por mais de um ano. Até que veio o Blogcamp.

Nessa época, muita gente me conheceu ao vivo e a cores. Tudo bem que muita gente não sabia meu nome, mas conhecia a minha cara. E também nessa época, criei meu twitter, e se colocasse meu nome real ninguém da blogosfera e twitosfera saberia que eu era. E como naquela época NINGUÉM do mundo real usava twitter, não tinha problema.

Passado mais um tempo, o twitter e outras redes sociais ficaram famosas e todo mundo começou a usá-las. Começou aí o dilema mundo real x mundo virtual, principalmente quando estava namorando com uma espacialista em redes sociais. Durante muito tempo eu tive 2 contas, uma para cada mundo. Só que as contas do mundo real ficavam praticamente às moscas: atualizava quase nunca.

Até que no início desse mês resolvi instalar o foursquare. Fiquei numa dúvida cruel de qual usuário cadastrar nos aplicativos. Até cheguei a comentar no twitter. Pô, se eu coloco o real, não posso linkar na conta do twitter, senão revelaria quem sou. Se coloco o virtual, não posso dar check in no trabalho ou em lugares em que meus amigos estão, senão eles descobririam minha vida virtual. Liguei o foda-se e cadastrei o virtual.

Só que isso não deu certo, porque eu não estava conseguindo dar check in em lugar nenhum, com medo de me descobrirem. Aí o Primo me recomendou "sair do mundo virtual" e vi que já estava na hora de unificar os mundos. Como a maioria dos sites, aplicativos, serviços e blábláblá virtuais não deixa você mudar de username, tive um trabalho cabuloso de registrar todo mundo do mundo virtual nas contas do mundo real.

Até que pensei: e no twitter? Tem muita gente que me segue que eu não sigo, aí não adiantava eu seguir as mesmas pessoas em ambas as contas. Isso depois de ter migrado tudo. Só que lembrei que no twitter dá para mudar o username e tudo ficou resolvido.

Logo depois disso, aconteceu uma coisa muito bizarra: ao mesmo tempo que batia um frio na barriga, parecia que eu tinha tirado uma tonelada das costas. Fiquei imaginando se é assim que os gays se sentem quando saem do armário.

Só tenho que tomar um pouco mais de cuidado agora.

12 de abr. de 2012

Hotel Ritter (Milão, Itália)

Em Milão fiquei no Hotel Ritter. O hotel é bom, na cara do de um a estação de metrô e bem próximo do Parco Sempione e do castelo Sforzesco, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade. O pessoal do hotel é bem atencioso, apesar de não falar inglês muito bem (pode ser o sotaque italiano misturado). Só cagaram na hora de separar as camas e tive que dormir de conchinha com meu pai 2 dias.

O quarto é aquele padrão 3 estrelas: meio apertado, se não me engano sem frigobar. A TV era pequena, mas funcionava bem. Confesso não lembrar do colchão, mas se eu não lembro é sinal que não era ruim. O armário para guardar as roupas tinha um tamanho bom, mas como eu ia ficar só 2 noites acabei não utilizando. Como estava uma temperatura agradável, não lembro de ter precisado do ar condicionado, então não lembro se tinha.






O banheiro eu lembro que era comprido e estreito e o box era meio pequeno. O chuveiro era normal: quente e com pressão boa. Nada muito espetacular.


O café da manhã era muito bom. Lembro de ter me empanturrado de comida e que tinha bastante opção. O hotel tem wifi, mas é pago (não lembro quanto, mas lembro que não comprei o cartão).

Tem um guarda volumes para você deixar a sua mala depois do check in. É um quarto fechado, mas não lembro se é trancado. De qualquer maneira, fica na visão da galera da recepção, então não deve ter problema.

Como não sei quanto era o valor da diária não posso falar o custo-benefício, mas pelo que olhei na net, é mais ou menos 90 euros. Acho pagável, mas deve ter coisa mais barata a esse preço na cidade (aliás, milão é bem carinha).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

11 de abr. de 2012

Hotel Mercure Manaus (Manaus, AM)

Na minha última estada em Manaus fiquei hospedado no Mercure, por falta de opção (TODOS os outros hotéis estavam lotados). O hotel tem tudo para ser fantástico: o quarto é tipo flat, com quarto, sala, cozinha e banheiro, sala de ginástica, piscina, sauna, a porra toda.

A recepção é muito bacana (esqueci de tirar foto, pra variar), mas demorei um bocado para ser atendido: só tinha um cara para atender e fazer o check in. Mas o check out fizeram rapidinho.

Subi para o quarto e o andar que eu fiquei estava fedendo pra caramba. Cheiro de cachorro molhado foda. Entrei no quarto e...cheiro de mofo foda. E não só cheiro, tinha várias manchas de mofo no teto da sala e do quarto. Isso num hotel supostamente de alta categoria.

O apartamento é grande e espaçoso. O único porém é a cozinha e o "escritório", bem apertados. Ainda mais se você é como eu que gosta de trabalhar vendo TV. Fica bem apertado. E o que não dá pra entender é que a sala tem espaço pra caramba, saca só:




O quarto tem um tamanho bom, com uma cama gigantesca e TV razoável, mas tinha 2 problemas: o colchão, que era bem velho e com vários pontos já "marcados" e o ar condicionado. Aliás, o ar condicionado era um problema no apartamento inteiro: é central e o controle de temperatura simplesmente não funciona. Demora pra caralho para esfriar o quarto e ainda estava muito sujo: praticamente dá pra ver os bichinhos voando pela grelha de saída do ar. Pelo menos tinha chocolate em cima da cama:


O banheiro tem um tamanho bom e o chuveiro é bem bacana, com bastante água e pressão legal.




O café da manhã tem bastante opção, mas comi alguma coisa no primeiro dia (chuto que foi o ovo mexido) que ligou o by-pass e foi dureza trabalhar. Nos outros dias não comi o ovo e não tive mais esse problema.

Sinceramente, pelo preço que é o quarto do hotel, não vale a pena. Tinha muito problema e foi dureza dormir com o ar condicionado cuspindo mofo e ácaros.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).