Quando eu disse há um tempo que BH era fraca em termos culturais, era mais ou menos disso que eu estava falando. Nada cultural sobrevive em BH (em parte, por falta de público).
Mas aí eu te pergunto: quem aí sabe, sem olhar no google, onde fica o Moreira Salles? Aposto que quase ninguém. Principalmente se você perguntar para o povão. E quem aí sabe onde fica e JÁ ENTROU no museu? Eu mesmo nunca entrei (por conta do local, pra falar a verdade).
Falta de publicidade? Sim. Falta de investimento? Talvez. O fato é que quando vem coisa boa pra BH e a publicidade é feita, o povo vai. O problema é que ninguém quer correr o risco de gastar uma grana fudida pra trazer coisas pra BH e fazer investimentos em publicidade, por medo de tomar prejuízo.
E antes que reclamem: Inhotim é realmente um lugar muito bacana, com muita obra de gente famosa. Mas aumentou o preço do ingresso 50% de um dia pro outro. Considerando a grana que deve ser investida no lugar (boa parte impostos da população), deveria ser grátis, como boa parte dos museus de BH. Principalmente porque é longe e já se tem um gasto grande com a locomoção para o lugar...
2 Palpites:
Bom, reclamando depois então.
"Boa parte impostos da população" virgula. A maior parte dos recursos do Inhotim são privados. E a outra parte ainda sao recursos de Lei Rouanet. Grana mesmo de repasse público ou "impostos da população" é quase zero.
Agora, quanto a cobrar ingresso, quase todos os museus que prestam no mundo cobram ingresso (MASP, MoMa, Louvre, Inhotim, e etc). E quanto aos gastos de locomoçao, com certeza voce gastaria muito mais para ir ao Tate Museum em Londres, pagaria ingresso e veria muito menos do que no Inhotim.
E além disso sabemos que nada é de graça nesse mundo.
Dinheiro saindo do meu bolso e dinheiro saindo da Lei Rouanet, pra mim, é a mesma coisa.
Mas concordo que nada nesse mundo é de graça. Infelizmente.
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