12 de abr. de 2008

A saga da bicicleta

Hoje finalmente teria tempo para arrumar o pneu da minha magrela. Acordei mais cedo (mas não por causa disso), tomei banho, almocei tomei café e fui até a borracharia ao lado do hotel. O borracheiro, lógico, não estava lá. Mas chegou uns 5 minutos depois. Chegou e foi atender um cliente, longe dali.

Antes de ir, no entanto, ele disse que não poderia arrumar o pneu porque não tinha ferramentas para tira-lo do quadro. Eu disse que da outra vez o outro cara arrumou sem tirar o pneu. Aí ele disse que não conseguia tirar. E eu disse que dava um jeito. E ele falou pra eu esperar uns 5 minutos que ele só ia atender o cara lá.

UMA HORA depos, ele chegou. Nesse momento, eu já tinha tirado a câmara, achado o furo e verificado que em mais 2 lugares já já ia furar. 5 minutos depois ele já tinha colado os remendos (porcamente) e falado pra eu colocar a camara de volta.

Fiz isso (por que queria muito andar de bike), calibrei o pneu pra ver se não estava vazando, paguei o cara e fui turistar com a magrela. Dessa vez, andei pra cacete.

Como o hotel fica perto do Mané Garrincha, lá fui eu em direção à ele. Tirei foto de fora e fiz a maior ginástica pra tirar foto do interior pelas gretas dos portões. Aí fui dar a volta pra chegar no Nilson Nelson (o ginásio da cidade) e, ao passar pelo portão principal, vi que estava escancarado.

Desci até la, entrei e tirei mais alguma fotos do interior. Mas o segurança não ficou muito feliz e foi atrás de mim. Com isso, não deu pra entrar em campo e nos vestiários.... Mas fiquei feliz.

Voltei a pedalar "pra cima"e passei pelo palácio do buriti, TJDF e o TCDF. Nem tentei entrar, porque estava tudo fechado. Mais um pouco pra cima fica o Memorial JK, que é entrável, mas não de bike... Então ficou pra amanhã.

Desci em direção à esplanada e no caminho parei no Centro de Convenções. E aproveitando que estavam montando pra alguma coisa, tirei umas fotos de lá.

Continuei descendo em direção à esplanada. Mas desta vez, meu alvo era o palácio da alvorada. Eu sei que não pode entrar, mas queria tirar uma foto nem que fosse de fora. Fii até lá (que é longe pra cacete), tirei umas fotos e resolvi ir até a ponte JK, que é praqueles lados. Mas aí a vida me pregou uma peça......

Estava pedalando, feliz da vida, e comecei a sentir o pedal esquerdo meio bambo. Olhei para baixo e vi o "pé de vela" quase saindo do quadro. Parei, virei a bicicleta e vi que o treco estava quase saindo. Dei umas pancadas, comecei a apertar a porca com a mão (estava a meio giro de sair) e voltei a pedalar. Uns 200 metros pra frente o pedal estava solto novamente...

Aí comecei a pensar nas minhas opções. Achar um posto (ou mecânica) e pedir uma chave emprestada OU voltar pro hotel empurrando a bicicleta. Pedalar, não dava. Neste momento, próximo de 13:30, o sol estava a pino e eu sentia meu corpo queimar. Estava de camiseta, mas minha cara e meus braços estavam ardendo um bocado.

De onde eu estava até o hotel não tem NENHUM posto. O caminho é basicamente mato até a esplanada e depois, no eixo monumental, só prédio público ou monumentos. Ou seja: a solução era empurrar a magrela até o hotel, torrando no sol.

Mas o calor estava tão grande e incomodando tanto que preferi pedalar e a cada 200 metros chutar o maltido pé de vela e apertar a porca com a mão. E assim eu fiz por uns...10 km?

Cheguei no hotel morto, quente e queimado. Guardei a bike na garagem, subi para o quarto, tentei a brir a porta e....nada. A chave tinha perdido a validade. Eu estava morrendo de sede, porque só havia tomado água antes de sair do hotel e no palácio da alvorada e esta cidade é mais seca que deserto.

Eu tinha duas opções: descer 14 andares, refazer a chave, subir 14 andares e beber água cara do minibar OU subir 2 andares até a sala de ginástica e beber água grátis do hotel. Adivinha qual eu escolhi....

Tomei uns 2 litros de água, desci até a recepção, refiz a chave, subi para o quarto e fui tomar banho. Saí do banho e fui dormir. Afinal, meu preparo físico é zero e eu tinha feito um esforço da porra durante 4 horas....

Amanhã eu vou pedir umas chaves emprestadas aqui no hotel e apertar a bicicleta inteira. Coisa que eu deveria ter feito quando a montei, há umas 4 semanas....

E bonita mesmo está a marca dos óculos escuros na minha cara......

3 Palpites:

Unknown disse...

Se fizéssemos uma conta gente-boa, trazendo esse seu esforço todo a valor presente (pra data que vc comprou a bicicleta) dava pra comprar uma de umas mil pratas, hehehe. Mas acho q a idéia era essa mesmo, senão não teríamos essas histórias pro blog, né? :)

Anônimo disse...

Vc não acha que tá hora de jogar esse camelo fora e comprar uma bike melhorzinha? Deixa de ser pão-duro!!!

Esparroman disse...

Respondendo aos dois: a bicicleta é boa. O problema foi que dei azar com a camera traseira (que agora está toda remendada) e que fui fominha e a montei mal e porcamente...

Mas agora apertei praticamente todos os parafusos e porcas. Só o frei que está cada dia pior...

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