5 de nov. de 2008

Bem Vindo à Serra do Cipó

Vai ser difícil fazer um Bem Vindo, porque são muitas atrações e cada uma merece um post em separado. E o espertão aqui esqueceu de tirar fotos da "cidade", o que daria um Bem Vindo pequeno mas legal... Mas vamos lá ver o que dá pra fazer...

A Serra do Cipó fica há mais ou menos 100 km de BH. O caminho é bem simples...quando se foi alguma vez pra lá. Ainda mais quando tudo o que você tem é um "mapa" escrito pelo dono da pousada, que vou reproduzir:

É o seguinte: Seguir sentido Confins, entrar a direita para Lagoa Santa, em Lagoa Santa atravessar a ponte do Rio das Velhas, seguir aprox. 50Km na estrada (Rodov. MG 10), atravessar a ponte do Hotel Veraneio, seguir em frente e entrar a 1ª rua a direita após a 1ª rotatória.

Obrigado e boa viagem!!!

Parece simples, né? Também achei. Simples demais. Aí comecei a procurar outras informações na internet e acabei achando a localização do lugar no Google Maps. Mandei traçar o caminho e...fudeu. Pelo mapa eu teria que virar em um monte de ruazinhas, fazer o maior ziguezague dentro de Lagoa Santa.

Em um outro lugar achei que "era só seguir as placas indicativas". Lotei o tanque de gasolina, caso me perdesse, e enfrentei a estrada. E ví que é quase tão simples como o "mapa" do cara da pousada. Ele só esqueceu de um pequeno detalhe, crucial, na verdade, de um momento que é necessário virar à esquerda. Mas a placa indicativa me salvou.

Pertinho da entrada da cidade tem um posto policial abandonado. Era sinal de que estávamos perto da civilização (ou o que quer que seja aquilo):


Pouco mais à frente tem a boa e velha plaquinha que eu sempre tento fotografar, mas raramente consigo. O curioso é que ela fica DEPOIS da tal ponte do Hotel Veraneio:


A ponte do hotel veraneio, que passa sobre um rio que acredito ser o Cipó


Bem Vindo à Serra do Cipó

Depois disso, andamos mais um pouco e nada de chegar a tal rotatória. Paramos para perguntar e ela estava uns 200 metros à frente. MUITA vergonha nessa hora (e sem foto para o pessoal).

E depois da rotatória tem a parte "cidade". É basicamente uma rua, de pista dupla, com casas e comércio em volta. O comércio é todo agrupado e forma umas vilas. Numa delas, tinha uma pseudo igreja, que deve ser só enfeite e uma estátua qualquer




E no fim da rua tem uma praça, com um coreto em construção:


Sentiu falta da igreja junto da praça, né? É porque ela fica em uma rua adjacente à principal. Não entendi porque ela estava fechado em pleno dia de finados, mas tudo bem.


Depois do coreto a pista dupla volta a ser uma apertadinha. E no caminho, muitas pousadas. Subindo a serra a gente consegue ter um visual muito legal da mata. O dia estava MUITO nublado, então as fotos não ficaram muito boas, mesmo com toda a destreza de Xuxu para tirar as fotos.

O legal é que tem vários minimirantes pelo caminho e dá pra parar e ficar admirando o local e tirando fotos. Ó só algumas que tiramos:




No caminho, paralela à duas curvas, tem umas pinguelas velhas que acreditamos terem sido feitas por escravos. No mapa tosco que tínhamos falava que, mais ou menos por ali teria uma tal de "trilha dos escravos". Na dúvida, paramos e tiramos fotos. Pelo que estava escrito, pelo menos é coisa velha.


Pinguela 1


Pinguela 2. Ao fundo, o Esparromóvel


Detalhes da Pinguela 2


Mais detalhes da Pinguela 2

Mais um pouco à frente tem uma Pedra do Elefante. O mais legal dessa pedra é que dependendo do ângulo da estrada você vê um elefante, um porco ou nada. Mas nas fotos só dá pra ver o elefante (na verdade não dá pra ver nada, mas tenha um pouco de imaginação e boa vontade).


Andando mais um pouco, mais ou menos no km 122 da MG-10, tem a entrada da cachoeira da Capivara, que dizem ser uma das mais bonitas do local. Além de estar frio pra cacete pra ir pra cachoeira, ainda demos azar dela estar interditada. Coisa do Ibama. Mas pelo menos conseguimos entrar no lugar e visitar a estátua do Juquinha.

Mano Juquinha era um cara da região que vendia, dava, emprestava flores pra galera. Pelo que euentendi o cara era querido por todos e, reza a lenda, que teme um peripaque, deram-o como morto e o irmão dele fez um caixão.

Botaram o cara dentro do pijama de madeira e no dia seguinte, antes do enterro (para sorte dele), ele acordou. E o irmão do Jucaman colocou o caixão embaixo da cama dele, onde ficou até que ele bateu as botas de verdade. Depois, em homenagem ao cara, fizeram esta estátua dele, que fica num lugar com vista privilegiada da serra.


O local onde fica a estátua


O Mano Juquinha


Placa explicativa

Fomos andando mais um pouco, em direção a uma coisa chamada "Velósias Gigantes" que existia no nosso mapa. Não sabíamos o que eram velósias, fomos andando na direção que o mapa apontava. Óbvio que não achamos o lugar e quase fomos parar em Diamantina.

Resolvemos voltar e, no caminho, achamos uma estradinha de terra que dava numa ribanceira. Da ribanceira dava pra ver uma cachoeira e isso foi o mais próximo que chegamos de uma queda d'água no sábado. Lá, tinha várias plantas feias, mas que também não sabíamos o nome e resolvemos chamar de pepalantus. Adivinha o que eram...Sim, velósias (descobri agora, no Oráculo).


Mais mato, agora de outro ponto


A única cachoeira que vimos no sábado


Velósias miniatura

De lá voltamos para o hotel para obter mais informações do que fazer, mas isso é assunto para outro post.

Ahá! Tava achando que eu esqueci dos fatos bizarros, né? Nã-não. Cada coisa divertida que eu vi por lá que merece aparecer por aqui.

Fazer amor num lugar deserto, com a emoção de não saber se vai aparecer alguém ou não, é a fantasia de muita gente. E parece que alguém teve esta idéia quando estava na estátua do Juquinha. Olha só o que eu achei no chão.


Já na nossa última parada vimos algumas coisas divertidas. Uma é essa bota aí embaixo, que estava jogada no meio do caminho. E só ela! O outro pé o cara deve ter usado (ou perdido) em outro lugar


Não sei o que é isso aí embaixo, deve ser parte da botina aí em cima. Mas segundo Xuxu é um portal para os extraterestres.


Lá também foi um lugar escolhido pelo pessoal para fazer uma farrinha. Ou isso ou tem algém fazendo magia negra por lá.


Ainda lá no morrinho: parece que alguém foi enterrado por lá. Talvez o dono da botina. Mas o cara não teve direito nem a uma cruz com 2 braços.


Em outro local, no meio do nada, tem essas três casinhas abandonadas...


Numa das pontes dos escravos flagrei um ato de vandalismo da minha querida amiga Raquel Camargo. Ó só:


Para finalizar: quando estávamos em busca das velósias gigantes vimos um caminhão transportando bois que estava claramente desbalanceado. Parece que todos os bois foram para o mesmo lado e qualquer curvinha mais fechada o caminhão virava. O motorista viu isso e resolveu dar um jeito, só que na porrada.

2 Palpites:

Anônimo disse...

belas fotos
e ei, quem é aquela perto do esparromovel? eahhea =x

pois é, eu vandalizo mééémo
bj

Esparroman disse...

Perto do espar.... opa! Não tinha visto!

É uma pessoa que estava na ponte no momento que bati a foto, hehe.

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