Na semana passada (ou na anterior, não lembro), enquanto eu pedalava no parque, ouvi um "crec" quando dei uma pedalada mais forte para vencer um morrinho ridículo do parque (na verdade era uma ponte). Dei uma olhada geral na bike, pedalando mesmo, e não vi nada diferente, então continuei pedalando normalmente.
Passado mais um tempo, em outra pedalada mais forte (desta vez no plano, para dar uma animada, já que estava morrendo), outro "crec". Olhei mais uma vez rapidamente e não vi nada. "Chegando no hotel eu dou uma olhada melhor, na luz", pensei. Afinal, aquele parque a noite é mais escuro que cemitério nas partes "não pista de 4 km".
Cheguei no hotel e dei uma olhada. Vi que o pedal tinha rachado em um lugar perto da porca de fixação, na parte mais extrema do bicho. Tipo o desenho abaixo (seja criativo e imagine que é um pedal). As partes vermelhas são os rachados.
Como tava pequeno, deixei quieto. "Quando quebrar de vez eu troco", pensei. Mas fiquei pensando como o bicho quebrou. Tá certo que eu tô goidinho mas não a ponto de quebrar um pedal. E nem tenho força suficiente pra isso (pelo menos pedalando). Mais: se fosse pra quebrar por causa de um desses motivos, deveria ter quebrado os dois.
E mais uma vez o meu lado consultor que quer achar a causa de tudo entrou em ação. Comecei a me perguntar o que tinha feito de diferente e o que poderia ter causado aquele problema. Afinal, isso definiria o tipo de pedal que compraria quando ele quebrasse de vez e eu colocaria a causa na minha lista de "não fazer".
Pensei, pensei, pensei e...lembrei. O pedal é o oposto ao que soltou outro dia. E se voces lembram (ou leram hoje), eu dei uns chutes no bicho pra colocar no lugar. E nos chutes, lógico, a bike estava apoiada exatamente no pedal que quebrou.
Resumindo a história: quando eu montei o camelo, esqueci de apertar todos os parafusos. Isso fez com que o "pé de vela" soltasse. Para colocar no lugar e conseguir voltar para o hotel, chutei o maldito e com isso forçou o pedal, que certamente trincou e, ao sofrer uma força maior, terminou de rachar.
Mas voltando a história... Continuei usando a bicicleta normalmente, esperando o pedal quebrar. Já tinha até achado uma posição em que fazia menos "crec". Mas ontem, não teve jeito. O pedal praticamente se desfez quando eu estava CHEGANDO NO HOTEL. É, porque o hotel fica ao lado do eixo monumental e para atravessá-lo, tive que pedalar forte muitas vezes e o bichinho não aguentou.
Ainda tem um pedaço dele preso ao pino central (sei lá como chama), então ainda dá pra enrolar um pouco e fazer umas pesquisas de preço até a compra do novo pedal.
Que será o mais barato possível, lógico...
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