Pelo que eu havia visto em poucos lugares era para ser um festival com peças de teatro em que objetos que lembravam seres vivos seriam utilizados para fazer as peças (por exemplo esse sacador de rolha aí embaixo, que lembra uma bailarina quando está com os braços abertos).

Na verdade verdadeira, não foi bem isso o que aconteceu. As peças eram com qualquer objeto. Por exemplo: um cara pegou um toco de madeira e falou que era uma pessoa. Não era teatro DE objetos e sim teatro COM objetos. Mas tudo bem...
Vamos voltar para o início... O festival foi na Serraria Souza Pinto, e estava assim dividida (segundo a foto abaixo): na esquerda, que não aparece na foto, três "teatros", com um mini-teatro ao fundo. No centro, ao fundo, o palco principal. No centro, espalhados para preencher os buracos esses pseudo brinquedos inúteis. Na direita, do lado de fora, a lanchonete e as bilheterias. Atrás de mim, a mini-tenda, com alguma coisa que eu não consegui ver. No piso superior, micro-peças (também chamado de mostra viva), com 8 teatros para 15 pessoas por vez.

No palco principal rolaram alguns shows. Ví 2: um cara fazendo música usando copos de cristal (logo abaixo) e uma banda de palhaços que fez som enquanto rolava o desfile de objetos.


O tal desfile de objetos era um desfile de objetos gigantes de espuma (acho) que ficavam passando entre as pessoas e fazendo alguma coisa inútil. Por exemplo: o extintor de incêndio soltava fumaça, o isqueiro soltava fogo, o ferro soltava fumaça e passava a camisa, o revolver atirava balas para a mulecada... Bem inútil. Dá uma olhada nas fotos...

de uma só vez: o isqueiro soltando fogo e o ferro passando a camisa

O extintor jogando fumaça na galera
Tinha também esse cara que ficou na banheira brincando com objetos o dia inteiro...

As peças de teatro eram relativamente curtas, com uns 40 minutos de duração. Xuxu e eu conseguimos ir a 3, enfrentando filas quilométricas para conseguir dois dos 200 ingressos por sessão. A primeira peça que nós vimos, que não lembro o nome, não deveria estar no FITO. Todos os objetos com que o cara interage são manipulados e motorizados. Mas a peça é bastante legal.


A segunda peça era MUITO ruim. Uma italiana tentando falar português, com uma história muito ruim (Xuxu chegou a dormir no meio do treco). MAAAAS foi a que mais se aproximou do espírito do FITO, com objetos que lembravam seres vivos. Pena que a organização do festival foi meio ruim e tinha duas filas de cadeira por andar da platéia. Aí tudo o que eu consegui ver se ficasse reto era isso:

A terceira peça era fantástica. Um espanhol muito "gente buena", com uma história legal, mas que usava objetos aleatórios para fazer os personagens. Alguns lembravam os seres vivos, mas a maioria não. De qualquer maneira, valeu muito o ingresso (de graça, mas com fila gigante).


Para finalizar, fomos em um dos mini-teatros do segundo andar. Valeu mais por conhecer o segundo andar e por ter esta vista (que é bem mais bacana ao vivo, hehe):

No fim das contas, o saldo foi positivo. Principalmente considerando que a entrada era grátis.
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