7 de fev. de 2010

Bem vindo a Cocais

Cocais é um pequeno distrito de Barão de Cocais, cidade de mais ou menos 25 mil habitantes que, de um lado, tem a mina de Brucutu. Do outro, a mina de Gongo Soco. E no CENTRO uma unidade da Gerdau. Apesar de Barão ser uma cidade muito suja e mal cuidada, Cocais é uma cidadezinha típica do interior. Nem parece que fica ao lado do inferno marrom.

O distrito, que não deve ter nem 3 mil habitantes (chute meu. Não achei informações oficiais) é pacato e por conta da ineficácia dos organizadores do passeio, não consegui ver muita coisa. Por conta disso, as fotos da cidade em si foram tiradas de entro da van. Mas vamos de historinha....

O passeio começou cedo, pois iríamos pegar o fantástico trem da Vale para lá. O trem sai 7:30, então o combinado foi chegar na empresa às 6:30, para sairmos às 6:45 de lá. Eu errei muito na conta e cheguei beeeeem mais cedo que isso:


Pelo menos poderia parar dentro do estacionamento da empresa, aí fiquei lá sentado no carro. Quando deu 6:30 peguei o elevador crente que já ia tá cheio de gente lá embaixo. Não tinha ninguém. Nem mesmo os organizadores, que marcaram o horário. Lógico, NINGUÉM é pontual nessa porcaria desse país. Quem é, é trouxa.

Dali a 15 minutos, no horário combinado de SAIR, chega a primeira alma viva. E aí o povo começou a chegar aos poucos. No fim das contas, o povo da organização foi praticamente o último grupo a chegar. Pontualidade é tudo...

Chegamos na estação central a tempo (mais meio em cima da hora). Eu já tinha andado de trem, as já fazia uns 20 anos. Nem lembrava como era. É assim ó:


Aí, entrei no trem, esporrei na manivela e vi que a viagem não seria das mais confortáveis, como dava pra ver do lado de fora do vagão:






As cadeiras são até confortáveis, mas é basicamente uma caixa de ferro no sol, sem ar condicionado. Dá pra imaginar que delícia, né? Pra piorar, o tiozinho ao meu lado não devia ter tomado banho e estava foda aguentar o cheiro dele. Mas vamos que vamos, porque tudo é festa.

O caminho, feito através da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) é de verde, muito verde. Mas nada muito exuberante. Uma casinha aqui, uma igrejinga acolá, uma ponte sobre um rio, um túnel e é isso aí.










Quer dizer... isso até chegar em Gongo Soco. Sim, a estrada de ferro passa DO LADO da mina. É até legal para quem nunca entrou numa mina e não sabe como é a lavra de minério de ferro. Tirei umas fotos ruins, mas catei umas com o povo que foi comigo. E sim, é isso aí que tem atrás da Serra do Curral, que você acha linda...










Toda a lavra é feira através dessas pás carregadeiras e desses caminhões fora de estrada aí embaixo. Aí o minério é colocados em britadores (primário e secundário), é moído e classificado e depois transportado através de correias até as empilhadeiras, que fazem essas pilhas de minério da 3ª Foto (em tempo: pode ter mais coisa no processo, mas isso é o que eu lembro das minhas aulas de processos minerais).






Mas voltando ao passeio... Chegando na estação de Barão, é necessário pegar um ônibus até a cidade (qualquer cidade que seja), pois a estação fica no meio do nada. Aliás, a estação é MUITO pequena e nem banheiro tem. Quer dizer, até tem, mas estava trancado com cadeado... E sim, a estação é só isso aí embaixo.


Chegando a Cocais a primeira coisa que se vê, lógico, é uma pracinha e a igreja (que também é cemitério, diga-se de passagem).








O resto que tirei foto não lembro o que era. Só que essa primeira foto é da escola da cidade. e que a segunda é da casa mais antiga de Cocais (segundo alguém).










Chegando no nosso ponto de apoio (a pousada das cores), tomamos café da manhã e saímos para a nossa aventura no sol. A paisagem era a que se esperava: mato. Mas tinha algumas coisas no caminho, como a Estação de Tratamento de Água de Cocais






Tinha também uma pedreira, que não apareceu na foto, mas acredite, ela está lááááá no fundo:


E no meio do caminho encontramos diversos desse aí de baixo. Era triste ver a setinha de "Você está aqui" se movendo e nada do lugar chegar...






Depois de muito andar, até a paisagem e vegetação mudaram. Sinal que andamos muito... Mas ainda estava longe da primeira parada...


pelo menos tinha um riozinho para molhar a cara:


Depois de muito custo chegamos na nossa primeira parada: o Sitio Arqueológico da Pedra Pintada. Segundo o papel que deram pra gente, as pinturas tem mais de 6 mil anos e estão divididos em 3 painéis (sendo o segundo painel meio xoxo). O lugar é legal, mas a visita não dura mais que vinte minutos.










































E além das pedras ainda dá pra ver uns matos bonitos.




Finalizada a visita à pedra, fomos à cachoeira da Pedra Pintada. Fora mais uns 2 km andando, mas como disse no post anterior, vale muito a pena.

Bizarrices

Não poderia começar sem falar do nosso guia. Dá uma olhada no estilo do cara. O pior: a bermuda combinava com o óculos....


A cidade é tão do interior que em um determinado ponto nos deparamos com um caminhão parado, no meio da rua, e ninguém para tirá-lo do caminho. Não que isso não aconteça em BH, mas aqui o povo tranca a porta do caminhão pra ele não ser roubado...


Em frente à pousada tinha uma cadela. Era só alguém chegar perto dela e demonstrar que ia fazer carinho que ela se jogava no chão e ficara contorcendo. Assim ó:




Já na Pedra Pintada tinha um varal atravessando boa parte da entrada. Aquele fio azul não me enganava e cheguei mais perto para tirar uma foto... Sim, eram cabos de rede velhos.



6 de fev. de 2010

Esparroman RECOMENDA: Cachoeira da Pedra Pintada

Conheci a Cachoeira da Pedra Pintada na fatídica visita a Cocais (bem vindo amanhã). Dadas as circunstâncias da ida até o local, era de se imaginar que eu odiasse a cachoeira, dado que estava muito puto. Mas o lugar é tão bacana, mas TÃO bacana, que esqueci todas as dores do corpo quando cheguei lá.

Confesso que não deve ser fácil chegar lá. São uns 5 km de estrada de terra partindo da vila de Cocais e a estrada estava bastante judiada. Sei que tem como chegar porque um cara aleatório chegou lá em um stilo. Logo na entrada uma casinha com um porteiro, que recolhe os 3 reais por pessoa para entrar no lugar. Recomendo muito fortemente que não vá de sandália, chinelo ou algo que possa escorregar do pé e que leve bastante água e algo para comer, porque é um caminho difícil, bem íngreme e em mata fechada até o local. Aliás, o tal porteiro vende algumas bebidas. Não sei se tem comida.

Mais ou menos no meio do caminho dá pra ter uma visão do lugar:


É meio desanimador ver aquela queda d'água lááááááááááá longe, mas eu garanto: vale cada músculo doendo quando se chega lá. Dá uma olhada nas fotos que tirei do lugar.














O melhor de tudo é que parece ser razoavelmente tranquilo, a contrário das cachoeiras da Serra do Cipó. Neste dia que fomos (um sábado com sol da porra e muito calor) só estávamos nós e o tal cara do stilo (que, por sinal, só chegou no meio da tarde). Não tem barraca, mesa, cadeira, etc, mas tem lugares secos para deixar as mochilas e para fazer lanches rápidos.

Recomendo MUITO, principalmente por ser bem perto de BH (uns 100km, no máximo). O único problema é a estrada para lá, que é MUITO perigosa (262, acho).

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

5 de fev. de 2010

Pousada das Cores (Cocais, MG)

A Pousada da Cores fica no distrito de Cocais e tive a chance de conhecê-la na fatídica "excursão" para Cocais. Lá foi a nossa base de apoio e, apesar de não ter ficado hospedado (logo não vi os quartos), consegui ver tudo o que ela tem a oferecer.

Essa é a entrada da pousada. Quem olha assim, de fora, não tem idéia do tamanho dela...


Logo na entrada encontra-se essas três moçoilas aí embaixo. Mas tem estátuas e esculturas por todo o lugar. Logo abaixo seguem todas as que eu encontrei (e lembrei de tirar foto):












Como pode ser visto na imagem acima, também tem muito verde no lugar. Curiosamente não lembro de ter visto nenhum bicho solto, como micos, esquilos, etc. Logo na entrada fica o restaurante, que é bem grande. O café da manhã não foi lá grandes coisas (assim como o almoço).






Logo após o restaurante fica a recepção e, acredito, alguns quartos. Eles estão aumentando essa parte, com um puxadinho no segundo andar (última foto).






Separado dessa parte ficam alguns outros quartos. Atrás disso fica a piscina, só que não achei a foto.


Tem também uma igrejinha, que não deve ser utilizada há um bom tempo...






E ao lado da igreja tem um cemitério de animais (sério!):




A parte mais estranha de lá, que não consegui entender até hoje, é uma oca, com várias coisas indígenas. Não sei se é de um povo que morava lá, se o dono trouxe de uma viagem, se o dono é indígena...

















Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

4 de fev. de 2010

Tudo (quase) pronto

Cá estou eu, em fase final de organização para a viagem. Falta pouca coisa pra fazer, tipo a mala e a reserva de produtos no duty free. Nunca me preparei tanto para uma viagem como nesta. Fiz mapas de cada um dos bairros de BsAs com TUDO o que tem por lá que encontrei em sites de viagem. Além disso fiz docs com a explicação de cada um dos pontos turísticos, também separado por bairro.

Xuxu olhou os dias e horários de funcionamento dos lugares, o que permitiu ver o melhor dia para ir em cada bairro, para pegar o menor número de coisas possível. E também viu o quanto custa, para irmos preparados.

Tava tudo lindo até eu descobrir que a minha tinta preta estava acabando. Eu tinha 2 opções: ou eu comprava um cartucho ou fazia um escambo com meu chefe, que também vai pra Argentina. Optei pelo escambo: eu dava tudo o que tinha planejado e ele imprimia tudo pra mim na fiirrrma. Tem mapa de todos os tamanhos: A3, A4 e A5.

O ÚNICO mapa que realmente seria util em A3, que seria o do metro, eu esqueci de mandar e, obviamente, fiquei sem. Até tentei imprimir aqui em casa num A4 mesmo, mas ficou uma bosta.

Para vocês, queridos leitores, deixei posts agendados com os bem vindos, 2ª Casa e Esparroman Recomenda. Espero que gostem (deu MUITO trabalho, pois tinha muita foto).

Agora deixa eu terminar de arrumar as minhas coisas.... Até a volta!

2 de fev. de 2010

Engenheiro não é tudo igual

Muitas vezes eu fico bem puto com a minha mãe, que acha que só por eu ser engenheiro devo entender de QUALQUER engenharia. Ela não consegue (ou não quer) entender que, apesar de todos começarem com engenharia, as engenharias são totalmente diferentes. Deve ser porque médico sempre tem uma mesma base até o fim do curso e o que define o que cada um vai ser é, na verdade, a residência.

A engenharia não é assim. Talvez porque se fossem fazer assim, seriam 10 anos de curso igual para todos e mais uns 4 de "especialização". Pô, engenharia civil é COMPLETAMENTE diferente de engenharia de minas, que não tem NADA parecido com engenharia elétrica. Há, claro, alguns cursos com áreas em comum, como Automação e Elétrica. Mas são poucas coisas e a ênfase dada por cada curso para estas matérias comuns é bem diferente.

E outra coisa que o povo em geral não entende é que quem faz engenharia elétrica NÃO é eletricista, quem faz computação NÃO é técnico em informática e que quem faz automação NÃO é eletricista nem técnico em informática (muito menos mecânico). Acho que o povo pensa que ensinam a trocar chuveiro na faculdade, só pode ser isso.

A Véia acha isso tudo. que engenheiro sabe de qualquer engenharia e que tem aula técnica. Hoje mesmo ela me ligou pedindo para eu ligar para o CREA para reclamar que o prédio do lado está reformando e jogando entulhos lá em casa. Só que ela começou assim: "como você é engenheiro...". Porra, eu não sei NADA de civil. A única matéria que tive dada por um cara da civil ("vigas", como diria um colega de sala) eu passei com 60 (e mesmo assim ajudado pelo professor). Qualquer coisa que o cara do CREA falasse, não faria diferença se fosse eu ou a Véia ao telefone. Nenhum dos dois entenderia.

E não adianta tentar explicar: ela simplesmente não aceita isso e acha que é "má vontade" minha. Mas já sei como resolver isso. Da próxima vez que ela pedir isso vou falar para olhar um dente meu, que está doendo (mentira). Vamos ver se ela vai saber responder. Quando falar que não e que quem sabe isso é dentista vou falar que é a mesma coisa que pedir a um engenheiro de controle e automação ver qualquer coisa de civil.

Aliás, fica a dica: engenheiro não é tudo igual e, mais do que isso, não é técnico.

31 de jan. de 2010

Terror Tessália

Eu não tenho absolutamente nada contra a Twitess (nem a favor). Não sei quem ela é, nunca li nada que ela escreveu, nunca vi nenhuma entrevista. Só sei que ela usou script para ganhar seguidores no twitter e isso deixou todo mundo puto (o que sinceramente não entendo). Fizeram até esse tumblr para sacanear a garota, que estava achando bem idiota até chegar no primeiro post, que me fez dar gargalhadas:


- cuspu ou engulu, Biaaaalll?

Não entendeu? Dá uma olhada nesse video:

30 de jan. de 2010

Dinheiro no ralo

Para fechar o mês de janeiro com chave de ouro, chegou aqui em casa o boleto do SENGE (Sindicato dos engenheiros). Eu juro que não sei porque diabos eu tenho que pagar o CREA E o SENGE. Pra mim, nenhum dos dois serve pra nada. Tá certo que tem que dar emprego para esse povo que naõ quer trabalhar, mas que tem que alimentar as criancinhas, mas putaquepariu, só nessa brincadeira vão uns 500 ronaldos.

Mas para que você se sinta feliz em pagar o boleto, o SENGE manda uma cartilha do tipo "olha como nós trabalhamos para o seu bem". Nela está escrito:

- Lutamos pela melhoria das condições de trabalho. Balela. A minha rotina de trabalho continua a mesma;
- Negociamos com diversas empresas o acordo coletivo. Só empresa grande, tipo Gerdau, Usiminas, etc. Aliás, aqui vale um parêntesis: quem negocia o meu aumento é o sindicato dos engenheiros do Rio. Em 2009 foram ridículos 6%. Mas diz que o de Minas foi 2%. Sim, DOIS. Não cobre nem a inflação.
- Realizamos o sonho da sede própria. Foram investidos inicialmente 900.000 reais. Sério, NOVECENTOS MIL numa sede? Fora os outros investimentos (mobilia, reformas, infra-estrutura de TI, etc)? Só podem estar de sacanagem.

Se for ver realmente o que foi útil (considerando os tais 2% de acordo coletivo), vale mais a pena não ter sindicato. Afinal, o boleto que chegou na minha casa (quase 200 ronaldos) não dá os 2% de aumento... O idiota aqui não viu o boleto direito. É um pouco mais de 100 ronaldos. Paga os 2%, ainda mais que é 2% por mês...

Esse é o país que a gente vive. Dizem que são 5 meses de trabalho só para pagar impostos. Eu acho que são mais...

29 de jan. de 2010

Topa tudo por dinheiro netbook

Tá rolando no Campus Party uma competição de um jogo que não sei qual é (um tal de uidc), mas que os 10 primeiros colocados ganham um PS3 ou um Netbook. Pelo que entendi a competição durou a semana inteira e a galera ficou em cima do jogo durante muito tempo.

Quando a Raquel Camargo, participante do desafio, falou isso no twitter:
Das ultimas 60 horas, dormi umas 3. Faltam 2:41 pro sofrimento acabar. Socorro #uidc

a seguinte cena veio à minha cabeça:


Depois eu que sou doente por mendigar as coisas...

Brinde inútil

Quem lê o blog há mais tempo ou me conhece pessoalmente sabe: sou um mendigo nato e adoro brindes. Qualquer coisa que eu ganhe ou que venha "de graça" com alguma coisa que eu compre me deixa feliz. Ontem, quando cheguei em casa, tinha um pacotinho do CREA pra mim na caixa de correio. "Oba! Brinde!", pensei. Abri e vi isso aqui


Apesar de ser "de graça", por tudo o que ele me fez passar no fim do ano passado, tinha que ser algo melhor. Sem contar que agenda no final de janeiro não serve pra nada. Quem usa (o que não é o meu caso) já comprou uma...

28 de jan. de 2010

Limpeza Geral

Todo ano eu dou aquela arrumadinha meia boca no meu armário (2 portas) e nas minhas gavetas (6 no total). Tirando a vez do post linkado, é sempre a mesma coisa: abro, dou aquela olhada por cima, arruma malemale o que está fora do lugar e pronto. E dessa vez começou assim também. Mas vi que precisaria deixar de ser um lixeiro quando vi que tinha UMA PEDRA DE COQUE na minha gaveta. Pedra esta que está lá desde...2006.

Comecei pelas 2 gavetas da minha escrivaninha. Tirei tudo de dentro e comecei a jogar fora tudo o que não prestava. Durante a triagem percebi que tenho mais fones de ouvido da tam que a própria tam. E constatei que os fones antigos (e mais amarelados) tinham fios mais longos. Essa redução deve ser obra da minha antiga empresa de consultoria...

A limpeza foi tão sinistra que consegui juntar as duas gavetas em uma só. E ainda entraram coisas que estavam em cima da minha mesa, em um pote. Na gaveta liberada eu coloquei alguns livros que estavam lá desde....2007. E com isso ganhei o tampo da escrivaninha para estudar.

Empolgado, parti para as gavetas da cama. Eu estava decidido a quebrar paradigmas e então tirei TUDO de dentro e fiz a super triagem. Saíram DUAS sacolas de coisas (devidamente separadas para reciclagem). Na hora de colocar as coisas de volta, resolvi pensar numa nova distribuição das coisas. Acho que desde que me entendo por gente as coisas estão no mesmo lugar. E com essa limpeza + nova organização ganhei 1/3 de gaveta. Isso, meus amigos, é espaço pra caralho.

Nas gavetas da escrivaninha da minha irmã (sim, já tomei posse) saiu pouca coisa, mas coisa volumosa. Como a caixa do meu K310i, que não faço idéia porque ainda guardava. Dava para juntar as duas gavetas em uma só, mas preferi não fazer isso, senão acabo colocando mais tralha. Acabei de juntar e na gaveta que sobrou coloquei o livro da Rita, que estava em cima do tampo da escrivaninha. E descobri que tenho blocos de papel, caneta, lápis, régua e borracha para o resto da vida.

Faltava o armário. Esse já tinha passado por uma grande limpeza em 2008 e não teria muita coisa para tirar, certo? Pois é, saiu pouca coisa, mas coisa volumosa (como a caixa da minha câmera Digital, que estava lá desde 2002). Com isso, consegui distribuir melhor as coisas e agora a roupa não disputa espaço com as tralhas.

Confesso que fiquei bastante satisfeito de ter conseguido me desfazer de coisas que guardava há tao tempo. E vi que apesar disso tudo ainda tem muita "gordura" pra queimar se eu precisar de espaço. Só que essas eu deixei para quando o bicho pegar de verdade...

27 de jan. de 2010

É que eu sou nova

Hoje fui matar algumas das minhas pendências e passei na pós, para buscar a minha versão impressa do PMBoK. Cheguei lá e tinha uma atendente que eu nunca tinha visto. Falei pra ela:

- Oi, sou da turma X, vim pegar meu PMBoK.
- Hum... Tá todo mundo em reunião. Você tem aula hoje a noite.
- Não, já acabou.
- Xi, tá com pressa?
- Não, mas vai demorar?
- Não sei. E eu não posso te entregar, tem que ser alguém do Blábláblá (não lembro o departamento).
- =/
- Deixa eu ver com o pessoal (só tinha um cara lá).

Depois de alguns minutos ela volta dando passos minúsculos, típicos de menino com medo.

- Só um minutinho que vou ver ali.

E lá foi ela com seus passos de menino com medo. Um minuto depois...

- Olha só... O pessoal tá em reunião ainda. Me falaram pra interromper a reunião, mas eles estão falando muito.
- Esquenta não. Amanhã eu volto.
- Ai, de verdade?
- Verdade. Vou ter que vir aqui perto amanhã, aproveito e passo aqui. (realmente teria que ir lá perto amanhã, não teria problema)
- Sério mesmo?
- Sério. Fica tranquila.
- É que eu sou nova aqui, não sei se posso ou não...
- Esquenta não. Amanhã passo aqui.

E vim me embora, entendendo os passos da mulher. Ela realmente estava com medo de fazer cagada nos primeiros dias de trabalho.

26 de jan. de 2010

Ritmo.... Ritmo de férias...

Pois bem, queridos leitores. As minhas férias finalmente chegaram e estou gostando muito de ficar atoa. Mas como o ritmo de vida foi puxado nos últimos meses, muita coisa que eu tinha que fazer acabei adotando aquele pensamento "quando estiver de férias eu faço". E quando ela chegou, vi que tinha muita coisa pra fazer.

A primeira coisa que fiz foi um "toró de parpite" pra lembrar tudo o que tinha "deixado pra lá". E, mesmo sabendo que ainda tá incompleta, resolvi parar de anotar as coisas (até porque eu não lembrava de mais nada, mas sei que tá faltando coisa). A lista está com nada mais nada menos que 52 tarefas. Sim, 52, que vão desde "arrumar as gavetas" até "comprar pesos para viagem".

A minha sorte é que estou completamente abandonado em BH, pois Xuxu foi pra São Paulo (maltido Campus Party), o Véio e minha Tia para Manaus, a Véia no Rio e minha avó em São Bernardo. Com isso sobra tempo para eu fazer as coisas pendentes. Hoje mesmo já fiz um bocado.

Uma das coisas que fiz, para não perder o costume de quando fico mais de 7 dias a toa, foi instalar o linux no meu computador. Essa versão nova do Ubuntu (9.10) está MUITO mais amigável que as antigas e consideravelmente mais rápida. Só que eu continuo tendo problemas com coisas imbecís (dessa vez foi a resolução do monitor) e acabo ficando puto.

Falando em nerdices, instalei a versão 4 do Chrome, que suporta extensões, e estou bastante satisfeito. Já tem muita coisa boa disponível (instalei uma penca no computador do linux). Além de mais leve, mais rápido e maior área útil que o FireFock, ainda tem extensões que não pesam na memória. Nunca mais instalo essa raposa maldita no meu computador.

Mas as minhas férias ainda naõ puderam ser aproveitadas como devem ser, dormindo até meio dia. Ontem acordei cedo porque a faxineira vinha aqui em casa (acabou não vindo) e hoje acordei de madrugada (6:30) para deixar meu pai em Confins. De quebra ainda acho que levei uma multa num radar escondido. Não precisaria ter acordado tão cedo, mas o Véio cismou que queria chegar uma hora antes do embarque e não do vôo. E naõ tinha argumento que tirasse isso da cabeça dele. Pra piorar ele ainda convenceu a minha tia, que ficou me enchendo o saco. Quase falei para eles irem de ônibus se era pra ir tão cedo, mas acho que as férias tiraram um pouco do meu mau humor natural.

Na volta ainda peguei um trânsito fudido, que me fez demorar quase uma hora e meia pra chegar em casa. Se tivéssemos saído no horário que eu queria, não teria tido este problema... Mas pelo menos não estava chovendo e consegui ver as obras (já bem adiantadas) da Brasilinha Cidade Administrativa. Tá muito bacana.

25 de jan. de 2010

23 de jan. de 2010

Minhas canecas

Eu sempre tive a mana de colecionar copos. Antigamente, era só copo roubado de bares e festas de formatura que eu ia. É tanto copo que ganhei um espaço só para mim no armário da cozinha da casa do véio E na cristaleira da casa da véia. Mas de uns tempos pra cá comecei a gostar da idéia de colecionar canecas. E como estas canecas são meio grandinhas, não dá pra roubar mais. Passei a comprar junto com as cervejas.

O Véio viu meu interesse e começou a me ajudar. Nessa última viagem foram 2 copos e uma caneca gigante. Dá uma olhada nas canecas (fiquei com preguiça de tirar toda a coleção de copos do armário) - crica pra aumentar:


Foto by Xuxu (que cortou uma das canecas de porcelana). Sim, eu sei, tem um copo de coca intruso aí. Mas ele também é bacana (e esse eu ganhei no Spoleto de BSB).

Pedi pra minha irmã trazer uma outra caneca agora nesta vinda dela. Vamos ver se ela colabora com a minha coleção. :)

Ah! Aceito canecas de presente e doações :P

21 de jan. de 2010

O copo de pitágoras

Sempre que meu pai volta da europa ele trás alguma coisa para me dar de aniversário. Esse ano, além de uma caneca fodástica da Paulaner ele me trouxe esse treco aí embaixo:


Essa coisa estranha é o Copo de Pitágoras que, reza a lenda, foi criado por Pitágoras (o Gênio, não o Colégio) para punir as pessoas gananciosas.

O sistema é muito simples, mas é genial. Quando o véio me deu, achei que era só um copo de enfeite, com formato estranho. De tanto ele encher o saco para usar o copo, resolvi usar, mas sabendo que tinha alguma pegadinha. Fui testar então na pia, para ver de qualé. E aí comecei a chorar sangue. Dá uma olhada nesse video porcamente produzido e não editado, em que Xuxu me ajuda a demostrar o bagulho (a mão é dela, viu?). E num repá no meu sotác minê não, tá gen?):


O cara era realmente um gênio.

Contagem regressiva para as férias

Falta 1 dia para as minhas férias

20 de jan. de 2010

Maravilhas da Engenharia

Dia desses aí pra trás rolou na empresa a demonstração de uma empresa que faz escaneamento a laser 3D em ambiente industrial. Basicamente é um aparelho que tem uma base giratória e que lança raios laser em todas as direções possíveis, realmente escaneando a área.

O aparelho, razoavelmente pequeno (mais ou menos 60 x 40 x 40 cm) faz medições com uma precisão absurda, com erro de 1 MILIMETRO para superfícies a 50 METROS. Com isso, produz imagens mais ou menos assim (crica pra aumentar):


Nessa imagem aí em cima tem mais ou menos 90 milhões de pontos. Agora chuta quanto tempo ele demorou para fazer esta medição. Uma hora? 30 minnutos? Péééé. Babem: exatos 3 minutos e 22 segundos.

A imagem acima, óbvio, está distorcida, porque é um ambiente 3D planificado. Mas um software da empresa permite ver em 3D, de forma absolutamente realista. É uma tal de Bubble View (que quando o cara falava eu só conseguia entender Google View). Dá uma olhada (chupinhei a imagem daqui - crica pra aumentar):


Esse aparelhinho custa a módica quantia de 500 mil doletas. O aluguel? só 2.500 ronalds por dia. Achou muito? Bota um projetista para fazer levantamento de campo, bota... O cara vai levar um mês para fazer o que esse aparelho faz em um dia.

E ainda tem gente que fica babando nos efeitos de Avatar...

Contagem regressiva para as férias

Faltam 2 dias para as minhas férias

19 de jan. de 2010

Ah, o CREA...

Fui lá resolver o meu problema do CREA. Antes de ir, para não perder a viagem, resolvi ligar pra ver se:

1) Estava aberto;
2) O sistema estava funcionando;
3) Meus papéis estavam lá.

Tentei ligar umas 5 vezes e ninguém atendia. No 0800, que cai na central, só dava ocupado e me mandava ligar depois (olha que beleza, não tem nem um sistema de espera!). De saco cheio (e sem porra nenhuma pra fazer no trabalho), resolvi ir ver se dava sorte.

Era mais ou menos 4 da tarde e imaginei que estivesse vazio, pois fecha 4:30. Engano meu. Tinha 8 pessoas na minha frente, fora os 2 sendo atendidos. Vi que seria uma espera longa... Meia hora depois e UMA pessoa atendida, o cara do atendimento grita pra galera:

- Pessoal, caiu o sistema. Quem precisar gerar guia volta amanhã que não deve voltar hoje. Ficou fora a manhã inteira e não deve voltar hoje.

A galera, puta, começou a ir embora. Como eu não sabia se precisaria gerar guia, resolvi ficar. Afinal, a fila diminuiu para 3 pessoas na minha frente e eu provavelmente não precisaria pagar nada, logo não teria que gerar guia nenhuma.

Mais meia hora (sim, para atender 3 pessoas) e eu sou chamado. Explico o problema e a mulher, muito simpática, fala que meu problema é rápido e que nem precisava olhar no sistema. Procurou minha ficha, lambrecou meu dedão de graxa e tacou no papel.

- Pronto. Agora é só esperar de 4 a 6 meses para ver se ficou bom.

Vocês poderiam achar um absurdo, mas da primeira vez era de 6 meses a um ano então achei um avanço absurdo! E como não preciso da carteira do CREA para porra nenhuma, não importei que demore.

Só espero que desta vez dê certo e não tenha que voltar lá tão cedo...

Contagem regressiva para as férias

Faltam 3 dias para as minhas férias

18 de jan. de 2010

As injustiças do mundo corporativo

Estou para escrever este post há uns bons 2 meses. A raiva maior até já passou, por conta dos acontecimentos deste mês e de muitas conversas que tive com meu chefe, meu mentor e outros colegas. Mas acho que vale a pena ainda assim escrever.

Eu sempre soube que o mundo corporativo é cruel. E também que, quem não puxa saco, puxa carroça. Por mais que não concordasse com isso, chegou uma época na minha vida de consultoria que vi que se não puxasse saco estaria muito fodido. Então comecei a fazer isso, mesmo a contra-gosto.

Mudei de empresa e voltei trabalhar com engenharia. Na empresa onde estou (como em qualquer outra), puxar saco é importante, mas em um ambiente 95% masculino, um belo par de seios (principalmente siliconados) ganha de qualquer puxação de saco E capacitação profissional.

Percebi isso quando vi que uma mulher que também formou em automação entrou na empresa. Veio por força de um amigo dela que era gerente e, depois de um tempo fazendo "estágio" com ele foi colocada em um projeto como coordenadora. O projeto era uma baba: todo o planejamento vinha do Rio e tudo o que ela tinha que fazer era copiar o que cada um ia fazer, colar num email e mandar para cada pessoa do projeto.

Não tinha contato com cliente, não tinha que tomar decisões, não tinha stress, não tinha hora extra... Uma baba. Ninguém entendia o que ela fazia lá, mas tudo bem. Vai ver estavam colocando ela lá para não atrapalhar um projeto complicado. Aí ela tirou férias (com menos de 6 meses de empresa) e colocaram outra pessoa para fazer o trabalho dela. E além disso cuidar de outros dois projetos.

A tal menina, quando voltou de férias, foi colocada como coordenadora em outro projeto. Este, um pouco mais complicado. Seria necessário fazer o planejamento, ter contato com o cliente, e fazer os reportes mensais. Mas nada estressante, nenhuma dificuldade técnica, nada. E a mulher conseguiu fazer merda.

Na hora de montar um cronograma, colocou todos o documentos e pendurou todo mundo da equipe em todos os documentos, porque "não sabia quem faria o que". Planejamento de custos é para os fracos. Para piorar, ainda teve a CORAGEM de pedir para outra pessoa fazer a curva S, mais ou menos assim: "ah, faz uma curva S pra mim. Vão ser X eng. Juniors, Y Plenos e Z Seniors". Sério, eu VI ela pedindo isso (e falando como fez o cronograma). QUALQUER pessoa que entenda de Gerenciamento de Projetos sabe que é impossível fazer uma curva S assim.

Para piorar, ela ainda chega para trabalhar 9:30 e sai 17:30, fazendo uma hora, uma hora e meia de almoço. Pior: este mês de janeiro tirou outro mês de férias, COM MENOS DE UM ANO DE EMPRESA!

Os exemplos são muitos e eu e meus amigos de estudos para o PMP estávamos putos com a situação. Não era possível que os gerentes do escritório não estivessem vendo aquilo. Enquanto isso o jumento aqui se mata de trabalhar, faz pós-graduação, estuda para virar PMP, faz hora extra e o nem férias consegue tirar.

Em uma noite de bebedeira com meu chefe não aguentei. Assumi meu lado esparrento e falei que não era possível aquilo. Ela, que não sabia porra nenhuma de GP, era ruim de serviço e não fazia porra nenhuma direito estava mais perto de ser promovida do que eu, que me matava.

Aí meu gerente falou que já tinha percebido isso tudo que ela fazia. E que apesar de eu achar que ela estava mais perto de ser promovida do que eu, não era bem assim. Aí perguntei porque diabos ainda colocavam ela como coordenadora e eu não. A resposta dele foi "cara, porque você é azarado". Nessa hora vi que estava fudido. Dependo de sorte para ser promovido.

E aí desisti de discutir isso com ele, porque vi que não adiantaria nada. Afinal, é muito melhor uma peituda cheirosa debruçando na sua mesa do que um barbado suado reclamando na sua orelha...

Contagem regressiva para as férias

Faltam 4 dias para as minhas férias

15 de jan. de 2010

Contagem regressiva para as férias

Faltam 6 dias para as minhas férias

Parabéns, Consultora!

Esse ano eu lembrei do aniversário da minha querida amiga Consultora e mandei um email. Ela não ficou satisfeita e reclamou que eu não fiz um post aqui no blog. Falou que as minhas férias são mais importantes que o aniversário dela.

Não são, mas se você parar para pensar, ela faz aniversário todo ano e eu tiro férias a cada 2 anos (se fizer a média dos últimos 10 anos, é a cada 5 anos).

De qualquer forma, parabéns, Consultora! Feliz aniversário, muitos anos de vida, muita saúde e dinheiro!

13 de jan. de 2010

Lost em 8 minutos e 15 segundos

Essa é pra quem é fã de Lost e quer um resumão para a temporada final (ou pra quem nunca viu e tá afim de saber do que se trata):


O AXN vai passar no Brasil com só uma semana de delay (ou seja, começa dia 9 de Fevereiro).

11 de jan. de 2010

CREA

Quando vim pra a minha empresa fui obrigado a tirar o meu CREA. Não era algo que eu queria e sinceramente não vejo utilidade para a minha função, mas são regras da empresa, fazer o que.

Isso foi mais ou menos em SETEMBRO de 2008. Quando fui lá a mulher falou que "a sua carteira definitiva demora mais ou menos um ano para ficar pronta e quando você entrar no site vão te avisar para vir buscar". Diante destas palavras, o que você espera? Para mim, apareceria um pop up no meio da tela mandando ir buscar.

Passado um ano que fiz a carteira, nada de pop up. Como não estava precisando, liguei o foda-se. Mas no meio de dezembro comentaram que poderia ser necessário em futuros projetos, para apresentar ao cliente, então resolvi ver em que pé estava. Entrei no site e nada de pop up. Fucei, fucei, fucei e nada de pop up. Até que, depois de muito fuçar, perdi a paciência e resolvi ligar para o CREA.

A mulher olhou no sistema e o seguinte diálogo aconteceu:

- ó, deu problema na sua digital. Vai ter que coletar outra.
- Como assim? e onde você viu isso? Como que eu consigo ver?
- Bom, eu tenho acesso aqui, mas você pode ir em xxxxx, depois em yyyyy e aí em zzzzzz. Tá vendo?

Eu não acharia NUNCA. E morreria sem a carteira. Mas resolvi ignorar este fato e continuei:

- Tô vendo que deu problema. Não fala o que.
- Pois é. Anota esse número de protocolo e vai no CREA.
- Mas a unidade do CREA onde dei entrada fechou.
- Tem que ir na matriz.

A matriz do CREA é onde os 250 milhões de engenheiros de BH vão resolver seus problemas. A fila é quilométrica e a espera é de horas. Queria arrumar outra solução:

- Não tem como ir no da Ceará? É pertinho do meu trabalho e é bem mais fácil pra mim.
- Ah, pode sim.
- Precisa levar o que?
- Só o número do protocolo.
- OK. Obrigado.

E lá fui eu para o CREA. Tinham exatas 3 pessoas na fila, cada qual com um bolo de papel na mão. E eu com aquele post it amassado. Senti que daria merda.

Os dois atendentes disponíveis estavam demorando uma eternidade para atender as pessoas e, QUARENTA MINUTOS depois, sou chamado.

- Oi, deu um problema no meu CREA, esse é o protocolo.
- Só um instante....

- Olha, deu um no SIC. Alguma coisa na digital. Tem que coletar outra.
Como não sabia o que era SIC, caguei para esta informação. Só queria resolver o problema.
- Tá, então coleta aí.
- Tem que ser na matriz. O seu processo está lá.
- Pô, mas a mulher do atendimento falou que eu podia vir aqui! (já estava puto)
- É, mas num tem jeito não. Deixa eu ver o que posso fazer.... Me dá sua foto.
- Foto?
- É, vou abrir outro processo.
- Eu não tenho foto. A mulher falou que não precisava de nada.
- Sem foto não tem como. Tem que ir lá.
- Num tem como pedir pra trazer pra cá? Trabalho aqui do lado, é bem mais fácil.
- Ah, tem sim. deixa eu pedir aqui. (e escreve um email).
- Quando fica pronto? - Era uma sexta-feira.
- Ah, o malote vem segunda, a gente abre ele terça... vem na quarta.
- Quarta eu vou pro Rio. Num pode terça? (seria a semana antes do natal, aquela que me matei de trabalhar)
- Tá, pode.

Óbvio que não deu pra ir na terça. Deixei, então, para a semana morta entre natal e ano novo. E então fui lá no dia 29. E encontrei a seguinte placa na porta: "Sistema fora do ar, sem previsão de retorno". Até cheguei a entrar para saber desde quando estava fora. "Já faz um tempo, volta ano que vem", disse a mulher.

E no dia 6/01 lá fui eu tentar novamente. Chego lá e vejo a porta fechada e o maldito papel ainda lá. E logo do lado um outro papel "férias coletivas até dia 9/01". Dá pra imaginar o quanto eu fiquei feliz, né?

Voltei para a empresa e falei com o meu chefe: "desisto de tirar meu CREA. Não me coloquem em projetos que o cliente exigir o CREA dos funcionários"

Murphy não quer mesmo que eu tenha uma carteira de engenheiro...