em um dia de chuva com vento, um observador percebeu que as gotas caiam com um ângulo de "X" graus com relação à força da gravidade. Ao olhar para um trem, que viajava na direção do vento, percebeu que as gotas faziam um ângulo de "Y" graus com relação ao chão. Calcule a velocidade do trem.
Eu lembro que suei para tentar descobrir uma forma de calcular a velocidade do maldito trem e não consegui nem a porrete. Fui para o segundo ano, aprendi outras coisas na física e ainda assim não conseguia pensar numa forma de calcular a velocidade. Entrei na faculdade, formei em engenharia e nada de conseguir resolver o problema.
Eis que, voltando da casa de Xuxu num dia desses, estava em uma descida quando resolvi tirar o pé do acelerador para ver a que velocidade eu ficaria (sim, eu sou maluco). É, porque o atrito do piso iria frear o carro, mas a gravidade não faria com que ele parasse. "Igual as gotas de chuva", pensei.
Nesse momento, veio à minha cabeça aquela aula de física em que o professor da questão supracitada, um fanfarrão, comentava que se não existisse o atrito teríamos que sair de casa com guarda-chuvas de ferro. E comecei a lembrar do desenho que ele fez, com a força da gravidade atuando para baixo e o atrito atuando para cima da gota.
E nesse exato instante, "vendo" aquelas setinhas, veio na minha mente a questão maldita, seguida de uma luz, e falei: "como eu não pensei nisso antes?". Claro! A resposta esteve na minha cara durante todos estes anos! Decomposição das velocidades!
E eu me senti a pessoa mais inteligente do mundo. Até perceber que a solução era ridícula e passei a me sentir o mais idiota de todos...
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