Passados os momentos de fúria, resolvi fazer alguns comentários e contar alguns fatos que aconteceram nos últimos três fins de semana, nos diversos aeroportos que passei.
Pra começar, é simplesmente ridícula a situação aérea tupiniquim. A culpa não é só do governo, dos controladores e da infraero/anac. As companhias aéreas estão aproveitando a situação para fazer pressão no governo e/ou para fazer coisa errada e jogar a culpa nos outros.
Exemplos: uma das diversas funcionárias da Gol que me atendeu (a mais simpática e atenciosa de todas que me atenderam, por sinal) estava revoltadíssima com a situação atual. Reclamou da própria empresa, falando que não tem mais lugar nos vôos, mas ainda assim a gol está vendendo assentos. Isso sem contar que com a quantidade de vôos atrasados/cancelados/perdidos não há como realocar os passageiros.
Outra: segundo ela os supervisores estão simplesmente dando as costas e indo embora, coisa que já tinha reparado. E eles estão cozinhando a galera, mandando para guarulhos, etc e só depois de MUITO tempo cancelando os vôos, mesmo já sabendo que o avião não vai sair. Respeito com os passageiros inexiste.
E ela estava completamente chocada, por causa do acidente. Diz ela que passou três dias levando água na chuva para os bombeiros, vendo pedaços de corpo, nada muito agradável.
Quanto ao governo, sem muitos comentários. Um bando de frouxas, sem pulso, que arrega as pernas com qualquer pressão das companhias. Como diabos alguém libera uma pista de aeroporto sem ter terminada a obra toda?
A solução é simples e todo mundo já sabe o que fazer há muito: fechar Congonhas e redistribuir os vôos e conexões para os outros aeroportos do país. Tá, fechar o aeroporto é complicado, atrapalha a vida de todo mundo (reclamei muito quando tiraram os vôos da Pampulha), mas é questão de segurança.
Falando em segurança, está todo mundo tão preocupado (passageiros, comandantes e fncionários) que ninguém reclamou de ficar esperando em Congonhas. só quando fomos para Guarulhos que o bicho começou a pegar.
E em congonhas mesmo um determinado comandante falou que não ia decolar com a água que estava caindo. Mesmo sendo um avião preparado para pousos e decolagens em pista com água.
O único fato legal é que o cara que me atendeu a primeira vez que fiquei em SP me reconheceu da segunda vez e disse que preciso me benzer. Mas lembrou que eu estava sem mala e perguntou se eu tinha conseguido recuperá-la.
Só mesmo ele e a tal atendente aí de cima salvam entre as 20 pessoas que me atenderam nesses últimos dias. A supervisora da primeira noite também era jóia, resolveu meu problema, mas não era tão atenciosa assim.
Eu realmente espero que a solução venha logo. Não só por minha causa, mas sim por todos os que não sabem se vão chegar em casa ou não e pelos parentes que ficam sem saber onde estão seus entes queridos.
E torço para que ninguém mais morra...
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