26 de mai. de 2008

De volta à realidade

Sim, sim, queridos leitores, estou vivo. Sobrevivi à estrada caindo aos pedaços que liga BH a BSB. Mas não poderia ser sem Murphy ao mu lado. Vamos de historinha...

Ontem a noite, na hora de pegar o busão, comentei com Xuxu que o ônibus deveria ir vazio até Seven Lakes, onde subiria muita gente. E que se eu desse sorte, a minha "dupla de cadeira" só entraria lá. Com essas palavras, invoquei o cara.

Não só tinha um sujeito ao meu lado como ele era bem grande e passou MUITO tempo lendo revistinhas da turma da mônica. Não, não era criança. Era um cara com seus 21, 22 anos. A criança estava atrás de mim, chutando o banco e falando horrores.

Mas voltemos ao mano da revistinha... O problema não era ele ficar lendo. O problema era o holofote que ele usou pra ler. Era aquele do ônibus mesmo, mas que "alumia" umas 6 poltronas em volta. E como ele está no direito dele, não podia falar nada. Já o melequento chutando a poltrona....

Esse eu reclamei mesmo. Estava esperando o ônibus começar a andar, pra ver se ele parava. Afinal, o moleque estava conversando com uma mulher do lado de fora do ônibus. Mas o ônibus começou a andar e o menino não parou.

Aí pedi educadamente pra mãe dele dar uns cascudos nele e mandar ele ficar quieto, que minha coluna não é saco de pancada. Funcionou. Nem precisei ameaçar jogar o melequento pela janela.

No fim das contas, lá pras 11 da noite o cara desligou o holofote e consegui dormir. Quer dizer, quase, porque uns 40 minutos depois o balaio parou e o cara queria descer. Lá fui eu levantar pro cara. Mas o lado bom é que nas outras 255 paradas do ônibus ele ficou quietinho no canto dele e eu consegui dormir.

O ônibus não atrasou muito. Só a meia hora que o motorista falou que atrasaria mesmo, por causa dos buracos da pista, que fez com que ele fosse devagar.

Cheguei na rodoviária e peguei mais um busão, com destino à Rodoviária, que fica perto do meu hotel. Parecia uma lata de sardinha, mas tudo bem. Quando pisei no hotel percebi que estava sem a chave do quarto. Tive que pedir outra na recepção. Mas eles estavam reiniciando o servidor naquele exato instante.

Alguns minutos depois, consegui uma chave nova e pude tomar banho e me engravatar pra voltar à realidade trabalhadora e longe de casa...

Ah, achou que acabou, né? Nananinanão. Fiquei pronto e às 8:15, como sempre, desci para encontrar o resto da equipe. Só que não tinha ninguém lá. "Me esqueceram aqui", pensei. Liguei para uma das meninas da equipe e certamente acordei-a. Ela disse que a outra menina da equipe passou mal e que foram dormir tinha pouco tempo.

Liguei então para o Amigo do Primo e ele também tinha ido dormir tarde por causa da menina que passou mal. Mas disse que desceria dali a 40 minutos.

Nesse tempo morto, subi e fui mandar email pra todo mundo falando que estava vivo. 40 minutos depois desci e vim trabalhar.

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