20 de ago. de 2008

Bode Expiatório

Hoje, estava eu feliz e sorridente com sono e mal humorado (como todo dia de manhã), chegando ao trabalho quando um puliça de Brasília me pára e diz: "Bom dia. Você poderia tomar mais cuidado ao cruzar a faixa de pedestres. Quase me atropelou alí atrás".

Sem entender nada, tentei argumentar "mas nem era eu que estava dirigindo!". E o cara continuou "como não? Agora mesmo, alí atrás!". E eu sem entender, só tentando explicar que não fui era eu que estava dirigindo. E não adiantou nada. Aí o cara pegou a caderneta e anotou a placa do carro.

Aí parei pra pensar (já meio puto): eu DEVO ter cara de bode expiatório. Só pode. Ou tenho muita cara de bobo e o povo me acusa por conta disso. Foi assim nas duas vezes em que deu problema no cronograma do projeto e, voltando mais no tempo, duas vezes na faculdade ...(aplica o efeito de flashback ai na tela do computador)

Era o terceiro período. Um aula de Fundamentos de Eletromagnetismo. Um professor americano zé ruela, chamado "Homem Pinto", tinha o costume de mandar pessoas para fora da sala, com a célebre frase "Oê! Pra fora! Agora!".

Uma aula como outra qualquer e duas pessoas conversando, uma na minha frente e outra ao meu lado. Eu, absolutamente calado, sem nem prestar atenção na conversa dos dois (mas também não prestando atenção na aula). Eis que o Homem Pinto grita "Oê! Pra fora! Agora!" e aponta na minha direção. Eu, como estava calado, achei que era com os dois que estavam papeando.

Ele continuou gritando, gesticulando e apontando pra minha direção. Como estava todo mundo olhando pra mim e ninguém tinha levantado, resolvi perguntar "eu?". E o cara: "é, você mesmo!". E retruquei: "mas eu estava calado!". Mas, como sempre, não adiantou. E lá fui eu pra fora da sala.

Algumas semanas depois, uma prova. Se não me engano, a final de semestre. A mesma configuração do dia anterior: uma pessoa na minha frente e uma ao meu lado. Curiosamente, as mesmas duas do episódio anterior. E as duas estavam conversando/conferindo o resultado de uma questão.

E mais uma vez o professor grita: "Oê! Você! Senta aqui na frente!", apontando na minha direção. Desta vez, como eu estava olhando para frente, realmente parecia que eu estava colando, mas na verdade a conversa dos dois chamou minha atençaõ e resolvi ver o que era.

E lá fui eu fazer a prova COLADO no quadro, puto da vida e "emocionalmente abalado". Em uma prova em que eu precisava de MUITO ponto. Mas no fim consegui passar. (aplica o efeito de volta de flashback)

Isso sem contar outras vezes em que paguei o pato por coisas erradas que não fui eu que fiz, mas que não estou lembrando e/ou não vale a pena comentar...

0 Palpites:

Postar um comentário