- No caminho hotel -> Mané Garrincha, feito a pé, passei por uma obra. A obra, na verdade, é uma montanha de terra que sujou meu tênis e minha calça;
- Ao chegar no lugar, fui entrar todo feliz e o cara me barrou. "Cadê o alimento?". Sem entender, li o ingresso e vi que tinha que levar um quilo de comida. Fiquei 3 reais mais pobre comprando de um cambista (cambista de comida. Era só o que faltava);
- Como cheguei cedo, estava bem vazio. Mas foi bom que pude dar um rolé com calma no local;
- Não sou só eu que mendigo coisas. A baixista do Autoramas também mendigou um arco/chifrinhos que piscam. Mais ou menos assim: "quero muito esse diabinho que brilha. Sensacional";
- Não entendi muito o que Mundo Livre S/A estava fazendo lá. Mas tudo bem;
- Aliás, achei que as bandas seriam mais podreiras, por causa do nome do evento. Mas não tinha nada muito pesado não;
- Uma coisa muito legal é que eram 2 palcos principais. Enquanto uma banda apresentava em um, o outro era preparado para a banda seguinte, praticamente eliminando espera entre shows;
- Além do palco principal, tinha um palco alternativo, para bandas menores. Confesso que em alguns shows preferi as pandas menores;
- Consegui um lugar tão bom, mas tão bom para o último show, que não acreditei. Estava colado na grade que separava a área VIP do povão (eu era povão), mas bem em frente ao palco;
- O lugar era tão bom que meu "best friend" Murphy fez com que um cara de uns 2 metros encostasse na grade do lado da área VIP e tampasse a minha visão. E o cara fez isso quando o show começou, então não tinha nem como eu sair de onde estava, pelas 250 mil pessoas atrás de mim;
- Pra completar, o amigão ainda fez com que duas meninas ficassem ao meu lado, soltando gritinhos de "uuuuuuuuuuoooooooooooooooooouuuuuuuuuu" a cada 2 minutos. Na minha orelha;
- Definitivamente estou velho. 7 horas em pé acabaram com meus joelhos (que já não são bons há bastante tempo);
- Giraffas no meio do local era algo que nunca imaginei ver. Metaleiros black metal comendo batata frita em um show também não;
- Outra coisa que nunca imaginei ver foi máquinas de fliperama. E com fila pra jogar;
- Muse é uma banda estranha. Oscila entre "Caralho, isso é muito bom" e "como diabos alguém gosta disso?";
- O mais legal? Quando todo mundo devia estar pensando "Caralho, isso é muito bom" eu estava pesando "como diabos alguém gosta disso?". E vice-versa;
- Em um momento do show, me senti MUITO nerd. No telão, uma espiral e uns quadriláteros num formato conhecido. "Que louco! Razão áurea!", pensei. O resto das pessoas normais deve ter simplesmente achado legal o efeito;
- Apenas para constar (mais uma vez): Pitty é um lixo;
- Voltei para o hotel a pé, passando novamente pela terra, mas já sonhando em ligar todas as luzes do quarto e acordar o roomie. Mas ele não estava no quarto quando eu cheguei. Chegou 5 minutos depois;
- No fim das contas, o show foi bacana. Mas como disse, esperava som mais pesado...
3 de ago. de 2008
Porão do Rock - Eu fui
Sim, sim, queridos leitores. Ontem a noite fui ao porão do rock. Após mendigar um ingresso e trabalhar a tarde inteira, fui me divertir. E vamos de fatos rápidos...
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