Na volta pra casa, bem depois da conversa acima, aproveitei para olhar o horário do busão de madrugada. "6:30, 6:40, 6:50. Ah, tranquilo. Vou para o de 6:30 e, na pior das hipóteses, pego o de 6:40, já que é 7:10", pensei.
No dia seguinte acordo 5:30 da matina, pra não correr rico de perder o busão. Faço as minhas coisas (na metade da velocidade que faço normalmente, por causa do sono) e enquanto troco de roupa, o Véio pergunta se eu quero carona até lá no lugar. Falo que por enquanto não, porque estava com folga no horário. Saio de casa 6:22. O ponto é do lado da minha casa (1 quarteirão), então estava tranquilo.
Quando eu estava quase na esquina, ouvi um barulho de ônibus ligando. Achei estranho e olhei no relógio: 6:25. "Será que o corno está saindo antes da hora?", pensei. E ouvi o barulho do busão saindo. "Ah, tem o de 6:40. Tá de boa".
Cheguei no ponto e perguntei o seguinte diálogo aconteceu com o cara que fica no ponto cuidando da saída dos balaios:
- Escuta, esse ônibus não sai 6:30?
- Não, 6:25.
- Ué, mas olhei ontem no quadro de horários...
- Será que eu tô ficando maluco? Vamo conferir.... Ó só: 6:25. Será que você não olhou a saída do prado [o ponto final do ônibus. Eu pego no Ponto central]?
- Putz, deve ter sido. Quando sai o próximo?
- Agora só 6:50.
"Fudeu. Vou perder a Van. De novo.", pensei. Eu tinha 2 opções: correr para o ponto de outro ônibus, que fica a 3 quarteirões de onde eu estava, mas que tem que subir uma ladeira gigante e rezar para ele passar ou andar 1 quarteirão até o ponto de taxi e ficar uns 10 reais mais pobre. 10 reais que por sinal eu não tinha na carteira.
Mas aí veio a imagem do Véio na minha cabeça, quase que dizendo "eu falei...". Engoli o orgulho e liguei pra casa. "Pai, aquela carona ainda tá de pé?". Expliquei a merda que eu tinha feito e ele falou que me levava lá numa boa.
Consegui chegar no lugar que a Van sai no horário (até esperei um pouco) e fui de boa para Itabira. Para minha tristeza, a empresa que a mulher que eu ia fazer reunião estava não é na exatamente cidade, então a única foto que consegui tirar foi essa (num é grandes coisas, mas melhor que nada):

Fiz uma reunião pelo telefone pela manhã (ou um "Call", como gosta de dizer o povo de uma outra empresa que trabalha com a gente) e, depois de finalizar algumas coisas, falei com a mulher "tô por sua conta agora".
Reunião pela manhã, almoço, reunião no começo da tarde. Lá pelas 2:30, minha cabeça começou a doer. Lá pelas 3, queria arrancar minha cabeça fora. Já tinha tomado uma neusa, mas não tinha adiantado. Aí simplesmente parei de trabalhar e comecei a esperar dar 4 da tarde, para poder ir embora. Não estava nem conseguindo pensar.
4 da tarde fui para o lugar combinado, pegar a van. 4:10 e nada. 4:20 e nada. 4:25 e começa a chegar algumas pessoas que vieram na Van comigo. "Ou, a van num é as 4?", perguntei a um deles. Aí me explicaram que 4 ela sai de um lugar X, passa por mais uns 2 lugares e só então vai pra empresa. "Eu vou esmagar a cabeça daquela secretária com uma pedra", pensei.
Peguei a van, voltei pra casa, tudo certinho. No dia seguinte (também conhecido como ontem) fui trabalhar normalmente, na sede da minha empresa. Cheguei e vi a tal secretária. Tentei ignorá-la, mas aí o seguinte diálogo aconteceu:
- "Meu_Nome Meu_Sobrenome", o que você está fazendo aqui?
- Ué, trabalhando.
- Você não ia pra Itabira?
- Fui ontem, uai.
- Ah, é. Verdade. Já ia arrancar meus cabelos aqui.
Eu mereço...
2 Palpites:
Vc foi pra Itabira ou Ipatinga? Me confundi!
Itabira. Menino burro, nÃo sabe nem que cidade foi... Vou arrumar. :)
Postar um comentário