26 de out. de 2008

O preferido

Ontem foi aniversário de uma priminha de Xuxu. Eu fui convidado há mais ou menos 3 semanas e toda vez que encontrava com a mãe da menina era reconvidado para a festa. Ou seja: não tinha como fugir.

Xuxu tinha me falado que normalmente as festas duravam pouco, mas que eram regadas a pagode alto e muita gente falando ao mesmo tempo. Aquela imagem ficou gravada na minha cabeça e ainda consegui piorá-la um pouco, adicionando muitas crianças gritando e correndo em volta de mim.

Como não tinha como escapar, fui lá encarar a pirralhada melequenta. Para minha surpresa, não estava tocando pagode e nem tinha crianças. Era pior: estava tocando música evangélica e SÓ tinha familiares. Eu era o único estranho. Mas como já conhecia todo mundo, essa parte não era tão trágica assim.

Mas o melhor de tudo foi no momento em que fui lavar meu prato, talheres e copo e o seguinte diálogo com a vó de Xuxu aconteceu:

- Larga esse copo aí.
- Não, tudo bem, tô acostumado a lavar.
- Mas ninguém lava nada aqui em casa.
- Esquenta não, tô quase acabando.
- Não, sô, larga esse copo aí. Ninguém aqui em casa lava copo e você, o preferido, fica lavando.

Terminei de lavar e, roxo de sem graça, fui fazer outra coisa. Aí contei pra Xuxu e ela ficou me zuando o resto do dia. E ainda contou pros irmãos dela...

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